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Kubitschek, o provocador: “a escola pública é tão mal considerada quanto Valesca e o funk”

Depois de passar a terça-feira inteirinha dando entrevistas (até perdeu a conta de quantas deu), Antonio Kubitschek decidiu desligar o telefone. Era aniversário da mulher e ele, que nem Facebook tem, decidiu desconectar para se dedicar à família. O professor de filosofia do Centro de Ensino Médio 3, em Taguatinga, cidade-satélite de Brasília, vive dias […]

Cynara Menezes
10 de abril de 2014, 19h43

(O professor Antonio Kubitschek. Foto: Ana Rayssa/Correio Braziliense)

Depois de passar a terça-feira inteirinha dando entrevistas (até perdeu a conta de quantas deu), Antonio Kubitschek decidiu desligar o telefone. Era aniversário da mulher e ele, que nem Facebook tem, decidiu desconectar para se dedicar à família. O professor de filosofia do Centro de Ensino Médio 3, em Taguatinga, cidade-satélite de Brasília, vive dias de celebridade desde que uma prova sua causou furor nas redes sociais: nela, a funkeira Valesca Popozuda aparece como “pensadora contemporânea”.

Choveram, é claro, ataques ao professor e ao colégio da rede distrital onde ensina. Um blogueiro da direita raivosa chegou a decretar o fim da escola pública: “morreu, foi para o ralo. Virou lixo”, espumou. Mas aí veio a explicação de Kubitschek. O professor fizera a questão justamente para provocar o quiproquó que causou. Sua intenção era mostrar de que tipo de carniça se alimentam os urubus da mídia. E eles caíram feito patinhos.

A própria Valesca, bem mais inteligente do que a blogueirada reaça, percebeu de cara a intenção de Kubitschek. “E se o professor colocou a questão dentro do contexto da matéria? E se o professor quis ser irônico com o sucesso das músicas de hoje em dia?”, publicou a cantora em seu Face, atribuindo o escândalo a preconceito com o gênero musical. E ainda tirou onda: “Diva, Diva sambista, Lacradora, essas coisas, eu já estou pronta, mas PENSADORA CONTEMPORÂNEA ainda não (mas prometo que vou trabalhar isso)”, escreveu. “Vou ali ler um Machado de Assis e ir treinando pra quem sabe um dia conseguir ser uma pensadora de elite!” Beijinho no ombro.

(reprodução do Face de Valesca, a Pensadora)

Professor da rede pública no Distrito Federal há 19 anos, Kubitschek, 43, é, ao contrário do retrato pintado pelos apressados, um professor bastante conceituado na cidade, admirado por colegas e ex-alunos. Sua intenção era cumprir uma das principais tarefas do educador: estimular o debate entre os jovens. E conseguiu. O blog fez um pequeno pingue-pongue com o professor, que não tem parentesco algum com o presidente Juscelino. O Kubitschek, na verdade, é segundo nome. Uma homenagem do pai dele ao criador de Brasília.

(reprodução do Facebook)

Socialista Morena – Como foi que isso tudo começou?

Antonio Kubitschek – Nós tínhamos organizado uma exposição de fotografias dos alunos da escola, com 1300 fotos feitas pelos estudantes com o tema “Olhares”. Cada turma escolhia o que iria abordar a partir daí e saía fotografando. Avisamos a imprensa toda, porque era algo positivo e as fotos ficaram muito bonitas. Ninguém apareceu. Discutimos isto em classe e chegamos à conclusão que a imprensa só viria à escola em uma situação negativa. Vamos provocar?, disse a eles. Mas eu não podia colocar a imagem da escola em risco, porque ela faz um trabalho decente. Então decidi, de surpresa, sem avisá-los, colocar a questão da Valesca na prova, uma cantora que eu via todo mundo comentando e falando mal. Como eu sabia que os meninos compartilham tudo no Facebook, imaginei que ia haver repercussão, mas achei que fosse só a imprensa local. Nunca imaginei que viraria assunto no país inteiro.

SM – O que você acha do funk?

AK – É uma expressão da sociedade, de uma classe social. Tem gente que gosta e tem gente que não gosta. Particularmente, não é meu estilo de música favorito, não é o que eu coloco para tocar no carro, mas não tenho preconceito.

SM – Você acha mesmo que Valesca é uma pensadora?

AK – Sim. Ela é uma pensadora do funk, do ritmo dela. E algumas coisas que ela coloca têm a ver com a liberdade da mulher. Se as pessoas não concordam com a forma como ela diz isso, é outra história. Segundo Deleuze, aquele que cria um conceito é um pensador. Ela criou um conceito, portanto é uma pensadora, sim.

SM – O principal alvo de sua provocação foi a mídia. Por quê?

AK – A mídia tem um papel importante, que é o de trazer informação. Mas, por outro lado, é parte de um sistema que exige a vendagem, que se aproveita daquilo que pode vender. Ou seja, vive um dilema eterno entre o papel social que tem e o que será vendável. Vejo muitas críticas, por exemplo, a essa imprensa que vive à caça de fofocas sobre a família real, mas a mídia toda age da mesma maneira, só que não de forma assumida. Como se o que faz fosse algo mais sério, e não é. A imprensa de fofocas pelo menos assume que faz o que faz.

SM – Os blogueiros de direita só faltaram te amarrar a um poste virtual…

AK – Essa provocação foi feita exatamente para eles, porque, no fundo, eles têm preconceito com a escola pública. A escola pública é tão mal considerada quanto a Valesca e o funk. Para uma sociedade elitizada, que é quem estes blogueiros representam, ela não é considerada necessária.

SM – E a direção da escola, como reagiu?

AK – A direção me apoiou desde o primeiro momento. A secretaria de Educação, no começo, quando foi cobrada pelos veículos, me procurou pedindo explicações: “O que você vai fazer?” E eu disse: “Vou responder à mídia”. Depois que eu expliquei a proposta, creio que houve uma mudança na opinião pública e a secretaria também me apoiou.

SM – Percebe-se que o primeiro alvo dos que atacam a escola pública é o professor.

AK – E tem cada professor bom! Cada trabalho bem-feito! O que acontece é que o professor não é bom marqueteiro. É o ritmo dele. O professor normalmente pensa: “meu papel é educar, não fazer propaganda do que eu fiz”. Mas é uma categoria fantástica.

SM – Como você avalia a escola pública hoje?

AK – Tem melhorado, mas ainda está muito longe do que é necessário. Os governos precisam investir mais nas condições dos prédios, em segurança. A sociedade também precisa dar apoio, acreditar na escola pública. A classe média coloca seus filhos nas particulares porque elas dão mais oportunidades a seus filhos, mas o dia em que a classe média voltar para a escola pública e passar a cobrar, participar, ela também vai poder oferecer estas oportunidades. Melhorar a remuneração do professor também é importante, até para ele deixar de ouvir a frase: “Você é professor? Coitado!”

SM – Seus alunos também deram entrevistas estes dias, entraram no “circo da mídia”. Como é que você vai fazer para discutir este efeito colateral da provocação?

AK – (Risos) É, não vamos conseguir fugir de debater isso também.

***

UPDATE: Olhem abaixo o texto de um aluno de Kubitschek que está circulando no Facebook e julguem vocês mesmos o nível de educação que ele está transmitindo. E como sua incitação ao pensamento FUNCIONOU. Faço questão de colocar na íntegra:

“Olá pessoal. Sou um dos alunos do CEM 03 de Taguatinga, onde a prova foi aplicada. E queria dizer que é extremamente divertido ver a reação do público controlado pela mídia. Pessoas abaixo dizendo que ele é um cretino, babaca, só tem o diploma na parede… Que “esse é o motivo da educação estar tão ruim”.

Acontece que esta foi uma das 12 questões da prova bimestral de filosofia, onde o professor colocou esta questão (nº 11) por motivos que ele mesmo explicou na entrevista.

Mas não é aí onde quero chegar, e sim no fato de que o público, controlado pela mídia, tende a ver somente o que é exposto e julgar indiscriminadamente sem antes avaliar a situação como um todo. Isso entra em um dos assuntos que nos foram explicados pelo professor recentemente, sobre Kohlberg. A matéria dada pelo professor Antônio tratava a respeito da Teoria do Desenvolvimento Moral. Eu não vou explicar isso aqui, pois se acham-se no direito de julgarem um professor de filosofia, creio eu que devem ter conhecimento a respeito do assunto. No entanto, um dos tópicos foi o dilema de Heinz, proposto por Kohlberg. Ele diz que Heinz estava com a esposa doente, e o remédio que a salvaria custava mil dólares. Como não podia comprá-lo do farmacêutico que detinha a fórmula, após esgotadas as tentativas de obtê-lo de modo honesto, roubou-o. Kohlberg pergunta se o marido fez bem ou não em ter roubado, e analisa as respostas dadas, identificando o nível moral do entrevistado através destas. (texto retirado do livro Filosofando, ARRUDA, Maria Lúcia de; e MARTINS, Maria Helena Pires, com adaptações). O que acontece nesta situação é o mesmo. É possível “analisar” as diversas respostas do público em relação à questão da prova e identificar seus níveis morais. “Não devia ter colocado a questão na prova pois é um professor e isso é errado.” (nível convencional, terceiro estágio – pertencimento ao grupo). Quando suas respostas a isso, como adultos, deveriam estar no nível pós-convencional, destacando o conflito entre a ética profissional e o direito que cada pessoa tem de exercer a própria vida, ou no sexto estágio do nível pós-convencional. Mas, infelizmente, como diz Kohlberg, nem todos os adultos atingem este nível, devido à educação e vida que recebem, em condições diferentes.

Se chegou a ler até aqui, gostaria de ressaltar apenas algumas informações importantes sobre o conteúdo da prova. As demais 9 questões da prova tratavam de ética, moral, valores, e níveis de moralidade. Caso tenham alguma dúvida, podem pedir à direção da escola para liberar o resto do conteúdo da prova. Estes conteúdos que citei acima, foram todos tratados e explicados em sala pelo professor, conteúdos que também estão presentes no livro que nos foi dado pela escola e no componente curricular da terceira série do Ensino Médio. Então, para aqueles que gostam de dizer que o professor é incompetente por causa de uma única questão e que não estamos aprendendo nada em sala, saibam que estamos sim aprendendo, e não somente um ou dois alunos, mas a grande maioria.

