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Youtube vai tirar do ar vídeos que propagam mentiras contra Marielle

A ação pede ainda que o Google forneça os IPs dos computadores que postaram os vídeos para posterior identificação dos autores pela polícia

Homenagem à vereadora colada sobre placa de rua no Rio. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Da Agência Brasil
24 de março de 2018, 13h38

Por Akemi Nitahara

Após a decisão judicial que exigiu a retirada do ar de 16 vídeos que propagam mentiras sobre a vereadora Marielle Franco (PSOL), assassinada no dia 14, no Rio de Janeiro, o YouTube informou que cumprirá a ordem no prazo previsto. Além disso, a ação pede que o Google forneça os IPs dos computadores que postaram os vídeos, para posterior identificação pela polícia de quem são essas pessoas que estão cometendo esse crime de calúnia e difamação.

Segundo o Google, responsável pela plataforma de vídeos na internet, a decisão judicial foi acertada ao entender que é “imprescindível a análise de cada um dos conteúdos apresentados para verificar se neles há, de fato, algum ataque à honra ou à intimidade da falecida Marielle e que, por isso, devem ser provisoriamente eliminados da plataforma Youtube. Isto porque não é possível extirpar de toda rede mundial de computadores opiniões de seus usuários sobre os fatos, que não apresentem agressão direta à honra, intimidade e memória da pessoa envolvida”, informou o Google citando trecho da decisao da juíza Márcia Holanda.

A gente ainda teve a vitória de, a partir de agora, os novos vídeos que forem surgindo, notificar diretamente o provedor, no caso o Youtube. Ele vai ter um tempo mínimo para retirar e, caso não retire, vai ser multado

A empresa de tecnologia lembra que, com base no Marco Civil da Internet, o juízo examinou cada um dos vídeos indicados e concluiu pela ilegalidade de parte deles, determinando sua remoção. “Os vídeos foram devidamente identificados por meio de URLs específicas e serão removidos no prazo designado pela decisão. O Google respeita a autoridade do Poder Judiciário, a quem compete avaliar a licitude de publicações. A decisão confirma a necessidade da atuação judicial para o balanceamento de direitos, como determina o Marco Civil”.

A advogada Samara de Castro, que assina a petição junto com Evelyn Melo e Juliana Durães, considera que a decisão foi uma vitória. “Além de retirar vídeos, que são muito ofensivos à honra e à memória da Marielle, e que têm perturbado muito a tranquilidade da família, a gente ainda teve a vitória de, a partir de agora, os novos vídeos que forem surgindo, notificar diretamente o provedor, no caso o Youtube. Ele vai ter um tempo mínimo para retirar e, caso não retire, vai ser multado. Então a gente avalia que essa foi uma vitória, inclusive uma conquista inédita a cerca do debate de fake news”.

Para ela, o julgamento do caso deve servir de jurisprudência para que se consolide o entendimento de que “é responsabilidade também dos provedores a disseminação dessas notícias falsas e que eles têm a obrigação de não deixar que elas se propaguem”.

 

 

 


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FrancoAtirador em 25/03/2018 - 12h57 comentou:

‘ notificar diretamente o provedor’ dá margem
a que Robôs da Extrema-Direita BolsoNazi
Bombardeie os sites de Esquerda,
inclusive o seu.

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João Junior em 26/03/2018 - 09h07 comentou:

O que seria do nazismo sem Goebbels? É importante salientar que nazismo e fascismo não existiriam sem a mídia e sem uma estética. Se o fascismo avança no Brasil é por obra e graça da mídia tradicional e das notícias falsas que circulam na internet. O fascismo sem a mídia não alcança tamanha população. A Constituição Federal de 1988 não cria censura, mas coloca limite na liberdade de expressão e, evidentemente, o fascismo extrapola qualquer limite de civilidade. Lula deve-se manter firme na caravana, como Marielle Franco manteve-se firme na luta contra a opressão aos mais pobres.

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