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Cultura

Barbacena: loucos ou excluídos?

No conto Sorôco, sua mãe, sua filha (Primeiras Estórias, 1962), João Guimarães Rosa conta a história de um homem que leva a mãe e a mulher para a estação do trem que as transportará para o hospício em Barbacena (MG). “O que os outros se diziam: que Sorôco tinha tido muita paciência. Sendo que não […]

Cynara Menezes
31 de outubro de 2013, 16h35

(foto: Luiz Alfredo/Revista O Cruzeiro)

No conto Sorôco, sua mãe, sua filha (Primeiras Estórias, 1962), João Guimarães Rosa conta a história de um homem que leva a mãe e a mulher para a estação do trem que as transportará para o hospício em Barbacena (MG).

“O que os outros se diziam: que Sorôco tinha tido muita paciência. Sendo que não ia sentir falta dessas transtornadas pobrezinhas, era até um alívio. Isso não tinha cura, elas não iam voltar, nunca mais. De antes, Sorôco agüentara de repassar tantas desgraças, de morar com as duas, pelejava. Daí, com os anos, elas pioraram, ele não dava mais conta, teve de chamar ajuda, que foi preciso. Tiveram que olhar em socorro dele, determinar de dar as providências de mercê. Quem pagava tudo era o Governo, que tinha mandado o carro. Por forma que, por força disso, agora iam remir com as duas, em hospícios. O se seguir.”

Entre 1903 e meados da década de 1980 multidões de pessoas supostamente loucas eram enviadas ao Hospital Colônia de Barbacena. Provavelmente como a mãe e a filha do viúvo Sorôco, a maioria dos que foram parar ali não precisava ser internada: cerca de 70% dos “loucos” de Barbacena não tinham de fato problemas mentais. Eram filhos rebeldes internados à força pela família, homossexuais, mendigos, prostitutas, viciados em drogas, mulheres rejeitadas pelos maridos. “Um depósito de improdutivos, indesejados, desafetos”, como define o cineasta mineiro Helvécio Ratton em seu documentário Em Nome da Razão (1979). Mais ou menos como algumas de nossas cadeias hoje em dia.

As imagens em preto e branco feitas por Ratton nos transportam imediatamente para o inferno: pessoas nuas, jogadas pelo chão, jovens, idosos e até crianças. O cineasta conseguiu penetrar os muros do hospital graças ao psiquiatra italiano Franco Basaglia, referência mundial na reformulação do tratamento de doenças mentais, que liderava naquele momento o movimento anti-manicomial e abriu as portas de Barbacena a um grupo de defensores dos Direitos Humanos. Entre eles, o jovem Helvécio Ratton, que tinha 30 anos quando fez o documentário. Basaglia comparou Barbacena a um campo de concentração nazista. Calcula-se que 60 mil pessoas tenham morrido no Colônia.

(Ratton em ação em Barbacena)

Fiquei impressionada particularmente com a imagem de uma moça que Ratton mostra em seu documentário, cantando, à capela, seu dramático cotidiano no hospital… Quem seria? Uma sambista? Certamente alguém que jamais seria internada nos dias de hoje. Outro rapaz, levado para lá pela polícia, retorna para a família lobotomizado, como um robô.

Recentemente, a jornalista Daniela Arbex publicou o livro Holocausto Brasileiro (Geração Editorial) em que reconta a tragédia do Hospital Colônia de Barbacena a partir de documentos históricos, de reportagens como a de Luiz Alfredo Ferreira para a revista O Cruzeiro, em 1961, e relatos de sobreviventes. Daniela falou com o blog por e-mail:

Socialista Morena – Qual o perfil dos internos em Barbacena?
Daniela Arbex – 70% não sofriam de doença mental. Muitos eram alcoolistas, prostitutas, meninas que haviam perdido a virgindade antes do casamento, pessoas tímidas. Havia de tudo, inclusive os considerados insanos.

