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O filtro de barro, o capitalismo e a seca em SP

Segundo especialistas, não existe maneira mais segura e eficiente de se filtrar a água de beber, mas fomos convencidos a trocar os filtros por galões de água mineral

Cynara Menezes
24 de fevereiro de 2015, 20h18

Uma das maiores sacanagens do capitalismo, em minha opinião, é criar necessidades. Ou seja, fazer você acreditar que precisa de alguma coisa e então passar a não viver mais sem ela. Outra, pior ainda, é conseguir convencer as pessoas de que algo antigo, durável e que funciona perfeitamente na verdade é obsoleto e portanto deve ser substituído. Ambas as situações ocorreram com os filtros de barro no Brasil.

O filtro de barro é, segundo especialistas, a maneira mais segura e eficiente de se filtrar a água de beber que existe. Ela sai do filtro 95% livre do cloro, parasitas, pesticidas, metais como ferro, chumbo e alumínio e o que é melhor, fresquinha, porque a cerâmica diminui a temperatura da água em até 5 graus centígrados. É ainda o único filtro de água que recebe a classificação P-I do Inmetro, capaz de reter partículas de 0,5 a 1 mícron (os demais só acima de 15 mícrons). Uma façanha “tecnológica” do tempo da vovó.

No entanto, a partir da década de 1990, fomos convencidos do contrário: que o filtro de barro era ineficiente e até mesmo “cafona”, e que a melhor água para o consumo humano é a engarrafada, pela qual desde então pagamos dinheiro, em vez de utilizar a que vem da torneira, pela qual também pagamos, e 2 mil vezes mais barato.

O truque da água engarrafada nos fez cair como patinhos. Como a indústria de bebidas sabia que a curva ascendente dos refrigerantes tinha tempo para terminar –já que uma hora as pessoas iam se dar conta de que fazem mal para a saúde–, passou a investir em engarrafar e vender a pura, leve e saudável água. Quem tem algo a dizer contra ela? Resultado: o comércio de água engarrafada é hoje um negócio multibilionário. Só a Nestlé, a maior vendedora de água do planeta, fatura 9 bilhões de dólares anuais com um produto que nem sequer precisa fabricar, basta retirar do subsolo. A multinacional suíça é dona de mais de 70 marcas de água mineral, inclusive as famosas Perrier e S.Pellegrino.

Na região Sudeste do Brasil, de acordo com números do IBGE, até a década de 1990 mais de 70% das casas possuíam filtros de barro. “Havia inclusive um item na construção, no canto da cozinha, a cantoneira, feita apenas para abrigar o filtro, como se fosse um objeto artístico ou de decoração”, lembra o economista Julio César Bellingieri, autor de uma tese de mestrado na Unesp sobre a indústria da cerâmica em Jaboticabal, terra dos filtros de barro. As fábricas foram atraídas para lá no início do século 20 em virtude de uma abundante jazida de argila na região.

Segundo Bellingieri, o filtro de cerâmica existe no Brasil desde 1910, quando começa a ser produzido por famílias de imigrantes italianos e portugueses. O tradicional filtro São João, de barro vermelho e com vela porosa que ilustra esta reportagem, foi criado entre 1926 e 1928 pela Cerâmica Lamparelli, de Jaboticabal. Em 1947, quatro irmãos da família Stéfani adquiriram a fábrica e continuaram a produzir os filtros com o mesmo nome e aparência até hoje. Com a queda da procura pelos filtros a partir da década de 1980, as demais fábricas faliram e a Cerâmica Stéfani se tornou a maior produtora de filtros de cerâmica do País e quiçá do mundo.

A Stéfani chegou a vender 80 mil filtros de barro por mês, mas quase fechou na última década, diante da concorrência da água engarrafada. Acabou contratando um executivo, Emilio Garcia Neto, para recuperar a empresa, que há quatro anos saiu do vermelho e atualmente exporta filtros de cerâmica para 45 países, 8 deles na África. “Tem gente que acha o filtro antigo, outros acham vintage”, brinca Emilio. A Stéfani fez algumas modificações no design de alguns filtros, substituindo a parte de cima por plástico, mas o São João continua um clássico. 50% do processo de fabricação ainda é feito manualmente.

lamparelli

(Propaganda do filtro São João. Fonte: Julio César Bellingieri)

O economista Bellingieri não sabe afirmar com certeza, mas é possível que o filtro de barro, neste formato, seja invenção brasileira. Já se usavam na Europa filtros de louça e cerâmica, mas iguais aos daqui, de barro vermelho, não –talvez sejam uma evolução das moringas, de origem indígena. Quando foi lançado no mercado, na década de 1920, o filtro de barro chegou a ser símbolo de status. “O público-alvo do filtro São João era formado por indivíduos com uma renda mais alta. Se o público consumidor da Cerâmica Lamparelli fosse ordenado em cinco ‘classes’ de ‘poder de compra’, poder-se-ia dizer que o filtro São João era comprado pelas classes A e B; as classes C e D compravam uma talha com torneira ou um ‘filtro reto’; e a classe E comprava um pote ou moringa sem torneira”, escreveu o pesquisador em sua ótima tese.

Durante os anos 1980, os filtros de barro passaram a sofrer a concorrência dos filtros de carvão ativado, que pareciam a coisa mais moderna do mundo, mas que não purificam a água melhor do que os filtros de barro –e sem usar energia elétrica. Nos anos 1990, as classes média e alta começam a substituir a água filtrada pelos galões de água mineral entregues em domicílio e o velho e bom filtro de barro é aposentado de vez. “A partir dos anos 2000 a venda de água mineral chega ao auge e passa a ser considerado ‘coisa de pobre’ ter um filtro em casa”, diz Bellingieri.

