Carta aos xenófobos do Brasil: a história de uma baiana em São Paulo

(Xilogravura do pernambucano J.Borges)

(Xilogravura do pernambucano J.Borges)

Por Fernanda Lelles*

Sou baiana, criada em São Paulo, filha de uma baiana e um paulista, muito prazer.

Hoje, para minha tristeza, me deparei com duas notícias que encheram meu coração de desesperança. Em meio à triste tragédia que aconteceu em Manchester, quando um homem-bomba causou a morte de 22 pessoas, a maioria delas crianças e adolescentes, uma mulher chamada Nelma Baldassi, de Curitiba, comentou em sua página no Facebook: “Só lamento que tenha sido em Manchester e não na Bahia. Seria lindo ver aquela gente nojenta e escurinha da Bahia explodindo. Kkkkkkkkkkkk”.

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Parece que o ódio saiu do armário no Brasil. A mulher não só odeia pessoas pelo Estado em que nasceram, como, ainda mais grave, odeia negros, e deseja a essas pessoas uma morte brutal. Uma chuva de protestos se seguiu e alguém que se identificou como “marido” dela atribuiu o racismo e o preconceito com os baianos ao uso de “remédios controlados”. O perfil foi apagado.

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Depois de denunciar o post racista, a próxima notícia que leio é sobre a vereadora gaúcha Eleonora Broilo, do PMDB de Farroupilha, que afirmou que “nordestinos sabem se unir para roubar”. Como falas assim se tornam comuns sem que a gente faça nada para parar?

Eu tinha a sensação de que a xenofobia havia diminuído no Brasil, mas estava iludida em minha bolha. Comecei a pensar em quando eu era pequena, e de como ser baiano ou “nordestino” era mal visto pelas pessoas ao meu redor. Quando eu estava por nascer, minha mãe fez questão de ir para a Bahia, onde estavam os seus: sua base, seu alicerce, nossa família baiana. Nasci em um lugar de gente guerreira, lutadora e querida, em Bom Jesus da Lapa, interior da Bahia.

Dias depois já estava em São Paulo, onde minha mãe e meu pai viviam juntos, de modo que me criei, durante quase toda a vida, nesse estado e cidade. Mas desde muito pequena, aprendi que ser baiana em São Paulo era algo muito ruim. Quando voltava das férias na casa da minha vó falando baianês, as outras crianças riam de mim. E até cantavam “baiana, baiana, baiana”, como um modo de ofender, e perdi as contas de quantas vezes eu chorei. Também foi ensinado a essas crianças que ser baiano era ser menos gente.

Como resultado, quando eu tinha uns 12, 13 anos, me esforçava para não “pegar sotaque” ao voltar de férias da Bahia. Na escola, o bullying, que na época não tinha esse nome, era pesado. Assim como os colonizadores arrancam a cultura e crença do colonizado, os paulistas foram arrancando a Bahia que havia em mim. Cresci vendo meus colegas apontarem todas as coisas feias e bregas dizendo que era “muito baiano”.

Sempre me perguntei, de onde surgiu que baiano é feio ou brega? Todo mundo ia passar férias por lá e voltavam dizendo que era um lugar lindo, meus tios são lindos, minha mãe, minha vó, meus primos são todos lindos. Meus melhores amigos eu fiz foi lá, e eles são incrivelmente lindos. As cores, a comida e a música da Bahia são lindas, o Caetano é lindo de chorar de emoção. Não conseguia entender, não. A verdade é que até hoje não entendo.

Os anos passaram e sem perceber, quando notei, já tinha a postura e sotaque paulistano, já quase pensava como eles, quando votei pela primeira vez no Geraldo Alckmin. Mas quando eu revelava minha origem, eu via a xenofobia quase velada aparecer. Me diziam coisas como se pensassem ser elogios: “Você não parece baiana”, deve ser porque não tenho sotaque de lá, eu respondia. “Não, é que você é bonita”, ou “Você não tem cabeça chata”, ou ainda: “mas você é tão inteligente”. Quando eu questionava, eles nunca “queriam dizer” o que de fato diziam.

Na época de eleições presidenciais ouvi de um colega de trabalho que a culpa do Brasil estar afundado eram dos malditos nordestinos, que não queriam trabalhar e votavam no PT para viverem de esmolas. A opinião não era só dele, vi diversos comentários do tipo nas redes sociais, enquanto movimentos separatistas do Sul (de novo eles), viravam notícia ao dar sinais de que queriam se separar do Nordeste. Grande senso democrático, não, senhores? Àquela época eu ainda não sabia do pouco apreço que o brasileiro tinha pela democracia. Em 2016 fiquei sabendo.

