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NAZIL: cartunistas estrangeiros comparam Brasil de Bolsonaro ao nazismo

Vários artistas nos associaram à suástica na imprensa internacional; outros preferiram associar chegada de Bolsonaro ao poder a tubarões

Charge de Monero Rape no Washington Post
Da Redação
05 de novembro de 2018, 16h54

Em setembro, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) negou um direito de resposta a Jair Bolsonaro por ter sido comparado a Adolf Hitler em uma charge publicada pelo Blog do Noblat, hospedado no site da revista Veja. Mas colocar o presidente eleito de extrema-direita lado a lado com a suástica não é algo exclusivo dos chargistas brasileiros. Pelo mundo, vários cartunistas fizeram o mesmo. Confira algumas das charges em que o Brasil de Bolsonaro é comparado ao de Hitler.

O mexicano Monero Rapé fez duas charges comparando a “nova fase” do país ao nazismo. A primeira antes da eleição.

E a segunda após a vitória de Bolsonaro:

Eneko, do jornal satírico espanhol El Jueves

Internacionalmente reconhecido, o brasileiro Carlos Latuff fez quatro charges com a suástica para a mídia estrangeira e para o site Brasil 247.

O holandês Bas Von der Shot, do De Volkenskrant, mesclou as sandálias havaianas à suástica.

O espanhol El Koko usou a sigla do partido de Bolsonaro

Duas revistas também estamparam o NAZIL na capa. A revista Barcelona, da Argentina:

E a chilena The Clinic:

Alguém dirá: mas isso não é aplicar ao pé da letra a lei de Godwin, segundo a qual “à medida que uma discussão online se alonga, a probabilidade de surgir uma comparação envolvendo Adolf Hitler ou os nazistas tende a 100%? Bem, o criador da lei de Godwin, Mike Godwin, liberou a comparação entre Bolsonaro e Hitler.

Mas se você é eleitor de Bolsonaro e não gostou da associação com Hitler, também houve cartunistas que preferiam comparar sua chegada ao poder a um tubarão louco para devorar pessoas inocentes.

Adão Iturrusgarai na capa da Piauí…

…e o português André Carrilho, no Diário de Notícias

Kal, na The Economist desta semana, também recorre à imagem do tubarão chegando com Bolsonaro…

O que de bom pode advir daí?

 

 

 


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(2) comentários Escrever comentário

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Sergio em 06/11/2018 - 09h56 comentou:

Com todo o respeito, o que levou Bolsonaro a vencer as eleições, entender os erros cometidos, e onde o país chegou com quase 24 anos de social democracia, é bem mais produtivo e importante do que essas manifestações artísticas. Chamá-lo de nazista, facista, machista, misógeno, ditador, despreparado, louco, lunático, estuprador, torturador… Somada a uma campanha ostensiva da mídia tradicional (Globo, Folha, estadão e Abril) contra ele e pesquisas eleitorais “batizadas”, não funcionaram! Por que ele? Por que foi eleito?

Responder

Zeca Rodrigues em 12/11/2018 - 13h37 comentou:

O problema não foi nessessariamente os erros, Sergio.
Se olharmos atentamente para os acertos dos últimos governos, e também para o avanço em muitas discussões sobre direitos de minorias, e não só aqui, mas em muitos outros países, poderemos constatar uma reação da sociedade conservadora com relação a tudo isso. Acho que avaliar dessa forma pode ser muito mais honesto do que ficar focando em erros que, claro, precisam também ser olhados, mas eles muitas vezes acabam se sobrepondo aos acertos e até eclipsando convenientemente os reais motivos de toda essa crise.

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