Socialista Morena
Direitos Humanos

As pessoas nascem ou se tornam gays? Uma investigação científica e psicanalítica

A medieval defesa da terapia de cura homossexual por lideranças evangélicas no Brasil e em alguns países tem obscurecido a pesquisa científica e psicanalítica na busca de uma resposta a essa questão

Para Freud, é tão inexplicável ser hetero quanto ser gay
Cynara Menezes
29 de outubro de 2013, 18h58

Sexualidade no divã*

Em janeiro de 2011, o DJ norte-americano Paul Vitagliano decidiu lançar na internet o blog Born This Way (Nascido Assim), com fotos de homossexuais quando crianças acompanhadas de depoimentos sobre como eram suas infâncias e a primeira vez que se sentiram atraídos por alguém. O site tornou-se um sucesso, com mais de 4 milhões de visitantes, gerou reportagens em jornais e tevês importantes de vários países do mundo e, em outubro do ano passado, se transformou no livro homônimo, ainda inédito no Brasil.

Os quase 700 relatos do blog trazem histórias engraçadas ou tocantes, mas o que salta aos olhos não é descobrir que aqueles gays e lésbicas de várias partes do mundo, inclusive o próprio Paul, já se interessavam por pessoas do mesmo sexo desde pequeninos, alguns com 4 anos de idade. O que surpreende é constatar que suas confidências não se diferenciam muito do que sentiu uma criança heterossexual na mesma idade, exceto pelo gênero do objeto de desejo. E pela alta dose de sofrimento que vem a seguir, causada por um misto de culpa e vergonha –muito mais intenso, sem dúvida, do que no heterossexual, independentemente da crença religiosa que venha a ter.

Será que, assim como é plenamente aceito que as pessoas nascem heterossexuais, também se nasce gay? A medieval defesa da terapia de cura homossexual por lideranças evangélicas no Brasil e em alguns países tem de certa forma obscurecido a pesquisa científica e psicanalítica na busca de uma resposta a essa questão. De um lado, gays e cientistas, até por uma razão política, abraçam a causa de que a homossexualidade, tanto quanto a heterossexualidade, é nata no ser humano. Do outro, psicanalistas, embora não fechem questão em torno do assunto, dizem que não, que é construída – também tanto quanto a heterossexualidade.

O próprio Vitagliano diz que a intenção do blog não foi provar ao mundo que todas as pessoas nascem gays ou heterossexuais e que isso não possa mudar ao longo dos anos. “Peça para gays explicarem exatamente por que são gays e todos vão dizer que não sabem explicar, só sabem que são”, disse o escritor a CartaCapital. “Pessoalmente, eu soube que era gay aos 4 anos de idade. Tinha clara consciência sobre por quem eu me sentia atraído, e eram meninos. Assim como jovens hétero sabem muito cedo que sentem a mesma coisa por meninas. É exatamente o mesmo processo de descoberta.”

Vitagliano teve a ideia de criar o blog após acompanhar no noticiário seis diferentes histórias de adolescentes que tinham se matado nos Estados Unidos, em setembro de 2010, por sofrerem bullying homofóbico na escola. “Eu quis que o blog pudesse oferecer algum consolo e conexão com os garotos que estão sofrendo bullying e sendo vítimas do ódio, mostrar que eles não estão sozinhos”, diz. Nos últimos anos, descobriu-se que uma das causas da depressão dos garotos gays e que pode levar ao suicídio, além do bullying, são as terapias de conversão a que são submetidos à força pelos familiares.

O menino Dennis aos 3 anos. Foto: BornThisWay

Enquanto aqui no Brasil o Conselho Federal de Psicologia proíbe a terapia de “cura gay” desde 1999 – é justamente essa resolução que os parlamentares fundamentalistas tentam derrubar no Congresso –, só em maio de 2012 a Organização Mundial da Saúde (OMS) condenou oficialmente a prática, por considerá-la “uma grave ameaça à saúde e ao bem-estar das pessoas afetadas”. Logo em seguida, um dos mais famosos psiquiatras americanos, Robert Spitzer, veio a público se desculpar com a comunidade LGBT do país por ter apoiado a “cura gay” durante mais de dez anos.