Vi a Bahia mudar ano após ano, e, quando eu tinha 17 anos fui viver lá e trabalhei numa empresa de energia elétrica, que fazia inscrição para o “Luz para Todos”, projeto do governo Lula. Esse projeto levava luz para áreas rurais em que a eletricidade ainda não havia chegado, notem que aqui era 2004(!) e ainda existia um monte de lugar sem energia elétrica no Brasil. Assim como ainda existia um monte de gente passando fome no mesmo país em que a gente jogava comida fora.

Não é difícil entender o motivo do alto apoio na região às políticas sociais que chegaram com os governos petistas. Gente que até então não tinha energia elétrica, comida ou qualquer auxílio e muito menos oportunidade de emprego, de repente viram a vida melhorar. Se nunca ninguém havia olhado pela região, como não ser agradecido ao primeiro partido que fez isso? Não estou com isso querendo canonizar Lula e/ou o PT, apenas ressaltando mudanças práticas que ocorreram na vida de muitos brasileiros.

Quando alguém de São Paulo, do Rio ou do Sul do Brasil atribui à preguiça o baiano votar em determinado partido como sinal de não QUERER trabalhar, sempre me pareceu muito simplista, coisa de quem não conhece a realidade do próprio país, e com isso, reproduz discurso também racista. Isso mesmo: a preguiça atribuída a nós nordestinos é uma falácia racista, que já foi inclusive contestada em tese de doutorado na USP, pela antropóloga Elisete Zanlorenzi, que defende que o preconceito contra baiano e/ou nordestino tem origem na elite escravocrata, que tentava depreciar os negros, maioria na população da Bahia, e se propagou com uma reação à Lei Áurea. Ou seja, como eles queriam deixar de serem escravos, não gostavam de trabalhar.

Em sua pesquisa, Zanlorenzi comprovou justamente o contrário: ao analisar o calendário de festas e comparecimento ao trabalho em uma empresa com sede em Salvador e em São Paulo, constatou maior abstinência na capital paulista. A autora também comparou horas trabalhadas e os baianos também saíram na frente. Até a fama de festeiro do povo baiano ficou para trás: a festa é para os de fora, para muitos baianos o momento é de trabalho em dobro para ganhar com o turismo.

Então, é bom pensar bem na próxima vez em que forem tentados a repetir essas frases de ódio à população seja do Norte ou do Nordeste do país. Vocês não são melhores e nem piores que ninguém, talvez vocês tenham nascido em uma região com mais recursos, em que pelo fácil acesso aos portos, foi mais irrigada por investimentos, e, consequentemente, teve mais desenvolvimento. Isso não é mérito seu, você não fez nada para isso. Então, por favor, parem de desqualificar pessoas por preconceito.

Enquanto vocês fazem isso, os nordestinos “burros” reverberam a variedade da nossa cultura mundo afora. Olhem para os geniais Jorge Amado e para João Ubaldo Ribeiro; para o talentoso Wagner Moura; para o próprio Caetano, Gil e Novos Baianos; olhem para o Ariano Suassuna, para as retadas Gal e Maria Bethânia. Tem para todos os gostos, de Pitty a Ivete Sangalo. Poderia citar muitos outros, mas me contento com esses.

A gente está em 2017, mas como parece 1964, achei que era preciso dizer. Melhoremos, Brasil!

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Após enxurrada de críticas, governo errático de Temer recua e tira o Exército das ruas

(Soldados do Exército na Esplanada. Foto: José Cruz/Agência Brasil)

(Soldados do Exército na Esplanada. Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Menos de 24 horas depois de baixar um decreto em que autorizava o uso das Forças Armadas para reprimir manifestações contra seu governo e e a favor de eleições diretas, o presidente Michel Temer recuou e ordenou a retirada das tropas das ruas da capital federal. Temer revogou o decreto publicado em edição extra do Diário Oficial da União na manhã desta quinta-feira, 25 de maio, após uma enxurrada de críticas de juristas, especialistas, de políticos da oposição e até da situação.

O presidente da Câmara chegou a pedir ao ministro da Defesa, Raul Jungmann, que “repusesse a verdade” após afirmar que o governo estava colocando soldados nas ruas a pedido de Rodrigo Maia. Ao revogar o decreto, o governo admitiu que a decisão de convocar as tropas havia sido do próprio Michel Temer. Maia pedira o apoio das Forças Nacionais, não do Exército.

