Direto na mente: conheça o clube de boxe chileno turbinado com cannabis

Publicado em 16 de janeiro de 2017
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(Fotos: Pablo Muñoz/The Clinic)

Enquanto aqui no Brasil o ministro da Justiça do governo ilegítimo sonha ridiculamente em “erradicar a maconha na América do Sul”, no Chile, onde é permitido plantar para consumo próprio até seis plantas da erva desde 2015, surgiu um clube de boxe turbinado com cannabis. Assim como muitos lutadores de UFC, o treinador da academia Boxing & Weed (que é médico) aponta as vantagens de dar uns jabs, cruzados e ganchos chapado. Direto na mente.

Leiam, traduzi para vocês do jornal chileno The Clinic.

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Por Matías Burgos, no The Clinic

É sexta à noite em Curicó, a 192 quilômetros de Santiago, no Chile, e o quintal de um pequeno ginásio recebe os alunos que chegam para o treino de boxe. Alguns alongam e conversam enquanto se forma o círculo ritual do início da aula, para o qual Edgardo, 35 anos, dono de um growshop (loja de sementes e outros itens para autocultivadores), acaba de enrolar dois baseados grandes e cheirosos. “Esta é Mazar, uma variedade índica potente e com efeito ideal para fazer exercícios”, diz, antes de dar uma tragada profunda. Com o blues de Muddy Waters soando ao fundo, o treinador dá as instruções para esta sessão, parando apenas para dar uma bola e passar os baseados entre os alunos. Quando já não restam nem as pontas e sobram as risadas, ele anuncia, em alto e bom som: “Chega, agora todos para o aquecimento!”

Com esta cerimônia começam os treinamentos de Boxing & Weed, o clube esportivo e social fundado há seis meses por um grupo de curicanos que adora lutas e fumar maconha. Seu líder é Felipe Goren, 30 anos, médico e boxeador amador desde os 19 anos, que até agora arregimentou 20 homens e quatro mulheres que seguem o seu método ao pé da letra. Administradores, agrônomos, estudantes universitários e uma advogada são alguns dos membros do clube que se reúne quatro noites por semana e cujas idades flutuam entre os 18 e os 54 anos.

No Chile, desde julho de 2015 é permitido plantar até seis pés de cannabis em casa para consumo próprio. Em outubro do ano passado, a legalização do autocultivo foi mantida em nova votação na Câmara dos Deputados. Também está permitido o plantio de maconha com fins medicinais. A venda continua proibida.

“É a mistura perfeita entre um esporte de contato e a tranquilidade para enfrentar o oponente com reflexos e desenvoltura. Fumar não só te ajuda a superar o cansaço durante os primeiros 20 minutos de aquecimento como também te mantém concentrado em aprender os aspectos técnicos durante a aula”, conta Felipe, supervisionando os movimentos de seus alunos. Ele explica que a maconha age de forma muito similar aos opioides, semelhante a um relaxante muscular, estimulando o sistema nervoso parassimpático e causando um estado de relaxamento corporal que permite controlar melhor a respiração, a pressão sanguínea e as batidas do coração.

Em 2014, cansado de não achar uma academia de boxe que lhe agradasse, Felipe se instalou com um par de amigos no pátio de sua casa para treinar escutando heavy metal enquanto fumavam. Correndo, perceberam que chapados conseguiam continuar trotando durante quilômetros sem parar, então decidiram integrar os becks ao treino. “Com maconha nos treinamentos, a superação está na resistência para romper a barreira da dor, isso é o que te permite chegar mais longe”, diz o clínico-geral sobre a teoria que continua atraindo adeptos na cidade. Dos oito que começaram o clube, agora são 24 e seguem recebendo gente.