Este aspecto do “status” conferido a quem toma água mineral é curioso. No documentário Bottled Life (2012), do diretor suíço Urs Schnell, se comenta como jovens do Paquistão foram seduzidos pela ideia de que tomar água em garrafinha é cool, e assim a Nestlé conquistou mais um mercado. O documentário investiga o controle da multinacional suíça sobre a água mineral bebida em vários países do mundo, inclusive nos Estados Unidos.

Lá, a Nestlé é dona da marca de água mais vendida do país, a Poland Spring. Em uma passagem do filme, moradores de Fryeburg, no Maine, resolvem proibir que a empresa extraia a água para vender porque estaria poluindo o rio da cidade, e a Nestlé incrivelmente vai à Justiça… contra os cidadãos. E ganha. Em Nova York, a água mineral em garrafinha Poland Spring também é campeã de vendas e virou símbolo do life style saudável e esportista dos novaiorquinos sendo que, ironiza uma especialista no documentário, eles têm na torneira, grátis, a água limpíssima que vem das montanhas Catskill…

É chocante ver como o chairman da Nestlé, o austríaco Peter Brabeck-Lemathe, fala com jeito de galã e voz melíflua sobre a “importância” da água para o planeta como se fosse um ambientalista, enquanto a empresa explora o líquido para gerar lucro. Ninguém na Nestlé deu entrevista ao documentarista em nenhuma parte do mundo. (Vale a pena assistir, está no Netflix. Nunca mais você vai comprar nada da Nestlé depois, muito menos água.)

No Brasil, um grupo de moradores da cidade de São Lourenço, em Minas Gerais, e o Ministério Público se mobilizam contra a exploração do Parque das Águas da cidade pela Nestlé há 14 anos, sem sucesso (leia aqui reportagem da Agência Pública sobre o caso).

Na Europa, é comum as pessoas beberem água diretamente da torneira. Em São Paulo, como em algumas capitais do Brasil, a água que vem da torneira pode ser consumida, embora seja mais aconselhável que passe antes pelo filtro. A questão é que a indústria de bebidas nos convenceu que só a água de garrafinha é “segura”, ainda que na verdade não saibamos muito bem a origem dela. É um esquema que, como sempre, copiamos dos Estados Unidos. Em 2010, a ambientalista Annie Leonard criou este documentário onde explica como isto ocorreu.

Agora pensem em São Paulo, uma megalópole cuja região metropolitana concentra 20 milhões de habitantes, consumindo água mineral engarrafada sem parar e que agora está passando por uma falta d’água histórica. Não é de ficar com uma pulga atrás da orelha que estes dois eventos possam estar relacionados?

O Brasil é hoje o quarto maior consumidor de água mineral do mundo –só fica atrás dos EUA, México e China. São 7,1 bilhões de litros de água engarrafada por ano, quase 3 bilhões deles só em São Paulo. O consumo de água mineral cresce 10% por ano no país e, em 2014, com a Copa do Mundo e a seca, a ABINAM (Associação Brasileira da Indústria de Água Mineral) fazia previsões de chegar a um consumo de 14 bilhões de litros. Como saber se retirar essa água toda do subsolo não está causando alguma espécie de desequilíbrio?

“Na minha opinião há, sim, uma correlação, mas não há como provar porque simplesmente não existe fiscalização eficiente da água mineral no Brasil”, diz o economista Pedro Portugal Júnior, autor de uma tese de mestrado na Unicamp sobre as empresas de água mineral. “Temos um problema institucional: aqui, a água mineral é considerada um minério, como o ferro, a bauxita, e portanto é fiscalizada não pelos órgãos que regem os recursos hídricos, mas pelo DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral). E o próprio DNPM admite que estes números sobre o consumo são subestimados”.

De acordo com Portugal, as águas minerais deveriam ser integradas à gestão de recursos hídricos o mais rápido possível para que a fiscalização seja descentralizada. “Agora, por exemplo, está chovendo pouco. E se há uma estiagem, o DNPM tinha obrigação de exigir que as empresas diminuíssem a extração”, defende.

Pois o que está acontecendo em São Paulo é o contrário. As empresas de água mineral, que já são isentas do pagamento do PIS/Cofins desde 2012, receberam um presente de Geraldo Alckmin no início do mês de fevereiro: por decreto e atendendo ao pedido da ABINAM, o governador de São Paulo colocou a água mineral na cesta básica e concedeu uma redução no ICMS de 18% para 7% sobre o galão. Quer dizer, enquanto os paulistas choram com a falta d’água, o setor comemora a seca. A expectativa é que a redução do ICMS estimule a produção e que extraiam ainda mais água mineral do exaurido solo de São Paulo.

Se na cidade do México, outra gigante populacional e enorme consumidora de água mineral, o solo está afundando 2,5 centímetros por mês devido à retirada de água dos subsolos, por que São Paulo não sofreria nenhum efeito dessa exploração toda? Será coincidência que a falta de água seja mais grave nos Estados do Sudeste, onde mais se consome água mineral engarrafada no Brasil? Tentei fazer estas perguntas à ABINAM e não fui atendida. Tampouco o DNPM respondeu a meus questionamentos. Não encontrei estudos sobre o impacto da extração de água mineral em São Paulo, mas o professor de Geociências da USP, Reginaldo Bertolo, me tranquilizou dizendo que o volume é “relativamente irrisório”. Será?

Entrevistei o hidrogeólogo José Luiz Albuquerque Filho, chefe do Laboratório de Recursos Hídricos e Avaliação Geoambiental do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), a quem expus minhas dúvidas.

Socialista Morena – Como mensurar o impacto ambiental em São Paulo da retirada de toda esta água mineral?

