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Dilma sobre petista ser impedido de ver irmão morto: “Eles têm medo do Lula”

Para ex-presidenta, decisão demonstra que Lula é preso político e alvo de uma arbitrariedade que nem a ditadura foi capaz de cometer

Funeral de Vavá em São Bernardo. Foto: Ricardo Stuckert
Da Redação
30 de janeiro de 2019, 16h41

A ex-presidenta Dilma Rousseff soltou nota sobre a decisão da carcereira de Lula em Curitiba, Carolina Lebbos, de não permitir que o ex-presidente comparecesse ao enterro de seu irmão mais velho, Vavá, em São Paulo. Quando o presidente do Supremo, Dias Tóffoli, concedeu a autorização, Vavá já havia sido enterrado e Lula decidiu não ir mais.

Para Dilma, “ao impedir Lula de ir ao enterro do irmão, direito assegurado a todo e qualquer detento, o Poder Judiciário, o Ministério Público e a Polícia Federal demonstram de maneira definitiva que o maior líder popular do Brasil é um preso político, submetido ao mais absoluto isolamento”.

“O ex-presidente Lula é vítima da mais vergonhosa arbitrariedade, que nem mesmo a ditadura militar cometeu contra ele. Em 1981, quando estava detido, foi autorizado a ir ao enterro de sua mãe, Dona Lindu, em pleno regime ditatorial”, lembrou Dilma. “A covardia dos poderosos foi, ao longo da história, sinal de fraqueza. Agora também. É medo de Lula e do povo.”

“Não bastou condená-lo injustamente para impedir que fosse eleito presidente. A simples existência de Lula tumultua e impacta seus desígnios. Querem-no invisível, despido de qualquer cidadania, como se não existisse. Não querem sequer que Lula seja visto pelo povo”, criticou.

Ao impedir Lula de ir ao enterro do irmão, direito assegurado a todo e qualquer detento, o Poder Judiciário, o MP e a PF demonstram de maneira definitiva que o maior líder popular do Brasil é um preso político, submetido ao mais absoluto isolamento

Leia a íntegra da nota abaixo:

“Ao impedir Lula de ir ao enterro do irmão, direito assegurado a todo e qualquer detento, o Poder Judiciário, o Ministério Público e a Polícia Federal demonstram de maneira definitiva que o maior líder popular do Brasil é um preso político, submetido ao mais absoluto isolamento.

Essas instituições promoveram, deliberadamente, um vergonhoso jogo protelatório para, no final, recusar ao ex-presidente Lula um direito humanitário expressamente estabelecido no artigo 120 da Lei de Execução Penal.

O ex-presidente Lula é vítima da mais vergonhosa arbitrariedade, que nem mesmo a ditadura militar cometeu contra ele. Em 1981, quando estava detido, foi autorizado a ir ao enterro de sua mãe, Dona Lindu, em pleno regime ditatorial.

Para as forças que ascenderam ao poder pelo golpe de 2016, não bastou condená-lo injustamente para impedir que fosse eleito presidente. A simples existência de Lula tumultua e impacta seus desígnios. Querem-no invisível, despido de qualquer cidadania, como se não existisse. Não querem sequer que Lula seja visto pelo povo.

Não bastou condená-lo injustamente para impedir que fosse eleito presidente. Querem-no invisível, despido de qualquer cidadania, como se não existisse. Não querem sequer que Lula seja visto pelo povo

O desrespeito a um direito humanitário tão evidente diminui o Brasil perante o mundo, torna o nosso país menos civilizado e menos compassivo com o sofrimento humano. Vivemos tempos de injustiça, violência e desprezo pela vida.

Mas nós sabemos, e Lula sabe, que luto é sofrimento, mas também é verbo. Por isso, continuaremos lutando por sua liberdade e pela libertação do Brasil daqueles que chegaram ao poder para destruir a soberania nacional e os direitos do povo.

Minha solidariedade fraterna a Lula e à sua família neste momento em que passam por mais uma perda. Que as boas lembranças de Vavá os confortem nesta difícil jornada contra a dor e a injustiça. A covardia dos poderosos foi, ao longo da história, sinal de fraqueza. Agora também. É medo de Lula e do povo.”

 


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(2) comentários Escrever comentário

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Rivelino em 04/02/2019 - 02h42 comentou:

Caro Camarada Zé:

Boa noite.

Nesse momento, de madrugada, você vai fazer o seguinte:

Aí no escuro da noite, sem se levantar, do fundo de seu quarto (ou do sofá da sala), irá falar assim:

— Páááátria Educadora.

Sim! E com firmeza, certo? Bem cravado. No escuro mesmo. Com inabalabilidade e desassombro. Assim ó: «Pááááátria Educadora».

Naturalmente que a Renata — sua filha, irá acordar. E sua mulher irá acender a luz e vai verificar. Não se preocupe. Não tem problema. Não fale mais nada! Fique em silêncio. Quietinho. E nem acenda a luz.

Depois de uns dez minutinhos, tudo voltará como antes.

Aí você vai se levantar, devagarinho; irá até ao banheiro aí no corredor, olhará bem dentro de seu OlhO (mas bem dentro mesmo), no espelho grande e com enoooorme firmeza, a luz acesa, irá FALAR com a boca bem cheia, em um só fôlego:

— Pátria Educadôôôôôra.

Alguma dificuldade? Lógico que não! Você quando criança tomou seu leite Ninho, não tomou? Então, fortaleza.

Com a boca bem cheia — beleza? —, e com precisão e energia: Pááááátria êducadôôôôra.

RJ.

Responder

    Cynara Menezes em 04/02/2019 - 15h08 comentou:

    ?

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