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Cultura, Politik

Qual era a onda da Libelu?

Me enterrem com os trotskistas na cova comum dos idealistas onde jazem aqueles que o poder não corrompeu me enterrem com meu coração na beira do rio onde o joelho ferido tocou a pedra da paixão (Paulo Leminski, Para a liberdade e luta) O nome é simpático. Lembra o apelido carinhoso de uma moça, a […]

Cynara Menezes
24 de setembro de 2013, 15h41

Me enterrem com os trotskistas
na cova comum dos idealistas
onde jazem aqueles
que o poder não corrompeu
me enterrem com meu coração
na beira do rio
onde o joelho ferido
tocou a pedra da paixão

(Paulo Leminski, Para a liberdade e luta)

O nome é simpático. Lembra o apelido carinhoso de uma moça, a palavra amor em alemão, a corruptela de “libelo”, um poema concreto. Liberdade e Luta: Libelu. A corrente de inspiração trotskista seduziria centenas de jovens em meados da década de 1970, quando o movimento estudantil começava a renascer no Brasil, ainda durante a ditadura militar. Eu não alcancei a Libelu. Na minha época de estudante, mais de uma década depois, só havia duas opções: ser do PCdoB (Viração, a quem chamávamos, na Bahia, de “cururus”) ou anarquista. Gostei mais dos anarquistas, eram mais divertidos e não proibiam a maconha.

Curioso é que, se não conheci nenhum na faculdade, hoje em dia, para qualquer lado para onde olho, vejo um ex-Libelu –à esquerda, mas também à direita. Talvez você não saiba, mas pode haver um Libelu a seu lado neste momento, no jornalismo, nas trincheiras partidárias ou em uma atividade sem nenhuma relação com a política. O ex-ministro Luiz Gushiken, morto no dia 14 de setembro, foi da Libelu, assim como o também ex-ministro Antonio Palocci e Clara Ant, assessora de Lula. Markus Sokol, candidato à presidência na atual sucessão à direção nacional do PT, é outro ex-Libelu.

Na Folha de S.Paulo, onde trabalhei muitos anos, eu nem sabia, mas estava cercada por ex-militantes do braço estudantil da OSI (Organização Socialista Internacionalista), que tinha como um de seus dirigentes Luis Favre. Caio Túlio Costa, que foi secretário de redação e ombudsman do jornal, Matinas Suzuki, Laura Capriglione, Mario Sérgio Conti e o crítico de gastronomia Josimar Melo, entre outros, foram da Libelu. À frente da Folha em sua renovação, no início da década de 1980, Otavio Frias Filho empregou muitos militantes de esquerda no jornal, que tinha, talvez até por isso, um perfil muito menos conservador do que hoje. Além dos ex-Libelu, havia também, ocupando postos importantes na redação, ex-militantes do MR-8 e da Refazendo. Nesta época, a Folha, que apoiara o golpe militar, fez campanha pelas Diretas Já.

Por que havia tantos jornalistas na Libelu? Ao que tudo indica, porque a ECA (Escola de Comunicação e Artes) da USP estava tomada por eles. Caio Túlio, que deixou a militância ao sair da faculdade, em 1979, foi o responsável por levar muitos companheiros de tendência para a Folha. “O Otavio não era simpatizante da Libelu, mas gostava da ‘disciplina’ dos trotskistas. Ele era simpatizante da Vento Novo, uma corrente (de centro) que havia na São Francisco”, conta Caio Túlio. “Fui o primeiro Libelu contratado para começar a renovação do jornal, em 1981. E fui trazendo os melhores jornalistas que conhecia, o Matinas, o Conti (que estava confinado na Câmara dos Vereadores como setorista e eu trouxe para a Ilustrada e o Folhetim), o Rodrigo Naves, a Renata Rangel, o Zé Américo, a Cleusa Turra, o Bernardo Ajzenberg, o Ricardo Melo. Muita gente, não me lembro de todos… Cada um foi trazendo outros. Eram bons, muito bons.”

Em março de 1982, Cleusa Turra, hoje diretora do núcleo de revistas da Folha, chegou a dar entrevista para as páginas amarelas da Veja como militante do PT e da Libelu eleita presidente do DCE da USP. “Não conheço nenhum militante do Liberdade e Luta que tenha aderido ao PDS. Não existe nenhuma lei segundo a qual os jovens devam ser contestadores e os velhos, acomodados”, afirmava Cleusa, aos 23 anos, apelidada “Pituca” no movimento estudantil. “Se tivesse que escolher entre ter uma cabeça como a do governador Paulo Maluf e não ter cabeça nenhuma, preferiria morrer sem juízo, lutando pelos meus direitos.”

Paulo Moreira Leite, que foi redator-chefe da Veja, dirigiu a Época e hoje está na revista IstoÉ, também foi Libelu e se mantém progressista. Mas, ao contrário do que previa Cleusa, uma parte dos ex-Libelu acabaria descambando para a direita mais feroz, como o blogueiro da Veja Reinaldo Azevedo (que também trabalhou na Folha na fase Libelu) e o sociólogo e colunista do Estadão Demétrio Magnoli. Com o nascimento do PT, em 1979, muitos dos seus quadros migraram para o partido, embora, num primeiro momento, tenham acusado o metalúrgico Lula de ser “pelego”. Alguns foram integrar a corrente O Trabalho com Sokol, e outros, como Palocci e Clara, ficaram no entorno de Lula na Articulação. Outros ainda, como os jornalistas citados, simplesmente deixaram a militância de esquerda.

A Libelu foi, de certa forma, uma corrente à frente de seu tempo. Primeiro por retomar o slogan “Abaixo a Ditadura” antes de todo mundo; depois, por criticar o autoritarismo e as barbaridades dos regimes comunistas muitos anos antes da queda do muro de Berlim ou da Perestroika. Trotskista, a OSI, a quem a Libelu era vinculada, já nasceu fazendo a crítica ao stalinismo. Apoiava os esforços de democratização do socialismo no Leste europeu, denunciou a invasão da Checoslováquia pelas tropas do Pacto de Varsóvia e, mais tarde, fez campanha de apoio ao sindicato Solidariedade na Polônia. Sua visão era de que, sem uma revolução política na União Soviética, haveria uma regressão econômica, através da restauração do capitalismo. E não deu outra.

