“Mito” do amor romântico? Tô dentro

(O Beijo, de Gustav Klimt)

(O Beijo, de Gustav Klimt)

De uns tempos para cá, virou moda falar mal do amor romântico. Coloca-se na fatura do “mito” do amor romântico muitas das frustrações, sofrimentos e angústias dos seres humanos. Dizem que se não déssemos tanta importância ao amor romântico evitaríamos tais frustrações, sentimentos e angústias. Será? Ou será que as frustrações, sofrimentos e angústias fazem parte da vida e tentar “evitá-los” nos faria viver como autômatos, fugindo dos riscos?

Sim, amar é arriscado. Eu tenho um amigo que diz que toda vez que pretende entrar num novo relacionamento precisa começar a malhar. Não para ficar atraente, bonitão, mas porque amar dá um trabalho danado e ele quer se preparar fisicamente para enfrentar a “batalha”. Faz sentido. Apaixonar-se por alguém é uma explosão hormonal, sensorial, uma extravagância de emoções desencontradas. Amar é como correr uma maratona pelado, é gostoso para caralho, mas você vai se esfalfar, suar, e pode levar umas boas quedas no caminho.

Sou uma romântica incorruptível. Desde que me entendo por gente, se eu não tivesse um amor, inventava um. Me lembro que quando tinha 15 anos e escrevia poemas num caderninho vermelho, morri de amores pelo primo de uma amiga. Ela me contava como ele era, meio parecido com Castro Alves, cabelo desalinhado, oclinhos, um certo ar sexy de desalento. Passei uns bons meses imaginando o dia que eu o veria, coisa que nunca aconteceu. Mas, durante aquele tempo, era como se tivesse um parceiro dentro de mim, me acompanhando naqueles anos difíceis da adolescência.

O que seria dos poetas, aliás, se não fosse o amor romântico? Quantas cartas de amor ridículas teriam morrido antes da tinta tocar o papel? Ai, meu Fernandinho Pessoa, ele não existiria! As canções de amor… E o cinema, então? Ficaríamos livres das comédias românticas, é verdade, mas ora pipocas, elas também nos divertem. Os detratores do amor romântico culpam estas obras por criar em nós a ilusão de que podemos encontrar alguém com quem compartilhar esta vida, e que esta ilusão não é nada além de uma ilusão. Puxa, mas e se essa ilusão nos alimenta? Se é ela, afinal, que nos mantém vivo?

O problema, para mim, não está em romantizar o amor, e sim em idealizá-lo em fórmulas: tem que ser entre homem e mulher, tem que ser pelo casamento, tem que ser para sempre. Sendo que a única regra que pode valer num verdadeiro amor romântico é a existência de… romance. Fazer daquele jeito que alguns diriam “antigo”,  eu digo “fazer direitinho”: ser gentil, fazer pequenos agrados cotidianos, surpreender. Nada disso envolve necessariamente dinheiro ou truques do comércio, e sim fazer valer a pena ficar junto, ou então não vale a pena ficar junto. Para quê, gente?

Mais que achar o “homem ideal” ou a “mulher ideal” que os críticos do amor romântico dizem que buscamos, o que na verdade um romântico amoroso deseja é alguém que esteja a fim de investir na mesma viagem que ele. É tipo um “barato” que se sente junto, uma “onda” a dois. Já o “para sempre”, hoje em dia (que ninguém mais é obrigado), virou quase uma mega-sena. O tempo, na verdade, é o que menos importa, já dizia o poeta. E Vinicius de Moraes sem o amor romântico, hein? Pelamor.

Também ao contrário do que dizem de nós, românticos amorosos, não condicionamos a felicidade à presença de alguém do lado, nada disso. Só quem não tem um mundo interior vasto teme a solidão. Ser solteiro é tão bom quanto estar casado, e tão ruim quanto. Às vezes é só uma pausa, um intervalo entre amores, sem pressa. Tempo de estio. O que a gente curte, no fundo, é amar o amor.

