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Eu vi a luz: leitora do site conta como deixou de ser coxinha

Brasileira que vive na Suíça conta como saiu do país xingando Dilma e agora percebeu que foi manipulada a acreditar que o PT inventou a corrupção

Foto: reprodução
Claudia Hug
09 de fevereiro de 2018, 14h45

Primeiramente quero deixar claro que não possuo nenhum conhecimento profundo sobre orientação política, seja de direita ou esquerda. Meu objetivo é compartilhar minha visão do mundo e a experiência de ter “passado para o outro lado”.

Para contextualizar, vou contar um pouco da minha vida. Sou filha de dois baianos pobres e negros que, com muito sacrifício, criaram a mim e minhas irmãs. Passamos por muitos perrengues, tragédias, mas hoje percebo que também tivemos muitos privilégios e sorte.

Sou enfermeira, especialista em controle de infecção, tenho três filhos, sendo dois do meu primeiro casamento. Nasci, morei e trabalhei em São Paulo até 2014. Sempre tive um pensamento político mais conservador e à direita, provável fruto da falta de conhecimento da minha família e meu.

Em 2014 me casei novamente e me mudei para a Suíça. Atualmente vivo em Zurique, em uma cidadezinha de pouco mais de 4 mil habitantes. Saí do Brasil xingando a presidenta e destilando meu ódio pela esquerda. A favor da meritocracia, afinal meus pais conseguiram, por que outros não conseguiriam?

A Suíça é um país pequeno geograficamente, localizado na Europa Central. É possível cruzar o país de carro em 4 a 6 horas. Possui um dos mercados mais livres do mundo e democracia direta (o povo vota diretamente as iniciativas que podem se tornar leis). São sete presidentes, sendo quatro de partidos mais à esquerda e três mais à direita por lei. A cada ano é escolhido, indiretamente, um líder, que será responsável pela representação do país.

Saí do Brasil xingando a presidenta e destilando meu ódio pela esquerda. A favor da meritocracia, afinal meus pais conseguiram, por que outros não conseguiriam?

Quando aqui cheguei para morar, o que é bem diferente de turismo, vi muitas idéias de esquerda na prática, como ciclovias e ciclofaixas, priorização do transporte coletivo sobre o individual, carros compartilhados e etc. Recebi um material enorme, em português, sobre a legislação básica, sobre o sistema educacional para os meus filhos e o sistema de saúde. A escola é pública e sempre próxima à sua residência, e as crianças são estimuladas a ir e voltar a pé sozinhas desde os quatro anos de idade. Caso eu me mude para outro distrito, meus filhos precisam mudar de escola. Há agentes de suporte de trânsito para ajudar as crianças a atravessar as ruas mais movimentadas no entorno. Não se gasta 1 franco suíço com material escolar, tudo é fornecido pelo governo. Professores têm um dos melhores salários (cerca de 100.000 francos anuais) e são “obrigados” a se manter atualizados. A escola é quase integral, das 8h as 12h, pausa para o almoço e segue das 13h30 as 16h30.

Aqui é muito comum ver pessoas fumando maconha, e fora daquele estereótipo tacanho criado por sociedades conservadoras. Apesar do comércio da cannabis ainda não ser legalizado (somente o canabidiol pode ser comercializado), o uso é visto com extrema naturalidade. O usuário pode ser o seu vizinho, a pessoa do seu lado aguardando o trem ou até o seu médico, sem estigma ou estereótipo. Em breve deve ser totalmente legalizado.

Na Suíça cerca de 25% de sua população residente é formada por imigrantes das mais variadas origens, todos os continentes representados. Bem diferente do Brasil, cuja população imigrante não chega a 5%! Aqui todos têm a oportunidade de uma formação, seja técnica (maioria) ou universitária. Mecânicos, garis, caixas de supermercado, limpeza doméstica, para tudo há uma formação. Isso faz com que os salários sejam melhores. É claro que há pessoas sem educação formal e trabalhando de forma “alternativa”, mas ainda assim há valorização da mão-de-obra. Faxineiras cobram cerca de 25 francos suíços por hora.

