Lula: “A Lava-Jato tem um pacto com a imprensa, utiliza a imprensa para condenar previamente”

Publicado em 7 de abril de 2017
lulacbn

(Reprodução facebook)

Lula deu entrevista hoje pela manhã, por telefone, ao jornalista Luiz Viana, da Rádio O Povo/CBN, do Ceará, transmitida ao vivo na página do ex-presidente no facebook. Mais uma vez, Lula exortou o juiz Sergio Moro a apresentar “provas” de que cometeu crimes, e se disse “ansioso” para depor no próximo dia 3 de maio em Curitiba.

“Se tem um cidadão brasileiro, dos 204 milhões, que quer a verdade, a mais pura verdade dos fatos, sou eu. Prova significa documento, coisa escrita, conta bancária. Eles já quebraram minha conta bancária, meu sigilo telefônico, sigilo da conversa da minha mulher com meus filhos, sinceramente não sei qual é o limite deles em invadir a minha vida. Estou ansioso pelo dia 3 porque é a oportunidade que eu tenho de responder.”

O ex-presidente também criticou a postura do Judiciário, sobretudo do Supremo, afirmando que juiz que quer emitir opinião sobre política “deveria deixar de ter um emprego vitalício e disputar eleição”. Alfinetada no ministro Gilmar Mendes? Outra cutucada foi para o prefeito de São Paulo, João Doria Jr., que segundo Lula está querendo usá-lo como escada para se cacifar para 2018. “Aprendi na vida quando um político quer ter 5 minutos de glória. O fato de o prefeito de São Paulo ficar todo dia me criticando no fundo, no fundo, ele quer que eu o transforme em personagem antagônico e eu não vou transformar. Ele foi eleito para governar São Paulo e tem que cumprir com a obrigação dele de governar São Paulo, precisa parar de fazer pirotecnia e governar de verdade.”

O blog transcreveu os principais trechos da entrevista, onde Lula fez questão de condenar o ataque de Trump à Síria. “O mundo não está precisando de governantes arrogantes.”

Transposição do Rio São Francisco

“Não se trata de saber quem é o pai da criança da transposição. A transposição tem pai, mãe, tem tio, tem filho, neto. Muita gente falou nessa obra e ninguém fez, esse é um dado concreto. Essa obra só poderia ser feita por alguém que tinha a experiência de carregar lata d’água na cabeça, e graças a Deus esse presidente com essa experiência fui eu. A seca é um fenômeno da natureza, as pessoas morrerem por conta dela é irresponsabilidade da classe política.”

Doria

“Aprendi na vida quando é que um político quer ter 5 minutos de glória. E o fato de o prefeito de São Paulo ficar todo dia me criticando no fundo, no fundo, ele quer que eu o transforme em personagem antagônico e eu não vou transformar. Ele foi eleito para governar São Paulo e tem que cumprir com a obrigação dele de governar São Paulo. Precisa parar de fazer pirotecnia e governar de verdade. Só isso.”

Pesquisas

“Eu não estou preocupado com pesquisa, tem dois anos pela frente. Neste momento estou preocupado com o que está acontecendo no Brasil, a desesperança do povo, o desemprego, a tentativa de acabar com a aposentadoria prejudicando milhões de pessoas pobres. O que a gente tem é que mostrar pro povo que o país não tem necessariamente passar pelo que está passando. Já tenho 71 anos de idade, tenho pouco tempo pela frente e quero dedicar esse tempo para ajudar o Brasil a voltar ser feliz. Isso depende muito da qualidade do governo, da credibilidade junto à sociedade. Isso só é possível com um presidente eleito democraticamente.

