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Bolsominions: quem são? Onde vivem? Do que se alimentam? Como se reproduzem?

"Passei 40 dias em grupos de apoio ao deputado Jair Bolsonaro no facebook e sobrevivi para contar"

Ilustra Peterson Fernandes
Peterson Fernandes
21 de novembro de 2017, 16h30

Em seu livro A República, o filósofo grego Platão apresenta ao mundo o que ficou conhecido como O Mito da Caverna. Trata-se de uma passagem que fala sobre alguns prisioneiros que estão desde o nascimento dentro de uma caverna, onde passam o tempo inteiro olhando para a parede que é iluminada pela luz de uma fogueira. Nesta parede são projetadas sombras que representam pessoas, animais, plantas e objetos, que mostram cenas e situações do dia-a-dia. Como nasceram ali, tudo o que eles sabem sobre o mundo está naquelas imagens na sombra. O mundo é a caverna e não há nada além dela.

Na história, Platão sugere uma alteração no ambiente. Imaginemos que um dos prisioneiros fosse forçado a sair da caverna. Entraria em contato com a realidade fora dela e perceberia que passou a vida inteira julgando imagens projetadas na parede. Ao voltar para a caverna, iria transmitir todo o conhecimento que aprendeu no lado de fora. Porém, provavelmente seria ridicularizado, pois seus colegas só conseguem acreditar na realidade que enxergam na parede da caverna. Seria chamado de louco, receberia ameaças e excluído da comunidade.

As regras de um dos grupos

Neste texto, utilizo a alegoria de Platão para fazer um paralelo com um fenômeno bastante significativo no Brasil do pós-golpe de 2016. Trata-se da ascensão de Jair Bolsonaro, não apenas como político, mas como uma figura que conseguiu reunir em torno de si uma legião de admiradores e fãs, que vêm das mais variadas localidades, inclinações políticas e classes sociais.

No intuito de compreender este público com mais profundidade, considerei estudá-lo a partir da perspectiva antropológica, por meio da etnografia, me inserindo nos ambientes em que eles se organizam. Sendo assim, participei ativamente durante 40 dias de três grupos no Facebook: Jair Bolsonaro – O Mito, com 135 mil membros; Apoiadores de Jair Bolsonaro, com 310 mil membros e GACB – Grupo de Apoio à Candidatura de Jair Bolsonaro, com 294 mil membros.

Não há estatísticas sobre o perfil dos integrantes, mas o público masculino acima de 30 anos é bastante expressivo. Percebe-se também a presença de mulheres que endossam e compartilham do mesmo discurso, não havendo distinção entre pautas exclusivamente masculinas e femininas. Além disso, observando uma série de perfis, os integrantes são das mais diversas áreas profissionais e acadêmicas. Ao mesmo tempo em que tem gente com ensino médio completo, tem graduados e pós-graduados.

Existem profissionais autônomos, funcionários públicos, professores e militares. Os grupos também possuem proprietários, que normalmente são no máximo 5 pessoas (há uma grande quantidade de perfis falsos, inclusive entre os moderadores; perfis com pouco ou nenhum amigo, com foto capturada da internet e que só compartilham conteúdos de Jair Bolsonaro), e uma quantidade entre 15 e 30 moderadores, que são os responsáveis por manter uma certa ordem e fazer as regras serem cumpridas. Dentre estas regras, que estão expressas nas descrições dos grupos, está em evidência uma das exigências mais importantes: não são aceitos “esquerdistas” ou pessoas que não declarem voto em Bolsonaro. Considerando esta questão, precisei ocultar vários conteúdos do meu perfil que poderiam indicar a minha inclinação política e que me fizesse não ser aceito. Assim, consegui entrar em todos os grupos e pude dar o pontapé inicial no trabalho.

Há uma grande quantidade de perfis falsos, inclusive entre os moderadores; perfis com pouco ou nenhum amigo, com foto capturada da internet e que só compartilham conteúdos de Jair Bolsonaro

Uma pesquisa etnográfica realizada na internet sempre tem suas particularidades. Existem temas que são mais complexos de serem estudados especificamente na internet, bem como outros que são mais adequados que sejam compreendidos a partir dela. No caso em questão, estamos falando de um fenômeno de abrangência nacional, que não tem necessariamente bases físicas, mas se observa num lastro ideológico forte e que se dissemina a partir de milhares ou milhões de pessoas em todos os cantos.

Esta onda de apoio ao político Jair Bolsonaro veio crescendo de forma volumosa desde 2015 e se ampliou significativamente em 2016 e 2017. Em síntese, as pessoas que admiram o Bolsonaro não se reúnem presencialmente, mas virtualmente. Portanto, os grupos virtuais são as salas de reuniões em que as ideias são reunidas, as pessoas se integram e o movimento se fortalece. Em cada esquina, escola, bar e família pode existir uma ou mais pessoas que apoiam o candidato. Elas podem declarar este voto ou podem ficar silenciosas, entretanto, quando trata-se da presença online a pessoa acaba demonstrando seus gostos, hábitos e preferências — ainda mais tratando-se de política. É possível perceber defensores de Bolsonaro em fóruns, páginas em mídias sociais, portais de notícias e em diversos ambientes na internet.

O mundo real para o apoiador do Jair Bolsonaro em nada difere do mundo virtual. Na verdade, é lá que eles percebem que não estão sozinhos e sentem que são fortes

A partir do compartilhamento de notícias e participação em debates acalorados na área de comentários do Facebook, podemos ter uma pequena noção de quem é apoiador e quem não é. Apesar de essa participação parecer ser orgânica, estas pessoas têm uma conexão em comum além da posição política: grupos que as possibilitam se conectarem e se sentirem integradas na causa. O mundo real para o apoiador do Jair Bolsonaro em nada difere do mundo virtual. Na verdade, é lá que eles percebem que não estão sozinhos e sentem que são fortes.

“Restaure o império do Brasil, único governo que deu certo no país”. Esta foi a primeira publicação que vi logo aos 10 minutos de participação no grupo. O autor deste post colocou junto da frase uma imagem com fotografias de 6 imperadores que governaram o pais na época do império. O post não repercutiu muito, mas já deixou claro pra mim o que vinha pela frente. Dentro desses grupo fervilha conteúdo durante o dia inteiro. Tal qual na alegoria de Platão, eles só acreditam naquilo que querem. Os mais variados temas são colocados em pauta e recebem interações constantes dos participantes. Estes temas fazem com que as pessoas se sintam integrantes no movimento, já que as pautas convergem com as posições e crenças pessoais das pessoas.

Monarquistas bolsonarianos admiram estes senhores

A partir da recorrência de temas discutidos, pude perceber quais são as pautas defendidas. Em geral, quem discorda deles é classificado como esquerdista e não há nenhuma outra possibilidade além dessa. Portanto, se alguém fala que não concorda com as opiniões de Jair Bolsonaro, ou que não acredita que intervenção militar é a melhor saída para o Brasil, esta pessoa é petista, comunista e “esquerdopata”, que é um termo usado na internet para tratar a ideologia de esquerda como se fosse uma doença (psicopatia). Uma integrante do grupo postou um link de uma notícia do site “Agentes Federais do Brasil” com a manchete “FHC se desespera com a ascensão da Direita e Bolsonaro”. Junto da manchete, a integrante comentou: “Vai se ferrar, comunista nojento”, e o que se vê nos comentários é uma sequência de afirmações na mesma linha da criadora do post. “Esse Fdp é o mentor de luladrão”; “Este merda FHC é um canalha no seu governo militares sofreram muito”; “o burguês comunista tá com medo”.

Para os integrantes do grupo, até mesmo a Rede Globo é de esquerda. Um integrante fez um post para explicar o porquê dessa opinião. Para ele, todos os programas da Globo são de esquerda. “Encontro com Fátima, puro marxismo cultural (…) Amor e Sexo, gayzismo, africanismo e luta de classes…”, disse ele. E a justificativa não se restringe aos programas de auditório. “Novelas em geral, todas tem gays, travestis, capitalistas malvados (…) Sobre o jornalismo, basta ver o que falam do Trump, do acordo do clima, do Estado de Israel, etc”, finaliza o integrante. Apesar disso, nos comentários desta publicação as coisas são mais objetivas: “Eu nem assisto a REDE ESGOTO mesmo, por isso não vou comentar nada neste pôster (sic)”, disse um dos membros. (As grafias e os erros foram mantidos.)

Ainda assim, a Rede Globo não é a única emissora de esquerda. Na verdade, os apoiadores de Bolsonaro entendem que há um complô midiático para destruí-lo, questão que é defendida pelo próprio candidato. Em um vídeo lançado em sua mídia social, Jair Bolsonaro comentou sobre duas capas de revistas que falaram sobre as eleições de 2018, especificamente as revistas Veja e IstoÉ. De acordo com ele, sua imagem foi colocada de forma a transmitir a ideia de que ele não deve ser escolhido pela população para presidente da república. “Mais uma revista que entra pra coletânea do fake news. Eles aceitam qualquer um, menos Jair Bolsonaro. É bom já ir se acostumando porque a população brasileira acordou”, disse o deputado.

Dentro deste grupo de fãs, além da firme aversão à esquerda e o forte consenso antimidiático, existe muito mais em comum. Um jovem, com a aparência de ter entre 20 e 25 anos, posta uma notícia do site BlastingNews (mais um famoso site de notícias duvidosas) com a manchete “General do Exército anuncia intervenção militar e diz quando ela começará”. Juntamente com a notícia, ele questiona os membros sobre o que eles acharam do anúncio. “Falta coragem”, disse um membro. “Tomara que seja verdade”, “Essa eu quero ver”, dizem outros.