De acordo com o Planalto, a decisão de Temer de usar as Forças Armadas foi tomada porque “não havia” policiais da Força Nacional suficientes para atender à solicitação de Maia. “O Presidente da República, após confirmada a insuficiência dos meios policiais solicitados pelo Presidente da Câmara dos Deputados, decidiu empregar, com base no Artigo 142 da Constituição Federal, efetivos das Forças Armadas com o objetivo de garantir a integridade física das pessoas”, diz um trecho da nota divulgada no início da noite de ontem.

A desculpa usada pelo governo para colocar soldados na Esplanada, coisa que não acontecia desde a ditadura militar, foi garantir a integridade dos prédios públicos e dos servidores depois que um grupo de cerca de 50 pessoas usando máscaras no rosto promoveu um quebra-quebra e incendiou dois ministérios. Ninguém sabe até agora a quem este grupo estava ligado. Na manifestação, segundo os organizadores, havia cerca de 150 mil pessoas. A senadora Vanessa Grazziotin, do PCdoB, pediu investigação sobre os autores dos incêndios. Senadores da oposição denunciaram a existência de agentes infiltrados.

Jungmann disse que vai haver perícia nos locais onde houve “atos de vandalismo e barbárie”. O governo não mencionou a extrema violência policial na manifestação, que deixou 49 feridos, quatro deles ainda internados no Hospital de Base em Brasília. Houve ainda uso de arma de fogo por policiais do Distrito Federal contra os manifestantes, quando a norma é utilizar apenas balas de borracha. Segundo a Secretaria de Segurança do Distrito Federal, eles já foram identificados.

(Com informações da Agência Brasil)

 

 

 

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É na marra! Mesmo com crise institucional, trator de Temer continua em ação no Congresso

24/05/2017- Brasília- DF, Brasil- Segurança é reforçada no Palácio do Planalto  Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

(Soldados do Exército em frente ao Palácio do Planalto. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Por Katia Guimarães*

O Brasil está (literalmente) pegando fogo, mas Temer não arreda o pé do cargo e sua base no Congresso continua a todo vapor, trabalhando para aprovar as “reformas” que tiram direitos dos trabalhadores e dos aposentados. Com o país de ponta-cabeça desde que o presidente ilegítimo foi flagrado numa conversa nada republicana com o dono da JBS, Joesley Batista, o governo Temer apela para a força, dentro e fora do Congresso.

A violência policial marcou a manifestação desta quarta-feira-24 em Brasília contra as reformas trabalhista e previdenciária, pela saída do peemedebista e por Diretas Já. O dia tenso culminou com o governo colocando as Forças Armadas de prontidão nas ruas da capital por uma semana. No Congresso, a oposição resiste, mas a base aliada está pronta para aprovar a pauta neoliberal das “reformas” trabalhista e previdenciária. Com o apoio da mídia, querem vencer na marra, mesmo que o presidente não dure por muito mais tempo.

Trabalhadores de todo o país vieram à capital federal em centenas de ônibus e ocuparam a Esplanada num protesto que reuniu cerca de 150 mil manifestantes, segundo os organizadores. Logo no começo do Ocupa Brasília, a Polícia Militar partiu para violência, com forte repressão da Tropa de Choque, que usou bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo e foi flagrada usando armamento de verdade. Uma pessoa foi baleada. A Esplanada parecia uma praça de guerra. Prédios de ministérios tiveram vidraças quebradas, banheiros químicos foram virados, placas derrubadas, um cenário de destruição. Todos os ministérios foram evacuados por segurança.

Parlamentares que estiveram na manifestação denunciaram no plenário da Câmara e do Senado que pessoas infiltradas tumultuaram o protesto para desqualificar o movimento. “Ninguém prende os 50 e dispersa toda a passeata jogando bomba para tudo que é lado. Esse é o equívoco da condução policial. Eu fico preocupado porque eu acho que isso, às vezes, ajuda a construir a narrativa que eles querem. Qual é a narrativa? Que os manifestantes vieram aqui fazer quebra-quebra, vieram dos Estados fazer baderna e quebra-quebra”, reagiu o senador Lindbergh Farias (PT-RJ).

Enquanto os manifestantes apanhavam da polícia lá fora, a tensão repercutia do lado de dentro do Congresso e a oposição na Câmara voltou a ocupar a Mesa Diretora do plenário para obstruir a sessão de votação de medidas provisórias. O deputado que comandava a sessão na hora, Carlos Manato (SD-ES), se negou a interromper a ordem do dia e saiu sob gritos de “Fora, Temer” e “Diretas já, o povo quer votar”. Uma faixa com Fora Temer foi esticada e retirada à força por deputados aliados do Planalto.

O presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) foi cobrado por fugir à responsabilidade de criar a comissão de impeachment de Michel Temer e impedir a votação da proposta que prevê eleições diretas. “Será que nesse momento vossa excelência vai virar as costas para o que está acontecendo fora do Parlamento, tentando mostrar um clima de normalidade que não existe? Tem pessoas feridas. Esta mesa está ocupada por um conjunto de parlamentares não é à toa. A Câmara não pode dar as costas ao que esta acontecendo na Esplanada”, questionou o líder do PSOL, Glauber Braga (RJ).

O anúncio da convocação das Forças Armadas pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, no Palácio do Planalto, agravou ainda mais a situação no Congresso. O decreto da Garantia da Lei e da Ordem, que só foi acionado em casos de grandes eventos internacionais como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas 2016 ou em ações extremas como a tomada da Maré, assustou a todos. Nem no auge dos protestos de 2013, quando manifestações tomaram conta do país e em Brasília ocuparam o prédio do Congresso, a presidenta Dilma Rousseff tomou essa iniciativa.

Especialistas e juristas afirmam que o decreto é inconstitucional e que Temer cometeu novo crime de responsabilidade. O Planalto afirmou que atendia a pedido de Rodrigo Maia, que negou haver solicitado as Forças Armadas, e sim a Força Nacional para proteger a Esplanada. A temperatura subiu no plenário quando o deputado Paulo Pimenta (PT) questionou sobre convocação do Exército em Brasília.

No Senado, a oposição também se insurgiu e cobrou explicações do presidente Eunício Oliveira (PMDB-CE) e o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), considerou que a iniciativa do Planalto “beira a insensatez” e afirmou que não serão as Forças Armadas que irão salvar o governo Temer.

“Isso é gravíssimo, é gravíssimo”, disse o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), ao afirmar que o decreto, neste momento, é um decreto que busca restabelecer a ordem, mas, na verdade, é travestido de um decreto de estado de defesa. “Não há, Sr. Presidente, calamidade de grandes proporções ou instabilidade institucional para haver decretação de estado de defesa, e, para o decreto de estado de defesa, conforme preceitua o art. 136 da Constituição, ter validade, é necessário que o Congresso Nacional seja convocado em 24 horas.”

Ontem, o Senado já havia sido palco de enfrentamento entre governo e oposição, que tentava barrar outro golpe do governo de fazer avançar a tramitação da reforma trabalhista. A sessão da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado contou com vários atropelos regimentais comandados por senadores do PSDB, PMDB e DEM, que resolveram blindar Temer. O senador Paulo Paim (PT-RS) deu uma aula do que é a vida de trabalhador de fábrica, contando a sua própria experiência como operário no sul. Ele disse ter confiado plenamente em Ferraço. “O Congresso virou um verdadeiro ovo da serpente”, afirmou Paim, em vídeo no twitter.

Após mais de 7 horas de discussões acaloradas para impedir a da leitura do relatório da reforma, a confusão tomou conta da comissão quando Tasso Jereissati (PSDB-CE), presidente da CAE, se negou colocar em votação o segundo recurso dos oposicionistas para suspender a matéria e quis dar início à leitura do relatório. Os senadores se levantaram, houve gritos, acusações e quase chegaram as vias de fato. No fundo da comissão, manifestantes gritavam Fora Temer, Diretas Já e cadeia para Aécio e Jucá. No meio da confusão, o senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO) partiu pra cima de Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e o chamou pra briga.

Fechado no Planalto, Temer passou os últimos dias recebendo aliados. Em sua última declaração no início da semana, parece ter desafiado o povo brasileiro e a oposição ao afirmar, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo: “Não renunciarei, se quiserem que me derrubem”. Nas ruas, novas manifestações estão sendo organizadas e no Rio já está previsto evento similar ao das Diretas de 1984, com a participação de diversos artistas, como Caetano Veloso e Criolo.

Em Brasília, a oposição promete também não arredar o pé e continuar a obstruir votações. A ideia é subir o tom. Vale observar o que disse hoje o senador Lindbergh: Temer é um presidente fraco, que pode cair a qualquer momento, e, enquanto o país vive uma grave crise política, um acordo está sendo costurado por cima para eleger um presidente de forma indireta. A ordem é aprovar as “reformas”, com Temer ou sem Temer.

 

*PAGUE A AUTORA: Gostou da matéria? Contribua com a autora. Todas as doações para este post irão para a repórter Katia Guimarães. Se você preferir, pode depositar direto na conta dela: Katia Guimarães, Caixa Econômica Federal, agência 4760, conta 21602-1, CPF 602.735.771-15. Obrigada por colaborar com uma nova forma de fazer jornalismo no Brasil, sustentada pelos leitores.

 

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