Ator de direita Alexandre Frota expõe e ataca professora nas redes sociais

Publicado em 17 de março de 2017
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(As postagens de Frota contra a professora no Face e no twitter, e a ameaça do seguidor fake que recebe o apoio do ator)

A professora e ativista de esquerda baiana Dane Andrade colocou em seu perfil no Facebook, em 8 de março, Dia da Mulher, uma foto sua segurando um cartaz onde dizia que quem chamava a ex-presidenta Dilma Rousseff de “vagabunda” não era digno de comemorar a data. No dia seguinte, para seu espanto, o ator e expoente intelectual da direita brasileira, Alexandre Frota, postou a foto da moça no Face e no Twitter, zombando de sua aparência e xingando Dilma de “VAG…”, sem coragem de completar a palavra para não levar processo.

Foi o suficiente para Dane começar a ser atacada nas redes com xingamentos e agressões. Em um dos comentários, um seguidor de Frota, escondido detrás de pseudônimo, ameaça “queimar viva” a professora, ao que o ator responde: “Isso mesmo”. Depois que os prints da conversa foram divulgados nas redes sociais, o ator apagou a postagem onde estimulava a violência contra a ativista.

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Após Alexandre Frota, cuja página possui mais de 300 mil seguidores, expor Dane à sanha reacionária, a professora passou a receber toda sorte de insultos machistas nas redes, tanto no Facebook quanto no twitter.

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“Saio na rua e as pessoas me reconhecem… As coleguinhas de minha filha mostraram em um tablet a minha foto para ela, que também ficou sabendo do caso e do que o ator falou de mim. Meus alunos também já sabem”, diz Dane, que decidiu processar o ator. “Para minha sorte, recebi o apoio gratuito de um dos advogados que tentou barrar o impeachment no Congresso.”

Felizmente, houve muita solidariedade. Esta semana, a professora publicou um vídeo no Facebook em resposta a Alexandre Frota, onde dá uma lição ao ator de direita. “Todo ser humano tem o direito, inclusive isso está na Constituição, tem a liberdade de se expressar. E nós temos a obrigação de respeitar o outro, independente de cor, de raça, de religião, de que parte do país você seja. O ser humano tem que ser respeitado”. É muito bom, assistam.

A propósito: ontem a imprensa noticiou que Alexandre Frota foi demitido pelo SBT e agora é mais um na fila das subcelebridades de direita no olho da rua.

 

 

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Reaças católicos fazem abaixo-assinado para impedir Haddad de ser conselheiro da PUC-SP

Publicado em 8 de março de 2017
Brasília- DF 27-10-2016   Fernando Haddad (PT/SP) Prefeito de São Paulo durante entrevista no Palácio do PlanaltoFoto Lula Marques/ AGPT

(Foto Lula Marques/ AGPT)

Convidado para ser conselheiro da PUC-SP, o ex-prefeito Fernando Haddad está sendo alvo de um movimento liderado por conservadores católicos para impedir que tome posse no cargo. Em fevereiro, o arcebispo metropolitano, dom Odilo Scherer, convidou Haddad para integrar o conselho universitário por um mandato de dois anos, como “representante da sociedade civil”. O ex-prefeito de São Paulo é formado em Direito, mestre em Economia, doutor em Filosofia e ensina Ciência Política na USP.

Em sua página no facebook, Haddad informou que aceitou o convite e agradeceu a confiança de dom Odilo. “Com muita honra passo a integrar o Conselho Universitário desta prestigiosa instituição na condição de representante da sociedade civil. Nomeado pelo nosso Cardeal Dom Odilo Scherer, a quem agradeço a confiança, coloco-me à disposição da comunidade de professores, estudantes e funcionários e da nossa reitora Maria Amalia. É sempre bom estar junto a vocês”, escreveu o ex-prefeito.

O convite deixou a direita paulistana em polvorosa. Agora, veio a público um abaixo-assinado organizado por um tal Movimento Legislação e Vida, ligado à direita da Igreja Católica, pedindo a revogação da nomeação. A justificativa é hilária: “É incompatível que Fernando Haddad faça parte do corpo docente da PUC-SP, uma vez que (como expoente do lulopetismo) defende princípios e valores contrários à sã doutrina católica. Nesse sentido, como católicos apostólicos romanos, exigimos o seu imediato afastamento da PUC-SP”.

Até agora a petição conseguiu obter 83 assinaturas.

 

 

 

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6 razões pelas quais reaças jamais gostarão de Moonlight, o vencedor do Oscar

Publicado em 6 de março de 2017

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1. Reaças não possuem empatia suficiente para se sentir tocados pela história de um menino negro, pobre, filho de mãe solteira e viciada em crack. Eles devem olhar para a tela pensando assim: “Ah, esse menino não se esforçou!” ou “Ah, a mãe dele não se esforçou!”. Ou ainda: “Afe, este filme sobre negro gay maconheiro que sofre bullying só podia ter sido feito por algum esquerdista de Hollywood para ganhar o Oscar. Quanto mimimi”.

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2. Os protagonistas de Moonlight não são gente “bem sucedida” e sim membros daquela parcela invisível da sociedade: gente pobre, de pele preta, que mora na periferia, que circula perto das bocas de tráfico, que enfrenta as maiores dificuldades no dia a dia e ainda tem de rezar para não ser morto pela polícia antes dos 25 anos. Aquele tipo de gente que os reaças fingem que não existe ou atravessam a rua para não cruzar com elas, achando que vão ser assaltados. Como é que eles iriam gostar de pagar para ver essas pessoas no cinema se, na vida real, eles preferem levantar o vidro do carro para não enxergá-las? “Hum, coitadismo.”

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3. É um filme que olha o tráfico e o vício em drogas com compaixão, mas sem moralismo. O menino Little é “salvo” por um traficante gente fina, mas que vende drogas para a mãe dele. Como pode existir um traficante gente fina? Como é possível se afeiçoar a alguém que vende drogas para sua mãe? Como uma mãe pode ser viciada em drogas? Esta complexidade faz bugar a cabeça de qualquer reaça. Eles são incapazes de se perguntar (e muito menos compreender) quais as circunstâncias que levaram uma pessoa a se tornar traficante ou viciada. “Com certeza, sem-vergonhice”.

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4. O filme critica o bullying sofrido na escola por crianças mais sensíveis e adolescentes homossexuais ou que são apontados como homossexuais. Este deve ter sido o momento engraçado do filme para os reaças, eles devem ter gargalhado ao ver o franzino adolescente Chiron apanhando dos valentões da escola. Reaças são os reis do bullying, sobretudo virtual. Imaginem o que não faziam no colégio. “Não sabe brincar, não desce pro play.”

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5. Tem beijo gay em Moonlight, enorme, escancarado na tela grande. E ainda por cima masturbação. Reaças não suportam beijo gay. Eles têm problemas em aceitar a sexualidade alheia, talvez por não terem conseguido resolver a sua. Demonstrações de amor homossexual lhes causam repulsa e um desejo irrefreável de reprimir, perseguir, prender, boicotar. Punheta, então, vixe… Acho que a maioria deles deve ter saído da sala espumando neste momento. “Não tenho nada contra gays, até tenho amigos homossexuais, mas beijo gay é nojento.”

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6. Aparecem muitos torsos e abdômens trabalhados de homens negros. Sarados, sexy, lindos de morrer. Isso deve incomodar muito os reaças, tanto por racismo quanto por inveja. Ou algum desejo oculto, quem sabe? Ai, que loucura.

 

 

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Em Cine Morena

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