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Cultura

Mini-guia Socialista Morena de esquerdismo caviar em São Paulo

Após seis anos em Brasília, “morei” quatro meses em São Paulo em 2014. Aproveitei para matar a saudade e experimentar lugares novos. Sou baiana, mas passei 10 anos na capital paulista, que considero também um pouco a minha cidade… Adoro. Sim, é caótica, mas eu vejo beleza no caos. Daí tive a ideia de fazer […]

(O sebo Desculpe a Poeira...)
Cynara Menezes
08 de janeiro de 2015, 21h34
aguabranca

(O Parque da Água Branca. Foto: João Fontoura)

Após seis anos em Brasília, “morei” quatro meses em São Paulo em 2014. Aproveitei para matar a saudade e experimentar lugares novos. Sou baiana, mas passei 10 anos na capital paulista, que considero também um pouco a minha cidade… Adoro. Sim, é caótica, mas eu vejo beleza no caos. Daí tive a ideia de fazer um guiazinho socialista moreno com dicas para quem for passear por lá.

Como um lugar se qualifica para ser aprovado pelo esquerdismo caviar? Ora, primeira regra: pode até custar os olhos da cara, mas tem que valer a pena. Pior restaurante/boteco para um esquerdista caviar que se preze: caro, pretensioso e com comida ruim. Cinco estrelas (ou melhor, cinco foice & martelo): bom e barato, claro. Esse negócio de pagar caro para comer mal é coisa de novo rico (ou trouxa).

Vamos ao mini-guia (clique nos nomes para ver os endereços). UPDATE: este guia foi atualizado em 2017.

PARQUES:

Impossível ir a São Paulo sem dar um rolé no Ibirapuera, mas só se for durante a semana. No fim-de-semana achei hiper crowdeado. Também gosto demais de andar de bicicleta no Parque Villa Lobos, mas confesso que o meu xodó é o Parque da Água Branca. Menorzinho e acolhedor, deve ser inédito no mundo: um parque com galos, galinhas, patos, gansos, pavões e cavalos pertinho do centro da maior metrópole da América do Sul… Infelizmente, foi desativada a choupana de pau-a-pique (“Casa do Caboclo”) onde aconteciam animadas rodas de viola aos sábados regadas a café, broa de milho, pão de queijo e bolo feitos no fogão a lenha. Tem trilhas para caminhada e uma feira orgânica às terças, sábados e domingos. Outro passeio que o paulistano, na correria, esquece de fazer é visitar o Jardim Botânico. Desconfio que muita gente nem saiba que existe um… Ideal para piqueniques com a criançada, também tem trilhas onde se pode avistar o macaco-bugio. E um orquidário lindíssimo com duas exposições anuais, em maio e novembro.

RANGOS:

Africanos – O centro de São Paulo tem boas opções para experimentar comidas de vários países da África. Provei o rango do Biyou’Z, especializado na culinária da República dos Camarões, que lembra a baiana. Comi fufu de arroz, uma espécie de pamonha, acompanhado de banana frita e peixe com molho de amendoim.

Japas – Fui em alguns, todos bacanas, mas não achei nenhum incrível. Na Vila Madalena, o Tanuki é simpático e bem tradicionalista (nada de cream cheese por lá) e tem coisas deliciosas como a ova de ouriço-do-mar, o missoshiru com cogumelos e o carpaccio de salmão. Em compensação, o combinado “escolha do chef” veio com umas coisas bem esquisitas para nosso paladar, tipo ovo de codorna cru… Na Liberdade, o Sushi Lika vale pelo bairro e pelo ambiente. O cardápio é bem amplo e os ingredientes fresquíssimos, mas não provamos nenhum sushi que fosse excepcional. O Mori Sushi, na Água Branca, tem um ótimo sistema de rodízio onde o sushiman corta e monta as peças diante do freguês, no balcão. Vá com fome, porque é você quem diz quando é a hora de parar… Ao contrário do Tanuki, porém, a casa abusa do cream cheese, mas é só o cliente pedir que o sushiman faz do jeito que preferir. Especializado em misturar sushi com frutas, o Mori às vezes também exagera nos sushis doces, que ficam um tanto enjoativos.