E, para finalizar, posso dizer que apenas me sinto mal por vocês adultos que ainda se encontram no Estágio Intuitivo ou Simbólico de Piaget. Esse é aquele estágio em que a criança possui uma inteligência egocêntrica, sendo assim ela sente, pensa e age a partir de si mesma e não se coloca no lugar do outro. Digo isso porque, ao invés de avaliarem a situação corretamente, baseado em todo o contexto do ocorrido, simplesmente julgam o professor por sua questão sem avaliar o contexto todo, como se fossem perfeitos ou pudessem fazer melhor. Acontece que, olha só para o que estão fazendo: criticando, atrás de uma tela de computador, usando de argumentos incoerentes, palavras ofensivas e tudo o mais. Acham mesmo que pessoas nesse nível são capacitadas pra julgar a ética e moral dos outros?

Obrigado pela atenção, e BEIJINHO NO OMBRO PRO RECALQUE PASSAR LONGE.
Gabriel Guilherme, 3º G #39 CEM 03 de Taguatinga.


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Denise em 10/04/2014 - 20h08 comentou:

Obrigada por esclarecer os fatos Socialista Morena, estava tudo muito confuso, a tv deu poucos segundos de voz ao ao professor, fiquei sem entender nada, agora sim, fico muito orgulhosa do trabalho dele, parabéns professor Kubibscheck!

Responder

    Yra doce em 11/04/2014 - 04h24 comentou:

    Denise…conhecimento é tudo na vida.Aliada a experiência vai ficar mais rica.

    Quem gosta de aprender procura boas escolas,,,bons professores,,,bons livros.

    A tv. tem interesses e precisamos saber quais são.

    Quanto mais ler vai saber.

    Quem lê sabe mais,,,entende mais,,,compreende mais.

    |Quem lê não é um maria vai com as outras.

    Leia e leia de tudo.

    Abraços fraternos.

    Arlete em 13/04/2014 - 18h20 comentou:

    Ainda resta uma esperança para nossas crianças. Parabéns ao Professor e ao brilhante aluno Gabriel Guilherme.

Maia Kaefman em 10/04/2014 - 20h16 comentou:

Porra…Esculachou o Gabriel! Parabéns lék!

Responder

silvia em 10/04/2014 - 20h37 comentou:

Gabriel, vc disse tudo!!

Responder

sergio brandão em 10/04/2014 - 21h13 comentou:

ai que o menino botou para arrasar!! eu não saberia escrever, descrever melhor, a situação e usar a teoria de kohlberg tão bem!! que maravilha de resposta e os recalcados vão estrebuchar!

Responder

Elton Moraes em 10/04/2014 - 21h38 comentou:

Gabriel,sou seu fã!! Rs
Socialista Morena,grande trabalho. Parabéns!

Responder

Tamyres Cuellar em 10/04/2014 - 21h45 comentou:

Caramba, olha o texto desse garoto, sensacional. Aplausos para o professor que demonstra saber quais os novos rumos a educação necessita tomar para sair do convencionalismo que não ensina mais.

Responder

Fernando Bezerra em 10/04/2014 - 21h46 comentou:

Belo texto Gabriel,porém faltou criatividade no final'Beijinho no ombro" não condiz com o contexto do autor.ABÇ

Responder

    Joana em 11/04/2014 - 13h09 comentou:

    Deixa de Recalque, o texto do Gabriel tá ótimo.

    Natália em 11/04/2014 - 20h09 comentou:

    Fernando, acho que você que não entendeu a ironia.

    Aline em 11/04/2014 - 22h47 comentou:

    Entendeu nada, Fernando.

    Meroca em 12/04/2014 - 18h38 comentou:

    Condiz sim, Fernando!!! Beijinho no ombro significa que as pessoas que se amam e são muito bem resolvidas, não estão nem aí para o que falam sobre elas.

    Thunderdet em 15/04/2014 - 01h07 comentou:

    sabe de nada ,inocente .

Flavio Noboru em 10/04/2014 - 21h48 comentou:

Cynara, sou teu fã, que bela entrevista!

Responder

Mario L. Nascimento em 10/04/2014 - 21h54 comentou:

Professor Kubitschek, brilhante!!! Gabriel Guilherme, não menos. Parabéns aos dois! Um é o resultado do trabalho bem feito do outro. Assim até dá pra ter esperança no Brasil, apesar de esta nos estar sendo roubada. Como, aliás, tanta outra coisa, como nunca antes nesse país…

Responder

    Paulo Barbosa em 12/04/2014 - 11h08 comentou:

    Bom Dia Mario,
    Não só isso… A educação e a coerência textual São resultados de muitos anos de bons professores, inclusive os professores dos pais…. Parabéns…

elainenunes em 10/04/2014 - 22h21 comentou:

Tive a mesma sensação… pela primeira vez em anos, nasceu uma pontinha de esperança no Brasil!! Parabéns pelo trabalho! Do professor, dos alunos, da escola e do blog, que ajudou a esclarecer o caso!

Responder

lacultunicentro em 11/04/2014 - 00h25 comentou:

em um dia que os fundamentalistas estiveram tumultuando o avanço do PNE isso é um ALENTO! parabéns kubischek, gabriel e valeska!

Responder

Márcio Cavalcanti em 11/04/2014 - 00h42 comentou:

Também sou da mesma escola, e esse site errou apenas em um ponto: o texto assinado pelo aluno e meu colega foi – em verdade – escrito pelo próprio professor! O aluno apenas o assinou (talvez tenha colocado a parte final do texto), mas eu vi quando ambos conversavam sobre o compartilhamento desse texto em redes sociais, e o professor tinha o texto pronto.
Há braços.

Responder

    morenasol em 11/04/2014 - 00h49 comentou:

    não é verdade. o professor foi informado por mim deste texto hoje à tarde

    Yra doce em 11/04/2014 - 04h35 comentou:

    Demorou para aparecer gente tentando desqualificar o Professor,,o aluno,,, a Filosofia,

    a matéria e o blog.

    alessandro em 11/04/2014 - 03h35 comentou:

    Também estou na dúvida sobre o autor do texto, não sei se estou errado ou se estou certo, porém a dúvida persiste!!!

    waldemirgondim em 11/04/2014 - 13h39 comentou:

    Se o rapaz do terceiro ano foi capaz de elaborar um texto como este, pode considerá-lo prodígio entre nós. Sei o quanto temos a melhorar em nossa educação e acredito que vamos, mas no momento este nível de conhecimento atribuído a Gabriel Guilherme dificilmente se faz presente em graduados, que dirá em vestibulandos.
    Muito difícil de acreditar… porém posso estar errado. Espero que sim. Seria muito bom ver cada vez mais pessoas como ele enriquecendo as redes sociais com textos assim.

    GrammarNazi em 11/04/2014 - 16h57 comentou:

    O texto tem vários errinhos típicos compatíveis com estudantes do Ensino Médio, acho muito difícil o professor reproduzir essas coisas, pois são erros "complexos". Se fosse para chutar eu diria que é do aluno mesmo…
    O livro citado também é material de filosofia do Ensino Médio, e é muito bom.

    Mas de todos os erros, nenhum é tão grave quanto "há braços" rsrsrs esse não é compatível com o ensino médio (nem fundamental)…

    Elaine em 12/04/2014 - 00h21 comentou:

    hahahahha né!!!!

    Agora Aqui em 12/04/2014 - 17h28 comentou:

    Ninguém mais entende ironia ou trocadilhos? O autor do comentário apenas quis destacar que ainda "há união", "há colaboração", "há força", ou seja, "há braços". Aproveitando inteligente e poeticamente o espaço de uma saudação final tão comumente usada: "abraços".

    O que acaba por reforçar o próprio comentário, pois este trata justamente de uma parceria entre o professor e o aluno em questão. O que torna o feito ainda mais genial.

    Pelo menos foi o que eu entendi desse suposto erro "tão grave". Estarei sendo demasiado otimista e ignorando a amplidão da ignorância? Espero que não.

    Há deus.

    Aline em 11/04/2014 - 22h51 comentou:

    Mais recalque!

    Hannah em 12/04/2014 - 12h04 comentou:

    Isso mesmo, Márcio, todos sabem que "braços existem".

    Diego em 13/04/2014 - 22h25 comentou:

    Desde o tempo em que o oceano é feito de água salgada existem colegas de trabalho recalcados… Beijo no ombro

    Lili em 14/04/2014 - 15h38 comentou:

    Muito bem, Márcio! Continue assim, anti-ético e recalcado.

    Washington em 15/04/2014 - 15h25 comentou:

    Realmente o texto levanta suspeita porque possui caracteristicas gramaticais que para sabê-lo o aluno deveria ter estudado alguma disciplina similar a "Metodologia de Pesquisa" ou este aluno teria que ser um autoditada, infelizmente a forma como a articulista publicou a carta deu a entender que foi o aluno que a escreveu, o que eu dúvido pelo fato que em escola pública não existe esta disciplina no escopo para elaboração de textos com caracteristicas mais acadêmicas. Lamentável, a direita usa e abusa destes tipos de estratagemas, infelizmente a esquerda também!

carol em 11/04/2014 - 01h23 comentou:

Quer fazer provocação, faça na aula e estimule o pensamento dos alunos. Não faça numa prova (que não é lugar de testar se o aluno ouve funk ou não) pra você virar notícia. Saudades dos tempos em que fazer gracinha não era algo endeusado.

Responder

    Yra doce em 11/04/2014 - 04h37 comentou:

    Carol….estude Filosofia.

    Rony em 11/04/2014 - 20h02 comentou:

    Pelo visto, você nem leu o texto todo e já está falando besteira…

    Ivan em 11/04/2014 - 21h11 comentou:

    Carol Pensadora. Criando conceitos! Mas precisa se esforçar mais.

    Paulo Barbosa em 12/04/2014 - 11h15 comentou:

    Carol, minha querida, a prova foi aplicada apenas na escola… ou seja, apenas aos alunos que participaram das aulas. Não é vestibular…..