Apesar de trotskistas, os militantes da tendência não toleravam o culto à personalidade em figuras como o líder chinês Mao Tsé-Tung. “Os Libelu eram muito severos em relação a Mao, ao Livro Vermelho, à revolução cultural, ao culto à personalidade, ao autoritarismo, aos assassinatos etcétera e tal”, conta Caio Túlio Costa. “Mas teve um caso engraçado. Na tentativa de criticar o culto à personalidade, fizemos uma edição do (jornal) Avesso cuja capa era o Mao, num dos retratos do realismo socialista da época, grandão, o povo em reverência, abaixo, e inserimos uns versos de Neruda para distanciar o leitor: ‘Só o espanto era invisível, foi a proliferação daquele impassível retrato que incubou o desmedido’. Evidentemente que ninguém entendeu o espírito crítico atrás da foto e do poema, e a edição esgotou. Contrariamente a todos os nossos intentos, os maoístas fizeram da capa pôster de parede…”

O hino da Libelu era uma versão da canção entoada no filme O Incrível Exército de Brancaleone, de Mario Monicelli, com uma sacada divertida: “Branca, Branca, Branca, Leon, Leon, Leon”. Em homenagem a, claro, Trotski. É difundidíssima a versão de que as festinhas da Libelu eram as mais animadas do movimento estudantil e com as garotas mais bonitas, e que havia uma certa liberação no que tange à maconha, ao contrário das demais tendências de esquerda do período. “A Libelu era um curioso e original amálgama político-comportamental, em que o trotskismo convivia com o rock, com o fuminho e com as meninas do pós-queima-dos-sutiãs”, escreveu Matinas Suzuki na Folha de S.Paulo em 1997.

Mas essa concepção festiva não encontra unanimidade entre outros ex-Libelu. “Isso é lenda. As festas da Refazendo eram tão boas quanto às da Libelu. Todos eram muito liberais quanto aos costumes. Não havia Aids. As pessoas estavam sempre muito juntas, fazendo política quase que 24 horas por dia! Eram poucos os que saíam para ‘a noite’. As festas eram nas casas ou repúblicas das mesmas pessoas”, conta Caio Túlio. “Droga era considerada ‘oficialmente’ alienante, mas muitos, muitos, a usavam. Não acredito que a Libelu fosse mais ou menos tolerante do que as outras correntes, onde sempre havia alguém que usava droga, em geral a maconha. Entre a liderança, no entanto, na Libelu, eram pouquíssimos os que usavam drogas.”

“Eu sempre brinco e digo que isto é ‘calúnia’ dos adversários. Fazíamos grandes festas públicas, sempre para arrecadar fundos para o grupo. Havia festas mais fechadas, mas longe do que o mito criou. Sobre os costumes, sim, éramos o grupo mais avançado. Havia respeito e luta pela igualdade de gênero, todos nos considerávamos feministas, defensores da livre orientação sexual”, diz Adeli Sell, ex-vereador do PT-RS e ex-Libelu. “A gente não tinha uma visão moralista do uso das drogas, a restrição era por conta da repressão, porque usando drogas era mais fácil ‘cair’. Até sem usar, muitas vezes a polícia enxertava drogas para uma prisão. Mas muita gente continuava ‘dando uns pegas’ em baseado. Nunca vi nem ouvi falar de outras drogas na época.”

“As festas eram boas, em primeiro lugar, porque os militantes eram jovens. Hormônios em altíssima voltagem, num ambiente de nenhum moralismo. Adversária do dirigismo cultural e de qualquer coisa que pudesse lembrar o chamado realismo socialista, a OSI/Libelu não estimulava o preconceito contra o rock, o que era muito frequente naquela época. O pessoal gostava de MPB e ouvia muita Rita Lee, Mutantes e mesmo sucessos estrangeiros. Havia espaço para Cartola e Paulinho da Viola, também. Certa vez, Baby Consuelo, em fase pré-pentecostal, naturalmente, foi a estrela de um dos shows promovidos pela Libelu. Mas ela não era simpatizante. Cobrou cachê”, conta um ex-militante que prefere se manter na clandestinidade até hoje. Segundo ele, a maconha não era nada tolerada e teve até dirigente expulso por ser flagrado puxando fumo. “Nunca se aceitou a noção da contracultura de que as drogas poderiam auxiliar na formação da consciência das pessoas. A visão era de que a consciência se forma por uma compreensão racional da política e da história. As drogas também eram consideradas portas de contato com a polícia e criminalidade, o que deveria ser evitado a qualquer custo.”

“As festas eram ótimas, sim. Nunca pensei que alegria e compromisso social fossem incompatíveis. Mas em outras organizações eram abominadas e seus militantes tinham vida de monastério”, lembra Luis Favre. “Diziam que as mulheres eram mais bonitas, mas o que em realidade acontecia é que elas tinham destaque na disputa política estudantil. Ao mesmo tempo, a juventude vivia sob o impacto do maio de 68 na França, da primavera de Praga, e a Libelu era das poucas que se identificava com ambos os processos, pois condenava não só o capitalismo, como aquele sinistro sistema pretensamente ‘socialista’.” Sobre as drogas, diz Favre, “a condenação era muito estrita na corrente trotskista. Não se brincava com isso, ainda mais no período militar”.

O jornalista Alex Antunes, também ex-Folha e ex-Libelu, é peremptório: “As festas eram as melhores mesmo. Por uma questão simples: o povo das outras tendências, particularmente os cururus (PC do B), acreditavam numas teses culturais como a do nacional e popular, esse tipo de bobagem de viés realista-socialista. Só nas festas da Libelu tocava Stones e outras bandas de rock, esse é um fato; e as pessoas não implicavam nada com Caetano e Gil, como acontecia naquela época de enfrentamentos como o da ‘tanga do Gabeira’. E nós da ECA ainda metemos o punk e pós-punk na parada. Não tinha essa abertura estética em nenhuma outra tendência. Quanto às garotas, ou melhor, à liberalidade de costumes, era na base da Libelu, particularmente em escolas como a ECA e a FAU, onde as coisas aconteciam. Foi o primeiro lugar onde eu vi homem cumprimentar homem com selinho. E as garotas eram lindas mesmo, muito auto-suficientes e estilosas hippinhas“.

Pergunto aos ex-militantes algo que me deixa particularmente curiosa: como é que alguns membros da vanguardista Libelu foram parar na direita mais reacionária?