Fico pensando qual seria a graça de viver sem pensar que tem alguém neste mundão por quem a gente possa se apaixonar e amar. Só de imaginar que isso pode acontecer já enche o coração de palpitações, é tão gostoso, aquece por dentro. O mundo já é solitário demais, individualista demais, pra gente querer matar o amor romântico –ou o desejo de que ele aconteça, como um pequeno milagre. I believe in miracle.

Se vai doer, se vai trazer frustração, se vamos nos machucar… E o quê na vida não nos causa tudo isso, e sem as delícias que o amor traz?

P.S. : Se você também é um romântico assumido, não deixe de assistir Paterson, de Jim Jarmusch.

 

O Socialista Morena é um blog de jornalismo independente. Se você quiser contribuir financeiramente, doe ou assine. Quanto mais colaborações, mais reportagens exclusivas. Obrigada!!

Se você não tem uma conta no PayPal, não há necessidade de se inscrever para assinar, você pode apenas usar qualquer cartão de crédito ou de débito. Ou, você pode ser um patrocinador com uma única contribuição:

Para quem prefere fazer depósito em conta:

Cynara Moreira Menezes
Caixa Econômica Federal
Agência 3310
Conta Corrente 23023-7

Em Blog

0 Comente

ONU condena uso excessivo da força pela PM para reprimir protestos contra Temer

(Policial bate em manifestante caído. Foto: Lula Marques/AGPT)

(Policial bate em manifestante caído. Foto: Lula Marques/AGPT)

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e o Escritório Regional para América do Sul do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) condenaram o uso excessivo da força por parte da Polícia Militar na repressão a protestos e manifestações contra o governo de Michel Temer no Brasil. Na manifestação do último dia 24 de maio, sete pessoas foram detidas e 49 resultaram feridas, algumas delas gravemente e ao menos uma com arma de fogo. A Polícia Militar utilizou gases pimenta, lacrimógenos e balas de borracha para reprimir os protestos. Dois fotógrafos relataram ter sido ameaçados por um policial portando uma pistola.

O estado de saúde do aposentado Carlos Geovani Cirilo, de 61 anos, que levou um tiro no rosto de arma letal disparada por um policial é grave. A bala atravessou o maxilar e se alojou na nuca do aposentado, que está sedado e permanece internado na UTI do Hospital de Base de Brasília. A polícia do Distrito Federal já identificou os três policiais que utilizaram armas de fogo na manifestação e informou que está sendo aberto inquérito contra eles. Os três serão submetidos a avaliação psicológica para averiguar se deverão ser afastados de suas funções. Um estudante de 18 anos de Minas Gerais perdeu a visão do olho direito após levar um tiro de bala de borracha.

“Instamos ao Estado brasileiro a redobrar seus esforços para promover o diálogo e proteger o direito à manifestação pacífica”, disse o Representante para América do Sul do ACNUDH, Amerigo Incalcaterra. “A manifestação pacífica é uma forma de participação própria das sociedades democráticas, onde as pessoas podem exigir seus direitos humanos e exercer ativamente suas liberdades de opinião e de expressão”, acrescentou.

Os dois organismos condenaram todo ato de violência e também pediram aos manifestantes que exerçam seus direitos à livre manifestação de forma pacífica, ao mesmo tempo em que reafirmaram que a ação das forças de segurança deve respeitar em todo momento as normas internacionais de direitos humanos.

Conflitos de terra e cracolândia

A CIDH e o Escritório Regional para a América do Sul do ACNUDH também expressaram sua profunda preocupação com o uso excessivo da força por parte das forças de segurança do Estado brasileiro em operações tanto no marco do conflito de terras como no contexto da remoção urbana de dependentes químicos usuários de drogas ilícitas.

Por exemplo, recebeu-se informação preocupante sobre o uso recorrente da violência no marco do conflito agrário, em especial contra trabalhadores sem terra. Nesse contexto, no dia 24 de maio, dez pessoas foram mortas durante um despejo violento realizado pela polícia civil e militar em uma fazenda no estado do Pará. A CIDH e o Escritório Regional para a América do Sul do ACNUDH urgem as autoridades a investigar esses fatos e outros atos de violência, a fim de identificar e sancionar as pessoas responsáveis e assim combater a impunidade e evitar a repetição de atos similares.