Para os integrantes do grupo, até mesmo a Rede Globo é de esquerda. Um integrante fez um post para explicar o porquê dessa opinião. Para ele, todos os programas da Globo são de esquerda

Esse apoio intensivo à intervenção militar é frequente e justificado pela situação em que o país se encontra. Para eles, nada é capaz de solucionar os problemas de saúde pública, educação, segurança e de moral e bons costumes que o país enfrenta além de uma administração federal militar. A relação entre intervenção militar e moralidade é extremamente forte, e a vigilância de temas considerados progressistas é constante.

Encontro com Fátima Bernardes? “Puro marxismo cultural”

Em um post, uma adolescente contou uma experiência que aconteceu em sala de aula. “O professor de BIOLOGIA começou a falar o quanto era antiético se referir a esses ‘travestis’ como ele, pois temos que respeitar e chama-lo de  ‘ela’, dizendo que isso esta ferindo a liberdade desse travesti, e minha liberdade de discordar que ele seja uma mulher? Como fica?”

Neste post, várias pessoas concordam com ela. “Querem respeito e não respeita quem não concorda com eles, esquerdistas intolerantes”, disse outra garota. Vários comentários são agressivos, o que também é uma característica de muitos integrantes do grupo. “Esse professor é um esquerdopata comunista maldito!”; “Chama ele no canto e fala baixinho no ouvido dele ‘vc é um merda’”. Nesta postagem, questionei as pessoas da seguinte maneira: “Vocês não acham que um professor de biologia tem conhecimento para falar sobre questões de gênero?” Apesar de ter questionado muitas pessoas, a única que me respondeu apenas exclamou que eu só posso ser um esquerdista para falar uma coisa dessas.

Aqui as pessoas não dialogam. Não há debate, cada um faz seu próprio comentário, sem ler o anterior e sem esperar resposta, como se fosse um grande mural de recados e não um fórum de debates. Percebi isso com mais convicção ao comentar frases contrárias às ideias deles e não ser respondido por ninguém. Eram raras às vezes em que alguém me notava e respondia minha crítica, mas mesmo assim, a conversa acabava caminhando para uma briga, e não para um debate. Quando alguma notícia sobre alguém é publicada, muitas pessoas falam frases como se estivessem conversando com esta pessoa da notícia. Eles não comentam sobre a declaração ou sobre o tema em questão, mas sim ofendem a pessoa da manchete, de uma maneira como se esta pessoa pudesse ler o xingamento, como se fosse de forma direta, pessoal, cara a cara. Um exemplo foi a notícia com a manchete “Juninho Pernambucano pede para fãs de Bolsonaro deixarem de segui-lo”. Juninho, que é ex-jogador de futebol e comentarista de Rede Globo, foi atacado no grupo de uma forma como se estivesse ali dentro e pudesse ler os comentários: “Vc é um lixo seu otário”, “O que podia esperar de voce… da Rede Globo.”

A simplificação das coisas a partir de comentários rasos e sem profundidade ocorre a todo o momento, principalmente quando os assuntos são as pautas que eles defendem —independente se for notícia real ou falsa. Me acostumei a ver as pessoas acreditando em notícias mentirosas apenas pois representam aquilo que elas querem acreditar. Porém, existem situações em que há cautela antes de julgar. Um post de uma notícia com a manchete “Polícia apura agressão de operário por policial e agente em SC; veja vídeo” resultou em uma série de comentários divergentes. Uns, apoiam a suposta atitude do policial: “Só quem apanhou foi ele, então mereceu”, “Que vergonha, um trabalhador, abuso de poder, vamos todos falar com a corregedoria”. Mas grande parte das pessoas ficou em dúvida com relação ao ocorrido: “Será que foi só isso mesmo?”, disse um membro. Junto disso, vários questionam se o vídeo não está mal intencionado: “Ninguém analisou o contexto da ação do Policial. Soltam o vídeo e depois uma legenda para falar mal da Polícia”; “Pena que não mostraram o início de tudo”; “Vai saber o que ele fez antes?”.

Nestas situações, é possível perceber que quando o assunto pode impactar quem eles apoiam e atinge diretamente suas convicções, há cautela e cuidado antes de opinar. Em alguns casos, simplesmente se ignora o fato ou até se defende, minimizando a dimensão. Uma publicação diz que “Bolsonaro admite que estuprava animais”, juntamente com um vídeo de uma matéria do extinto programa CQC, da Bandeirantes. Nos comentários, diferentemente de outros posts, aqui há ponderação e cautela. As justificativas vêm das mais diversas formas, seja naturalizando a situação: “Ahh….gente vai pesquisar mas roças com os senhores pra vocês verem que isso era natural da molecada”; com piadas: “E ele agora vai estuprar um molusco… aguarde!!!!”; ignorando o fato: “É só boato, pessoal…”; ou descredibilizando o autor do post: “Tirem essa pessoa do grupo, aqui é só para apoiadores não difamadores”. No entanto, quando a matéria fala sobre alguém que eles não gostam, não há nenhum movimento de cautela, pelo contrário, mesmo quando alguém avisa sobre a inveracidade do conteúdo, continuam firmes e repercutindo uma notícia mentirosa.

 

Um post trazia a seguinte manchete: “Jean Wyllys propõe emenda à Bíblia para retirar trechos considerados homofóbicos”. A fonte da matéria é o site Sociedade Oculta, um portal similar ao humorístico Sensacionalista. Aqui, não há cautela: “Isso é como um piolho, só tem jeito matando”; “E nós, família cristã, devemos propor leis pra jogar na fogueira esses viados legisladores”. São julgamentos sem receios, entretanto, sempre quando são informados de que a matéria é mentirosa eles relutam ou dizem algo como “Mas mesmo assim, ele é ruim de qualquer maneira”, ou “Independente disso, dessa pessoa eu espero qualquer coisa”.

“Eu proponho que mate essa aberração, chamado Jean Wyllys”. O deputado Jean Willys, que é integrante do PSOL e declaradamente de esquerda, é grande alvo do grupo

“Este tinha que ser morto embalado para morrer feliz”. Esta foi uma das sugestões que um membro deu sobre a notícia anterior, a respeito da absurda manchete sobre Jean Willys. Mas não para por aí. Um membro disse assim, em caixa alta: “TEM QUE EXTERMINAR UMA ABERRAÇÃO DESSA”. Outro membro fala de forma mais pragmática: “Eu proponho que mate essa aberração, chamado Jean Wyllys”. O deputado Jean Willys, que é integrante do PSOL e declaradamente de esquerda, é grande alvo do grupo. Aliado ao posicionamento político existe o “agravante” de que ele é homossexual. Além dos assuntos sobre ele, diversas outros posts no grupo abordam a homossexualidade. Houve um momento em que eu queria saber se essa repulsa contra a população LGBT tinha a influência religiosa, já que uma das pautas defendidas pelos membros é a da religião. Resolvi questionar um membro da seguinte maneira: “O que tem de errado em ser gay? A pessoa vira assassina? Bandida? Corrupta?”. Fui respondido com esta mensagem: “O problema não é ser gay meu amigo. O que mata a sociedade são as imposições e os ativismos, eles não se contentam em apenas ser. Querem que todos sejam iguais a eles. Não se faça de desentendido”.

Gay e trans tem que virar homem, eles não nasceram gay nem trans eles viraram e igual bandido ele não nasce bandido ele escolhe essa opção

Posteriormente, foi publicado um manchete com o título “Vereador ameaça prender Pabllo Vittar no Paraná”. O autor do post comentou: “Tudo bem que agente deve respeita a opinião de todo mundo mais só eu que acho que gay e trans não deveriam existir?”. Aqui, apesar de já ter entendido o que eles pensam sobre gays, eu esperava alguma repreensão dos membros. Mas não, me equivoquei. “Isso é um erro, nao deveriam existir mesmo”, comentou um. “Não deveriam mais existem, não tendo direitos a mais por isso já tá ótimo”, disse outro. “A parada é bem simples. A maioria é que deve comandar, não a minoria! E Pablo Vitar, deveria ser preso sim!!”, acrescentou mais um. E teve este comentário que solucionou minha dúvida sobre o envolvimento da religião neste posicionamento sobre gays: “Gay e trans tem que virar homem, eles não nasceram gay nem trans eles viraram e igual bandido ele não nasce bandido ele escolhe essa opção…”. Questionei: “Você é cientista? Estudioso do assunto? Quais são as provas disso?”, e foi respondido: “SÓ É PRECISO ACREDITAR EM DEUS PRA TER ESSA CERTEZA”.

Certeza é o que eu já tinha sobre muita coisa neste ponto da pesquisa. Pude entender que, nestes grupos, muitos posts são de links de sites e blogs suspeitos, com conteúdos categorizados como disseminadores de fake news. É por meio disso que as pautas do grupo são disseminadas para fora dali e ganham a internet. São pautas variadas, como a militarização das escolas, a liberação do porte de armas, o voto impresso nas urnas eleitorais e a oração religiosa nas salas de aula, por exemplo. Mas isso não fica apenas dentro dos grupos.