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(O patacón com pernil do Sabores de Mi Tierra. Foto: divulgação)

Latinos  Não sei se é uma fase minha, mas os restaurantes onde mais comi coisas deliciosas em São Paulo foram os latino-americanos. Provei um ceviche sensacional, igualzinho aos de Lima, no Rinconcito Peruano, em pleno centro de São Paulo, na rua Aurora (tem mais cinco endereços atualmente). Feito por peruanos e para peruanos, duvido que tenha um melhor na cidade. Recomendo também o arroz chaufa de mariscos (à moda sino-peruana) e, para acompanhar, chicha morada (refresco de milho preto). O Maiz, em Pinheiros, é bem bacaninha e tem a proposta de oferecer comida de rua latino-americana, mas achei tudo meio gourmetizado: se é comida de rua, quero porções generosas, bem temperadas, e não uns mini-tacos sem graça. Enfim… Muito melhor ir ao colombiano El Garage – Sabores de Mi Tierra, uma das melhores comidas que provei em minha temporada paulistana. O lugar é supersimples, uma garagem, mas a comida… Os “tacos” vêm em patacones (tortilha de banana-da-terra) ou arepas (espécie de pão de milho branco). Comi um patacón de costelinha de porco desfiada dos deuses, mini-patacones com ceviche cartagenero e empanadas colombianas. Tudo apimentadíssimo, ótimo para comer e tomar cerveja ou limonada com rapadura (papelón) . Como eles só abrem às 18h, é o lugar perfeito para um happy hour picante y sabroso com os amigos nestes dias quentes de verão. E, em frente ao Espaço Itaú, a Taquería La Sabrosa tem autêntica e deliciosa comida mexicana em mesas coletivas, com vista para a calçada da movimentada rua Augusta. A maior novidade entre os latinos é a Comedoria Gonzales, no Mercado de Pinheiros. Ótimas cervejas artesanais, preço justo e alguns ceviches diferentes. Bom para ir no sábado com os amigos, mas é cheio… Filas longas.

Empanadas  Chilenas? Argentinas? Bolivianas? Colombianas? Sei lá, só sei que adoro empanadas. As do Bar do Seu Zé, na Vila Madalena, são gostosinhas, mas achei a massa um pouco grossa demais. Ainda prefiro as empanadas do El Guatón, em Pinheiros. Sempre fui freguesa e continua igual. A qualidade de uma casa, em minha opinião, se mede pela constância: nada mudou por ali. Ainda bem. A empanada de carne é supersuculenta e é a minha favorita. Desta vez, provei ainda a de mariscos. Gostosa, mas a de carne é a original e insubstituível.

Franceses  Aqui em casa somos loucos por mexilhões à moda francesa, cozidos no vinho branco com ervas. Comemos várias vezes os moules et frites do Blu, em Perdizes, um bistrô bonitinho com cardápio variado e fusion entre as cozinhas francesa, italiana e brasileira. Meu marido também provou e adorou os mexilhões frescos à provençal (“os melhores do mundo”, segundo ele) do Arturito, da chef Paola Carosella (aquela do Master Chef). Outro francês que sempre recomendo em São Paulo é o La Tartine, que tem menu do dia e é todo fofo, decorado com bugigangas charmosas que o dono, Xavier Leblanc, baixista da banda Metrô, sucesso nos anos 1980, colecionou pela vida. Chegue cedo, porque está sempre lotado.