SM – Me parece, vendo o filme, que havia também alguns autistas…
DA – Sim, muitas crianças enviadas para lá tinham algum tipo de deficiência física ou mental. Eram os enjeitados pela sociedade e suas famílias. Havia cerca de 30 crianças na unidade.

SM – No caso específico das mulheres: rebeldia era uma razão para internação?
DA – Era, sim. Muitas meninas foram enviadas para o Colônia como forma de punição por terem desafiado as normas vigentes. A maioria morreu por lá.

SM – Após escrever o livro, isso alterou de alguma maneira tua percepção sobre a prática de internar doentes mentais ou viciados em drogas?
DA – O livro consolidou a visão que eu já tinha sobre a necessidade de humanização dos nossos modelos de atendimento. Recuperação e tratamento caminham lado a lado com acolhimento.

Leiam o livro e vejam o filme de Helvécio Ratton. Para se dar conta, como ele costuma dizer, “do que os seres humanos são capazes de fazer com outros seres humanos”.


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danilo em 31/10/2013 - 17h22 comentou:

Doc está na integra

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    morenasol em 03/11/2013 - 20h00 comentou:

    sim, está

joão em 31/10/2013 - 17h56 comentou:

Tudo isto é muito deprimente, é triste, estarrecedor. Um depósito de seres humanos jogados as feras , aos (Goebels) sic!, simplesmente por serem pessoas indesejáveis que não se encaixavam dentro dos padrões vigentes da época e tudo com a complacência dos poderosos, dos coronéis, das bestas-humanas.

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Marcelo em 31/10/2013 - 18h58 comentou:

Histórias de enorme tristeza e vergonha para todos nós mineiros. Eu me lembro que dentro de Belo Horizonte, localizado em bairro nobre, outros " hospícios" como este existiam até a 25, 30 anos atrás.Mas também me lembro que já a época médicos importantes lutavam contra a existência destes locais de horror.Enfim, mesmo envergonhados precisamos que a verdade seja sempre conhecida. Excelente e necessário trabalho.

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Elzilene Nóbrega em 31/10/2013 - 19h54 comentou:

Foi um choque de realidade ler esse livro. As fotos são chocantes e as lágrimas inevitáveis.
A sociedade brasileira foi omissa e tão culpada como os familiares e Governo por este Holocausto. Além do psiquiatra Franco Basaglia, Michel Foucault também visitou o "Colônia" e viu as atrocidades desumanas.

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    michelle mota em 13/11/2013 - 13h59 comentou:

    Terias interesse em vender o livro?ou ate mesmo empresta-lo??

Bacellar em 31/10/2013 - 20h09 comentou:

Esse doc é uma porrada mesmo. Mostra bem a situação dos famigerados "pinéis", em SP tinhamos o Juqueri bem nessa pegada ai…Horrível.

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Rafael em 31/10/2013 - 21h38 comentou:

A psiquiatria mistura casos reais com casos não reais. Continua sendo assim nos dias atuais. A barbárie só está atenuada.

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José Castro em 01/11/2013 - 10h40 comentou:

Eu tenho esquizofrenia paranoide e nunca precisei ser internado num lugar destes.Faço meu tratamento no CAP's ou Cersam,fico na permanência dia e a noite vou para casa.

Responder

LACosta em 01/11/2013 - 10h49 comentou:

