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Coreia do Sul dá claros sinais a Trump: vá fazer guerra em outra parte

Com o mundo em crise, os EUA querem lucrar promovendo alguma guerra. Mas a Coreia do Sul manda seu recado a Trump: aqui, não

Os representantes da Coreia do Norte e do Sul apertam as mãos. Foto: Christophe Moratal/COI
Da Redação
23 de janeiro de 2018, 10h37

O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-In, está deixando claro aos Estados Unidos que não quer guerra em sua vizinhança. Nos últimos dias, tem se intensificado a política de reaproximação com a vizinha e arqui-inimiga Coreia do Norte e, pela primeira vez desde Atenas 2004, desfilarão juntas em 9 de fevereiro, na abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang. Os norte-coreanos serão representados por 22 atletas.

Donald Trump está tentando ganhar os créditos pela paz na região, e foi a seu “meio de comunicação”, o twitter, para dizer que foi sua posição “firme e forte” quem levou ao diálogo, coisa que os analistas até agora não conseguiram enxergar, segundo ele.

Na verdade, o que está ocorrendo é o oposto: Kim Jong-Un deu todos os sinais de que não vai abrir mão de possuir armas nucleares, e a rejeição dos sul-coreanos a ter bombas sendo jogadas em seu país pelo líder norte-coreano é o que está levando à reaproximação entre os dois países. Não a disputa de Trump com Kim para ver quem é que tem o maior “botão”.

“Eu tenho um botão nuclear que é muito maior e mais poderoso que o dele, e meu botão funciona!”, tuitou Trump, na maior disputa de meninos de 13 anos que presidem países da história. A internet, claro, explodiu.

Até o fotógrafo de Obama, Pete Souza, tirou onda. “Felizmente, o botão vermelho na mesa do presidente é para chamar o assistente, não para acionar uma guerra nuclear”, postou no instagram.

Trump contava com o apoio dos sul-coreanos para “esmagar” Kim Jong-Un. Inclusive visitou o país em novembro, mas não encontrou a receptividade que esperava às suas ideias. Moon pediu explicitamente que nenhuma ação militar ocorra na península sem o consentimento da Coreia do Sul. E foi o presidente sul-coreano quem enviou dezenas de convites públicos a Pyongyang para participar dos jogos de inverno, inclusive no discurso que fez na Assembleia-Geral da ONU, em setembro. Em novembro, voltou a convidar o vizinho, e disse que seu “plano audacioso” para a Olimpíada pode ajudar a unir as Coreias.

Com o mundo em crise, os EUA querem lucrar promovendo alguma guerra. Mas a Coreia do Sul manda um recado a Trump: aqui, não. Os venezuelanos que se cuidem…

 

 


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(3) comentários Escrever comentário

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Noé em 23/01/2018 - 12h32 comentou:

EUA CÂNCER do mundo.

Responder

    César Ribeiro em 02/02/2018 - 00h02 comentou:

    O pior, já está virando metástase no mundo… essa desgraça, esse câncer!!!

João em 24/01/2018 - 00h42 comentou:

Morena, não sei quais suas fontes, mas o presidente Sul Coreano creditou, publica e oficialmente, a Trump esse avanço.

Devo acreditar no seu texto sobre o Presidente Moon Jae-In, ou no próprio Moon Jae-In?

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