Parece tudo um paraíso, e devo confessar que nos primeiros meses me vendi ainda mais ao “free market”. Mas observei atentamente como a esquerda é forte e como não há uma polarização tão absurda como ocorre em outros países, incluindo o Brasil.

Depois de conversar com gente de tudo quanto é país, resolvi ler sobre as pautas de esquerda, pautas progressistas. Esse choque cultural me fez ver que a forma como somos criados, a realidade em que estamos inseridos, afeta diretamente quem nos tornamos e resolvi questionar tudo

A realidade começou a apertar quando comecei a usar o sistema de saúde. Aqui é obrigatório ter seguro saúde, e funciona como seguro de carro no Brasil: você paga um valor baseado na franquia escolhida e, quanto mais baixo o valor da franquia, mais cara fica a mensalidade. Eu possuo a franquia mais alta possível: 2.500 francos, pago cerca de 200 francos por mês. Se eu precisar ir ao médico, tenho que pagar todas as despesas até atingir o valor da franquia. Não há como escapar disso, e esqueçam o luxo de hospitais como Einstein e Sírio. Isso não existe aqui! E o mercado que parecia livre se torna uma prisão, visto que os preços não mudam muito de uma operadora para outra.

Os serviços de atendimento são ruins em geral pois não há um código de proteção ao consumidor. E sabe aquela coisa de tirar a obrigatoriedade de 13º salário e outros direitos que o salário sobe? Não acontece bem assim. A empresa que meu marido trabalha, por exemplo, obteve lucros fantásticos em 2016, os diretores tiveram bônus de Natal exorbitantes, mas a massa dos trabalhadores ganharam 777 francos! Só pra ter uma noção: se eu levar a família inteira a um restaurante aqui, 60% disso vai embora em uma refeição, ou cobre 80% das despesas com supermercado.

Esse tal liberalismo econômico ainda funciona aqui porque a desigualdade social não é gritante como no Brasil, porque a maioria da população possui um nível razoável de educação e pela cultura de uma vida simples. O cidadão comum aqui não compra carro zero quilômetro, é comum ver carros com mais de 10 anos circulando em ótimo estado de conservação. Aqui não tem essa de divisão de classes, exceto para os que são demasiadamente ricos. Outro fator é a civilidade, aqui é comum pequenos produtores deixarem seus produtos à venda sem vendedor ou proteção, apenas uma placa divulgando o preço e as pessoas pagam.

Depois de observar muito, conversar com gente de tudo quanto é país, resolvi ler sobre as pautas de esquerda, pautas progressistas. Esse choque cultural me fez ver que a forma como somos criados, a realidade em que estamos inseridos, afeta diretamente quem nos tornamos e resolvi questionar tudo, minhas crenças, motivações, coisas sobre as quais fui ensinada na mais tenra idade. O resultado dessa reflexão foi me descobrir muito mais à esquerda do que à direita.

Hoje olho para o Brasil com tristeza, observo o cenário político e percebo que os dinossauros da corrupção estão lá, e ninguém se mexe. Essa onda conservadora é completamente desumana, são individualistas sem a menor noção de que somos uma comunidade

Não me importo com a sexualidade alheia, criei e crio meus filhos com a mesma mentalidade. Família, pra mim, é qualquer grupo de pessoas que se amam. Entendi o quanto o racismo, enraizado em todos nós, prejudicou a minha performance na escola e a minha autoestima. Percebi o racismo em tantos discursos meus e de amigos. Mais importante: compreendi que só me assumindo como racista poderia combater o racismo que ainda existe em mim. O mesmo acontece com o machismo!

Percebi que a maconha é muito menos nociva que o tabaco e o álcool e é hipocrisia dizer o contrário! E sempre fui careta, ainda sou tabagista, mas quero me limpar desse mal também. Não posso impor minha opinião a ninguém, não posso impor minhas crenças espiritualistas a ninguém, assim como não quero ser forçada a nada.

Politicamente, o meu salto definitivo veio com o filme do Snowden. Me dei conta de como fomos manipulados a acreditar que um só partido era responsável pela corrupção secular, ainda que ele tenha menos de 40 anos de existência. Como somos orquestrados a acreditar que o capitalismo atual é a única saída, mesmo observando a concentração de riquezas na mão de poucos.

