Maoeeee: 6 provas de que Doria Jr. se inspira no Programa Silvio Santos para governar SP

Publicado em 31 de março de 2017

silviodoria

Que Donald Trump que nada! A grande inspiração para o prefeito de São Paulo, João Doria Jr., governar a maior cidade da América do Sul é Silvio Santos, ou melhor, o Programa Silvio Santos. Ex-apresentador de TV, Doria continua a se comportar como se estivesse fazendo parte de um grande programa de auditório.

Duvida? Confira as provas abaixo. E não esqueça que, em 1989, Silvio Santos também quis ser presidente do Brasil. Chegou a gravar programa eleitoral e tudo, mas acabou desistindo.

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1. Como num eterno Teleton, Doria vive pedindo doações

Defensor da menor presença do Estado na administração pública, o prefeito de São Paulo vai ao extremo oposto e parece querer governar apenas com doações da iniciativa privada. Como no Teleton, a cada semana Doria diz quanto a prefeitura já conseguiu arrecadar. Só falta o painel eletrônico para comprovar se os números que ele divulga são de fato verdadeiros.

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2. Como no Boa Noite, Cinderela, Doria realiza o sonho de criancinhas

Em fevereiro, o prefeito recebeu no gabinete a menina Júlia, de 10 anos, que chorou muito, que nem as meninas do Boa Noite, Cinderela, onde Silvio Santos dava presentes a menininhas. Doria realizou o sonho de Júlia de conhecer a São Paulo Fashion Week no mês seguinte.

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3. Como no Topa Tudo Por Dinheiro, Doria faz pegadinhas

O Silvio Santos usa um ator para surpreender pessoas na rua. Já o prefeito de São Paulo faz ele mesmo as pegadinhas: faz visitas-surpresa a escolas e hospitais para ver como estão funcionando. Já andou até de ônibus.

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4. Como no Show de Calouros, Doria faz imitações

A única diferença para o saudoso quadro do Programa Silvio Santos é que é o próprio apresentador, ops, prefeito quem faz as imitações: já imitou pintor, gari, pedreiro e até cadeirante. Quanto vale o show?

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5. Como na Porta da Esperança, Doria faz “boas ações” com o chapéu alheio

No quadro famoso nos anos 1990, Silvio Santos fazia boas ações com doações de empresários. Doria faz o mesmo, como aconteceu ao arranjar um emprego para o irmão do ambulante morto e quando entregou chaves de casas a moradores da periferia com projeto de Lula e Dilma.

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6. Como no Roda Roda Jequiti, Doria faz merchandising dos “parça”

Silvio Santos faz merchandising da Jequiti, empresa de sua própria família, e o prefeito de São Paulo, em pleno expediente, faz propaganda de uma vitamina produzida por uma rede de farmácias parceira da prefeitura.

UPDATE: um leitor lembrou que a nota fiscal paulistana agora se chama NOTA DO MILHÃO. Alguém aí lembrou do Show do Milhão? Ha-hai!

 

 

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Aposentado, David Letterman detona Donald Trump: “Todos sabemos que ele é maluco”

Publicado em 6 de março de 2017

letterman

Aposentado da TV desde 2015, quando deixou seu Late Show, programa que apresentava no horário nobre da televisão norte-americana desde 1982, David Letterman, 69 anos, deu uma entrevista deliciosa ao jornalista David Marchese para a revista New York onde aparece endiabrado, agora usando barba. A língua do cara parecia estar coçando para falar sobre o novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ele não deixa por menos. “Nós elegemos um cara com aquele cabelo? Por que não investigamos aquilo?”, brinca. (Veja a íntegra aqui.)

Letterman disse que nunca podia imaginar que Trump, a quem entrevistou várias vezes (o site do grupo, Vulture, traz uma compilação hilária), pudesse se eleger presidente algum dia. “Ele era o cara rico que era uma piada. Nunca o levamos a sério. Ele sentava lá e eu simplesmente começava a gozar com a cara dele. Ele nunca ficou zangado. Era grande e pastoso, e você podia bater nele. Parecia estar se divertindo, o público adorava, e isso era Donald Trump. Além disso, lembro que um amigo me disse, três ou quatro campanhas presidenciais atrás, que Donald Trump nunca disputaria a presidência; ele só estava tirando onda para ganhar publicidade. Eu acreditei e agora ele é o presidente.”

É engraçado vê-lo discorrer com intimidade sobre o presidente dos EUA, a quem chama “Don” ou “Trumpy”. Até pensou em telefonar quando ganhou a eleição. Mas, falando sério, a percepção de Letterman é que o país está às voltas com um sujeito ruim da cabeça. “Se o dono de sua revista se comportasse do jeito que Donald se comporta, até mesmo por seis semanas, a família se reuniria e diria: ‘Jesus, alguém chame o médico’. E então eles pediriam para que renunciasse ao cargo. Mas Trump é o presidente e pode mentir sobre tudo, desde a hora que acorda até o que comeu no almoço, e continua presidente. Não aceito isso. Estou cansado de as pessoas se espantarem com tudo que ele fala: ‘Não posso acreditar que ele disse isso’. Nós temos que parar e, em vez disso, achar uma maneira de nos proteger dele. Todos nós sabemos que ele é maluco. Temos que nos cuidar já.”