Oi Cynara,
Bons dias.
Tentei achar o mail da Arbex e não encontrei (confesso que não fiz muito esforço) mas vejo em vocês duas uma grande possibilidade de um livro reportagem. É que é tão terrível quanto a história do manicômio de Barbacena. Trata-se do leprosário de Três Corações MG que data do final do século XIX, início do Séc. XX. Uma história que o tempo não conta. Eu era criança em Lavras quando escutei minha avó contando que para “desocupar” o sanatório devido ao excesso de lotação os leprosos ganharam roupas e um cavalo deixando o leprosário e saiam pelas cidades sul-mineiras “mendigando”. Colocavam uma sineta no pescoço do cavalo para anunciar a chegada de um portador do mal de hanssen para que as pessoas não se aproximassem. Quem tinha boa alma e queria doar alguma coisa deixavam a uma relativa distância e “sartava fora” e esses portadores e seus animais iam morrendo pelos caminhos de Minas.
Até bem pouco tempo os Correios (ECT) mantinham um programa de uma semana quando adicionava aos preços postais (seriam algo hoje em dia equivalente) 0,10 centavos em cada correspondência para a Semana da Hanseníase cujo valor arrecadado era destinado ao combate a doença e manutenção dos leprosários. Tinha pessoas tão ignorantes que acreditavam que o selo era “contaminado” pelo bacilo.
Anexo um endereço onde um jornal da cidade de Três Corações relata alguns fatos como os vagões da Rede Mineira ou RFFSA que eram incinerados após transportarem os portadores para a cidade de Três Corações. http://otricordiano.blogspot.com.br/2012/02/colon

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    Ana Paula em 08/11/2013 - 20h48 comentou:

    Ja ouvi falar do leprosário…. tenho conhecido em Lavras que se juntam e fazem doações….

Aline em 01/11/2013 - 12h40 comentou:

Pura e triste verdade, mais uma mácula da "tradicional família mineira". Na minha houve dois casos: uma tia-avó solteirona, por parte de mãe, que felizmente conseguiu fugir, chegou a trabalhar e se virar sozinha, até voltar à família; um primo de 2º grau que foi levado ainda criancinha, por ser filho bastardo, concebido fora do casamento. Vale lembrar do filme "Bicho de Sete Cabeças", sobre o mesmo tema e também excelente.

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Rouselise de Queiroz em 01/11/2013 - 19h54 comentou:

Aqui em MG tínhamos também o Hospital Serra Verde. Horrível também, lá eram internadas mulheres rejeitadas pelos pais, por causa da rebeldia e mulheres homossexuais. Eu cheguei a visitar algumas vezes uma paciente nesse hospital e ela contava o que acontecia lá. Esta paciente ficou internada por 14 anos lá. Ela foi retirada de lá por uma parenta, mas não viveu muito tempo. Hospital dos horrores!

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Bruno Mendrot em 01/11/2013 - 21h29 comentou:

Já tinha lido o livro da Arbex, e me revoltado com o tema. Mas não tinha visto o documentário ainda. Muito interessante o seu comentário sobre as prisões ou os Centros de Detenções ocuparem o espaço dos manicômios. Deposito humano. É inaceitável tratarmos assim as pessoas que não se enquadram nesta insana sociedade. Debates como esse que a Arbex levanta em seu livro não deve se aquietar nunca.

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Uma vítima de 2009 em 02/11/2013 - 04h40 comentou:

Morena, ainda hoje fazem isso. Os hospitais psiquiátricos que ainda restam (para tender viciados principalmente), funcionando pelo sistema privado, mas atendendo SUS tbm, internam pessoas unicamente pelo fato da família assim querer. Ocorre por questões de herança, onde a família tenta comprovar que o "herdeiro" é incapaz. A diferença é que hj em dia, pela lei o prazo máximo é de 12 dias de internação, se ñ me engano. Daí existe um rodízio, ou seja, a vítima é retirada daquele hospital (quando o prazo expira) e internada em outro. A família, nestes casos, alega que a pessoa é violenta, agressiva, etc. e o que vale para a equipe médica é o relato dos familiares (não há quem consiga retirar o internado do local, defendendo sua sanidade!). Quando o herdeiro tem posses e a família é postiça por exemplo, tentam interditá-lo para ficar como tutores de todo patrimônio. Outra coisa horrível é a medicação (lobotomia) assim que o paciente dá entrada, sendo que o médico deixa prescrito, sem nem ao menso ver e ouvir o "louco". Aconteceu comigo, meu ex-marido não conseguiu me tirar (não casamos no papel), amigos contrataram advogado que ñ conseguiu me ver. O ministério público concluiu que não havia nenhuma irregularidade na minha internação, considerando os "testemunhos" dos meus "familiares", sendo que essa "conclusão" veio meses após minha liberdade (tarde demais né?). Fui internada no hospital espírita pelo IPÊ, cuja diária repassada ao hospital era em torno de 600,00 reais. Se não fosse pelo barulho dos meus amigos, conhecido e ex-marido, iriam me internar na clínica São José (o médico residia nesta clínica tbm, e já estava se articulando com a minha família – $$$). Foi horrível! Nunca acredite nas equipes de saúde que trabalham nestas clínicas: eles sim são loucos (médicos, assistente social, enfermeiro, psiquiatra, psicólogos, etc.).