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(Detalhe da decoração do La Tartine. Foto: João Fontoura)

Carnes  Passei no velho Fuad para ver se o sanduíche de filé acebolado ainda valia a pena e aproveitei para comer uma fraldinha. Achei tudo meio oleoso demais. Mudei eu ou mudou o lugar, um boteco dos bons, desde que seu dono (o Fuad) faleceu, em 2013? Não sei. O uruguaio El Tranvía, pelo contrário, continua bastante saboroso, embora os preços sejam meio salgados… Comemos um ótimo assado de tira e, de sobremesa, panqueques con dulce de leche. Mas ficamos loucos pelo fígado de boi recheado que eles servem como entrada: macio, saborosíssimo. Da próxima vez vou pedir só o fígado com salada. Também gostoso (e caro) é o La Recoleta em Perdizes, mas o chorizo argentino que tinha no cardápio nada tinha de argentino. Fail.

China  Só fui em um, mas no melhor: o Chi Fu, na Liberdade. Se você algum dia quiser experimentar, prepare-se para ser maltratado pelas garçonetes chinesas, que aparentemente não suportam brasileiros nem fazem questão de falar nada em português. Ou vai ver é o jeito delas, sabe-se lá. Não importa, é até folclórico e a comida é ótima. Eu simplesmente adoro camarões com salsão e a receita deles é uma das melhores que já provei, além de a porção ser generosíssima. Comem três fácil. Ah, leve dinheiro, porque o ~simpático~ restaurante não aceita cartões.

polska

Polonês – Ainda não provei, mas achei a fachada supersimpática e vi boas recomendações sobre o Polska 295, casa especializada em varêniques ou pierogi, uma espécie de ravióli recheado à moda judaica. Lá tem as versões com batata e cebola, ricota, carne bovina e cogumelo com chucrute caseiro.

Árabe  Desta vez não deu tempo de ir comer a uzi do Halim, uma massa folhada recheada com carne de carneiro, arroz e castanhas. Sou fã. Também chegamos atrasados para devorar os Arais do restaurante armênio Carlinhos, no Pari, que já estava fechado pontualmente às 15h… Triste. O arais é um sanduíche de carne moída no pão sírio com um tempero divino. Criado por refugiados, o Al Janiah é um espaço cultural e político com comidas e muita música árabe e africana. Bem frequentado pelos jovens alternativos de esquerda no Bexiga.

Frutos do mar – Eu normalmente acho que lugares imensos não são indicativos de boa comida ou bom atendimento, mas a Peixaria, na Vila Madalena, é todo o contrário. Garçons atenciosos e uma comida de primeira. O cardápio é gigantesco, mas é tudo gostoso. O balcão de frios, com polvo vinagrete, ceviches variados, vinagrete de mexilhões e outras delícias, já vale a espera, que pode ser longa nos finais de semana. E tem ainda os grelhados e pratos quentes. As caipiroscas de frutas são uma atração à parte. Misto de bar e venda, também é possível comprar peixes e frutos do mar para preparar em casa. Ou seja, é tudo fresquíssimo.

peixaria

(Pastéis e caipirinha de tangerina com pimenta rosa da Peixaria. Foto: divulgação)

BOTECOS:

