Socialista Morena
Direitos Humanos, Maconha

Novos estudos sobre a maconha que os conservadores escondem de você

Quando se trata de maconha, tudo que a mídia e os políticos conservadores mostram são estudos científicos contrários a seu uso. O uso terapêutico da cannabis, então, é totalmente ignorado no Brasil, enquanto em outros países, como os EUA, já teve eficácia comprovada e foi liberado. Mas você sabia que existem vários estudos recentes positivos […]

Cynara Menezes
01 de junho de 2013, 14h10

(Camarões de maconha que a cantora Rihanna postou no Instagram outro dia)

Quando se trata de maconha, tudo que a mídia e os políticos conservadores mostram são estudos científicos contrários a seu uso. O uso terapêutico da cannabis, então, é totalmente ignorado no Brasil, enquanto em outros países, como os EUA, já teve eficácia comprovada e foi liberado.

Mas você sabia que existem vários estudos recentes positivos sobre a maconha? É todo um mundo de informações novas, científicas, que simplesmente não chega ao cidadão para que ele possa se informar corretamente –além de deixar milhares de pessoas enfermas sem a possibilidade de acesso a terapias mais eficazes fora dos remédios convencionais, que rendem fortunas aos grandes laboratórios. Não será, aliás, por isso mesmo?

***

Por Paul Armentano, do AlterNet (os links para os estudos estão destacados no texto):

–Usuários frequentes de cannabis não têm maior chance de adquirir câncer do que fumantes ocasionais de maconha ou não-fumantes

De acordo com dados apresentados em abril durante o encontro anual da Academia Americana para a Pesquisa do Câncer, quem fuma maconha regularmente não possui maiores chances de ter câncer do que quem fuma de vez em quando ou não fuma. Pesquisadores da Universidade da Califórnia analisaram mais de 5 mil pessoas em todo o mundo entre 1999 e 2012 e confirmam: “Nossos resultados não mostram uma associação significativa entre intensidade, duração e consumo cumulativo de maconha e o risco de câncer”.

Outros estudos já haviam falhado em associar a cannabis ao câncer de cabeça e pescoço ou ao câncer do aparelho digestivo superior. No entanto, o DEA (organismo que controla as drogas nos EUA) continua a dizer que “fumar maconha aumenta o risco de câncer da cabeça, pescoço, pulmões e aparelho respiratório”.

–Uso frequente de cannabis é associado à redução dos fatores de risco para o diabetes tipo 2

A maconha terá algum dia um papel importante em evitar a crescente epidemia de diabetes tipo 2? Novos estudos indicam que é possível. De acordo com dados publicados este mês pelo American Journal of Medicine, pessoas que consomem cannabis regularmente possuem indicadores favoráveis relacionados ao controle do diabetes comparados a usuários ocasionais ou não usuários. Pesquisadores do Beth Israel Deaconess Medical Centre, em Boston, perguntaram a 5 mil adultos diabéticos se eles fumavam ou haviam fumado maconha alguma vez. Os que usavam regularmente tiveram níveis de insulina 16% mais baixos em jejum e resistência menor à insulina comparados aos que nunca tinham usado. Já os não usuários possuíam maior gordura abdominal e menor nível de colesterol “bom” (HDL) – ambos são fatores de risco para o diabetes tipo 2.

Benefícios similares foram reportados em usuários eventuais, apesar de serem menos importantes, “sugerindo que o impacto do uso da maconha sobre a insulina e a resistência à insulina existe durante períodos de uso recente”.

As novas descobertas confirmam os estudos de 2012 de uma equipe de pesquisadores da UCLA, publicados no British Medical Journal, segundo o qual adultos com histórico de uso de maconha são menos afetados pelo diabetes do tipo 2 e possuem um menor risco de contrair a a doença do que aqueles que nunca fumaram, mesmo após os pesquisadores ajustarem as variáveis sociais (etnia, nível de atividade física etc.). Conclui o estudo: “(Esta) análise de adultos entre 20-59 anos… mostrou que os participantes que usaram maconha foram menos afetados pela DM (Diabetes Mellitus) e por problemas associados à DM do que não usuários”.

O diabetes é a terceira causa de morte nos EUA após doenças do coração e câncer (no Brasil, o diabetes mata mais do que a Aids e os acidentes de trânsito).

–Fumar maconha reduz dramaticamente os sintomas da doença de Crohn

Fumar maconha duas vezes ao dia reduz significativamente os sintomas da doença de Crohn, uma doença crônica inflamatória intestinal que atinge cerca de meio milhão de americanos (atualmente está se investigando o número de portadores no Brasil). É o que diz o primeiro estudo já feito relacionando o uso de cannabis à doença, publicado online este mês na revista científica Clinical Gastroenterology and Hepatology.