Durante as aulas, o heavy metal é lei e Slayer soa alto no reduzido espaço ocupado pelos 14 alunos que vieram desta vez. A primeira parte do treino é um extenuante circuito de exercícios de aquecimento: trote curto com saltos, 10 flexões de braços e logo levantar-se rápido para repetir, sem parar. Olhando de fora, não se notam sinais de que os alunos estejam sob o efeito de alguma substância, mas as pupilas dilatadas de seus olhos vermelhos mostram um estado de concentração em que cada um segue seu próprio ritmo sem pressões, para alegria dos quatro membros com mais idade.

Hernán Neira, 45 anos, dono de uma oficina metalúrgica, nunca tinha feito boxe e agora comparece três vezes por semana. Provou maconha um par de vezes na vida antes de entrar no clube. “Entrei neste clube e tinha sentimentos contraditórios sobre o tema, mas era pura ignorância que enfiam na sua cabeça desde pequeno”. Ele conta que, após a separação da esposa, ficou deprimido durante anos e que chegou à academia pesando 107 quilos. Em quatro meses no clube conseguiu perder 14 quilos. “O que me ajudou foi o esporte e a erva, é uma terapia. Voltei a escutar o metal que curtia em minha adolescência, foi uma experiência incrível”, afirma, calçando as luvas.

O mecânico opina que o Estado deveria legalizar a maconha. “É uma planta como qualquer outra. Por que não conviver com ela em harmonia e aproveitá-la? Eu recomendo este treino às pessoas da minha idade e aos mais velhos, é bom para trabalhar a mente e o corpo. Não precisam sentir medo”, diz Hernán antes de começar a trocar golpes com um de seus companheiros. Ele afirma que quando seu filho mais velho fizer 18 anos irá convidá-lo a se juntar ao clube para passarem mais tempo juntos.

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Embora tenha começado como um clube de homens, logo os integrantes começaram a convidar mulheres. “Foi junto com a campanha ‘ni una a menos’ (sobre a violência contra a mulher). Acho que é bom para as meninas tomar medidas para se protegerem. Ter a tranquilidade de caminhar sem que nenhum babaca se faça de engraçadinho”, diz Goren.

Todos concordam que Dani Miranda, 22 anos, é a mais frequente e talentosa, e inclusive apostam nela para subir no ringue logo. É garçonete em um café e jamais havia feito boxe, mas agora golpeia mais rápido que todos. “Sempre quis aprender a dar porrada em alguém, mas nunca havia lutado. No princípio você se sente como uma boboca distribuindo socos. Eu nunca treinaria boxe se não fosse desta forma tão relaxante e divertida”, diz, dando golpes no ar. “Com a maconha você se concentra na respiração, no movimento, em se esquivar bem. Treinando assim a mente se libera das inseguranças, só importa o que estou fazendo agora, nada mais.”

Dani tentou atrair suas amigas para o clube, mas conta que elas não se interessam. “A maioria das mulheres ficam paralisadas com um ataque, mas, com preparo, o corpo passa a responder sozinho. É preciso saber se defender, está muito perigoso o ambiente para todas e isso poderia salvar a sua vida”, adverte.

Felipe coloca uma música do Suicidal Tendencies, bola um baseado e motiva seus alunos para a última meia hora. “Vamos! Round, round! A dor faz parte, não parem!”, grita. Chama um aluno para dar conselhos e aproveita para pôr o baseado em sua boca, já que as luvas impedem o jovem de segurar o beck.

O treinador é assessorado nas aulas por Álex Álvarez, 27 anos, boxeador profissional da categoria peso pesado que em 2005 foi vice-campeão meio-médio ligeiro no Chile. Compete desde os 13 anos e está lesionado, mas espera voltar a lutar em pouco tempo. Ele se autodenomina como o mais chapado de todos. “A ideia é que o boxe nos fortaleça fisicamente e a erva, mentalmente. É incrível fumar uma bomba e começar a treinar, você pensa um monte de coisas. Passa diante dos seus olhos o filme de que você é um campeão e você se concentra pacas. Se eu sinto medo, devo utilizá-lo para ficar atento, e com a erva consigo isso”, descreve.