Estive em poucos e bons. Sempre curti o bairro da Pompéia, que está cada vez mais cheio de bares e restaurantes charmosos. Numa noite quente, eu e uma amiga nos deliciamos com camarões ao alho e óleo e cerveja gelada numa das mesinhas da calçada do Catarina Bar, especializado em petiscos com frutos do mar (tem ostras frescas de Santa Catarina aos sábados). No mesmo bairro, estive no boteco e restaurante espanhol Gusta, que tem cervejas artesanais e morcilla legítima. O lugar é pequenininho, chegue cedo. O chope do Bar Léo, na rua Aurora, continua super bem-tirado, e eu amo o canapé de carne crua que tem lá para acompanhar. Melhor dia para ir ao Léo, em minha opinião: sábado de manhã. Comemos apetitosos croquetes de costela no Pirajá, cujo chope também continua cremosíssimo. No Mundial (do mesmo grupo que o Filial, o Genésio e o Genial), na Vila Madalena, fiquei curiosa com a combinação de rabada com vareniques, espécie de ravióli da cozinha hebraica, mas estava muito quente para experimentar… Da próxima vez. Para uma noite de drinques e rock’n roll, recomendo o Alberta 3, no centro. Os barmen são excelentes. Bem escondido em um beco da Vila Madalena, o Jardim das Delícias é uma loja de plantas durante o dia e à noite vira um boteco rodeado de verde onde a dona, Tharcila, serve aos clientes cervejas artesanais e comidinhas. Me pareceu o boteco ideal para surpreender alguém. E fica aberto até tarde. Quer algo mais anti-imperialista do que tubaína? Pois em São Paulo tem um bar especializado nelas, o Tubaína Bar. Não bastassem os drinques preparados com a brasileiríssima bebida, lá também se pode comer um delicioso ceviche (a dona, a jornalista Veronica Goyzueta, é peruana) e petiscos como a coxinha de feijão, o exibidinho de pernil e o de cogumelos com mandioquinha. A decoração é toda retrô, uma graça.

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(pão de azeitonas pretas da Masseria. Foto: divulgação)

PÃES ARTESANAIS:

Não posso viver sem pães artesanais e, como não estava fazendo em casa, procurei boas opções para comprá-los. Na Vila Romana, outro bairro que amo na zona Oeste, tem duas padarias com excelentes pães elaborados com fermentação natural. A Masseria abre suas portas para os clientes apenas aos sábados, em um casarão onde se ministram oficinas para os interessados em aprender a arte de amassar (e amar) pão. Na carta, muitos pães de verdade, com grãos, sementes, castanhas…

(O sebo Desculpe a Poeira...)

(O sebo Desculpe a Poeira…)

(...e o Fiat 600 1975 com que seu dono entrega as encomendas)

(…e o Fiat 600 1975 com que seu dono entrega as encomendas)

SEBO:

Em 2014, o jornalista Ricardo Lombardi resolveu largar tudo e abrir um sebo. Numa garagem de Pinheiros, montou o simpático Desculpe a Poeira a partir de seu próprio acervo. Com o tempo chegou ao vasto garimpo atual, onde se podem encontrar, além de livros, também revistas. Recentemente o sebo também passou a vender camisetas bacanas com frases de livros famosos.

***

Se forem conferir as dicas, depois me contem que tal.

 

 


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Martha em 08/01/2015 - 23h36 comentou:

O Chi Fu, da Liberdade, realmente tem pratos deliciosos e generosos. Em relação ao atendimento eu já havia sido advertida por uma amiga, e a falta de desenvoltura com os clientes virou até motivo de graça… eu recomendo, pelo preço e sabor.

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@dmedeiros32 em 09/01/2015 - 01h18 comentou:

Cynara, um guia de restaurantes e bares de esquerda sem o Sabiá é o Ó do Borogodó não está completo! No primeiro, o Bolinho do Luiz é essencial. Os Drinks da Gi sempre perfeitos. No Ó, a resistência: o samba e a cultura brasileira em primeiro lugar.

Responder

    morenasol em 09/01/2015 - 14h45 comentou:

    da próxima vez experimentarei, prometo

@tiiSaraiva em 09/01/2015 - 03h57 comentou:

Sobre os parques, senti falta do Parque do Carmo, em Itaquera. O maior e melhor parque da cidade pra mim. Tem um lago bacana e o maior jardim de cerejeiras da américa latina.

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    morenasol em 09/01/2015 - 14h45 comentou:

    nunca fui, quero muito conhecer

pedrozm em 09/01/2015 - 04h44 comentou:

Mas você não incluiu nenhum restaurante italiano na lista? Nem pizzaria?

Minha pequena contribuição: Mama Concheta, tem um rodízio de massa barato e bonzinho. Mas o melhor é o crooner, que se chama Diego, aos finais de semana. Fica na 13 de maio. Ali perto também tem a melhor pizza Marguerita da cidade, o tradicional Speranza.

