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Maconha

Maratona 4h20: filmes doidões para chapar assistindo Netflix

Uma seleção feita pelo site de filmes e documentários que tratam sobre maconha e drogas no canal de streaming

"Baseado em Fatos Raciais". Foto: Nerflix/divulgação
Rubens Ervald
05 de março de 2020, 14h43

Uma seleção de filmes e documentários que abordam, direta ou indiretamente, a maconha e outras drogas para assistir no Netflix. Confira:

1. Sem Destino (Easy Rider)

Um clássico da contracultura, estrelado por Dennis Hopper, Peter Fonda e Jack Nicholson em 1969. Dirigido por Hopper, o filme conta a história de Wyatt e Billy, dois motoqueiros que cruzam os EUA para chegar até o carnaval de New Orleans (Mardigras). No caminho, uma paisagem belíssima, trilha sonora imperdível e a perseguição dos caretas. Em uma das cenas, o trio fuma maconha de verdade, a ponto de Nicholson errar suas falas e cair na gargalhada.

2. The Sunshine Makers

Dirigido por Cosmo Feilding-Mellen, o documentário conta a história de Nicholas Sand e Tim Scully, dois jovens norte-americanos que acreditaram ter a missão de produzir e distribuir milhões de doses de LSD gratuitamente para o mundo inteiro e assim mudar a energia do planeta. Sério, isso existiu! Juntos eles criaram em 1967 um dos ácidos mais famosos da história, o legendário Orange Sunshine. Bem-feito e cômico ao extremo.

3. Baseado em Fatos Raciais (Grass is Greener)

O pioneiro do hip hop Fab 5 Freddy conta neste documentário como o racismo esteve por trás da proibição da maconha nos Estados Unidos, desde o começo, inclusive para perseguir músicos de jazz como Louis Armstrong, que era um consumidor de cannabis assumido. Com a participação enfumaçada de Snoop Dogg, o filme mostra como os negros sofreram na proibição e são excluídos da liberação: apenas 4,3% do negócio bilionário da maconha medicinal e recreativa nos EUA têm empreendedores negros à frente.

4. Flagrantes de Família (Family Business)

Ao ser informado que a França está prestes a legalizar a maconha, uma família judia resolve transformar seu açougue à beira da falência em um bar onde a ganja é totalmente liberada. Série cômica na mesma pegada de outras produções que transformam cidadãos comuns em “traficantes”, como Weeds.

5. The Legend of 420

O filme aborda o atual status da maconha, pós-legalização em vários Estados norte-americanos, com seu uso sendo disseminado não só de forma medicinal e recreativa, como criativa: na arte, na gastronomia… De maneira entusiástica e bem humorada, retrata os interesses financeiros, a estupidez e a falta de lógica por trás da proibição da cannabis.

6. Segurando as Pontas (Pineapple Express)

Essa comédia com James Franco e Seth Rogen é daquele tipo só para gargalhar sem compromisso. Rogen é um maconheiro que compra as melhores cannabis de seu fornecedor, Franco. O problema começa quando, sem querer, o doidão flagra o assassinato cometido por um supertraficante que passa a persegui-lo após achar uma pista: o chapadão deixou cair na cena do crime uma bagana de Pineapple Express, um híbrido que só ele comercializa.

7. Reincarnated

Snoop Dogg, o maior maconheiro vivo (pau a pau com nosso Marcelo D2), conta como, para fugir um pouco do tema da violência, migrou do hip hop para o reggae em 2013, produzindo o disco Reincarnated sob o pseudônimo de Snoop Lion. No doc, Snoop percorre as melhores quebradas de Kingston, sempre fumando as melhores maconhas da Jamaica. Numa cena hilária, enquanto fuma um morrão em cima de um morro, o rapper é abordado por uma garota, que lhe dá uma flor e fala: “Nossa, mas você é muito parecido com o Snoop Dogg”. E ele, chapadão: “Ééééé… Todo mundo me diz isso”.

8. Lommbock

Este filme alemão é uma continuação de Lammbock, de 2001 (ele está disponível no youtube com legendas em inglês). Os dois amigos chapadões da comédia original, Kai e Stefan, são agora dois coroas que seguiram rumos diferentes: o bonitão Stefan está prestes a se casar com uma herdeira milionária em Dubai, enquanto Kai continua bastante ligado em fumar maconha sem parar. É o típico filme para dar risada despretensiosamente no sofá, mais ou menos como os protagonistas…

9. O Barato de Iacanga

O documentário dirigido por Thiago Mattar conta a história do Festival de Águas Claras ou Festival de Iacanga, que aconteceu em 1975, no auge da ditadura militar; em 1981, após a anistia; e em 1983 e 1984, às vésperas da redemocratização. Conhecido como “o Woodstock brasileiro”, a cidadezinha de Iacanga recebeu, nas quatro edições do festival, os maiores nomes da MPB: Gonzaguinha, Raul Seixas, Mutantes, Walter Franco, Luiz Gonzaga, Alceu Valença, Belchior, Gilberto Gil… Além de muita gente pelada, de boa, ouvindo música. E a grande incógnita: João Gilberto enfrentará a lama e os problemas técnicos e cantará no festival? Assistam, é o maior barato.

