Manuela Carmena, prefeita de Madri: a política tem que ser ocasional, não uma carreira

Publicado em 29 de novembro de 2016
manuelamujica

(Manuela Carmena, Pepe Mujica e sua mulher, Lucía Topolanski, em Madri: Foto: Elvira Megias/Ahora Madrid)

Por Lucas Rohan, de Lisboa

No início do ano, a prefeita da capital espanhola, da coligação de esquerda Ahora Madrid, causou o maior rebuliço ao revolucionar a tradicional Cavalgada de Reis, a grande data infantil do país. São os reis magos, e não o papai Noel, que entregam os presentes às crianças por lá. Pois Manuela Carmena resolveu dar umas tintas de realidade à festa e colocou um rei Baltazar negro de verdade, sem black face e vestido com trajes genuinamente africanos -afinal, se existiu, o rei mago possivelmente era negro.

Não foi a única polêmica de Manuela, que se considera uma “política vocacional” e não profissional. Aos 72 anos, foi eleita em 2015 como candidata independente por Ahora Madrid, que reuniu partidos de esquerda, entre eles o Podemos, e movimentos sociais, e pôs fim a 24 anos de hegemonia do neoliberal Partido Popular (PP) na capital espanhola. Regularizou a situação dos okupas que invadiram vivendas públicas sem uso, oferecendo-lhes a possibilidade de alugar os imóveis; rompeu o contrato com a agência Standard’s and Poors, que auditava a prefeitura madrilenha; autorizou o “dia sem maiô” nas piscinas municipais; criou um portal para ouvir a opinião da população sobre as mudanças no urbanismo da cidade; e fez declarações sobre o clitóris e a masturbação com a maior naturalidade.

mujicamanuela

(Manuela com Mujica em seu Fusca azul)

Uma foto do ex-presidente do Uruguai Pepe Mujica levando Manuela para um churrasco em Montevidéu em seu Fusca azul viralizou na internet. A prefeita não nega que o uruguaio é uma de suas inspirações. “O senhor Mujica é um político absolutamente invejável”, diz. Agnóstica, ex-militante do Partido Comunista Espanhol, advogada dos trabalhadores presos na ditadura de Francisco Franco, juíza por mais de 30 anos, Manuela admite que trabalha num “ambiente masculino” e defende que “a política se feminize”. Pensando nisso, sua administração criou uma Escola de Igualdade Para Homens e Mulheres, com formação na área de gênero e empoderamento.

No início de seu mandato na prefeitura de Madri, começava também a fase mais aguda da crise dos refugiados. Mandou colocar uma faixa com os dizeres em inglês refugees welcome (bem-vindos refugiados) na fachada do Palácio de Cibeles, sede da administração e um dos principais edifícios históricos do centro de Madri. A ação correu o mundo através das redes sociais. Mais de um ano depois, com a crise dos refugiados ainda em curso, o cartaz gigante de boas-vindas continua lá.

madrirefugiados

Na contramão da esquerda tradicional, em um ponto o discurso da prefeita madrilenha se aproxima das novas caras da direita: defende que a política seja “ocasional”, e não uma carreira profissional, como tem sido para tantos. Manuela Carmena falou com o repórter Lucas Rohan pelo telefone. Leia.

– A senhora é considerada uma das principais figuras da chamada “nova política”. Mas o que é essa nova política para a senhora? Que diferenças há entre a senhora e os políticos profissionais?

– Bom, creio que a diferença fundamental é que eu sou uma pessoa cuja carreira nunca teve a ver com a política. Fui juíza até que me aposentei antecipadamente. E justo nesse período, que é um verdadeiro paraíso, de uma aposentadoria quando você está bem e com muita capacidade de trabalho, surgiu a possibilidade de me dedicar durante um tempo à política, que eu considero política vocacional.

– Mas o que seria essa nova política?

– Eu diria que tem muito a ver com ser um político ocasional, de ser uma política que não seja de carreira, uma política que tente que as estruturas clássicas, que se afastaram tanto da política, que se convertam em algo mais flexível, que permita a combinação da democracia representativa com a democracia política.

– A senhora se propôs a fazer um governo aberto e para isso foi criado o portal Decide Madrid. Como foi o primeiro ano da experiência?

– Nesse primeiro ano nós verificamos que houve um número representativo de acessos ao portal. No entanto, ainda não alcançamos a meta necessária para que a partir daí as propostas que os cidadãos fizeram lá sejam submetidas a um referendo. Se tivermos dez por cento do censo geral já poderemos ter uma proposta submetida a referendo em breve.