“Aqui saímos do mundo normal e nos enfiamos numa mentalidade de guerra, de treinar duro, mas sempre com pensamentos positivos. Porque a ideia não é fumar e subir num ringue; serve para se preparar psicologicamente. Assim você treina focado no que quer ser e quando está fumado faz com mais vontade”, argumenta o boxeador. Álvares é abstêmio há três anos e prefere fumar uma berlota em vez de beber, porque o álcool o deixa violento. “Como lutador, ficar bêbado é muito pior. Em uma briga, você pode perder o controle e aí já era. E ainda que as pessoas pensem que sou um viciado, sei que estou muito melhor do que outros boxeadores que enchem a cara”, diz, com segurança.

O último exercício da noite é de autoria do doutor Goren. Ao ritmo de Pantera, todos se abraçam em círculo e começam a rodar até que ele ordene que parem. Então, como em um concerto, fazem um violento mosh e se empurram fortemente, tentando se manter no centro e de pé. “É um bom treino para a estabilidade: chocar-se, voltar e contra-atacar com tudo. Além do mais, é hilário”, diz Juan Pablo, 28 anos, agrônomo e membro fundador. Diante da pergunta sobre de onde sai a maconha, esclarece que não se pode vender ali e que todos devem trazer para o treinamento.

Os alunos aplaudem o final da aula e se felicitam pelo progresso. Chegou o momento do ritual de encerramento: novamente em círculo, um aluno saca um bong de vidro que passa de mão em mão, compartilhando os pensamentos e avaliações de cada um. Sobre esta cachimbada final que faz vários tossirem, Felipe explica que serve como um analgésico e anti-inflamatório altamente eficaz. E também dá muita larica, por isso todos se vestem para sair ao ansiado terceiro tempo. Esta noite vão de chorrillanas (prato típico do Chile, com batatas fritas, carne e ovos) e cervejas.

“A ideia é evoluir até chegar a competir pelo clube. Esse é o objetivo para 2017, subir ao ringue”, diz o médico, devorando batatas fritas. O cansaço é evidente nas caras de todos, mas não a ponto de recusar o último beck da noite, fora do restaurante. “Esta é uma verdadeira terapia. Você se coloca a pensar em toda a merda do dia, em suas reações ruins, em como ser melhor amanhã, em auto-satisfazer-se e auto-conhecer-se. Mandar os problemas para longe”, diz Dani antes de anunciar que vai embora. “É um método ideal para as pessoas que já estão na esfera do neurótico, ou seja, a maioria da população chilena. Não há nada como trocar uns socos como cavalheiros e depois compartilhar um bom baseado”, afirma Goren, soltando uma grossa fumaça cinza pela boca.

 

 

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Albânia: de ditadura comunista a maior plantadora de maconha da Europa

Publicado em 18 de dezembro de 2016
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(Camponesa da Albânia defendendo sua plantação de maconha)

Eu falava outro dia da estranha necessidade de parte da esquerda de possuir governos aliados, guias, “protetores”. Como alguns fazem atualmente com o líder russo Vladimir Putin, sendo que a Rússia dele nada tem de socialista ou sequer progressista. Um exemplo histórico dessa necessidade é a relação do PCdoB com a Albânia. Imaginem que houve uma época que o PCdoB se espelhava neste pequeno país comunista do sudeste da Europa, governado pelo stalinista Enver Hoxha com mão de ferro e considerado pelos comunistas daqui como o “farol do socialismo”. O pessoal do PCdoB só saiu dessa em 1995, ano em que abandonaram também o bigode inspirado em Josef Stalin, que hoje renegam.