Paulo Moreira Leite:

– Acho que em anos recentes os grupos conservadores recrutaram militantes em todas as correntes da esquerda brasileira. Possivelmente por causa de seus laços com a ditadura, nossos conservadores nunca tiveram meios de formar seus próprios quadros civis para atuar numa democracia. O PPS, que era o antigo Partido Comunista, foi em bloco para a direita e hoje se dedica a combater o PT. É sua razão de ser. Muitos quadros do PSDB que fizeram a privatização de estatais no governo de Fernando Henrique Cardoso vieram da Ação Popular e do PCB. Você encontra antigos militantes da ALN de Marighella entre pessoas que são anti-petistas 24 horas por dia. Os principais dirigentes da OSI ajudaram a fundar o PT e quem continuou em sua atividade política na vida adulta continua neste partido. A organização teve uma divisão importante na década de 1980, quando eu já não era mais militante, mas todos ingressaram no PT. Antes, outros fundaram o PCO. Mas é certo que alguns quadros, que foram militantes na juventude, seguiram outra perspectiva na vida e se tornaram intelectuais orgânicos de grupos conservadores. Não vejo nada de muito especial nisso. Não foi a regra. Alguns casos você pode explicar pelos confortos que o conservadorismo pode proporcionar. Ele dá prestígio, promove as pessoas. Mas não só. O país se democratizou, o PT se consolidou. Ocorreram mudanças muito importantes no mundo, a começar pela queda do Muro de Berlim e tudo o que ela representou. Apareceram questões e desafios diferentes para todo mundo.

Adeli Sell:

– Bem, aqui em Porto Alegre tem um aguerrido militante que foi para posições bem à direita, como sei do caso do comentarista da Band. Mas de resto não sei se foram para a direita. Deve ter mais alguns, mas a maioria dos que conheço está no PT. Alguns foram para o PSOL, o que lastimo profundamente, pois foram estes quatro ou cinco militantes que foram fundamentais para a minha entrada na Libelu e minha formação política. Pelo que vejo aqui e dos que encontro espalhados pelo país, a maioria continua com posições avançadas, de esquerda, militando ativamente.

Luis Favre:

– Em todas as organizações juvenis encontramos casos de indivíduos que evoluíram para o extremo oposto de suas primeiras convicções. Mas, pelo contrário, o mais notável no caso da Libelu é que uma grande parte de seus quadros participaram e participam ainda hoje da CUT e do PT. E muitos dos que se afastaram da atividade militante ou política continuam do mesmo lado, em termos gerais, dos ideais que abraçaram na juventude. Encontrei muitos deles acompanhando e despedindo-se do nosso querido Luiz Gushiken.

Caio Túlio Costa:

– Não foram só integrantes da Libelu que mudaram de posição radicalmente na vida. Alguns ex-Libelu chamam a atenção porque eram todos jovens trotskistas, de extrema-esquerda, e se transformaram em pessoas bastante conservadoras. Acho que esses fenômenos fazem parte do movimento normal da vida; não me assusto com isso, não. A rigor, na realidade, veja bem, eles não mudaram, continuam extremistas…

(cartaz da campanha da Libelu à União Estadual de Estudantes, em 1979. A tendência perdeu)

Uma vez Libelu sempre Libelu? Há algo da corrente que permanece nos ex-militantes até hoje?

Caio:

– Em alguns, certamente. A formação política rigorosa (muita leitura, grupos de estudo, reuniões intermináveis, assembleias estudantis, luta política, alinhamento internacional, ceticismo em relação às instituições “burguesas”) deixa marcas profundas. Gushiken, por exemplo, ou alguns dos líderes de então, como o Markus Sokol ou o Julio Turra. Estes serão sempre Libelus autênticos.

Adeli:

– Tem uma liga, uma solidariedade, um profundo companheirismo, carinho, muitas e muitas identificações. Tanto é assim que pretendemos ainda neste ano fazer a grande festa da Libelu. Com a morte do Gushiken, todos impactados com a grande perda, achamos que devemos nos encontrar e festejar o que fizemos.

Luis:

– Uma parte importante da Libelu conseguiu superar suas limitações, sua estreiteza ideológica, seu sectarismo e intelectualismo, em parte desconectado da realidade, para, junto a outros militantes, de outras origens, com outra história, construir uma central sindical e um dos maiores partidos de esquerda do mundo. Ter contribuído um pouquinho no que essa central sindical e esse partido aportou ao progresso social do Brasil, já é fonte de satisfação para os que participamos dessa “nossa” história. Mudamos muito, sem mudar de lado.

Paulo:

– A militância politica é uma experiência única na existência, faz parte de sua memória para sempre. Acontece com a OSI ou outras organizaçãos. Ninguém passa impunemente por isso. Você entra em contato com forças absolutas, tem a nítida sensação, correta ou não, de que está mexendo na roda da história. Dedica as melhores horas de seu dia e possivelmente alguns dos melhores anos de sua vida para construir uma sociedade diferente. Os livros que você lê, os filmes que assiste e até seu trabalho como cidadão comum têm outro sentido. Hoje você pode até achar que estava sonhando, mas aquele momento foi maravilhoso. Os projetos podem ter dado errado, a vida pode ter tomado outro rumo e muitos amigos de antes até se mostraram uma decepção, mas você aprendeu ali algumas verdades que vão te acompanhar pelo resto da vida.

Este post é uma homenagem do blog a Luiz Gushiken (1950-2013), ex-Libelu, homem de esquerda honrado e bacana a quem a imprensa brasileira deve um pedido de desculpas por tê-lo acusado durante anos injustamente. RIP Gushi


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Guilherme Caldas em 24/09/2013 - 16h21 comentou:

Texto excelente. Teria sido muito bom ouvir os ex-Libelus que hoje em dia são reaças como o Reinaldo Azevedo e, principalmente, o Demétrio Magnoli, de quem fui aluno no tempo em que ele era ainda de esquerda.

Responder

    Cafu em 25/09/2013 - 01h16 comentou:

    Oi Guilherme,
    O Reinaldo Azevedo nunca foi da Liberdade e Luta. Isso é lenda urbana. O Demétrio Magnoli, sim, mas debandou e tornou-se o reacionário que todos conhecemos. Surpresas do livre arbítrio!

    Guilherme Caldas em 25/09/2013 - 12h51 comentou:

    Pode ser. Mas continuo achando que seria bom saber o que o Demétrio Magnoli teria a dizer.

    Adeli Sell em 02/10/2013 - 13h26 comentou:

    Sim, mas será que falariam?
    Aqui, no RS, só tem um libelu que eu saiba que foi para a Direita, mas mesmo assim, pessoalmente, continua um cara tratável.

beto borges em 24/09/2013 - 17h20 comentou:

Merda, acabo de votar não gostei por engano. Gostei e muito.

Responder

    Flavia Costa em 24/09/2013 - 23h03 comentou:

    Eu também, mas foi sem querer… sugestão: tem que colocar os ícones mais separados. ÓTIMO TEXTO!

    Isidro em 27/09/2013 - 19h07 comentou:

    Só você mesmo, Beto.