Esta lista não tem fim: é para curtir até a última ponta. Volte sempre para conferir as novidades.


(17) comentários Escrever comentário

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Alexandre Silva em 14/03/2020 - 16h02 comentou:

Obrigado, ajudou no fechamento do meu THC… Ops desculpe, meu TCC

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Pablo Vermelho em 04/07/2020 - 23h31 comentou:

Falta os Monty Python, Cynara!”Vida de Brian”, “Cálice Sagrado”…

Beijos

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Talim em 23/07/2020 - 13h28 comentou:

Faltou mac & devin go to high school, com snoop dogg e wiz khalifa. Pra mim o filme mais chapado ja feito. Slow burn mothafockaaaaa

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SUELLEN BRITO em 15/09/2020 - 15h04 comentou:

Por que entre as causas da esquerda sempre estão o uso de drogas liberado? Até tento abandonar a direita, mas esbarro num blog deste e desisto

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    Cynara Menezes em 15/09/2020 - 19h42 comentou:

    o que nós defendemos é a legalização das drogas porque a proibição só resultou em mais violência, crimes e prisão de jovens negros da periferia. no mais, liberdade cognitiva: usa quem quer

Hebert Mota Almeida Dos Santos em 22/10/2020 - 22h33 comentou:

Só faltou o principal! Cheech e Chong!!!

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joe em 23/10/2020 - 01h24 comentou:

A liberação das drogas é uma pauta que atende ais filhos dos ricos. Poderão comprar seu pó na lojinha, sendo atendido pela menina gata que sabe falar os erres e esses.
Os pretos da periferia não serão contratados, a droga mais barata sem imposto vai continuar sendo vendida por eles e qdo a policia chegar só haverá os desamparados para prender. Pobres viciados comprando de pobres vendedores. E os bacanas tranquilos na lojinha. Ninca vi uma pauta tão elitista quanto essa da liberação das dorgas.

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joe em 28/10/2020 - 21h02 comentou:

Eu entendo que sempre haja algum tipo de discurso que politicamente trnta englobar a maior qtdade de pessoas ou classes. Vou supor que não soube me expressar ou que a leitura di meu comentário foi superficial.
Os favelados que vivem do trafico terão sias rendas baqueadas com a fuga do capital dos playboys pras tabacarias e migrarão para outros crimes. Quem ganha 4000 por mês não vai ser ajudante de pedreiro ou algo similar. Se a esquerda se importasse com a escola que o favelado frequenta, zelando para que seu ensino o proporcione a ideia de que vender drogas é a unica saida digna que resta, ninguem discutiria tanto sobre os favelados que são presos.

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Neto Alves em 29/12/2020 - 12h22 comentou:

Sou a favor do cultivo caseiro da maconha, pelo qual podemos plantar oque podemos colher em nossas casas sem arriscar, devemos evitar atrito entre nós q não ganhamos nada por discutir razões pelo qual vira um labirinto em nossas mentes, devemos nos amar mais pois essa discussão não leva a nada, direita esquerda devemos ser ambidestros rsrsrs entendendo cada ponto bom, e o ruim jogar no lixo, bom deixo aqui um forte abraço para todos, e qm discorda do que eu escrevi boa sorte tbm pois tbm tem um modo de pensar diferente assim como eu, e se esse modo de pensar te faz feliz continue com o seu próprio modo de pensar e agir e uma boa sorte. Liberdade de expressão.

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Neto Alves em 29/12/2020 - 12h25 comentou:

PS; adorei as dicas e sim pode postar mais. e deixo aqui a serie final space, de Olan Rogers.

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roberto pivante em 14/01/2021 - 09h35 comentou:

“Se a esquerda se importasse com a escola que o favelado frequenta”

ganha um doce quem advinhar qual governo criou mais escolas e universidades nunca antes nesse país!!! mas os coxoloides sáo institutos de pesquisa ambulante, falo “de pesquisa” porque na ciencia eles nao acreditam, somente em achismos preconceituosos…

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Celso em 02/02/2021 - 23h21 comentou:

Concordo com o camarada que problematizou levantando a questão do benefício aos burgueses. Por isso temos o Bolsonaro como presidente. Essa esquerda classe média ao invés de trazer questões relevantes para pensar a condição do pobre, enaltece um debate sem prioridade alguma diante da agenda implantada no país. Enquanto o governo corrói a democracia, estão debatendo legalização da maconha. Falta Lênin, Marx, escola de Frankfurt e por ae. Esquerda caviar. Nem sei como vim parar aqui. Mas é isso, classe média ou é da direita, ou esquerda caviar. O pobre é sempre o sujeito a ser abatido.

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MARCELO em 04/02/2021 - 17h33 comentou:

O único pobre que escreve aqui, sou eu.
E, como sou pobre e de centro-esquerda, sou contra a liberação da “substância estupefaciente.
Para os pobres é um nó na cabeça. Você não consegue ser eficiente no serviço e acaba, mais pobre, e no tráfico, para sobreviver e se sentir importante. Conheço a realidade, porque morei em um morro do Rio.

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Yared em 07/03/2021 - 15h19 comentou:

Libera geral e deixa essa corja morrer feliz.

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    Cynara Menezes em 09/03/2021 - 14h05 comentou:

    morrer de maconha?

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