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Trabalho

Brasil tem menor número de trabalhadores com carteira desde 2012

Embora Temer tenha prometido que a "reforma" trabalhista geraria mais empregos, desemprego também é o maior da série histórica

Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília
Da Redação
31 de janeiro de 2018, 17h17

A dilapidação dos empregos com carteira assinada está mais célere do que se esperava: menos de um ano após a “reforma” trabalhista ser aprovada pelo consórcio PMDB-PSDB, o número de brasileiros na informalidade disparou e superou pela primeira vez os que têm CLT. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua (PNAD Contínua) do IBGE, no último trimestre do ano passado o país tinha 34,31 milhões de trabalhadores atuando como autônomos ou na informalidade, contra 33,32 com carteira assinada e direitos garantidos, como férias anuais, FGTS e 13º salário. Houve uma queda de quase 1 milhão no número de trabalhadores com carteira em relação ao mesmo período de 2016.

Houve uma queda de quase 1 milhão no número de trabalhadores com carteira assinada em relação ao mesmo período de 2016, segundo o IBGE; desemprego de 12,7% também é o maior desde 2012

Em 2016, antes de a “reforma” ser aprovada por Temer com a promessa de que geraria mais empregos, cerca de 34 milhões de trabalhadores estavam sob o regime de CLT no quarto trimestre do ano, contra 32,6 milhões ocupados em vagas sem carteira assinada ou por conta própria. Enquanto isso, o desemprego continua em alta: 12,7%. O índice de desempregados também o maior desde 2012. Em 2016, a taxa havia ficado em 11,5%.

O desemprego disparou desde o golpe

“O número de trabalhadores com carteira assinada, que já chegou a 36,6 milhões em 2014, agora ficou em 33,3 milhões. Em três anos, perdemos 3,3 milhões de postos de trabalho com carteira”, disse o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo. Agricultura, indústria e construção foram os que mais perderam trabalhadores. “Nesses 3 anos, a queda na agricultura foi de 10,4%, na indústria, -11,5%, e na construção, -12,3%. Parte desses postos foram compensados em grupamentos que têm um processo de inserção mais voltado para a informalidade, como comércio, outros serviços e alojamento e alimentação”, explicou Cimar.

Os últimos três anos foram justamente os anos em que se intensificou a campanha jurídico-midiática contra o PT, a partir da reeleição de Dilma Rousseff, quando o tucano Aécio Neves ficou inconformado com a derrota. Para quem insiste em dizer que “a culpa é da Dilma”, lembramos como estava o país antes de os paneleiros e a mídia lançarem o nosso país no caos.

Com informações do site do IBGE

 


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João Junior em 01/02/2018 - 14h51 comentou:

A campanha anti-petista, na verdade, nunca terminou e nunca teve um começo. É uma variação ou continuidade do ataque perpétuo do capital aos ideais de esquerda. Evidentemente, a direita roda, roda, e recai no uso da força, do golpe, da ditadura, aplica a pedagogia do oprimido e impede a dialética do esclarecimento, para garantir a hegemonia. Mais que um projeto do mundo que queremos construir, uma ideologia é um modelo imaginário a partir do qual construímos uma visão do mundo real. A ideologia tem a virtude de estabelecer um modelo perfeito de mundo, a partir do qual se intui e se observa as imperfeições da realidade. É por isso que a ideologia capitalista leva os crédulos a intuir que o que é privado é bom e o que é público é ruim, porque a imagem (estética) do empreendedor que vence pelo próprio esforço e mérito é uma mística generalizada para toda fortuna e que compõe o imaginário capitalista de mundo perfeito, mas sabemos que muitas fortunas são apenas herdadas e outras foram construídas por meios, no mínimo, imorais.

É preciso chamar a atenção a esse ponto àqueles que não vêem defeitos no capitalismo porque é essa observação que leva quem é de esquerda a desconfiar de toda a boa vontade de políticos de direita, que defendem políticas agressivas contra o Estado, como as de privatização e de ataques aos direitos dos trabalhadores. Todos os índices econômicos negativos e toda a impopularidade dos políticos são objetivos, veja só, objetivos da elite porque foi acreditando nos políticos e nas propostas da esquerda que o povo deu um voto de confiança ao PT e elegeu Lula e Dilma.

Mudar para a direita não é uma alternativa natural ao esquerdismo, para ver se melhora alguma coisa para o trabalhador? Definitivamente, não. E por que não? Por que o objetivo da direita é a redução do Estado, dito com todas as letras. Isso significa que o Estado não estará mais disposto a fazer qualquer coisa pelo trabalhador. E é só trabalhador quem sai perdendo com isso, como se vê pelo desastre Temer-PSDB.

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Sergio Souza em 02/02/2018 - 18h09 comentou:

Pois é… Graças ao PT que colocou Temer na linha sucessória do país! PMDB = PT = PSDB! As digitais desses três partidos, desgraçadamente, estão nas carteiras dos trabalhos desempregados!

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