    Thel Martins em 12/04/2014 - 22h24 comentou:

    Ele não fez gracinha nenhuma. Parece que alguém não leu o texto!

    bruno em 14/04/2014 - 01h44 comentou:

    le o texto carol, e grande mas e bom rsrsrs

Talita em 11/04/2014 - 01h27 comentou:

Foda.. e seguindo o exemplo provocador do professor, foda com F não… Com Ph..Pho-da!!

Responder

Junior em 11/04/2014 - 01h44 comentou:

Meeehhh!!!
Tou de cara!!! Esse rapaz estuda numa escola pública mesmo?!

Responder

    Tiago em 13/04/2014 - 22h39 comentou:

    É de discursos como esse que o Brasil não precisa. Estudar na escola pública significa não saber escrever? Eu sou professor de Filosofia, trabalho numa escola pública e me desdobro pra fazer um bom trabalho. Há alunos sensacionais e há alunos sem vontade em todos os lugares. A escola particular não é nem de longe lugar de mentes iluminadas.

Paulo P. da Costa em 11/04/2014 - 03h01 comentou:

Não critico a formulação da questão, mas sim a colocação debochada de "famosa pensadora contemporânea". Ele sabe que ela não é isso. Colocasse apenas a compositora ou cantora, ou mesmo só o nome dela. A moça é funkeira, vive honestamente e com certeza fatura muito mais do que o professor. Se há recalque, certamente não é por parte dela nem de quem afirma que a escola pública é ruim, mesmo que haja exceções. Se há oásis é porque há deserto. Quem discorda está no direito constitucional da liberdade de expressão. Querer culpar a mídia é no mínimo estranho. A mídia faz seu papel. Aliás, tem feito muito bem ao revelar a falta de decência e de honestidade que domina o Planalto Central. Fico pensando com meus botões se essa forma proposital de criar uma polêmica não foi um meio de desviar as atenções. Se a Valeska resolver entrar com ação de indenização por dano moral, toda essa papagaiada pseudo-filosófica não será suficiente para salvar os responsáveis pela ofensa à honra dela.

Responder

    Joana em 11/04/2014 - 13h13 comentou:

    A própria Valeska não considerou ofensa.

    Eudes Mattar em 11/04/2014 - 13h25 comentou:

    Mais um que não entendeu nada da entrevista ou da carta, e ainda insinua que a mídia é linda e perfeita. Volte pra escola!

    Jefferson Brum em 11/04/2014 - 16h27 comentou:

    A Valeska não está nem se lixando pra isso! Pelo jeito não é ela que está incomodada por aqui!

    Ana em 11/04/2014 - 18h53 comentou:

    O problema não é a frase. Pensadora ou não, Valesca tem seu valor e isso gerou uma boa discussão. O maior problema, pra mim, parece ser uma vontade grande do professor de causar. Aí, culpar a direita e a mídia é um caminho raso e seguro pra se explicar.

    ORRAIO em 12/04/2014 - 21h16 comentou:

    Tente uma vaga na escola deste professor. Pelo visto você está no Período Pré-Operatório, se analisada sua resposta pela ótica de Piaget.

    José Geraldo em 13/04/2014 - 22h14 comentou:

    "A moça é funkeira, vive honestamente e com certeza fatura muito mais do que o professor."

    Donde se conclui que quanto uma pessoa ganha ($) é um fator para lhe atribuir valor enquanto cidadão e ser humano. É isso?

    Artur Berti em 14/04/2014 - 04h19 comentou:

    Ok Sr.Paulo P. da Costa… você trabalha em que jornal ou revista?…. se sentiu mais ofendido que a funkeira por que? Deve ser cumplice das visões unilaterais que algumas mídias ressaltam para lucrar… Não estou generalizando porque mídias como desse blog parecem preservar a verdade mostrando a importância de se investigar os fatos antes de vomitar suas opiniões.
    Pois bem… parece que a própria funkeira entendeu a mensagem do Professor, e se você não entendeu é sinal de que deve filosofar mais.
    Por fim… não posso deixar de parabenizar este blog pela reportagem esclarecedora!… é de mídia assim que o Brasil precisa.

MathierreCarvalho em 11/04/2014 - 03h08 comentou:

TRÊS PENSADORES CONTEMPORÂNEOS! O PROFESSOR, O ALUNO E A VALESCA! Mídia hipócrita que não presa a verdade!!! Parabéns a ambos!!! Eu acredito na Escola Pública e nos alunos que lá estão!

Responder

    Diego Guimarães em 13/04/2014 - 23h45 comentou:

    Eu também acredito, Mathierre, e me coloco veementemente contra o propagandismo negativista que se faz sobre as instituições públicas no Brasil.

Jena em 11/04/2014 - 03h28 comentou:

A atitude do professor parece um tanto infantil, ou, no mínimo, ingênua. Provocar a mídia (porque, pelo nível do texto do aluno, tá tudo muito bem nessa classe) pra explicar que quer provocar a mídia é um tanto fraco. A escolha do assunto não vai deixar a maioria das pessoas ir além do debate sobre a Valesca ser uma pensadora ou não, o que é muito interessante, mas não atinge o ponto mais nobre que o professor aparenta querer atingir. Será que isso basta? Assim como o texto do aluno, com tantas referências que leigos não irão entender, só reforça essa sensação de "queremos mostrar que somos espertos". Inteligência sobra, mas faltou um pouco de sabedoria nisso tudo.

Responder

    Jefferson Brum em 11/04/2014 - 16h29 comentou:

    Você não deve ter lido direito o texto do aluno. Ela se direciona ao que se dizem "não-leigos" ao se sentirem no direito de questionarem o professor!

    Sérgio Porto em 12/04/2014 - 16h20 comentou:

    O termo 'infantil' foi mal empregado, 'simples' se adequaria melhor, assim como 'ingênua' merece ser susbtituída por 'necessária'. Essa minha afirmação e a intenção na ação do professor é justificada pela simples existência do seu comentário, dentro deste blog que está apresentando o fato ocorrido e as forças de interesse por trás dele. "Queremos mostrar que somos espertos" sim, e mais, "queremos mostrar que temos capacidade intelectual, potencial o qual a população não nos credita". O que foi feito é uma propaganda que carrega o teor crítico que você diz sentir falta em seu comentário.

    Espero ter esclarecido, e caso, em algum momento, tenha soado ofensivo, peço desculpa pois essa não foi a intenção.

    flávia em 16/04/2014 - 22h54 comentou:

    Muito bem colocado Jena, e sinceramente quando um professor de Filosofia quer utilizar uma estratégia que leve o aluno a pensar ele pode e deve se utilizar de recursos mais nobres!

Nádia em 11/04/2014 - 03h33 comentou:

Prof Antonio Kubitschek, sou (era) professora da rede básica e digo: SOU SUA FÃ!
Você é uma inspiração para professores da rede pública no Brasil todo! É de professores como você que precisamos para acabar com a mediocridade na educação pública! PARABÉNS!

Onde clica pra dar um ABRAÇO nesse seu aluno, o Gabriel Guilherme? Quando eu instigava meus alunos à discussões tão ricas minha vontade era sempre essa, ABRAÇÁ-LOS! Simplesmente por ver meu trabalho sendo feito.

Responder

Diego Franco em 11/04/2014 - 03h41 comentou:

Enquanto por aqui, professores, alunos e blogueiros, usam a educação como instrumento de imbecilização ideológica, criando provas para alvoroçar a mídia e retratar a própria irrelevância, em países como a Coreia do Sul e Singapura, os esforços se concentram na formação de indivíduos intelectualmente habilitados para as mais diversas atividades. Enquanto nos EUA, 80% dos doutores estão nas empresas levando inovação para a sociedade; no Brasil, 70% deles estão nas universidade formandos novos doutores em um ciclo interminável de conhecimento inútil. Nem mesmo o fracasso da educação, ratificado pelas inalteráveis últimas colocações em todos os testes internacionais, foram capazes de nos conduzir a conclusão de que nosso modelo é que está errado. Wygotsky, Piaget, Paulo Freire e afins, patronos da educação brasileira, formam um amontoado de imprecisões sem que qualquer resultado minimamente satisfatório nos tivesse sido apresentado em décadas. O Brasil é um país falido intelectualmente e tudo que professores, alunos e blogueiros tem a nos oferecer são pegadinhas com a mídia. Enquanto vocês se divertem às custas de alguns blogueiros, o mundo ri da nossa educação.

Responder

    Paulo em 11/04/2014 - 13h23 comentou:

    Perfeito, Diego Franco. A "pensadora contemporânea" dona da página se deleitou crendo que a reaçada havia mordido uma isca jogada pelo professor, eis que este apenas tinha a intenção de provocar. Na realidade, não é necessário mais do que dois neurônios pra perceber que a intenção do professor era realmente a de provocar. Contudo, há décadas que nosso sistema de educação provoca, não a mídia mas a sociedade, abordando temas completamente inúteis utilizando subterfúgios toscos como verniz intelectual. A atitude do professor se assemelha aquela de um menino de 05 anos de idade que aprendeu um palavrão na rua e repete em casa na frente dos pais, no intuito de provocá-los. Caso os pais o repreenderem, a provocação teria tingido sua meta; caso contrário, o menino iria aprofundar seus "conhecimentos" e enriquecer seu repertórios de palavrões até conseguir chamar a atenção dos pais. O saldo final é ele se tornar um débil. Nessa toada, não é estranha a classificação a chega o Brasil nas avaliações internacionais em Educação Pública.

    Ana em 11/04/2014 - 23h48 comentou:

    "Contudo, há décadas que nosso sistema de educação provoca, não a mídia mas a sociedade, abordando temas completamente inúteis utilizando subterfúgios toscos como verniz intelectual. A atitude do professor se assemelha aquela de um menino de 05 anos de idade que aprendeu um palavrão na rua e repete em casa na frente dos pais, no intuito de provocá-los." Descreveu perfeitamente. Provocadores sobram em cada esquina.

    Eudes Mattar em 11/04/2014 - 13h28 comentou:

    Parei de ler no "Singapura". Digitou, digitou, digitou e não escreveu nada: Uncle King na veia, não há dúvidas! Volte pro banco escolar!