Pesquisadores do Departamento de Gastroenterologia e Hepatologia do Meir Medical Center, em Israel, asseguraram a eficácia de fumar cannabis versus placebo em 21 pacientes com a doença de Crohn que não respondiam ao tratamento convencional. Onze participantes fumaram baseados contendo 23% de THC e 0,5% de canabidiol –um canabinóide não-psicotrópico conhecido por suas propriedades anti-inflamatórias– duas vezes ao dia durante oito semanas. Os outros dez fumaram cigarros contendo placebo.

Os pesquisadores dizem que “os estudos mostraram que o tratamento de 8 semanas com a cannabis contendo THC enriquecido foi associada a um significativo decréscimo de 100 pontos no CDAI (Índice de Atividade da Doença de Crohn)”. Cinco dos 11 pacientes no grupo estudado reportaram remissão da doença (definida como uma redução no escore CDAI do paciente em mais de 150 pontos). Participantes que fumaram maconha reportaram diminuição da dor, aumento do apetite e melhor sono comparado aos demais. “Nenhum efeito colateral significativo” associado ao uso da cannabis foi reportado.

Os resultados clínicos dão razão a décadas de relatos pessoais de pacientes de Crohn sobre usar cannabis para aplacar os sintomas da doença.

–Maconha sintética detém infecção por HIV em células brancas

A administração de THC vem sendo associada à queda na mortalidade e à desaceleração da progressão da doença em macacos com o vírus da imunodeficiência símia, uma espécie primata do HIV. Canabinóides poderiam ter efeito similar em humanos? As descobertas de um estudo recente indicam que a resposta pode ser “sim” e que a substância parece ter ação no combate à doença.

Na edição de maio do Journal of Leukocyte Biology, pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade Temple, na Filadélfia, informaram que a administração de canabinóides sintéticos limitam a infecção por HIV em macrófagos (células brancas do sangue que ajudam na imunidade do corpo). Pesquisadores asseguraram o impacto de três tipos de maconha sintética disponíveis no mercado (componentes não-orgânicos que agem sobre o cérebro da mesma forma que a planta) em células macrófagas infectadas pelo HIV. Depois, os pesquisadores colheram amostras das células periodicamente para medir a atividade da enzima chamada transcriptase, que é essencial para a replicação do HIV. No sétimo dia, a equipe descobriu que os três compostos tiveram sucesso em atenuar a replicação do HIV.

“Os resultados sugerem que o CB2 (receptor canabinóide) poderia ser potencialmente utilizado, em associação com drogas retrovirais existentes, abrindo a porta para a geração de novas terapias para o HIV/Aids”, resumiram os pesquisadores em um comunicado à imprensa da Temple. “Os dados também confirmam a ideia de que o sistema imunológico humano poderia ser fortalecido para combater o HIV”. (Em português meio cifrado aqui.)

–Canabinóides oferecem um tratamento eficaz na terapia para o TEPT (Transtorno de Estresse Pós-Traumático)

O estresse pós-traumático atinge cerca de 8 milhões de norte-americanos anualmente (com tantas guerras, pudera) e tratamentos eficazes para a síndrome são ainda raros ou desconhecidos. Mas uma pesquisa publicada em maio pela revista Molecular Psychiatry indica que os canabinóides possuem potencial para tratar o transtorno com sucesso.

Pesquisadores da New York School of Medicine informaram que pessoas diagnosticadas com TEPT possuem elevadas quantidades de receptores endógenos de canabinóides em regiões do cérebro associadas ao medo e à ansiedade. Além disso, os cientistas disseram que estas pessoas sofrem de uma produção reduzida de anandamida, um canabinóide endógeno neurotransmissor, resultando em um sistema endocanabinóide desequilibrado. (O sistema receptor de canabinóide endógeno é um sistema regulatório presente em organismos vivos com o propósito de promover homeostase ou estabilidade).

Os autores especularam que aumentar a produção de canabinóides no corpo poderia restaurar a química natural do cérebro e seu equilíbrio psicológico. Eles afirmam: “Nossas descobertas indicam (…) existir evidências de que canabinóides oriundos de plantas como a maconha podem causar benefícios em indivíduos com TEPT, ajudando a acabar com os pesadelos e outros sintomas.”

Infelizmente, em 2011, o governo norte-americano impediu que os pesquisadores da Universidade do Arizona, em Phoenix, conduzissem um teste clínico para avaliar o uso da cannabis em 50 pacientes com TEPT.