Não, não virei comunista! Não acredito em um Estado paternalista, mas tampouco acredito no livre mercado. Na minha humilde e limitada opinião, a humanidade ainda vai encontrar um terceiro caminho, com mais justiça e igualdade de oportunidades.

Não sei se sou “mortadela”, não concordo com todas as pautas de esquerda e não sou comunista. Mas me dei conta de como fomos manipulados a acreditar que um só partido era responsável pela corrupção secular. E de como somos orquestrados a achar que o capitalismo é a única saída

Hoje olho para o Brasil com tristeza, observo o cenário político e percebo que os dinossauros da corrupção estão lá, e ninguém se mexe. Uma deputada suspeita de ligações com tráfico e condenada na Justiça do Trabalho indicada para ser ministra do Trabalho! Um diretor do DETRAN com mais de 120 pontos na habilitação. Um senador (no qual fui burra o suficiente pra votar na eleição passada) envolvido com tramas mirabolantes, inclusive ameaça de assassinato a familiares (“de brincadeira”), que está lá de boa. A dinastia Sarney que parece ter o corpo fechado para a Justiça! Uma bancada de trogloditas sem escrúpulos chamada de bancada da bala! Um bando de “pastores” bandidos pregando cristianismo às avessas! Sim, porque se Cristo realmente existiu e olhasse pra essas criaturas certamente sentiria asco. Essa onda conservadora, hipócrita e simplista é completamente desumana, são individualistas sem a menor noção de que somos uma comunidade. É a lei de Gerson em seu ápice: “dane-se o outro, se eu levo vantagem tá ótimo!”.

E foi assim que deixei de ser “coxinha”… Não sei se sou “mortadela”, não concordo com todas as pautas de esquerda, e como disse anteriormente, não sou comunista. Tento não me prender a rótulos, estou em constante aprendizado e tento sempre usar empatia e bom senso seja qual for o assunto, mas sempre com muita paixão, o que pode soar meio arrogante às vezes.

O mundo é gigante e as culturas são diferentes, as pessoas têm necessidades diferentes, sonhos diferentes, mas somos iguais, pelo menos as oportunidades devem ser iguais. Ninguém deveria morrer de fome ou sede, ninguém deveria ser discriminado por qualquer razão. Todos fazemos parte de alguma minoria em algum momento da vida, portanto menos ódio e mais empatia!

 


(34) comentários Escrever comentário

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Ivair Nogueira em 09/02/2018 - 15h31 comentou:

Infelizmente são poucos os casos de quem enxerga a luz da realidade. Preferem ficar com suas crenças, não se dizendo terem sido enganadas. Simplesmente continuam com sua forma errônea de pensamento, não acreditando nas evidências, nos fatos.
Parabéns a leitora que escreveu este desabafo.

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Ivair Nogueira em 09/02/2018 - 15h31 comentou:

Ok

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Frederico de OLIVEIRA em 09/02/2018 - 16h04 comentou:

Há esperança!

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Carlos em 09/02/2018 - 16h21 comentou:

Excelente história de humor! Coxinha arrependido, só mesmo com hastag humor. Uma vez coxinha, sempre coxinha. Espero que os Naruto não levem a sério demais.

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    Cynara Menezes em 09/02/2018 - 17h59 comentou:

    toda tiração de onda em cima de reaça leva a hashtag humor no site

Judith de Almeida em 09/02/2018 - 16h24 comentou:

Aplausos! Antes tarde do que mais tarde. Seu relato é lúcido e talvez sua experiência internacional tenham ajudado a sair do lugar horroroso que as pessoas ficaram ao aderir ao ódio ao PT e a todas as bandeiras de esquerda. Parabéns.