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Talenr em 02/11/2013 - 19h48 comentou:

A responsabilidade dos profissionais , sejam médicos, psicólogos, enfermeiros etc…, todos pagos pelo Estado , precisa ser objeto de investigação e a punição adequada precisa ser efetuada. Ha algum movimento para que isto ocorra? Se não, para que serve a informação? O Brasil teve vários médicos, entre eles Amílcar Lobo Lobo, atuando nos porões da ditadura. Lobo foi um dos pouquíssimos que teve seu registro profissional cassado pelo Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro e isto apenas em 1988 – 18 anos depois de sua atuação nos porões de tortura. Estes profissionais de saúde envolvidos, afinal , foram e são os maiores responsáveis por este tipo de atrocidade. Enquanto não houver punição aos profissionais cúmplices não ha como se dizer que ha como prevenir que tais abusos ocorram. Juramento de Hipócrates não vale nada ainda no Brasil? "Aplicarei os regimes para o bem do doente segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar dano ou mal a alguém" . Sem ética e sem punições adequadas nada muda, certamente.
Se faz necessário punir os responsáveis sim. Ética medica parece ainda ser assunto sem importância no Brasil.

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Eloá Teles de Souza em 03/11/2013 - 00h03 comentou:

Felicidade realmente foi embora!

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Reinaldo Reis em 03/11/2013 - 15h25 comentou:

Barbacena é aqui e agora. O sbt denunciou o hospital psiquiátrico de Sorocaba onde morreram mais de 250 pacientes em 3 anos. O que aconteceu? A justiça se omite? O hospital assim como os outros da região era do secretário de saúde do município que foi preso por desvio de verbas do SUS. Deste jeito a história neste país sempre se repetirá e sempre pior.

Responder

alex em 03/11/2013 - 15h34 comentou:

Cynara, boa tarde. Como vai? Desculpe misturar os temas. Mas não achei lugar para postá-lo.
Acho que esta brasileira mereceria um espaço aqui no Socialista Morena

Giovanna Balogh – Folha.com
Maior doadora de leite materno do Brasil processa Danilo Gentili após piada

Michele e o marido rodam 80 km para levar o leite até o Hospital e Maternidade Jesus Nazareno, em Caruaru.
Conhecida por ser a maior doadora de leite humano do Brasil, a técnica de enfermagem Michele Rafaela Maximino, 31, entrou na semana passada com uma ação de ressarcimento por danos morais contra o humorista Danilo Gentili, do programa “Agora é Tarde”, da Rede Bandeirantes.

No programa do último dia 3, o comediante fez piadas em rede nacional utilizando uma foto dela sem autorização. Gentili chegou a comparar Michele com o ator pornô Kid Bengala. “Em termos de doação de leite, ela está quase alcançando o Kid Bengala.”

Ao ser exibida a foto de Michele no programa no momento em que ela fazia a ordenha para doar o leite, o comentarista Marcelo Mansfield, colega de palco de Gentili, ainda afirmou que não era uma “espanhola, mas uma América Latina inteira”.
Michele, moradora da pequena cidade de Quipapá, na zona da mata de Pernambuco, diz que pretende parar de doar leite pois se sente humilhada. “As pessoas nas ruas têm me chamado de vaca, vaca do Gentili. Parabenizar pelo meu ato, ninguém faz, mas xingar é o que mais acontece nas ruas depois da piada na TV”, reclama.