– Há algum exemplo de proposta cidadã enviada pelo portal que tenha se convertido em realidade?

– Há algumas que já se converteram em realidade porque foram medidas que tomamos na administração. O mais determinante é que uma das propostas que será discutida é a criação de um bilhete único que possa ser usado não somente em todos os transportes públicos de Madri, mas também das cidades da comunidade.

– Mas a senhora acredita que um portal é suficiente para garantir um governo aberto?

– Não, por isso tomamos muitas outras medidas que, diria eu, são tanto ou mais indicativas de que este é um governo aberto. Nós implantamos a transparência de todas as nossas agendas, assim que praticamente todo o trabalho que a administração municipal faz está disponível na internet e pode ser acessado por qualquer pessoa. Ainda que pareça surpreendente, qualquer cidadão pode conhecer 80% dos dados com os quais trabalhamos.

– A senhora esteve em viagem pela América Latina, onde se encontrou com o ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica. Aceita o fato de que Mujica e a senhora são similares? A sua atuação política tem alguma inspiração nele?

– O senhor Mujica é um político absolutamente invejável. Ele sim é um político profissional, mas é exemplar. O que ele tem demonstrado em todas as suas atividades políticas indica as virtudes necessárias para o desenvolvimento de um trabalho de liderança política.

– Ainda sobre a América Latina, o que a senhora viu lá em termos de política?

– A Espanha e a América Latina ainda estão muito perto. Para mim o que é interessante desse momento da América Latina é o salto que deu. Acredito que a região viveu um desenvolvimento econômico muito importante atualmente. Após sofrerem com as grandes ditaduras com as responsabilidades históricas que devem ter, os países superaram, vieram as democracias e elas possibilitaram o desenvolvimento econômico. É verdade que se trata de um desenvolvimento que ainda é muito desigual, mas está gerando fontes de ingresso que são muito interessantes. Creio ser muito relevante ver como a América Latina está melhorando.

– No Brasil recentemente houve uma turbulência política, culminando com o impeachment da presidente Dilma Rousseff, que muitos dizem que se tratou de um golpe. O que a senhora pensa sobre isso?

– Não conheço bem a realidade brasileira, não me atreveria a dizer ou muito menos fazer um diagnóstico. No entanto, acredito que a situação atual é lamentável, na qual parece que há uma grande diferença entre o que os eleitores brasileiros quiseram ao votar e o que está sendo feito agora pelos que detêm o poder político.

– Falando nisso, a presidente do Brasil disse muitas vezes que há um pouco de machismo no golpe contra ela, que a política é um lugar de homens branco e ricos. A senhora acredita que a política ainda é machista?

– A política continua sendo muito masculina e por isso eu acredito que é importante que as mulheres participem da política, não tanto mulheres no sentido biológico, mas também pessoas que assumam uma cultura diferente de política com relação à mulher. Eu acredito que sim, é necessário que a política se feminize.

– Uma das ações do seu primeiro ano de governo em Madri que mais chamaram a atenção fora da Espanha foi a recepção aos refugiados. A imagem da frase de boas-vindas no Palácio de Cibeles (sede do governo municipal, onde foi colocada uma faixa “refugees welcome”) foi vista em todo o mundo…

– Há muitas cidades europeias que estão se posicionando pedindo aos Estados que mudem a política diante dessa terrível situação que muitas pessoas estão vivendo, que tem que fugir porque não há outro remédio para salvar suas vidas da guerra na Síria. Muitas cidades, entre elas Madri, fizeram tudo o que foi possível. E continuaremos fazendo para acabar com esse calvário dos refugiados. Continuaremos buscando atender as necessidades, cuidar e fazer com que essas pessoas esqueçam o terror que tiveram que viver.

 

 

Publicado em

Em Camaradas

0 Comente

Los Barbudos e a partida de beisebol mais comunista da História

Publicado em 28 de novembro de 2016
fidelbarbudos

(Fidel, o arremessador. Fotos: Joe Scherschel)

Reza a lenda que, se tivesse sido contratado pelos Washington Senators aos 15 anos, Fidel Castro teria se tornado um astro do beisebol e sua vida seria outra. Um “olheiro”, Joe Cambria, teria visto o adolescente Fidel jogar em Havana e, impressionado com a “bola de curva” (curveball) do arremessador, o convidara para jogar profissionalmente nos Estados Unidos. O jovem preferiu continuar estudando e se tornou o revolucionário comunista cuja trajetória se interrompeu na última sexta, 25 de novembro, aos 90 anos.

