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Meus heróis morreram de Aids

Em uma de suas canções mais conhecidas, Ideologia (1988), o cantor Cazuza dizia que seus heróis tinham morrido de overdose. Referia-se a ídolos como Jimi Hendrix, Janis Joplin ou Jim Morrison, todos mortos precocemente pelo uso excessivo de drogas. “Meus heróis morreram de overdose” é uma frase muito forte e verdadeira, mas não para mim. […]

Cynara Menezes
01 de dezembro de 2013, 11h35

O poeta e cantor Cazuza (1958-1990). Foto: Flavio Colker

Em uma de suas canções mais conhecidas, Ideologia (1988), o cantor Cazuza dizia que seus heróis tinham morrido de overdose. Referia-se a ídolos como Jimi Hendrix, Janis Joplin ou Jim Morrison, todos mortos precocemente pelo uso excessivo de drogas. “Meus heróis morreram de overdose” é uma frase muito forte e verdadeira, mas não para mim. Muitos dos meus “heróis”, pessoas que admirei na vida, que foram modelos de rebeldia, coragem e inteligência, não morreram de overdose. Morreram de Aids. E Cazuza foi um deles.

A Aids entrou na minha vida aos 17 anos, no primeiro ano da faculdade de jornalismo. Era uma época livre, aquela, na Salvador dos anos 1980. Meninos e meninas provavam beijar-se, muitos garotos experimentavam pintar os olhos, a boca. Era proibido proibir. De repente veio a Aids e parou tudo. O Brasil e o mundo retrocederam cem anos em termos sexuais e morais, porque a Aids não era como o câncer, era uma doença que trazia consigo o preconceito; quando surgiu, era anunciada pelos conservadores como um verdadeiro castigo que os céus haviam mandado aos “pecadores”.

Sempre tive muitos amigos homossexuais. Posso dizer, inclusive, que as pessoas que exerceram maior influência intelectual e artística sobre mim são gays. Eu os adoro. E logo a Aids contaminaria um destes amigos queridos, pintor, que morreu, infelizmente, um ou dois anos antes de surgir o coquetel de remédios que mantém o vírus sob controle. Havia tanto desconhecimento sobre a doença neste primeiro momento, que as pessoas tinham medo até de compartilhar talheres e pratos com os infectados. Imaginem que crueldade.

Com o tempo, se foi vendo e informando as pessoas que a Aids não se contagia no vento, tampouco pelo beijo ou pelo abraço, mas sim por relações sexuais sem proteção; pela transfusão de sangue contaminado; pelo compartilhamento de seringas e agulhas; e durante a gravidez e a amamentação (o que já é possível reverter). Nada a ver, portanto, com “pecado”, isso é ignorância pura.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a Aids ainda é um dos problemas de saúde mais graves em todo o mundo, sobretudo nos países mais pobres. Existem hoje cerca de 35,3 milhões de pessoas infectadas com o vírus –3,34 milhões delas, crianças. O HIV continua a ser o agente infeccioso mais mortífero do planeta: desde que a doença apareceu, calcula-se que 36 milhões de pessoas tenham morrido em decorrência da Aids. No ano passado foram 1,6 milhão.

Neste 1º de dezembro, Dia Mundial de Combate à Aids, quero homenagear todas as vítimas desta doença nas figuras destas pessoas especiais. Alguns dos que aparecem aqui não são homossexuais e foram contaminados de outras formas que não a sexual. O cartunista Henfil e seu irmão Betinho, por exemplo, eram hemofílicos e contraíram o HIV em transfusões. Mas isso não importa. O que importa é que todos eles eram seres humanos incríveis, gênios que foram levados desta vida, a maioria absurdamente cedo, por uma doença brutal. Saúdo todos eles e digo que sinto saudades.

P.S.: Não deixe que a Aids atrapalhe sua liberdade sexual: use camisinha.