“Creio que devo à comunidade gay um pedido de desculpas por meu estudo sobre a eficácia da terapia de reconversão. Peço desculpas a toda pessoa gay que desperdiçou tempo e energia em algum tipo de terapia reparativa porque acreditou que comprovei que essa terapia funciona”, escreveu Spitzer em um pronunciamento oficial. Nos EUA, a terapia de reconversão ainda é permitida em vários estados, inclusive para menores de idade. Em agosto, um tribunal federal manteve a proibição à “cura gay” para menores na Califórnia, decretada pelo governador Jerry Brown no ano passado por se tratar de, em suas palavras, “charlatanismo”.

Psicanalistas e cientistas coincidem que a homossexualidade não pode ser “curada” simplesmente porque não é uma doença. Cientificamente falando, há três linhas principais de “explicação” para a orientação sexual hoje – nenhuma delas, assim como na psicanálise, relacionada ao entorno familiar ou à forma como a pessoa foi criada. A linha genética é apoiada em estudos como a frequência de gays entre gêmeos idênticos; a linha hormonal apoia-se em estudos com irmãos caçulas de famílias apenas com filhos homens e em experimentos com animais, segundo os quais gays podem ter sido expostos, por causas desconhecidas, a taxas anômalas de hormônios durante a gravidez; a terceira linha é a que aponta diferenças na estrutura cerebral de homossexuais e heterossexuais. Nada é, até agora, conclusivo.

Em 2006, o pesquisador canadense Anthony Bogaert apresentou a teoria de que mães com mais filhos homens teriam uma chance maior de gerar um homossexual na figura do mais novo de todos. A hipótese de Bogaert não se baseia, porém, na forma como a mãe os criou ou como os irmãos trataram o caçula, mas em algo pré-natal, porque a mesma prevalência não ocorreria em famílias com muitos homens em que alguns deles sejam adotados ou irmãos só por parte de pai. Ou seja, a razão estaria no útero, porque o aumento na chance de ser gay dos caçulas aparece apenas nos homens cujos irmãos são filhos da mesma mãe, não importando se foram criados juntos ou não. Bogaert não soube explicar qual a razão disso, e a teoria tampouco se confirmou em lésbicas.

Quanto aos gêmeos idênticos, os estudos feitos no início dos anos 1990, embora inconclusivos e bastante questionados, valem tanto para homossexuais masculinos quanto para femininos. A dupla de pesquisadores americanos Michael Bailey e Richard Pillard analisou gêmeos idênticos e fraternos e descobriu que os univitelinos possuíam maior probabilidade de serem, ambos, gays. No entanto, a proporção não se manteve a mesma a depender do país pesquisado. Duas outras pesquisas de 2002 chegaram ao número de 60% de gêmeos idênticos coincidindo na homossexualidade, mas estudos posteriores encontraram valores mais baixos.

O neurologista britânico Simon LeVay, autor do livro Gay, Straight and The Reason Why (Gay, Hetero e Por Quê), descobriu, em 1991, a partir do estudo de cadáveres, que um grupo de células do hipotálamo anterior era duas vezes maior em homens hétero. E que o tamanho dessa estrutura cerebral, nos homens gays, era similar ao encontrado em mulheres. Outro estudo de 2008 do Instituto Karolinska, na Suécia, utilizou a ressonância magnética para analisar os cérebros de 90 pessoas e descobriu que lésbicas e homens heterossexuais compartilham uma “assimetria” particular entre os hemisférios, enquanto mulheres heterossexuais e homens gays não tinham diferença de tamanho entre as duas metades do cérebro.

“Há diferenças entre a estrutura e função cerebrais entre gays e homens hétero, e entre lésbicas e mulheres hétero. Essas diferenças provavelmente acontecem como consequência de fatores hormonais durante a vida pré-natal”, disse LeVay aCartaCapital. “Os genes também são uma influência significativa na orientação sexual de ambos os sexos, mas mais nos homens do que nas mulheres.”

Professor da Universidade de Liége, na Bélgica, e autor do livro Biologie de l’Homosexualité – On naît homosexuel, on ne choisit pas de l’être (Biologia da Homossexualidade – Nasce-se homossexual, não se escolhe ser), o neuroendocrinologista Jacques Balthazart apoiou-se em várias teorias científicas sobre a orientação sexual para defender a tese da homossexualidade nata em sua obra. Como sua primeira formação é em zoologia, Balthazart inclina-se pela explicação hormonal. Baseado em experimentos com animais, incluindo ratos e codornas, o cientista narra que foi possível modificar de forma irreversível a orientação sexual deles ao ministrar testosterona ou estradiol durante a fase embrionária.