Segundo Michele, que conseguia retirar até dois litros de leite por dia, a repercussão negativa prejudicou até a sua produção de leite. Atualmente, ela conta que consegue retirar apenas 600 mls por dia. Ela já chegou a doar mais de 351,8 litros para unidades de saúde.
Michele é mãe de duas crianças – Gabriel, 3, e Mariana, 1 ano e quatro meses – e doa o seu leite desde que a caçula tinha apenas sete meses. Ela conta que Mariana ainda é alimentada por ela que diariamente estereliza os potes, faz a ordenha e congela o leite para fazer a doação.

Ela e o marido ainda rodam 80 km para levar o leite até o Hospital e Maternidade Jesus Nazareno, em Caruaru. “É um ato de amor para salvar outras vidas”, comenta Michele. A filha dela também nasceu prematura e foi aí que ela descobriu a importância da doação de leite humano.
http://jornalggn.com.br/blog/implacavel/humorista

Responder

Paulo Cezar Soares em 03/11/2013 - 19h04 comentou:

A reputação do Hospital Colônia de Barbacena sempre foi muito ruim. Quando a própria família não tem sensibilidade e paciência para determinados tipos de problemas, internam seus entes queridos numa iinstituição qualquer e não aparecem mais. Ou vão uma vez por ano. Os internos ficam entregues à própria sorte. E aí ocorrem cenas tristes, constrangedoras.
Não vi o documentário que, pelos simples fato de ser citado por você, já sei que é bom. E também ainda não tive a oportunidade de ler o livro. Mas vou providenciar um exemplar.

Responder

    morenasol em 03/11/2013 - 19h59 comentou:

    paulo cezar, o documentário tá linkado na íntegra, é só clicar pra ver 😉

marcos palo em 04/11/2013 - 13h28 comentou:

sou natural de Barbacena, mas não nasci a época dos fatos. Meus pais contam muitas histórias do Colônia.
Contam que era comum como ameaça a comportamentos inadequados o envio da pessoa para o Colônia, mais conhecido pelos mais simples apenas como "Colonha".
Mancha triste para a cidade e todo o país.

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    João Paulo em 05/11/2013 - 15h49 comentou:

    Até hoje Barbacena sofre com essa notoriedade de ''cidade dos loucos''. Eu estava em Mariana num restaurante e alguém me disse que Barbacena é a cidade dos loucos. Respondi que os loucos iam para lá, de outras cidades, inclusive de Mariana, e citei o caso do Fanci caiau. Ele sofria dislexia, mas lá em Mariana entenderam que era louco e o internaram em Barbacena. O sujeito me disse que o Fanci não era normal. Quando ia responder alguém chamou o sujeito e a nossa conversa se interrompeu.

Fabi de floripa em 04/11/2013 - 16h41 comentou:

Nossa que loucura estou assustada.

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Ricardo Lima em 05/11/2013 - 00h44 comentou:

Fugindo do tema…fiquei muito satisfeito, ainda com mais apreço pelo seu trabalho, ao saber que você foi a responsável pela indicação do Leandro Fortes à Carta Capital…

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Marcelo Ishikawa em 05/11/2013 - 04h42 comentou:

Lendo essa reportagem lembrei da matéria que o Goulart de Andrade fez no Juqueri (87/88),a situação parecia idêntica. http://www.youtube.com/watch?v=Z8Gvk1n8wtc

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Leonardo Galdino em 07/11/2013 - 13h30 comentou:

"Leiam o livro e vejam o filme de Helvécio Ratton. Para se dar conta, como ele costuma dizer, “do que os seres humanos são capazes de fazer com outros seres humanos”'.

Algum documentário sobre o que os seres humanos dos regimes comunistas foram capazes de fazer com outros seres humanos?

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Enio Roberto Vieira em 14/12/2013 - 21h10 comentou:

O pior é que os verdadeiros responsáveis, não foram punidos.

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