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E Mendes Onca em 09/02/2018 - 16h43 comentou:

Ela teve que aprender depois de ir morar num país que beira o socialismo, para ver o quão errada estava em relação aos governos progressistas do Brasil.
Nunca tivemos socialismo ou muito menos comunismo no Brasil, e essa gente vive vomitando isso em comentários, sobre o projeto apeado do poder, que simplesmente trabalhou para diminuir desigualdades seculares.
Não há esperança para nós, progressistas.
A ignorancia fabricada pela mídia familiar oligopolista brasileira, pelo governo corrupto e instituições falidas daqui, jamais permitirá a emancipação desta nação.
@MendesOnca

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    orlando em 10/02/2018 - 12h57 comentou:

    Ótimo comentario.

    Daniel em 15/02/2018 - 10h28 comentou:

    Isso..!

    LOURDES SAMPAIO em 18/02/2018 - 01h37 comentou:

    Em nosso país, foi enraizado na mente do povo o mesmo pensamento americano, ou seja, q governo socialista é um governo comunista… Usam essa comparação para intimidar o povo contra justamente quem trabalha para o bem comum e não para os grandes capitalistas. Esquecem a assim enaltecem o tal comunismo orque se eles agem em prol da elevação da economia do país e da melhor qualidade de vida do povo…. não será tão ruim quanto pintam.

Luis em 09/02/2018 - 21h17 comentou:

Ciclovias e ciclofaixas não são exclusividade da esquerda. Em Nova York foi um governo republicano que iniciou a implantação de um sistema cicloviário. É uma questão de favorecer a escolha e a liberdade individual de se locomover.

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    João Junior em 10/02/2018 - 21h21 comentou:

    Caro Luis, há muitas convergências entre o pensamento de direita e o de esquerda. Não são o perfeito oposto um do outro ao ponto de um sempre defender A e o outro, B. Há muitos matizes que levam à convergência entre as duas ideias. Por quê? Por que direita e esquerda prometem substancialmente a mesma coisa, atingir o mesmo resultado, qual seja, o de uma sociedade livre, igualitária e fraterna. O entendimento da direita para lograr esse êxito é o de que as pessoas devem ser totalmente livres, sem dever satisfação ao Estado. O entendimento da esquerda, também! Qual a diferença? Está no modo de ver o papel do Estado e o de ver o que seja liberdade. Para a direita, liberdade é não estar preso. Para a direita, o Estado é um sentinela. Para a direita, o Estado não deve ter qualquer poder ou controle sobre o indivíduo ou a iniciativa privada, e isso se consegue com o Estado mínimo.

    Esse mote do Estado mínimo é uma forma disfarçada de dizer que se quer que o Estado se ausente da economia. No contexto capitalista, “ausente da economia” significa que o Estado não deve fiscalizar nem a produção e nem o capital. O Estado fiscaliza a produção de alimentos, por exemplo, pela ANVISA, e a de petróleo, pela ANP. Os ricos entendem que não devem satisfação a ninguém sobre o que produzem e nem sobre como produzem. E por que, mesmo assim, os capitalistas concordam com a atuação do Estado neste sentido? Por que não querem sofrer com concorrência desleal. Por exemplo, vender comida fora da validade é um tipo de concorrência desleal porque o comerciante não arca com o custo do prejuízo. Há comerciantes que compram alimentos quando próximos de vencer a validade porque assim o valor de aquisição cai bastante, digamos, uns 50%. Isso não é ilegal, mas o tempo de prateleira também é menor e o risco de o alimento chegar a perder a validade antes da venda é alto, mas só seria crime comercializa-lo já “vencido”. Do ponto de vista do capitalista, a vigilância visa garantir preços, concorrência, etc, mas prevalece aí o interesse do capital. Do ponto de vista socialista, a mesma vigilância visa garantir o comércio de alimentos saudáveis para o consumidor, prevalecendo o interesse do consumidor ao direito de obter um alimento saudável.

    A convergência teórica entre a direita e a esquerda poderia parecer total, atingindo os mesmos objetivos por princípios diferentes. Mas não é bem assim. Há uma pequena diferença. Por exemplo, se o interesse do capital prevalecer sobre o coletivo é possível que as leis resultem em penas leves e na repetição da infração ou mesmo numa fiscalização ineficiente porque o comerciante não seria educado para não repetir o erro. Se o interesse coletivo prevalecer, aí não tem acordo, o comerciante é obrigado a se adequar às normas porque prevalece o interesse ao alimento saudável. O mercado não tem poder de fiscalização e nem de regulação porque o capital pode manobrar tudo isso e, por isso, somos socialistas.

