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Capixabas em fúria: após embate com Moro, Contarato sofre ataques dos próprios eleitores

Eleitores achavam que o senador da Rede era bolsonarista, mas sua agenda é oposta: "morro defendendo os direitos humanos"

Senador Fabiano Contarato (Rede-ES) em sua posse, em janeiro. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Cynara Menezes
26 de junho de 2019, 21h10

“Durante 27 anos como delegado de polícia eu me senti usado pelo Estado só para aplicar, de forma contundente, a lei contra pobre, afrodescendente e semianalfabeto. O delegado infelizmente foi visto por muito tempo como longa manus (executor de ordens) da burguesia e dos próprios políticos, porque alguém tinha que fazer o ‘trabalho sujo’. Eu morro defendendo os direitos humanos.”

A boca de Fabiano Contarato (REDE-ES) se crispa cada vez que se refere a Bolsonaro. Vendo-o falar, é surreal como parte de seu eleitorado pôde achar que fosse alinhar-se automaticamente ao governo, certamente atraídos pelo fato de ele ter sido delegado de polícia. Mas, após o embate que teve com o ministro da Justiça, Sergio Moro, e do voto contra o decreto das armas, Contarato passou a enfrentar a fúria dos próprios votantes nas redes sociais. Capixabas em fúria chamam-no “traidor” e se dizem “enganados”. Pelo whatsapp, uma pessoa, já identificada, chegou a ameaçá-lo de morte, dizendo que vai “passar o facão” no senador. Contarato vai denunciá-lo à polícia.

Eu louvo a Lava-Jato. E no que depender de mim para fortalecê-la eu vou fazer. O que fiz foi uma análise à luz dos diplomas legais, passando pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, que estabelece que toda pessoa tem direito a um julgamento por tribunal imparcial

O senador aponta “miopia” e “equívoco” em quem não conseguiu ver ainda que não há nada mais oposto do que sua agenda e a de Bolsonaro. Um é gay assumido, bem casado e com filho; o outro é um homofóbico reincidente, capaz de chamar um homossexual de “menina”. Uma das bandeiras do senador, que foi chefe do Detran capixaba, é modificar o código de trânsito brasileiro para acabar com a impunidade, enquanto o presidente quer premiar os maus motoristas. Contarato defendia na campanha uma punição mais severa para o crime de feminicídio e para a violência doméstica; já Bolsonaro costuma fazer zombaria do assunto. O senador é defensor ferrenho do meio ambiente e dos povos indígenas. E o presidente, bem… entregou tudo isso aos ruralistas.

Na postagem do vídeo do entrevero com Moro que bombou no face do senador, há mais de 8 mil comentários até agora, a maior parte deles de bolsonaristas “chateados” e eleitores enfurecidos, maldizendo o voto que deram, como se não conhecessem o candidato cujo número apertaram na urna. Cobram dele apoio irrestrito ao governo, algo que nunca prometeu. Sua eleição inclusive deixou de fora o senador de extrema direita Magno Malta, esse sim bolsonarista de primeira hora. Contarato apoiou Marina Silva na eleição presidencial e ficou neutro no segundo turno.

Como de hábito, os bolsonaristas começaram a espalhar fake news contra o senador e colocar frases em sua boca que ele jamais disse contra a Lava-Jato.

Foram tantos ataques e mentiras que Contarato se viu obrigado a publicar uma postagem em suas redes reafirmando seu apoio à operação.

O senador, avesso a rótulos, se define ideologicamente como “independente”, aquele tipo que ainda não se deu conta que é de esquerda, ou que ainda não sabe que é de direita. Enfim, um cara de centro. Ou, como ele prefere, “uma pessoa independente que está antenada com a evolução da população”. Um progressista, sem dúvida, e um osso duro que Bolsonaro vai ter que roer daqui para a frente. As ideias do presidente e as do senador são como água e óleo.

Leiam a entrevista com o senador Fabiano Contarato.