José Luiz Albuquerque Filho – O impacto ambiental vai estar associado ao local da extração. Se o proprietário seguiu as orientações técnicas, se explorou com racionalidade, teoricamente não teria impacto. Agora, em situações clandestinas, pode haver algum tipo de impacto, sim. O problema é a dificuldade de fiscalizar. Se retiram água da beira de um riacho, por exemplo, é fácil ser pego pela fiscalização. Mas uma fonte de água mineral é possível esconder com uma facilidade imensa. 

SM – O senhor achou correto que o governador Geraldo Alckmin tenha reduzido o ICMS da água mineral, estimulando o aumento da produção, em plena seca?

JLAF – Qualquer decisão que for tomada neste momento tem que ter muito cuidado porque pode ser um tiro no pé. Talvez não precisasse ter baixado, porque o mercado está aquecido. O governador fez uma medida popular, apostando que o preço da água engarrafada irá cair. Mas será que eles vão mesmo baixar o preço?

SM – As chuvas foram suficientes para repor as reservas?

JLAF – Não. Estou muito preocupado. A chuva está passando, os mananciais estão a meia carga e há dois volumes mortos que foram utilizados no Cantareira e precisam ser repostos. E a gente não ouve falar em um plano de contingência, de emergência. Isso não vai dar certo. As pessoas com maior poder aquisitivo poderão recorrer à água mineral, aos caminhões-pipa. Mas e quem mora na periferia? Vai cavar um buraco no fundo da casa e tomar a primeira água que brotar, o que é um perigo. Mas é natural que procurem uma solução. Ninguém fica sem água.

Pelo sim, pelo não, aqui na minha casa não entra mais garrafão algum. O governo, se fosse responsável, deveria estimular os cidadãos a fazer o mesmo. E viva o filtro de barro.


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Verônica em 24/02/2015 - 21h08 comentou:

Belíssima reportagem. Faltam jornalistas como a Cynara… faltam muitos jornalistas como a Cynara mesmo!

Eu caí nessa do carvão ativado, depois li um artigo sobre as maravilhas do filtro de barro e voltei ao bom e velho vermelhão que funciona bem e deixa a água fresquinha. Em garrafa agora só a água com gás, eu gosto de água com gás, peguei o hábito de comer bebendo água gaseificada na Itália :/

Responder

luiz em 24/02/2015 - 23h12 comentou:

Gostei da matéria! Mas só uma conta rápida: O consumo médio da cidade de São Paulo é de 159 litros por dia por habitante, o que daria 1,5 bilhão por dia só na cidade de São Paulo. Talvez seja irrisório mesmo lkkkkkk. Mas achei interessantíssimo o assunto!

Responder

    morenasol em 24/02/2015 - 23h27 comentou:

    mas e o impacto da retirada? é a isso que me refiro

    Gustavo Felici em 25/02/2015 - 17h50 comentou:

    o impacto será sentido… num futuro médio prazo.

@Dghe em 25/02/2015 - 00h05 comentou:

Por aqui só compramos pq o querido Geraldinho nos tirou o direito de ter água todos os dias, aqui ainda se usa o filtro de barro, mais fervemos a água e colocamos no filtro

Responder

    Daniel em 25/02/2015 - 14h38 comentou:

    Não há necessidade de ferver. O filtro retém partículas mínimas (que não são, de forma alguma, eliminadas pela fervura) e a cobertura de prata da talha de barro elimina bactérias.

    Nem filtro nem fervura eliminam metais pesados, entretanto.

Luiz Carlos Famadas em 25/02/2015 - 00h18 comentou:

Comprei um São João mês passado, após mais de 10 anos usando galão. Achei grande coincidência esse artigo. ADOREEEEI. Compartilharei com todo mundo. E viva a volta da Cerâmica Stefani !!!!

Responder

    Roberto em 28/02/2015 - 10h27 comentou:

    Se achar facilmente para comprar as velas?

João P. Freitas em 25/02/2015 - 12h47 comentou:

Concordo com parte de seu texto. Eu adoro água de filtro e moringa de barro, mas continuo tomando ambas. Posso contar no dedo situações de extrema necessidade em que comprei uma garrafa de água mineral.

Realmente não concordo com essa sina de querer personificar o capitalismo, dizendo que acha uma "sacanagem do capitalismo" essa criação de necessidades.

Você e eu decidimos pelo filtro de barro em detrimento da água engarrafada. Temos liberdade para tomar essa decisão, inteligência para discernir vantagens e desvantagens de um e de outro. Ora, afinal de contas aqueles que preferem o filtro de barro, não estão fazendo uso dele? estão faltando filtros de barro no mercado? Até onde sei, quem quiser adquirir um não terá dificuldade em encontrar e nem pagará um valor absurdo.

Dizer que há uma indústria que lucra bilhões, um governo que por descaso permite essa situação, uma mídia que contribui e lucra com todo esse circo, é óbvio.
Agora, culpar o capitalismo por que nosso filtro saiu de moda. Me desculpe, não dá!

Responder

    Roberto em 28/02/2015 - 10h33 comentou:

    Olá, João.

    Pertinente o seu comentário. Entretanto, acredito que o autor quis dizer que inconscientemente o cidadão hoje compra água mineral porque acha, devido a mídia e industria, que água mineral é mais segura e algo moderno enquanto o filtro de barro é coisa do passado e de pobre cafona. E isso realmente é sentido. Só olhar e fazer enquete entre as pessoas em sua volta. Quantos usam filtro de barro? Dos poucos que ainda usam, acredito que o fazem ou por serem mais velhos ou principalmente por não poder comprar água mineral pelo seu baixo poder aquisitivo . Há revenda de água mineral em toda esquina então o fato constatado pelo autor é inegável.

