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Esquerda X direita e a prioridade ao coletivo

(Foto: Jornalistas Livres) Em resumo, ser de esquerda é um modo de ver o mundo onde se luta por mais justiça social e igualdade e se preocupa menos com a ideia de “vencer” na vida automaticamente associada a dinheiro. Em resumo, ser de direita é um modo de ver o mundo onde se almeja o […]

Cynara Menezes
07 de janeiro de 2016, 14h42

maos

(Foto: Jornalistas Livres)

Em resumo, ser de esquerda é um modo de ver o mundo onde se luta por mais justiça social e igualdade e se preocupa menos com a ideia de “vencer” na vida automaticamente associada a dinheiro.

Em resumo, ser de direita é um modo de ver o mundo onde se almeja o progresso pessoal e de seus familiares, que se reflete geralmente na aquisição de bens e uma vida confortável.

Não existe, na essência, nada de “condenável” em nenhuma das duas posturas. Ter progresso pessoal da forma como vêem as pessoas de direita nem sempre é sinônimo de explorar o próximo ou de desejar que o outro se ferre para que se consiga ascender. Perseguir o bem-estar de todos, não só de alguns, premissa máxima da esquerda, tampouco é querer que todos sejam igualmente pobres, e sim o contrário: que todos tenham as condições necessárias para progredir.

Acima de ser de direita ou de esquerda, em minha opinião, está dar ou não dar prioridade ao coletivo em detrimento do individual. O desafio é maior, porém, para os direitistas, porque o capitalismo é individualista por natureza. A sociedade de consumo conspira contra o desejo de qualquer um de pensar coletivamente. Mas não considero incompatível ser de direita e priorizar o coletivo. Acho inclusive desejável. O melhor para todos também é o melhor para mim, o que não deixa de ser uma espécie de bom individualismo…

O problema da direita começa quando ela prioriza a coletividade apenas para dominá-la ou para lhe incutir medo, insegurança, intolerância, ódio, xenofobia. Ou seja, quando vira extrema-direita. E a extrema-direita, na verdade, é a que mais cresce no mundo hoje –aliada, muitas vezes, ao fundamentalismo religioso, e sob a complacência da direita mais liberal de quem falo.

Armar a sociedade, incentivar a xenofobia e o ódio, promover o consumismo e o transporte individual de forma irresponsável para com o planeta, tudo isso me parece inconciliável com priorizar a coletividade. É todo o oposto. Mas quem prioriza o coletivo pode estar muitas vezes lado a lado, independentemente da ideologia que abrace.

 


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(1) comentário Escrever comentário

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John em 27/06/2018 - 15h00 comentou:

Eu não concordo com essa definição de direita, na verdade a ideologia básica deles é que a desigualdade é algo normal, natural, o mundo sempre foi assim e continuará sendo, nesse diapasão é natural que ajam ricos e pobres, servos e amos por outro lado á esquerda não acredita que as desigualdades sejam algo natural, nem irreparável, não acredita que é natural á existência de servos e amos, de ricos e pobres, defende que isso é uma construção, nessas observações podemos identificar que o objetivo da direita é manter seu status, validar suas riquezas, dar legitimidade á expropriação dos mais fracos, ela pode se cobrir com algumas mentiras retóricas sobre liberdade ( geralmente associada á proteção da propriedade privada) mas no seu interior sua ideologia se baseia exclusivamente em manter as coisas como estão, em manter seus privilégios.

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