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O chef famoso e o jovem negro assassinado por pegar frutas em seu pomar

Faz um ano que Guilherme, de 17 anos, recebeu um tiro na cabeça por comer goiabas no quintal de um dos restaurantes mais badalados de Salvador

Roselândia e o boné do seu filho. Fotos: Joana Rizério
Joana Rizério
22 de abril de 2018, 12h41

O montador de móveis Rafael dos Santos, 24 anos, não conseguiu dormir quando, um ano atrás, Guilherme, de 17 anos, seu único irmão, desapareceu. O caçula havia sumido em uma tarde de segunda-feira pós-Páscoa, depois de avisar à mãe que iria com os amigos pegar frutas em um terreno próximo, conhecido na região como “roça”, no bairro de classe média do Cabula, reduto de chácaras e condomínios em Salvador.

Mas, meia hora depois, só retornaram Isaac, Wallison e Adaílton. Menos um no quarteto. Um tiro fora disparado no mato e todos conseguiram fugir, menos Guilherme. Eram cinco da tarde quando a família e os vizinhos chegaram até o local para procurar o adolescente.

Os três amigos apontaram para onde estavam sentados, conversando e comendo goiabas, quando ouviram o estouro. Mas, de volta ao lugar, se depararam com uma cena sinistra. “Tinha um chinelo meu que ele gostava de usar, todo sujo de sangue. Tinha o boné dele, do time do Barcelona, todo rasgado. E tinha uma poça de sangue enorme. Só faltava o meu irmão”, conta Rafael.

Tinha um chinelo meu que ele gostava de usar, todo sujo de sangue. Tinha o boné dele, do time do Barcelona, todo rasgado. E tinha uma poça de sangue enorme. Só faltava o meu irmão

A “roça” é uma área de alegados 60 mil metros quadrados, com mais de 6 mil pés de frutas, que pertence ao badalado chef de cozinha Beto Pimentel. Ele já foi eleito como o dono da melhor comida baiana do Brasil pelo guia Quatro Rodas, e estampa as paredes do seu restaurante com fotos de gente que só se vê na televisão.

Beto ficou famoso no Brasil e no exterior ao introduzir frutas em seus pratos de culinária baiana: moqueca de polvo com lâmina de coco verde, peixe com pitanga, amora, frutos do dendê… E é deste vasto pomar que ele alardeia colher, em suas palestras e entrevistas, os ingredientes frescos dos pratos.

Nos últimos anos, Beto, de 73 anos, apareceu como revelação da gastronomia baiana na Folha, no Estadão e em quase todos os veículos da mídia comercial. Em 2010, chegou a fazer parte do elenco de um reality show de culinária no programa de Ana Maria Braga, da Rede Globo.

O chef no programa de Ana Maria Braga. Foto: reprodução TV

Geograficamente fora do circuito turístico de Salvador, o restaurante Paraíso Tropical é quase fronteiriço ao bairro de Pernambués, um dos mais populosos e com maior número de negros da capital baiana. É lá que morava Guilherme, em um beco apertado, a uns três quilômetros do terreno. Tão perto e tão longe, como nas fronteiras sociais invisíveis de Mílton Santos.

O irmão de Guilherme contou que, após achar os pertences, foi bater na porta da casa do chef, que mora em cima do restaurante. “Perguntei se ele sabia o que tinha acontecido com o meu irmão lá dentro. Ele disse que ouviu um barulho, mas que não sabia de nada, e que não tinha acontecido nada lá. Falou como se não quisesse nem saber e foi fechando a porta”, disse Rafael.

No dia seguinte, às cinco da manhã, o rapaz voltou às buscas no terreno com a ajuda da cachorra de Guilherme. “Ela rodou tudo e parou embaixo do pé de acerola, onde a gente tinha achado o boné, as sandálias e o sangue. Depois, ela perdeu o faro do meu irmão.”

