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Mino Carta e os garotos de recado

Há mais ou menos um mês, sintomaticamente desde que se rememorou o aniversário de 50 anos do golpe militar de 1964, um preposto da Folha de S.Paulo tem atacado Mino Carta sem tréguas, e Mino tem respondido diretamente a ele em seus editoriais de CartaCapital, o que eu considero um equívoco. Como proprietário de um […]

Cynara Menezes
23 de abril de 2014, 22h47

(Mino trabalhando na redação de CartaCapital)

Há mais ou menos um mês, sintomaticamente desde que se rememorou o aniversário de 50 anos do golpe militar de 1964, um preposto da Folha de S.Paulo tem atacado Mino Carta sem tréguas, e Mino tem respondido diretamente a ele em seus editoriais de CartaCapital, o que eu considero um equívoco. Como proprietário de um meio de comunicação, Mino deveria debater com os donos dos veículos que o atacam, e não com subordinados. Valente que é, porém, optou por defender a si próprio.

Até por isso, ele não me deu esta tarefa, mas eu vou tomá-la para mim apenas pelo desejo de demonstrar a desonestidade intelectual de um colunista que se diz intelectual. Não foi só na Folha; o “exquerdista” arrependido fez o mesmo em outros veículos: alugou sua pena para acusar Mino de, como fundador e diretor de redação de Veja nos primórdios, ter apoiado a ditadura militar, com base em trechos pinçados de editoriais da revista que apoiam a ditadura. Como é possível que gente que vocifera contra Stalin por recriar a história a seu bel-prazer tente fazer o mesmo com a reputação de alguém?

Me dirijo principalmente aos leitores que não conhecem a fundo o jornalismo. Entendam uma coisa: jornalistas sozinhos podem até apoiar golpes militares, mas não possuem o poder de levar um veículo a apoiá-los. Quem apoia golpes são os donos dos jornais, patrões dos jornalistas. Quando dirigiu Veja, por mais liberdade editorial que tivesse (e tinha muita, tanto é que a revista foi censurada várias vezes sob sua batuta, nunca depois), Mino era empregado dos Civita, assim como o colunista da Folha é empregado dos Frias.

Editoriais são a voz do dono. O que está escrito lá é o que o dono pensa. Ainda mais na Veja, onde até os os textos jornalísticos são modificados pelos editores ao sabor do pensamento dos donos, ainda que mantidas as assinaturas dos repórteres (leia aqui sobre minha péssima experiência na revista; estes textos que não escrevi também foram usados contra mim nas redes sociais).

Em minha opinião, dizer que todos aqueles editoriais de Veja correspondiam ao que Mino Carta pensava é uma falsidade, uma mentira. Só alguém que não conhece o funcionamento de uma revista seria capaz de dizê-lo –a não ser que seja alguém sem escrúpulos, disposto a imprimir mácula em quem não tem, talvez porque julgue Mino por si mesmo ou porque sua sede de agradar os donos dos jornais seja maior do que seu caráter. Bajuladores estão mesmo no patamar mais baixo da raça humana.

Dizer que um jornalista tem poder sobre a voz do dono (o editorial) seria o mesmo que dizer que o articulista da Folha é capaz de intervir nas posições editoriais do jornal. Não é. Nem mesmo o diretor de redação da Folha é capaz de modificar um editorial, simplesmente porque o que está ali é a tradução do pensamento do patrão, e o jornalista, não importa quão alto seja seu cargo, nada mais é que um funcionário. Assim como o redator-chefe de CartaCapital não tem nenhum poder de modificar o que o Mino escreve, porque ele  –desculpa, Mino, você deve odiar a palavra– é o patrão.

Aos 80 anos, Mino Carta é, concorde-se ou não com ele, um dos maiores jornalistas do Brasil. E um dos homens mais coerentes que já conheci. Merece respeito. É perfeitamente legítimo o desprezo de Mino (ou o meu, ou o seu) pela grande mídia, que se incomoda com ele ao ponto de mandar subordinados cutucá-lo, tentando justamente deslegitimá-lo no direito que tem de exercer esta postura anti-donos do poder. Isto sim é incoerência: ao mesmo tempo que se dizem defensores da liberdade de expressão, tentam intimidar uma das poucas vozes dissonantes contra a meia dúzia de famílias que dominam os meios de comunicação em nosso País.

É também perfeitamente legítimo que os proprietários de veículos da chamada “grande” imprensa, desancados por Mino como apoiadores da ditadura que foram, respondam às suas críticas. Mas considero covarde que, em vez de fazê-lo de próprio punho, recorram a garotos de recado.