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Oscar P. da Mata em 01/06/2013 - 15h41 comentou:

É hipocrisia (ou algo mais) desta nossa comunidade de informação gerar matérias incompletas sobre qualquer assunto. Na maioria das vezes passam por cima, bem por cima. Prefiro acreditar que, na maioria das vezes, são incompetentes mesmo.

Responder

Sidiney em 01/06/2013 - 16h35 comentou:

Muito boa notícia! Com fundamentação.

Responder

Tobias em 02/06/2013 - 03h01 comentou:

Fiquei curioso para saber o porquê de tantos estudos sobre a maconha sendo publicados recentemente.

Responder

    patrick em 02/06/2013 - 13h03 comentou:

    Porque nos EUA o seu uso para fins medicinais foi legalizado em vários estados, como a Califórnia. É muito mais fácil fazer uma pesquisa científica com um produto dentro da lei do que com um que pode sujeitar o pesquisador à cadeia.

    gustavo em 16/05/2014 - 17h49 comentou:

    o governo esta discutindo se vai liberar ou nao a maconha devidoa as manifestaçoes

    Fernando em 16/05/2014 - 21h13 comentou:

    Está mais fácil pesquisar, mas sempre teve muita pesquisa, o difícil é ganharem visibilidade quando a tônica sobre o assunto é sempre a via policialesca.

    Anderson em 17/05/2014 - 00h35 comentou:

    Talvez porque temos passado anos praticando o preconceito sobre uma planta medicinal e seus usuarios, interpretando-os com hipocrisia, sem informações embasadas em testes cientificos válidos, e tambem para alertar o povo sobre o interesses do governo em cima da "má informação" mesmo sabendo disso tudo.

Bacellar em 03/06/2013 - 23h28 comentou:

Por essas e por outras que precisamos de todos os MMSs (maconheiros, maconheiras e simpatizantes) na Av. Paulista as 14(20)H no vão livre do MASP nesse sabado dia 8 de Junho para fortalecer a Marcha da Maconha.

Socialista moreno que é socialista moreno tem que ser chegado num cabeça de nêgo! (ou pelo menos apoiar o direito a liberdade psicotrópica de quem é!)

Responder

Nicolas em 06/06/2013 - 04h07 comentou:

Não há problema nenhum em liberar a maconha para uso terapêutico, oras.

O problema é o uso recreativo. Ou por acaso um remédio de pressão ou um prozac podem ser consumidos para ficarem doidão?

Responder

    Kensy Froid em 13/05/2014 - 20h29 comentou:

    É? então vamos proibir também o uso recreativo do álcool. O difícil vai ser achar um uso terapêutico… Segundo a O.M.S. 3,3 milhões de mortes no mundo em 2012 (5,9% do total) foram causadas pelo uso excessivo do álcool. O volume é superior a todas as vítimas causadas pela aids e tuberculose.
    Segundo a entidade, a bebida pode não só criar dependência, mas também leva ao desenvolvimento de outras 200 doenças.
    Mas o que mais preocupa a OMS são os casos de abusos no consumo. No mundo, a média é de 7,5% da população que experimentou em algum momento do ano consumo excessivo de álcool. No Brasil, porém, a taxa de pessoas que participam de episódios de consumo pesado é de 12,5%. Em um ranking de números de anos perdidos de vida saudável, o Brasil está entre os líderes.
    http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,consumo-

    rastafari em 09/06/2014 - 22h46 comentou:

    discordo . o problema é o excesso … cada faz o uso q lhe convêm e que sua cultura lhe permite … e tarjas pretas são consumidos pra ficar doidão apesar de q n são feitos tal fim, sem contar q são muito mais prejudicais a saúde q a cannabis e muito menos eficazes . eu vejo que quem nunca teve experiência propia c a ganja n pode opinar sobre seus efeitos embasados em leitura de pesquisas. cada organismo reage de forma diferente

julio cesar em 18/06/2013 - 10h39 comentou:

quem tem mais de cinquenta ,como eu e ja viu esta historia varias vezes tem de dizer. a maconha é a porta de entrada para o mundo do vicio. conhece alguem que cheira pó sem antes ter começado com maconha ? conhece alguem que quebra pedra sem antes ter começado com maconha. em muitos outros países a maconha ja foi liberada e basta dar uma olhadinha no que aconteceu em beneficio da sociedade.fumar um baseado pode ser até interessante mas como me colocou um professor que tive no colegial ,e la se vão muitos anos, vicio é como um sorvete de merda coberto com uma deliciosa casquinha de chocolate.deu pra entender né´. bom vamos a censura.