    Maria da Paz em 13/02/2018 - 18h17 comentou:

    É exclusividade de países civilizados.

Patrícia de Oliveira Cardoso em 09/02/2018 - 22h16 comentou:

Espero que mais pessoas enxerguem a verdade e que nas próximas eleições não votem nulo ou em branco, pois já ficou provado que esta atitude elege fascistas, espero que votem em candidatos do mesmo partido, para que o poder executivo possa trabalhar e que nunca mais uma presidenta seja golpeada a partir de mentiras! Minha fé é inabalável! Eleição sem Lula é fraude!

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    Daniel em 15/02/2018 - 10h35 comentou:

    Faltou falar mais sobre as esquerdas..! esquerda não é somente socialismo..! Ou estou enganado..?

    Márcia Telma Nunes Martins em 15/02/2018 - 16h56 comentou:

    Enfermeira boa tarde. Lula o presidente e uma pessoa boa e de muito caráter , hoje sou formada em duas faculdades porque o presidente Lula deu meios para que as todos estudassem e tivessem e um bom trabalho. E realmente ele melhorou o Brasil em tudo até as dívidas do Brasil ele resolveu e deixou o Brasil com crédito , não sei que ódio algumas pessoas pobres sem falar nessa corja aí odeia o Lula uma pessoa que que só faz o bem.

Ângela Valério Horta de Siqueira em 10/02/2018 - 02h16 comentou:

Ah, se todos pudessem beber um copo de civilização e cair na real… Que maravilha seria viver!!! Quanta besteirada seria economizada no mundo. Parabéns pela decisão de ver o que tão óbvio nos parece. Aqui, as pessoas adoram viajar e admirar as sociedades tão evoluídas do primeiro mundo, mas quando o mínimo de equilíbrio social começa a ser praticado , horrorizam-se e aceitam toda a baboseira despejada pelas tvs e jornais como verdades absolutas. E prás calendas o desenvolvimento social brasileiro. Depois reclamam da violência, da sujeira, da insegurança, da incivilidade, do que mais a quatro… Ainda brigam e deixam de falar contigo se você ousa tentar mostrar o que há por trás do golpe!!! Estão brincando de cabra cega no tiroteio.

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Samuka em 10/02/2018 - 09h57 comentou:

“Empatia e bom senso” se tivesse mais isso não importaria muito esquerda ou direita.

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Andre Tonon em 10/02/2018 - 10h52 comentou:

O depoimento é claro e até óbvio…

Só que o problema da classe mérdia brasileira não é ignorância sobre quais são as pautas da esquerda.

O problema é querem ser como o Silvio Santos: não querem que as pessoas tenham dignidade, querem dar esmolas como o Abravanel joga dinheiro pra pessoas que se humilham por migalhas. A classe mérdia distribui cestas básicas e brinquedos de 1,99 no Natal.

É isso que eles acham que é ser humanitários

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Leandro em 10/02/2018 - 10h55 comentou:

Parabéns, belo texto! Sejamos mais inteligentes e menos intolerantes. Esperança e abraço a todos!

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Eliza Maria em 10/02/2018 - 11h15 comentou:

Brasileira vivendo na Suíça,

Agora é tarde! Pessoas como você viabilizaram o golpe. E ainda insiste nesse discurso de que “não é comunista”. Seria louvável se descobrisse aqui mesmo quera um goloe e que você estava errada. Capacidade de pensar você tem, mesmo que tardia. Mas não esqueca um detalhe importante, a Suíça só mantém esses padrão de vida porque existe corrupção no mundo, e ela se beneficia de todo esse dinheiro roubado que é depositado nos seus bancos (que nem são muitos). E não vou nem citar os fatos da 2a. Guerra mundial, quando se apropriou do dinheiro (e fortunas) dos judeus. É preciso mais que uma análise sobre as diferencas entre os dois países para se arrepender. Falando em racismo e machismo, o governo PT foi o único que teve a ousadia de instituir o programa de cotas para negros e que elegeu a primeira presidenta. Em que país você estava mesmo??