O corpo de Guilherme só foi encontrado dois dias e meio depois pelos bombeiros, a 350 metros do ponto onde a perícia e a família afirmam que Guilherme foi atingido, em uma área de zona da mata próxima à Avenida Luís Eduardo Magalhães, uma das principais vias de Salvador, fora da propriedade de Beto.

O beco em Pernambués onde Guilherme morava

Rafael acredita que, durante estes dias, o corpo esteve escondido em outro lugar. “Alguém sumiu com o meu irmão e, depois que viu a confusão que se formou, resolveu colocá-lo lá de volta”, diz. “Eu rodei aquilo ali tudo. Você acha que a gente não ia achar o corpo se estivesse assim tão perto, até pelo odor? Passamos por ali mais de dez vezes.”

À época, Beto contou à polícia que o pomar é grande a perder de vista, e que há sempre confrontos entre traficantes de drogas nas cercanias de sua propriedade, encravada entre Pernambués e Saramandaia, outro bairro popular de Salvador. “Aqui, se ouve tiro todo dia. Mas o que eu ouvi não parecia tiro, parecia mais uma bomba”, disse Beto no depoimento.

Onze dias depois, Beto, entretanto, mudou a sua versão na parte mais grandiloquente do inquérito. Disse que seu funcionário, Fabílson Nascimento Silva, 32 anos, conhecido como Barriga, havia feito o disparo e fugido. “Não contei a verdade à polícia primeiro porque estava tentando convencer Barriga a se entregar, mas ele sumiu”, disse Beto.

Depois de passar quatro meses foragido em Serra Talhada (PE), sua cidade natal, Barriga foi preso pela polícia. Ele alegou ter disparado acidentalmente, para assustar os adolescentes, mas que não tinha a intenção de matar. E que escondeu o corpo com medo de retaliações dos traficantes da região.

Beto Pimentel e Fabílson Silva foram denunciados pelo Ministério Público por homicídio qualificado, por motivo fútil e mediante emboscada, e por ocultação de cadáver. O chef também responde por posse ilegal de arma. Outro funcionário de Beto, Antônio Batista, o Ramires, que estava no restaurante no momento do crime, responde à denúncia por auxiliar na ocultação do corpo.

Rafael, o irmão de Guilherme, conta que vizinhos do restaurante viram duas pessoas carregarem alguém ou algo muito pesado para o interior de um Land Rover branco, que ficou parado poucos minutos na frente do restaurante, no dia seguinte ao desaparecimento. Vamos falar deste carro mais adiante.

Beto mudou a sua versão: disse que seu funcionário, Fabílson, 32 anos, conhecido como Barriga, havia feito o disparo e fugido. “Não contei a verdade à polícia porque estava tentando convencer Barriga a se entregar”

Eu imaginei que seria difícil achar a dona de casa Roselândia dos Santos, mãe de Rafael e Guilherme, por causa dos poucos dados que tinha. Sabia seu nome e que morava em alguma travessa do enorme fim de linha de ônibus de Pernambués. Pelo nome dela, ninguém conhecia, mas bastou contar a história de Guilherme para que um carregador de água mineral falasse “Ah, o filho de Landinha” e gentilmente mudasse o seu caminho pra me levar à porta certa.

Com um sorriso, ela me recebeu. Roselândia é magra, bonita, e parece ter mais que seus 46 anos. A tristeza de perder o filho mais novo, seu maior companheiro, parece ter afundado seus olhos, outrora vivazes nas fotografias.
“Eu venho de uma família pobre e grande, com muitos irmãos. Por isso, só tive dois filhos, porque queria ter condições de criar bem os dois. Agora, tenho só um”, diz Roselândia, sem esconder as lágrimas.

Pela casa de piso de cerâmica branco corriam suas sobrinhas e netas, enquanto Roselândia recordava o último dia em que esteve com Guilherme. Eles tinham passado a Semana Santa na praia de Conceição, Ilha de Itaparica, a uma hora e meia de Salvador.