(Clicando nos nomes dos meus heróis, você pode ler entrevistas e reportagens que selecionei sobre cada um deles, em texto e em vídeo.)

O filósofo francês Michel Foucault (1926-1984), autor da “História da Sexualidade”. Foto: Bruce Jackson

O cantor e compositor Renato Russo (1960-1996)

O cartunista Henfil (1944-1988), que lutou pela volta da democracia no Brasil. Foto: Aguinaldo Ramos/JB

O sociólogo Betinho (1935-1997), que denunciou a fome em nosso país, era irmão de Henfil. Foto: Dadá Cardoso/Ibase

O músico, escritor e ativista norte-americano Gil Scott-Heron (1949-2011), autor da inspiradora frase: “A revolução não será televisionada”

A linda atriz Sandra Bréa (1952-2000), ídola de infância de muitas meninas no Brasil nos anos 1970

O artista plástico e ativista norte-americano Keith Haring (1958-1990). Foto: Tseng Kwong Chi

(Um link bacana sobre Keith Haring aqui)

O escritor de ficção científica russo radicado nos EUA Isaac Asimov, autor de “Eu, Robô”. Pintura de Rowena Morrill

O músico e ativista nigeriano Fela Kuti (1938-1997)

O cantor Freddie Mercury (1946-1991). Foto: Steve Wood


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(57) comentários Escrever comentário

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Marcelo H. Cardoso em 01/12/2013 - 15h37 comentou:

Nossa sou muito fã do Assimov, não sabia desde fato. Toda série da Fundação é ótima, se engana quem acha que são apenas três livros, são 7 no total, mas isso não tem nada haver com o assunto..rs.

Responder

    Estela Casagrande em 03/12/2013 - 15h01 comentou:

    Tb adoro Asimov e não sabia disso…mas pensei que fossem muitos mais livros, li somente alguns…

Nelson Barbosa em 01/12/2013 - 17h11 comentou:

Puxa, faltou o Caio Fernando Abreu, o escritor da geração do Cazuza.

Responder

    pazkual em 10/05/2014 - 05h01 comentou:

    Pensei exatamente o mesmo!

Lucas em 01/12/2013 - 17h20 comentou:

Eu não tenho heróis. Tirando o Henfil e o Betinho os outros faltam muito pra serem heróis.

Responder

    Osmilda em 01/12/2013 - 20h59 comentou:

    Faltou também o grande violonista Francisco Mário, irmão de Henfil e Betinho. Todos três hemofílicos.

    ailton em 01/12/2013 - 22h41 comentou:

    Matou a pau.
    concordo 100%

    Beatriz em 02/12/2013 - 00h30 comentou:

    Concordo contigo!!

    Tata em 02/12/2013 - 15h32 comentou:

    Lucas, cada um tem o direito de escolher seus heróis!

Rogério Zanuto em 01/12/2013 - 17h33 comentou:

Cada dia gosto mais dessa Cynara. Eita mulher porreta.

Responder

Teresa Silva em 01/12/2013 - 18h05 comentou:

Não sabia que Asimov e Fela Kuti morreram vítimas de AIDS. No final do filme And the band played on, que relata o aparecimento da AIDS nos EUA e a luta dos primeiros cientistas para identificar e deter a doença, aparecem imagens de famosos que morreram de AIDS http://www.youtube.com/watch?feature=player_detai

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Paulo Cezar Soares em 01/12/2013 - 18h27 comentou:

Belo texto, companheira Cynara. Parabéns

Responder

vanessa em 01/12/2013 - 18h54 comentou:

Os bons se vão, e com isso abre-se portas para preenchimentos inúteis…
Faz parte.

Responder

Fabio em 01/12/2013 - 20h34 comentou:

Parabéns pelo texto Cynara. A AIDS infelizmente levou muita gente bacana e que de certa forma contribuiram pra personalidade de muita gente…faltou Carlos Augusto Strezzer

Responder

Fabio em 01/12/2013 - 20h39 comentou:

E também o tenista Arthur Ashe

Responder

Antonio em 01/12/2013 - 21h16 comentou:

Essa expressão "A Aids entrou na minha vida aos 17 anos" deixa dúvidas sobre o que você quer confidenciar/expor.