Estou pronto para pegar em armas… Que a morte seja o único destino possível para os esquerdistas desse país. Convido os esquerdistas a começarem a luta armada. Não vejo a hora de reagir

Além de todo este fortalecimento de ideias e de união entre os membros, há uma organização para que a força deste movimento seja sentida fora das fronteiras dos grupos. Faz parte da rotina chamarem os membros para comentar em páginas de esquerda, de direita, em portais de notícias ou em qualquer lugar da internet em que estejam falando algo contra o que eles acreditam. Eles se reúnem, canalizam suas forças e atacam —e é aqui que eles admitem quem verdadeiramente são. “Vamos oprimir… Veja esquerdista querendo derrubar o mito… #bolsonaro2018. Comentem dentro do vídeo”. Assim publicou um membro, chamando os outros participantes a irem marcar presença numa postagem da revista Veja no Facebook. A matéria em questão foi uma entrevista que a revista fez com Jair Bolsonaro. Em outro post, um membro compartilha uma postagem da página “Time Ciro Gomes” com um vídeo de Bolsonaro saudando a bandeira dos Estados Unidos. A convocação para atacar é expressa da seguinte maneira: “Vamos dar aquela oprimida padrão p/ página do Time do Jumento do Ciro Gomes”.

E não ocorre apenas em páginas públicas do Facebook. Uma garota publicou em seu perfil pessoal uma foto com o ex-presidente Lula em que diz que ele era o homem que ela mais difamou na vida, mas que após uma conversa com ele, mudou de ideia. Aqui, um membro do grupo convocou os apoiadores de Bolsonaro para a opressão: “Vamos oprimir no facebook dessa aproveitadora, que, acuso Eduardo bolsonaro de assédio, piranha”. Outro membro do grupo fortaleceu o pedido: “Foda-se todos os viadinhos covardes da esquerda, enquanto não souberem respeitar as opinião contrárias e a religião alheia a opressão só vai aumentar e nunca ficaremos passivos diante de toda sua imundície”.

Após ficar 40 dias nesta caverna de pessoas que se definem opressoras, não foi possível compreender os meandros profundos deste perfil nem discorrer sobre a origem deste fenômeno, mas sua lista de pautas, motivações e inimigos ficaram claras. Inclusive, faço parte desta lista, principalmente após ler a mensagem que me fez sair de todos os grupos e finalizar minha estadia: “Estou pronto para pegar em armas… Que a morte seja o único destino possível para os esquerdistas desse país. Convido os esquerdistas a começarem a luta armada. Não vejo a hora de reagir”, disse um homem de aparentemente 40 anos, que tem a foto de uma igreja católica na capa do perfil pessoal e compartilha imagens da família e de trechos bíblicos em sua timeline.

Texto publicado originalmente na página do autor no Medium. Este artigo foi desenvolvido como trabalho de conclusão dos módulos de Etnografia e Antropologia Urbana na Especialização em Antropologia Cultural da Pontifícia Universidade Católica do Paraná — PUCPR/2017.

 

 


(85) comentários Escrever comentário

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Sergio em 21/11/2017 - 17h51 comentou:

Desgraçadamente, em sites de esuqerda como o Brasil 247, há xingamentos equivalentes a do lulinions também: “seu coxinha filho da p…”. Há inolerância de um lado a outro.

Bolsonaro está fazendo seu nome graças a traição política provocada pelo PT. Vale lembrar que o PT se colocou como sendo um partido diferente dos demais: Ético, moralista, contra toda e qualquer forma de corrução. O fato é que nos treze anos de poder, o PT não apenas trouxe para dentro do governo, políticos e práicas políticas que sempre criticou, e mais, deu-se às práicas de corrupção até piores. A quem recorrer? PSDB não presta! PMDB também não! PP piorou! E o PT que era a última esperança de algo diferente, nivelou-se! Aí surgem aberrações messiânicas como Luciano Huck, Bolsonaro, Doria, e até o prórpio Lula…

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    Silvio Turban em 21/11/2017 - 23h46 comentou:

    Que beleza! Pobre Bolsonaro. Ele é um produto inocente dos erros de… de quem mesmo? Claro, do PT!!! O PT é o culpado da má educação dos bolsominions porque seus militantes respondem os xingamentos deles!!! Não existisse o PT e Bolsonaro, Dória, o Olavo de Carvalho, Tio Rex, não existiriam também , até mesmo a ditadura não existiria. Pufff…

    Diego em 22/11/2017 - 03h03 comentou:

    Parabéns. Vc descreveu exatamente a situação real. Sem puxar saco de ninguém

    Pablito em 22/11/2017 - 08h18 comentou:

    Perfeito Sérgio.
    Sintetizou o sentimento de milhões de brasileiros que acreditaram e levaram o PT ao poder, meu caso. A decepção é tamanha que na próxima eleição vou praticar o voto contra o PT, seja o candidato quem for.

    Valmir Barbosa em 22/11/2017 - 09h57 comentou:

    Cara vc é tão em cima do muro mas tão em cima do muro, é tanto nada com coisa nenhuma que…a quer saber? acho que vc é o muro.

    Jensoares em 22/11/2017 - 14h54 comentou:

    Putz!!! negros x brancos, pobres x ricos, esquerda x direita etc existem no brasil a partir do pt? E eu q pensei q existem desde 1500! Que burro q sou! 😝

Jefferson em 21/11/2017 - 17h57 comentou:

Interessante. Seria interessante saber quantos desses radicais de direita um dia foram radicais de esquerda.

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    Jensoares em 22/11/2017 - 14h58 comentou:

    Eles sao bem confusos, sao contra a esquerda mas falam mal tb do capitalismo chamando-o de malvado. Bolsominion é analfabeto em política, economia e diversos outros assuntos… e não quer ampliar seus conhecimentos com fontes e ideias diversas pois acha q sabe tudo.

Mario em 21/11/2017 - 18h42 comentou:

A matéria que foi elaborada pela Socialista Morena é aceitável.
Mas tem que ser considerado que mesmo com muitas opiniões radicais e até mesmo ofensivas, o nº de pessoas que apoiam Bolsonaro é muito, muito grande!
Então não dá para generalizar! E colocar todos no mesmo saco!
Até porque se visitarmos o site da esquerda tudo o que foi escrito se aplica lá também! Desde das sombras na caverna, com a intolerância!
Quem não concordar com suas ideologias é Fascista, racista, homofóbico, misogeno…
Mas também não podemos generalizar!
Tem gente boa e ruim dos dois lados!

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    Lydiane em 22/11/2017 - 01h15 comentou:

    Parabéns pelo comentário. Concordo plenamente com suas palavras.

adao Fernandes em 21/11/2017 - 19h13 comentou:

a impressão que eu tive do autor é que ele vivia em uma caverna, aí ele saiu da caverna para o mundo real, agora ele voltou para caverna, mas para não ser chamado de louco pelos moradores da favela, ele conta essa história.

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Reginaldo em 21/11/2017 - 19h13 comentou:

Minha tese é que a religião é 100% a responsável. Depois da religião fazer seus primeiros estragos fica fácil absorver essas ideias fascistas, ai entra a direita com a mídia e completa o serviço. Simples assim. Como reverter isso. Nesse caso eu tenho outra tese. Não tem como. Existe duas categorias principais de pessoas , depois há subdivisões é claro: 1- pessoas burras; 2- pessoas inteligentes. As pessoas burras vão morre burras. As pessoas inteligentes saem de uma caverna , entra em outra , sai de outra e entra em outras e assim sucessivamente. Pessoas burras vão morrer burras.

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    Wagner Torres em 22/11/2017 - 11h07 comentou:

    Quer dizer que para uma nação ser bem sucedida a sua população tem que ser atéia? De onde raios você tirou essa idéia? E a liberdade que tanto se defende? Quer dizer que as pessoas devem aceitar as escolhas de cada um, exceto no tocante à sua espiritualidade, seja ela cristã, ubamda, judaica é etc? Nunca ví tamanha hipocrisia.

    Iracema em 22/11/2017 - 14h13 comentou:

    100 % da religião não! Há contribuicão. O problema começa lá atrás. Na época da ditadura que transformou a educação. Ensinou os meninos a não pensarem. Sucatearam o ensino público. Somos uma nação de cérebros esvaziados pela verdadeira cultura e recheados de informações prontas. Deu no que deu. Cada povo tem o governo que merece

adao Fernandes em 21/11/2017 - 19h52 comentou:

onde está escrito favela, leia se, caverna agora você imagina o autor retornando para sua caverna dizendo que conheceu um mundo onde crime de responsabilidade gera o impeachman e isso não é golpe. que corrupção é inaceitável. certamente seria chamado de louco, então para ser aceito de volta em sua caverna, ele pega tudo o que os moradores de lá fazem e inverte os nomes

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EDSON ROSSIM em 21/11/2017 - 20h25 comentou:

Quem vc indica à presidência, com sua poderosa sabedoria?

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luis fernando em 21/11/2017 - 20h29 comentou:

Não estou surpreso com o que li.Recorrentemente,eu,esquerdista convícto,sou atacado no twitter com expressões aterradoras tipo:”Esquerdopata FDP”,”seguidor de Luladrão tem que morrer”,Vamos acabar com os esquerdistas!Vamos elimina-los!
A soma de todo esse ódio visceral escorre pelas redes como pautas honestas e para o bem da sociedade.
Triste saber que essa via política que tem Bolsonaro como capitão-mor não acrescenta nada ao debate sadio.
Abraços! Parabéns pelo texto e pela brava resistência a esses maníacos!

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    Jes em 22/11/2017 - 00h35 comentou:

    Que bom que eu não estou só. Um dia desses, no Twitter me chamaram dos piores nomes possíveis, fui humilhada por inumeros homens elitistas (pelas fotos de perfil), e meu comentário absolutamente sério que eu retuitei (nao sei como eles chegaram ate mim, parece até que foi por “indicação”) com idades variadas, geralmente de 20 a 35 anos. E olha que eu nem xinguei eles. Decorrente disso, tive que excluir um comentario DO MEU PERFIL e bloquear um por um para que o crime e o assédio parassem.