P.S.: Não falo em nome de Mino Carta. Este blog reflete apenas a minha opinião pessoal. Para ler os textos de Mino sobre sua passagem por Veja, clique aqui.

 


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jpsilveira em 23/04/2014 - 23h47 comentou:

Ex-esquerda significa exatamente o quê? Fico intrigado com esse tipo de afirmação. Para mim, ex-esquerdistas nunca foram esquerdistas autênticos. Surfaram na onda por "modinha" e na primeira oportunidade de encherem os bolsos pularam para o lado dos donos do poder que lhes $ustentam. São os idiotas úteis mais bem remunerados.

Responder

douglas germano em 24/04/2014 - 00h35 comentou:

Bravo, Morena!

Responder

Pedro em 24/04/2014 - 06h32 comentou:

Se falam em nome de terceiros, são puxa-sacos e garotos de recado.

mas não exatamente o que a Sra. Cynara está fazendo?

Responder

    morenasol em 24/04/2014 - 13h57 comentou:

    seria, se o próprio mino não tivesse respondido a seus acusadores, como está explícito no texto

    Lucas em 24/04/2014 - 22h29 comentou:

    Diz uma coisa Cynara, você mesmo inventou estas regras para definir o que é e o que não é bajulação, ou isso aí faz parte do regimento interno da firma? De qualquer forma, me desculpe a minha extrema ignorância, mas seu texto me pareceu uma tremenda puxada de saco.

    morenasol em 24/04/2014 - 22h49 comentou:

    o mino não tem internet. e odeia bajuladores, como eu. mas não importa como você pense: eu o defenderei sempre, ainda que saia da revista, ou a quem for, quando julgar que está sendo feito uma injustiça –e uma covardia

    Markus Avaloni em 26/04/2014 - 20h30 comentou:

    Cynara desmoraliza o jornalismo, resume a opinião a paus mandados. Lamentavel, to com vergonha alheia.

Isabela em 24/04/2014 - 12h41 comentou:

Eu li o texto do Mino na CC dessa semana: fui entendendo aos poucos a polêmica. A pergunta é: a quem interessa a tentativa de destruir sua reputação? São muitas as respostas…

Responder

Riquelme, o 10 em 24/04/2014 - 18h54 comentou:

Minha cara, acho que a sua defesa é honesta, mas : 1- Mino Carta disse que tudo que saía em Veja era de responsabilidade dele. Os patrões só liam nas bancas.
2 – Por mais adjetivos que o colunista da Folha mereça, há coisas naqueles textos de Veja que Mino deve explicar. Ele vem tentando.
3 – O PT montou uma bela máquina de destruir reputações da qual o ex-presidente FHC foi vítima. Máquina que sempre teve o DNA da dita esquerda.

Responder

    morenasol em 24/04/2014 - 22h24 comentou:

    "FHC vítima" só pode ser piada. o homem saiu escorraçado do poder, não podia andar nem na rua e a mídia o trata como o melhor presidente que o brasil já teve… enquanto com lula, que saiu com aprovação de mais de 90%, é tratando como um pária

    Riquelme, o 10 em 25/04/2014 - 06h06 comentou:

    Escorraçado do poder? Qual a relação de índice de aprovação com indulgência….Vamos falar só de Passadena e Dona Rosemary….Pária que anda por aí dando consultorias a barões do capital volátil como Aike ou do capital tradicional como Odebrecht ou indicando marqueteiro para cleptocracia africanas ? Mas ele precisa sim de gente com credibilidade como vc ( é sincero, não é uma ironia) para defendê-lo.

Rodrigo Cabral em 24/04/2014 - 19h10 comentou:

Texto Chapa Branca. Mesma coisa das matérias da Imprensa Oficial elogiando Governo do Estado.
O grande problema dos jornalistas é que fica fácil dizer que é tudo culpa dos "donos dos jornais"… Ou quando o título da matéria é tendencioso o jornalista já se retrata com o "ofendido" afirmando "- Quem escolhe o título é o editor, só escrevi a matéria". Jogo de empurra bem brasileiro. Daí dá para perceber que é uma característica pátria, vejamos a Dilma se esquivando de alguma responsabilidade em Pasadena ou o Alckmin na gestão dos recursos hídricos. Nunca haverá um que dirá: "-pisei na bola, foi um erro…etc"

Responder

ale em 24/04/2014 - 20h47 comentou:

mino é assim: se há governo, é a favor. estava naquela época, está hoje!