“Cheguei toda queimada de sol, tão cansada que fui largando as sacolas, mochilas, tudo no chão. Deitei ali mesmo”, lembra Roselândia. Guilherme foi dengar a mãe ao vê-la cansada: carregou-a para o sofá de estofado laranja e falou que ia fazer o almoço.

“Ele inventava umas comidas, mas saía coisa boa. Descongelou um frango e fez farofa, eu me lembro que estava gostosa. Depois, foi buscar seus passarinhos, um assum-preto e um papa-capim, que um vizinho ficou de tomar conta”, relembra. “Mas quando os passarinhos chegaram aqui, endoidaram. Não paravam de piar. Guilherme começou a rir e foi devolver ao amigo, dizendo que os bichinhos tinham se desacostumado com a casa.”

O bebê Guilherme com uma amiga da família

Quando Guilherme voltou, colocou uma calça e avisou à mãe que ia à roça com os amigos pegar uma jaca. “Todo mundo vai nesse terreno encher carrinhos de mão de jacas, manga e abacate e nada acontece. É aberto, entra quem quer”, disse a dona de casa, fazendo um preâmbulo para contar o estranho e triste da história.

“Mas não sei o que senti, desta vez eu pedi para Guilherme não ir”, conta a mãe. “Perguntei se ele era fazendeiro. Falei: ‘eu tenho alguma fazenda? Seu pai tem alguma fazenda? Então você não tem nada o que fazer em uma roça’. Não queria que ele fosse.”

Minutos depois de deixar a casa, seu filho estaria na mira de Barriga, que enfiou o cano duplo de uma espingarda calibre 20 em um buraco no portão do terreno de Beto e acertou, a nove metros de distância, a cabeça de Guilherme. O adolescente negro entrou para as estatísticas que colocam a Bahia como o Estado brasileiro onde mais morrem jovens do sexo masculino de forma violenta, de acordo com o IBGE.

Eu venho de uma família pobre e grande, com muitos irmãos. Por isso, só tive dois filhos, porque queria ter condições de criar bem os dois. Agora, tenho só um

Antes tivessem os tiros sido de sal, como os que espantam Chico Bento da goiabeira de Nhô Lau nos quadrinhos. Uma barulhenta rajada de balas que só faz a pele arder. “Os amigos dele chegaram aqui com cara de pavor, e eu entendi na mesma hora o que tinha acontecido. Comecei a gritar: ‘cadê Guilherme? Cadê Guilherme?’ Aí eles disseram que os seguranças estavam atirando e que ele não conseguiu correr”, diz Roselândia.

Quando eu cheguei ao Paraíso Tropical, notei que o logotipo é o desenho de um galo. Fiquei pensando no porquê, já que o cardápio é uma imensa variedade de frutos do mar. Perguntei se Beto era filho de Exu, pela conhecida associação do orixá com o animal. “Eu, não! Sou de Oxossi, rei das matas”, prontamente me corrigiu.

Ele aceitou uma entrevista comigo numa noite de chuva. Não se opôs a responder qualquer pergunta, embora vez ou outra dissesse: “Mas menina, para que você quer mexer nesse assunto agora?” Expliquei que eu ainda não tinha conseguido entender toda a história.

Beto é bastante simpático e falante. A cadeira onde sempre se senta no restaurante é de frente para a televisão e para a vidraça onde se vê o interior da cozinha. À sua mesa, uma ou duas carteiras de Free azul, uma garrafa térmica com café forte e um copinho de cachaça, sua xícara.

De quase todo cliente ele se aproxima, senta à mesa e despeja o repertório do seu vasto anedotário. “Tá vendo essa frutinha azeda aí? Biribiri, prima da carambola, é também um alvejante natural”, vai contando, com alegria. “Todo mundo acha que carne do sol toma sol. Não é isso, não, a carne é seca no sereno. De manhã as mães da gente gritavam: ‘Vai, menino, tirar a carne do sol!’ Aí ficou o nome carne do sol”, diz, a outro grupo.