Lucas Passos de Souza em 21/11/2017 - 20h51 comentou:

(Desculpas antecipadas em relação a minha escrita, sempre fui melhor em matemática.)

Adorei o seu texto, embora na metade dele começou a ficar bem monótono já que tudo começou a seguir o mesmo padrão.

Mas você tem meu apoio para continuar expondo Bolsomonions, sabe a pouco tempo eu comecei a seguir páginas do twitter como ” ódio do bem ” e ” lacrada invertida. ” onde eu me divertia vendo a parte ” podre da esquerda ” sendo exposta, porém é difícil eu encontrar pessoas expondo a parte ” podre da direita. ”

Bem, eu não sei se foi por culpa minha em não procurar bem ou se simplesmente só a páginas de esquerda podre que são praticamente idênticas as que você acabou de mostrar mas eu adoraria encontrar uma página de esquerda tão boa e tão casual quanto a ” ódio do bem “, se você conhecer uma me avise ;p

De resto, espero que continue um bom trabalho.

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Renato Oliveira em 21/11/2017 - 20h58 comentou:

Muito boa a reportagem.
Agora seria bom uma experiência virtual sendo integrante de grupos de apoio a outros candidatos presidenciáveis em potencial, como Ciro Gomes e Luiz Inácio.

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    Cynara Menezes em 21/11/2017 - 22h26 comentou:

    vai fundo

    Ivson Alexandre em 22/11/2017 - 08h45 comentou:

    Sacada genial. Mais acho que não vai rolar uma vez que foco está fechado em dois pré-candidatos. E seram aqui expostas somente parte negativa de cada um, deixando de fora as boas propostas como”ficha limpa”,”transparência fiscal”,”segurança pública”, etc.
    Em tempos de eleição,o contexto está focado em mostrar lado negativo e os defeitos de cada candidato. Não mostrando o que de bom foi feito no período de vida púbica de cada um.

    Cynara Menezes em 22/11/2017 - 10h50 comentou:

    difícil é achar alguma coisa útil vinda do bolsonaro na câmara…

Leon Dalaedovick em 21/11/2017 - 21h05 comentou:

O trabalho está muito bem escrito e nos revela o perfil psicológico dos boçalnaristas. Porém, acredito que o estudante não foi feliz ao escolher a Alegoria da Caverna de Platão como “paralelo” para o fenômeno do autoritarismo expresso por Boçalnaro. Vejamos: 1) A Alegoria da Caverna não é uma comparação, mas uma metáfora em que os termos da relação – “sombra/luz” representam a prisão intelectual em que vive não um grupo específico no interior da coletividade, mas representa o mundo de ilusão e alienação de toda a sociedade em contraposição ao mundo de “conhecimento/realidade” fora da caverna em que vive apenas o filósofo, único capaz de lançar luz sobre o mundo de sombras em que vivem os prisioneiros – a caverna dos boçalnaristas não é totalmente profunda e nem totalmente escura, um vez que existem vários focos de luz apontando o caminho da saída e a contraposição não é “conhecimento/realidade”, mas o tripé “lei-ordem-progresso”; 2) Os prisioneiros de Platão estão acorrentados na total ignorância, e a eles não é dado fazer escolhas, pois que não têm outras fontes de informação que não as sombras das figuras que lhes são impostas. Nem mesmo sabem que estão numa caverna e quem são os marionetistas que portam os cartazes com os desenhos das figuras – o que também não é o caso dos boçalnaristas. Esses não estão acorrentados na total ignorância, sabem que há outro “mundo” fora da caverna, e sabem muito bem de onde provém as imagens deturpadas dos objetos – veja, não são desenhos, são os próprios objetos que lhes são apresentados para que façam suas escolhas; 3) Os prisioneiros da Alegoria não são violentos e nem agridem uns aos outros por puro capricho – como se a “banalidade do mal” fosse a única alternativa para impor sua visão de mundo. Aliás, eles nem procuram impor sua “visão de mundo” para os outros, porque todos vivem no mesmo mundo, partilham das mesmas crenças, têm os mesmos gostos e os mesmos hábitos. Não há diferenciação interna com grupos se digladiando através da força física, ainda que haja uma competição entre eles na identificação das sombras – que eles não sabem que são sombras. Se rejeitam a orientação e a ajuda do filósofo, ao ponto de quererem matá-lo, não é porque têm um projeto objetivo, equacionado entre meios e fins para a tomada de poder no interior da caverna e fazer valer o poder da força bruta em detrimento do diálogo e do respeito às diferenças. Os prisioneiros de Platão se zangam com o filósofo porque ele fala de um “outro mundo”, um mundo de luz para além da caverna, mas esse “outro mundo” não é o mundo da força bruta, das riquezas materiais, da glória pessoal meritocrática. É o mundo do conhecimento que substitui o mundo da ignorância. O filósofo não promete nada ao prisioneiro eu lhe segue além da possibilidade de sair da escuridão e ver a luz. Mais uma vez aqui também não me parece ser o caso dos idiotas que seguem boçalnaro, o “filósofo-mor”, pois que entre eles há bastantes outros que se dizem filósofos, os que se pretendem cultos e que também lhes apresentam o “outro mundo”, o mundo da lei, da ordem e da decência, único capaz de abrir as portas do paraíso de grandezas materiais. Porém, para os boçais esse “novo mundo” não está fora da caverna, mas que precisa ser edificado com a força bruta, eliminando fisicamente, se preciso for, os que prometem apenas conhecimento: filósofos, sociólogos, jornalistas, médicos, advogados, gays, lésbicas, negros, jovens, adultos, velhos…enfim, suprimir toda a oposição, todas as ideias divergentes e a diversidade de gênero, de etnia, de conhecimento no interior da própria caverna. Nada mais distante do que os prisioneiros de Platão que não vislumbram “outro mundo” nem fora nem dentro da caverna, nem tem líderes para se submeterem. A única coisa que os prisioneiros de Platão querem é permanecer na caverna, até mesmo porque não passa pelas suas cabeças que exista outra “realidade” além da que experimentam. E se aparecer filósofos ou sacripantas como o boçalnaro para subverter o cotidiano, eles matam do mesmo jeito. No meu modo de ver as coisas, os boçalnaristas não estão presos na caverna como os prisioneiros da Alegoria, pois que essa tem a luz do fogo e há quem queira a ajuda do filósofo para achar a saída. Já os imbecis estão presos num lamaçal movediço e rejeitam qualquer ajuda para encontrar terra firme. Serão tragados por sua própria estultícia. A conferir.

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    Romilson em 22/11/2017 - 00h38 comentou:

    Muito intelectual você, aparentemente alguém formado em filosofia ou algo do tipo, mas com todo esse aparente conhecimento e boa articulação talvez seja capaz de escolher um bom candidato , alguem que realmente conduza esse carro sem freios que é o nosso país para votar nas próximas eleições…amigo discurso bonito é o que mais vejo na boca dos imundos políticos corruptos e as belas palavras ou interpretaçoes deles, de nada adiantam para melhorar a situação, é bom ser eficiente mas as vezes ser eficaz é necessário.

Jean Marcos pastorini Alves em 21/11/2017 - 21h06 comentou:

Boa materia kkkk , que tal você mostrar sua imparcialidade jornalística mostrando também uma pesquisa nos grupos pró-lula ? Observação : _ por gentileza ser imparcial para poder dormir tranquilamente. Ou você só”pende” para um lado , quando se trata de noticiar “verdades” ???? ( Aguardo publicações futuras , se não quiser fazer a avaliação que indiquei, tudo bem, você que sabe , mas não remova o comentário caso ache-o abaixo de seu nível intelectual )

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    Cynara Menezes em 21/11/2017 - 22h26 comentou:

    você mesmo pode fazer a matéria

Adilson Francisco em 21/11/2017 - 21h36 comentou:

Eu tento, mas continuo sem entender o raciocínio de certas pessoas. A pessoa dá um título chamando todos que concordam com as ideias do bolsonaro de bolsominions e os tratando como uma espécie animal a ser estudada. Depois reclama quando os não adeptos do bolsonaro são chamados de esquerdopatas. Fora as outras divergências. Deu vontade de escrever um “pôster” com o título: como arrumar um emprego para alguém que passou 40 dias no facebook arrumando pelo em ovo. O que acha?

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    Cynara Menezes em 21/11/2017 - 22h23 comentou:

    ué, escreva

Simei Tarse Sobrinho Santos em 21/11/2017 - 22h01 comentou:

tem muita merda mesmo nas ideias das pessoas atualmente. que se comem por serem de esquerda ou direita…nao aceito ser chamado de bolsominios por achar Bolsonaro a melhor opção ou de petista por querer votar no Lula. mas convenhamos. perseguição e merda se vê dos dois lados. Os dois lados exageram…o problema é também que ser á favor de bolsonaro é machismo já de entrada e a sociedade mais esquerda não aceita esse comportamento atual. E a imposição cultural de valores sociais de linha esquerdista se fazem também um fator relevante ao medo da exposição dos eleitores do candidato dito “facista”. O bom é que todos querem o melhor para o país…isso me anima.

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Dionatan em 21/11/2017 - 22h34 comentou:

Kant já alertava para o problema da falta do senso crítico…. É triste ver tantas pessoas alienadas assim…

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Silvio gomes em 21/11/2017 - 22h52 comentou:

Vou votar em Bolsonaro não por ser de direita ou esquerda ou centro quero apenas ter á Liberdade de votar em quem eu quiser sem ser censurado por ideologias onde está a tal da democracia parece que não temos mais liberdade de discordar.

