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Desigualdade cresce… nos Estados Unidos

Essa é para quem acredita na balela da “igualdade de oportunidades” do capitalismo. Nos EUA, o número de pobres vem crescendo de 2007 para cá. Em 2011 havia 200 mil famílias pobres a mais do que em 2010. Agora, 47,5 milhões de norte-americanos vivem em situação “análoga à pobreza”. O índice dos que vivem em […]

Cynara Menezes
04 de março de 2013, 13h39

Essa é para quem acredita na balela da “igualdade de oportunidades” do capitalismo. Nos EUA, o número de pobres vem crescendo de 2007 para cá. Em 2011 havia 200 mil famílias pobres a mais do que em 2010. Agora, 47,5 milhões de norte-americanos vivem em situação “análoga à pobreza”. O índice dos que vivem em “extrema pobreza” (com menos de 2 dólares por pessoa por dia) mais que dobrou nos últimos 15 anos e atualmente 1 em cada 15 americanos é considerado “muito pobre”.

O apartheid geográfico fica a cada dia mais intenso: na maioria das cidades, pobres e ricos estão separados por “boas” e “más” vizinhanças. A recessão empurra mais e mais americanos para as “vizinhanças ruins”. Hoje, 47 milhões de pessoas estão utilizando o programa do governo Food Stamp, que dá auxílio às pessoas de baixa renda ou sem renda para comprar comida.

Um vídeo que circula na internet tornou-se viral nos últimos dias ao mostrar a realidade sobre a desigualdade nos EUA. É simplesmente assustador para um país que sempre se gabou de ser a “terra das oportunidades”.


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(7) comentários Escrever comentário

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RLocatelli Digital em 04/03/2013 - 13h51 comentou:

Sobre o assunto recomendo o livro "Fora de Série" de Malcolm Gladwell, editora Sestante. O autor PROVA que os mais ricos, grandes esportistas ou escritores famosos são exatamente iguais a outras pessoas, mas tiveram a sorte de ter um ambiente adequando ao desenvolvimento de suas potencialidades. O autor diz que os EUA não deveriam se gabar de ter produzido Bill Gates, mas se perguntar o que fizeram de errado para permitir o surgimento de apenas um Bill Gates.

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daniel bastos em 04/03/2013 - 13h58 comentou:

Um sociólogo alemão cunhou um termo pra esse fenômeno da diferennça no estrato social de uma sociedade: "brasilização".

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Fábio O. Ribeiro em 04/03/2013 - 14h18 comentou:

Well… fodam-se os gringos. Eles que façam a 'Revolução cubana" deles. Se não fizerem, que continuem sonhando.

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Rafael Leal em 04/03/2013 - 15h55 comentou:

Tudo o que o seu texto relata é verdadeiro, assim como o conteúdo do vídeo. Realmente, a disparidade de classes nos EUA explodiu desde a era Reagan, que foi quando a desregularização de bancos e empresas foi implementada, esfacelando a rede de proteção dos trabalhadores (era a melhor do mundo antes disso), além da saída dos parques industriais de grandes corporações como Nike e as automobilísticas para países como México, China e os tigres asiáticos, em busca de cargas tributárias irrisórias e salários até 10 vezes menores que os pagos em território americano, algo que provocou um imenso buraco negro de desemprego e diminuição da arrecadação tributária, que varreu cidades como Detroit do mapa, e cujos reflexos se sentem até os dias de hoje, quando vemosaté a maior empresa americana da atualidade, a Apple, produzindo os seus produtos fora do país. Os sindicatos, que eram fortíssimos até os anos 70, são hoje uma grande piada, e o governo oferece inúmeras rotas de fuga para as corporações não precisarem cumprir com suas obrigações contratuais e tributárias. E os americanos são vítimas do próprio sistema educacional do país, que os transforma em monstrinhos obedientes ao governo americano, e hostis contra qualquer tipo de pensamento crítico ou sentimento de solidariedade e igualdade. Por isso acabam aceitando o país gastar 1 TRILHÃO DE DÓLARES por ano somente com defesa, enquanto que direitos básicos de educação, saúde e bem-estar são cortados sem parcimônia. É uma sociedade quebrada, apodrecida, que se corrói por dentro, e que cuja ganância e ambição desmedida garantirá o mesmo final de outros pretensos impérios que nasceram, cresceram e se destruíram por completo.

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George S. em 04/03/2013 - 21h09 comentou:

Cruzei os Estados Unidos de ponta a ponta. A miséria norteamericana está LONGE, MILHAS DE DISTÂNCIA, da nossa miséria. A miséria deles é a classe C que o PT tanto gosta de falar.

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Moab em 05/03/2013 - 16h45 comentou:

George S., um sociólogo!!!

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Garoto do Brazil em 28/05/2013 - 23h17 comentou:

Sim, claro, claro. E é por isso que vemos, toda hora, barcas improvisadas cheias de imigrantes norte-americanos partindo de Miami em direção de Cuba, em busca da ampla rede de assistência social, baixa concentração de renda e altíssimo nível de qualidade de vida daquele país…

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