O mito do Fidel beisebolista se tornou tão poderoso que, em 1964, um ex-jogador profissional, Don Hoak, chegou a publicar um artigo contando como enfrentara o imberbe Fidel numa partida entre estudantes em Havana que jamais aconteceu. Em uma reportagem feita para a Harper’s Magazine em 1989, Castro’s Curveball, o jornalista J. David Truby sustenta a história do “olheiro” como verdadeira, afirmando que Fidel foi “seriamente considerado para jogar nos Senators”.

Truby revela ainda que Fidel deixou os dirigentes do New York Giants estupefatos ao recusar uma oferta de 5 mil dólares da época para jogar no time. Talvez o garoto tenha pressentido que havia um destino mais importante para ele neste mundo –liderar uma revolução, quem sabe?

fidelcamilo

(Fidel e Camilo Cienfuegos)

Nenhum destes relatos ficou comprovado. A “reportagem” de David Truby, hoje tida como inventada, acabou de fato romanceada por Tim Wendel na novela homônima Castro’s Curveball, de 1999. Entrevistado pela ABC em 1991, o próprio Fidel Castro avaliou, sem falsa modéstia, que havia sido um jogador de beisebol “bastante bom”, mas que não teria chance nos grandes times. “Eu provavelmente estaria engraxando sapatos em Nova York”, disse.

fidelcamilo2

(Camilo e Fidel, animados na chegada)

O que, sim, é história é que Fidel Castro foi a vida inteira louco por beisebol e, seis meses após a revolução que acabou com a ditadura de Fulgêncio Baptista, ele e seus camaradas organizariam um jogo de beisebol em Havana: Los Barbudos contra a Polícia Nacional. No estádio del Cerro, hoje chamado Latinoamericano, os guerrilheiros luziam uniformes com o nome do time. Camilo e Fidel seriam os lançadores de cada uma das equipes, mas à última hora Cienfuegos apareceu com o uniforme dos Barbudos. “Não fico contra Fidel nem em um jogo de bola”, explicou, fortalecendo outra lenda: a de que o comandante odiava perder e era daqueles capazes de fugir com a bola e o taco.

raulbeisebol

(O jovem Raúl Castro na arquibancada)

Havia mais de 26 mil pessoas no estádio, a maior audiência já vista até então. As grandes estrelas eram Camilo e Fidel. Para nós, brasileiros, as regras e jogadas soam todas muito complicadas, mas o que se sabe é que a tal maestria de Fidel não deu as caras, pelo menos não naquela partida. Segundo os relatos sobre a partida, ambos se saíram razoavelmente bem, mas nem tanto; e o jogo terminou em 3 a 0 para os policiais. Há quem diga, porém, que a lenda do Fidel craque de beisebol nasceria naquela noite.

Tão perto e tão longe dos Estados Unidos, o beisebol continuou sendo o esporte nacional de Cuba após a revolução e muito pela promoção que Fidel fazia do esporte. “Assim como a terra, a pelota voltou para o povo”, disse Fidel em 1962, ao inaugurar a Série Nacional de Beisebol. “A bola não é criação ianque, os primeiros habitantes de Cuba já jogavam, com o nome de Batos. Este é um triunfo da bola livre sobre a bola escrava. Nossos atletas deixaram de ser mercadoria para converter-se em jogadores. Algum dia, quando os ianques se decidirem a coexistir com nossa pátria, o que terão sem dúvida que fazer, também os venceremos no beisebol, e então se poderá comprovar a superioridade do esporte revolucionário sobre o esporte explorado.”

fidelbarbudos2

(El comandante comandando)

Apesar de ter acabado com o esporte profissional na ilha, o que para os detratores “destruiu” o beisebol cubano, para outros foi justamente com o fim do profissionalismo que ele alcança sua época de ouro. “A verdade é que o auge do beisebol cubano se alcançou na segunda metade do século 20 —uma era pó-revolução e não pré-revolução”, defende o historiador do beisebol Peter C. Bjarkman neste interessante artigo. “Fidel Castro e suas políticas de amadorismo foram no fundo responsáveis, durante os anos 1960 e 1970, por reconstruir o esporte de Doubleday e Cartwright na ilha e convertê-lo em uma vitrine de patrióticas competições amadoras. O resultado direto dessas duas décadas e das outras três que se seguiram seria um dos mais fascinantes circuitos de beisebol no mundo.”