Responder

    jovem em 03/08/2013 - 08h56 comentou:

    vc mesmo já explicou: vc tem 50 anos
    está atrasado.
    Não generalize quem fuma maconha.
    Mesma coisa dizer que cerveja é porta de entrada pro alcoolismo descontrolado.

    Ana em 03/08/2013 - 18h35 comentou:

    Não sei como ainda tem pessoas com a sua mentalidade, a PORTA DE ENTRADA PARA AS DROGAS É O ÁLCOOL, vc esta mal informado. Nunca soube que alguém morreu por fumar maconha, pelo contrário como medicamento é aprovado em várias terapias mundiais, mude seus conceitos eu não faço uso, mas a legalização vai tirar das penitenciárias onde tem assassinos e afins, pessoas que apenas fazem uso recreativo, saem bandidos da escola do crime, o dia que a maconha for liberada com prerrogativas legais, muitos crimes, muitos jovens q hoje perdem suas vidas no tráfico serão salvos, a legalização acabara com a marginalidade, assim como na 2ª guerra mundial, qdo tínhamos o contrabando de Whisky. Se vc não concorda com a maioria, problema seu, esse espaço é para pessoas que tem conhecimento sobre o assunto, aposto q vc deve fazer algo vicioso, aí vem aqui criticar? Fala sério pessoa!

    Luciana em 05/01/2014 - 17h16 comentou:

    Colega, Ana. Aí a resposta para a sua afirmação: "Overdose de Maconha mata 37, em Colorado, no primeiro dia de legalização" (Em inglês) http://dailycurrant.com/2014/01/02/marijuana-over

    Altair em 10/01/2014 - 09h32 comentou:

    Sua burra, sabe tanto de inglês que nem intendeu que a matéria é uma Sátira!!!

    Bruna em 07/08/2013 - 17h33 comentou:

    conhece alguém que ja tenha usado alguma dessas drogas e que tbm nunca tenha bebido? Aquela bebida mesmo que você e o resto da população tomam no domingão? na festa de batizado do filhão? se fosse assim todo mundo que bebe fumaria pedra… tá atrasado só uns 50 anos.

    Bruna em 16/12/2013 - 01h19 comentou:

    Com esse comentário voltado à idade do Júlio César, me veio à cabeça trechos de "Admirável Mundo Novo";
    Dizer que alguém com mais de 50 é atrasado, ultrapassado e/ou desinformado é um grande absurdo! É como dizer, nas palavras de Lenina, que ser velho é algo nojento, que não serve mais pra ser formador de opinião na sociedade. Opiniões à parte, não digo se sou contra ou a favor da legalização da maconha, mas ainda tenho minhas dúvidas.

    Kensy Froid em 13/05/2014 - 20h23 comentou:

    Eu tenho mais de 50 e sei perfeitamente que essa história de maconha ser "porta de entrada" para outra drogas é a maior baboseira… a porta de entrada são as drogas legais! Hoje está provado por inúmeras pesquisas que a maconha é sim "porta de saída" para muitos usuários de crack. Siga o conselho de um senhor mais idoso que você, meu rapaz: Pare de beber que seus neurônios já estão pregando peças em seu raciocínio… Segundo a O.M.S. 3,3 milhões de mortes no mundo em 2012 (5,9% do total) foram causadas pelo uso excessivo do álcool. O volume é superior a todas as vítimas causadas pela aids e tuberculose.
    Segundo a entidade, a bebida pode não só criar dependência, mas também leva ao desenvolvimento de outras 200 doenças.
    Mas o que mais preocupa a OMS são os casos de abusos no consumo. No mundo, a média é de 7,5% da população que experimentou em algum momento do ano consumo excessivo de álcool. No Brasil, porém, a taxa de pessoas que participam de episódios de consumo pesado é de 12,5%. Em um ranking de números de anos perdidos de vida saudável, o Brasil está entre os líderes.
    http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,consumo-

    Lourds em 15/05/2014 - 03h50 comentou:

    Eu cheirava pó e não havia fumado maconha antes. Pronto, já sou pelo menos um caso.

    Chega de hipocritas em 16/05/2014 - 23h17 comentou:

    O alcool e tabaco que consomem antes de saber que existe maconha não né é né….

Artur Freitas em 18/09/2013 - 11h23 comentou:

Eu consumo tbm.

Responder

UmQualquer em 07/12/2013 - 21h03 comentou:

Não é a legalização nem a descriminalização da maconha, o problema é que num país com tantos problemas que nem o nosso, as pessoas preferem se unir pra fazer uma passeata que garanta o consumo legal de uma droga do que algo muito mais básico como combater a corrupção ou lutar por uma politica social de melhor qualidade.