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    Patrícia de Oliveira Cardoso em 11/02/2018 - 13h56 comentou:

    Bem lembrado, cara Eliza “Suíça lava mais branco”!

    Daniel em 15/02/2018 - 10h42 comentou:

    Acho que ela lá, conseguiu parar pra pensar..! Aqui não temos tempo..!
    Bom, pelo menos ela conseguiu enxergar, saiu da mão que manipula mentes, que usa seu poder para continuar tudo como está..!

    Anabela em 17/02/2018 - 09h55 comentou:

    Excelente comentário. Essa dissociação cognitiva de como a Suíça seja um país celeiro da corrupção que habita os países mundiais é, no mínimo, vexatória. Ser um paraíso fiscal facilita a vida de qualquer país.

Cesar Ivanildo da Silva em 10/02/2018 - 12h15 comentou:

Na estrada de Zurique .

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Newton José de Oliveira Neves em 10/02/2018 - 16h55 comentou:

Excelente matéria!
Não dá para por um link com o whatsapp, pois tenho uns “amigos” reaças que vivem postando material de extrema direita no whatsapp é seria muito bom poder mandar essa matéria para esse pessoal!

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Roberto Souza em 10/02/2018 - 18h46 comentou:

E a Nestlé é Suíça? Distribui renda vinda do mundo afora. E os bancos suíços tão cuidadosos com as contas vindas de origens duvidosas? Quem banca o “socialismo” suíço? A moça vai sacar rapidinho?

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cristinica de cervantes em 11/02/2018 - 10h41 comentou:

Claudia não tinha visão de mundo, e ainda tem a visão curtinha. Fez o auto elogio aflito. Tendo acreditar, que ela deixou de ser direitista reaça porque foi viver longe, num país de brancos, de ricos gananciosos e profiláticos. Se ela ainda estivesse aqui, talvez estivesse ferozmente bradando palavras de ordem contra nós, os pobres. Mas é bão que ela tenha tido a oportunidade de ver além de seu próprio umbigo. Ela descobriu tarde demais que a dor da família dela, não é só deles, é nossa, é de todos nós, a maioria. Que os suíços a tratem bem. Mas ela deixou o golpe pra nós e foi viver longe, muito longe de pretos favelados ou bejes afros como eu e tantos milhões de cores lindas que a mim engrandece. Na Suíça ela não precisa de ter o trabalho de olhar pros despossuídos e se sentir desgostosa; lá está impune, mas continua sendo olhada como “os inferiores do terceiro mundo”. Acho estas pseudo-consciências Temerárias….. E Agora é tarde pra ela aqui no Brasil…. Já Era!!!!!!!

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Cecilia em 11/02/2018 - 17h24 comentou:

Então, se continuasse no Brasil continuaria coxinha? Me poupe! Se quisesse, poderia enxergar a verdade sem sair do país!

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Jefferson em 13/02/2018 - 20h04 comentou:

Adorei essa matéria e essa pessoa. Parabéns Cynara!

Responder

Matheus Battistoni em 14/02/2018 - 18h58 comentou:

Quem defende meritocracia é de esquerda. A direita defende os privilégios de magnatas que não trabalham, como os donos do Itaú. O Brasil ainda vai chegar lá, ignorância tem cura, como vimos.

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daniel em 14/02/2018 - 23h00 comentou:

Sou europeu e moro no Brasil desde 86. Conheço muitos brasileiros que moram na Europa e não me iludo. Adoram os benefícios do “Estado social” lá fora, mas quando voltam não abrem mão da escrava. É como o FHC, na França posa de socialista e democrata, aqui é golpista. Pode apostar, a moça está tão arrependida como os eleitores do Collor, mas continuará votando na direita.

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Mauricio em 19/02/2018 - 16h18 comentou:

Parece um daqueles testemunhos de “ex-drogado” que entra pra igreja.

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Reginaldo dos Santos Silva em 21/02/2018 - 17h16 comentou:

Esse relato não passa nó mais simples fact check.
Boa sorte para quem acredita.

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