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    morenasol em 09/01/2015 - 14h46 comentou:

    não fui a nenhum italiano digno de nota dessa vez… nem pizzarias. depois que passei a fazer pizzas em casa, as das pizzarias sempre perdem na comparação! ; )

Roberto Ronin em 09/01/2015 - 10h16 comentou:

Cynara, muito legal seu guia. Duas modestas indicações: ceviche delicioso no Tradiciones Peruanas, na avenida Rio Branco, no centrão velho e decadente. É um restaurante bem simples, frequentado basicamente pela colônia. E um chinês espetacular na avenida Francisco Morato: Ton Hoi. Vale um 'confere'. Abraço

Responder

    morenasol em 09/01/2015 - 14h46 comentou:

    vou provar!

Robsin em 09/01/2015 - 13h26 comentou:

Apesar que o bar Léo era frequentado pelo pessoal do DOPS.

Responder

    Diego em 09/01/2015 - 16h59 comentou:

    Mas antes era frequentado pelos modernistas e surrealistas brasileiros!!!

Jorge Jose em 09/01/2015 - 14h26 comentou:

Gostei da matèria, inclusive no contexto da declaração de "agnóstica" da apresentadora: indeclinavelmente, face as "heresias cristãs", reporto-me a VOLTAIRE, quando dizia: "…se Deus não existisse deveriamos inventa-Lo…"(sic).

Responder

    morenasol em 09/01/2015 - 14h46 comentou:

    jorge, acho que você comentou no post errado ; )

Daniel em 09/01/2015 - 14h55 comentou:

O melhor bar de São Paulo se chama Boca de Ouro.

Responder

Rodrigo em 09/01/2015 - 15h48 comentou:

Eis que cheguei de SP hoje. Queria ter lido antes. Rsrs.. dentre o grupo Filial, Genésio, etc… preferi o Genial.. mais tranquilinho, Boa comida e bom preço.
Não sei se gostas. Faltou uma indicação de restaurantes italianos… Ahh e o taxista me falou de restaurantes no Itaim.. é bom?

Responder

    morenasol em 09/01/2015 - 16h56 comentou:

    gosto de italianos, sim, mas desta vez não fui a nenhum digno de nota… eu acho o itaim um bairro bem coxinha, mas tem bons restaurantes

@licantr0 em 09/01/2015 - 17h13 comentou:

tem uns que já são clichês em sp, mas como bom apreciador de comida árabe o habib ali na rio branco é parada obrigatória, assim como o diliça do pernil com queijo do estadão, o mortadela ceratti….

Responder

aloisio costa em 09/01/2015 - 18h02 comentou:

legal suas dicas para um diversão socialista ,meio caro mas como esquerda aqui no brasil sempre são os que tem grana tudo bem
vai umas dicas de pé rapado que não é socialista nem esquerda caviar
o bar do tião munheca serve uma cachaça rio pedrense com limão maravilhosa não aconselho o torresminho por que a tarde o troço ja esta meio verde
tem tambem o buteco sarapatel da gislaine ,la ela serve uma buchada apimentada que é uma loucura ,voce só não deve esquentar com os bebados caido na entrada
e para finalizar tem o churrasquinho do fininho ,o tempero de seus espetinhos de gato é lendario na região
gente fina ,orgulhoso ele sempre fala da época que o lula comia seus churrasquinhos e tomava uns bombeirinhos , meio alto ele batia na mesa e dizia fininho quando eu for presidente voce vai vender estes gatinhos saborosos la no palacio do planalto por que la não vai ter elite só povão .