fidel19

(Camisa 19, Fidel Castro)

Algumas dezenas de astros cubanos, porém, fugiram para o profissionalismo (e os dólares) dos EUA neste meio tempo. Só em 2015, fala-se que mais de 100 jogadores de beisebol de Cuba pediram asilo em terras norte-americanas. A última das fugas aconteceu em fevereiro deste ano, quando os irmãos Yulieski e Lourdes Gurriel, de 31 e 22 anos, respectivamente, duas das principais figuras do esporte em Cuba, desertaram na República Dominicana, abandonando a concentração após a equipe ser eliminada da Série do Caribe.

No mês seguinte, os irmãos chegaram a Miami, e, em julho, Yulieski foi contratado pelos Houston Astros por cinco anos e 47,5 milhões de dólares. Seu irmão Lourdes está jogando no Toronto Blue Jays, no Canadá, com um contrato de sete anos e 22 milhões de dólares.

Fidel e os Barbudos jogaram apenas uma vez, mas o comandante continuou batendo uma bolinha de vez em quando. Em novembro de 1999, o barbudo-mor participou de mais uma partida histórica: um embate entre Cuba e Venezuela, outro país aficionado ao beisebol, só com veteranos. Fidel dirigia o time cubano e Hugo Chávez era o lançador do venezuelano. Vejam Chávez arremessando e rebatendo. Todo um astro.

Mas, como treinador, Fidel se saiu bem melhor do que como jogador: o time de Cuba ganhou da Venezuela por 5 a 4. Chávez mostrou fair play. “Venezuela e Cuba ganharam. Este jogo aprofundou nossa amizade.”

 

 

Publicado em

Em Camaradas

0 Comente

Morre Fidel, o penúltimo de uma geração que ensinou ao mundo que era possível se rebelar

Publicado em 26 de novembro de 2016
fidellendo

(Pausa na revolução para ler. Foto: Andrew St. George)

Não sou fã incondicional de Fidel Castro. Consigo ver seus erros e admirá-lo pelos seus acertos. Fidel foi uma das figuras históricas mais importantes de todos os tempos. Com ele, se vai o penúltimo de uma geração que ensinou ao mundo que era possível se rebelar contra o sistema, que era possível não ficar calado, de cabeça baixa, se resignando com as injustiças, com a miséria, com a fome. Penúltimo porque ainda resta Raúl, seu irmão e parceiro, coadjuvante de uma história em que Fidel foi um dos indiscutíveis protagonistas.

Quais foram os erros? Para mim, o maior deles foi, como em quase todas as experiências de socialismo real, confundir socialismo com falta de democracia. Quase todas: no Chile de Salvador Allende nunca se censurou ou executou ninguém por discordar do regime. Mas durou pouco.

O grande equívoco de Fidel e dessa geração de comunistas, em que pese seu brilhantismo, foi achar que é possível todo mundo pensar do mesmo jeito. Deste erro se originaram todos os demais: os fuzilamentos, a perseguição aos homossexuais, a censura. É impossível, num país, estado ou cidade, que todos os cidadãos pensem da mesma maneira. É impossível haver um lugar onde todo mundo seja socialista (e a recíproca é verdadeira). Não é natural no ser humano a ausência de divergência.

E os acertos de Fidel? O maior deles foi representar, ao longo de 60 anos, um colossal contraponto a um império gigantesco e a uma concepção hegemônica de mundo, e apenas com palavras. Por isso discursos tão longos: o verbo sempre foi sua principal arma contra os inimigos. Ao contrário dos Estados Unidos, Cuba jamais invadiu país algum, só se defendeu. Envia médicos a outros países, não soldados. Fidel escapou de 638 tentativas de assassinato, das maneiras mais absurdas possíveis: desde plantar uma mulher para seduzi-lo e envenená-lo até um charuto explosivo.

Para conhecer Fidel e o porquê de ele inspirar gerações a combater as desigualdades e a injustiça no mundo, o melhor a fazer é olhar menos para o Fidel dos primeiros anos da revolução e mais para o Fidel derradeiro: ler os artigos que ele escrevia para o Granma, órgão oficial do Partido Comunista cubano. Ali está toda a filosofia dos seus últimos anos sobre a terra.