Ciro Gomes

“Apesar de alguns destemperos verbais de Ciro Gomes, eu tenho carinho e tenho respeito pela lealdade que Ciro teve durante todo o período que trabalhou comigo. Não vai ser uma palavra mal colocada que vai fazer com que eu tenho divergência com Ciro Gomes. O Cid Gomes nós construímos uma parceria extraordinária no governo dele, nos dois mandatos. O Camilo (Santana, governador do Ceará, petista) tem mais de 21 anos de idade e tem liberdade de escolher qual é o candidato dele. Não me preocupei com a declaração do Camilo, respeito a relação que tem com os Gomes, que o apoiaram para ser governador. Eu não conversei com Ciro sobre 2018. Tenho que deixar o tempo passar pra gente ver a política brasileira se arrumar, tá muito complicada a política brasileira. De todos aqueles que estão ligado a partidos políticos quem tem uma performance acima da média sou eu. Temos que esperar um tempo, o PSDB não tá morto, o DEM não tá morto, o PDT não tá morto. Em algum momento, vamos conversar. Só quero que as pessoas tenham clareza que eu levo muito o Ciro em conta, que não vou brigar com ele por qualquer coisa, não. Aprendi a gostar dele. Devo a ele e à coragem dele a feitura do projeto da transposição do São Francisco. Só tenho elogios, não tenho crítica e quero continuar assim, mesmo que a gente seja adversário, porque já fomos duas vezes adversários e o fato de sermos adversários não criou nenhuma rusga entre eu e o Ciro.”

Condenação

“Este é o desejo de alguns adversários, que é preciso fazer alguma coisa para evitar que eu seja candidato. Eu tenho um depoimento para 3 de maio e estou ansioso por este depoimento porque é a primeira oportunidade que vou ter de saber qual é a acusação que tem contra mim, qual é a prova que eles têm contra mim, porque até agora a única coisa que eu ouvi alguém dizer é que não esperem prova, que o que eles tem contra mim é convicção. Um ser humano, para ser condenado, a pessoa tem que mostrar prova para condenar. Eu tenho ficado quieto, só fui um pouco mais explícito quando fui dar o depoimento em Brasília com o juiz federal no caso da obstrução de Justiça, numa delação do Delcídio que era uma mentira. Estou muito tranquilo. Se tem um cidadão brasileiros, dos 204 milhões, que quer a verdade, a mais pura verdade dos fatos sou eu. Prova significa documento, coisa escrita, conta bancária. Eles já quebraram minha conta bancária, meu sigilo telefônico, sigilo da conversa da minha mulher com meus filhos, sinceramente não sei qual é o limite deles em invadir a minha vida. Estou ansioso pelo dia 3 porque é a oportunidade que eu tenho de responder.”

Moro

“Não pretendo dizer nada, pretendo ouvir quais as provas que ele tem contra mim. Eu sinceramente acho que o Moro cumpre um papel importante na história do país. A única coisa que condeno nisso tudo é utilizar a imprensa para condenar as pessoas previamente, sem antes ter as provas. Primeiro o cidadão é jogado no chão, é jogado no limbo, é destruído moralmente e politicamente e depois vai pro julgamento. Deveria ser o contrário: primeiro você prova que a pessoa fez coisa errada, prova que a pessoa pegou dinheiro, prova que a pessoa é corrupta, aí depois você julga, aí você condena. Esse pacto da Força-Tarefa da Lava-Jato com a imprensa é: primeiro você condena pela imprensa, quando o cidadão não tiver mais coragem de levantar a cabeça e sair de casa, aí você julga ele e condena. Acho que cometeram um equívoco em tentar me tratar dessa maneira. Então, vou me defender e com muita tranquilidade esperar para saber quais são as provas que eles têm das mentiras que foram contadas a meu respeito.”

Julgamento do TSE

“Acho que o PSDB tinha que pensar no que está fazendo com o Brasil. A Dilma foi eleita democraticamente, o Temer foi eleito junto com ela, a Justiça Eleitoral convalidou o resultado, a Dilma tomou posse. Agora, você tentar, nessas alturas do campeonato, cassar a Dilma, que já foi cassada? É, no mínimo, uma certa confusão política desnecessária. A desgraça que eles tinham que fazer contra a Dilma eles já fizeram, que foi inventar uma mentira da pedalada que foi fazer com que a Constituição fosse pisoteada para tirar uma presidente legitimamente eleita e colocar um presidente que não foi eleito pelo povo.”