Fábio de O. Ribeiro em 24/09/2013 - 17h24 comentou:

Diziam que as minas da Libelu conquistavam na cama os "militantes" desejados pela tendencia. Nunca fui assediado sexualmente por nenhuma mina da Libelu, mas se fosse entraria rapidamente na tendência enquanto estivesse entrando e saindo dela. Ha, ha, ha…

Responder

    Cafu em 25/09/2013 - 01h39 comentou:

    "Diziam"? Mentira da grossa e comentário careta e machista . Reitero as palavras da Rita Teixeira:

    "Ser trotskista era ser a vanguarda da esquerda, era questionar o stalinismo, o realismo socialista, o
    conservadorismo moral e dos constumes da esquerda tradicional".

Wadilson em 24/09/2013 - 18h09 comentou:

Puxa, e nenhuma linha para a Convergência Socialista?
A Convergência também era trotskista, também era da OSI, IV Internacional e tals, mas a esquerda adora uma cisma.
A Convergência tinha ainda O Alicerce, um sub-braço para o movimento secundarista.. tinhamos de formar uma juventude revolucionária, tinhamos que ser esquerdizantes.. senti falta de uma referência à facção. Em muitas escolas a turma da Convergência era maior do que a Libelu.

Paulo Francis, entre muitos, também foi trotskista.

Responder

    João Pedro em 25/09/2013 - 07h10 comentou:

    Wadilson, concordo com você no sentido de que a CS também foi importante, inclusive foi o Ponto de Partida, embrião da CS, quem trouxe o trotskismo pro Brasil, certo? Mas acho que você está enganado quanto à internacional. A CS era do Secretariado Unificado da IV Internacional (SU), e depois saiu dele junto com a Fração Bolchevique, dirigida pelo Moreno, pra fundar a Liga Internacional dos Trabalhadores, a LIT-QI. O PSTU, sucessor da CS, continua na LIT e é sua seção brasileira.

    Me corrija se estiver errado, nasci bem depois disso, mas ao menos é o que eu conheço enquanto militante e estudante de História…

mauricio em 24/09/2013 - 18h28 comentou:

Gushiken!! só quem conheceu pode falar… Ele é um grande exemplo do
que aconteceu com os porcos quando assumiram opoder na REVOLUÇÂO DOS BICHOS
O problema não élutar pelo poder , o problema é o poder dominá-lo
foi o que aconteceu com ele e mais alguns que não precisamos citar os nomes..

Responder

Sandra em 24/09/2013 - 18h37 comentou:

Excelente texto! Não sabia nada sobre esse movimento estudantil! Lamentável os estudantes de hoje se mobilizarem em causa alheia e desconhecerem o sentido político que caminha o país!

Responder

    João Pedro em 25/09/2013 - 07h14 comentou:

    Como assim em causa alheia, Sandra? Não tenho muito tempo pra escrever agora, mas acho que hoje lutamos por muita coisa alinhada às lutas do final da ditadura militar. Por exemplo, a luta contra o aumento das tarifas de transporte, podemos relacionar facilmente ao Movimento Contra o Custo de Vida; ou uma das pautas hoje é pela desmilitarização das polícias, que, apesar do fim da ditadura, continuam matando e torturando, mais do que na própria ditadura, mas suas vítimas estão nas periferias e não mais nas universidades.

dukrai em 24/09/2013 - 18h38 comentou:

e os bléquis blóqui achando que são radicais rs

Responder

    Adeli Sell em 02/10/2013 - 13h28 comentou:

    Estes Black Blocs e caras tapadas não sabem o que é fazer movimento estudantil, reivindicatório, nem sabem organizar minimamente uma passeata.

Luiz Teatini em 24/09/2013 - 18h47 comentou:

Faltou falar do povo da UnB. Beto- Kafu-Magui-Ciça-Nenem…e varios outros…

Responder

    Cafu em 25/09/2013 - 01h26 comentou:

    Oi Luiz,
    O "povo da Unb" brigou bonito contra a ditadura. Saudações libelúdicas.

    Fernando Saraiva em 07/02/2015 - 22h26 comentou:

    Uma pena Cafu que praticamente todos capitularam politicamente no interior do PT e se esqueceram principalmente das idéias trotskistas de avançar com a IV Internacional. Aprendi muito na época após a prisão na greve da UnB. Hoje continuo revolucionário no PSTU e acho que vou até o fim da vida. Decepção grandes com os libelus de Brasília principalmente osque continuam no interior do PT. Um abraço e saudades da época que todos nós acreditavamos na revolução. Eu continuo lutando por ela ! Cearazim.

jardel Lopes em 24/09/2013 - 19h26 comentou:

Muito interessante este pequeno bate-papo. Fiquei relembraNDO MEUS TEMPOS de Minas gerais. Claro que continuo no PT até os dias de hoje. A turma da Libelu era exatamente o descrito acima. Seu grande representante aqui em Minas é o Júlio Pires, que andou trabalhando uns bons tempos na Prefeitura de Belo Horizonte. Grande companheiro…

Responder

    Adeli Sell em 02/10/2013 - 13h30 comentou:

    Conheci o Júlio Pires. Fomos do chamado Comitê Central da OSI. Coisa chique aquilo. A gente pensava. A gente lia. a gente lutava.
    Estamos bem.

Flavio de Lima em 24/09/2013 - 20h02 comentou:

Muito bonito esse texto, e a homenagem merecida ao Gushiken. Nos anos oitenta eu militava na já eliminada esquerda católica (pastoral universitaria, ou CUBs), eliminada pelo polonês. Tive contato com o pessoal da Libelu no movimento estudantil, e apesar de não ter entrado, e ter algumas discordâncias, as teses que a Libelu defendia quase sempre eram as melhores e mais bem colocadas. O bom do texto é que eu tinha ideia que a maioria da Libelu teria virado a casaca pra direita, mas pelo jeito não é bem assim. Alias, viraram a casaca ou era gente infiltrada no movimento estudantil pela ditadura? Isso é bem plausível, apesar de parecer teoria da conspiração, mas o que tinha (tem?) de infiltração e arapongagem na esquerda brasileira é uma enormidade. Esses ai que "viraram" na verdade devem é ter pedido baixa do serviço…

Responder

    Francisco E. Guerra em 25/09/2013 - 22h24 comentou:

    Na ação popular também tinha infiltrado. O mais famoso: cerra.