    Rosália Vale em 28/02/2015 - 10h48 comentou:

    O capitalismo tem muitas estratégias para criar necessidades. E funciona em rede, o que significa "capilaridade" ou interconexão entre vários setores. Vou te dar um exemplo: nos anos 1970, a Hoffmann-La Roche (indústria farmacêutica) financiou o Instituto criado pelo químico Linus Pauling, para disseminar "conhecimento" sobre as inúmeras vantagens de se consumir vitaminas em cápsulas, ou seja, em forma sintética. O argumento era de que se as pessoas comessem apenas os alimentos frescos, que são fontes verdadeiras e naturais, jamais iriam obter as mesmas quantidades de que supostamente o nosso corpo precisava. Linus Pauling chegava a afirmar que comer comida fresca era o mesmo que jogar dinheiro fora, por não conter os "nutrientes ortomoleculares" necessários para manter a saúda. A principal vedete era a Vitamina C. Cientistas independentes de várias universidades, contestaram os "achados" do instituto Linus Pauling, mas nem sempre suas vozes foram ouvidas, pois, os resultados alcançados por estas variadas pesquisas não INTERESSAVAM a indústria farmacêutica, que vinha obtendo lucros altíssimos com a venda de tais vitaminas no mundo inteiro. Para que a população mundial passasse a usar as tais vitaminas, os laboratórios lançam mão da força de trabalho de Representantes Farmacêuticos, ligados às distribuidoras de medicamentos, para fazer o "corpo-a-corpo" junto aos profissionais de saúde, especialmente médicos. Certamente, você já deve ter ido a um consultório médico e visto [email protected] representantes de laboratório, com suas malas cheias de "amostras grátis". Eles visitam regularmente os médicos para "vender" seu peixe. Através dessa pedagogia e da distribuição de brindes os médicos são convencidos a prescrever este ou aquele medicamento. Seu CRM fica registrado nas farmácias e ele é premiado pelo montante de prescrições. Hoje, no Brasil, os laboratórios não podem mais oferecer prêmios, tais como, viagens de navios, notebooks, celulares caros, mas continuam a bancar viagens para congressos, hospedagens, jantares etc. Ao lado disso, existe também todo um sistema de publicidade e de "certificação de qualidade" que leva o cidadão a confiar num determinado produto. O que vale para filtos de barro x água mineral, tbm vale para Vitaminas Naturais x "vitaminas" sintéticas. Vale tbm para marcas de roupa, para refrigerantes, para sapatos, telefones celulares… Criar demandas e saber disseminá-las é SIMPLESMENTE a BASE de todo o sistema capitalista.

    Eduardo em 01/03/2015 - 00h11 comentou:

    Evidência anedótica. Não derruba o argumento central do colega João, de que temos a liberdade de escolha e ninguém te obriga a escolher nada. Então agora filtro de barro virou sinônimo de resistência anti-capistalista. Não se esqueçam que se todos comprarem filtros de barro, a Stéfani vai lucrar milhões também. E aí, tudo bem?

    LeoContesini em 01/03/2015 - 13h20 comentou:

    Pois é… o capitalismo não criou em mim a necessidade de comprar lenços umedecidos. O próprio filtro de barro é uma necessidade "criada" pelo capitalismo, pois a água da torneira é própria pra consumo, não?

    Já faz algum tempo, Eduardo, que a turma anti-capitalista escreve em seus Windows, PCs e Apples que a "água engarrafada" é o ícone do capitalismo, pois ela é um recurso natural abundante e "gratuito", sendo que o valor da água engarrafada não é a água em si, mas sim a conveniência de se ter água pura onde você não tem uma torneira, nem um vasilhame — e até o próprio vasilhame que é reutilizável. Eles só vêem a lógica de "pagar caro e enriquecer uma corporação". É uma miopia preocupante.

    Em tempo: na minha casa não tem saneamento básico. Eu tenho fossa e caixa de gordura, e minha água vem do poço pra cozinha e banheiro e da chuva pra garagem e jardim. Meu poço não é artesiano, e por isso não me sinto seguro para beber a água dele pois pode conter ferro em excesso e outros minerais e microorganismos indesejados. No antigo apartamento, eu filtrava a água da rede, afinal, é mais barato que comprar água. Nessa casa no meio do mato, eu optei por comprar água mineral — a água do poço precisa ser fervida e tratada e, em nome da conveniência, preferi comprar água mineral engarrafada. Nesse caso o capitalismo me vendeu uma solução para um processo que seria demorado — o que o tornaria inconveniente em certas ocasiões — e ainda custaria algum dinheiro (pois seria necessário tratar com cloro, fervura, estabilizantes e afins).

    É muito fácil falar que a "água mineral engarrafada" é uma "necessidade criada pelo capitalismo" quando você abre a torneira e sai água pura e pronta para beber. Aqui no meio do mato a falta de infra é democrática, ela serve a ricos e pobres, e todo mundo acha ótimo poder comprar água engarrafada em vez de precisar tratar sozinho a água do poço.

    Cris em 01/03/2015 - 13h26 comentou:

    Totalmente de acordo. Culpar o capitalismo seria como culpar a liberdade de escolhas.

Luiz Baggio Toni em 25/02/2015 - 13h41 comentou:

Prezada Cynara,

Achei ótimo o artigo e acho que temos que nos movimentar para uma campanha " A água é nossa!".
Aproveito também para protestar contra a alegada simplicidade para se regularizar poços no País.
Moro numa chácara sem redes de água ou esgoto e tive que "furar um poço".
Como bom cidadão tentei regularizá-lo junto ao DNPM, até mesmo para me proteger da "especulação hídrica" que virá.
O resumo é que chega ser insultante a manifestação do DNPM, "É fácil" no seu site sobre o procedimento que deve ser executado.
Só mesmo para mineradoras que podem ter gente com tempo e $$, muito $$.