Judiciário

“O Brasil precisa voltar a ter ordem. O poder executivo governar, o poder legislativo legislar. O poder judiciário, sobretudo a Suprema Corte, garantir a Constituição, colocar um pouco de ordem na casa. Eu vejo juiz dando declaração na televisão, fora dos autos do processo, eu vejo juiz todo dia emitindo opinião. Ora, as pessoas que querem emitir opinião sobre política deveriam deixar de ter um emprego vitalício e concorrer a um cargo, entrar num partido político. Vejo delegado dando palpite na política, promotor dando palpite na política. Essa gente que quer fazer política entre num partido e vá ser candidato.”

Ataque à Síria

“É preciso que se apure corretamente se a Síria usou armas químicas mesmo. Você está lembrado que a guerra do Iraque aconteceu porque os americanos afirmaram que Saddam Hussein tinha armas químicas? Invadiram o Iraque e mataram Saddam e até hoje não encontraram armas químicas. Esse presidente americano parece que é meio confuso, eu tenho visto as entrevistas dele, é preciso que o presidente de um país como os EUA tenha equilíbrio. O mundo está precisando de paz, está numa crise econômica desde 2008 que até hoje não conseguiu resolver, o desemprego ainda é grande no mundo inteiro, o comércio no mundo inteiro diminuiu, é preciso que os dirigentes políticos do mundo tivessem tranquilidade para reordenar a economia, fazer a economia voltar a crescer. Já foram investidos mais de 14 trilhões de dólares para tentar resolver a crise financeira de 2008 e até hoje não foi resolvida. Imagina se parte destes 14 trilhões tivesse sido investido para ajudar o desenvolvimento de países pobres, na África, na América latina, na Ásia, como o mundo estaria muito melhor? Foi irresponsabilidade do governo americano bombardear a Síria, o mundo não está precisando de bombardeios, está precisando de dirigentes que dialoguem, se tem algum problema que convoque reunião extraordinária da ONU para que o Conselho de Segurança decida o que vai acontecer na guerra na Síria. Sou contra qualquer ataque, violência gera violência. O mundo não está precisando de governantes arrogantes, está precisando de governos que pensem no futuro da juventude, num mundo melhor, sem guerras, ambientalmente mais qualificado. A paz vale alguns trilhões, a guerra não vale um tostão.”

 

 

 

Publicado em

Em Blog

0 Comente

Estudantes entregam abaixo-assinado com 270 mil nomes contra indicação de Moraes ao STF

Publicado em 20 de fevereiro de 2017
estudantesalexandre

(Foto: Roque de Sá/Agência Senado)

Estudantes da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco e representantes da sociedade civil entregaram hoje à Comissão de Constituição e Justiça do Senado um abaixo-assinado com mais de 270 mil assinaturas contrárias à indicação de Alexandre de Moraes para ocupar a vaga de Teori Zavascki no STF (Supremo Tribunal Federal). Moraes será sabatinado na terça-feira 21 pela comissão. Entre os participantes, estará o senador Aécio Neves, a quem o ministro da Justiça licenciado prestou assessoria jurídica no valor de 360 mil reais em 2014, quando o tucano foi derrotado por Dilma Rousseff à presidência da República.

“Redigimos há poucos dias uma carta dirigida ao Ministro em que expressamos que ele não se encontrava à altura do cargo de Ministro da Justiça. O mesmo vale de maneira ainda mais veemente ao posto de Ministro do Supremo Tribunal Federal. Moraes demonstrou ao longo de sua trajetória desrespeito a princípios fundantes da Carta Magna. São constantes declarações e posturas histriônicas e fortemente partidarizadas, o que definitivamente não lhe confere a ‘reputação ilibada’ exigida pelo cargo”, criticaram os estudantes no abaixo-assinado, que ainda está aberto a assinaturas.