O ex-apresentador se mostrou preocupado com os ataques de Trump e sua equipe de governo à imprensa. “Como se constrói uma ditadura? Primeiro, implodindo a imprensa: ‘A única verdade que você vai ouvir agora é a minha.’ Então ele contrata o Corcunda de Notre Dame, Steve Bannon, para ser seu parceiro. Como é que um supremacista branco se torna o principal conselheiro do nosso presidente?”

As medidas do novo governo contra os LGBTs deixam Letterman particularmente furioso. “Eles não podem dizer que a homossexualidade é um pecado. Isso é ridículo. E então veio esta história com os transgêneros (em fevereiro, Trump reverteu a decisão de Obama de autorizar alunos transgêneros das escolas públicas a utilizar os banheiros de sua escolha). E eu pensei: você tá brincando comigo? Olha, você é um ser humano. Eu sou um ser humano. Nós respiramos o mesmo ar. Temos os mesmos problemas. Estamos tentando levar nossas vidas. Quem você pensa que é para atravessar uma árvore no meio do caminho de alguém que já tem uma série de dificuldades?”

Sobre o vício em twitter do chefe da nação: “Mais do que a risível expressão de um ego irritado, até podia ser útil. Se logo a gente tiver um presidente sem problemas mentais, o twitter será útil”. Para David Letterman, que achou Jimmy Fallon suave demais com Donald Trump (o comediante brincou com o cabelo do então candidato ao vivo e foi acusado de humanizá-lo), apresentadores de talk show “têm obrigação” de desafiar o presidente todas as noites. E se você o entrevistasse novamente, o que faria?, pergunta Marchese.

“Eu começaria com uma lista. ‘Você fez isto. Você fez aquilo. Não acha que foi estúpido ter feito isso, Don? E quem é este capanga, Steve Bannon? Por que você quer um supremacista branco como um de seus conselheiros? Ah, Don, nós dois sabemos que você está mentindo. Pare com isso agora.’ Acho que eu estaria na posição de dar a ele uma bronca e ele teria que sentar lá e escutar. Sim, eu gostaria de ter uma hora com Donald Trump; uma hora e meia.”

Que desafio, hein, mr. President? Trump ainda não respondeu no twitter.

 

 

 

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6 razões pelas quais reaças jamais gostarão de Moonlight, o vencedor do Oscar

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1. Reaças não possuem empatia suficiente para se sentir tocados pela história de um menino negro, pobre, filho de mãe solteira e viciada em crack. Eles devem olhar para a tela pensando assim: “Ah, esse menino não se esforçou!” ou “Ah, a mãe dele não se esforçou!”. Ou ainda: “Afe, este filme sobre negro gay maconheiro que sofre bullying só podia ter sido feito por algum esquerdista de Hollywood para ganhar o Oscar. Quanto mimimi”.

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2. Os protagonistas de Moonlight não são gente “bem sucedida” e sim membros daquela parcela invisível da sociedade: gente pobre, de pele preta, que mora na periferia, que circula perto das bocas de tráfico, que enfrenta as maiores dificuldades no dia a dia e ainda tem de rezar para não ser morto pela polícia antes dos 25 anos. Aquele tipo de gente que os reaças fingem que não existe ou atravessam a rua para não cruzar com elas, achando que vão ser assaltados. Como é que eles iriam gostar de pagar para ver essas pessoas no cinema se, na vida real, eles preferem levantar o vidro do carro para não enxergá-las? “Hum, coitadismo.”

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3. É um filme que olha o tráfico e o vício em drogas com compaixão, mas sem moralismo. O menino Little é “salvo” por um traficante gente fina, mas que vende drogas para a mãe dele. Como pode existir um traficante gente fina? Como é possível se afeiçoar a alguém que vende drogas para sua mãe? Como uma mãe pode ser viciada em drogas? Esta complexidade faz bugar a cabeça de qualquer reaça. Eles são incapazes de se perguntar (e muito menos compreender) quais as circunstâncias que levaram uma pessoa a se tornar traficante ou viciada. “Com certeza, sem-vergonhice”.

Moonlight

4. O filme critica o bullying sofrido na escola por crianças mais sensíveis e adolescentes homossexuais ou que são apontados como homossexuais. Este deve ter sido o momento engraçado do filme para os reaças, eles devem ter gargalhado ao ver o franzino adolescente Chiron apanhando dos valentões da escola. Reaças são os reis do bullying, sobretudo virtual. Imaginem o que não faziam no colégio. “Não sabe brincar, não desce pro play.”

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5. Tem beijo gay em Moonlight, enorme, escancarado na tela grande. E ainda por cima masturbação. Reaças não suportam beijo gay. Eles têm problemas em aceitar a sexualidade alheia, talvez por não terem conseguido resolver a sua. Demonstrações de amor homossexual lhes causam repulsa e um desejo irrefreável de reprimir, perseguir, prender, boicotar. Punheta, então, vixe… Acho que a maioria deles deve ter saído da sala espumando neste momento. “Não tenho nada contra gays, até tenho amigos homossexuais, mas beijo gay é nojento.”

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6. Aparecem muitos torsos e abdômens trabalhados de homens negros. Sarados, sexy, lindos de morrer. Isso deve incomodar muito os reaças, tanto por racismo quanto por inveja. Ou algum desejo oculto, quem sabe? Ai, que loucura.

 

 

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Em Cine Morena

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