    Diego Franco em 11/04/2014 - 18h10 comentou:

    Cingapura ou Singapura. Ambos estão corretos. Fiz a opção pelo S, pois em inglês se escreve assim. No wikipedia, por exemplo, está com S. Informe-se antes de passar vergonha.

    José Geraldo em 13/04/2014 - 22h17 comentou:

    "Cingapura ou Singapura. Ambos estão corretos. Fiz a opção pelo S, pois em inglês se escreve assim. No wikipedia, por exemplo, está com S. Informe-se antes de passar vergonha. "

    Claro, afinal o inglẽs é uma língua superior. Na verdade a forma com "S" só se tornou "correta" após o novo acordo ortográfico, que unificou a ortografia de Brasil e Portugal.

    Você poderia ter escrito isso, em vez de recorrer ao inglês, "pois em inglês se escreve assim".

    Talvez você devesse também escrever "impresário", pois em inglês se escreve com "i'.

    Maia Kaefman em 11/04/2014 - 17h31 comentou:

    Vai morar na Corea do Sul então! 😉

    Jena em 11/04/2014 - 17h49 comentou:

    Típica resposta de idiota. Depois reclama do "vai morar em Cuba" que os direitistas falam…

    Maia Kaefman em 11/04/2014 - 18h31 comentou:

    A sua foi muito inteligente. Faltou me chamar de bobo e feio tb…Deveria ser óbvio que fiz uma referência justamente ao famoso "vá morar em Cuba/CN"…Mas enfim…O óbvio é relativo…

    lacultunicentro em 11/04/2014 - 18h17 comentou:

    1. Vygotsky ou Vigotski é com V.
    2. De onde você tirou que o trabalho deste pensador, do Piaget e do Paulo Freire não trouxe algum legado e é um conjunto de imprecisões? Vá ler um pouco, dê uma olhada nos estudos que utilizam estas [diferentes] abordagens e depois me apresente que resultados são imprecisos.

    Diego Franco em 11/04/2014 - 18h36 comentou:

    1. Ok.
    2. Trouxe-nos resultado sim: os últimos lugares em todos os testes internacionais. Em qual outro lugar do mundo tais pensadores fazem parte da estrutura pedagógica. Diga-me se na Finlândia, Suécia, Japão, China, Coreia do Sul ou Singapura (com S mesmo) alguém os tem como referência. Antes de me pedir para ler, o que acha de fazer o mesmo.

    Winnie Gomes em 11/04/2014 - 22h17 comentou:

    Só para falar, os doutores estão nas universidades formandos outros doutores, pq infelizmente, no Brasil as empresas não abrem portas para os doutores, pois tem aquela visão de que são pessoas que só estudaram, não tem prática, e outras justificativas absurdas. Logo, o pesquisador/doutor vai encontrar espaço na universidade. Garanto que os doutores que estão formando outros doutores, não estão ensinando conhecimento inútil. Vá fazer um mestrado e um doutorado, e ai sim, você terá uma visão mais ampla de como o mundo científico do nosso Brasil acontece.

    Dominus em 12/04/2014 - 03h06 comentou:

    Esse Diego Franco foi o único a dizer algo inteligente até agora. Os esquerdistas mentecaptos, diante das verdades, apenas souberam xingar.

    overov em 15/04/2014 - 00h14 comentou:

    E você? O que você fez ao chamar-nos de mentecaptos
    ?

    Vitor em 14/04/2014 - 14h52 comentou:

    O "mundo científico" do nosso Brasil é uma tremenda porcaria… Não é de graça que importamos tecnologia e raramente as desenvolvemos…

    Patrícia em 12/04/2014 - 11h38 comentou:

    Olá, Diego Franco. Isso também é um mito: acreditar que nos EUA a educação formal é muito superior à nossa. Não conheço tão bem quanto gostaria (e pretendo, um dia), mas tem mais indicativos que a escolarização em Cuba (olha só!) seja ainda muito melhor do que a do mítico EUA! Eu, sendo professora de escola pública pelo 18º ano, me surpreendi com este filme-documentário, que constata índices de evasão escolar semelhantes à do Brasil e de vários outros países "míticos"! Vou deixar o link ao final. Duvido muito que vc tenha disposição para assistí-lo, uma vez que pode por em xeque algumas estruturas de pensamento suas. Mas, sendo uma professora comprometida com a educação (e apaixonada!), sempre tenho esperança! Duvido porque mesmo vc lendo esta reportagem não foi capaz de se enxergar. Pelo contrário, reforçou sua base ideológica com ataques a professorxs, alunxs e blogueirxs, desqualificando a [email protected] só para tentar se auto-afirmar e tentar manter sua estrutura de pensamento e posicionamento político. Vc precisará de muita serenidade p conseguir superar este nível de egocentrismo/narcisismo para conseguir assimilar alguma coisa neste mundão que não seja o que está dentro do seu quadradinho mental. Desculpa. Não é minha intenção te ofender. Não gosto de trocas de ofensas inúteis p tentar se auto-afirmar. Mas… é difícil ser franca, honesta numa situação desta sem causar algum desconforto. Mas saiba que não é meu objetivo. Tomara que assista ao filme. Eu me considero bastante questionadora do modelo de ensino que temos. Mas este filme me fez ver ainda além! Um tapa! Daqueles pra gente acordar! Espero que assista 😉 Abs!! https://www.youtube.com/watch?v=6t_HN95-Urs

    Pedro em 12/04/2014 - 14h04 comentou:

    Obrigado

    Que? em 14/04/2014 - 04h27 comentou:

    Cara, se realmente educação estivesse correlacionado com desenvolvimento econômico Cuba seria uma potência. Isto só para não citar vários exemplos que dizem o mesmo. Pregar sobre o meritocracismo pode até estar certo em alguma esfera em que a admistração tenha algum sentido. Mas, penses muito bem antes de ficar ostentando índices quando estás falando sobre educação. E, se o texto que foi exposto acima não te tocou, então para você certamente pouca coisa de crítico ainda resta a sua saúde mental. Creio que ainda menos de sua pseudo-critica sobre o que é educação. Para resumir: me resta rir da cara de quem define educação como mérito. se quiser leia: http://definicaoesferica.blogspot.com.br/

    Talita em 15/04/2014 - 22h04 comentou:

    Incrível filme, Patrícia. Sensacional!

Emmanuela em 11/04/2014 - 03h52 comentou:

Realmente isso calou e irá calar a boca de muita gente. Confesso que juguei o professor antes de avaliar a situação ocorrida, assim como a maioria da população. E Gabriel, meus parabéns, você ganhou meu respeito e nos deu uma grande lição.

Responder

Yra doce em 11/04/2014 - 04h33 comentou:

Meu filho foi estimulado por mim a gostar de escola,,,dos professores.

A saber se colocar dentro de sala de aula para aproveitar o máximo.

Ensinei que a escola quando bem aproveitada é o elevador social do pobre.

Aos 17 foi para a UnB…. a 705 Km de casa.

Dormia no chão e tinha 16 m2 entre dormir,,,cozinhar ,,

tomar banho,,,lavar e enxugar roupa.E o aluguel era um absurdo.

Pergunta se valeu o empenho de 14 anos de escola?

Uma parte na particular com bolsa e o Ensino Médio em uma ETEC.

Nota ENEM….802.

Filho de pobre tem que estudar para aprender.

O resto é trabalhar como escravo.

O governo Lula/Dilma deu condições….aproveitem.

Veja qual seu potencial e invista conhecimento nele.

Responder

    jaira em 12/05/2014 - 00h08 comentou:

    É isso aí enquanto a mídia tenta desbancar a escola pública, as familias tem que ensinar seus filhos a respeitar os professores e querer aprender, ter um objetivo, só assim melhoraremos o Ensino Público, porque podem ter certeza o Professor está cada vez mais desestimulado porque a mídia o detona (porque agora da ibope falar mal de professor), a família joga seus filhos como se a escola fosse um reformatório e o professor tem que dar conta do ensino científico, ético, moral e tudo o resto….

Giovanni em 11/04/2014 - 10h22 comentou:

Texto excelente!!! Gabriel arrasou com os argumentos, deixou a direitada no chinelo e ainda lacrou com o beijinho no ombro.

Parabéns Cynara pela entrevista!

Responder

coletivowc em 11/04/2014 - 11h13 comentou:

Estudei numa das escolas particulares mais "conceituadas" da cidade e minhas aulas de filosofia não chegaram nem no chinelo dessas. Tá certo que isso já faz 10 anos, não sei como as coisas estão agora…

Responder

Claudio em 11/04/2014 - 11h50 comentou:

Excelente. Muito bom. Fiquei emocionado.

Responder

Leandro Dubost em 11/04/2014 - 11h51 comentou:

Parabéns pela matéria, muito esclarecedora sobre esse assunto interessante. Uma simples questão (múltipla escolha!) de prova rendeu boas reflexões para quem teve capacidade de pensar a respeito da polêmica, ao invés de ficar preso na mentalidade "mimimi Valesca é funkeira"

Responder

Bruno Garrido em 11/04/2014 - 12h43 comentou:

Em um país sério, esse sujeito iria fazer provocações em outra freguesia. ÊÊÊÊ, BRASIL!!!

Responder

Lucas Effe em 11/04/2014 - 13h13 comentou:

Não acreditem em tudo que a mídia nos "força" a ver. Pesquisem antes de tirarem conclusões precipitadas.

Responder

Nelson Junior em 11/04/2014 - 13h18 comentou:

O menino caprichou na explicação. Não li a repercussão sobre essa história na mídia, mas nem precisaria fazer isso pra saber que muitas dos repórteres nem conversaram com o professor, coordenação, direção da escola. Bastou virar sucesso na rede, escrever um parágrafo sobre uma foto e pronto: "notícia" com grande potencial de audiência criada.

Esse professor se igualou ao Silvio Santos (entrevista para Mônica Bergamo) no quesito trolada master na mídia, e aproveitou pra estimular um grande debate sobre educação.

Quanto ao público, é uma grande ironia. Leem títulos, parágrafos, imagens, geralmente gostam de músicas de gosto só um pouquinho melhor do que as da Valesca Popozuda, manifestam suas opiniões com uma profundidade equivalente a sua cultura, e nesse caso querem posar de eruditos e intelectuais?. Lá no fundinho vejo uma questão de classe enrustida.