Além disso, no dia 24 de maio várias pessoas resultaram feridas na região conhecida como Cracolândia, na cidade de São Paulo, durante uma operação de segurança para remover das ruas dependentes químicos usuários de drogas ilícitas. De acordo com a informação recebida, a operação teria incluído a demolição de um prédio que estava ocupado, o despejo de moradores e comerciantes da Cracolândia e o uso de bombas de gás e balas de borracha para reprimi-los.

A CIDH e o Escritório Regional para a América do Sul do ACNUDH urgem ao Estado a adotar mecanismos para garantir o estrito apego aos princípios gerais de legalidade, proporcionalidade e absoluta necessidade no uso da força em contextos de protesta social. Do mesmo modo, as armas de fogo devem estar excluídas dos dispositivos utilizados para o controle dos protestos sociais. O uso deste tipo de armas é uma medida extrema, e não deve utilizar-se exceto naquelas ocasiões em que as instituições policiais não possam reduzir ou deter com meios menos letais àqueles que ameaçam a vida e integridade de outras pessoas.

Ambas organizações instam às autoridades a levar a cabo as investigações correspondentes, julgar e sancionar os responsáveis. Além disso, chamam ao Estado a garantir e proteger a integridade física e a segurança dos e das manifestantes e a brindar as garantias suficientes para o exercício do direito à reunião pacífica, dentro do marco de suas obrigações internacionais em matéria de direitos humanos.

Adicionalmente, a Comissão Interamericana e o Escritório Regional para a América do Sul do ACNUDH exortam ao Estado do Brasil a regularizar os procedimentos policiais que envolvem o uso da força respeitando os estândares internacionais em matéria de direitos humanos, cumprindo com os princípios da legalidade, necessidade e proporcionalidade que devem guiar o uso da força por parte de agentes de segurança do Estado. De acordo com os estândares internacionais, o uso da força por parte dos corpos de segurança deve estar definido pela excecionalidade, e deve ser planejado e limitado proporcionalmente pelas autoridades.

“Chamamos as autoridades brasileiras a garantirem o pleno exercício dos direitos humanos no marco de um Estado democrático de Direito, o qual é condição fundamental para a promoção e proteção efetiva dos direitos humanos no país”, disse Incalcaterra.

“Buscamos garantir os direitos humanos em uma situação bastante delicada no Brasil neste momento”, disse o Relator da CIDH para o Brasil, Comissionado James Cavallaro. “Urgimos ao governo brasileiro a cumprir com suas obrigações internacionais em matéria de direitos humanos. Isto inclui garantir o direito à manifestação e adotar políticas públicas que tenham como prioridade o respeito e a garantia do direito à vida, à integridade pessoal e outros direitos fundamentais”, afirmou. O Comissionado Cavallaro expressou seu interesse pessoal em realizar proximamente uma visita ao país na sua condição de Relator para o Brasil.

(Com informações do site da CIDH e da Rádio Nacional)

 

 

O Socialista Morena é um blog de jornalismo independente. Se você quiser contribuir financeiramente, doe ou assine. Quanto mais colaborações, mais reportagens exclusivas. Obrigada!!

Se você não tem uma conta no PayPal, não há necessidade de se inscrever para assinar, você pode apenas usar qualquer cartão de crédito ou de débito. Ou, você pode ser um patrocinador com uma única contribuição:

Para quem prefere fazer depósito em conta:

Cynara Moreira Menezes
Caixa Econômica Federal
Agência 3310
Conta Corrente 23023-7

Em Blog

0 Comente

Carta aos xenófobos do Brasil: a história de uma baiana em São Paulo

(Xilogravura do pernambucano J.Borges)

(Xilogravura do pernambucano J.Borges)

Por Fernanda Lelles*

Sou baiana, criada em São Paulo, filha de uma baiana e um paulista, muito prazer.