Socialista Morena – O senhor está sendo atacado por seus eleitores como se tivesse mudado de posição, mas suas bandeiras, como a defesa de punições mais severas para infratores de trânsito, são opostas às de Bolsonaro. As pessoas não o conheciam?
Fabiano Contarato – Bolsonaro tem um comportamento míope, populista. Ele joga para a população aquilo que ‘ela quer ouvir’. Para suspender a carteira de motorista vamos passar de 20 para 40 pontos, que é muito, eu fui delegado de trânsito por mais de 10 anos. Quando ele fala que vai retirar a cadeirinha do banco traseiro de criança, tirar a obrigatoriedade do exame toxicológico para motoristas profissionais… Isso foi um avanço que nós tivemos. Se ele pensa que vai acabar com a ‘indústria de multas’, ele vai é construir uma indústria de mortes. Eu consegui uma liminar na Justiça contra o desejo dele de acabar com 8 mil radares nas rodovias federais. Olha que loucura, quando a função do chefe do executivo é primar para preservar o principal bem jurídico que é a vida humana, o respeito à integridade física, ele está atuando na contramão do que prevê a Constituição Federal. Ele está fazendo isso com o estatuto do desarmamento, porque a segurança pública é direito de todos, mas é dever do Estado. Ante a ineficiência do Estado em assegurar à população uma sociedade pacificadora preservando a vida humana, está tendo uma visão populista, imediatista, de que a população pode se armar de forma absurda. Deveria estar combatendo as causas da violência, você estar morando num bairro com esgoto a céu aberto, sem iluminação pública. Deveria gerar emprego e renda, por exemplo. Temos 40 milhões de brasileiros ou desempregados ou subempregados. Dar ensino e saúde pública de qualidade, como manda a Constituição. Não alavanca a economia, quer armar a população, quer acabar com o código de trânsito brasileiro, está desmantelando o ministério do meio ambiente, acabou com secretaria de mudança climática, de reflorestamento, enfraqueceu o Ibama, o Icmbio.

–Destruindo toda as agendas civilizatórias, não é, senador?
–Um retrocesso. E tudo que impacta na vida, porque quando você fala de meio ambiente, defende as vidas humanas que estão por vir e isso transcende o Estado brasileiro, a posição topográfica e a linha limítrofe do Brasil. É um direito planetário, um direito humano essencial. Então ele está violando o que é mais sagrado, que é a vida humana. Quando ele faz isso no trânsito… O Brasil é o quarto país do mundo em mortes no trânsito e o custo ultrapassa 50 bilhões de reais. Quando ele quer armar a população… O Brasil é o país que mais mata por armas de fogo no mundo sem o decreto, imagina agora. Uma simples discussão no trânsito a polícia vai imaginando que as partes envolvidas vão estar armadas, e fortemente armadas, porque até nas armas de uso restrito e proibido, por exemplo 9mm, .40, agora ele falou que é permitido. Aqui no Senado federal, o que eu puder fazer para sustar estes decretos eu faço, mas o que puder ser feito em nível judicial (eu já entrei com 13 ações contra o chefe do Executivo), vai ser feito. Mas é lamentável, vivemos num país democrático onde se deve ter respeito aos poderes harmônicos e independentes, e isso está sendo violado por um presidente que quer, de forma ditatorial, presidir o país por decreto. É inadmissível.

É lamentável, vivemos num país democrático onde se deve ter respeito aos poderes harmônicos e independentes, e isso está sendo violado por um presidente que quer, de forma ditatorial, presidir o país por decreto