Não gosto da música de Valesca, mas ela diz que o pobre, o favelado, subiu na vida (ou quer subir e tem condições pra isso) e está alguns degraus mais equiparado aos demais. É isso que incomoda.

Deixo uma provocação: E se fosse usado um trecho de uma música da Anitta? Que faz uma música tão boa quanto, mas foi fabricada para conversar com a classe média branca?

Eu aposto que teria reclamação, mas o barulho seria bem mais baixo.

Um abraço a todos

Responder

    Ana em 12/04/2014 - 00h45 comentou:

    Mas "notícia com grande potencial de audiência criada" não é a tal trollada do professor? O único debate sério sobre educação eu vejo aqui, porque ele explicou algo que seria impossível de se ver diretamente com a imagem. Uma imagem criada pra causar, não pra explicar. Não é culpa da maioria das pessoas não ter entendido.

Victor França em 11/04/2014 - 13h38 comentou:

Massa! Ainda ontem em uma aula de Pesquisa estava levantando esta questão com um Professor. Foi interessante que nós não acusamos, mas estava-mos discutindo a fato de inclusão/exclusão sobre esta questão. Obviamente não sabíamos do contexto que fez e se deu está pergunta que "abalou" os olhos do reacionários (de sentido amplo, reação. Estágio Intuitivo de Piaget). Mas nós trouxemos esse debate para a Universidade. No sentido de aproximação do que é comum (inclusão) para que só assim a massa "consuma" o conhecimento. Muito legal, fico motivado em conseguir vivenciar essas intervenções que dão repercursão Nacional.

Responder

celio em 11/04/2014 - 13h42 comentou:

Meu Deus me surpreendi com agora, que belo exemplo deste professor, quero ate pedir desculpas por que o critiquei quando vi na imprenssa o assunto.

Responder

Odoacro em 11/04/2014 - 13h49 comentou:

A intenção deste blog, era ganhar atenção.
Conseguiu "32, com o meu" comentários. A intenção do professor era de "chamar a atenção dos alunos e nunca imaginou que teria esta repercussão. Entrevista dele Jornal Hoje 08.04.14", mas agora ele fez para provocar a mídia mesmo, e considera Valesca uma pensadora, faltou o CONTEMPORÂNEA.
Mas antes disso tudo, ele havia chamado "TODA A MÍDIA PARA UM EXPOSIÇÃO DE FOTOS", você está em "Brasília" e a mídia vai parar, toda ela, ou parte dela, para ver "uma exposição de fotos de uma escola pública"? ( Que acertadamente, a úncia coisa no longo texto que ele fez, foi dizer que realmente não há valor para as escolas públicas. Mas como poderia ter qualquer valor, se você ao invés de educação OFERECE COTAS E VIAGENS?), isso não teria a menor lógica. Mas claro, eu provavelmente, serei considerado um preconceituoso, direitista, comunista, ista,ista,ista,ista, depois que a "mídia caiu como urubu na carniça", na verdade o nosso querido professor, agora é "um gênio", que cansa de dar entrevistas, que precisou desligar seu celular para parar de dar tantas entrevistas, que este blog,conseguiu depois de muitas tentativas, uma entrevista com o mestre.
O que me parece, agora na opinião plebe, pois não sou um grande pensador, é um "aperto de mão entre a direita e morena esquerda".
O professor é um gênio, cativou um aluno a "MANDAR BEIJO NO OMBRO PRO RECALQUE" (POPOZUDA, VALESCA), e este blog, COM MUITO DINAMISMO E EXCLUSIVIDADE TOTAL DE UMA LUTA MILENAR POR CLASSES, E SEMPRE TÃO PERSEGUIDO,conseguiu.
O que o gênio "AK 43" referiu-se sobre a mídia, escancara-se neste blog. No fim "chamar atenção" é uma das maiores devoradoras, de dentro pra fora, da humanidade, desde de seus primórdios. Vide o maior exportador,e produtor, de psicopatas do mundo, os E.U.A, onde a "popularidade", é uma necessidade sem limites, sem limites de mortes, pressão psicológica, e assédio moral. E jamais irá mudar. Quando o assunto é "chamar a atenção" Fidel pede para devolverem o Brasil aos índios, e Lenin, pede para dar-mos 7 passos atrás para conseguirmos, colocar a primeira perna a frente.

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leo75 em 11/04/2014 - 13h50 comentou:

Esse texto NAO foi escrito pelo aluno como dito na materia, ele pode ter sido assinado pelo aluno.
O q se ganha em promover falsa informacao? Criticam a tal da "PIG" mas se comportam como tal.

Responder

    morenasol em 11/04/2014 - 18h21 comentou:

    como você sabe?

LUIZA em 11/04/2014 - 14h08 comentou:

MUITO BOM SEU COMENTARIO, AMEI, É ISSO MESMO , IGNORÂNCIA ESTABELECIDA.

Responder

StayPuft em 11/04/2014 - 14h09 comentou:

peraí!!! " a escola publica é mal considerada"

se a escola publica eh apenas "mal considerada" entao pq cota nas faculdades??

vamos acabara com este mimimi esquerdopata

Responder

    morenasol em 11/04/2014 - 18h21 comentou:

    quem chegou pra fazer mimimi aqui foi você

Everson de Andrade em 11/04/2014 - 15h03 comentou:

Acho que a entrevista foi feita por você mesma, mas teria como linkar com a página de origem do estudante? Só para dar mais veracidade à pauta? No resto, como jornalista, parabenizo pela simples e eficaz atitude de ir atrás dos personagens, ao invés de sair por aí fazendo críticas sem o o mínimo de embasamento, como foi feito.

Responder

Rainri Back em 11/04/2014 - 15h19 comentou:

acho brilhante o texto do garoto. mas não concordo com ele. nem por isso devo necessariamente estar em um estágio intuitivo ou simbólico de desenvolvimento moral. há aí uma falácia, que, porém, não retira o brilhantismo do texto. aliás, nem concordo com um monte de coisas defendidas por kohlberg.
antonio, para que chamar a atenção da mídia dessa maneira, cara? sinto muito, mas acho a questão ruim de qualquer maneira. mas seu trabalho é muito bom, eu sei bem disso. enfim, discordamos no seguinte ponto: "segundo deleuze, aquele que cria um conceito é um pensador. ela criou um conceito, portanto é uma pensadora, sim". certo, deleuze o diz em "o que é a filosofia?". mas, pelo amor de deus, antonio, que conceito essa tal "pensadora" criou?!

Responder

Daniela Paizante em 11/04/2014 - 15h39 comentou:

Parabéns Gabriel pela fantástica explicação, prova de que seu professor cumpriu o papel dele de educador. Parabéns ao professor pela atitude e postura do início ao fim.

Responder

marcel em 11/04/2014 - 15h40 comentou:

Quando, em 1996, os Mamonas Assassinas, grupo masculino, cantava em 'transar com uma cabrita' e participar de uma suruba para crianças, ninguém chiou. Eta Brasil machista!

Responder

FelipeB em 11/04/2014 - 16h04 comentou:

A entrevista foi ótima. Compartilho aqui minha dúvida a respeito da autoria do texto que a segue, do aluno Gabriel. Tenho contato com muitos estudantes da mesma idade e raríssimas vezes vi um texto tão articulado. Essa minha experiência (o que não deixa de ser um preconceito) é que levanta a dúvida a respeito da autoria. No entanto, no fundo, quero acreditar que um aluno tenha escrito o texto e até agora não encontrei nenhuma evidência do contrário. Parabéns!

Responder

Ricardo em 11/04/2014 - 16h11 comentou:

Fico tentando entender qual classe Valesca está representando enquanto desfila de Louis Vuitton e Versace.

Responder

    Flameja em 13/04/2014 - 19h29 comentou:

    Ela mudou de classe e de conceitos tbm!!kkkkkk

Fernanda Dias em 11/04/2014 - 17h05 comentou:

Olha o nível da carta do aluno dele, fiquei surpresa, eu gostaria muito de ter tido um excelente professor de filosofia, pois, onde eu estudei colocaram um evangélico para ministrar as aulas e ele só falava de religião!

Responder

Eduardo em 11/04/2014 - 17h12 comentou:

O único problema é que ele não conhece o Deleuze pra afirmar aquilo. Quem cria conceitos são os filósofos, a Arte cria percetpos e afetos. E, conceito não tem nada a ver com algum tipo de jargão pegajoso.

Responder

Nicolau em 11/04/2014 - 17h21 comentou:

Podemos ver a qualidade do ensino ministrado na escola pela colocação da mesma no Enem. Parabéns pensadores de vanguarda.

Responder

Ana em 11/04/2014 - 17h53 comentou:

Temos tantos "provocadores" nesse país. Me pergunto o que ele ganhou com isso, além da atenção da mídia. A direita e a educação brasileira não mudaram com isso… mas o professor agora é famoso. Ah…

Responder

Evandro em 11/04/2014 - 18h58 comentou:

Pôxa, que legal!
Tem um outro grande pensador contemporâneo também que pode dar ótimas questões para provas. O nome dele é MC Daleste. Vamos testar pra ver quem acerta:
1) O texto:
"Eu sei como te impressionar, boto o cordão pra fora que elas morre
Vô de RR, trajado de Cristian, as mulherada entra em choque
Eu sei que elas sabe o que é bom, eu sei que elas sabe o que é bom
Vem que é o Daleste e o Léo da Baixada e até as santinhas desce até o chão
Chamei as santinhas, chamei as taradas pra dar um rolé em alto mar
E quando a lancha parar é que a festinha vai começar. Então!"
Faz parte de qual funk?
a – Mais amor, menos recalque;
b – Ostentação fora do normal;
c – Ui ui ui, ai ai ai;
d – O crime chegou.

Responder

gilmar josé rocha em 11/04/2014 - 19h31 comentou:

Ele é um GÊNIO, sempre foi um exemplo de educador. Há um grande preconceito contra a escola pública. Precisamos ter um novo olhar sobre a escola básica. Existe um exército de Kubitschek anônimos nas salas de aula.