Quando os clientes foram embora, começamos a conversar sobre o dia do assassinato. Beto revelou pra mim o que temia de uma repórter: fazer o assunto do crime voltar à tona. “Se o restaurante for tido como um lugar perigoso, vai ficar visado para assaltos e eu vou perder clientes”, disse.

Perguntei então se, durante esse ano, houve alguma baixa na clientela. “Zero. Não mudou nada”, ele me respondeu. Ora, se um assassinato não foi capaz de abalar a frequência do seu restaurante, mal não faria uma modesta matéria, não?

“Pegar as frutas pra mim não é roubo. Eu nunca proibi ninguém de pegar nada. O pessoal entra, pega o que quer, vende, nunca liguei pra isso”, garante. O problema era outro: “Me roubaram mais de 50 galinhas”

Então ele me contou que estava tomando banho quando Barriga abriu a porta e disse que tinham ladrões lá embaixo. “Eu mandei ele espantá-los, dar um grito, mas não entreguei arma nenhuma e nem disse pra ele atirar”, revela o chef.

Beto conta que roubos eram frequentes, mas não os de frutas. “Pegar as frutas pra mim não é roubo. Eu nunca proibi ninguém de pegar nada. O pessoal entra, pega o que quer, vende, eu nunca liguei pra isso”, garante. O problema eram outros objetos de valor: “Me roubaram mais de 50 galinhas”, afirma.

Barriga, primordialmente, trabalhava no restaurante como “galista”, cuidando dos valiosos galos e galinhas de raça de Beto. A parte da roça protegida como a menina dos olhos era o galinheiro, não o pomar. Um só galo pode chegar a valer 20 mil reais. Embora Beto tenha admitido só criar, o desfecho provável deste tipo de animal são rinhas, que colocam galos para brigar sob apostas. No Brasil, as brigas de galo são proibidas e enquadradas como crime ambiental.

Beto com o chef Alex Atala…

…com Luana Piovani…

…com Caetano Veloso…

…e com Beth Carvalho. Fotos: divulgação

Beto volta a narrar a noite do crime. “Voltei ao chuveiro para tirar o sabão quando ouvi um estouro, como o de um transformador de energia. Era como uma bomba, não parecia tiro. Aí eu nem me enxuguei, enfiei a cueca, saí correndo, molhado, e encontrei Barriga segurando uma espingarda, perto do portão”.

“Acho que acertei um”, teria dito Barriga para Beto. “Eu mandei ele ir ver se ele estava com vida, para chamar o SAMU ou a polícia”, diz o chef. Em seguida, afirma ter voltado para casa para se vestir e ligar para os advogados em busca de orientação.

Ele diz que foi então que Barriga, à sua revelia, pegou uma das lonas que protege os galinheiros, enrolou o corpo de Guilherme e carregou-o pirambeira abaixo, quase perto da avenida. No depoimento à polícia, Ramires, o outro funcionário, confirma ter visto Barriga fazer isso tudo sozinho.

“Saí de casa e encontrei Barriga todo suado. Perguntei o que ele tinha feito, e ele disse que escondeu o corpo em um lugar longe do terreno para os traficantes não encontrarem”, diz o chef. “Eu falei: você tá maluco? Falei pra ele que era burrice, para ele colocar o corpo de volta no lugar porque apareceriam pessoas procurando”.

Mas Barriga teria dito que tinha ficado muito cansado pra carregar o corpo de volta, de acordo com Beto. “Vá cansado mesmo, você fez tudo errado”, exigiu ao funcionário, que em seguida teria fugido pulando o muro da casa do vizinho.

Barriga, que primeiro disse ter agido sozinho, meses mais tarde também mudaria seu depoimento à polícia. Sua defesa diz agora que ele seguia ordens de Beto para atirar nos jovens. Mas Beto diz o oposto: “Eu não fiz nada disso. Barriga é um bandido que já matou gente. Ele quer me incriminar porque tentou me extorquir e não conseguiu”, alega.

