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UPDATE URGENTE: este Dia do Índio NÃO passará em branco

UPDATE URGENTE: acabo de receber a notícia que a presidenta Dilma Rousseff vai anunciar a homologação de três terras indígenas e concurso público para a FUNAI! Vitória! Leia detalhes aqui. 19/04/2003 – O CIMI (Conselho Indigenista Missionário) critica o presidente Lula por não tomar posição sobre a questão indígena. 19/04/2004 – Lula homologa oito áreas […]

Cynara Menezes
17 de abril de 2015, 22h53

(O cacique Raoni na Câmara dos Deputados. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

UPDATE URGENTE: acabo de receber a notícia que a presidenta Dilma Rousseff vai anunciar a homologação de três terras indígenas e concurso público para a FUNAI! Vitória! Leia detalhes aqui.

19/04/2003 – O CIMI (Conselho Indigenista Missionário) critica o presidente Lula por não tomar posição sobre a questão indígena.

19/04/2004 – Lula homologa oito áreas indígenas.

19/04/2005 – Lula recebe os índios no Palácio do Planalto. Havia homologado na semana anterior a reserva Raposa Serra do Sol e homologou mais cinco terras no Dia do Índio.

19/04/2006 – Lula visita área indígena no Rio Grande do Sul para inaugurar uma rádio comunitária.

19/04/2007 – Nada.

19/04/2008 – Lula recebe lideranças indígenas no Planalto.

19/04/2009 – Nada.

19/04/2010 – Em Roraima, Lula festeja um ano da homologação da reserva Raposa Serra do Sol ao lado de lideranças indígenas.

19/04/2011 – Dilma homologa a demarcação de três terras indígenas.

19/04/2012 – Nada.

19/04/2013 – Homologa uma terra indígena.

19/04/2014 – Nada.

Este é um balanço do Dia do Índio durante os governos dos petistas Lula e Dilma Rousseff. A impressão que fica é que o interesse pela causa indígena já foi muito maior. Como se os índios estivessem menos ameaçados hoje do que quando Lula foi eleito pela primeira vez, em 2002… Tristeza.

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Segundo as lideranças que chefiaram os cerca de 1500 indígenas que ocuparam a Esplanada dos Ministérios esta semana, há 14 processos de demarcação de terras parados na mesa da presidenta aguardando apenas sua assinatura. Outros sete repousam no gabinete do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, à espera da portaria declaratória (autorização para serem demarcadas fisicamente, com a materialização dos marcos e georreferenciamento).

Na quarta-feira 15, um grupo de indígenas esteve no Palácio do Planalto com o ministro da Secretaria-Geral, Miguel Rossetto, para cobrar o cumprimento das promessas feitas aos índios por Dilma durante a campanha: entre outras coisas, avançar na demarcação das terras e fortalecer a combalida FUNAI (Fundação Nacional do Índio). Diante de Rossetto, a índia Ceiça Pitaguary lembrou que, em 11 anos de acampamento na Esplanada, nunca foi vista uma faixa contra o governo.

“Não tem nenhuma faixa de ‘fora Dilma’ aqui. Nós não estamos lutando para tirar a presidente. Os índios não estavam presentes em nenhum movimento contra o governo, mas foram os únicos que não pediram ‘fora Dilma’ a não ser recebidos por ela”, criticou Ceiça. “O movimento foi bom, em termos de organização, de visibilidade. Mas vamos embora com a frustração de não termos sido recebidos pela presidenta e sem o compromisso dela de que irá homologar as terras que estão em cima de sua mesa.”

O cacique Raoni fez um discurso em Jê no plenário da Câmara dos Deputados na sessão solene, traduzido ao português pelo Caiapó Bemoro, contra a famigerada PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 215, que pretende tirar do Executivo a prerrogativa das demarcações de terras. “Aqui moravam os nossos ancestrais. Essa terra era dos nossos ancestrais. O Brasil foi invadido, e os brancos chegaram aqui acabando com nossas riquezas, estão matando todos os animais e estão acabando com nossa terra. Para que aprovar essa PEC?”, questionou. Os índios dançaram e cantaram no plenário, mas, após deixarem a Casa, os assentos dos parlamentares foram higienizados com álcool. A cara do “respeito” que os líderes da Câmara dedicam à causa indígena.

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(Foto: Lula Marques)

O cacique Aritana, dos Yawalapiti, se disse satisfeito. “É a primeira vez que estou vendo isso, os deputados falaram muito bem dos índios. Estou voltando contente para passar as notícias ao meu povo”, afirmou. Perguntei se tinha ouvido alguma promessa positiva de alguém importante. “Eu não conheço ninguém”, admitiu. Na verdade, na sessão plenária, faltaram os principais interessados na PEC, os ruralistas. Na defesa dos índios só havia deputados de esquerda.

“Nós não queremos essa PEC. Ela é uma cobra grande. Vamos matar a cobra. Vamos matar a cobra antes que ela cresça. Vamos matar, vamos enterrar e vamos queimar essa cobra grande, para não nascer mais a raiz. Não pode engavetar, porque depois vem de novo”, declarou o líder indígena Davi Kopenawa Yanomami.

E Dilma, será que vai lembrar do Dia do Índio este ano? Apurei que a Funai sugeriu à presidenta que homologasse pelo menos quatro das terras que se encontram paradas em sua mesa. Só depende dela fazer algo para se livrar da pecha de presidente que menos demarcou desde a volta da democracia.

UPDATE URGENTE:  acabo de receber a notícia que a presidenta Dilma Rousseff vai anunciar a homologação de três terras indígenas e concurso público para a FUNAI! Vitória! Leia detalhes aqui.

 


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