Responder

Nete em 11/04/2014 - 19h40 comentou:

Muito bem garoto, você tem um professor de primeira grandeza!!!!
E é estudante, aquele que estuda prá vida toda e não aluno, aqueleque só vai a escola…

Responder

Rosalvo em 11/04/2014 - 20h10 comentou:

Show de bola esse garoto.

Parabéns,Gabriel.

Responder

kel Cândido em 11/04/2014 - 20h29 comentou:

Parabéns pelo texto. Agora só tem que estudar um pouco sobre a teoria de Sigmund Freud para ter mais conhecimento sobre o significado do mecanismo de RECALQUE.

Responder

Ivan em 11/04/2014 - 21h07 comentou:

'…o público, controlado pela mídia, tende a ver somente o que é exposto e julgar indiscriminadamente sem antes avaliar a situação como um todo. " Fan-tás-ti-co! (Separei certo? rs) A julgar pelo excelência do texto do aluno, essa é uma escola modelo e o professor é um mestre, no real sentido da palavra.Parabéns à Socialista Morena, à escola e ao professor!

Responder

Winnie em 11/04/2014 - 22h38 comentou:

Acho a ideia de provocar os alunos bem bacana. Mas, fico na dúvida: será que essa provocação que o professor buscava, seria, de fato, trabalhado em sala de aula após toda repercussão? Será que o professor, de fato, tinha um objetivo claro em como iria dialogar a temática com esta repercussão entre os alunos? Tenho minhas dúvidas. Penso que a ideia do professor é válida, sim. Mas, por trás de toda ideia, o professor tem que ter um objetivo claro, precisa ter uma proposta. Não pode apenas provocar o aluno e deixar a ideia vaga, é preciso trabalhar essa repercussão, porque a essência não será assimilada pelos alunos e logo, não terá aprendizagem sobre a temática.

Responder

milena em 11/04/2014 - 23h30 comentou:

Parabéns ao autor do texto. E devo dizer que, como professora de língua portuguesa, concluo após lê-lo que, tendo sido escrito por um jovem de ensino médio, estamos com a educação no Brasil PERFEITA!
Afinal, tanto conhecimento não veio de graça. Que seja!

Responder

Brasil em 12/04/2014 - 00h29 comentou:

Achei o sentido da vida com essa questão aê da Valeska, é só tiro, porrada e bomba. Que tal colocar alguma coisa do Bin Laden, pensador psicopata, mas do jeito dele. afinal com ele é só tiro, e bomba, simplificou bastante, por sinal.

Responder

Rodrigo em 12/04/2014 - 00h39 comentou:

Ele disse dias atrás que "não esperava uma repercussão tão grande" e, agora, diz que era pegadinha com a mídia. Afinal, o que ele quer, além de toda essa exposição? Caímos em pegadinhas todos os dias, de virais no youtube feitos por grandes empresas até histórias forjadas que ganham fama no facebook. Já não é hora de crescer e ver que é preciso mais do que provocar? Não deveríamos ser mais maduros? Espera-se mais de um professor.

Responder

ana lins em 12/04/2014 - 00h49 comentou:

muito bom! obrigada pela oportunidade de entender melhor toda essa inteligente provocação.
bjs, ana
em tempo: vc fez falta na entrevista com o lula, adoraria saber sobre sua pergunta sei que iria contribuir bastante para o debate

Responder

Kenara Alcântara em 12/04/2014 - 01h12 comentou:

A princípio me assustei com a questão, no entanto após saber quem era o professor e sendo ex- aluna e agora uma pedagoga, posso dizer que o entendo completamente, e o parabenizo pelos objetivos educacionais alcançados.

Responder

Amanda em 12/04/2014 - 01h36 comentou:

Excelente!!!!! O texto do aluno é de arrepiar!!!

Responder

Jeferson em 12/04/2014 - 03h18 comentou:

Incrível! O que fez é justamente o que está criticando, tirando a atenção do público para o que realmente interessa! A educação está cada vez pior, e não é por ter esse tipo de pergunta em provas, a verdadeira questão é muito mais complicada, tanto que ninguém percebe e acabam caindo no funk, distraindo com um carnaval qualquer…
"A escola pública é tão mal considerada quanto Valeska e o funk" Esquerda caviar é a única explicação…

Responder

Olavo em 12/04/2014 - 03h39 comentou:

Agora eu sei porque o CEM 3 é uma merda. Tirei minha filha da escola pública quando ela teria de ir obrigatoriamente para esta escola. É uma verdadeira escola do crime. As viaturas da PM vivem na escola. Os alunos saem no horário de aula. Não usam uniforme, mas roupas de gangue. Carros conduzidos por menores estacionam na frente da escola, tocando funk. Meninas entram nos carros e parecem transar na frente do CEM. A pior escola de Taguatinga Sul. Só perde para o centrão. Com professores como esse aí, o que esperar da educação nesse governo.

Responder

Vic Sage em 12/04/2014 - 05h58 comentou:

…. é um belo texto e uma bela pergunta… proponho outra:

"Se eu de repente combino com um amigo de provocar a reação da população, pego uma arma com munição de festim, boto um colete no meu amigo e saio pra rua, lá, no meio de um bando de gente, você é alguém que nunca me viu, mas me vê nesse momento, atirando à queima roupa num amigo meu sem mais nem menos, você considera fazer o que?"

a) não interferir porque pode ser uma encenação de um filme.
b) não interferir porque pode ser a bala pode ser de festim e quilo pode ser um trote
c) não interferir porque você não sabe se aquele é um pai de família que perseguiu um estuprador de sua filha e acabou de matá-lo
d) correr dali e chamar a polícia pra prender o sujeito, porque se o maluco atirou num cara, ele pode atirar em você também.

Você sabe o que é preconceito? Que bom, porque é o que você usa o tempo todo e é uma das coisas necessárias para organizar seu dia a dia, você tem preconceito que seu vizinho é alguém são o suficiente para não invadir sua casa enquanto você dorme, você tem preconceito de que o motorista de seu ônibus não bebeu justo no dia em que entrou no veículo, você tem preconceito ao julgar que os aviões que passam por cima de sua casa t~em um piloto competente para não deixá-lo cair em seu terreno, etc. você tem um senso comum, que é baseado em tudo o que você sabe, em relação com a situação que você presencia no momento.

Se então eu vejo um sujeito colocando uma prova com uma pergunta IMBECIL, no meio dela, num País onde o ensino nas escolas públicas já não serve de praticamente nada na vida cotidiana, não te ensinam como funciona um banco, como funciona um sindicato, direitos trabalhistas, direitos do consumidor, como funciona a política e o sistema (ridículo) de votos no nosso País… é claro que não irei parar pra pensar "hum, este professor provavelmente está fazendo uma pergunta provocativa para expor a mediocridade da imprensa brasileira" (meme de senhor culto). É claro que vou achar que o sujeito é alguém de incompetente pra baixo. E aliás, continuo achando isso, a provocação além de não fazer sentido nenhum… não teve sentido nenhum mesmo, calou a boca e quem? de quem provocou? Voltando ao caso que citei dos dois amigos que passara um trote em too mundo, o mesmo vai dizer : "O que é isso cara? Você tá me denunciando pra polícia por que? Por que achou que ia atirar em você? Eu sou só um cara com uma arma e munição de festim atirando no meu amigo com colete à prova de balas, meu, pare de ser preconceituoso".

Seguinte professor… não inventa, dê sua aula e não inventa, pra não dizer outras coisas.

Responder

Joanita em 12/04/2014 - 08h09 comentou:

Acredito que sempre trataram professores assim: mal abre a boca e a crítica cai matando em cima. Este é o papel de uma sociedade que não valoriza este profissional tão necessário! Que tristeza! Bem diferente de países como o Japão, por exemplo.

Responder

flaliman em 12/04/2014 - 10h03 comentou:

Para os socialistas tondinho de plantão, quanto pior melhor… É serio isso!!!

Responder

Preta Greicy em 12/04/2014 - 10h56 comentou:

O professor é imaturo, expondo seus alunos desta forma. Foi também manipulador e usou seus alunos para ganhar atenção. Sua conduta é deplorável, quem a apoia merece viver em um país comunista.

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bert em 12/04/2014 - 12h36 comentou:

Alguém teria o link do perfil do Gabriel?

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Rosani Brito em 12/04/2014 - 15h10 comentou:

Texto excelente!Parabéns ao professor e ao aluno!Filosofia na escola,
é assim que se ensina.

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DILIAN em 12/04/2014 - 15h14 comentou:

ADOREI, VOCÊ REALMENTE FALOU TUDO, E PRINCIPALMENTE O BEIJINHO NO OMBRO PRO RECALQUE KKKKKK ADORO

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Júnior "Manguinha" em 12/04/2014 - 16h46 comentou:

Acompanhei com interesse este episódio e, mesmo sem achar necessário, pois tinha percebido e gostado da intenção deste professor, gostei muito das explicações do professor. Valeu Professor Antônio pela coragem e valeu Gabriel pela conclusão. Tapa com luva de pelica nesta mídia, que se acha acima do bem do Mal.

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Thiara em 12/04/2014 - 17h11 comentou:

Adorei a entrevista com o professor e gostei ainda mais do texto do Gabriel! Bravo!!!

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Diana em 12/04/2014 - 19h42 comentou:

Ouvi a entrevista que o prof. deu à Rádio Band News na terça-feia, que acredito tenha sido a primeira, e a mim o discurso dele não convenceu não… Falou, falou e não disse nada com nada. Causar esse tumulto todo porque a mídia não cobriu a "exposição de fotos" da escola? A Valeska é uma "grande pensadora" porque criou um conceito (aliás, a "letra" é dela)? Ele misturou até questão de preconceito contra a mulher durante a entrevista (me digam onde isso se encaixa nesse contexto…). Sinceramente acho que ele meteu os pés pelas mãos… E lendo o texto acima fiquei mais pé atrás ainda: tenho grande dúvida sobre a autoria desse texto ser do aluno… Falo isso como ex-professora de língua portuguesa nos ensinos fundamental e médio de escolas públicas.

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Vic Sage em 12/04/2014 - 19h52 comentou:

Bem, parece que diversidade de opiniões não existe no blog, de qualquer maneira, pelo menos alguém leu minhha primeira mensagem. Espero que reflita nela.

