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Seguidores de Bolsonaro ligam mulheres a facada em candidato; Manuela é novo alvo

Candidata a vice de Haddad é a segunda mulher acusada por fake news nas redes sociais de ter conexão com o crime e a ser ameaçada

A vice de Haddad, Manuela Dávila. Foto: divulgação
Da Redação
25 de setembro de 2018, 00h46

Seguidores de Jair Bolsonaro estão espalhando boatos nas redes sociais em que tentam ligar mulheres ao homem com problemas mentais que deu uma facada no candidato de extrema-direita em Juiz de Fora no último dia 6 de setembro. O novo alvo das fake news foi Manuela Dávila, candidata a vice de Fernando Haddad, do PT, que recorreu ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pedindo proteção após sofrer ameaças.

No início do mês, uma jovem de 18 anos, moradora de Juiz de Fora, denunciou à PF e à polícia de Minas Gerais estar recebendo ameaças de morte depois de ser acusada por internautas de participar do ataque contra Bolsonaro. A estudante passou a ser alvo de ameaças ao ser apontada como a mulher homônima que os seguidores do candidato acusavam nas redes de ter entregue a faca a Adélio Bispo de Oliveira.

Não ajuda a conter notícias falsas que o próprio candidato insista em ter sido vítima de um “crime político”, como disse hoje, sem nenhuma prova e apesar de o relatório final da PF sobre o caso ter concluído que Adélio agiu sozinho

“Existem muitas pessoas com um nome parecido ao da minha filha. De repente, ela começou a ver sua foto divulgada nas redes sociais. Divulgaram inclusive o número do telefone dela. Passaram a telefonar dizendo que vão encontrá-la; que vão matá-la; que ela deve ser presa”, contou a mãe da menina à Agência Brasil.

Com Manuela Dávila aconteceu algo semelhante: seguidores do candidato de extrema-direita disseminaram nas redes a versão de que a vice de Haddad teria entrado em contato com o esfaqueador e que existiriam gravações telefônicas disso. Após a mentira se espalhar, um homem mandou mensagem a ela acusando-a pelo crime e dizendo para ela “ficar preparada”. Como só os candidatos a presidente contam com proteção da PF, Manuela entrou com uma ação no TSE pedindo que policiais federais sejam designados para acompanhá-la nos atos de campanha.

Não ajuda a conter notícias falsas que o próprio candidato insista em ter sido vítima de um “crime político”, como disse hoje em entrevista à Jovem Pan, sem nenhuma prova e apesar de o relatório final da PF sobre o caso ter concluído que Adélio agiu sozinho.

 


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