O interessante da Albânia é que era um país comunista não alinhado à União Soviética, com quem rompeu relações em 1961 (por fidelidade a Stalin), e sim à China, com quem acabaria rompendo em 1978, tornando-se um dos países mais isolados do mundo até 1992, quando o comunismo acabou. Hoxha havia morrido sete anos antes, após quatro décadas de domínio marcado pela perseguição a dissidentes, a religiosos e até a quem usasse barba. Por conta da repressão aos muçulmanos, o uso de barba foi proibido no país. Por outro lado, graças ao isolacionismo, a Albânia saiu do comunismo com uma dívida externa pequeníssima e com um traço comum a muitos países da chamada “cortina de ferro”: mulheres empoderadas.

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(Mulheres nas Forças Armadas da Albânia durante o comunismo)

Esta semana, a BBC informou que a Albânia, a velha Albânia do PCdoB, se tornou a maior produtora de maconha da Europa. Eles mesmos não têm o hábito de consumir a erva, mas lucram com ela: estima-se que a cannabis seja uma indústria de 1 bilhão de euros (R$ 3,64 bilhões)  na Albânia, o que não é nada que se possa desprezar em um país pobre. “Na Albânia, um quilo da droga é vendido por 100 a 200 euros (R$ 364 a R$ 727). Na Itália, esse valor pode chegar a cerca de 1,5 mil euros”, diz a BBC. Famílias inteiras trabalham nas fazendas de maconha na zona rural, e não têm problemas morais quanto a isso. Embora haja forte repressão, as autoridades acabam fazendo vista grossa porque, queiram ou não, a cannabis gera empregos.

“Como garçom eu ganhava um terço do que eu ganho com cannabis”, diz um jovem de 20 anos à reportagem. Mais de duas décadas após o fim do comunismo, ainda é difícil encontrar trabalho legal e fixo no país –não no negócio da maconha. “Às quatro da manhã é possível ver multidões indo ao trabalho. As ruas estão cheias –mulheres, homens, jovens, até crianças…” Em junho de 2017 vai estrear uma superprodução norte-americana baseada na história de uma aldeia albanesa que sobrevive do plantio e da venda da maconha, Lazarat, considerada a cidade que produz mais maconha ilegalmente em toda a Europa: 900 toneladas por ano. Os habitantes já estão com medo de serem estereotipados por Hollywood como criminosos.

Ironia do destino: na sua época albanesa, o PCdoB era totalmente contra a maconha e reprimia muito os militantes que queriam usar a droga. Hoje a maior parte dos dirigentes do partido é a favor da descriminalização da cannabis. Evoluíram. E nisso voltam a se encontrar com a Albânia.

 

 

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A maconha é uma nova commodity

Publicado em 22 de junho de 2016
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(“Faça a economia crescer; legalize e cobre impostos”)

Uma das coisas que me espantam no capitalismo, sobretudo o brasileiro, é a absoluta falta de criatividade. Se depender do sistema, nem mesmo as maneiras de se fazer dinheiro se renovarão. Vejam o caso das commodities: elas são praticamente as mesmas desde que o mundo é mundo: agricultura (leia-se grãos), pecuária, mineração, petróleo… Nada de novo sob o sol.

As principais commodities brasileiras, por exemplo, não se renovam desde a época do coronelismo (ou talvez essa época nunca tenha passado): já foram borracha, café e banana; hoje são soja, minério de ferro, petróleo e carne. Para começo de conversa, esta é uma maneira ultrapassada de enxergar a economia, porque todas estas commodities são nocivas ao meio ambiente. Vão contra a “sustentabilidade”, para usar uma palavra tão ao gosto dos capitalistas “modernos”.

Mas o caso é que essas commodities do tempo da onça são responsáveis por 65% de nossas exportações. Se o capitalismo tivesse se modernizado de verdade, já existiriam outras, não? Ou será que o fato de as commodities, as mercadorias que movem os mercados, continuarem idênticas há pelo menos 100 anos é uma prova concreta da estagnação do capitalismo?

