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MPF pede absolvição de Lula e anulação de benefícios a Delcídio por mentir

Procurador Ivan Marx diz que ex-senador petista atribuiu falsamente a Lula a ordem para a prática do crime, sendo que a compra do silêncio de Cerveró só beneficiaria a ele

Lula com estudantes do IFC em Quixadá (CE). Foto: Ricardo Stuckert
Da Redação
01 de setembro de 2017, 18h35

O Ministério Público Federal (MPF) pediu hoje à Justiça Federal a absolvição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do banqueiro André Esteves no processo que apura a suposta tentativa do ex-presidente de obstruir o andamento da Operação Lava-Jato. No mesmo pedido, o procurador responsável pelo caso também pede a suspensão dos benefícios concedidos com base na delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral.

Para o procurador, ao contrário do que afirmou Delcídio do Amaral, o pretendido silêncio de Cerveró, que à época cumpria prisão preventiva, não foi encomendado ou interessava a Lula, mas sim ao próprio senador

Nas alegações enviadas ao juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal em Brasília, responsável pelo caso, o procurador da República Ivan Cláudio Marx concluiu que não há provas de que Lula e Esteves participaram dos supostos crimes imputados pelo ex-senador nos depoimentos de delação.

“Para o procurador, ao contrário do que afirmou Delcídio do Amaral –tanto na colaboração quanto no depoimento dado à Justiça–, o pretendido silêncio de Cerveró, que à época cumpria prisão preventiva, não foi encomendado ou interessava a Lula, mas sim ao próprio senador”, diz nota do MPF.

O procurador afirmou ainda que Delcídio mentiu em seus depoimentos e que os fatos citados por ele levaram à abertura de ação penal contra sete pessoas. De acordo com Marx, o ex-senador escondeu a origem dos recursos que teriam sido providenciados supostamente para comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.

Em depoimento prestado ao Ministério Público em agosto do ano passado, o ex-presidente Lula já tinha alertado que Delcídio mentiu

“No entanto, atribuiu falsamente a Lula a ordem para a prática do crime, e falsamente à família Bumlai (ligada a Lula) o pagamento da quarta e quinta entregas de valores para comprar o silêncio de Cerveró. Assim agindo, escondeu do Ministério Público Federal sua real função de chefe no esquema referido, angariando benefícios que não receberia se a verdade prevalecesse”, sustentou o MPF.

Em depoimento prestado ao Ministério Público em agosto do ano passado, o ex-presidente Lula já tinha alertado que Delcídio mentiu. Lula inclusive pede na Justiça 1,5 milhão de reais de indenização a Delcídio por “danos morais”, mas a ação foi rejeitada em abril deste ano, em primeira instância, por um juiz de São Bernardo do Campo. O que dirá ele agora?

A presidenta Dilma também havia alertado, em maio de 2016, que o ex-senador petista “tem a prática de mentir”.

A pergunta que fica: se Delcídio mentiu, todos os demais beneficiados pelas delações premiadas falaram a verdade?

Com informações da Agência Brasil

 


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