–O que o senhor tem a dizer a seus eleitores que se dizem arrependidos, enganados? Eles não se informaram direito?
–Eu espero que a população de bem tenha a percepção que estou aqui defendendo a vida humana, porque só quem perde alguém no trânsito sabe, e as pessoas do meu Estado sabiam disso, porque fui delegado do trânsito por dez anos. Foge da lei natural um pai sepultar o filho. Não é admissível acreditar que armando a população vai diminuir a criminalidade. O que diminui a criminalidade é combater a fome, a miséria, dar uma vida digna, não armar a população. Espero que a população pare e reflita porque estas medidas que o presidente está tomando não são medidas de alguém que preze a vida humana. O presidente do Senado derrubou parte da MP em que ele insiste em transferir a demarcação de terras indígenas para o Ministério da Agricultura. Nós já tínhamos derrubado e devolvido para a Funai e o Ministério da Justiça, e ele insiste. Veja que o comportamento dele é ditatorial mesmo, de revanchismo: ‘eu mando, eu determino’. Ele não só não está obedecendo a harmonia entre os poderes nem aquilo sobre o que o próprio legislativo já se manifestou. Espero que a população, num momento de pacificação, de equilíbrio emocional, tenha a sobriedade para entender que estou aqui para defender o que é mais sagrado, que é a Constituição Federal e o Estado democrático de direito, a vida humana, o respeito à integridade física. E eu não vou violar os meus princípios éticos e morais. para mim seria cômodo, quando ele anunciou que iria retirar os 8 mil radares, que eu ficasse inerte, porque essa seria uma postura populista e que seria positiva para mim. Mas não, estou aqui para defender aquilo que acredito que vai ser o melhor para o país, que é a vida humana.

–O senhor não declarou voto nele na eleição presidencial.
–De forma alguma. Mesmo porque eu sou de um partido, a Rede, que tinha candidata própria, a Marina Silva.

–No segundo turno, a Rede liberou para votar no Haddad, não foi?
–Sim, deu apoio com restrições ao Haddad. Mas até nisso eu me mantive neutro, não falei, respeitei a opinião da população. O meu eleitor tem livre arbítrio de escolher quem seria o melhor chefe do executivo. Ele é o nosso presidente e qualquer medida que ele vá fazer que seja positiva terá em mim um aliado. Se você me perguntar se eu sou oposição ao presidente Bolsonaro eu falo que não, porque um dos princípios que regem a administração pública é a impessoalidade. Se fosse a presidente eleita Marina Silva com esse comportamento, eu teria entrado com 13 ações contra ela, porque é uma premissa, é elementar, o abre-alas do código penal são os crimes contra a vida. O principal bem jurídico que deve ser protegido por todos, mas principalmente pelo Executivo, é a vida humana. Independe se o presidente é A, B, C ou D. Qualquer medida que viola qualquer garantia constitucional ou os tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário eu vou entrar com a medida que for necessária.

O que diminui a criminalidade é combater a fome, a miséria, dar uma vida digna, não armar a população. Espero que a população pare e reflita porque estas medidas que o presidente está tomando não são medidas de alguém que preze a vida humana

–Foi pensando no estado democrático de direito que o senhor teve aquele embate com o ministro Sergio Moro e agora está sendo acusado de ser contra a Lava-Jato…
–Foi outra coisa distorcida. Eu fui eleito fundamentando o meu compromisso com o combate à corrupção, mesmo porque durante 27 anos como delegado de polícia eu me senti usado pelo estado só para aplicar, de forma contundente, a lei contra pobre, afrodescendente e semianalfabeto. Se você traçar um perfil socioeconômico de quem está preso, é pobre, afrodescendente e semianalfabeto, quando os crimes que mais trazem prejuízo à nação são praticados por políticos. Um dos meus projetos é tornar crime hediondo o crime praticado por político. Então eu defendo a Lava-Jato, mesmo porque a Lava-Jato não é minha, não é do ministro, é da população brasileira. Tem vários agentes envolvidos, vários delegados, vários policiais, vários peritos, vários procuradores, vários juízes, é impessoal. Por isso fico triste quando vejo que a população entende que, se você faz uma crítica ao então juiz Sergio Moro, está sendo contra a Lava-Jato. Eu louvo a Lava-Jato. E no que depender de mim para fortalecê-la eu vou fazer. O que fiz foi uma análise à luz dos diplomas legais, passando pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, que estabelece que toda pessoa tem direito a um julgamento por tribunal imparcial, passando pelo artigo 254 do Código de Processo Penal, que fala que o juiz dar-se-á por suspeito quando for amigo íntimo ou inimigo capital de uma das partes; ou no inciso 4, quando houver aconselhado a qualquer das partes, e ele não se deu por suspeito e uma vez provocado se manteve e não acatou a exceção de suspeição, passando pelo CPP e pelo Código de Ética da Magistratura. O juiz tem que dar um tratamento isonômico às partes, tem que ser neutro, equidistante.

