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Teori critica “espetacularização” do Ministério Público em denúncia contra Lula

O ministro Teori Zavascki criticou hoje, durante sessão da Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), a “espetacularização” promovida pelos procuradores da Força Tarefa da operação Lava-Jato ao denunciar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O show dado pelo Ministério Público, que teve até apresentação de slides e powerpoint, sob os holofotes da mídia, […]

Cynara Menezes
04 de outubro de 2016, 21h09

deltan

O ministro Teori Zavascki criticou hoje, durante sessão da Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), a “espetacularização” promovida pelos procuradores da Força Tarefa da operação Lava-Jato ao denunciar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O show dado pelo Ministério Público, que teve até apresentação de slides e powerpoint, sob os holofotes da mídia, pareceu ao ministro ser incompatível com a seriedade de uma investigação.

“Houve esse descompasso. Essa espetacularização do episódio não é compatível nem com aquilo que foi objeto da denúncia nem parece compatível com a seriedade que se exige na apuração desses fatos”, disse Teori, que é relator da Lava-Jato.

A apresentação da denúncia contra Lula aconteceu num hotel de luxo em Curitiba no dia 14 de setembro, especialmente alugado para a entrevista coletiva dos procuradores, munidos de microfones como apresentadores de palestras motivacionais. Apesar de toda a pompa, os procuradores foram incapazes de apresentar uma só prova contra o ex-presidente. “Não temos aqui provas cabais de que Lula é efetivo proprietário no papel do apartamento”, afirmou na coletiva o procurador Roberson Henrique Pozzobon.

Em sua crítica, o ministro Teori também mostrou ter dúvidas sobre a acusação. “Nós todos tivemos a oportunidade de verificar um espetáculo midiático com forte divulgação que se fez lá em Curitiba, não com a participação do juiz, mas do Ministério Público Federal e da Polícia Federal. Se deu notícia sobre organização criminosa colocando o presidente Lula como o líder dessa organização criminosa dando a impressão, sim, de que se estaria investigando essa organização criminosa. Mas aquilo que foi objeto do oferecimento da denúncia, efetivamente, não foi nada disso”, disse Teori Zavascki, que negou o pedido da defesa de Lula para que as investigações saíssem das mãos do juiz Sergio Moro e fossem para o Supremo.

Foi a primeira vez que um ministro do STF criticou com palavras tão duras e diretas a forma como os procuradores do MP e a Polícia Federal estão conduzindo a Lava-Jato. Em março, o ministro Marco Aurélio Mello já havia condenado a condução coercitiva de Lula para depor. Irá o puxão de orelhas público dado por Teori conter a sanha antipetista da operação? A conferir.

 

 

 


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