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Ex-agente da CIA faz vaquinha online para comprar o twitter e expulsar Trump

Viciado no twitter, o presidente dos EUA passa o dia na rede social. Uma campanha pretende arrecadar 1 bilhão de dólares para fazer Trump parar de falar bobagem

Da Redação
23 de agosto de 2017, 16h32

Valerie Plame Wilson, uma ex-agente da CIA, lançou na semana passada uma vaquinha online para comprar o twitter e assim poder expulsar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, da rede social.

“Se os executivos do twitter não puserem fim à violência e o ódio de Trump, então nós o faremos”, disse Valerie no lançamento da campanha, pelo… twitter. “É um perigo real que os tweets de Trump possam começar uma guerra nuclear. Vamos deletar a conta dele antes que isso aconteça”, ela escreveu na petição. O objetivo da campanha é alcançar 1 bilhão de dólares e adquirir a rede social. Ainda está longe: até agora foram arrecadados pouco mais de 10 mil dólares. Se não conseguir a quantia suficiente para comprar a totalidade das ações, a ex-agente da CIA pretende se tornar acionista da rede com direito a voto (e a veto).

Trump é absolutamente viciado no twitter. O presidente de uma das mais poderosas nações da Terra passa os dias tuitando, inclusive sobre suas decisões mais importantes. O vício já virou piada: em dezembro passado, o Saturday Night Live fez um esquete tirando sarro dele.

O mais impressionante: 45 minutos depois, o então presidente eleito tuitou, furioso, reclamando que o programa estava “inassistível”.

O presidente dos EUA também tem usado o twitter para atacar adversários, como o ator e ex-governador da Califórnia Arnold Scwarzenegger, seu substituto no programa O Aprendiz, dizendo que ele foi demitido porque tinha audiência baixa.

Schwarzenegger deu o troco, tirando onda da aprovação baixa de Trump.

Numa declaração por e-mail ao jornal The New York Times, a secretária de imprensa da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, disse que o baixo valor arrecadado na campanha para comprar o twitter mostra que a população norte-americana aprova o uso que o presidente faz da rede social. “A ridícula tentativa dela de destruir a primeira emenda é a única violação clara e única expressão de ódio e intolerância nesta equação”, disse Huckabee.

Curioso é que a secretária de imprensa não se preocupou em defender a liberdade de expressão quando Trump tuitou um vídeo onde “esmurra” sua arqui-inimiga CNN.

 


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