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O programa Mais Médicos no olhar de Araquém Alcântara

Já contei no no blog como a mídia hegemônica esconde as realizações do Mais Médicos e como o programa transformou a vida de milhares de brasileiros pobres que não contavam com assistência de saúde, sobretudo porque, infelizmente, muitos profissionais daqui se recusavam a trabalhar nos rincões mais distantes do país: aldeias indígenas, comunidades quilombolas, vilas […]

Cynara Menezes
23 de abril de 2016, 15h14
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(Médico cubano Sael Castelo Caballero em Serra da Guia, sertão de Sergipe)

Já contei no no blog como a mídia hegemônica esconde as realizações do Mais Médicos e como o programa transformou a vida de milhares de brasileiros pobres que não contavam com assistência de saúde, sobretudo porque, infelizmente, muitos profissionais daqui se recusavam a trabalhar nos rincões mais distantes do país: aldeias indígenas, comunidades quilombolas, vilas ribeirinhas, favelas e periferias das grandes cidades.

Durante um ano, o premiado fotógrafo Araquém Alcântara retratou o cotidiano dos médicos, brasileiros e estrangeiros, que toparam o desafio. Pelas fotos podemos sentir o quanto honram o juramento de Hipócrates: “Juro consagrar minha vida a serviço da Humanidade”

No livro editado com as fotos, com edição e prefácio de Éder Chiodetto, Araquém mostra não só os médicos e médicas com suas histórias, como o entorno das localidades para onde foram designados e seu trato com os pacientes. O diferencial se nota: o olho no olho, o toque, a intimidade que se cria na relação médico-paciente, tantas vezes criticada por ser fria, rápida, distante, nos profissionais dos planos de saúde. Esta é a saúde que o Brasil quer ter: gratuita e boa. A saúde é um direito do brasileiro, está em nossa Constituição: “A saúde é direito de todos e dever do Estado”. Lembre-se sempre disso.

Em entrevista ao blog do ministério da Saúde, o fotógrafo explicou que quis fazer o livro como um “manifesto humanista”, para mostrar às pessoas a importância da presença do Estado em todo o território nacional, ainda mais se tratando de um país de dimensões continentais como o Brasil. Araquém visitou 17 Estados: tem Pará, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Norte, Mato Grosso… “Eu cheguei a locais onde nunca haviam estado médicos. E as pessoas estavam extremamente felizes de ter um médico no lugar. Sobretudo os velhos que se sentiam desamparados. Você sente que o astral muda, agora que eles sabem que tem o atendimento”, diz Araquém.

Temo pelo futuro deste programa. Os golpistas que querem derrubar Dilma Rousseff são os mesmos que se opuseram ao Mais Médicos com justificativas absurdas, como por exemplo dizer que os médicos cubanos são guerrilheiros disfarçados. Se, como se desenha, a presidenta Dilma deixar o poder, certamente a posição dos que querem acabar com o programa vai prevalecer. E quem perde, como sempre, é a população mais sofrida.

Confira algumas das belíssimas fotos em preto e branco de Araquém Alcântara. Informações sobre o livro aqui.

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(Cubano Alberto Aquilino Domínguez Velázquez Em Igreja Nova/AL)

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(Albanês Artan Cekaj na zona rural de Maquiné-RS)

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(O cubano Sael no sertão sergipano)

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(Médico haitiano Jean-Gardy Merceus em igapó da comunidade Bela Vista, em Manacapuru-AM)

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Cubana Aimée Pérez Isidor em Igreja Nova-AL)

 


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