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Vic Sage em 12/04/2014 - 20h02 comentou:

Ah, só uma desculpa pelo comentário anterior, não tinha visto que a organização era por votação e não por ordem de entrada.

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DALAINE em 12/04/2014 - 21h20 comentou:

confesso que fiquei um tanto chateada ao ver a questão da prova, mas confesso que vejo que eu fui a errada pois deveria ter apurado bem os fatos como historiadora que sou. Esse professor fora ousado e usou de sua bela inteligência e capacidade para demostrar o quanto que os homens precisam ser ousados em suas atitudes.
Bela dissertação a sua, isso só demostra o quanto de efeito que esse professor prova em seus alunos! PARABÉNS!

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Luiza Beatriz em 12/04/2014 - 21h25 comentou:

Concordo quando ele diz que na escola pública "tem cada professor bom". Sempre digo para os meus alunos que é nas escolas públicas que estão os melhores professores e que eles são privilegiados de estudarem em uma escola pública, porque ela precisa ser valorizada primeiro por eles.

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Gilda em 12/04/2014 - 21h31 comentou:

O professor realmente fez o seu papel… contextualizou a realidade… e criou polêmica.

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rose em 13/04/2014 - 00h05 comentou:

O professor Antonio Kubitschek diz, de acordo com a musica, que a Valesca é uma grande pensadora e tal, mas pera ai, não foi ela que escreveu a musica… Agora coloca uma musica dela com Mr. Catra, aquela, tô com o [email protected] pegando fogo, vai me dizer que quem fez aquela musica horrível também é um grande pensador?!

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Wellington em 13/04/2014 - 02h09 comentou:

Parabéns. Gostaria de estudar aí. Aluno e professor no mesmo nível de educação nota 10.

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Cleci em 13/04/2014 - 08h53 comentou:

Se nesta história toda, tiver mais uns dois como o Gabriel,tudo já valeu a pena. Parabéns ao professor e ao aluno. Vamos filosofar mais e julgar menos.

Responder

Caio em 13/04/2014 - 13h20 comentou:

Ok, td mundo jah viu essa historia, já encheu.

Se fosse um olavo vcs estavam criticando ferozmente..

Mas só pode criticar a cultura politica, a cultura musical não..

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j ribas em 13/04/2014 - 15h08 comentou:

A julgar pelo nível do texto postado pelo aluno Gabriel Guilherme, o professor está a obter bons resultados, o que confirma que a educação é o meio para mudar esse país, e criar cidadãos que exercitem o senso crítico e pensem por sim mesmos, sem se deixar contaminar pela mídia sensacionalista e vazia de ideias. Para a escola pública mudar bastaria vontade política, e apoio ao trabalho de professores como o Prof. Antonio. Parabéns pela matéria!

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Gontranjr em 13/04/2014 - 16h47 comentou:

Desculpem-me mas não concordo! O Professor poderia, sim, utilizar deste contexto da cantora e sua composição na questão da prova, mas estimulando o debate e não perguntando ao aluno que completasse a letra da composição. Causaria o mesmo "escândalo" na mídia e não prejudicaria a nota dos alunos. A prova conta ponto, não é? Mas foi passado ao aluno que decorasse a letra da tal música porque esta questão poderia cair na prova? Era matéria de prova? Quem não ouve Funk por não gostar do ritmo e das letras, e ninguém é obrigado a gostar do que quer que seja, mas nem por isso, como eu, deixamos de saber, entender e debater o assunto funk e emitir opinião desta forma de expressão. Essa seria a temática da questão que deveria cair na prova. É o mesmo que perguntar qual o nome do navio americano que se encontra nos arredores da região de contenda da Criméia, ao invés de cobrar o contexto histórico desta cena atual e instigante. Saber o nome do navio é bem, mas bem mesmo, menos importante do que sabermos dos envolvidos, o que está por trás e os desdobramentos (pior que esta questão do navio, caiu numa prova de concurso público), enfim…É o mesmo que perguntar o tipo de corda usado no enforcamento de Tiradentes! Mas completar letra de música?! Nem um aluno é obrigado a saber a tal letra, se não foi tema inserido na matéria de prova. O aluno precisa obter uma pontuação para "passar de ano" e isto É MUITO SÉRIO. Não entrarei no mérito de que mais importante que a nota é o aprendizado porque se assim for, então, tiremos a pontuação como forma de progressão anual. Mas não é assim. Isto é outra discussão. Se sou aluno desta classe, só por conta do que discorri acima, pediria a anulação desta questão, sem sombra de dúvida! Com certeza ficou questão de aprendizado importante de fora da prova em detrimento da questão "funkeira". Mas o professor está ensinando bem, pois, apesar de discordar do texto do aluno também, tenho que parabenizá-lo pela clareza e colocação das palavras. melhor que esta minha resenha.

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SID em 13/04/2014 - 23h00 comentou:

https://www.facebook.com/acidezmental/photos/a.28
OLHA AQUI A PENSADORA DESTE PROFESSOR…
PARABENS PARA AMBOS

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Definição esférica em 14/04/2014 - 04h42 comentou:

Cara, com muito custo lí algumas coisas sobre Kohlberg (nem sei como escreve direito) em uma matéria já avançada de uma faculdade de filosofia. Se um aluno pode entrar em contato com isto no Ensino Médio creio que não só é maravilhoso, mas sinceramente lindo. Ainda mais bonito associar esta concepção a aquilo que as pessoas da mídia vivem falando: esfera pública. Parabéns a quem escreveu este texto. E quanto ao teor geral dos acontecimentos acho que isto revela só uma coisa: o quão frágil está nossa esfera pública. E mais uma coisa: sim isso ensinou muita coisa, e ensinou muitos. Só acho que estes momentos de revelação deveriam aparecer mais vezes.

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Francisco J. Palácio em 14/04/2014 - 12h08 comentou:

No que pese as dificuldades e problemas que circundam o sistema educacional público no Brasil, duvido que a maioria dos alunos das escolas particulares desse país afora, seja capaz de produzir um texto como o desse aluno. Meus dois filhos estudaram a vida toda em escolas particulares. Pelo exemplo que tiveram em casa, talvez até consigam. Essa é uma questão que me parece muito clara. A educação não deve se focar no aspecto conteudista. Ela deve ter por fundamento a formação da cidadania, estimular o pensamento, cultivar valores que ainda custam caro a uma esmagadora parte da população brasileira. Reforçar o debate de ideias e de formas diferentes de pensar o mundo posto é um aspecto da educação que merece apoio. Nesse aspecto, o professor acertou. O funk da "pensadora contemporânea" foi só um instrumento, uma ferramenta utilizada pelo professor para trazer ao debate, inclusive, o baixo nível do que é debatido pela sociedade brasileira e eu falso moralismo. A mídia predominante, que se acha guardiã e porta-voz do povo, caiu na arapuca. A funkeira é produto do que essa mesma mídia, agora, condena. Estou longe de ser um apreciador do estilo. E não é preconceito. Respeito quem o curte, mas da minha parte, tento contribuir para que Valescas e outras mais não passem de uma fina chuva de verão!

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Vitor em 14/04/2014 - 14h31 comentou:

Professor Kubitschek, assuma também a aula de matemática, seus alunos aparentemente precisam de reforço….

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Monalisa em 14/04/2014 - 14h48 comentou:

Que triste, as pessoas desqualificando tanto o ensino público no Brasil…. sim, temos escolas com problemas, mas também temos escolas de qualidade sim! Eu pessoalmente me sinto ofendida, pois cursei desde o fundamental ao médio em escola pública e não me envergonho, pelo contrário, me abriu muitas portas… Tenho colegas que fizeram médio em colégio público comigo e entraram direto na USP, FATEC… eu mesma entrei direto na UNESP… Vamos ter um pouco mais de fé nas pessoas!!! :'(

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Andelaide Lima em 14/04/2014 - 18h23 comentou:

Tem muito aluno de escolas particulares mega caras, elitizadas, que não dão conta de redigir uma frase parecida com as que estão no texto do Gabriel. Parabéns, arrasou!!!

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Sylvia em 14/04/2014 - 21h28 comentou:

Eu curti o texto, achei legal a inciativa do professor, mas tenho quase certeza de que esse texto não foi escrito por um aluno. Por mais que ele tenha, de fato, aprendido filosofia, a escrita e a forma como ele expõe coisas não estão no nível de um aluno do ensino médio (por exemplo, a citação que foi feita do livro, não é algo na base curricular desta etapa).

Pra mim, soou como se a escola tivesse mandado este texto pronto para o aluno, para que ele apenas publicasse.

Responder

Tati em 14/04/2014 - 21h46 comentou:

Sinceramente … não acreditei na explicação.

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Eliana Lopes Daud em 14/04/2014 - 22h07 comentou:

Caríssimos
Sou professora universitária e, ao ministrar as primeiras provas bimestrais, desafiei os alunos com uma questão bastante polêmica mas que ficou na polêmica interna apenas, ou seja, entre todos os envolvidos da sala de aula. Foi sobre o Hino Nacional Brasileiro. Confesso que fiquei mais surpresa do que eu imaginava e penso seriamente em levar adiante a situação criada mas isso em outro momento, em outra ocasião. Escrevo isso em apoio à formulação de questões INSERIDAS NUM CONTEXTO e que saem do padrão de CONFORTO das perguntas e "incomodem" com um padrão de DESCONFORTO/CONFRONTO (pedagógico). As polêmicas são bem vindas. Elas promovem a reflexão, o questionamento, a reconceituação e redefinição de fatos e situações, ideias e posicionamentos. O importante é que se preserve o contexto, SEMPRE. Acho uma discussão saudável e aprecio os comentários expostos. Beijinho no ombro para os incomodados de sempre.

Responder

Og Sousa em 15/04/2014 - 02h04 comentou:

…Excelente resposta Gabriel, igualmente ao Prof. Antonio Kubitschek, pois esses tais blogueiros, pior q paparazzis, só se interessam pelo lucro Show !….

Responder

Washington em 15/04/2014 - 15h14 comentou:

Sou petista e fico furioso com os diversos ataques da direita mau caráter que só critica o governo enquanto na verdade o telhado deles (gestão FHC) é tão ruim que está todo quebrado, e é considerado pelos dados e pela herança maldita o pior governo que o Brasil teve!