Obviamente, é algo que não se pode replicar em humanos, mas, para Balthazart, indica que algo similar pode acontecer entre nós durante a gestação. As razões para que isso ocorra não são claras. “Provavelmente está relacionado a algum tipo de estresse a que a mãe foi submetida”, elucubra o professor belga. Se há essa predisposição nata, pergunto a ele como então se explicaria que tantas pessoas tenham tido ocasionalmente alguma experiência homossexual sem serem exatamente homossexuais ou mesmo bissexuais.

“Motivação sexual é outra coisa. Refiro-me aos homossexuais, ou seja, pessoas que se relacionam apenas com outras do mesmo sexo. Claro que tudo isso é parte da explicação, até porque existem várias homossexualidades”, diz Balthazart. “O ser humano é complexo. A teoria de que se nasce homossexual não exclui que possa haver homossexuais para quem essa orientação é uma escolha deliberada na vida, possivelmente influenciado pelas experiências do passado. Mas uma grande proporção de homossexuais nasce com essa inclinação.”

O pioneiro sexólogo Alfred Kinsey (1894-1956) elaborou, em 1948, uma “escala” de sete pontos para a sexualidade humana: em 0 temos os exclusivamente heterossexuais; 1 os apenas eventualmente homossexuais; 2 os predominantemente heterossexuais, mas frequentemente homossexuais; 3 os bissexuais; 4 os predominantemente homossexuais, mas frequentemente hétero; 5 os apenas eventualmente hétero; 6 os exclusivamente homossexuais; e X os assexuais. A escala Kinsey é criticada atualmente por não ter incluído transgêneros, mas sem dúvida abrange um espectro bastante amplo.

(A escala Kinsey da sexualidade humana)

A visão da psicanálise para a questão é igualmente ampla. Sigmund Freud não atribuiu uma origem única para a homossexualidade e considerava uma injustiça “exigir de todos uma idêntica conduta sexual”. Tampouco defendia que a homossexualidade fosse doença, coisa que muitos dos seus colegas fariam mais tarde: somente em 1973 a Associação Norte-Americana de Psiquiatria retiraria a orientação sexual da lista de transtornos mentais. Ainda assim, quatro anos mais tarde, a OMS incluiria a homossexualidade na classificação internacional de doenças mentais, o que só foi revisto em 1990. No Brasil, ser homossexual não é considerado transtorno mental desde 1985.

No recente trabalho O Que as Homossexualidades Têm a Dizer à Psicanálise, o professor da UFMG e da PUC-MG Paulo Roberto Ceccarelli conta que, em 1903, quando a homossexualidade ainda era vista como um problema médico-jurídico, o jornal austríacoDie Zeit pediu a Freud sua opinião sobre um escândalo envolvendo uma importante personalidade acusada de práticas homossexuais. “A homossexualidade não é algo a ser tratado nos tribunais. Tenho a firme convicção de que homossexuais não devem ser tratados como doentes, pois tal orientação não é uma doença”, disse então o pai da psicanálise.

Os textos freudianos, a partir da ideia central de que todos somos originalmente bissexuais, sugerem que a homossexualidade “é uma posição libidinal como qualquer outra”.  Como a maioria dos psicanalistas, Ceccarelli rejeita a ideia da homossexualidade como algo inato. “Quando uma cadela está no cio, todos os machos vão atrás, mas no ser humano não é assim. Nada no ser humano é natural. A pessoa nasce, isso sim, com sexualidade”, diz. “O destino da sexualidade adulta, porém, é uma construção que começa muito cedo, no desejo de quem quis ter aquela criança, no lugar que a pessoa ocupa no desejo de quem quis a criança. Nossa sexualidade também está muito ligada à cultura judaico-cristã. Ninguém está imune a se descobrir um dia numa paixão homossexual, e a recíproca é verdadeira.”

Pergunto, então, como se explicam as diferenças que os cientistas vêm descobrindo entre homo e heterossexuais, e o psicanalista me responde com outras perguntas: “E se essas modificações cerebrais forem também determinadas pela história de vida da pessoa? E se as alterações hormonais forem influenciadas pela história de vida? Essa separação entre o corpo e a mente não existe na psicanálise”.