Os subsídios fiscais que o governo federal dá para as grandes empresas são astronômicos, mas na hora de fazer a reforma alguém vai pagar a conta. Tivemos recentemente um golpe, a reforma trabalhista, permitia até grávida em ambiente insalubre. Teve que o STF declarar inconstitucionalidade

–O senhor mencionou a palavra ‘triste’. A reação de alguns dos seus eleitores o entristeceu?
–Fico triste porque levam para um lado pessoal, começam a ofender. Eu recebi ameaça de morte por áudio, recebi ofensas em relação à minha família, meu filho. Eu fico muito triste porque estou aqui por uma missão. Tenho duas profissões que amo, ser delegado de polícia e professor universitário, nunca fui político. Não colocaria meu nome, exporia minha vida, minha pessoa, minha família, se não fosse por acreditar que nós podemos transformar o Brasil num país mais justo, fraterno, igualitário, para quem sabe um dia sermos todos iguais perante a lei, independente de raça, cor, etnia, religião, origem, condição de gênero, sexual, deficiente físico, idoso. Espero que no futuro a população capixaba e a brasileira tenham orgulho, porque eu não vou decepcionar. Sei que às vezes o comportamento da gente não satisfaz todo mundo, mas eu tenho como premissa aquilo que eu acho fundamental, porque não tem nenhum ordenamento jurídico, nem mesmo a Constituição Federal, que possa ser sedimentada se não for em cima de um comportamento ético, moral.

–Talvez eles achassem que o senhor, como delegado, fosse aderir à agenda do governo.
–Eu acho uma visão um tanto míope, equivocada. O delegado de polícia é o primeiro garantidor dos princípios fundamentais. Flagrante vem do latim flagrans, corpo em chamas, certeza visual do crime. É o primeiro a garantir os seus direitos. É ali que você assegura o respeito á integridade física, à saúde, à moral, é ali que você fala quem é que vai, como é que não vai. O delegado infelizmente foi visto por muito tempo como longa manus (executor de ordens) da burguesia, dos próprios políticos, porque alguém tinha que fazer o ‘trabalho sujo’. E é aí que vem a figura da polícia violadora de direitos. Fui delegado de polícia 27 anos e fui o primeiro a ganhar um prêmio de defesa dos direitos humanos. Foi um simbolismo muito forte, porque os delegados de polícia sempre foram vistos como os principais violadores dos direitos humanos. Eu morro defendendo os direitos humanos. E as pessoas que falam que defender direitos humanos é defender bandidos não sabe o que é a dimensão de um direito humano. Quero sempre estar defendendo os direitos humanos, as minorias, há uma dívida eterna da humanidade em relação aos negros, somos um dos últimos países a abolir a escravatura. Há uma dívida eterna da humanidade com as mulheres, porque até um passado recente as mulheres eram consideradas semi-incapazes.

–E no entanto estamos discutindo se as cadeirinhas são necessárias, se a Terra é plana, se juiz tem que ser imparcial, como disse a Marília Arraes…
Com tantas pautas importantes… O chefe do Executivo tem que ser aquela pessoa centrada, sóbria, que tem a serenidade, que sabe se articular no sentido positivo da palavra, com o presidente da Câmara, com o presidente do Senado, com a procuradora-geral da República, com o presidente do STF, com a AGU e dizer: ‘Vamos focar. Temos metas diferentes, mas o objetivo é um só, melhorar a economia. Vamos aprovar a reforma da Previdência, mas essa reforma vai ser justa para todo mundo? O que nós podemos avançar? Os subsídios fiscais que o governo federal dá para as grandes empresas é astronômico, mas na hora de fazer a reforma alguém vai pagar a conta. Nós tivemos agora recentemente o que foi um golpe, a reforma trabalhista, foi uma afronta à CLT, permitia até que grávida e lactante trabalhasse em ambiente insalubre. Teve que o STF declarar inconstitucionalidade. Eu espero que o meu eleitor entenda que o que estou defendendo aqui é a democracia, a vida humana, que todos tenham uma vida com dignidade, que tenha condições de trabalho, oportunidade de emprego.