Responder

    Camila em 02/12/2013 - 01h07 comentou:

    Pensei o mesmo. Ao me deparar com a frase imaginei que viria uma revelação da Cynara.
    Eu tb não sabia do grande Fela Kuti.
    Ótimo texto!

    morenasol em 02/12/2013 - 01h58 comentou:

    amigos meus foram infectados, um morreu. a aids entrou na minha vida, sim. e destruiu a liberdade da minha geração

    Antonio em 02/12/2013 - 18h12 comentou:

    Afinal de contas, objetivamente, você tem Aids? (___) Sim (___)Não (___) Não quero responder.

    morenasol em 02/12/2013 - 18h52 comentou:

    não, não sou soropositiva (é assim que se fala).
    mas que curioso, diz muito sobre seu perfil a pergunta. você foi o único a fazê-la. e a não entender o que eu quis dizer.
    você é burro? (—)sim (—)não (—)não sei responder

    Antonio em 03/12/2013 - 02h43 comentou:

    Obrigado pela resposta!
    Sim, sou burro para algumas coisas. Afinal, não somos inteligentes em tudo.
    Eu entendi o que você quis dizer. Mas, convenhamos, a forma como escreveu deixou outras possibilidades de interpretação.
    Agora que você me chamou de burro, me apaixonei por vc!!! 😀

claudio em 01/12/2013 - 22h11 comentou:

Será que depois de tantas mortese de pessoas inteligentes,ainda precisamos ver pessoas serem contaminadas pelo viros HIV?! Se liga pessoal!

Responder

    Andresa em 02/12/2013 - 00h34 comentou:

    Você acha que se essas pessoas tivessem O MÍNIMO de inteligência teriam feito sexo sem proteção, ou compartilhado seringas de drogas para pegar esse vírus?

    Imagina o quê um burro não faria então.

    alexandre em 02/12/2013 - 11h16 comentou:

    Por falar em "inteligência", já leu alguma coisa de Foucault ou sua opinião é baseada apenas em imagens "reaças" de feicibuqui?

Isa Remundini em 01/12/2013 - 23h21 comentou:

Leon Hirszman, também.

Responder

lenir vicente em 02/12/2013 - 00h31 comentou:

Meus heróis tb. morreram de overdose.

Responder

Andresa em 02/12/2013 - 00h33 comentou:

"Meus heróis morreram de Aids" – só tenho uma coisa a dizer: escolha melhor seus "heróis".

Responder

    username1984 em 02/12/2013 - 01h09 comentou:

    Vc quer discutir o sentido filosófico da palavra herói? O heroísmo é atribuído a essas pessoas pelo o que elas fizeram em vida, a mensagem que passaram para nós, a obra que deixaram conosco. E esses heróis são humanos, passíveis de erro como eu e vc. Desculpa aí se algum herói seu morreu de velhice, ou se foi crucificado e ressuscitou no terceiro dia.

    Andresa em 03/12/2013 - 08h47 comentou:

    Meu herói é meu pai, que é casado há 32 anos com a minha mãe. Não pôde estudar, mas sempre trabalhou honestamente para manter nossa família. Além disso, mesmo sem estudo, ele sabia que fazer sexo com pessoas sem preservativo ou compartilhar seringas de drogas transmite o vírus do HIV. Meus pais estão na casa dos 60, têm a saúde perfeita.

    Você acha que se essas pessoas tivessem O MÍNIMO de inteligência teriam feito sexo sem proteção, ou compartilhado seringas de drogas para pegar esse vírus? Aliás, só o fato de serem drogados em si já mostra que não gostavam nem deles mesmos.