Por que ele contratou um sujeito tão perigoso, que na adolescência cumpriu medida cautelar por estuprar uma menina de 10 anos e matar seu pai a facadas? “Eu não sabia de nada desse passado. Só soube depois que ele foi preso”, afirma o chef.

Beto garante nunca ter visto a arma. “Eu sabia que um carpinteiro que fez um serviço aqui deu uma espingarda com cartucho de dois canos a Barriga, mas que a arma estava quebrada. Foi o delegado que me contou que era calibre 20, porque eu não sabia nem qual era o tipo”, diz Beto. A espingarda ainda não foi encontrada.

E o utilitário branco que foi visto parado na porta do Paraíso Tropical? “É do meu amigo, dr. Manoel. Ele veio me trazer uma prescrição médica. Disseram que o carro levou o corpo, é tudo mentira. Esse carro ficou uma semana com a perícia e não deu em nada. Quem disse que viu alguma coisa, está inventando”, garante Beto.

O adolescente morto. Foto: reprodução

Rafael, irmão de Guilherme, e sua família acreditam que o chef teve participação em todos os crimes. “Acho que foi ele que orquestrou tudo, dá pra ver que ele é manipulador. Ele está achando um jeito de escapar culpando o funcionário porque a corda parte sempre no lado mais fraco”, acredita.

O promotor de Justiça Antônio Luciano Assis acusa Beto Pimentel de ter sido o mandante do crime. “De acordo com os elementos produzidos na investigação policial, pode-se dizer que Fabílson e Ramires, sob as instruções de Beto, enrolaram o corpo da vítima em um cobertor, retirando do local do crime”, escreveu o promotor em sua denúncia.

“Logo após o disparo, e alertados pelos rapazes que estavam junto à vítima, familiares e amigos foram até o local certificar-se do que havia ocorrido. Todavia, não mais encontraram a vítima”, reza o texto de novembro do ano passado, acatado em todos os termos pela juíza Andrea Teixeira Lima Sarmento Netto.

O promotor acusa Beto Pimentel de ter sido o mandante do crime. O chef responde em liberdade por possuir residência e trabalhos fixos. Pergunto se o movimento caiu depois do crime. “Zero”, ele responde

Beto responde em liberdade por possuir residência e trabalhos fixos, além de não possuir antecedentes criminais. Já Fabílson, o Barriga, foi preso de imediato “em razão da periculosidade em concreto do agente aliada à real possibilidade de reiteração delitiva”, decretou a juíza.

Um ano depois que Guilherme foi assassinado, seu irmão Rafael ainda não consegue dormir direito. “Minha rotina é trabalhar, chegar em casa, tomar banho e dormir para, no dia seguinte, fazer tudo de novo. Se eu parar, começo a lembrar”. O crime sumiu do noticiário.

A audiência de instrução, quando todas as partes serão ouvidas, está marcada para o próximo dia 18. Até lá, e por muito tempo ainda, o boné rasgado do Barcelona que Guilherme usava vai nadar nas lágrimas de Roselândia, que perdeu, feito música de Chico Buarque, o seu guri no mato.

APOIE: a repórter Joana Rizério escreveu para o Socialista Morena financiada pelos leitores, graças a uma vaquinha. Se você quiser contribuir com ela, pode fazê-lo nesta conta: Banco do Brasil, agência 2816-9, conta corrente 121152-8, CPF 326.060.445-68 (titular: Rita de Cassia Oliveira Rizerio).