Hoje, para minha tristeza, me deparei com duas notícias que encheram meu coração de desesperança. Em meio à triste tragédia que aconteceu em Manchester, quando um homem-bomba causou a morte de 22 pessoas, a maioria delas crianças e adolescentes, uma mulher chamada Nelma Baldassi, de Curitiba, comentou em sua página no Facebook: “Só lamento que tenha sido em Manchester e não na Bahia. Seria lindo ver aquela gente nojenta e escurinha da Bahia explodindo. Kkkkkkkkkkkk”.

baldassi

Parece que o ódio saiu do armário no Brasil. A mulher não só odeia pessoas pelo Estado em que nasceram, como, ainda mais grave, odeia negros, e deseja a essas pessoas uma morte brutal. Uma chuva de protestos se seguiu e alguém que se identificou como “marido” dela atribuiu o racismo e o preconceito com os baianos ao uso de “remédios controlados”. O perfil foi apagado.

baldassi2

Depois de denunciar o post racista, a próxima notícia que leio é sobre a vereadora gaúcha Eleonora Broilo, do PMDB de Farroupilha, que afirmou que “nordestinos sabem se unir para roubar”. Como falas assim se tornam comuns sem que a gente faça nada para parar?

Eu tinha a sensação de que a xenofobia havia diminuído no Brasil, mas estava iludida em minha bolha. Comecei a pensar em quando eu era pequena, e de como ser baiano ou “nordestino” era mal visto pelas pessoas ao meu redor. Quando eu estava por nascer, minha mãe fez questão de ir para a Bahia, onde estavam os seus: sua base, seu alicerce, nossa família baiana. Nasci em um lugar de gente guerreira, lutadora e querida, em Bom Jesus da Lapa, interior da Bahia.

Dias depois já estava em São Paulo, onde minha mãe e meu pai viviam juntos, de modo que me criei, durante quase toda a vida, nesse estado e cidade. Mas desde muito pequena, aprendi que ser baiana em São Paulo era algo muito ruim. Quando voltava das férias na casa da minha vó falando baianês, as outras crianças riam de mim. E até cantavam “baiana, baiana, baiana”, como um modo de ofender, e perdi as contas de quantas vezes eu chorei. Também foi ensinado a essas crianças que ser baiano era ser menos gente.

Como resultado, quando eu tinha uns 12, 13 anos, me esforçava para não “pegar sotaque” ao voltar de férias da Bahia. Na escola, o bullying, que na época não tinha esse nome, era pesado. Assim como os colonizadores arrancam a cultura e crença do colonizado, os paulistas foram arrancando a Bahia que havia em mim. Cresci vendo meus colegas apontarem todas as coisas feias e bregas dizendo que era “muito baiano”.

Sempre me perguntei, de onde surgiu que baiano é feio ou brega? Todo mundo ia passar férias por lá e voltavam dizendo que era um lugar lindo, meus tios são lindos, minha mãe, minha vó, meus primos são todos lindos. Meus melhores amigos eu fiz foi lá, e eles são incrivelmente lindos. As cores, a comida e a música da Bahia são lindas, o Caetano é lindo de chorar de emoção. Não conseguia entender, não. A verdade é que até hoje não entendo.

Os anos passaram e sem perceber, quando notei, já tinha a postura e sotaque paulistano, já quase pensava como eles, quando votei pela primeira vez no Geraldo Alckmin. Mas quando eu revelava minha origem, eu via a xenofobia quase velada aparecer. Me diziam coisas como se pensassem ser elogios: “Você não parece baiana”, deve ser porque não tenho sotaque de lá, eu respondia. “Não, é que você é bonita”, ou “Você não tem cabeça chata”, ou ainda: “mas você é tão inteligente”. Quando eu questionava, eles nunca “queriam dizer” o que de fato diziam.

Na época de eleições presidenciais ouvi de um colega de trabalho que a culpa do Brasil estar afundado eram dos malditos nordestinos, que não queriam trabalhar e votavam no PT para viverem de esmolas. A opinião não era só dele, vi diversos comentários do tipo nas redes sociais, enquanto movimentos separatistas do Sul (de novo eles), viravam notícia ao dar sinais de que queriam se separar do Nordeste. Grande senso democrático, não, senhores? Àquela época eu ainda não sabia do pouco apreço que o brasileiro tinha pela democracia. Em 2016 fiquei sabendo.