Mas, embora seja petista não sou um "bitolado" e neste caso específico assim como em outros o PT e os articulistas que o representam me decepcionam profundamente e vejo com perigo para onde isto vai chegar!

Analisando o fato, não vejo motivo para o tal professor ser defendido, ele erro e pronto, querer defendê-lo é dar munição ao inimigo, quer dizer então que o objetivo da escola é criar polêmica? Este é um dos objetivos deste professor? E infelizmente a Cynara ficou com uma situação difícil, um abacaxi podre, porque enquanto ela diz no início do texto que o professor foi irônico e buscava com isto contextualizar o preconceito social, logo abaixo o professor na entrevista a desmente veementemente, pois reafirma que teve o objetivo de criar polêmica, mas eu pergunto aonde esta polêmica chegou? Só serviu para desmoralizar com o governo Dilma, como se não bastasse ela receber ataques de todos os lados ainda me vem um professor me fazer uma palhaçada desta, é mais munição para a oposição usar nas eleições, só fico tranquilo porque a lembrança ainda fresca da fracassada, corrupta (vide a privataria tucana, só para citar um) e covarde gestão do PSDB na era FHC é tão ruim que o PT para perder para eles teria que fazer um governo tão ruim que chega a ser impossível, Aécio é um boi de piranha coitado!

Quer dizer queridos, que um pseudoestilo musical que utiliza de refrãos com palavras chulas citando os orifícios do corpo e penetrações explícitas é cultura? Quer dizer que o pobre, o cidadão comum não pode ter direito e acesso a uma forma de cultura de bom gosto e decente que eleve a sua condição como pensador e cidadão de respeito!

Quer dizer que o PT faz questão de apoiar via seus articulista que é este tipo de música que ele pretende continuar investindo e oferecendo a classe trabalhadora para alimentar a sua mente e o transformar em um reivindicador dos seus direito e fazê-lo enxergar a manipulação que lhe é aplicada todos os dias pelas estruturas midiáticas são com este tipo de professor e este tipo de música que ele terá seu espirito alimentado? Estilo este que influência o sexo irresponsável e que ajuda a fomentar os inúmeros casos de gravidez na adolescência, estereotipar a mulher e apoiar o sexo como diversão saudável para garotas que sequer completaram o ensino médio a maioria de famílias carentes que não conseguem nem levar uma vida com o mínimo de dignidade! Quer dizer que é isto? Sexo (antes dos 18 e antes de sequer completar o segundo grau), e educação de baixíssimo nível (música funk e similares e professores como este)? É assim que o PT irá formar o jovem de amanhã?

Responder

Washington em 15/04/2014 - 15h16 comentou:

…continuação.
A própria "cantora" refutou (sabiamente) o elogio de grande pensadora, mas não, a articulista tinha que tentar defender o indefensável e o professor insistindo que ela é uma grande pensadora, que desenvolveu um CONCEITO, ora bolas, me explique melhor este conceito: "beijinho no ombro"? Só porque o povo canta é conceito? Não sabem a diferença entre popularidade e credibilidade? Quer dizer que porque o crime faz parte da rotina do brasileiro ele agora é um conceito e tem que ser tolerado porque faz parte da cultura dos abandonados pelo sistema cruel capitalista que seleciona os mais fortes (nascidos em famílias abastardas)!

Até um cachorro sabe que a grande mídia e as oligarquias que dominam este país abominam o PT e seu legado, sabemos que eles têm um preconceito descarado com as classes trabalhadoras, chega a ser surreal este "professor" achar que fosse necessária esta palhaçada para mostrar as feridas da sociedade em que vivemos todo mundo sabe disto, este argumento do professor só mostra como ele é ou despreparado e sem noção ou foi contratado pela direita para queimar ainda mais o filme da tão esculachada escola pública no país!

Sou petista, e vou voltar na Dilma e estou tranquilo porque acho quase impossível o PSDB oferecer algum perigo real, o perigo vem da mídia e destes traidores das grandes causas representado desta vez por este professor ridículo!

Sinceramente estas pautas da agenda do PT de afrontar a família defendendo causas controversas como casamento gay (nada contra a união estável), agora querer mudar o que esta na Bíblia NÃO! Defender o aborto e desgraçar ainda mais o ensino público querendo inserir cartilhas gays no ensino ao invés de contratar bons professores de filosofia, este tipo de posicionamento estranho se não mudar ainda irá ser a desgraça deste país e destruirá tudo o que foi feito de bom!

P.S.: percebi que tanto nos Blogs de direita como nos Blogs de esquerda o nível de comportamento dos comentaristas é o mesmo, nos Blogs de direita ninguém abre um parênteses para criticar o fato de, por exemplo, a Privataria Tucana esta engavetada e ninguém admite os erros das gestões FHC e cá do lado da esquerda ninguém (com exceção de algum coxinha facilmente identificável) questiona esta pautas antipopulares do PT. A conclusão que chego é que discernimento e bom senso não fazer parte nem dos direitistas e nem dos esquerdistas. Uma droga!!!

Responder

Cadu em 15/04/2014 - 17h32 comentou:

"A própria Valesca, bem mais inteligente d…."…provavelmente, mas orgulho, com certeza tem zero…contribuinte voraz da mediocridade instaurada no país…esse professor é fantástico.

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anderson costa em 15/04/2014 - 18h27 comentou:

Deveria ser processado pela valesca isso sim !!

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Robson em 15/04/2014 - 22h14 comentou:

A mídia até onde vi só noticiou. Quem fez o estardalhaço foram as pessoas comuns que não levam o funk a sério, e que saíram opinando aos quatro ventos. O professor se explicou. Mas Valeska como "grande pensadora" foi ironia da parte dele. Mais uma dessas discussões desnecessárias.

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Inacio da Silva em 16/04/2014 - 00h44 comentou:

Que isso não acredito que li tanta asneira "intelectual"

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Beth em 16/04/2014 - 14h40 comentou:

e eu só observo

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Claudeko em 16/04/2014 - 22h24 comentou:

Então os coordenadores que revisaram a prova, foram todos coniventes com a sede de mídia do professor!!!!kkkk

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Wellington em 16/04/2014 - 23h44 comentou:

Com que olhos julga uma sociedade acrítica crítica?

“A educação não tem como objeto real armar o cidadão para uma guerra, a da competição com os demais. Sua finalidade, cada vez menos buscada e menos atingida, é a de formar gente capaz de se situar corretamente no mundo e de influir para que se aperfeiçoe a sociedade humana como um todo.

A educação feita mercadoria reproduz e amplia as desigualdades, sem extirpar as mazelas da ignorância.

Educação apenas para a produção setorial, educação apenas profissional, educação apenas consumista, cria, afinal,gente deseducada para a vida.” SANTOS, Milton. O espaço do cidadão. 5ª.Ed. São Paulo: Nobel, 1998. p 126.

A ruína da Escola e da Educação brasileira já é fato e não será uma prova que menosprezará o Estado e sim a própria relação moral que se dá entre o povo e o Estado!

Não vejo alarde algum, pois de fato todo gênero artístico traz consigo recortes culturais pertinentes ao período em contexto segundo os conjuntos de encaixes e desencaixes sociais em constante construção ou re-construção da realidade social de um povo.

O relativismo fundamentalista da distorção epistemológica dos conceitos reais das expressões linguísticas e dos pensamentos desde os primórdios da formação intelectual, política, econômica e educacional do homem sofre suas deturpações segundo os interesses conservadores dos que julgam-se eleitos moralmente pela aquisição exclusiva da Cultura´s do homem, com isso toda e qualquer manifestação cultural que apresente sua criticidade responsável é bombardeado pelas mediocridades levianas de certos grupos que se sentem ameaçados ou dos que culturalmente creem que o direito de expressão é exclusivamente do quarto poder social – Mídia -.

Sempre que surge oportunidade de apresentar aos pseudos intelectuais recortes culturais de cunho filosóficos advindos dos opressores, assim o faço, como por exemplo: cada um no seu quadrado!

Outrora as problemáticas ligadas as drogas, aos crimes de quaisquer naturezas, as doenças marginalizadas como Aids, sempre foram atribuídas às classes excludentes quanto únicas que sofriam tais realidades, contudo os anos são outros e em qualquer teto há sempre algo correspondente as mazelas sociais e individuais sem distinção de estrato social.

Todavia habitualmente sempre esbarramos com verdadeiros preconceituosos que velam e vendem a imagem de perfeição em sua família ou grupo social

Se pelo menos lêssemos as obras Urupês de Monteiro Lobato e Crónicas de educação – Cecília Meireles, poderíamos compreender a extensão da sociedade medíocre que assola a formação do povo brasileiro desde tempos idos.

Abraços fraternos,
Wellington Bernardino Parreiras
16/04/2014
20:25

Milton Santos https://www.youtube.com/watch?v=-UUB5DW_mnM

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Patrick em 17/04/2014 - 03h54 comentou:

O texto do aluno,demonstra o excelente trabalho feito por este professor.
O Brasil precisa de mais uns 5.000 como ele

Responder

CRistiano em 17/04/2014 - 13h53 comentou:

Sou academico de filosofia, e Antonio Kubitchek me representa… Agora rala, suas mandadas! 🙂

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Luís em 17/04/2014 - 15h13 comentou:

ok, tudo bem o professor considerar a Valesca uma pensadora por suas colocações que têm a ver com a liberdade da mulher, mas não consigo entender qual a ligação que a questão colocada na prova [se bater de frente:(a) é só tiro porrada e bomba] tem com qualquer conceito filosófico (que era a matéria da prova) ou mesmo com a liberdade da mulher. se a questão foi colocada unicamente para chamar atenção da imprensa, como o professor disse no texto, creio que ela deveria ser desconsiderada para a nota final dos alunos, mas não é o que parece que vai acontecer, ja que nada foi dito sobre isso e o proprio aluno no final disse que essa questao era umas das 12 que compunham a prova. sinceramente acho que a questão foi muito mal colocada. ele perdeu a oportunidade de ter pego um trecho da musica dela que realmente tivesse a ver com filosofia ou com o conceito sobre "liberdade da mulher" para colocar na prova.

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