Talvez o velho Freud é que estivesse mais próximo da solução definitiva para o enigma, ao pregar que a heterossexualidade careceria de tanta explicação quanto a homossexualidade. Como escreveu Ceccarelli em seu artigo: “Não se sabe por que alguém é gay, assim como não se sabe por que alguém é hétero. Nesse sentido, falar do ‘homossexual típico’ é tão absurdo quanto falar do ‘heterossexual típico’, do ‘transexual típico’, do ‘travesti típico’, e assim por diante: não existe nada ‘típico’ na sexualidade humana”.

*Texto originalmente publicado na revista CartaCapital edição 770

 

 


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Lívia em 29/10/2013 - 19h20 comentou:

Muito bom!

Responder

Guilherme em 29/10/2013 - 19h39 comentou:

O mundo poderia transar mais.

Responder

Carlos em 29/10/2013 - 21h44 comentou:

Fico pensando em qual a razão de se discutir isso. O fato é que há em matéria de sexualidade arranjos múltiplos e em se tratando de orientação sexual possuímos seres humanos que se relacionam afetiva-sexualmente ou com pessoas do mesmo sexo, do oposto ou de ambos. Particularmente, acredito que sejamos bissexuais em potenciais, mas sabe lá por quais razões , o desejo irá tomar um dos caminhos para expressar sua orientação. O que temos que ter é respeito pela vida sexual de cada um e isso é muito singular. Em verdade, cada um de nós é dotado de uma sexualidade única.

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    Elizonete Moura em 30/10/2013 - 09h58 comentou:

    Quando existe preconceito faz-se necessário a discussão. Discute-se ou ele impera.

    Flavio de Lima em 01/11/2013 - 21h35 comentou:

    Pois é, e qual a razão de existir preconceito?

    malvina cruela em 05/11/2013 - 10h48 comentou:

    isso posso te explicar: lá nas cavernas onde o pessoal morava antes, todos tinham muito preconceito contra o tigre dente de sabre, menos o Grorkh que era era um cara muito legal e não tinha preconceito nenhum, aliás ele era o ultimo dessa turma de liberais humanistas nas cavernas..quando o DdeS (dentinho para o íntimos) aparecia no alto do morro todos se escondiam no interior da caverna, faziam uma figueira na entrada e jogavam galhos e pedras no corpulento felino…Grorkh que achava que ele só precisava de carinho e atenção resolveu demonstrar isso na pratica e decidiu abraça-lo de peito aberto e desprotegido pra demonstrar sua tese…ao fazer isso foi imediatamente devorado e só sobraram o fêmur e as tíbias; de lá pra cá não se tem noticia de ninguém disposto a desafiar os sagrados princípios do preconceito cautelar.

    Patricia em 08/11/2013 - 20h52 comentou:

    Religião!

    Rogério em 28/10/2014 - 18h18 comentou:

    Particularmente, acredito que sejamos bissexuais em potenciais,

    Por favor, não me inclua no mesmo saco que vocês!

Luís Macedo em 30/10/2013 - 03h26 comentou:

Qual o sentido de definir se alguma característica nossa é congênita ou é uma escolha? Dizer que o direito de uma pessoa de exercer sua sexualidade livremente está atrelada ao fato de ela não ''ter escolha'' quanto a isso vai no sentido de não aceitar as determinações de cada pessoa quanto ao seu comportamento. Se fosse uma opção, deveria ser respeitada, se não fosse, também. As opressões funcionam de maneira assustadoramente similar. Fumar maconha é uma opção e eu gostaria de ser respeitado, não perseguido ou jogado numa clínica de reabilitação! Ser militante socialista é uma escolha, mas enquanto a ''esquerdopatia'' não for congênita, o estado não vai parar de boicotar e criminalizar minha luta (e mesmo que fosse não cessaria)!

Responder

Vera Daninha em 30/10/2013 - 04h21 comentou:

Sexualidade deve ter relação em como usar, ou não, o pinto e a buceta.

Responder

Maurício Carrara em 30/10/2013 - 10h01 comentou:

Sobriedade ímpar do texto. Ótimo!