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    Silvio Turban em 21/11/2017 - 23h50 comentou:

    Fique tranquilo caro Bolso-iludido. Você é censurado apenas pela própria inteligência.

Samuel Oliveira em 21/11/2017 - 22h52 comentou:

Eu realmente concordo que nos grupos do Bolsonaro há muito comentário radical e intolerante, digo isso porque participo. Mas também por participar, posso afirmar sem receio que há pessoas que respeitam a esquerda, que possuem argumentos válidos e não são intolerantes. E o perfil radical e intolerante é de uma pequena minoria que realmente não sabe respeitar os outros e falam o que não devem. A maioria tem seu posicionamento de direita firme e só defende seus ideais conservadores, uma economia livre e mais respeito aos policiais e aos outros trabalhadores, é preciso ressaltar isso

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César MRT- ABC em 21/11/2017 - 23h07 comentou:

Boa matéria que infelizmente aborda e mostra como o mundo está infestado de vermes seguidores de “políticos” deste naipe.
Quinta feira estaremos na câmara de StoAndre, protestando contra a proposta do vereador Lobo, que quer promover este sr que nada fez para a cidade, título de cidadão andreense.

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César MRT- ABC em 21/11/2017 - 23h11 comentou:

Se liguem mais se interessar por notícias de Esquerda, vejam o Esquerda Diário.
Revolução já!

Responder

Sandro em 21/11/2017 - 23h27 comentou:

Realmente, este homem que despontou como a última esperança para o país sair do caos que se encontra ,perde muito voto devido a algumas posturas de seus seguidores. Ainda bem que o que pesa na balança deste tal de Bolsonaro é a sua conduta ilibada e isenta de corrupcao . Sem chance para qualquer outro em se medir com ele. Dependesse dos seus fãs , perderia seu crédito.

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Anon Jeemous em 21/11/2017 - 23h32 comentou:

Sugiro, se ainda sobrou estômago, participar de grupo de intervencionistas. Surpreende lá uma cisão (branda, pois também não sustentam discussões): há os bolsonarianos e aqueles que vêm Bolsonaro como mais um político da “conspiração comunista que manda no Brasil”. É hilário.

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Jovem dinâmico em 21/11/2017 - 23h39 comentou:

Uma passadinha na página “ódio do bem” vai mostrar que esse “estudo” que você fez com os fãs do Bolsonaro teria o mesmo resultado com o pessoal de esquerda

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    João Bosco Coelho Costa em 22/11/2017 - 09h37 comentou:

    Incides na “falácia” da compensação, ou seja, ignora a exposição e exige, a priori, do interlocutor que faça o contrapeso via ponto de vista contrário, papel que caberia a ele, contestador.
    Tenta, assim, mudar o foco porque lhe falta argumentos para defender o indefensável.

Apenas alguém em 22/11/2017 - 01h03 comentou:

Essa foi a maior perda de tempo que eu poderia ter tido na minha vida. Formato de análise interessantes , mas não acresce nada de realmente considerável.
Não é atoa que essas pessoas se isolam e preferem não permitir esquerdistas em seus grupos.

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Rômulo da Cunha Pereira em 22/11/2017 - 01h47 comentou:

Bem as críticas aos Bolsominions foram bem pontuais, com exceção do humor medíocre. Mas começar o texto citando o filósofo Platão é bem contraditório, afinal no mesmo livro supracitado ele defende a superioridade masculina e ainda sustenta o sistema escravocrata, no mínimo contraditório.

Responder

Soares em 22/11/2017 - 02h47 comentou:

Tem muito eleitor do Bozó que não passa de gente frustada. Eleitores iletrados, apesar do título de graduação na parede empoeirando. Vão estudar bando de preguiçosos e entender melhor o país em que vocês estão vivendo.

Responder

João em 22/11/2017 - 03h25 comentou:

Essa matéria tá muito generalizada não são todos pró Bolsonaro que pensão dessa maneira exagerada. E olha que meu irmão q é gay tbm apoia ele.

Responder

    Marlene em 22/11/2017 - 19h47 comentou:

    Nossa! Admiro a coragem do seu irmão.

Richard Porto em 22/11/2017 - 07h30 comentou:

Texto bem escrito, construção do pensamento de forma consistente, embora com linha de pensamento pré definida.
Gosto do contraditório. Ler e ouvir apenas quem compartilha de sua ideologia, não ajuda a crescer.
Concordo que há acéfalos de direita, e que estes são maioria. Entretanto, pareceu-me que o texto tende a indicar que todos os de direita assim o são. Isto é discriminatório, e apenas polariza as discussões. É forçar a porta tentando fazer o acéfalo mudar de opinião para não parecer burro.
Não importa se está alinhado à esquerda ou a direita. Continuará sendo o que é: gado.
Em todos os movimentos, percebe-se o efeito manada. Inclusive na esquerda.
O que difere o gado de um pasto ou de outro, são seus princípios.
Discordo de atitudes discriminatórias. Entretanto, parece-me que o simples exercício do direito de discordar do discurso de esquerda, ou inclusivo, como preferir, coloca automaticamente o indivíduo em uma posição de “intolerante”, de “fascista”. Este posicionamento, por si só, já é discriminatório.
Sempre estive alinhado ao pensamento de centro-esquerda, acreditava piamente na social democracia e pasmem, na pureza do PT. O PT era quase sacro. Ao menos foi a imagem cultivada durante anos.
O PT afunda, e leva consigo toda a esquerda que insiste em morrer abraçado à Lula. Figuras expressivas como Heloísa Helena sumiram do meio político.
Apesar de meu alinhamento político, sempre acreditei na família tradicional como base da sociedade. E esta é a crença da maior parte da população. Não estamos negando o direito das pessoas serem o que quiserem. Mas isto não dá o direito de imporem às minhas filhas, acesso a material pornográfico pseudo didático.
Ensinar o respeito as individualidades, perfeito. Como cristão ensino minhas filhas que todos são amados por Deus da mesma maneira e é isto que Ele espera de nós. Tenho amigos gays. O fato de eu ser hétero e ter formado uma família tradicional não impede nossa amizade.
Mas a esquerda tornou-se intolerante. Prega o fim da família hétero normativa (!!!). Não soa incoerente com o discurso de intolerância e de discriminação?
A sociedade como um todo, ainda crente no sacro petismo, ignorou a intolerância esquerdista. Mas, ver suas crenças e convicções serem atacadas constantemente por uma agenda que se diz progressista, enquanto que o meio político uniu-se a dilapidar a nação, foi demais.
Por isso o gado mudou de pasto.
Há pessoas inteligentes nos dois pastos. Mas uma grande massa impensante em ambos. Quando o meio político como um todo cai na vala comum da corrupção, resta à sociedade agarrar-se à sua última convicção. Então ressurge a defesa da família tradicional. Último lastro moral de uma sociedade corrompida.
E quem há muito grita este discurso? Bolsonaro. Isto explica o fenômeno?

Responder

    Cynara Menezes em 22/11/2017 - 10h54 comentou:

    oi? quando a esquerda pregou o fim da família heteronormativa? eu mesma sou casada com um homem e tenho filhos… o problema de vocês é o delírio paranoico. sua heterossexualidade parece bem frágil, hein?

    Ismael Reghin Filho em 22/11/2017 - 12h22 comentou:

    ☝🏻seu comentário acima, em resposta ao que foi postado, não é verdadeiro.
    A esquerda defende sistemáticamente a Ideologia de Gênero e você pretendeu tapar o sol com uma peneira?!!?
    A socialista morena fez um texto bem feito que pretende desmoralizar as pessoas conservadoras, transformando todo mundo em direitista extremista que vive numa caverna onde ela passou 40 dias.
    Na verdade, lendo os comentários encontrei repetidamente o padrão da caverna da esquerda que alegadamente, no texto, dá a impressão de que ele não existe.
    Enquanto a esquerda, em nome de uma sociedade utópica mais justa e igualitária, tenta impor seu modo de pensamento destruindo aquilo que existe e chamando quem é contra de homofóbicos, racistas e fascistas….
    Os conservadores vão defender os valores morais de Cristo, de nossos ancestrais e a família e o direito a propriedade, lutando se for preciso, nas mesmas formas e condições que a esquerda sempre adotou….
    E é isso que de fato está incomodando.
    Seu discurso traiçoeiro e rasteiro foi descoberto.
    As pessoas no mundo todo conseguem enxergar cada vez com mais facilidade, essa tática Gramicista da esquerda e isso possibilitou por exemplo, a eleição do Macri na Argentina, do Trump nos EUA, o Brexit da Inglaterra.
    Daqui para a frente, toda tática da esquerda de ocupar espaços será combatida, pois se esqueceram de avisar o cidadão comum e trabalhador que iam destruir o que ele mais preza, sua família.
    O Congresso barrou a Ideologia de Gênero e a esquerda em nome do respeito ao democrático e em defesa da sociedade que ela quer fazer progredir, mandou a tal ideologia para as Secretarias Municipais de Ensino, por acharem que através dos seus integrantes iriam calar as pessoas e aprovar a Ideologia de Gênero.
    Foi o maior tiro no pé. Levaram para dentro das famílias a luta em defesa delas mesmas e o que vemos todo dia é alguma câmara de vereadores de cidades de todos os rincões do Brasil, dizendo NÃO a essa porcaria!
    Vão se acostumando….
    Vai ser cada vez mais difícil, tapar o sol com a peneira!!!

