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8 medidas contra o povo que o PSDB apoia, mas dizia antes que era “terrorismo” do PT

Em época eleitoral, o PT sempre disse que, se os tucanos voltassem ao poder, destruiriam as conquistas sociais dos governos Lula e Dilma. E os marqueteiros e candidatos tucanos, apoiados pela mídia, diziam que era "terrorismo". Quem mentiu?

As manchetes dos defensores dos tucanos
Cynara Menezes
24 de julho de 2017, 12h46

Ao longo dos últimos anos, em época eleitoral, os petistas vinham apontando uma série de medidas contra o povo que seriam tomadas pelos tucanos se voltassem ao poder. O PT dizia que o PSDB iria acabar com todas as conquistas sociais dos governos Lula e Dilma. E os marqueteiros e candidatos tucanos, com o apoio explícito da mídia comercial, diziam que o PT fazia “terrorismo” e que queria colocar “medo” nas pessoas.

Quem aprovou estas iniciativas que estão sendo colocadas na prática pelo PMDB, com o apoio dos tucanos? O povo é que não foi.

Quase quatro anos se passaram desde a última campanha presidencial. Aécio Neves, o candidato favorito da imprensa e então baluarte da ética na política, foi flagrado pedindo dinheiro ao empresário Joesley Batista. Mas as mentiras ditas pelos tucanos não se resumem a essa. De volta ao governo do país ao lado do PMDB graças a um golpe, o PSDB está fazendo exatamente o que o PT dizia que faria, e em apenas um ano no cargo.

Confira.

1. Bolsa Família: o governo PSDB-PMDB reduziu o número de beneficiados do programa e suspendeu o reajuste acima da inflação. Os tucanos sempre disseram que iriam preservar o Bolsa Família e que eram “boatos” as afirmações de que pretendia acabar com o programa, considerado essencial para combater a pobreza pela ONU.

2. Minha Casa Minha Vida: o governo PSDB-PMDB reduziu em 10% os recursos orçamentários para o programa habitacional. Em 2014, Aécio batia o pé dizendo que era mentira do PT que iria fazê-lo se chegasse à presidência.

3. CLT: o governo PSDB-PMDB aprovou uma “reforma” trabalhista que destrói a CLT e precariza a vida do trabalhador. Em um dos últimos debates, Aécio mentiu aos brasileiros dizendo que não faria a flexibilização da CLT se fosse eleito.

4. Previdência: o governo PSDB-PMDB pretende acabar com a aposentadoria dos brasileiros com sua “reforma”, prevista para ser votada pelo Congresso no segundo semestre. Se ela for mesmo aprovada, as pessoas precisarão trabalhar 49 anos para conseguir se aposentar integralmente. Nas últimas campanhas, nenhum eleitor do PSDB foi informado que isso iria acontecer.

5. Privatização da Petrobras: o governo PSDB-PMDB já está vendendo vários setores da Petrobras e transformando-a numa empresa pequena. Aécio Neves, no entanto, dizia em campanha que iria fazer o contrário: reestatizar a empresa, que segundo ele tinha sido “privatizada” pelo PT.

6. Meio ambiente: o governo PSDB-PMDB sancionou a MP da Grilagem, que legaliza massivamente áreas públicas invadidas, e agravará o desmatamento e os conflitos de terras, principalmente na Amazônia. A MP retira ainda exigências ambientais para a regularização fundiária, o que estimulará o desflorestamento. Nem parece o mesmo partido que foi apoiado pelo PV de Eduardo Jorge e por Marina Silva no segundo turno em 2014.

7. Saúde e educação: o governo PSDB-PMDB limitou, com a PEC dos Gastos, o orçamento para a saúde e para a educação pelos próximos 20 anos. Durante a campanha, Aécio dizia exatamente o contrário: que iria aumentar os gastos com saúde e educação para 10% do PIB.

8. Bancos públicos: o governo PSDB-PMDB está dilapidando os bancos públicos: o Banco do Brasil anunciou o fechamento de 402 agências e a demissão de 18 mil funcionários e a Caixa prevê o fechamento de 120 agências e a demissão de 5 mil funcionários apenas em 2017. Ao mesmo tempo, o governo perdoou uma dívida de 25 bilhões do Itaú e de 338 milhões do Santander. Em 2014, após seu principal assessor na área econômica, Arminio Fraga, ter sido flagrado prometendo fazer exatamente isso, os tucanos diziam que era “terrorismo” do PT a afirmação de que o partido iria destruir os bancos públicos e favorecer os privados.

A pergunta que fica é: em que projeto de governo estava escrito que estas medidas iriam ser tomadas? Quem aprovou estas iniciativas que estão sendo colocadas na prática pelo PMDB, com o apoio dos tucanos? O povo é que não foi.

 

 


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