Responder

LucasBrandão em 09/01/2015 - 18h22 comentou:

Ponha em sua lista de próxima vez o Tenda do Nilo, no Paraíso (me esqueci o endereço certinho). Pequeno, aconchegante, preço justo e as donas são uma simpatia. Chamam todo mundo de habib. Saravá

Responder

Maia Kaefman em 09/01/2015 - 21h58 comentou:

Belas dicas, gosto de vários desses…Mas infelizmente acho que alguns caíram de produção…O Rinconcito, por exemplo, antes de ficar cheio de hipster, hehehehe, tinha porções BEM maiores…Bar do Léo rolou aquela presepada do chopis há um tempo atrás, espero que tenha se recuperado pq o hackepeta e o blumenau de lá são top. El Guaton anda muito crowd, mas é crowd de mulher bonita…Então…

O melhor japa que fui nos últimos tempos aqui é o Kiyo, pratos quentes de respeito, mas é caro e a dica é não fazer contato visual com o dono, que vai sentar na mesa e ficar alugando o teu saco. Hahahaha.

Quanto ao Chi Fu; prefiro o terceiro restaurante da sequência, o mais pé sujo dos 3…Baratinho e as garçonêtas são super simpáticas " só sei fala pato com lalanja, aponta foto, aponta". Mas não é para amadores, tem que ser esmeril; exige anticorpos.

Responder

    morenasol em 09/01/2015 - 23h14 comentou:

    curti as dicas, anotado!

Nestor Amazonas em 10/01/2015 - 11h19 comentou:

Cynara, parabéns pelo Guia e pelas dicas do melhor viver em Sampa.
Confesso, que embora baiano adotado (sim…te conheci menina, mas não, não te carreguei no colo…), também fui abduzido pela estética do caos.
Nestes 22 anos de São Paulo aprendi quais os caminhos para se deslocar na cidade e quais os melhores pontos de sobrevivência. Devo dizer que sua lista só não leva 10 por causa da ausência do Jacaré e Piratininga. Tá certo, ok, pode ser uma patriotada conveniente (moro ao lado), mas me dê crédito.
Enfim, bom saber que vc aprimorou sua faceta do bom viver. Sucesso, divirta-se e quando for checar minhas sugestões, me avise que terei prazer em botar o crachá de cicerone da Vila Madalena.
bj

Responder

    morenasol em 10/01/2015 - 14h45 comentou:

    ei, nestor! bom te ver por aqui. conheço o jacaré e o piratininga, mas faz tempo que não vou a nenhum dos dois… da próxima vez vou reexperimentá-los e te convido ; )

    Nestor Amazonas em 10/01/2015 - 16h17 comentou:

    Ótimo, fico na espera. E se vc tiver saudade da comidas do Mercado das Sete Portas, te levo no Biu, na Cardeal Arcoverde. Até…abs

Paulo Cesar em 10/01/2015 - 18h27 comentou:

Tenho certeza que em varios pontos da cidade de leste a oeste, e de norte a sul.
Me perdoem se cometer alguma eresia, mas me baseando pelo mapa eleitoral segundo o ultimo pleito, referindo-se a cidade de São Paulo, as zonas de votação onde houve vitoria da esquerda estão nos extremos da zona leste e sul. Não quero de maneira alguma denotar que as referidas regiões são mais esquerdistas ou não, mesmo a votação tendo mostrado outra coisa infelizmente, mas tendo para mim o caviar da frase como deboche, não posso deixar de indicar dois lugares que entendo que para o meu ponto de vista prato bom é o prato cheio, apesar de concordar com voce quando diz que o bom prato vale o preço.
Saindo um pouco lugar que citou, eu recomendo conforme a localização, o ctn limão onde se pode comer excelentes pratos da cozinha nordestina a preços compativeis.
seguindo o roteiro na ZL o popay cangaiba, uma das melhores feijoadas que comi na vida, só não melhor do que de mamãe.
E a ultima dica é fora de São Paulo mas para quem gosta da aventura de procurar ótimos lugares para comer, e entendo que para quem é da zona sul, norte e oeste pode parecer longe, mas tenho certeza que a maioria que se aventurar não ira se arrepender é em itaquaquecetuba, para mim é perto acesso pela rodovia Airton Senna, a Chacara dos cabritos e carneiros, porções generosissimas por preços condizentes,
Nunca se pode dizer nunca, mas quem se aventurar no roteiro dificilmente se arrependerá.
OBS: todos endereços dos lugares citados estão disponiveis na internet.

