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Direitos Humanos

Bolsonaro usa homossexualidade para atacar Glenn Greenwald, do Intercept

Deputado condenado pelo STJ por "incitação ao estupro" ataca orientação sexual de jornalista, ao mesmo tempo que processa pessoas que o chamam de homofóbico

o nível do mito
Cynara Menezes
04 de setembro de 2017, 16h55

O deputado de extrema-direita Jair Bolsonaro, que já foi condenado pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) a pagar indenização e se desculpar publicamente com a petista Maria do Rosário por incitação ao estupro não se emenda: usou a homossexualidade do jornalista norte-americano Gleen Greenwald para atacá-lo no twitter. “Você queima a rosca?”, disse, em inglês.

Greenwald havia chamado o deputado de “cretino fascista”. E, de forma fascista, Bolsonaro usou a orientação sexual do jornalista, um dos criadores do site Intercept, para atacá-lo.

Glenn não deixou barato, e mostrou para o mundo quem é o pré-candidato à presidência que alguns milhões de acéfalos do país que o jornalista escolheu para morar defendem. “Deputado do Brasil e candidato a presidente em 2018 responde minha crítica com uma nobre referência a sexo anal gay, sempre na mente dele”, diz.

O filho vereador, Carlos Bolsonaro, saiu em defesa do papaizinho. Afinal, se não fosse por ele, o que os Bolsonaros fariam da vida? Estão todos pendurados no sobrenome do pai ilustre.

Bolsokid também tomou uma invertida do marido de Glenn, o vereador do PSOL David Miranda:

O mais absurdo dessa história toda é que Bolsonaro vive dizendo que não é homofóbico, embora já existam mais de 100 frases compiladas ditas pelo deputado com teor preconceituoso contra homossexuais. Esta é só mais uma.

Mas, por incrível que pareça, o deputado passou a processar quem o chama de homofóbico, como o padre Julio Lancellotti, que, em entrevista à Rádio Brasil Atual no início de agosto, o acusou de ser “racista, machista e homofóbico”. Sobre o deputado ser racista, o padre Julio se referia às declarações dadas por ele sobre os quilombolas, em abril numa palestra no Clube Hebraica, de que “não servem nem para procriar”. Bolsonaro está sendo processado por comunidades quilombolas do país inteiro pelo crime de racismo.

Quem encerrou bem a discussão foi o Jornalismo Wando.

 

 


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(6) comentários Escrever comentário

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Luciana em 04/09/2017 - 18h55 comentou:

bolsonazi pai tem fixação pelo ânus e pela prática sexual dos homossexuais. Esse sujeito, se entrar numa boa terapia sai do armário!

Responder

Viviane em 04/09/2017 - 20h50 comentou:

E que inglês de Google Translator é esse, hein, seu Bolsonaro?! Fica a dica: Greenwald fala português (com sotaque carregado, mas fala), portanto, não precisava dar mais uma prova de burrice…

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Jorge em 05/09/2017 - 06h28 comentou:

Bem vamos por parte quem ofendeu quem primeiro toda ação tem uma reação ou resposta se o jornalista tivesse ficado na dele estaria tudo bem ninguém tem o direito de ofender ninguém, tanta coisa importante no Brasil para falar isso tudo é pura politicagem

Responder

    Cristian em 08/09/2017 - 20h49 comentou:

    Falou tudo

    John em 03/10/2017 - 19h41 comentou:

    Sempre tem um bolsominio pra defender seu “poderoso” lider, aliás isso já está até parecendo uma seita, o cara fala qualquer coisa e aparece algum apaixonado para o defender com unhas e dentes.

Emmanuel Ferro em 05/09/2017 - 09h05 comentou:

Bolsonaro sabe que Greenwald fala português, mas como bom colonizado se esforça pra mostrar subserviência e exibir o fundo das calças a todos que ele identifica como colonizador.

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