Célio Turino em 24/09/2013 - 20h02 comentou:

Parabéns pelo belo texto; ah, tente encontrar o "gatinho azul", um cartaz da chapa da LIbelu para as eleições da UEE-SP, com a frase "nem todos os gatos são pardos", deveria entrar para a memória da publicidade nacional (em tempo: eu não fui da Libelu, era Caminhando, de inspiração maoista – rs). Em reverência a Gushiken.

Responder

Stefan Mantu em 24/09/2013 - 20h55 comentou:

Iniciei minha militância na OSI em 1.978 e nunca militei na Libelú e sim no movimento popular e sindical (metalúrgicos de São Paulo e SBC). Militei junto com Gushiken e me decepcionei quando foi dado um verdadeiro golpe na organização – comandado por Favre – com a dissolução de parte da organização dentro do PT. Mais do que nunca fica claro nos dias atuais o tamanho do crime político que representou essa dissolução. Os camaradas da corrente O Trabalho e da Esquerda Marxista (correntes do PT) felizmente nos mantivémos organizados.. Passado trotsquista sempre rendeu excelentes remunerações em função da qualidade da formação política dos militantes.
Ah… as festas da Libelú eram sensacionais porque eram realmente festas onde se dançava e namorava prá valer. Os estalinistas colocavam, nas suas "festas", Geraldo Vandré e Chico prá cantar e ficavam discutindo política. Viva a IV Internacional !!!

Responder

    Medeiros em 01/10/2013 - 11h06 comentou:

    Oi, Stefan. Por acaso você não é um ex-metalúrgico que era amigo da Sumara e da Bete em São Paulo?

    Stefan Mantu em 05/10/2013 - 20h46 comentou:

    Sim, Medeiros….
    A Sumara também miltava na categoria metalúrgica.

silvio em 24/09/2013 - 20h57 comentou:

caramba, seu post me trouxe ótimas lembranças, fui da LIBELU nos anos 80, fizemos uma camiseta com este gato para irmos ao Congresso de Reestruturação da UBES. Aliás, entrego o ouro: o "nome de guerra do Paulo Moreira Leite, era "Janjão", boa época, ótimas lembranças.

Responder

Bacellar em 24/09/2013 - 20h57 comentou:

Muito bacana para situar a comunistaiada da nova geração no cenário real dos anos de chumbo, valeu SM!

Responder

Jair Pedrosa em 24/09/2013 - 21h49 comentou:

Orgulho de ter feito parte desta história, do movimento secundarista, da retomada dos Grêmios Livres, pela Anistia Ampla geral e irrestrita, das festas na Puc, Usp e de ter jogado muita bolinha de gude nos cavalos do Erasmo Dias.

Responder

    Antonio em 08/10/2013 - 09h51 comentou:

    É Jair bons tempos de Alberto Conti.

Gustavo em 24/09/2013 - 22h36 comentou:

Bairrismo, parcialidade e puxa-saquismo elevado à máxima potência…

Responder

Emmanuel em 24/09/2013 - 22h39 comentou:

Quando você diz que o Reinaldo Azevedo foi da Libelu está se baseando na realidade ou no que diz o wikipedia? Eu pergunto isso porque o próprio Reinaldo Azevedo diz que pertenceu ao Convergência Socialista:
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/tag/pco/

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    morenasol em 24/09/2013 - 22h52 comentou:

    emmanuel, escrevi que ele era da libelu baseado nas entrevistas que fiz. pelo que sei, a convergência também era ligada à OSI, daí a confusão. vai ver o reinaldo militou em ambas, ou saiu de uma pra entrar na outra… não sei, não falei com ele

    Emmanuel em 24/09/2013 - 23h26 comentou:

    Compreendo…

    Mas falando sobre o caso de que a maioria desses militantes tornaram-se conservadores, estou de pleno acordo com o Paulo Moreira Leite. Alguns daqueles que pertenciam às facções ditas "estalinistas" se enveredaram pelo mesmo caminho, como é o caso do César Maia, por exemplo. Hoje em dia há tanta cisão no meio estalinista (PCdoB, PCR, PCML, PCB, LO) como no meio trotskista. E fica claro que muitas posições defendidas pelo Libelu sequer coadunavam com o que Trotsky defendia de fato, eles estavam mais próximos às ideias de Max Schatman e Burnham.

Rita Teixeira em 24/09/2013 - 22h50 comentou:

Ser trotskista era ser a vanguarda da esquerda, era questionar o stalinismo, o realismo socialista, o
conservadorismo moral e dos constumes da esquerda tradicional.

Responder

jorge oliveira em 24/09/2013 - 22h57 comentou:

Eu era da Liga Operaria-PST-Convergencia Socialista,movimento sindical e ia nas festas-depois da militancia,claro- e as da LIBELU eram ótimas. As discussões entre nós eram interrminaveis,disputavamos palmo a palmo os espaços e corações.

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czajka1976 em 24/09/2013 - 23h10 comentou:

Falta, de fato, um estudo pormenorizado acerca das transformações das organziações políticas de esquerda no Brasil. O artigo de Cynara aponta para essa necessidade: entender as mudanças de posição não simplesmente pelo signo da cooptação, mas outro vetores que indiquem uma complexifcação dos fenômenos político-ideológicos no Brasil durante e depois da ditadura militar.
Parabéns pelo texto.

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Wellington, da EBC em 24/09/2013 - 23h13 comentou:

Cynara, há poucos dias eu estava lembrando dos "cururus", que ficaram retados quando decidimos acabar com o DA na EBC por considerar que deveríamos trabalhar sem alguém "dirigindo" e enfiaram um monte de gente na "Escolinha", até de São Paulo, para recriá-lo. Só conseguiram muito tempo depois, quando não havia mais ninguém do grupo que entrou na EBC entre os anos de 79, 80 e 81.

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Aldo Della Monica em 24/09/2013 - 23h16 comentou:

Ao afirmar que a mudança de extrema esquerda para extrema direita é algo compreensivo (o radical de esquerda seria o mesmo que radical de direita, posto que, ambos radicais ) certamente não está levando em conta a infra estrutura sócio econômica que sustenta este ou aquele sistema. É simplesmente ficar se equilibrando em cima do muro, justificando a virada de casaca.

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Nilva Sader em 24/09/2013 - 23h28 comentou:

Tenho muito orgulho de ter militado na Libelu e convivido com grande parte destes companheiros citados, nos entregando de cabeça na derrubada da ditadura e na construção da democracia no nosso país. Obrigada por trazer à tona o que foram aqueles anos de sonhos que muitos sonharam juntos e por isso chegamos aqui com mais liberdade e justiça social. Fiquei emocionada com seu artigo. Abração, Cynara !

