Socialista Morena
Politik

Cara de pau: Temer critica que no Brasil “cada um quer derrubar o outro”

Quem ouvisse, pensaria se tratar de alguém com a legitimidade das urnas. Nem parecia o mesmo vice que tramou um golpe parlamentar contra a ocupante eleita do cargo

Temer no Planalto hoje. Foto: Beto Barata/PR
Da Redação
12 de setembro de 2017, 18h37

Em cerimônia com sindicalistas, empresários e ministros, no Palácio do Planalto, o presidente ilegítimo Michel Temer acusou aqueles que, no Brasil, querem “derrubar o outro” e que “problemas são artificialmente criados”. Quem ouvisse, pensaria se tratar de alguém com a legitimidade das urnas. Nem parecia o mesmo vice-presidente que tramou um golpe parlamentar contra a ocupante eleita do cargo.

“Cada um quer derrubar o outro, cada um quer derrotar o outro, cada um quer encontrar o caminho para verificar como atrapalha o outro”, disse Temer.

A declaração veio um dia após a Polícia Federal concluir em inquérito que há indícios de crime por parte de Temer e demais integrantes do chamado “grupo do PMDB da Câmara” e após a prisão do empresário Joesley Batista.

O grupo seria composto pelos ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Secretaria de Governo, Moreira Franco, além dos ex-ministros Geddel Vieira Lima e Henrique Eduardo Alves, e do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha. Os três últimos, todos ligados a Temer, já estão presos.

De acordo com a PF, a cúpula do PMDB mantinha “estrutura organizacional com o objetivo de obter, direta e indiretamente, vantagens indevidas em órgãos da administração pública direta e indireta”. Ainda segundo o inquérito, que será enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal), o grupo praticou os crimes de corrupção ativa, passiva, lavagem de dinheiro, fraude em licitação e evasão de divisas.

Pouco antes do discurso, o Palácio do Planalto havia soltado uma nota afirmando que “garantias individuais estão sendo violentadas, diuturnamente” e que “chega-se ao ponto de se tentar condenar pessoas sem sequer ouvi-las”, portanto, “sem se concluir investigação”, “sem se apurar a verdade” e “sem verificar a existência de provas reais”.

O texto dizia ainda que “facínoras roubaram do país a verdade”. Não, não era uma autocrítica.

Com informações da Agência Brasil

 

 


Apoie o site

Se você não tem uma conta no PayPal, não há necessidade de se inscrever para assinar, você pode usar apenas qualquer cartão de crédito ou débito

Ou você pode ser um patrocinador com uma única contribuição:

Para quem prefere fazer depósito em conta:

Cynara Moreira Menezes
Caixa Econômica Federal
Agência: 3310
Conta Corrente: 23023-7
(1) comentário Escrever comentário

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião da Socialista Morena. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

paulo tasso motta em 14/09/2017 - 17h31 comentou:

Site inestimável idôneo altruísta. Já fiz minha doação de 12 meses há 5 meses. Prestígio perene

Responder

Deixe uma resposta

 


Mais publicações

Politik

Ministro da Cultura sugere a Dilma que monte tribunal internacional contra o golpe


Por Manuca Ferreira, especial para o blog O ministro da Cultura, Juca Ferreira, afirmou na quarta-feira 20, em uma roda de conversa sobre Cultura, Comunicação e Conjuntura Política, no Museu de Arte da Bahia, em…

Politik

Suplicy, o “chato da renda mínima”, tinha razão? Com a desigualdade subindo, o mundo…


Eduardo Suplicy não caminha há seis meses sobre tapetes azuis no Planalto Central, rotina durante 24 anos de sua vida, mas sobre as calçadas e pedras do centro de São Paulo. Do Pátio do Colégio,…