    Ana marli em 02/12/2013 - 02h56 comentou:

    Essa garota é uma tonta, frase feita, babaca. "Escolha melhor seus heróis essa frase é tipica de evangélicosinhos recalcados. Sai dai vai ler tua Bíblia. Bobinha. he,he, he,

    Andresa em 03/12/2013 - 08h45 comentou:

    Não que isso seja da sua conta, mas sou ateísta, não tenho interesse em bíblia.

    Cristina A Luigi em 02/12/2013 - 13h55 comentou:

    Tenha respeito garota! A verdade liberta sim, mas ela tem várias faces e não somente a sua!

    Andre em 02/12/2013 - 17h43 comentou:

    Preconceituosa, simplesmente é isto que te define. Vai ler sua revista Toda Teen ou sua Contigo. Você não tem mérito e nem conhecimento da causa para julgar pessoas e definir o que é herói.

    Andresa em 03/12/2013 - 08h48 comentou:

    Que verdade que liberta? Onde eu falei isso?

Ana em 02/12/2013 - 01h22 comentou:

Achei que, embora não seja intencional, o texto cria um vínculo entre homossexualidade e o HIV.

Responder

Miguel em 02/12/2013 - 02h01 comentou:

Fela Kuti um mestre do afrojazz merece ser ouvido sempre

Responder

Edgar em 02/12/2013 - 11h44 comentou:

Nao é o AIDS o agente infeccioso mais mortal do planeta, é a tuberculose.

Responder

Lula Ricardi em 02/12/2013 - 13h02 comentou:

A Aids arrasou a arte e cultura mundial, foi um verdadeiro massacre de artistas nas décadas de 80 e 90, entre os que faltaram ser citados em seu artigo: Leonilson, Robert Mapletorphe, Lauro Corona, entre tantos outros, todos vitimados pelos comportamentos de risco.

Responder

Cristina A Luigi em 02/12/2013 - 13h54 comentou:

A estrutura do sistema e a desinformação (muitas vezes proposital) nos leva a este quadro de perdas. É uma pena!

Responder

Rosário Almeida em 02/12/2013 - 14h34 comentou:

Durante a gestão de Pedro Cheker(?) na Coordenação de DST/Aids no Ministério da Saúde, o Brasil ganhou vários prêmios internacionais no combate à AIDS. Graças ao seu trabalho fomos pioneiros no combate a doença que tb levou muitos de meus amigos.

Responder

Maia Kaefman em 02/12/2013 - 16h41 comentou:

200.000 anos de humanidade e eu tinha que nascer justo na "geração camisinha"…Bróca!
Hehehehe, descontrair um pouco que o tema é pesado…Que time levou a SIDA…Fora obviamente os anônimos; 36.000.000!

Responder

Vitor em 02/12/2013 - 17h45 comentou:

Magic Johnson também foi muito importante nessa luta contra o preconceito. Tem um documentário muito bacana que passou na ESPN…

Responder

Iago em 02/12/2013 - 20h15 comentou:

"Alguns dos que aparecem aqui não são homossexuais e foram contaminados de outras formas que não a sexual."
Acredito que você já saiba que a AIDS não é transmitida apenas através de relações sexuais homossexuais, mas essa frase somada as TAGS que você escolheu para o texto dão a entender o contrário.
Fora isso, grandes e inspiradores ídolos!

Responder

Cicero em 02/12/2013 - 20h59 comentou:

Boa noite! Se faz diferença, a foto que seria de Fela Kuti, na verdade é de seu filho Femi Kuti.
Abraços!

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    morenasol em 02/12/2013 - 21h44 comentou:

    oi, cícero! sim, faz diferença. obrigada pela correção, vou trocar

HIldeberto Aquino em 02/12/2013 - 23h50 comentou:

Heróis? Heróis? Heróis? Dentre todos citados apenas UM faz jus a essa honraria: o BETINHO. Os demais são apenas pessoas do povo que fizeram opções de vida e alguns se iludiram. Só isso!

