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Pais criticam escola de SC por pedir que alunos fossem fantasiados de “favelados do RJ”

O preconceito de classe está a todo vapor no Brasil pós-golpe. Depois da escola de Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul, que pediu aos estudantes para irem “fantasiados de trabalhadores” (garis, faxineiras, mecânicos) em um evento chamado “Se nada der certo”, agora foi uma escola de Itajaí, Santa Catarina, que pediu aos alunos que fossem […]

(Reprodução Facebook)
Cynara Menezes
29 de junho de 2017, 16h43
(Reprodução Facebook)

(Reprodução Facebook)

O preconceito de classe está a todo vapor no Brasil pós-golpe. Depois da escola de Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul, que pediu aos estudantes para irem “fantasiados de trabalhadores” (garis, faxineiras, mecânicos) em um evento chamado “Se nada der certo”, agora foi uma escola de Itajaí, Santa Catarina, que pediu aos alunos que fossem fantasiados de “favelados do Rio de Janeiro”. O bilhete pedindo a “vestimenta” causou indignação em alguns pais, que postaram críticas ao Colégio Fayal no Facebook.

“Desde quando FAVELADO é fantasia? Eu nasci em uma favela, cresci na periferia de São Paulo e ainda assim não sei que traje é esse de ‘favelado’. Sempre ensinamos os nossos filhos a não terem nenhum tipo de preconceito e não julgar as pessoas pelo que elas vestem ou têm, mas sim pelo caráter. Fazemos o impossível, trabalhamos duro para colocá-los em uma escola particular, para que tenham um ensino melhor do que o que o governo oferece e aí chega um bilhete desse na agenda?”, protestou Willian Domingues em seu perfil na rede social.

Outra mãe, Elaine Mafra, escreveu: “É triste perceber que esse tipo de preconceito, que eu tanto abomino, está sendo ensinando para nossos filhos dentro da escola. São preconceitos como esse que geram os estereótipos, que por sua vez causam a discriminação e arruínam a vida de tantas pessoas. Pelo que eles explicaram, é para ir de bermuda, óculos escuro, boné…. Em outros anos, a mesma fantasia era chamada de fantasia de rapper. Que também sempre me incomodou, mas não neste nível. Na minha opinião, fantasia de FAVELADO DO RIO DE JANEIRO é de professor, policial, jornalista, estudante, dona de casa…. Porque eu tenho certeza que essas classes não moram na Barra da Tijuca ou em Copacabana.”

Também no Facebook, o Colégio Fayal publicou um comunicado em que pede desculpas pelo bilhete e pela “frase descontextualizada”.

 

 


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