Responder

Karen em 25/02/2015 - 14h37 comentou:

Exato!!

Responder

Sérgio Martins em 25/02/2015 - 14h55 comentou:

Já faz algumas décadas que evito comprar até mesmo chocolate da Nestlé, no livro de Russel Mokhiber – "Crimes Corporativos" ele mostra o que a Nestlé fez para ser esta empresa que é hoje, as pessoas não imaginam como esta empresa se tornou o que é hoje, boa parte do seu lucro está suja de sangue de milhões de pessoas, crianças que foram dizimadas para dar lucro e riqueza ao seu Henry Nestlé e sua família. Mas boa parte de suas táticas estão num marketing genial que faz justamente isto que você falou, cria necessidades que não existem, como o caso do leite Ninho, e que tem consequências nefastas para todos. A sorte é que os médicos do passado foram bastante corajosos em protestar contra a nestlé. Interessante é que mesmo após anos de processos na justiça contra sua matança, nunca conseguiram uma condenação!
Outra coincidência do caso do leite ninho é que o que mais matou nem foi o leite e sim a bendita água(África).
Se as pessoas tivessem realmente consciência sobre o poder de consumo, jamais comprariam produtos de empresas como estas, ou pelos menos forçariam elas a indenizarem as pessoas afetadas e pelo menos limpar um pouco a sujeira de seus atos.

Responder

Gustavo em 25/02/2015 - 15h31 comentou:

"Ou seja, fazer você acreditar que precisa de alguma coisa e então passar a não viver mais sem ela. Outra, pior ainda, é conseguir convencer as pessoas de que algo antigo, durável e que funciona perfeitamente na verdade é obsoleto e portanto deve ser substituído. Ambas as situações ocorreram com os filtros de barro no Brasil."

Nada a ver esse trecho, quer ficar com seu filtro de barro? Fique! Tem muita gente que ainda usa hoje em dia. Mas é óbvio que já existem coisas melhores. Quer ficar com a geladeira velha que gasta mil vezes mais energia? Fique!

O capitalismo não obriga ninguém a comprar.

Responder

    Carol em 25/02/2015 - 17h56 comentou:

    Boa sorte Gustavo (lamentável)…. infelizmente existem milhares de pessoas como você! Ingenuas e que se quer percebem que são manipuladas….

    Gustavo em 26/02/2015 - 14h25 comentou:

    Você não é manipulada? Que sorte a sua! Como fez para sair da matrix? Se converteu?
    Acredite, manipulação maior é acreditar que socialismo e comunismo funcionam, apesar de todas as outras experiencias fracassadas. Capitalismo não é perfeito e está longe disso, mas é muito melhor que esses outros dois.

    @chegaluan em 02/03/2015 - 04h00 comentou:

    O problema é que o filtro de barro já é o mais eficiente, mas a indústria da água mineral diz que a água da torneira não é confiável. É isso que o capitalismo faz: cria uma demanda desnecessária.

Danilo em 25/02/2015 - 16h15 comentou:

Bela reportagem, Cynara. Entretanto, um adendo: a água mineral é sim melhor ao consumo humano do que a filtrada. A água mineral possui bem mais sais dissolvidos e estes conferem ação medicamentosa à mesma.
Ambas possuem a mesma potabilidade mas, se puder escolher, fique com a mineral, seu organismo receberá bem mais elementos importantes para seu funcionamento.

Responder

Julia em 25/02/2015 - 16h35 comentou:

Adorei sua matéria Cynara. Concordo plenamente com suas posições. Sempre fui usuária de filtros porém nos últimos meses tenho comprado água de galão. Sempre fui contra essa água pois não se sabe ao certo sua procedência mas devido a enorme quantidade de metais pesados contidos na água do volume morto do Cantareira, eu pergunto: o filtro de barro é realmente seguro para retirar esses metais da água?

Responder

Caruso em 25/02/2015 - 17h19 comentou:

Meu deus! A água é filtrada pela vela. O repositório de barro apenas mantém a água a uma temperatura um pouco abaixo da temperatura do ambiente. Dá na mesma ter o tal repositório de barro ou aquelas torneiras com filtro que tem o lugar para a vela. O texto é de uma idiotice sem tamanho, uma forçação de barra torpe. Não gosta da sociedade de mercado, por ela ser "sacana"? Então deixe o computador de lado, o celular, os medicamentos, a tomografia computadorizada e, no final, a própria água mineral. As opiniões da morena representam o que de pior e de mais atrasado há na esquerda.

Responder

    petita de brasilia em 28/02/2015 - 10h04 comentou:

    Boa! usei por um bom tempo o filtro de barro que cria limo, ruim de limpar e da gosto ruim na agua. tambem achei esse texto totalmente dirigido para que vc odeie a nestle, tipico dessa turma manipuladora.

Ricardo G. Ramos em 25/02/2015 - 17h37 comentou:

E teve a propaganda da Nestle falando dos benefícios do leite Ninho, em pó, enquanto criava várias campanhas contra o aleitamento materno…

Responder

Carolina em 25/02/2015 - 17h53 comentou:

Muito bom o texto. Além desses documentários citados, sugiro que assista FLOW – FOR LOVE OF WATER…

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Gustavo Felici em 25/02/2015 - 17h56 comentou:

Parabenizo pela matéria e o assunto é polêmico, refletivo e não podemos ser passivos. Visitei a fábrica e conheço o trabalho, principalmente por ser artesanal.

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Giancarlos em 25/02/2015 - 18h29 comentou:

Excelente matéria! Pretendo utilizá-la em aula abordando diversos temas de forma inter ou até transdisciplinar.

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carlos em 25/02/2015 - 21h36 comentou:

"Ou seja, fazer você acreditar que precisa de alguma coisa e então passar a não viver mais sem ela."

