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Maconha

Quem fuma maconha regularmente transa mais, aponta estudo

Uma pesquisa da Universidade de Stanford com 50 mil norte-americanos descobriu que ervoafetivos transam 20% mais do que os caretas

Still do clipe de Rihanna "You da One"
Da Redação
09 de novembro de 2017, 20h05

Um estudo da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, descobriu que pessoas que fumam maconha regularmente transam 20% mais do que as que não fumam. Os investigadores chegaram à conclusão após analisar mais de 50 mil norte-americanos, homens e mulheres, com idade entre 25 e 45 anos entre os anos de 2002 e 2015. A pesquisa cruzou a vida sexual destas pessoas com o consumo de maconha durante os 12 meses anteriores.

Ao analisar os dados, os pesquisadores encontraram um padrão: quanto maior a frequência nos baseados, maior também a atividade sexual. No caso das mulheres, as que não eram usuárias da erva disseram ter seis relações sexuais nas últimas quatro semanas, enquanto as ervoafetivas reportaram sete relações no mesmo período. No caso dos homens, os maconhófilos tiveram 6,9 relações sexuais, contra 5,6 dos caretas.

Segundo o urologista Michael Eisenberg, coordenador do estudo, os resultados comprovam que o uso frequente de maconha não causa danos à vida sexual, pelo contrário. A conclusão da pesquisa, publicada no Journal of Sexual Medicine, é de que há “uma associação positiva entre o uso da maconha e a frequência sexual em homens e mulheres em todos os grupos demográficos”. Confira aqui.

Os pesquisadores encontraram um padrão: quanto maior a frequência nos baseados, maior também a atividade sexual

Esta é a segunda pesquisa feita nos últimos anos relacionando sexo com maconha. Em julho do ano passado, um pequeno estudo publicado nos Archives of Sexual Behavior da International Academy of Sex Research comparou a performance sexual de 24 usuários, homens e mulheres, de álcool e de cannabis, com vantagem para a erva. Segundo o estudo, embora pessoas alcoolizadas fiquem mais desinibidas, o que facilita a abordagem, a chance de arrependimento pós-sexo era muito maior do que nos usuários de maconha.

Aquela história de o álcool “melhorar” os alvos da paquera na abordagem e “piorar” no dia seguinte, após passar o efeito, simplesmente não ocorre com a maconha. A erva também deixa as pessoas mais cautelosas, sabendo o exato  momento em que se quer parar, enquanto o álcool faz diminuir as reservas, daí o arrependimento ser maior. Isto faz do álcool, segundo o coordenador do estudo, Joseph Palamar, da New York University, uma droga perigosa na balada, até porque é socialmente permitida.

Uma mulher de 19 anos relatou: “Sinto que quando bebo não consigo lembrar o que aconteceu no dia seguinte. Mas quando estou chapada de maconha, lembro de tudo”. Outro homem, de 33 anos, disse que quando transa com alguém sob efeito de maconha, sente vontade de cozinhar para a pessoa no dia seguinte. “Quando estou bêbado, no outro dia só quero cair fora ou que ela vá embora”.

 

 


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