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Voto decisivo no HC de Lula, Rosa Weber receberá medalha do Superior Tribunal Militar

Como diria Romero Jucá, "com o Supremo, com tudo"

Foto: Nelson Junior/SCO/STF
Da Redação
04 de abril de 2018, 12h43

Provável voto de desempate no julgamento hoje do pedido de habeas corpus feito ao STF (Supremo Tribunal Federal) pelo ex-presidente Lula, a ministra Rosa Weber receberá no próximo dia 10 de abril a Ordem do Mérito Judiciário do Superior Tribunal Militar. A cerimônia acontecerá no Clube do Exército, em Brasília. No primeiro julgamento sobre o assunto, em 2016, Rosa votou contra a prisão em segunda instância. A dúvida é se manterá o voto ou não.

Atualmente preso, o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, recebeu a medalha do Mérito Judiciário Militar em 2015, ano em que aceitaria a denúncia contra Dilma

Além de Rosa, também serão agraciados outros dois ministros do STF, Alexandre de Moraes e José Antonio Dias Tóffoli, além da procuradora-geral da República, Raquel Dodge. A ordem foi criada pelo STM em 1957 para premiar pessoas e instituições, públicas ou privadas, nacionais ou estrangeiras “que tenham prestado relevantes serviços à Justiça Militar da União”. Gilmar Mendes já foi distinguido com a honraria quatro vezes. A própria Rosa Weber já havia sido condecorada em 2012.

Atualmente preso, o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, recebeu a medalha do Mérito Judiciário Militar em 2015, ano em que aceitaria a denúncia contra Dilma. Na época, não pôde comparecer à cerimônia oficial e foi condecorado um mês depois, no gabinete da presidência do STM, em ato recheado de homens fardados.

Cunha recebe a condecoração em seu próprio gabinete, em 2015. Foto: divulgação/STM

Tóffoli já confirmou presença, assim como o general-de-Exército Walter Braga Neto, interventor militar no Rio de Janeiro, e o ministro da Justiça de Temer, Torquato Jardim. A lista de indicados deste ano também inclui o presidente do Senado, Eunício Oliveira, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, e o presidente do Tribunal de Contas da União, Raimundo Carreiro, além de parlamentares, membros do Judiciário, Ministério Público e Executivo e integrantes da sociedade civil. A organização não-governamental Médicos sem Fronteiras está entre as instituições agraciadas.

Romero Jucá, aquele do “com o Supremo, com tudo”, foi condecorado em 2003.

Com informações da assessoria do STM

 


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Sergio Souza em 04/04/2018 - 14h07 comentou:

Aqui é o nosso país! Meu Deus!!!!

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