Responder

Everton em 30/10/2013 - 12h55 comentou:

Compartilho com vocês minha pesquisa científica que trata sobre o tema, intitulada: "A orientação homossexual e as investigações acerca da existência de componentes biológicos e genéticos determinantes". Segue o link da pesquisa: http://www.arvore.org.br/…/view/ESS2236-9600.20…

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Ricardo G. Ramos em 30/10/2013 - 16h28 comentou:

Fico imaginando se o Bolsonaro (sei não!) lesse a matéria durante a preparação da Marcha dos Heterosexuais que anunciou a Stephen Fry… Cadê?

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Marcio Brito em 30/10/2013 - 21h17 comentou:

Tb tenho uma história para contar sobre ser gay que poderia pôr naquele blog tb, mas resolvi compartilhar num outro que escrevo praticamente pra mim (é mais impessoal que Facebook, e mais anônimo) e que agora exponho aqui, no teu blog inspirador: http://sonoraletrante.blogspot.com.br/2013/04/ach

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Thaís PVB em 31/10/2013 - 11h18 comentou:

Muito bom!!! Sou nova aqui, mas com certeza voltarei sempre!!! Abraço

Responder

Flávio em 31/10/2013 - 16h04 comentou:

Muito bom!!!!! Gostei muito, normalmente não concordo muito com os textos da autora, mas esse ficou ótimo, gostei.

Responder

Flavio de Lima em 01/11/2013 - 21h33 comentou:

Estou com os psicanalistas, apesar de ser junguiano (mas tem a ver vá). As modificações devem ser mesmo pós-comportamentais. O comportamento masculino/feminino hetero/homo influencia o organismo, mexe com o nível de hormônios, isso de mudar pontos do sistema nervoso deve vir depois. E daí faz um "feed-back" positivo, reforçando o comportamento e a identidade.
Porque se quer do jeito que se quer é mistério mesmo. E por que pode ter aspectos de compulsão também.

Responder

Paulo em 03/11/2013 - 18h54 comentou:

Um casal heterosexual é capaz de gerar um filho, um casal homossexual não, então como pode o heterosexualismo ser tão inexplicavel quanto o homossexualismo ? Quanto a ´´ cura gay “ nada mais é que o direito de um homossexual que, por qual quer motivo que seja, deseja deixar de ser homossexual e então ele procura ajuda psicológica ou psiquiatrica, o movimento gay não tolera que um gay queira deixar de ser gay, como eles vão poder eleger os Jean Wyllys da vida se eleitores gays quiserem virar heteros ? Se um hetero quiser virar gay tudo bem, mas se um gay quiser virar hetero aí é um absurdo ? O ser humano está na Terra muito antes de existir a cultura judaico – cristã, se o homossexualismo fosse tão tolerado assim nossa espécie teria desaparecido a muito tempo.

Responder

    Isis em 03/11/2013 - 22h44 comentou:

    Um casal heterossexual tem mais probabilidade de abandonar o filho, abusar e matar do que um casal gay (estatisticamente falando, entenda), a ''cura'' gay é uma noção altamente preconceituosa de que o gay é: um ser doente, que apesar de fazer as mesmas coisas que você faz e ter as mesmas capacidades é considerado inferior, que a tristeza em relação a homoafetividade vem da própria sexualidade e não do preconceito hipócrita e tabus que a mídia e sociedade impõem ao corpo… Cura homofobia, que sim, é um problema social, alguém se propôs, aliás, o mais perto que já chegaram de uma possível educação e humanização a respeito da homossexualidade foi barrado pela ditadura evangélica e ganhou o apelido ''kit gay'' como chacota… Jean Wyllys é um dos pouquíssimos representantes da classe no poder político, então por favor, que ameaça é essa, sendo que as pessoas do Brasil tendem a não votar em quem é abertamente gay… Gays não viram héteros, nem o contrário, não há um método único de ''mudança'' de sexualidade, aliás, todos os que já foram criado serviram apenas para assexualizar e tornar mais infeliz a pessoa que precisa de educação, não de ''remédio'',e, pelo o que você não leu no texto, tentar perverter a sexualidade alheia é, sim, perversão… a homossexualidade estava há muito tempo antes da cultura judaico-cristã e toda a sua paranoia em relação ao sexo, agradeça a essa cultura por pregar a moral da forma mais imoral possível… seu argumento da espécie que se acaba é realmente impensável, afinal, homossexuais são realmente uma minoria, ter apenas relações não te faz ''gay'' e continuar a espécie ou só reproduzir são questões vitais, afinal, humanos criam guerras e tudo, caramba, foi muito ruim lidar com tanta ignorância, abraços.