Fidel evoluiu muito como ser humano e foi capaz de reconhecer alguns erros do passado, como em relação aos homossexuais. “Foi um momento de grande injustiça e fomos nós que fizemos isso”, disse ao diário mexicano La Jornada em 2010. Era, ao final da vida, um estudioso das ciências, um homem interessado em medicina tradicional e nas plantas medicinais, na agricultura orgânica, na questão climática e ambiental e, claro, na crise do capitalismo.

O mundo fica pior sem Fidel Castro. Não porque fosse perfeito, mas porque representava, paradoxalmente, o que reprimiu durante tantos anos entre os seus conterrâneos: uma voz dissonante em um mundo onde se quer impor o pensamento único de que acumular é o verdadeiro sentido da vida, sem se importar em destruir tudo no caminho. Com erros e acertos, passará à História como um homem valente que lutou a vida inteira por algo que parece em extinção: ideais. Um revolucionário até o fim.

Algumas frases dos últimos textos de Fidel Castro:

“Embora muitas pessoas no mundo sejam enganadas pelos órgãos de informação, quase todos em mãos dos privilegiados e dos ricos, que publicam estas imbecilidades, as pessoas acreditam cada vez menos nelas. Ninguém gosta de ser enganado.”

“Os povos aprendem e a resistência cresce frente às crises do capitalismo, que se repetem cada vez com maior frequência; nenhuma mentira, repressão ou novas armas poderá impedir a derrocada de um sistema de produção crescentemente desigual e injusto.”

“A América Latina e o Caribe, em seu conjunto, dispõem de terra, água e recursos energéticos sem necessidade de promover a produção de gás de xisto mediante fratura hidráulica como fazem os Estados Unidos, com riscos provados para a própria saúde dos cidadãos desse país.”

“Tenho ideias do que se pode e deve ensinar a uma criança. Considero que a falta de educação é o maior dano que lhe podem fazer.”

“Considero que lhe faltou altura ao discurso do Presidente dos Estados Unidos quando visitou o Japão, e lhe faltaram palavras para escusar-se pela chacina de centenas de milhares de pessoas em Hiroshima, apesar de que conhecia os efeitos da bomba. Foi igualmente criminal o ataque a Nagasaki, cidade que os donos da vida escolheram ao acaso. É por isso que resulta preciso martelar sobre a necessidade de preservar a paz, e que nenhuma potência se tome o direito de matar milhões de seres humanos.”

“Lutar pela paz é o dever mais sagrado de todos os seres humanos, quaisquer que sejam suas religiões ou país de nascimento, a cor de sua pele, sua idade adulta ou sua juventude.”

“A saúde física e mental, e o espírito de solidariedade são normas que devem prevalecer, ou o destino do ser humano, este que conhecemos, perder-se-á para sempre. Os 27 milhões de soviéticos que morreram na Grande Guerra Pátria fizeram-no também pela humanidade e pelo direito a pensar e a ser socialistas, ser marxistas-leninistas, ser comunistas, e a sair da pré-história.”

“Cada dia podemos aprender algo novo. Ajudar os demais e ajudar-nos no possível a nós mesmos.”

“A esmagadora vitória de 1959, podemos afirmá-lo sem sombra de chauvinismo, converteu-se em exemplo do que uma pequena nação, lutando por si própria, pode fazer também pelos outros.”

“Eu respeito todas as religiões embora não sejam professadas por mim. Os seres humanos procuram uma explicação da sua existência, desde os mais ignorantes até os mais sábios.”

“Ninguém que seja honesto concordará jamais com os atos terroristas, mas, acaso o Presidente dos Estados Unidos tem o direito de julgar e o direito de matar; a se converter em tribunal e ao mesmo tempo em carrasco e levar a cabo tais crimes, em um país e contra um povo situado no lado oposto do planeta?”

“As multinacionais ianques jamais vão renunciar ao controle das terras, das águas, das minas, dos recursos naturais de nossos países.”

“Verdade, compatriotas, que o capitalismo é coisa maravilhosa! Se calhar somos os culpados de que cada cidadão não tenha um submarino particular na praia.”

“Marxistas e cristãos sinceros, dos quais conheci muitos; independentemente de suas crenças políticas e religiosas, deviam e podiam lutar pela justiça e pela paz entre os seres humanos.”

 

 

 

Publicado em

Em Camaradas

0 Comente