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Rogério em 24/09/2013 - 23h53 comentou:

A principal cisão ocorreu em 1986, por Luiz Favre,Glauco Arbix e Clara Ant (então deputada federal)que vieram a se dissolver na Articulação!

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Rogério em 25/09/2013 - 00h05 comentou:

http://www.youtube.com/watch?v=YdaD6B8NiMI

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Rogério em 25/09/2013 - 00h21 comentou:

Markus Sokol e Júlio Turra, que já era direção da Libelu, continuam na luta do PT….

Vejam: http://www.youtube.com/watch?v=3QXriYLiCns

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Bianco em 25/09/2013 - 00h39 comentou:

è a erdeira desta corrente nos dias de Hoje é a juventude revolução AIJ Acordo internacional de jovens

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Hercilio em 25/09/2013 - 00h45 comentou:

Rosa, ha trotskystas em oposição ao PT e não são reacionários, continuam firmes no PSTU e PSOL. Não acreditam em domar o capitalismo como os petistas, porque muitos insistem em ignorar esses partidos ou tratá-los como o que eles não são independente dos erros e acertos.
Detalhe: sou ex convergência socialista e dou apoio crítico ao governo, progressista até na alma.
Acho que ser de esquerda e ser pela igualdade, os demais acham que miséria e parte da paisagem, coisa divina, abraço.

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Ruy Marcos (Liberuy) em 25/09/2013 - 00h57 comentou:

Acho legítimo todas essa pessoas, dedicarem um momento das suas vidas a este movimento, que certamente, esteve na vanguarda das correntes d movimento estudantil no Brasil. Acho que nada tenho a acrescentar, a não ser, que também participei da Libelu, em Minas, na PUC-MG, antiga Universidade Católica, e convivi ao lado de bons comapenheiros, da UFMG, e de outras faculdades do Estado de Minas. Tenho orgulho disse, e compartilho com a opinião, de nem todos ex-militantes, debandaram para a Direita. Muitos ingressaram no Partido dos Trabalhadores (PT), e o Abaixo à Ditadura, literalmente, foi uma dura realidade, que enfrentamos, assimo como outros estudantes, intelectuais e operários. Obrigado.

Responder

Zé Maurício em 25/09/2013 - 01h08 comentou:

Só pra constar: o primeiro cara da Libelu a ir pra Folha foi o Zé Américo Dias, bem antes do Caio Túlio, quando o jornal ainda era dirigido pelo Cláudio Abramo – que aliás também foi trotsquista. Na época, tinha gente de tudo quanto era tendência de esquerda na redação, do partidão aos anarquistas. A maioria de nós foi devidamente defenestrada na greve de 79.

Responder

Jorge em 25/09/2013 - 01h30 comentou:

Cynara.

Que bela homenagem. Meus parabéns.

Sou advogado, 57 anos, ingressei na faculdade em 1978, participei do movimento estudantil, fui candidato em Centro Acadêmico, com apoio do PC do B e de outras figuraças.

Você sabe, o direito sempre foi mais à direta e as alianças iam de "A" a "Z", sem muita preocupação ideológica, valia ganhar espaço político. Essa era a regra.

Convivíamos com Libelu, Partidão, PC do B, Pastoral da Terra e várias outras correntes, como se fôssemos o motor ideológico do mundo. Incrível. Como éramos bonitos, por dentro e por fora. Continuo convicto.

O tempo passa e hoje sou um advogado militante e, apenas, um cidadão comum politizado.

Tenho muito orgulho de minha formação. Brasileiro, Lula, Dilma e sempre alerta para dar meus palpites no PHA, Azenha e na Carta Capital, que sempre recomendo.

Agora, vou adicionar você em meus favoritos.

Um abraço.

Responder

Miguel em 25/09/2013 - 02h20 comentou:

Tentei compartilhar via FB mas apareceu a foto do Ze Dirceu, quem eu saiba nunca foi LIBELU. ???

Responder

    morenasol em 25/09/2013 - 11h46 comentou:

    oi, miguel! esse é um defeito que dá às vezes, não posso fazer nada, é coisa do facebook. te aconselho, nestes casos, a compartilhar a partir do perfil da carta capital ou do socialista morena no face: https://www.facebook.com/SocialistaMorena
    e, de fato, zé dirceu não foi libelu.

Eli Araujo em 25/09/2013 - 02h26 comentou:

Parabens. Excelente de novo.
Tinha preto na Libelu ?

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Marcos em 25/09/2013 - 03h02 comentou:

O movimento trotskista foi fundamental para a luta democrática. Dentro dos limites do texto, faltou referencia a outros grupos como a OS-Democracia Socialista que editava o jornal EM TEMPO e que participou ativamente da fundação do PT. Sem falar dos pousadistas que acreditavam em discos voadores…

Responder

Lumi em 25/09/2013 - 03h41 comentou:

Cada vez mais fã de você! É preciso coragem para romper com a espiral do silêncio. Foi a homenagem mais linda a Gushiken. bjs

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Sônia em 25/09/2013 - 03h41 comentou:

Bacana esta homenagem ao Gushiken e recordar a Libelu. Fui militante LIBELU no anos 80 no movimento estudantil da Unicamp e foi um ótimo período de estudos e convivência. A maioria do pessoal que convivi naquela época certamente não participa mais de política partidária, o que é uma pena porque de fato a formação política foi bastante sólida. Eu continuo de esquerda e apoiando os Governos Lula e Dilma.

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ANA em 25/09/2013 - 12h50 comentou:

Vivíamos, acima de tudo, em um espaço de militância com um tremendo respeito mútuo e com uma alegria de viver e transformar o mundo, típico para nossa idade.
As festas eram sim as MELHORES.

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Assis Aymone em 25/09/2013 - 13h06 comentou:

òtima reportagem, embora a visão seja de alguns dirigentes…. pq na base a liberdade corria muito mais solta… era os da base que tinham contato com a realidade da juventude… assim sendo….

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Rogério em 25/09/2013 - 13h43 comentou:

Faltou mencionar Eugênio Bucci, Josimar Melo e José Arbex Jr. que são bastante conhecidos!

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Formiga em 25/09/2013 - 13h53 comentou:

Em relação as festas, eu fiz o som da maioria das festas da Libelu entre 1979 e 1981 na USP e PUC. Também fiz algumas do PC do B . Na Libelu a base era rock, com um pouco de mpb e reggae. Nas do PCdoB só podia tocar MPB e forró e em muitos casos, o dono da festa já entregava as fitas com a programação. Claro que eu achava as festas da Libelu MUITO melhores, mais animadas e dava muito prazer em faze-las.