    Paulo em 04/11/2013 - 21h37 comentou:

    Olha Isis, não sou evangélico, sou católico praticante e posso te assegurar que não existe nenhuma ditadura evangélica no Brasil, os deputados evangélicos foram eleitos democraticamente e tem direito de defenderem os seus pontos de vista, alias o Clodovil era gay assumido e era contra a legalização do casamento gay, sabia ? Apesar da sua raiva contra os cristãos vou rezar por você, fica com Deus.

Marta Moreno Castro em 04/11/2013 - 02h27 comentou:

Muito bom o texto. Com bases teóricas muito claras. Coincidentemente estou montando um espetáculo sobre o artigo de Freud que fala sobre o caso de sua paciente lésbica publicado em 1920, o espetáculo se chama 'Entrelinhas', gostaria de te convidar a nos assistir. Podemos estender um bate papo com o elenco ao termino. Me passe seu e-mail que te mando a programação. Att. Marta Moreno

Responder

Vitor em 05/11/2013 - 14h08 comentou:

Realmente é difícil dizer se o homossexualismo é de nascimento ou desenvolvimento…
Só achei estranho o autor saber que era gay com 4 anos… Eu nem lembro o que pensava a respeito disso com 4 anos, provavelmente nada… Normalmente nessa idade, meninas e meninos são amigos, sem atrações quaisquer…

Responder

    Carlos em 27/08/2017 - 23h59 comentou:

    Isso vária de pessoa pra pessoa. A maior parte realmente não se lembra da sua infância como um todo, mas alguns poucos na sociedade possuem a habilidade de guardar pequenos ocorridos que foram de certa forma marcantes para eles, como o sentimento citado pelo autor.

    Quanto a meninos e meninas não sentirem atração aos 4 anos, isso também é relativo. Já que o que faz com que nos sintamos interessados por alguém é o chamado hormônio, fator esse que também pode vir a aflorar precocemente em algumas pessoas.

malvina cruela em 05/11/2013 - 22h01 comentou:

prefiro ter um filho gay a ter um filho..digamos…com perdão da má palavra; advogado.

Responder

Lili Leite em 06/11/2013 - 01h00 comentou:

Excelente texto Cynara. Parabéns!

Responder

Lucas em 03/02/2014 - 16h23 comentou:

Não sei porque as pessoas se incomodam tanto com a vida alheia. Cada um faz o que quer, e se ninguém se importasse com isso o mundo seria um lugar melhor com certeza. Entre tantos problemas que temos no Brasil, (alguns) evangelicos e catolicos se importam e se incomodam com a sexualidade dos outros. Merecemos o país que temos…

Responder

Lisandro Hubris em 13/03/2014 - 11h23 comentou:

Título:Título:
JÁ SE NASCE HOMOSSEXUAL
Autor: Lisandro Hubris
Formato: pdf
Tamanho: 386 KB
Ano: 2012
Enviado por: Lisandro Hubris
Enviado em: 06/03/2012
Reeditado em: 12/03/2014
Classificação: seguro
Sinopse: A origem da homossexualidade é biológica, e os indivíduos com predisposição sexual para ter relações com mulheres, têm um NIHA-3 MAIOR.
Baixar
(clique aqui para baixar o arquivo) http://www.recantodasletras.com.br/e-livros/35387

Responder

Melina em 10/09/2017 - 22h03 comentou:

Olá!
Senti necessidade de pesquisar sobre este assunto, pois tenho um menino de 4 anos em casa e me preocupo com o futuro dele.
Mas gostaria de pedir, para encaminharem esta mensagem, se possível, para algum cientista.
Será que o ser humano é semelhante as abelhas? Que mudam o sexo conforme o alimento que recebe enquanto ninfa?
Ou há um problema hormonal?
No estudo que realizo na CULTURA RACIONAL explica que, na genética,no cromossomos, os homens são feitos com mais energia elétrica e as mulheres com mais energia magnética, eu imagino então que os homossexuais tenham uma alteração no campo biomagnético. Tudo isso precisa ser pesquisado com urgência, pois as novas gerações poderão sofrer muito por causa da nossa ignorância e falta do saber verdadeiro.
Agradeço e ficarei feliz se puderem me manter informada.
Boa noite!

Responder

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