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Complexo de vira-latas: saiba mais sobre a concepção que norteia Serra no Itamaraty

“Isso não era para a gente, é briga de gente grande”, disse o “novo” ministro das Relações Exteriores do governo ilegítimo, José Serra, sobre a ambição do Brasil de fazer parte do Conselho de Segurança da ONU, em entrevista à jornalista a GloboNews Miriam Leitão. É uma frase que escancara qual a concepção colonialista que […]

Cynara Menezes
20 de maio de 2016, 12h58

coxinhacomplexo

“Isso não era para a gente, é briga de gente grande”, disse o “novo” ministro das Relações Exteriores do governo ilegítimo, José Serra, sobre a ambição do Brasil de fazer parte do Conselho de Segurança da ONU, em entrevista à jornalista a GloboNews Miriam Leitão. É uma frase que escancara qual a concepção colonialista que norteará Serra à frente do Itamaraty: o famoso “complexo de vira-latas” cunhado por Nelson Rodrigues, o escritor que a direita brasileira adora citar sem ler.

O “novo” ministro já estuda o fechamento das embaixadas na África e no Caribe, tão caras à política externa dos anos Lula e Dilma, para se voltar apenas para o “primeiro mundo”–como sabujos, claro. Seguindo à risca a máxima de “falar grosso com a Bolívia e fino com os Estados Unidos”, logo que tomou posse Serra fez questão de atacar nossos vizinhos por defender o governo da presidenta eleita Dilma Rousseff –ignorando que a OEA (Organização dos Estados Americanos), fez o mesmo, na figura do seu secretário-geral Luis Almagro. “Preocupa o processo contra Dilma, porque ela não é acusada de nada”, disse Almagro.

Não se deve esperar nada menos do que subserviência aos EUA de um ministro que foi flagrado conversando sobre riquezas nacionais (no caso, o pré-sal) com representantes de uma empresa norte-americana de petróleo, a Chevron. “Deixa esses caras (do PT) fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava. E nós mudaremos de volta”, disse Serra a Patricia Pradal, diretora da Chevron, segundo o Wikileaks.

Segundo um estudo do IPEA de 2011, o governo Lula rompeu com a submissão do Brasil aos interesses norte-americanos, explicitada no governo FHC com o ministro das Relações Exteriores, Celso Lafer, tirando os sapatos para entrar nos EUA, em 2002. Adeus, soberania: vão voltar os tempos em que o presidente brasileiro parecia um cãozinho com a língua de fora diante do império.

fhcclinton

Para saber mais sobre o complexo de vira-latas e o que nos aguarda na política exterior, assista o documentário dirigido por Leandro Caproni.

 


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