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Garzón/Assange: o juiz e o rebelde

Justiça britânica nega suspensão da ordem de prisão a Julian Assange, fundador do Wikileaks. Assista no post ao documentário sobre a vida dele

Da Redação
06 de fevereiro de 2018, 17h46

A Justiça britânica rejeitou hoje um dos pontos do recurso apresentado pelo fundador do Wikileaks, Julian Assange, para que fosse suspensa a ordem de prisão contra ele. O argumento dos advogados de Assange era que, como a investigação por agressão sexual contra ele tinha sido arquivada na Suécia, a ordem de prisão “perdera o propósito e função”. A juíza Emma Arbuthnot disse, ao negar o pedido, “não estar convencida” de que o mandado deva ser retirado. Mas há outros três pontos a serem analisados na petição e a decisão final só virá na próxima terça-feira, 13 de fevereiro.

Em janeiro, o presidente Lenín Moreno anunciou ter concedido cidadania equatoriana a Assange, e que pedira a Londres o reconhecimento de seu status diplomático. O Reino Unido, porém, recusou e disse que o prenderá se deixar a embaixada

A Suécia encerrou o caso contra o australiano de 46 anos em maio do ano passado, mas Assange decidiu permanecer na embaixada equatoriana em Londres com receio de ser extraditado para os EUA, onde pode ser julgado por divulgar informações sigilosas das Forças Armadas norte-americanas. Em 2017, o procurador-geral dos EUA, Jeff Sessions, disse que a prisão do fundador do Wikileaks é uma prioridade na luta contra os vazamentos, apesar de o presidente Donald Trump ter declarado seu “amor” à organização durante a campanha presidencial.

Em janeiro, o presidente do Equador, Lenín Moreno, anunciou ter concedido cidadania equatoriana a Assange, e que pedira a Londres o reconhecimento de seu status diplomático. O Reino Unido, porém, recusou e disse que o prenderá se deixar a embaixada. Hoje, o ministério das Relações Exteriores equatoriano declarou que irá manter a proteção internacional para Assange.

No twitter, Julian Assange publicou uma declaração afirmando que irá recorrer para conseguir sua liberdade e também a garantia das autoridades britânicas de que não será extraditado para os EUA. “A Justiça britânica falhou em dar essa garantia, e por isso ele pediu asilo à embaixada”, diz o comunicado. “O sr. Assange está pronto para encarar a Justiça britânica, mas não sob o risco de ser forçado a enfrentar a injustiça norte-americana por ter exercido a liberdade de publicar.”

Julian Assange se refugiou na Embaixada do Equador em Londres em 2012, após ter sido negada sua última apelação contra a ordem de extradição feita pela Suécia, porque suspeitava ser uma armadilha para deportá-lo para os Estados Unidos. Neste mesmo ano, o juiz espanhol Baltasar Garzón, expulso da magistratura, toma o comando de sua equipe de defensores legais. Garzón, que havia se tornado famoso mundialmente em 1998 ao pedir a prisão do general Augusto Pinochet, caiu em desgraça em seu país quando tentou investigar os crimes do franquismo, até hoje um tabu na Espanha. Não se sabe nem sequer a quantia exata de pessoas mortas ou desaparecidas no período.

Assista ao documentário Garzón/Assange: o juiz e o rebelde, de Clara López Rubio e Juan Pancorbo sobre a história dos dois e o que os uniu: lutar apaixonadamente pelo que acreditavam. Legendas em espanhol.

 

 


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Maria de Fatima Lima em 06/02/2018 - 22h03 comentou:

Amei a indicação do filme! Obrigada, querides!

Responder

Maria de Fatima Lima em 07/02/2018 - 00h51 comentou:

Vi o filme e fiquei assustada. Tava por fora que a parada era grave assim, nesse nível!
Mais uma vez, obrigada pela indicação!

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