Vi a Bahia mudar ano após ano, e, quando eu tinha 17 anos fui viver lá e trabalhei numa empresa de energia elétrica, que fazia inscrição para o “Luz para Todos”, projeto do governo Lula. Esse projeto levava luz para áreas rurais em que a eletricidade ainda não havia chegado, notem que aqui era 2004(!) e ainda existia um monte de lugar sem energia elétrica no Brasil. Assim como ainda existia um monte de gente passando fome no mesmo país em que a gente jogava comida fora.

Não é difícil entender o motivo do alto apoio na região às políticas sociais que chegaram com os governos petistas. Gente que até então não tinha energia elétrica, comida ou qualquer auxílio e muito menos oportunidade de emprego, de repente viram a vida melhorar. Se nunca ninguém havia olhado pela região, como não ser agradecido ao primeiro partido que fez isso? Não estou com isso querendo canonizar Lula e/ou o PT, apenas ressaltando mudanças práticas que ocorreram na vida de muitos brasileiros.

Quando alguém de São Paulo, do Rio ou do Sul do Brasil atribui à preguiça o baiano votar em determinado partido como sinal de não QUERER trabalhar, sempre me pareceu muito simplista, coisa de quem não conhece a realidade do próprio país, e com isso, reproduz discurso também racista. Isso mesmo: a preguiça atribuída a nós nordestinos é uma falácia racista, que já foi inclusive contestada em tese de doutorado na USP, pela antropóloga Elisete Zanlorenzi, que defende que o preconceito contra baiano e/ou nordestino tem origem na elite escravocrata, que tentava depreciar os negros, maioria na população da Bahia, e se propagou com uma reação à Lei Áurea. Ou seja, como eles queriam deixar de serem escravos, não gostavam de trabalhar.

Em sua pesquisa, Zanlorenzi comprovou justamente o contrário: ao analisar o calendário de festas e comparecimento ao trabalho em uma empresa com sede em Salvador e em São Paulo, constatou maior número de faltas na capital paulista. A autora também comparou horas trabalhadas e os baianos também saíram na frente. Até a fama de festeiro do povo baiano ficou para trás: a festa é para os de fora, para muitos baianos o momento é de trabalho em dobro para ganhar com o turismo.

Então, é bom pensar bem na próxima vez em que forem tentados a repetir essas frases de ódio à população seja do Norte ou do Nordeste do país. Vocês não são melhores e nem piores que ninguém, talvez vocês tenham nascido em uma região com mais recursos, em que pelo fácil acesso aos portos, foi mais irrigada por investimentos, e, consequentemente, teve mais desenvolvimento. Isso não é mérito seu, você não fez nada para isso. Então, por favor, parem de desqualificar pessoas por preconceito.

Enquanto vocês fazem isso, os nordestinos “burros” reverberam a variedade da nossa cultura mundo afora. Olhem para os geniais Jorge Amado e para João Ubaldo Ribeiro; para o talentoso Wagner Moura; para o próprio Caetano, Gil e Novos Baianos; olhem para o Ariano Suassuna, para as retadas Gal e Maria Bethânia. Tem para todos os gostos, de Pitty a Ivete Sangalo. Poderia citar muitos outros, mas me contento com esses.

A gente está em 2017, mas como parece 1964, achei que era preciso dizer. Melhoremos, Brasil!

PAGUE A AUTORA: Gostou da matéria? Contribua com a autora. Todas as doações para este post irão para a repórter Fernanda Lelles. Se você preferir, pode depositar direto na conta dela: Fernanda Barbara Lelles Navas, Banco do Brasil, agência 1196-7, conta 40023-8, CPF 228.677.638-51. Obrigada por colaborar com uma nova forma de fazer jornalismo no Brasil, sustentada pelos leitores.

 

 

O Socialista Morena é um blog de jornalismo independente. Se você quiser contribuir financeiramente, doe ou assine. Quanto mais colaborações, mais reportagens exclusivas. Obrigada!!

Se você não tem uma conta no PayPal, não há necessidade de se inscrever para assinar, você pode apenas usar qualquer cartão de crédito ou de débito. Ou, você pode ser um patrocinador com uma única contribuição:

Para quem prefere fazer depósito em conta:

Cynara Moreira Menezes
Caixa Econômica Federal
Agência 3310
Conta Corrente 23023-7

Em Blog

0 Comente