Responder

Otávio Vasconcelos em 03/12/2013 - 03h36 comentou:

Por favor pessoal o Cazuza foi exemplo de que, que qualidade de pessoa vocês querem colocar no pedestal. Presta atenção Brasil olha as crianças aí!!!!!!!!!!!!

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paulo em 03/12/2013 - 12h11 comentou:

Dentre esses, o que mais eu considero é Renato Russo, pois tinha uma rebeldia autêntica. Era homossexual assumido, mas nunca foi um militante da causa. Fazia parte do que eu creio ser a "esquerda honesta", porque tinha ideais de esquerda, mas não era hipócrita como a esquerda contemporânea. Em determinada entrevista disse ser capitalista e que trabalhava por dinheiro (não usava máscara). Caso Renato Russo estivesse vivo hoje, provavelmente não mudaria de opinião apenas para ir de acordo com a corrente dominante, merecendo ser incluído, por Cynara Menezes, no rol de roqueiros reacionários filhinhos de papai, assim como Lobão e Roger. Raul Seixas também não teria espaço hoje pois, apesar de ter escrito várias letras belíssimas, a criação da música "Rock das Aranhas" é um manifesto do autêntico reacionarismo homofóbico que revela sua personalidade fascista e conservadora (música politicamente incorreta). Que tempo de miséria esse!!!

Responder

Marta Fonseca em 03/12/2013 - 16h26 comentou:

Parabéns pelo texto.
Sem preconceito!

Responder

Rubens Crevelone em 03/12/2013 - 19h22 comentou:

Faltou o Lauro Corona, tbm ator de novela da tv globo com Sandra Bréa.

Responder

    Luciana em 07/12/2013 - 17h45 comentou:

    Faltou também Zacarias e Cláudia Magno.

Lucas em 04/12/2013 - 02h28 comentou:

O texto em si não tem nada de novo, joga com o lugar comum e em nada trás de informações sobre a epidemiologia de HIV no Brasil e no Mundo. Não aborda temas importantes com a feminização, pauperização e o crescimento da transmissão entre homossexuais jovens. Para piorar ainda faz uma correlação nefasta com a música de Cazuza. Eu me pergunto, como uma doença terrível, incurável, a qual até o tratamento provoca uma morbidade importante pode ser usada para inferir heroísmo? Será mesmo que os indivíduos elencados gostariam de ser lembrados por terem sido vítimas da AIDS? Eu gostaria de saber também se são heróis os cerca de 2 milhões de africanos que morrem por ano devido a AIDS?
Eu acredito que deve-se ter muito cuidado quando se aborda temas como este e sinceramente não vejo como se pode pensar em conscientização, abordando o tema uma única vez por ano e de forma tão rasa.

Responder

Martin em 04/12/2013 - 19h45 comentou:

A AIDS é uma enfermedade terrível que levou-se muitas pessoas queridas. Felizmente hoje em dia com a informação é possível evitá-la ou viver com ela. Mas o que eu encontro mais terrível é como há pessoas tão fechadas mentalmente e não aceitam que é algo que pode acontecer a cualquer pessoa.

Responder

Pedro em 07/02/2014 - 18h44 comentou:

Bacana que começa com Foucault, um neoliberal, e Cazuza, um capitalista declarado.

Responder

douglas em 14/10/2014 - 19h22 comentou:

Essa geração da Datadura militar lutou muito,pena que a luta deles foram em vão,a ditadura nunca foi derrubada,ela saiu por vondade propria,o Brasil até hoje não sabe oque e vencer!

Responder

Robson Messias em 16/01/2020 - 09h29 comentou:

Andresa em 02/12/2013 – 00h33 comentou:
“Meus heróis morreram de Aids” – só tenho uma coisa a dizer: escolha melhor seus “heróis”
Isso é ser uma pessoa que faz parte do meio antisociais..

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