    Cynara Menezes em 22/11/2017 - 13h27 comentou:

    “ideologia de gênero” é como vocês chamam a liberdade de ser quem se quer ser. coisa que incomoda muito quem se preocupa com a vida sexual ALHEIA, provavelmente porque não conseguiu resolver a sua própria

    Richard Porto em 22/11/2017 - 16h55 comentou:

    Cynara Menezes, questionar a sexualidade alheia é o que lhe resta à falta de argumentos?
    E se eu for bi, ou gay. Que diferença faz à minha opinião?
    Quanto ao combate à família hetero normativa, como a esquerda define, basta entrar em blogs de esquerda, e assistir alguns discursos esquerdistas no YouTube. Alienados há em ambos os lados. Radicais também.
    A virtude não está nos extremos. Ela encontra-se no meio.
    E finalizando, respeito ao contraditório é o mínimo que se espera de pessoas inteligentes em uma democracia.

    Cynara Menezes em 22/11/2017 - 17h10 comentou:

    paranoia delirante. tanto quanto achar que performance em museu é incentivo à pedofilia. a direita é assim mesmo. e, sim, não respeito a direita-bolsonaro

Edson em 22/11/2017 - 07h33 comentou:

O candidato ideal, vai ser aquele que se dispor a revogar todas as reformas feitas por esse lunático do temer! Tudo que foi feito nas leis trabalhistas deve ser disfeito , e até agora o tal Bolsonaro só fala em matar bandido é liberar armamentos, não vi ele falar uma vez nas regras de escravidão que foram aprovadas contra o trabalhador ,por tanto já não é meu candidato!!!

Responder

César MRT- ABC em 22/11/2017 - 07h51 comentou:

Desculpa, mas discordo de vc jovem dinâmico, Esquerda não perde tempo falando mal de pessoas e sim de situações que pessoas ligadas a este sr infelizmente faz, no máximo isso.
Temos preocupações bem diferentes, por exemplo… não espalhar o ódio e sim mostrar a verdade, que infelizmente choca e provoca irá e ódio dos missogenos, preconceituosos, burgueses contrários.

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Fátima Martins em 22/11/2017 - 08h14 comentou:

Por alguns meses eu fazia comentários sobre assuntos do candidato Bolsonaro, eu chamava a atenção as pessoas sobre o assunto e muitas vezes fui ofendida por expor minhas opiniões, não havia um debate, não aceitavam minha visão em relação ao assunto…
Teve uma postagem de um vídeo, que uma mulher, creio eu ser do meio político, ( desculpa por não dar nome, pois não me lembro mais quem é), então ela defendia o direito da família patriarcal, falava categoricamente que muitas coisas que existe nessa sociedade levaria a sociedade a cometer incesto … Eu entendi perfeitamente o que ela dizia no vídeo, porém quem postou o vídeo pôs uma legenda dizendo que ela estava apoiando o ato de incesto e querendo destruir a família… Eu não acreditava no que eu estava lendo nos comentários, fiquei de boca aberta com o que lia… Resolvi comentar, pedindo as pessoas para ouvirem o áudio, fui atacada. Só o que ele dizia pra mim,( vc escreveu incesto errado) eu disse normal, mas a minha audição está ótima, e tbm não sou formada em letras… Ele continuou a ver apenas meu erro ortografico, pedi para ele falar com o rapaz que editou o vídeo, pois ele escreveu algo errado ao que se ouvia no vídeo… Acho que ele então entendeu… 😂
Realmente, falta a análise do que se vê ou ouve… Se questionarmos, somos esquerdistas, esquerdopatas etc….
Difícil mesmo se chegar a um consenso…

Responder

Luis em 22/11/2017 - 09h26 comentou:

Em minha opinião essas pessoas que apoiam o Jair Bolsonaro descritas no texto, agem exatamente como as pessoas que apoiam candidatos de esquerda. Os comentários são quase idênticos. O que muda é o lado que elas estão. É necessário que todos entendam que estamos todos no mesmo barco. Somos todos brasileiros. Milhões de pessoas morreram em todas as partes do mundo vítimas da intolerância. Todos nós teremos o mesmo fim. Temos que aprender com milhares de anos de história. Não podemos cair na onda do ódio intolerante. Devemos aprender com paises que já passaram por isso. Ao final todos sofrem. Somos todos brasileiros, humanos temos que buscar o equilíbrio entendendo que ninguém é igual a ninguém.

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    Hildete em 22/11/2017 - 11h26 comentou:

    Também acho. Fui enxovalhada em um comentário que fiz em um vídeo do Lula no nordeste. E não foi apenas por uma pessoa que me mandou “vazar”!

    Alexandre H em 22/11/2017 - 12h55 comentou:

    Adorei o comentário… esses politicos so querem dinheiro.. tudo safado .. e o povo ainda defende … independente de quem ganhe .. espero que o povo saia paras as ruas e cobrem melhorias .. nao da pra pagar tanto imposto por nada … o trabalhafor que se lasca ..

    EUGÊNIO em 22/11/2017 - 18h16 comentou:

    Pois é…
    Pequenos espaços como este dão a ver o monstrengo em que se transformou a grande massa brasuca. O nome do criador, o dr. Frankenstein tupiniquim?
    Elementar: mídia dos bancos + igrejas e mais igrejas…
    A grande, imensa maioria dos comentaristas — daqui ou de outro canto qualquer — é semianalfabeta no português e completamente, absolutamente e totalmente analfabeta em política ou tudo o mais.
    Somos um país de talvez 180 milhões de imbecilizados pelas globos e pelos templos de todos os tamanhos (anticristãos, diga-se. Verdadeiros templos do Diabo a quatro, dos quintos dos infernos).
    É claro que a estupidez não tem cor, pode ser vermelha, amarela, verde e o escambau, mas daí a pedir respeito pelo tal candidato é querer demais.
    Fazer uma matéria sobre os seguidores do cara? Chover no molhado, só pode se tratar de idiotas e mais idiotas, da mesma laia dos que defendem quem quer que seja sem saber exatamente o que estão defendendo.
    Numa palavra: GADO.
    Povo marcado, povo feliz?
    Nada disso, Zé Ramalho,
    povo imbecil.
    Tô fora dessa massa.
    Sucesso na empreita, (Santa) Cynara ,
    mas vou assistir a tudo bem de longe…

Alisson jobert em 22/11/2017 - 09h29 comentou:

Eu voto no Bolsonaro…mas nao sou tudo isto que a Socialista observou,nao pode generalizar desta forma,nos grupos de esquerda a radicalizaçao é a mesma,a diferença que é de Esquerda,mas eu gostei das observaçoes feitas pela Morena,e realmente eu concordo em muitas coisas ai,as vezes deveria haver um debate quando é postado algo,e infelizmente muitos apenas ficam falando palavras de ordem!

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    Silvio Turban em 22/11/2017 - 11h16 comentou:

    Votando no Bolsonaro você está votando também na tortura, no ódio aos pobres, no racismo e na homofobia. Isso diz muito sobre sua personalidade.

Mendes jr em 22/11/2017 - 09h39 comentou:

Dica ao site…passe os mesmos 40 dias em sites apoiadores de Lula e PT e veja como os que discordam deles são tratados…utilizem os mesmos critérios.

Responder

    Cynara Menezes em 22/11/2017 - 10h47 comentou:

    faça você mesmo

Raphael Sanches em 22/11/2017 - 11h20 comentou:

Infelizmente esses “homens das cavernas/igrejas” sempre existiram, só estavam esperando lá dentro algo que “justificasse” os absurdos para sair … e nós do lado de fora falhamos, em parte, ao não explicar o que é a verdadeira Democracia.

OBS. O Cara se diz Cristão e faz tudo absolutamente ao contrário nos ensinamentos de Cristo !!!

Responder

Hildete em 22/11/2017 - 11h28 comentou:

Éh amigo, que triste que vc não quer sair da “caverna”, espero que não queira nos “matar”…

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Philipe em 22/11/2017 - 11h57 comentou:

Sou apoiador da candidatura de Jair Bolsonaro a presidência se irei votar nele isso dependerá de suas propostas políticas e dá confiança q ele possa me passar para assumir este cargo n faço parte deste grupo de pessoas q acreditam q o país ira tomar o rumo certo e erradicar vários problemas apenas com Bolsonaro na presidência, mas sinceramente vim expressar minha opinião quanto a esta matéria ser extremamente tendenciosa para tentar denegrir a imagem dos eleitores de Bolsonaro como se ela estivesse representada por estes grupos, fato é esses grupos apresentam uma espécie de fanatismo doentio e q a grande maioria de seus membros compactuam de ideais q n me representam (por isso n participo de nenhum destes grupos) e vamos combinar q n dá pra levar grupos de facebook a sério este mesmo estudo voltado pra grupos de ideais de esquerda ou grupos LGBT irão mostrar declaração de ódio contra héteros,conservadores de direita e eleitores de Bolsonaro oq tb n representa as pessoas sensatas com esta visão política e q apoiam a causa LGBT.

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    Cynara Menezes em 22/11/2017 - 13h29 comentou:

    estamos recebendo centenas de comentários xingando e esbravejando, bem no tom dos grupos que adoram um senhor que odeia quilombolas, por exemplo. na certa eles também são ~exceção~, né?