Os estudantes também lembram no texto do abaixo-assinado que o próprio Moraes, em sua tese de doutoramento, apresentada na Faculdade de Direito da USP, em julho de 2000, sustentava que, na indicação ao cargo de ministro do Supremo, fossem vedados os que exercem cargos de confiança “durante o mandato do presidente da República em exercício”, para que se evitasse ‘demonstração de gratidão política’. “Por esse critério, ele próprio estaria impedido de ser indicado por Temer”, diz o texto.

O grupo de estudantes estava acompanhado por senadores da oposição e membros da CCJ, que apresentaram à comissão um requerimento para que as assinaturas anexadas ao processo da sabatina. As assinaturas dos internautas foram recolhidas pelo Instituto Brasileiro de Ciências Criminais e pela organização não-governamental Conectas Direitos Humanos. Segundo a presidente do Centro Acadêmico XI de Agosto da Faculdade de Direito da USP, Paula Masulk, Moraes não mostrou respeito aos direitos humanos quando ocupou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo no governo do tucano Geraldo Alckmin.

“Já vimos a postura dele em outros cargos, como a Secretaria de Segurança de São Paulo e o Ministério da Justiça, onde ele demonstrou desrespeito a direitos fundamentais. A PM de São Paulo é uma das mais truculentas e sob a direção dele era muito repressiva. Diante da crise do sistema carcerário vimos atitude displicente dele incompatíveis com o cargo”, disse Paula, que também questionou o “notório saber jurídico” de Alexandre de Moraes, requisito também exigido de um ministro do Supremo, lembrando as alegações de plágio em sua tese.

Na semana passada, outro grupo ligado a movimentos sociais já havia entregue à Comissão um manifesto sugerindo uma candidatura alternativa a de Moraes: a da professora de Direito da UnB, Beatriz Vargas.

alexandresenado

(Alexandre Moraes no Senado. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

Sabatina

A sabatina de Alexandre de Moraes na CCJ está marcada para começar às 10h. O líder do governo no Congresso, senador Romero Jucá (PMDB-RR), disse que a expectativa é que a sabatina seja “longa”. “Alguns setores do Senado tenderão a politizar o debate, é natural, faz parte. Alguém que quer ser ministro do Supremo tem que estar preparado para isso”, afirmou Jucá. “Vai ser fácil se ele for bem na sabatina. Vai depender dele. É um teste que ele tem que passar”, disse.

“Nós temos muitas preocupações com essa indicação, é uma indicação partidária. Não que não faça parte do processo político as indicações ao Supremo, mas a pessoa que foi indicada é militante de carteirinha do PSDB, já fez críticas ao PT, já se utilizou de seus cargos com intenção partidária”, declarou a senadora Gleisi Hoffman (PT-SC), líder do partido no Senado. Foi apenas no último dia 7 de fevereiro que Alexandre de Moraes se desfiliou ao PSDB. “Posso afirmar que, a partir de hoje, Alexandre de Moraes é um ex-tucano”, disse Aécio Neves, presidente nacional da sigla, ao comunicar a desfiliação.

Até ontem, já havia mais de 900 perguntas e comentários de cidadãos comuns para a sabatina de Moraes no site do Senado. Muitos dos questionamentos diziam respeito justamente à ligação do ministro de Temer com o PSDB: “Você acha saudável para a nossa democracia que políticos, como é o caso do senhor, integrem o STF?”; “Em um eventual processo contra membros do partido a que se filiou, qual seria o posicionamento de Vossa Excelência?”. Outros lembravam a sua tese de doutoramento: “Como justificar perante a sua consciência e perante à opinião pública que o senhor tenha aceitado essa indicação contrariando o que escreveu sobre a inconveniência de nomeações de pessoas que tenham prestado serviço a governos e/ou ligados a partidos políticos?”.

Alguns internautas questionavam ainda como Moraes poderá ser isento ao julgar as ações envolvendo seu atual chefe, Michel Temer, citado mais de 40 vezes na operação Lava-Jato.  “Gostaria que o senhor explicitasse como irá interpretar e julgar de maneira isenta e justa nos julgamentos relativos a Lava-Jato que supostamente implicam em denúncias ao governo que o senhor atualmente faz parte?”