Como as pessoas são inocentes, não? Me poupe, filhota. Ninguém acredita no que não quer acreditar.

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Maia Kaefman em 25/02/2015 - 21h55 comentou:

Minha mulher ouviu de uma vizinha de apto (que se disse parente da Dilma Pena) que a Sabesp à partir do bombeamento do volume morto e diminuição de pressão já não pode garantir a qualidade mínima da água em toda a cidade. Isso sim deveria gerar um impeachment.

Responder

    William André em 26/02/2015 - 12h46 comentou:

    Acho melhor você estudar os casos de impeachment, porque a ausência de qualidade de água, fornecida por uma empresa privada, não é motivo…

    Maia Kaefman em 27/02/2015 - 21h00 comentou:

    Deveria….Entende? Deveria…

    E a Sabesp é mista meu caro catedrático.

Dermeval em 25/02/2015 - 22h22 comentou:

Algo precisa ser dito.O vaso de barro, não filtra a água, sem ajuda de um filtro de material rochoso, em seu interior.Portanto não existe ´filtro` de barro. E o barro não se prestar a filtrar nada…Outro simplismo da articulista, é que o ´filtro de barro` elimina metais pesados ( sic).Uma inverdade, pois esse tipo de impureza é sistêmica (adere ao corpo onde se infiltra); aderindo, tanto nas plantas quanto no liquido que o absorve. Sendo difícil, para não dizer, impossível, sua eliminação ainda que parcial.Concordo, por sua vez, que existe abuso, tanto das empresas que exploram o ramo de captação, tratamento e distribuição de água, quanto da falta de fiscalização sanitária do setor.Empresários sérios, com os quais conversei, afirma que é quase impossível ter lucro nesse setor, se for levado a cabo todas as exigências fito-sanitárias impostas pelo setor de saúde pública. Concordo que o Estado deve encampar e explorar essa atividade, antes de entregar as multinacionais, mormente, dessa Nestlé, que ainda não se limpou do vergonhoso histórico de conivência e colaboração com o regime nazista da Alemanha de Hitler.

Responder

    William André em 26/02/2015 - 12h45 comentou:

    Assim como o socialismo não desvinculou sua imagem da URSS!

    Rosália Vale em 28/02/2015 - 11h02 comentou:

    oh, coitadinhos dos empresários… não tem lucros por causa das exigências fito-sanitárias! tô até com pena destes messiânicos que só visam fazer o bem à sociedade! morro de medo que eles peguem seu rico dinheirinho e invistam em outro setor que dê mais lucro e seja menos exigente! conta outra, Mané!

    Direita Liberal em 04/03/2015 - 11h20 comentou:

    todo socialista deveria ser empresário um dia.. ter uma empresa, competir por espaços de mercado, pagar impostos, ter funcionários, e paga-los rigorosamente em dia, ter que criar um produto ou serviço, constantemente inova-los, vende-lo alguém etc.. correr riscos e mais riscos.. e ainda por cima fazer tudo isto e ainda ser acusado de bandido e salafrário.. aí eu quero ver o coração socialista bater no peito e fechar a empresa e dividir a grana entre seus pares.. sqn! fácil tacar pedra naquilo que não se vive!

Liliana em 25/02/2015 - 23h47 comentou:

Excelente texto, excelente indagação. Temos que questionar sim e valorizar recursos naturais da forma mais simples possível. O que é uma luta nesse capitalismo selvagem.

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Steiger em 25/02/2015 - 23h56 comentou:

Comunas, eu como Suiço lhes digo: comprem água da Nestle. E fodam-se!

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Giovani em 25/02/2015 - 23h59 comentou:

Matéria muito interessante. Parabéns pela iniciativa. Gostaria de saber se os filtros de barro também eliminam hormônios e quaisquer outras espécies de partículas que provavelmente existem e eu desconheço (o que ele elimina e o que ele não elimina). Alguém possui essa informação?

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Marcelo em 26/02/2015 - 02h33 comentou:

Kkkk….
Cai neste artigo por um acaso, e pela extensão achei que tivesse maior relevância. Kkk
Não acreditei que ao chegar ao final, depois de vários parágrafos lidos não se chega realmente a lugar nenhum.
Sensibilizado com sua indignação, faz assim, o Estado ainda (eu disse ainda) garante que o cidadão tenha livre escolha de como deseja tomar sua aguinha. Ninguém é obrigado a consumir garrafinhas de água, ou água torneiral, ou de bica, ou do riacho, ou até mesmo da privada. Tem pra todos os gostos. Mas se ainda sim, as garrafinhas continuarem te incomodando, leve sempre seu filtro ao trabalho, à escola e até mesmo à academia para suas atividades aeróbicas. Mais vale a ideologia de não contribuir com esse imperialismo capitalista nefasto da água (completamente insignificante para o capitalismo mundial…), que a praticidade de encontrá-la em qualquer esquina. Ah, e quanto à queixa da inclusão da água na cesta básica e posterior redução do ICMS, concordo contigo, também acho um absurdo e um perigo iminente a desoneração de alguns produtos já que nossa carga tributária é levíssima, vai que vira moda e tudo começa a ser desonerado também, né?…

Ah, faça-me o favor… Se quer meter o pau, pelo menos faça um esforço para que pareça inteligente.

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    petita de brasilia em 28/02/2015 - 10h06 comentou:

    Boa Marcelo! seu comentario foi perfeito!

William André em 26/02/2015 - 10h56 comentou:

Nooooossa! Se eu fizer a escolha por um garrafão de água, ao invés de comprar um pote (Exercendo meu livre arbítrio), sou um manipulado do capitalismo!