Luiz Curvo em 22/11/2017 - 12h22 comentou:

Cynara, fui ler os comentários e tá cheio de bolsominions, este país está completamente imbecibilizado (nem sei se existe essa palavra), parabéns pela pesquisa e vá pra praia menina, 40 dias com bolsominions é foda pracarai

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    Cynara Menezes em 22/11/2017 - 13h26 comentou:

    não fui eu, não teria estômago. o autor do texto é peterson fernandes

Marcio Camillo em 22/11/2017 - 12h25 comentou:

Do enunciado da Matéria, posso afirmar o seguinte: A maioria dos bolsominions reproduz…..kkkkkk

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Edilson Santana em 22/11/2017 - 12h59 comentou:

Parabéns pelo esforço em elaborar a matéria, porém após a bela explanação sobre a alegoria de Platão quando se refere ao “Brasil pós golpe” percebi o quanto a MORENA SOCIALISTA, infelizmente, é apenas mais uma pessoa que escreve sobre o que não compreende. Talvez, isso talvez, MORENA SOCIALISTA devesse LER sobre a constituição e o sistema político do nosso BRASIL.

Ass: Edilson Santana
Engenheiro, matemático, filósofo, morador do complexo do alemão por 12 anos, artista plástico, Ex- Sargento da brigada de infantaria paraquedista, futuro graduando em direito e acima de tudo Patriota.
Zap: 21 99676-9543

Responder

    Cynara Menezes em 22/11/2017 - 13h25 comentou:

    o texto é de peterson fernandes, como está escrito no texto. o nome do site é socialista morena, como está escrito no site. será que você leu mesmo?

Andrey Bragalda em 22/11/2017 - 15h54 comentou:

Esta sua “aventura analítica” é em maior parte verdadeira, mas equivocadas em parte. Há sim alguns membros mais radicais, mas estes não representam a maioria, e claro que na internet as pessoas se exaltam.
Quanto a defender a vontade da maioria diante da minoria, não é isso que se entende por democracia?
Todas as pesquisas de intenção de votos apresentam até o momento praticamente os mesmos candidatos de sempre, que não representam mudança alguma e sim os mesmos partidos tradicionalmente corruptos de sempre e, se um deles for eleito, será sinal de que o brasileiro merece mesmo viver na lama que jogaram país.

Responder

Anderson em 22/11/2017 - 16h12 comentou:

Diz que são os bolsominions que estão na caverna quando na verdade quem está são os comunistas que buscam a lúdica utopia criada por Marx, bolsominions deveriam ser aqueles que seguem o Bolsonaro apenas pela moda, aqueles que tem motivos sensatos para embasar sua opinião deveriam ser chamados apenas de eleitores.

Responder

Luiz Carlos P. Oliveira em 22/11/2017 - 16h52 comentou:

Resumindo a ópera: bolsominions são o que existe de pior em analfabetismo político. Radicais, mal-educados e repetitivos. Quem nunca foi xingado com frases tipo “vá para Cuba”, “vá para a Venezuela” ou “comunista desgraçado”. A degradação moral desses caras é alarmante. Na ignorância sobre economia e política, então, eles se superam. Também, com um ídolo igual ao Bozo, não poderíamos esperar nada diferente. Mas é bom eles “já irem” se acostumando, pois o Bozo não passará nunca dos 15 ou 16%. Não chega nem no segundo turno. E, se chegar, será massacrado nas urnas. Provavelmente seus eleitores (parte deles) sejam os envergonhados por usarem adesivo “eu não tenho culpa, eu votei no Aécio”. Ah, coitados.

Responder

Luiz Carlos P. Oliveira em 22/11/2017 - 17h03 comentou:

PHILIPE: apoiador de Bolsonaro defendendo causas gay e LGBT? Conta outra. O Bozo é homofóbico e já demonstrou isso em várias entrevistas. Sem falar que é um racista assumido. Ele disse que filho seu não se casaria com uma negra “porque teve uma boa educação”. Votar num sujeito desses já demonstra certos desvios…

Responder

Carlos Lima em 22/11/2017 - 17h06 comentou:

Em nome da liberdade de expressão, vamos reprimir, atacar e achincalhar quem pensa diferente. Cães raivosos de direita. Mas bem adestrados.

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Waldir Chahine em 22/11/2017 - 21h42 comentou:

O antepenúltimo e o penúltimo parágrafos do texto são confirmados nos comentários sobre o texto. Muitas dessas pessoas idiotizadas vieram a esta página para colocar seus comentários agressivos. Tenho a infelicidade de conviver pessoalmente com muitos exemplares deles em meu ambiente de trabalho. Por várias vezes, já tentei mostrar o quanto estão iludidos por um político espertalhão que está no 7º mandato como deputado sem fazer qualquer coisa de útil, como o que ele apresenta como solução para os problemas nacionais só os agravaria, de suas motivações nada nobres para suas propostas, de sua total falta de habilidade para governar o país, de como faz política de maneira suja, como foi sua saída do Exército, que não é um patriota, mas um entreguista como demonstrou em sua viagem aos EUA em suas votações no Congresso, enfim de tudo que lhe torna o pior candidato a ser votado, mas no final a resposta é sempre que votarão nele mesmo assim. É um caso, antes de mais nada, de saúde pública. É patológico!

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    Cynara Menezes em 22/11/2017 - 23h25 comentou:

    isso porque você não viu as centenas de comentários que excluí com gente xingando e agredindo. típico

Olimpio em 23/11/2017 - 03h10 comentou:

O rapaz escreve um artigo relatando o tipo de comportamento de um determinado grupo de pessoas, e essas mesmas pessoas vem a publico ratificar o que esta escrito nesse artigo, de duas uma: ou esse rapaz e muito inteligente ou essas pessoas…

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Mari em 24/11/2017 - 21h04 comentou:

Em um país de péssima educação como o nosso esse tipo de idéia prospera demasiadamente. Tristes dias esses em que ninguém escuta, apenas faz ressoar os pensamentos que protege como se estivessem acima da realidade e para além das argumentações contrárias.

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Carlos Valentin em 28/11/2017 - 13h59 comentou:

É mito em que, esta aberração?

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Ivan Carvalho em 03/12/2017 - 12h56 comentou:

Boa alusão do assunto, mas temo que os fóruns de esquerda não sejam muito diferentes desses bolsominions :(.

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MARCELO BARROS em 05/12/2017 - 15h10 comentou:

Sou cristão e sou de esquerda. A alguns anos venho observando os comportamentos que desembocam agora e vejo que isso estava velado e veio a tona de forma avassaladora.

Uma coisa tenho que admitir, a esquerda sempre viu as igrejas evangélicas como “os iludidos que entregam dinheiro para pastores que ficam ludibriando a boa fé das pessoas”, “os que não bebem, não fumam e não transam e que não gostam de misturar com o resto da sociedade”, “os que incomodam pregando a sua mensagem nos espaços públicos”, etc. Isso em qualquer partido de esquerda, inclusive o meu que estou filiado há 17 anos vejo isso.

Um alerta que faço também para a reflexão de todos aqui. Silas Malafaia, Marco Feliciano e alguns “telepastores” são vozes importantes mas não representam toda a comunidade evangélica brasileira. Hoje determinadas figuras como essas são questionadas em suas palavras pelos crentes em todas os espaços. Vejo também que se questionam o “papel dos parlamentares que se dizem representar as igrejas”. Não basta apenas “ser irmão” mas hoje as pessoas perguntam o que ele está fazendo? Qual é o trabalho feito? Aquele princípio do “voto de cabresto” está cada vez menos forte pois hoje as pessoas questionam mais. Pastor hoje não “lava a cabeça” facilmente, pra mim nunca lavou.

Vale ressaltar também que a comunidade evangélica galgou espaços que nunca foram pensados um dia. Hoje pode-se dizer que temos 70 milhões de evangélicos no Brasil, praticantes ou não. Hoje temos mais ou menos 1 milhão de empresários que se dizem evangélicos. Hoje de 52 milhões de jovens, um terço disso são cristãos evangélicos. Por exemplo, 40% dos bolsistas do PROUNI nos governos do PT eram jovens evangélicos. O nível de escolaridade média do povo evangélico hoje proporcionalmente subiu muito e vários assuntos que eram tabus hoje tem uma certa ressonância de discussão dentro das igrejas.

Agora, eu digo também com todas as letras que o povo evangélico foi altamente atendido pelas políticas de distribuição de renda feitas pelos governos do PT. Isso em todas as classes e regiões. Inclusive Dilma em 2010 teve apoio das maiores lideranças evangélicas do país. Digo os presidentes das maiores igrejas como a Assembléia de Deus – Ministério de Madureira e a IURD. Agora tem igrejas por exemplo, que nunca apoiaram a esquerda, conheço várias Brasil afora

O descontentamento do segmento evangélico se dá por 3 grandes motivos: 1- a famosa “ideologia de gênero” (não vou questionar se está certo ou não). Acho que existem excessos de ambos os lados. “Cristo homossexual pintado em Parada Gay”, “queima de bíblias”, “queima de bandeiras do arco-íris” e “apologia a assassinato de homossexuais” são alguns destes excessos; 2-Os escândalos de corrupção e a participação ativa de pessoas dos mais diversos partidos; 3- A violência e a impunidade decorrente da corrupção

POR ISSO ESTE VOTO CONTRA A ESQUERDA E SUA “PAUTA DAS TREVAS” TEM UMA TENDÊNCIA A DESEMBOCAR EM BOLSONARO. Mas hoje também vejo um movimento diferente. Uma boa parte da base das igrejas quer Bolsonaro, mas as cúpulas estão um pouco receosas. Infelizmente, organizações tem interesses e a política é dinâmica.

Acho que a esquerda tem que fazer um exercício de análise das igrejas não a partir do seu olhar mas do olhar das igrejas. Tem um artigo chamado “O que a esquerda deveria aprender com os evangélicos” que vale a pena dar uma lida e uma boa estudada.