Responder

JEMERSON em 10/01/2015 - 20h47 comentou:

ESTOU DECEPCIONADO MORENA. AO INVÉS DE PEDIRMOS POR REDISTRIBUIÇÃO GRATUITA DE COMIDA ATRAVÉS DO ESTADO, VAMOS AGORA INCENTIVAR VISITAS A ESTABELECIMENTOS ONDE SE EXPLORA A MAIS VALIA DE COZINHEIROS E AINDA SUSTENTA EUROCENTRISMOS CULINARIOS???? ; (

Responder

marcos em 10/01/2015 - 21h00 comentou:

Cynara! No Jardim Paulistano tem o Bueno, só de comida japonesa quente, serve na mesa ou no balcão estilo botecão. Não bastasse, o dono — um ex-lutador de sumô — recebe os clientes sempre com um sorriso (e não abre nos feriados, pois dá folga a todos os funcionários). Sem falar no preço e na qualidade.

Responder

Vitor em 13/01/2015 - 20h02 comentou:

Caramba, bota caviar nisso, rsrsrsrs… Mas a lista é boa!
Ah, tem Arais do Carlinhos na Vila Olímpia tb…

Responder

@DekaBarueri em 13/01/2015 - 20h36 comentou:

Eu recomendo o restaurante Okinawa na Rua Galvão Bueno na Liberdade.

Responder

Berne em 14/01/2015 - 17h33 comentou:

Socialista de verdade come carne moída com batata. E se não tiver carne, arroz com feijão e farofa.
Agora, voltando à realidade: ser socialista é "cool", do mesmo modo que ser de direita é "moderno". É por isso que abomino essas designações. Na verdade é tudo a mesma coisa. Quem tem dinheiro, sendo de esquerda ou de direita, tem privilégios; quem não tem dinheiro, sendo de esquerda ou de direita, só se ferra. Essa é a triste verdade.

Responder

Cagliostro em 21/01/2015 - 00h45 comentou:

Você tem bom gosto mesmo Cynara, parabéns. Pena que o resto da esquerda ainda goste dos barés chulé de mesinhas de lata.

Responder

celso em 22/01/2015 - 17h37 comentou:

Socialista caviar…

Este nome seria bem melhor do que socialista morena…

"bla bla bla, eu tenho dinheiro, viajo o mundo, vou em restaurante caro, estudo em escola particular, mas… sou socialista!"

Responder

Paulo Ribeiro em 27/01/2015 - 11h54 comentou:

Roteiro gastronômico de primeira, mas só contempla pontos nobres da cidade, o que exige certo poder aqui$itivo. Imagino que na Zona Leste tenha alguns pontos interessantes a serem descobertos.

Responder

Carlos Junior em 29/01/2015 - 11h56 comentou:

Roteiro gastronômico do lado coxinha (e endinheirado) da tal "esquerda". Para variar não cita as casas nos bairros mais distantes, na periferia.
Afinal, o caviar só é servido na Vila das Madalenas…

Responder

Fabio em 29/01/2015 - 14h53 comentou:

Gostaria de saber se haveria toda essa variedade gastronômica em um ambiente socialista.

Responder

@DekaBarueri em 24/02/2015 - 20h02 comentou:

http://biyouzresto.com.br/

Responder

Diogo em 26/02/2015 - 13h47 comentou:

Rumo a Sao paulo.. e curtir tuas recomendações!!

Responder

    Diogo em 26/02/2015 - 13h48 comentou:

    Socialismo é isso.. Tudo de bom e do Melhor…. para Todos!!!!

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