Responder

    Hugo em 26/02/2015 - 17h45 comentou:

    Não, cabeçudo, ninguém está te obrigando a nada. Um pouco de informação não faz mal a ninguém; ao contrário, está te dando mais opções para que você faça suas escolhas (livre arbítrio) com mais senso crítico. Existe toda uma máquina publicitária para que te convença a comprar algo, então é preciso que exista uma fonte de pensamento crítico contrário para que você não seja engolido pelo interesse de empresários. Entendeu?

    Direita Liberal em 04/03/2015 - 11h30 comentou:

    o filtro de barro perdeu pois é um produto inferior.. o fato é que os filtros atuais ou bebedouros gelam a água em grande quantidade, e as pessoas querem água gelada facilmente… o Ser humano compra ou troca algo quando vê valor naquilo que esta se trocando ou comprando.. (valor é algo variável) – o filtro de barro (tomei muita água de filtro de barro) até deixa a água um pouco fresca, mas nunca gelada.. e uma coisa é certa.. o ser humano sempre busca o caminho mais fácil…em grande parte das suas decisões.

Joel Robinson em 26/02/2015 - 16h50 comentou:

Muito bonito mas épura conversa mole, culpar o capitalismo, o imperialismo etc e etc. Somos todos culpados.
Vamos fazer um ato simples e benéficopara a natureza e todos nós. Vamos plantar cada um uma árvore, daqui 3 anos teremos a volta do clima ameno e os mananciais de água. Vamos lá, leve sua mulher, seus filhos e plante uma árvore. Largue de mão ideologias, criticas e lero lero, plante uma árvore. Eu já plantei, este ano duas e até o fim do ano espero plantar umas 5 ou 6 mais.

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Mariana em 26/02/2015 - 22h39 comentou:

Independente de certo ou errado acho muito interessante e proveitoso o debate sobre o tema. Toda exposição de ideias é válida se pararmos e refletirmos a respeito. O que importa é que cada um analise se suas escolhas estão beneficiando a todos e às futuras gerações!

Responder

Von Zema em 26/02/2015 - 22h43 comentou:

Se não tem água, que tomem os vinhos do Mino Carta.

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Tiago em 28/02/2015 - 02h53 comentou:

O setor publico é um grande consumidor de água engarrafada. Acredito que é por onde tem que começar a mudança, com licitações para filtro de barro e treinamento de pessoal pra conservação e limpeza. Isso traria até economia, ja que uma vela da estefany custa menos de 15 reais e aguenta que eu lembre uns 500 litros, e um filtro com reservatório de 10 litros uns 200 se for comprado em grande licitação.

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fernando pina em 28/02/2015 - 03h19 comentou:

Quando nasci na casa dos meus pais já existia filtro de barro, fui criado assim, bebendo água direto da torneira do filtro. quando passei a morar em minha casa uma da primeiras coisas compradas foi o meu filtro de barro que uso até hoje: tem dupla vela e funciona exatamente como descrito. Adoro o sabor e a temperatura da água.
att,
fernando pina
[email protected]

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@ng0lds em 28/02/2015 - 04h44 comentou:

Eu nunca vi ninguém ser obrigado a comprar determinado tipo de água e abandonar o filtro de barro. Realmente é cada uma que aparece…
Eu pessoalmente prefiro filtros de barro… mas não quer dizer que existe uma conspiração capitalista faz os outros preferirem outras formas de beber água por serem manipulado.
Um mínimo de inteligência já é suficiente p/ desmontar esse raciocínio.

Responder

Ana Maria em 28/02/2015 - 10h36 comentou:

Deixo registrado que o preço da água mineral ao consumidor, não caiu coisa nenhuma. Ao contrário, subiu.

Responder

Luciana em 28/02/2015 - 15h59 comentou:

ZzZzZzZ AI QUE SONO!!!!!!

Responder

luiz em 28/02/2015 - 18h36 comentou:

O filtro de barro, também é uma invenção capitalista. Ou estaríamos todos tomando água do riacho com uma cuia.

Responder

Luiz Lopes em 28/02/2015 - 22h02 comentou:

Esse capitalismo opressor! Vou comprar um filtro desses de 10 litros e levar comigo para não ter que comprar água mineral. Enchimento danado de linguiça.

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GABRIEL em 01/03/2015 - 13h45 comentou:

Infelizmente percebem-se comentários de extrema superficialidade e frutos de uma grande dificuldade de compreensão de todo o contexto. Muitas questões devem ser inúmeras vezes explicadas, como para crianças. A diferença é que para crianças vale o tempo que se investe. Os ataques vazios de quem é manipulado é compreensível, mas lamentável. Pois temos que perder tempo e energia com opiniões absurdas, ao menos para que não se propaguem. Comparações com os benefícios trazidos pelo desenvolvimento tecnológico são absurdas e em nada têm a ver com o cerne da questão em discussão. Os artigos devem ser lidos com atenção de modo a formar as opiniões, próprias, com uma visão minimamente inteligente! Não se limita a uma discussão de esquerda ou direita política. Está muito além disto. E sim, cuidado com os medicamentos! Ou vais às farmácias como a criança que vai a um mercadinho e se encanta com todos aqueles doces, quando os laboratórios querem mais é te manter dependente quimicamente das drogas que os tornam bilionários? Enfim, não importa do que se trata, deve-se, sempre, sem conspiração infundada, mas com inteligência, questionar-se tudo o que de alguma forma envolve a sociedade, sobretudo quando estas questões relacionam dinheiro e poder.
AO BLOG, PARABÉNS PELA POSTAGEM!