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MARCELO BARROS em 05/12/2017 - 15h19 comentou:

O QUE A ESQUERDA DEVERIA APRENDER COM OS EVANGÉLICOS

“As massas de homens que nunca são abandonadas pelos sentimentos religiosos
então nada mais vêem senão o desvio das crenças estabelecidas.
O institnto de outra vida as conduz sem dificuldades
ao pé dos altares e entrega seus corações aos preceitos
e às consolações da fé.”
Alexis de Tocqueville, “A Democracia na América” (1830), p. 220.

No Brasil, um novo confronto, na forma como dado e cada vez mais evidente e violento, será o mais inútil de todos: o do esclarecimento político contra o obscurantismo religioso, principalmente o evangélico, pentecostal ou, mais precisamente, o neopentecostal. Lamento informar, mas na briga entre os dois barbudos – Marx e Cristo – fatalmente perderemos: o Nazareno triunfa. Por uma razão muito simples, as igrejas são o maior e mais eficiente espaço brasileiro de socialização e de simulação democrática. Nenhum partido político, nenhum governo, nenhum sindicato, nenhuma ONG e nenhuma associação de classe ou defesa das minorias tem competência e habilidade para reproduzir o modelo vitorioso de participação popular que se instalou em cada uma das dezenas de milhares de pequenas igrejas evangélicas, pentencostais e neopentecostais no Brasil. Eles ganharão qualquer disputa: são competentes, diferentemente de nós.

Muitos se assustam com o poder que os evangélicos alcançaram: a posse do senador Marcello Crivela, também bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, no Ministério da Pesca e a autoridade da chamada “bancada evangélica” no Câmara dos Deputados são dois dos mais recentes exemplos. Quem se impressiona não reconhece o que isso representa para um a cada cinco brasileiros, o número dos que professam a fé evangélica ou pentecostal no Brasil. Segundo a análise feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), a partir dos microdados da Pesquisa de Orçamento Familiar 2009 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a soma de evangélicos pentecostais e outras denominações evangélicas alcança 20,23% da população brasileira. Outros indicadores sustentam que em 1890 eles representavam 1% da população nacional; em 1960, 4,02%.

O crescimento dos evangélicos não é um milagre, é resultado de um trabalho incansável de aproximação do povo que tem sido negligenciado por décadas pelas classes mais progressistas brasileiras. Enquanto a esquerda, ainda na oposição política, entre a abertura democrática pós-ditadura e a vitória do primeiro governo popular no Brasil, apenas esbravejava, pastores e missionários evangélicos percorreram cada canto do país, instalaram-se nas regiões periféricas dos grandes centros urbanos, abriram suas portas para os rejeitados e ofereceram, em muitos momentos, não apenas o conforto espiritual, mas soluções materiais para as agruras do presente, por meio de uma rede comunitária de colaboração e apoio. O que teve fome e dificuldade, o desempregado, o doente, o sem-teto: todos eles, de alguma forma, encontraram conforto e solução por meio dos irmãos na fé. Enquanto isso, a esquerda tinha uma linda (e legítima) obsessão: “Fora ALCA!”.

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O crescimento dos evangélicos não é um milagre,
é resultado de um trabalho incansável
de aproximação com o povo

Desde Lutero, a fé como um ato de resistência (Life of Martin Luther and and the Heros of Reformation, litografia, 1874)

O mapa da religiosidade no Brasil revela nossa incompetência social: os evangélicos e pentecostais são mais numerosos entre mulheres (22,11% delas; homens, 18,25%), pretos, pardos e indígenas (24,86%, 20,85% e 23,84%, respectivamente), entre os menos instruídos (sem instrução ou até três anos de escolaridade: 19,80%; entre quatro e sete anos de instrução: 20,89% e de oito a onze anos: 21,71%) e na região norte do país, onde 26,13% da população declara-se evangélica ou pentecostal. O Acre, esse Estado que muitos acham que não existe, blague infantilmente repetida até mesmo por esclarecidos militantes de esquerda, tem 36,64% de evangélicos e pentecostais. É o Estado mais evangélico do país. Simples: a igreja falou aos corações e mentes daqueles com os quais a esquerda nunca verdadeiramente se importou, a não ser em suas dialéticas discussões revolucionárias de gabinete, universidade e assembleia.

O projeto de poder evangélico não é fortuito. Ele não nasceu com o governo Dilma Rousseff. Ele não é resultado de um afrouxamento ideológico do PT e nem significa, supõe-se, adesão religiosa dos quadros partidários. Ele é fruto de uma condição evangélica do país e de uma sistemática ação pela conquista do poder por vias democráticas, capitalizada por uma rede de colaboração financeira de ofertas e dízimos. Só não parece legítimo a quem está do lado de fora da igreja, porque, para cada um dos evangélicos e pentecostais, estar no poder é um direito. Eles não chegaram ao Congresso Nacional e, mais recentemente, ao Poder Executivo nacional por meio de um golpe. Se, por um lado, é lamentável que o uso da máquina governamental pode produzir intolerância e mistificação, por outro, acostumemo-nos, a presença deles ali faz parte da democracia. As mesmas regras políticas que permitiram um operário, retirante nordestino e sindicalista chegar ao poder são as que garantem nas vitória e posse de figuras conhecidas das igrejas evangélicas a câmaras de vereadores, prefeituras, governos de Estado, assembleias legislativas e Congresso Nacional. O lema “un homme, une voix” (“um homem, uma voz”) do revolucionário socialista L.A. Blanqui (1805-1881), “O Encarcerado”, tem disso.

Afora a legitimidade política – o método democrático e a representação popular não nos deixam mentir – a esquerda não conhece os evangélicos. A esquerda não frequentou as igrejas, a não ser nos indefectíveis cultos preparados como palanques para nossos candidatos demonstrarem respeito e apreço pelas denominações evangélicas em época de campanha, em troca de apoio dos crentes e de algumas imagens para a TV. A esquerda nunca dialogou com os evangélicos, nunca lhes apresentou seus planos, nunca lhes explicou sequer o valor que o Estado Laico tem, inclusive como garantia que poderão continuar assim, evangélicos ou como queiram, até o fim dos tempos. E agora muitos militantes, indignados com a presença deles no poder, os rechaçam com violência, como se isso resolvesse o problema fundamental que representam.

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A esquerda nunca dialogou com os evangélicos,
nunca lhes apresentou seus planos,
nunca lhes explicou sequer o valor do Estado Laico

George Whitefield (1714-1770) pregando nas colônias britânicas

Apenas quem foi evangélico sabe que a experiência da igreja não é puramente espiritual. E é nesse ponto que erramos como esquerda. A experiência da igreja envolve uma dimensão de resistência que é, de alguma forma, também política. O “não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso espírito” (Paulo para os Romanos, capítulo 12, versículo 2) é uma palavra de ordem poderosa e, por que não, revolucionária, ainda que utilizada a partir de um ponto de vista conservador.

Em nenhuma organização política o homem comum terá protagonismo tão rápido quanto em uma igreja evangélica. O poder que se manifesta pela fé, a partir da suposta salvação da alma com o ato simples de “aceitar Jesus no coração como senhor e salvador”, segundo a expressão amplamente utilizada nos apelos de conversão, transforma o homem comum, que duas horas antes entrou pela porta da igreja imundo, em um irmão na fé, semelhante a todos os outros da congregação. Instantaneamente ele está apto a falar: dá-se o testemunho, relata-se a alegria e a emoção do resgate pago por Jesus na cruz. Entre os que estão sob Cristo, e são batizados por imersão, e recebem o ensino da palavra, e congregam da fé, não há diferenciação. Basta um pouco de tempo, ele pode se candidatar a obreiro. Com um pouco mais, torna-se elegível a presbítero, a diácono, a liderança do grupo de jovens ou de mulheres, a professor da escola dominical. Que outra organização social brasileira tem a flexibilidade de aceitação do outro e a capacidade de empoderamento tal qual se vêem nas pequenas e médias igrejas brasileiras, de Rio Branco, das cidades-satélite de Brasília, do Pará, de Salvador, de Carapicuíba, em São Paulo, ou Santa Cruz, no Rio de Janeiro? Nenhuma.

Se esqueçam dos megacultos paulistanos televisionados a partir da Av. João Dias, na Universal, ou da São João, do missionário R.R. Soares. Aquilo é Broadway. Estamos falando destas e outras denominações espalhadas em todo o território nacional, pequenas igrejas improvisadas em antigos comércios – as portas de enrolar revelam a velha vocação de uma loja, um supermercado, uma farmácia – reuniões de gente pobre com sua melhor roupa, pastores disponíveis ao diálogo, festas de aniversário e celebrações onde cada um leva seu prato para dividir com os irmãos. A menina que tem talento para ensinar, ensina. O irmão que tem uma van, presta serviços para o grupo (e recebe por isso). A mulher que trabalha como faxineira durante a semana é a diva gospel no culto de domingo à noite: canta e leva seus iguais ao júbilo espiritual com os hinos. A bíblia, palavra de ninguém menos que Deus, é lida, discutida, debatida. Milhares e milhares de evangélicos em todo o país foram alfabetizados nos programas de Educação de Jovens e Adultos (EJAs) para simplesmente “ler a palavra”, como dizem. Raríssimo o analfabeto que tenha sido fisgado pela vontade ler “O Capital”, infelizmente. As esquerdas menosprezaram a experiência gregária das igrejas e permaneceram, nos últimos 30 anos, encasteladas em seus debates áridos sobre uma revolução teórica que nunca alcançou o coração do homem comum. Os pastores grassaram.

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