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walter venturini em 25/09/2013 - 14h23 comentou:

Reinaldo Azevedo nunca foi libelu. Conheci a figura em Santo André e nunca ouvi dos militantes que por lá militaram da sua participação. Sei que em sua juventude, Azevedo participou de um grupo cultural que tinha proximidades com a esquerda, chamado Elefantes Sutis. E nada mais. Arrogante e espertinho como é, Azevedo se disse libelu talvez para ganhar status entre os ex-libelus que pretendia seduzir para escalar na carreira.

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mauricio em 25/09/2013 - 16h56 comentou:

Gushiken se morasse na China não teria sofrido com a doença!! já teria sido julgado e condenado a prisão perpétua ou um balaço na nuca e
virado adubo !! como deveria merecer José Dirceu e o josé Genoino"

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    morenasol em 25/09/2013 - 17h43 comentou:

    gushiken foi INOCENTADO inclusive pelo procurador-geral e por joaquim barbosa. mas já se sabe o nível de vocês qual é

Zé Fonseca em 25/09/2013 - 18h11 comentou:

Os ex-libelu que conheço estão a direita na sociedade como também aqueles aqueles que estão no PT e em governos, com ótimos empregos e salários.

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Rosa em 25/09/2013 - 19h05 comentou:

Apesar de bem escrita, trata-se de uma matéria extremamente parcial e com pouca pesquisa. Mas isso não pode ser responsabilidade exclusiva dos autores, pois no Brasil falta historiografia séria de esquerda. A menos é claro, que o trabalho raso de pesquisa se justifique pelo peso ideológico de uma matéria homenageando Gushiken. Aí, tá: tudo explicado.

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Danilo Morais em 26/09/2013 - 00h00 comentou:

Bela homenagem ao samurai Gushiken, Cynara! Sou filho de um ex-Libelu, que foi para as fileiras petistas e até hoje é um homem de esquerda (apoiou desde sempre Lula e apoia, apesar das críticas, a Dilma). Em 2002, quando estava ainda na graduação, participei da construção de uma chapa ao DCE-Livre da UFSCar que batizamos de "Nem todos os Gatos São Pardos", numa óbvia homenagem à chapa histórica da Libelu ao DCE-Livre da USP e posteriormente para a UEE. Diferente do que acontecia muitas vezes com a Libelu nós vencemos a disputa! Hehe. Abraço

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Geraldo em 26/09/2013 - 02h07 comentou:

Tudo bem, tudo muito bom,mas chamar Lula de operario e ofender todos os trabalhadores do Brasil.

Responder

Beto Oliveira em 26/09/2013 - 03h10 comentou:

Brasil, Polônia, América Central… A Classe Operária é Internacional

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    tiaporanga em 08/10/2013 - 04h11 comentou:

    Lembro dessa!

    Véio Zuza em 10/08/2017 - 09h09 comentou:

    E dessa: Brasil, Polonia, Netuno e Bulgária! A classe Operária é interplanetária! heheheeh

Pedro em 26/09/2013 - 05h40 comentou:

Interessante. Quer dizer que a Libelu – uma organização trotskysta – combatia o "autoritarismo e as barbáridades dos regimes comunistas (sic)". O que será que tinham a dizer sobre Trotsky não raramente resolvendo questões de discussões bolcheviques aos tiros, pro alto, ou seu (devo admitir, correto) posicionamento favorável ao terrorismo de estado no socialismo? Não existe "vanguarda de esquerda" quando o que está em jogo é o posicionamento da organização em relação à maconha (essa foi demais), as festas promovidas ou o rosto das garotas do partido. Na esquerda, só há uma vanguarda: a que está ao lado da classe trabalhadora, a revolucionária. Os Trotskystas, no entanto, insistem em se colocar contra toda revolução popular e revolucionária – muitas vezes ignorando até considerações que Trotsky fez – em prol de um mimimi pequeno-burguês à la woodstock. Não é de se impressionar, de fato, tantas figuras da direita terem feito parte da Libelu: o que estava em jogo não era uma moral revolucionária, um posicionamento em prol dos trabalhdores, ou a luta de classes.

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José Alcântara em 26/09/2013 - 12h49 comentou:

É oportuna a homenagem a Luiz Gushiken. A imprensa empresarial sujou o nome de um companheiro honrado. Parabéns ao autor da matéria. Quando organizarem a festa divulguem para os ex-integrantes da Libelu e OSI.

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joaobap em 26/09/2013 - 15h42 comentou:

Fico feliz de retomar esse pedaço da minha história pessoal. Minha filha caçula é Trotskista (mais séria do que eu jamais fui!) Isso me encheu de boas lembranças. E o momento é extremamente fecundo para essas discussões. Vou ficar mais na retaguarda acompanhando os debates e curtindo. Quando tiver algo para contribuir, meto o meu bedelho.

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Claudia Strauch em 26/09/2013 - 16h20 comentou:

Cynara, lembro-me de você dos tempos da Folha! Como mais uma ex-libelu, adorei ler esse blog. E como bem disse o Paulo, não se passa impunemente por uma experiência como essas. Ter sido da Libelu faz parte do que eu me tornei na vida. Revisitando aquele tempo, tenho outras ideias, claro, mas alguns dos melhores valores que construí, a maior parte das amizades que duram até hoje, vêm dali. Sou grata por ter tido isso na minha vida. Claudia Strauch

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Valda em 27/09/2013 - 01h30 comentou:

Tudo que a moça escreveu está certo. Ela não disse, pois, provavelmente não tem essa informação, mas a Libelu era bem estalinista na resolução de suas divergências. Basta lembrar da surra que os dissidentes (PCO) da Libelu levaram na USP, à noite, num lugar deserto e escuro, em 1979/1980. Foi coisa medonha e nada revolucionária. Outras tendências tinham outros métodos, do tipo 'aquele é traficante', 'fulana é puta', 'sicrano é rato'.

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paulocesaraujo em 29/09/2013 - 22h17 comentou:

Ótimo texto, bela homenagem ao Gushiken!. Liberdade e Lula!.

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carlos em 30/09/2013 - 17h42 comentou:

valeu, cynara! bacana o post sobre o lado claro da libelu na época(circa 77-80?). o primeiro com esse talhe simpático que leio na "grande " imprensa.

