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Toffoli diz que duvidar da urna eletrônica é o mesmo que acreditar no Saci Pererê

"Geralmente os que perdem a eleição reclamam", disse o ministro, respondendo a críticas do candidato de extrema-direita Bolsonaro

Foto: José Cruz/Agência Brasil
Da Redação
17 de setembro de 2018, 23h50

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, rebateu as acusações sem provas do candidato de extrema-direita, Jair Bolsonaro, talvez já prevendo uma derrota na eleição, de que haveria “fraude” nas urnas eletrônicas. O ministro, que foi presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) entre 2014 e 2016, afirmou que “a urna é 100% confiável” e que Bolsonaro foi eleito e reeleito várias vezes através delas.

“A respeito disso, eu digo apenas que ele sempre foi eleito usando a urna eletrônica”, disse Toffoli sobre as suspeitas levantadas pelo candidato. “Os sistemas são abertos a auditagem para todos os partidos políticos seis meses antes da eleição, para todos os candidatos e para a Ordem dos Advogados do Brasil”, destacou o presidente do STF.

Toffoli ressaltou  que as reclamações sobre as urnas sempre partem dos candidatos derrotados na eleição, como aconteceu em 2014 com o tucano Aécio Neves, que, irresponsavelmente, não aceitou o resultado das urnas e a vitória de Dilma Rousseff, do PT. O PSDB chegou a realizar uma auditoria que não deu em nada, só fragilizou as instituições democráticas do país.

“Ele sempre foi eleito usando a urna eletrônica”, disse o ministro, que destacou a presença de observadores da OEA no pleito deste ano. “Tem gente que acredita em Saci Pererê”

“Geralmente os que perdem a eleição reclamam. Eles gastaram mais de 4 milhões de reais e chegaram à conclusão de que não houve fraude. A verdade é que o senador Aécio Neves perdeu porque não teve votos em Minas Gerais. Por que as urnas estariam dando votos pra ele em São Paulo, e não em Minas Gerais, se o sistema era o mesmo? Não tem absolutamente sentido”, comentou Toffoli. “Tem gente que acredita em Saci Pererê”, disse o ministro sobre as suspeitas.

O presidente do Supremo lembrou ainda que pela primeira vez as eleições no Brasil serão acompanhadas por observadores da OEA (Organização dos Estados Americanos). “Me orgulho disso porque quando estive à frente do TSE estabeleci uma série de intercâmbios. Isso é importante para acabar com determinadas lendas”, afirmou.

“Muito se fala da possibilidade de hackers invadirem as urnas no dia da votação, mas a urna eletrônica não é vulnerável a ataques externos. Esse equipamento funciona de forma isolada, ou seja, não dispõe de qualquer mecanismo que possibilite sua conexão a redes de computadores, como a internet”, diz o site do TSE, que garante que as urnas são “o que há de mais moderno em termos de segurança da informação”.

Com informações da Agência Brasil


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Celso Orrico Filho em 18/09/2018 - 12h00 comentou:

Cynara, continuo sem ter acesso aos comentários na sua página do facebook..não tem como eu me adicionar nela para poder comentar?
Abraços
Celso

Responder

    Cynara Menezes em 18/09/2018 - 16h16 comentou:

    em qual página você quer comentar? na minha pessoal? ou na do site? a pessoal é fechada mesmo

Julio em 18/09/2018 - 14h21 comentou:

A urna eletrônica, é sim vulnerável, e pode ter votos manipulados. Não estou nem entrando em mérito deste ou daquele candidato, ou se alguma eleição foi ou será de fato manipulada, apenas de um fato.

Um dos pontos dessa vulnerabilidade, é que o Software possa ter sido manipulado antes mesmo da sua chegada ao local de votação. Não digo que a urna já chegue com os votos, para isso, temos a zeresima que nos mostra que a base de dados de votos está zerada, mas.. nada impede de ao votarmos em um candidato, internamente o software armazene outro valor na base. Imagine, você vota no Haddad pressionando 13, vê a foto dele, e acredita fielmente que o voto foi computado corretamente, mas na realidade, seu voto foi para o Cabo Daciolo. Você e nem ninguém saberá que isso ocorreu, por esse motivo, seria extremamente crucial, que os votos também fossem impressos, não para ficar com você, mas que ficassem em uma caixa selada junto com a urna, para que pudessem ser realizadas auditorias reais caso fosse necessário.

Alegar que a urna é oque há de mais seguro, é uma piada, se até mesmo os servidores da NASA podem ser invadidos, quem dirá que a urna não possa? Ou mesmo, que os votos não sejam alterados no processo de envio dos dados para o TSE? Veja bem, a urna pode estar offline, mas, e a transferência dos dados? Se a urna é inquestionavel, alguem pode alterar os dados no meio do caminho, que ninguem vai questionar nada..

Viu? Apenas aqui, demonstrei duas possibilidades que podem ocorrer. Mais uma vez, não quero dizer que eleições foram ou serão manipuladas, gostaria de acreditar que não, mas é de fato uma possibilidade.

Responder

    Cynara Menezes em 18/09/2018 - 16h15 comentou:

    terraplanismo eleitoral

Celso Orrico Filho em 18/09/2018 - 19h03 comentou:

Se possível gostaria de comentar na página da Socialista Morena não a de Cynara Menezes..

Responder

    Cynara Menezes em 19/09/2018 - 18h04 comentou:

    como é seu perfil lá? é possível que esteja bloqueado por engano. me envie por email o link: [email protected]

James Gomes Lima em 20/09/2018 - 10h51 comentou:

Da mesma maneira, os votos impressos são questionáveis. Se tudo é questionável (e é, de fato) então a própria esfericidade da Terra é duvidável. Bem dito: terraplanismo eleitoral.

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