Responder

    morenasol em 24/04/2014 - 22h30 comentou:

    por que você não lê a carta na época do FHC ou a istoé na época do collor? porque prefere mentir, né? ; )

Victor em 24/04/2014 - 22h06 comentou:

Se o MIno não escreveu os editoriais ele, no mínimo, foi complacente. Para todos os efeitos, o texto comemorando o sexto aniversário do golpe leva a sua assinatura. Caso ele estivesse, de fato preocupado, com sua reputação deveria ter saído da redação da Veja bem antes. Agora não consigo deixar de vê-lo como cúmplice da ditadura, mesmo que indiretamente.

Responder

    morenasol em 24/04/2014 - 22h25 comentou:

    trabalhe na veja e, se for honesto, saberá. se não, ficará por lá e fará carreira

    Victor em 24/04/2014 - 22h29 comentou:

    O que impedia ele de sair da revista?

    morenasol em 24/04/2014 - 22h47 comentou:

    náo sei. no meu caso foi sobrevivência. talvez ele se sentisse apegado à revista que criou

    Lucas em 24/04/2014 - 22h39 comentou:

    Fiquei com uma dúvida sobre todo esse seu discurso de defesa ao Patrão, você poderia me responder se você foi obrigada a escrever essa reportagem relatando as maravilhas desse famigerado ex-governador de Minas Gerais? http://veja.abril.com.br/241104/p_042.html

    morenasol em 24/04/2014 - 22h53 comentou:

    pelo visto você não leu o post, porque nele tem um link para o artigo sobre minha passagem pela veja. em todo caso, coloco o link de novo abaixo para que leia. e desejo a você, já que parece adorar a revista, experiência idêntica. ; ) http://socialistamorena.cartacapital.com.br/por-q

    Lucas em 24/04/2014 - 23h23 comentou:

    Cynara posso lhe afirmar que já tive o desprazer de ler o sofrido relato sobre seu período de penitência na supracitada publicação e sua edificante libertação dos grilhões a que se submeterá tudo para entrevistar o Maradona.
    Agora, falando sério vai, diz aí, você foi obrigada ou não?
    Porque, parafraseando seu neologismo, isso está me parecendo coisa de direitista arrependido, a não ser que você tenha escrito o elogioso texto sobre influências de "forças terríveis".
    Agora vou te dizer, sabe quem eu acho que não acredita muito nessa sua fábula, a Marta, aquela mesmo, ex-prefeita de Paris, lembra?

    morenasol em 25/04/2014 - 00h09 comentou:

    é tão simples! tenho dez anos de folha de sp antes da veja e passagens por vários veículos. pesquise minhas matérias e ache alguma onde escrevo desse jeito.

    Lucas em 25/04/2014 - 00h29 comentou:

    Deixa quieto, já entendi, entrou no modo sabonete, do discurso obtuso, politiques, ou seja, dai não sai mais nada.

    Everton Lourenço em 29/04/2014 - 14h28 comentou:

    mano, pelo amor, é tão difícil vc entender qualquer coisa nas entrelinhas? Na Veja é praxe edição pesada e reescrita dos textos por parte dos editores. No final você tem o texto com a assinatura do jornalista mas com partes que ele simplesmente não escreveu ou distorção do texto origal no contexto. Quando a Cynara te falou pra pegar textos dela na Folha e comparar com os da Veja não foi "sabonete" ou "politiques", foi pra você ver a diferença de estilos e talvez, finalmente, entender essa dinâmica. Será que assim fica claro?

Wadilson em 24/04/2014 - 23h16 comentou:

Caramba caramba! como vc consegue atrair só detratores e gente que odeia o que vc escreve, Cynara?
Como os comentaristas do Sakamoto (não leio seu blog [seu dele..]), ou as tirinhas do Laerte (não vejo mais as tirinhas do Laerte), só quem odeia entra no blog, ou compra o jornal, sei lá, e fica repetindo 'Q HORRÍVEL ODEIO ISSO TUDO BLAH BLAH'…
Uma pena enfim. E ainda vc tenta ser educada com a reaçada.
Muito bem, e parabéns, duas vezes. Uma pelo seu texto e outra pelo amor à humanidade em responder civicamente aos nécios, parvos e quejandos.

Responder

    morenasol em 24/04/2014 - 23h18 comentou:

    sinal que incomodo, né? mas é uma característica da internet. muita gente compartilha, só os chatos comentam. veja o post sobre o professor kubitschek: mais de 40 mil compartilhamentos, nem todo mundo comenta ; )

    Lucas em 24/04/2014 - 23h31 comentou:

    Não que alguém esteja interessado, mas sabe, tem coisas que me incomodam muito também. Oportunismo, demagogia, adulação, mas principalmente hipocrisia.
    Ah! Nada como um bom hipócrita para me tirar os nervos.