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GABRIEL em 01/03/2015 - 13h47 comentou:

Infelizmente percebem-se comentários de extrema superficialidade e frutos de uma grande dificuldade de compreensão de todo o contexto. Muitas questões devem ser inúmeras vezes explicadas, como para crianças. A diferença é que para crianças vale o tempo que se investe. Os ataques vazios de quem é manipulado é compreensível, mas lamentável. Pois temos que perder tempo e energia com opiniões absurdas, ao menos para que não se propaguem. Comparações com os benefícios trazidos pelo desenvolvimento tecnológico são absurdas e em nada têm a ver com o cerne da questão em discussão. Os artigos devem ser lidos com atenção de modo a formar as opiniões, próprias, com uma visão minimamente inteligente! Não se limita a uma discussão de esquerda ou direita política. Está muito além disto. E sim, cuidado com os medicamentos! Ou vais às farmácias como a criança que vai a um mercadinho e se encanta com todos aqueles doces, quando os laboratórios querem mais é te manter dependente quimicamente das drogas que os tornam bilionários? Enfim, não importa do que se trata, deve-se, sempre, sem conspiração infundada, mas com inteligência, questionar-se tudo o que de alguma forma envolve a sociedade, sobretudo quando estas questões relacionam dinheiro e poder.

Responder

    Douglas em 06/03/2015 - 20h52 comentou:

    zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

Ana Afonso em 01/03/2015 - 23h16 comentou:

Sem entrar nas questões políticas,e só sobre a parte do texto que menciona a opinião de especialistas minha dúvida técnica: o elemento filtrante não é o barro e sim a vela(no anúncio antigo destacam dois tipos). O que é de barro é o recipiente em que a água é armazenada após passar pela filtragem. Então, usando esse tipo de vela pode-se ter qualquer outro tipo de recipiente para armazenar (de louça como já tive em casa). )Aliás as velas dos filtros São João também são de carvão ativado, segundo o fabricante.

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Maico em 02/03/2015 - 02h41 comentou:

Uma das questões aqui em casa é se o nosso filtro de barro dá conta da água dos volumes mortos. Se realmente começarem a usar a represa de Billings a situação fica um pouco pior, em se tratando de qualidade de consumo. Será que ferver a água da torneira e passar no filtro de barro ajuda?

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@lomm87 em 02/03/2015 - 03h21 comentou:

Olá! Obrigado por escrever esse texto. Graças a ele, fiz a compra ontem do meu filtro de barro. Obrigado mesmo!

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Cristina em 02/03/2015 - 03h46 comentou:

Eu tomo até a agua da chuva rs pois quem garante que a água mineral é mineral mesmo tomei uma água em sao Paulo que diz ser mineral mas na verdade é potável água fluoretada que nos dexa com a boca seca e com sensação de sede o tempo todo quando criança sempre tomei água de poço de bica da chuva hoje somos cercado por todos os lados nos mandam água na torneira pagamos um absurdo e não podemos beber deus nos deu a agua pura e de graça o homem contamina e nos vende só Jesus nas nossas vidas

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Dilza em 02/03/2015 - 12h33 comentou:

Desde minha infância tomei água de filtro de barro, e então não me acostumo com outro tipo De água, pra começar não curto nada plastico por conter substancia toxicas. Onde vou levo minha água de filtro de barro e to nem ai pra quem acha que é ser brega, Não HÁ comparação sabor de água de mina fresca só quem já experimentou sabe o que estou dizendo,
Sou naturalista e incentivo o uso de filtros de barro aqui na minha região que diga-se de passagem esta cada vez mais difícil de se encontrar
Maravilhosa matéria

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Felipee em 02/03/2015 - 21h38 comentou:

Na verdade o problema é o cientificismo e não o capitalismo. Cremos que vivemos em uma era avançada na qual acreditamos que o método cientifico pode dar respostas exatas e suficientes para nossos problemas. Quanto tempo ainda vamos perder presos a essa armadilha do ego? Somos livres para escolher e damos liberdade para a outros pessoas nos persuadirem, pois escolhemos viver em sociedade. O que não podemos tolerar é a restrição de escolhas em nome do bem comum que ao longo do tempo se prova o contrário. Viva o capitalismo. Alias quem é que pode abrir uma engarrafadora de água? São inúmeras regulamentações impostas por agencias reguladoras e nada de bem comum, os socialistas devem se sentir orgulhosos.

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jesuita sousa em 03/03/2015 - 12h05 comentou:

Para tristeza da indústria especulativa e oportunista, uso esse filtro (Stéfani). Versão moderna com uma bóia pra impedir transbordamento. Basta conservar as velas sempre limpas. Il est mignon ! Para

Responder

Capitalista Moreno em 03/03/2015 - 14h14 comentou:

Mas quem vende filtro de barro não faz parte do capitalismo? Só pra saber…

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    Douglas em 06/03/2015 - 20h52 comentou:

    kkkkkkkkkkk pior!!!!

Paulo Esteves Passos em 09/03/2015 - 00h01 comentou:

Muito bom o artigo, Cynara. Como tudo que você escreve. Moro no Guarujá e a água que chega às nossas torneiras é da Serra do Mar, mais precisamente dos rios Jurubatuba e Jurubatuba Mirim. É de ótima qualidade. Portanto, deixarei de comprar os galões da 'bio leve' Lindoia e comprarei o filtro de barro, seguindo sua sugestão. Minha filha Leila, de 17 anos, havia sugerido a mesma coisa, há duas semanas. Peço que você dê sequência à matéria, verificando se o governador sancionou uma lei da assembleia legislativa, de novembro passado, reduzindo de 30 metros para cinco a mata ao lado dos mananciais paulistas. Outra coisa: como colaborar com o blogue sem usar cartão bancário pela internet? Não uso nem com reza brava. Mas se passar o número da conta, ou mandar um boleto, colaboro com maior satisfação. Grande abraço, beijão e sucesso na nova empreitada.

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Só observando em 09/03/2015 - 11h55 comentou:

Quanta besteira e saudosismo em um artigo só…

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