A economia do planeta está frequentemente em crise. São crises cíclicas, ao que tudo indica inerentes ao sistema. E o que acontece em momentos de crise como o que vive o Brasil agora? Trabalhadores são demitidos e são feitos cortes nos programas sociais dos governos. Não muda, é sempre esta equação em toda parte: quando vem a crise, quem paga o pato são os que mais precisam e não quem mais dinheiro tem. Mais grave: NADA no sistema se altera. É assim com as commodities: aconteça o que acontecer, o Brasil sempre exportará soja. Ou seja, nós alimentamos um sistema falido, obsoleto, arcaico.

Por que não modernizar o sistema, pelo menos? Promover novas commodities pode ser uma solução. Uma delas: os produtos orgânicos são um mercado em ascensão no mundo e movimentam cerca de 80 bilhões de dólares anualmente. Para se ter uma ideia, mesmo com o Brasil em crise, nosso minúsculo mercado de orgânicos cresceu 25% em 2015. Insistimos em soja, algodão e milho, quando também poderíamos estar também exportando orgânicos. Somos campeões em agrotóxicos e lanterninhas em orgânicos.

Quando se fala em orgânicos, há gente até na esquerda que torce o nariz: “Ah, mas não vai ter comida para todo mundo se não houver agrotóxico”. Mentira. Primeiro que isso seria uma negação à premissa máxima do capitalismo, a lei da oferta e da procura. Se há procura, haverá oferta. E segundo porque somos um país de dimensões continentais, existe espaço para alimentos com e sem agrotóxicos -sendo que estes últimos representam o passado e os orgânicos, o futuro.

Vejam o caso do Canadá, um país enorme como o nosso, que é o quarto mercado mundial em orgânicos. Em março, o país fechou um acordo de equivalência com a União Europeia que tornará possível a exportação dos produtos orgânicos canadenses. No Brasil, um acordo semelhante está parado desde 2007 e não existem nem sequer números oficiais sobre a produção e a comercialização de orgânicos. Este é um número que tem muito mais a ver com os tempos em que vivemos: 59% dos canadenses estão conscientes de que plantar orgânicos é melhor para o meio ambiente. Isso se chama visão de futuro.

Outra clara commodity do mundo em que vivemos é a maconha. De acordo com um estudo recente elaborado por técnicos da Câmara Federal a pedido do deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), a legalização da maconha poderia render ao Brasil cerca de 6 bilhões de reais apenas em impostos -um cálculo feito por baixo, levando em consideração que apenas 2,7 milhões de brasileiros fumam maconha recreativamente, um número claramente subestimado (nos EUA são mais de 20 milhões). O país também economizaria quase 1 bilhão de reais no sistema prisional se não ocorressem prisões relacionadas à maconha.

Nos Estados Unidos, onde foi liberada para uso medicinal em 25 Estados e para uso também recreativo em quatro, a maconha é considerada uma nova commodity quente pelos especialistas na bolsa de valores, prejudicada pelo fato de ainda ser proibida nos demais. Por lá, a expectativa é de que em 2016 a maconha legal movimente 6,7 bilhões de dólares. Se fosse legalizada no país inteiro, projeções apontam que poderia alcançar quase 22 bilhões de dólares em 2020.

Imaginem no Brasil a produção enorme de maconha que teríamos: todos sabem que a cannabis cresce que é uma maravilha no sertão nordestino, e olha que na criminalidade, sem nenhuma técnica agrícola moderna… Detalhe: maconha não é só a que contém THC e “dá barato”; a fibra também pode ser usada na fabricação de dezenas de produtos. Infelizmente, em nosso país a discussão sobre a legalização da maconha é interditada pela lógica eleitoreira que favorece os acordos com o pensamento retrógrado tanto de fundamentalistas evangélicos quanto de ruralistas (não raramente aliados no Congresso Nacional).

Até os nossos capitalistas são mais atrasados do que os outros.

 

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