(Com informações da Agência Brasil e da Agência Senado)

 

 

Publicado em

Em Blog

0 Comente

Doria, o poste (de pole dance)

Publicado em 13 de janeiro de 2017

doriaposte

(Ilustra do Cris Vector)

Quando começaram a surgir as primeiras notícias de que seria candidata a presidente da República, Dilma Rousseff foi logo apelidada “poste”. Por nunca haver disputado cargo eletivo, Dilma era um “poste” de Lula. As palavras “marionete” e “fantoche” também foram utilizadas. Mesmo que, antes de se candidatar, ela estivesse como ministra da Casa Civil da presidência da República, tendo sido antes ministra das Minas e Energia e ocupado vários cargos públicos a partir dos anos 1980.

Em Dilma, o fato de ser uma “não-política” foi apontado pela velha mídia como um defeito, não uma qualidade. Torceram o nariz para a “neófita”, a técnica que queria ser presidente. Eleita, dizia-se que quem governava de fato era seu “criador”. À parte a questão da misoginia, determinante em relação a Dilma, algo parecido aconteceu com Fernando Haddad em São Paulo. Embora tenha sido ministro da Educação, Haddad foi chamado de “poste” de Lula. Um “não-político” de esquerda? Inaceitável, vamos bater nele até derrotá-lo.

Antes de ser lançado por seu padrinho político Geraldo Alckmin à prefeitura de São Paulo, os únicos cargos de destaque que João Doria Jr. ocupou foram os de lobista do mundo empresarial, líder do movimento “Cansei” e administrador de uma empresa imaginária num reality show. Mas Doria se autodenominou “gestor”, um não-político, para ganhar a eleição. E colou. A boa vontade da mídia com o tucanato é tanta que ninguém o chamou de “poste”.

No entanto, não foram precisos nem dez dias à frente da prefeitura da maior metrópole brasileira para o país inteiro perceber que João Doria é o mais legítimo poste eleito para cargo público nos últimos anos, desde que Celso Pitta foi ungido prefeito por Paulo Maluf em 1996. Doria é um poste de “pole dance”, se exibindo fantasiado diante das câmeras de TV. O poste espetaculoso de Alckmin já se vestiu de gari e pedreiro. Virou meme: qual o próximo integrante do Village People que Doria irá encarnar?

Como suspeitávamos, João Doria Jr., o “ges-tor”, possui, ao contrário, todos os defeitos dos “políticos profissionais” que tanto criticou em campanha. É demagogo ao extremo. E populista no pior sentido da palavra, capaz de se fingir de pobre para agradar aos pobres, emulando seu antecessor Janio Quadros, que polvilhava farinha nos ombros para que as pessoas pensassem ter caspa. Não por acaso a marca registrada de Janio, como se tornou a de Doria, é uma vassoura.

É que o populismo, quando é de direita, é bem-vindo. Na esquerda, o discurso contra a desigualdade, por mais justiça social, é criticado como “populismo”. Que populismo bom é esse que tira cidadãos da miséria? Imaginem se Dilma se fantasiasse de faxineira ao iniciar o governo. Ou Haddad, de servente… Demagogo, populista, marqueteiro de si mesmo e obviamente despreparado para o cargo, para Doria ser igualzinho aos piores políticos só falta ser corrupto.

Pode-se dizer o que for de Dilma e Haddad, mas ambos fizeram administrações absolutamente republicanas, sem culto à personalidade e muito menos demagogia. Como técnicos sérios que são, se limitaram a fazer o que acreditavam frente aos cargos que ocuparam –sob o alto preço de receber uma chuva de críticas de todos os lados. Doria começou o mandato mostrando que não é nada além de um poste. Um poste vestindo Ralph Lauren não deixa de ser um poste.

 

Publicado em

Em Blog

0 Comente