    Cora em 26/04/2014 - 01h40 comentou:

    disse deus, em toda a sua perfeição.

    Vitor em 25/04/2014 - 17h57 comentou:

    Pô chamou o cara de chato na cara dura?

    morenasol em 25/04/2014 - 18h49 comentou:

    imagina, ele entendeu a quem me refiro ; )

    Cora em 26/04/2014 - 01h38 comentou:

    ele vestiu a carapuça. fazer o quê?

Wadilson em 24/04/2014 - 23h18 comentou:

Cynara, aproveito o ensejo .. o Mino tava lá quando aprovaram a capa da Dilma com bobs? O Wando perguntou se ele usou a Olivetti pra fazer aquilo?
(brinks… 😉 )

Responder

    morenasol em 25/04/2014 - 18h48 comentou:

    ; )

Iara em 25/04/2014 - 00h01 comentou:

Mas, Cynara, e a entrevista na qual Mino Carta falou que queria autonomia pra aceitar o convite dos Civita para dirigir a Veja? Falo brevemente sobre isso na minha monografia, e a entrevista está no livro "Veja sob censura: 1968-1976", de Maria Fernanda Lopes Almeida (2009). Em certo trecho ele ainda diz: “Eu não vou discutir pauta com vocês”, se referindo aos Civita. No ano da entrevista (não lembro ao certo, mas muitos anos depois de sair da revista) não havia mais ditadura e o Carta não estava mais na Veja, então por que ele ainda afirmou isso? E a Carta ao Leitor que, majoritariamente, era assinada por ele?

Responder

    morenasol em 25/04/2014 - 00h11 comentou:

    iara, o texto é meu, não do mino. aconselho a ler os textos do mino que estão no post, no P.S.. a carta ao leitor é um editorial.

palomino em 25/04/2014 - 03h15 comentou:

Pelo que vejo, dá para dividir os contra-argumentos em dois grupos.

1- Os que dizem que Mino Carta afirmou ter autonomia na Veja. Vale lembrar que essa autonomia se estende ao que era serviço dele. E o editorial, como está claro, não se inclui nesses serviços; o editorial é a voz do patrão. O diretor de uma redação interferir no editorial seria o mesmo que o diretor de um colégio interferir nas decisões do dono da escola, ou o chef de cozinha se considerar proprietário do restaurante.

2- Aqueles que, ao invés de argumentar, tentam desqualificar a autora do texto. A desqualificação pessoal é forma de argumento estudada há tempos. Na Retórica clássica, chamam-na "argumento ad personam". Não à toa, Aristóteles considerava essa uma das piores formas de argumentar…

Responder

Maia Kaefman em 25/04/2014 - 16h11 comentou:

Tive o desprazer e a infelicidade de estudar num colégio particular paulistano na década de 90. Neoliberalismo na veia. Na época em que os chigagueanos ainda eram realmente levados a serio. Um dos meus livros de geografia era escrito pelo xará do Mino, aquele sobrancelhudo sobranceiro, sobre geopolítica, encontrei por acaso durante uma mudança recentemente. O último capítulo se dedicava a analisar cenários futuros para os anos 2000. Impressionante mesmo a capacidade do sobrancelhudo de errar todas as "previsões" feitas; um talento!

Responder

flaliman em 26/04/2014 - 06h43 comentou:

Mino Carta não é o jornalista que disse que Stalin era de direita?

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domenico canonico em 26/04/2014 - 11h38 comentou:

Razão você tem quando diz que responder ao Magnoli é um equivoco. Esse e outros do mesmo naipe – Pondé, Villa, Reizinho..- só me aparecem quando alguém de bom senso os crítica, caso contrário só seriam lidos pela direita raivosa que os representa. Eu, por exemplo, que jogo em outro time, jamais saberia da existência da Rachel Sherazade se ela não fosse incensada por blogs decentes. Vamos esquecer essa turma. Sabemos quem são, o que dizem e o que escrevem. O melhor combate é ignora-los e falar e escrever sobre o Brasil mais justo e solidário que queremos.

Responder

Eduardo Oliveira em 26/04/2014 - 16h40 comentou:

Este texto da Cynara vai de encontro ao que Mino Carta falou sobre sua passagem na Veja, de que escrevia o que queria e só deixava os donos da Abril lerem após a revista estar pronta.

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