Ideologicamente, como o senhor se situa?
–Eu me situo como independente.

Centro-esquerda?
–Eu não tenho isso.

–Direita liberal?
–Sinceramente, eu não me situo nesse campo. Estou sendo extremamente transparente. Eu me sinto como um político que respeita a Constituição e os tratados internacionais e que tem como premissa os direitos fundamentais e sociais, os direitos difusos. Qualquer pauta de qualquer governo neste sentido vai ter em mim um aliado independente, um defensor, elogiando da tribuna. Sou uma pessoa independente que está antenada com a evolução da população. O que a gente não pode é estar discutindo pautas da época medieval.

 

 


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Luciana Martins Magrani em 27/06/2019 - 01h50 comentou:

Ola Deputado Fabiano Catarato! Me chamo Luciana e sou da Cidade do RJ. infelizmente grande parte da nossa população esta fora de si. As pessoas perderam o sentimento de amor ao proximo, perderam os valores e perderam a sua identidade. Agora o CERTO virou o ERRADO, e o que é ERRADO virou CERTO.! Esse mundo esta de cabeça para baixo! Como podemos ter tantos seres humanos robotizados? As pessoas nao conseguem enxergarem, que esse sentimento de valer td para atingir uma única pessoa, já esta passando de todos os limites. Ninguém sabe mas agir com coerência, o que importa agora é destruir a imagem do outro, ofender os princípios do proximo, ameaçar e ate mesmo infelizmente chegar a matar uma pessoas, pelo simples fato dela discordar da sua opinião. GOSTARIA DE DEIXAR OS PARABENS PELO EXCELENTE TRABALHO PRESTADO PELO SENHOR COMO DEPUTADO E PRINCIPALMENTE PELO LADO HUMANO E RESPONSÁVEL QUE ESTA CONDUZINDO OS FATOS.

Responder

Nina Pereira em 27/06/2019 - 20h37 comentou:

Olá Senador,

Parabéns pelo seu trabalho…
Fico muito feliz q votei numa pessoa de ética que pensa/luta e trabalha pelo bem maior, pela união e defesa de nosso pais, independente de está agradando ou não uns e outros….

Responder

Homero Mattos Jr. em 30/06/2019 - 21h02 comentou:

força na luta Senador.
não é fácil viver o século XXI em uma sociedade(?) onde as classes estão separadas. no tempo e no espaço. a dominante no século XIX; e a subalterna no XVI.
força na luta.

Responder

Marquinho Ferreira em 01/07/2019 - 07h17 comentou:

Os brasileiros elegantes — e inteligentes — vestem verde-amarelo. Os petistas, por outro lado, são barangões e reacionários. Atrasadíssimos com cabeça no século XX: Kitsch políticos.

Responder

    Cynara Menezes em 01/07/2019 - 15h07 comentou:

    dã?

Geraldo Vinicius de Oliveira Afonso em 01/07/2019 - 15h54 comentou:

Sr. Deputado quero deixar registrado aqui o meu parabéns pela demonstração de respeito aos seus eleitores. O Sr, foi fantástico e tem a minha admiração. Tenha a certeza que se fosse eleitor no ES teria meu voto.

Responder

Ivan em 18/07/2019 - 14h03 comentou:

Até agora o que vi do Sr. Deputado foi a vontade ferrenha de acabar com a lava jato , reveja o que o sr disse sobre uma arvore podre. Acredito que falta pouco pra vossa inexcelencia gritar Lula Livre . Nao atrapalhe o governo , quem lhe colocou no senado foi a maioria que pensa diferente do que o sr acha , o sr não manda em nada , faça o que os capixabas querem , tome vergonha

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