 

 

 

 


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Djalma em 23/04/2018 - 09h42 comentou:

Indignante esse acontecimento, e por parte de Beto ele tem que de alguma forma, prestar algum tipo de assistência a família, seja ela mandante ou não isso é foda, já vi varias entrevistas dele na radio metrópole se diz tão “legal” e etc… nota-se que o irmão do menino já esta com um trauma, a mãe nem se fala o Barriga trabalhava para ele, logo ele tem responsabilidade sim. E precisa assistir essa família lógico que isso não vai Trazer o menino de volta, porem é o mínimo que ele tem que fazer. E mais uma vez um ser humano preto é morto, assassinado com certeza ainda raízes do nosso preconceito. E o Beto não estar nem ai, preocupado somente com os “negócios”

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Sergio em 23/04/2018 - 09h50 comentou:

Pelo amor de Deus! Obviamente que invadir uma propriedade privada não é certo! Não se deve fazer! Infelizmente, esse jovem a invadiu. Não haveria outras formas de fazê-los deixar à propriedade? Não se liga para o 190? Não se atira para cima para dispersá-los? Um tio na cabeça? Que tiro acidental foi esse?

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    César em 03/05/2018 - 18h10 comentou:

    O dono do restaurante deixou bem claro que não importa com que, pessoas entrem no pomar e colham frutas.

André em 23/04/2018 - 10h32 comentou:

Triste história, me lembrou da ‘Árvore dos Tamancos’ de Ermanno Olmi. No filme, retratado na Itália do século XIX, um homem simples que trabalha na fazenda é mandado embora pelo patrão por ter cortado um galho de árvore para fazer tamancos para o seu filho ir à escola. O Brasil do século XXI entretanto, é muito mais bruto e hostil – faz com que a história do galho pareça um conto de fadas. O que levou estas pessoas a perderem toda a noção do que é tirar uma vida, por um punhado de goiabas que provavelmente nem seriam colhidas – que teriam caído ao chão e apodrecido? O pior é que, eu creio que tragédias como esta devem acontecer com mais frequência do que se sabe. Esta em particular, feliz ou infelizmente, só veio à tona por envolver uma pessoa conhecida.

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    César em 03/05/2018 - 18h15 comentou:

    Parece ser um belo filme, vou ver! Felizmente, ele está disponível no YouTube.

LIVIA em 23/04/2018 - 10h41 comentou:

otima reportagem!
Grata pela riqueza de informações e cuidadosa descrição da sitiação.

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Patrick em 23/04/2018 - 11h33 comentou:

Meu Deus, que coisa horrível!

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Cristhiane Ferreguett em 23/04/2018 - 19h21 comentou:

Um jovem perde a vida por conta de goiabas… A narrativa detalha, minuciosamente, essa história absurda. Parece um conto macabro. A autora observou até o detalhe do galo na logomarca de um restaurante especializado em peixes. Cada particularidade revela um pouco da complexa personalidade do Chef Beto, que provavelmente se diverte com galos se digladiando. Louco!
Oro para que Deus suavize a dor dessa mãe e para que a justiça seja feita.

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Nalva La em 24/04/2018 - 10h09 comentou:

Há muito tempo não vejo um texto escrito desse jeito, com profissionalismo, dor, respeito e verdade. Parabéns! Que a justiça dos homens seja feita.

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Saionara em 24/04/2018 - 17h39 comentou:

Ótima reportagem!
Parabéns por cada palavra que li. Não consigo ouvir o nome desse restaurante e do chef sem me sentir muito indignada. Um absurdo tudo isso que aconteceu. O chef em liberdade, mostra exatamente como vivemos de boas com a impunidade nesse país. É muito triste.

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Alexandre em 25/04/2018 - 12h09 comentou:

Mais sobre nossa realidade:

https://novoexilio.blogspot.com.br/2018/01/o-gatilho-caneta-e-os-dois-brasis-por.html

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Tamires Peixoto em 27/04/2018 - 20h57 comentou:

Dessas reportagens que dá orgulho de ler – pela apuração, estilo e técnica -, mas, ao mesmo tempo, plena indignação. Apoio ao jornalismo independente que nos faz conhecer histórias como essa para ajudar a pensar sobre o mainstream gourmet de merda.

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