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Funcionários denunciam que EBC vetou cobertura de manifestações por Marielle

Direção da emissora restringe cobertura de protestos contra execução da vereadora sob a desculpa de que são "repetitivos e cansativos"

Funcionários protestam na redação da EBC, em Brasília. Foto: divulgação
Da Redação
20 de março de 2018, 16h03

Os jornalistas e radialistas da Empresa Brasil de Comunicação, emissora pública, estão denunciando o veto pela direção à cobertura de manifestações sobre a execução da vereadora Marielle Franco, do PSOL. O site teve acesso a um e-mail que mostra o gerente-executivo da Agência Brasil, Alberto Mendonça Coura, orientando a equipe a não cobrir mais os protestos porque seriam “repetitivos e cansativos”.

Foto: reprodução

Nesta terça-feira, funcionários da EBC divulgaram nas redes sociais uma foto onde aparecem na redação em Brasília segurando a faixa “Não vão nos calar! Marielle presente!” acompanhada da seguinte nota: “Jornalistas e radialistas da Empresa Brasil de Comunicação protestam contra restrição da cobertura do assassinato de Marielle e Anderson. Chefias da Agência Brasil orientaram a não cobrir mais os atos alegando que eles seriam uma ‘exploração política’, censurando manifestações legítimas e importantes. Enquanto isso, o site faz cerca de 10 matérias por dia sobre o Fórum Mundial da Água por ter feito contrato com a Agência Nacional de Águas no valor de 1,8 milhão de reais”.

Esta não é a primeira vez que funcionários da EBC denunciam interferência do governo Temer no conteúdo do noticiário da emissora pública, criada para ser “isenta”

Detalhe: até agora não se sabe quem matou a vereadora, vítima de uma emboscada no centro do Rio na semana passada. O último protesto em protesto pela execução de Marielle Franco registrado no site da Agência Brasil foi o de domingo na favela da Maré, onde ela nasceu.

Esta não é a primeira vez que funcionários da EBC denunciam interferência do governo Temer no conteúdo do noticiário da emissora pública, criada para ser “isenta”. Em maio do ano passado, apoiados pelos sindicatos de Jornalistas e Radialistas do DF, RJ e SP, uma comissão de funcionários denunciou que matérias eram diariamente modificadas e programas feitos sob encomenda dentro da Agência Brasil, TV Brasil, Portal EBC, Rádio Nacional e MEC para tornarem os conteúdos favoráveis ao governo federal.

 


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João Junior em 20/03/2018 - 21h38 comentou:

O establishment tratará de pôr os limites aceitáveis ao capital. Fato. Por isso, discursos que motivem a reflexão da realidade serão censurados enquanto a lógica do “mercado” for o parâmetro da informação.

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