O pior é que o nicho de tais passeatas são justamente jovens com poder aquisitivo médio/alto e com acesso a informação e a cultura sem nenhum esforço. Justo aqueles mesmos jovens que reclamam do tanto que o nosso país está ruim.

É como lutar pelo direito de vestir uma roupa de marca ao invés de lutar pelo direito de uma refeição diária.

O problema está nas pessoas que consomem e não na droga em si.

Responder

    Evey em 27/12/2013 - 23h48 comentou:

    Como escrito em um desses textos do blog, a cannabis (maconha) não é uma droga, e sim uma planta! Saiba a diferença. Tais passeatas sobre a legalização da maconha são para a diminuição de tantos problemas que assolam nosso país. Não estou dizendo que devemos ignorar a corrupção, educação, saúde, etc., mas que devemos incluir a legalização da maconha em nossa lista de melhorias, já que ela tem grande valor positivo em certos tratamento de doenças. Apontar o dedo e falar que o problema são os maconheiros, é estupidez, pois como vc mesmo sitou que as pessoas que consomem tem fácil acesso a informação e a cultura, o que certamente somaria nas próximas batalhas (passeatas) referente aos demais assuntos.
    Longe de melhorarmos o país em algumas míseras passeatas, mas o importante é que o primeiro passo foi dado, e o negócio é continuar caminhando.

    Outro em 16/05/2014 - 06h50 comentou:

    O combate às drogas é um grande gerador de discriminação, violência, corrupção e gastos desnecessários.

    Joao em 16/05/2014 - 20h22 comentou:

    O problema esta em tudo que e associado a maconha. A legalizacao tem consequencias sobre as questoes de violencia urbana, inclusao social, geracao de renda e emprego, arrecadacao de impostos, saude publica… temos que pesar tudo isso neste debate.

Tero em 19/01/2014 - 07h16 comentou:

Eu sou portador da RCUI Retocolite Ulcerativa Inespecífica. Mais conhecida como Doença de Crohn (Doença Crônica ) só a erva tem o poder de me ajudar. Não existe nenhum outro tipo de remédio que possa me ajudar sem deixar “Nenhum efeito colateral significativo” ! Estou mudando para o Uruguai !

Responder

katia em 22/04/2014 - 19h11 comentou:

como médico, considero que o uso de qualquer substância para tratar doenças crônicas e muitas irreversíveis, sempre indicaram estes tipos de substâncias que, como um placebo sem benefício nenhum para a saude destas pessoas seriam indicados para obter resultados, muitas das vezes saidos do mais intimo da mente da pessoa que necessitava de ação verdadeira da substância.
Então como obtermos resultados de uma substância psicoativa e depressora do sistema nervoso central, como, THC….
O uso THC _ puro só levará a uma sedação profunda.
DR. Betinho

Responder

    hahaha em 16/05/2014 - 23h19 comentou:

    A menina dos olhos da medicina não e o THC… Mas o CBD… falou médico?

maria em 13/05/2014 - 12h00 comentou:

é uma grande hipocrisia da sociedade a criminalização da maconha. sabemos muito bem que o alcool mata milhões de pessoas todos os anos, quer seja através de doenças quer seja em acidentes de carro. Sem falar das famílias destruídas pelo alcolismo, da dor e sofrimento gerado. Já a maconha não tem tais efeitos colaterais, quem fuma sabe que pode fumar e ter uma vida normal, trabalhar, estudar, fazer o que quiser. Não fica retardado ou lesado como as pessoas que não fumam acham. Vejo o grande preconceito das pessoas, até daquelas que leram a reportagem acima e ainda vem falar merda a respeito. portanto, sugiro que aqueles que não fumam, fumem, e sintam em vcs próprios os efeitos. só assim terão conhecimento real para dar qualquer opinião.

Responder

    Kensy Froid em 13/05/2014 - 20h17 comentou:

    Segundo a O.M.S. 3,3 milhões de mortes no mundo em 2012 (5,9% do total) foram causadas pelo uso excessivo do álcool. O volume é superior a todas as vítimas causadas pela aids e tuberculose.
    Segundo a entidade, a bebida pode não só criar dependência, mas também leva ao desenvolvimento de outras 200 doenças.
    Mas o que mais preocupa a OMS são os casos de abusos no consumo. No mundo, a média é de 7,5% da população que experimentou em algum momento do ano consumo excessivo de álcool. No Brasil, porém, a taxa de pessoas que participam de episódios de consumo pesado é de 12,5%. Em um ranking de números de anos perdidos de vida saudável, o Brasil está entre os líderes.
    E a galera tá preocupada com maconha…
    http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,consumo-

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