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Karla em 01/10/2013 - 14h11 comentou:

.Parabéns pelo texto, muito sério, respeitoso e informativo. É super-democrático entrevistar os "ex-libelus" de diferentes posições políticas e interpretações sobre esta memória – sempre em disputa, nunca estática, como o texto deixa transparecer. No entanto, falar da Libelu sem entrevistar Markus Sokol e Julio Turra é como engessar esta memória, os princípios, a luta, as posições políticas da libelu no museu da história, entendida como passado encerrado. Apresentar a avaliação destes dois "sempre libelus", como apontou Moreira Leite, ajudaria a entender as contradições profundas que o PT atravessa, enquanto partido que nasceu de e para a classe trabalhadora e seu governo que expressa a "evolução", segundo Luis Favre, mudança esta, claramente, rumo à social-democracia.

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    morenasol em 01/10/2013 - 17h23 comentou:

    karla, o sokol recebeu as perguntas mas não teve tempo de responder, envolvido com a campanha à direção nacional do PT. o julio turra não consegui localizar, mas ele divulgou o texto no twitter. sinal que gostou ; )

Wilians Geminiano em 02/10/2013 - 16h07 comentou:

na OSI aprendi a pensar

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lucia helena gama em 02/10/2013 - 17h14 comentou:

" Ele era simpatizante da Vento Novo, uma corrente (de centro) que havia na São Francisco”, conta Caio Túlio". Poxa Caio Tulio! É mesmo difícil ser o porta voz de uma história, com tantos personagens, sozinho. Não se faz a história de um momento com representantes de uma só tendência. Ai seria melhor falar só da tendência, mais honesto. Vento Novo nem era uma tendência de Centro, nem era da São Francisco. E se a Libelu não tinha preconceito contra o rock tinha muiiiito preconceito com o samba, e a MPB só tolerava Caetano, e uns poucos.

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semverniz em 02/10/2013 - 18h05 comentou:

mais um safado q morreu sem pagar pelos seus pecados. Bom, ao menos aqui na terra…

GUSHIKEN LADRÃO, CORRUPTO, PILANTRA! BACANA??? Só se for com o próprio bolso. E esse bando de otário puxando seu saco. Devem estar querendo mamar na mesma teta.

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tiaporanga em 08/10/2013 - 04h00 comentou:

Excelente matéria. Conheci a Libelu em meados da década de 80 na USP. Sobre se o pessoal era mais liberado sexualmente: as garotas eram mais auto-suficientes e "assustavam" muitos de nós, ainda imersos no machismo brasileiro.
Sobre os que mudaram de lado. A juventude anseia por estar em grupo. Todos procurávamos uma turma. Houve quem carregou para toda a vida as posições políticas da juventude porque correspondiam a seu âmago e estômago. Outros não.

Responder

Paulo Sergio Galeão em 13/10/2013 - 13h22 comentou:

Obrigado Cynara. Foi muito bom ler seu artigo.

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joao augusto de lima em 18/10/2013 - 20h27 comentou:

exelente texto.

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ubiratan em 26/01/2014 - 23h45 comentou:

Oh, Libelú, Libelú….quero que tomes np c*! …Entra na roda, samuca, pra ver… a Libelú se F*der! Hahahaha…. eu era viração e…aos 50, ainda sou!

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LEON em 17/02/2014 - 21h05 comentou:

GUSHI NA LIBELU? QUANDO? ……
FALA TITA !!!

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Adayr em 17/04/2014 - 03h10 comentou:

Na qualidade de ex-libelu, adorei seu artigo, muito fiel ao que foi esse lindo movimento jovem. Lembro com muito bom humor das festas que frequentávamos, mas também das longas reuniões de estudo político. Lembro também dos shows pela anistia e pela Libertação dos Presos Políticos de Itamaracá, com artistas como Caetano, Fagner, Belchior, Guilherme Arantes, Joao Bosco, Walter Franco. Inesquecível!!! E esse cartaz que você conseguiu encontrar, não sei onde?? Dizíamos: "Nem todo gato é pardo, o gatinho da Libelu, por exemplo, é azul!". Obrigado pelo artigo!

Responder

Sergio Chinês em 20/09/2014 - 13h17 comentou:

Fui da libelu em Juiz de Fora até sair da UFJF em 1987 e participei do congresso da Une em 83 em São Bernardo do Campo como delegado do curso de engenharia, dominado pelo MR8. Fomos centralizados no congresso pelo José Arbex, que chegou a morar alguns meses em nossa república, chamada "Mansão", que também ficou famosa pelas festas à base de muito rock'n'roll e frequentada pelos punks de jf. Na nossa república morou além do Zé Arbex, outros libelus como o Eugenio Pasqualini, vice-presidente do PT-BH e o Jorjão do Feitiço Mineiro de Brasília, infelizmente morto recentemente. Na minha casa, em Caratinga MG, tenho o famoso cartaz da libelu com a foto de uma barricada estudantil no maio de 68 na França,com a frase de brecht "do rio que tudo arrasta se diz violento, mas não se dizem violentas as margens que o oprimem".
Saudades dos velhos camaradas.

Responder

Olavo de Carvalho em 20/11/2014 - 08h48 comentou:

Se vocês soubessem do infinito desprezo que os comunistas sérios – tanto os da guerrilha quanto os do PCB — tinham pela Libelu, não contariam essa história com tanto entusiasmo.

Responder

    Laura em 20/11/2014 - 16h18 comentou:

    Olavão? Você por aqui?

Arthur em 20/11/2014 - 17h31 comentou:

Interessante a visão dos trotskistas. Parecem até de direita

Responder

Carlos em 06/01/2015 - 09h02 comentou:

Onde andara o Camarada Cassio/Tomi, japones da FGV, militamos juntos, Libelu/OSI na decada de 80…

Morro de saudades…

Responder

Rosemary Segurado em 13/02/2015 - 18h21 comentou:

que legal. Também fiz parte dessa história e acho que foi uma escola política e de vida.
E assim dizíamos: me bate, me chuta, sou liberdade e luta!

Responder

Michel em 08/03/2015 - 22h08 comentou:

Relamente faltou a CS no texto. Além disso havia um grupo menor a Causa Operária, também de origem trosco.

Responder

Fabio Cezar Montibello em 04/05/2018 - 00h45 comentou:

Adorei o texto, só não consigo entender por que você me bloqueou no Facebook…

Responder

    Cynara Menezes em 04/05/2018 - 15h24 comentou:

    como é seu nome no facebook?

Edson da Silva - camarada Peres em 14/08/2018 - 15h17 comentou:

A formação política e a preocupação com a segurança eram excelentes. A OSI foi o instrumento importantíssimo para o fim da ditadura. Belo texto, me fez reviver os melhores momentos da minha juventude e de ter conhecido tantas pessoas combativas e maravilhosas. Foi tão rica a experiência que nunca, jamais, mudarei de lado. Socialista, sempre.

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