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Qual a diferença entre crack e cocaína? A classe social de quem consome

A iniciativa da prefeitura de São Paulo de experimentar outra abordagem contra o crack, hospedando em hotéis e pagando 15 reais por dia a viciados para que varram ruas me deixou muito otimista. É hora de os governantes brasileiros passarem a combater as drogas de maneira menos hipócrita e higienista –como fazem o PSDB e […]

A fórmula da cocaína e a do crack: praticamente idênticos. Fonte: Alternet
Cynara Menezes
21 de janeiro de 2014, 17h26

A iniciativa da prefeitura de São Paulo de experimentar outra abordagem contra o crack, hospedando em hotéis e pagando 15 reais por dia a viciados para que varram ruas me deixou muito otimista. É hora de os governantes brasileiros passarem a combater as drogas de maneira menos hipócrita e higienista –como fazem o PSDB e o DEM, que sempre preferiram simplesmente expulsar os viciados do centro ou interná-los em instituições mentais, para bem longe da vista dos “cidadãos de bem”. Obviamente os obtusos da direita (pleonasmo?) já atacaram a ideia do prefeito Fernando Haddad. Para que tentar dar uma chance a essas pessoas se é possível varrê-las para debaixo do tapete? “Pessoas? E usuário de crack é gente?”, perguntam-se os defensores dos “humanos direitos”.

Os histéricos da droga normalmente preferem nem se informar a fundo sobre o assunto, como se a mera proximidade com estudos científicos os contaminasse. Mas como a guerra às drogas que inventaram resultou apenas em crime, degradação e violência, outro tipo de pensamento começa a se impor no mundo. Não é à toa que países como Uruguai e mesmo os EUA mudaram sua visão em relação à maconha. Os EUA, aliás, estão cada vez mais liberais com a cannabis, como demonstra uma pesquisa divulgada no início do mês: hoje em dia, 55% dos norte-americanos aprovam a legalização da maconha. E só 35% deles acham que fumar baseados é “moralmente condenável” (veja aqui). Exatamente o oposto da direita ignorante (pleonasmo?) brasileira, que se recusa a aceitar a falência de seu modelo arcaico na solução de dilemas contemporâneos.

Um fato pouco divulgado sobre o crack é que ele não é uma droga tão diferente das outras, tão mais viciante que as demais. Sabia? Na verdade, existe bem pouca diferença entre o crack e a cocaína, quimicamente falando. A única diferença é a remoção do cloridrato, o que torna possível fumá-lo. É como se a cocaína fosse açúcar refinado, e o crack, rapadura. O que torna o crack mais potente é a forma de consumi-lo: fumar leva a droga rapidamente aos pulmões, fazendo com que o efeito seja mais rápido e mais intenso do que cheirar pó (veja mais mitos sobre o crack aqui). Para piorar, a pedra de crack é barata –custa 10 reais, enquanto o grama de cocaína é vendido a 50 reais. Ou seja, o crack, ao contrário da cocaína, é acessível aos miseráveis.

Saber disso nos abre os olhos a uma problemática fundamental em relação ao crack, que é a vulnerabilidade social de quem está exposto à droga morando nas ruas. É exatamente este aspecto que a prefeitura de SP pretende combater ao tentar reintegrar o viciado à sociedade, dando-lhe perspectivas. Sem oferecer-lhes perspectiva de futuro, esperança, não adianta desintoxicá-los. Ao sair da clínica, eles voltam para o vício, até porque, vivendo à margem, não têm mais o que fazer. Enquanto isso, os cocainômanos e viciados em crack das classes mais abastadas são enviados ao rehab, às clínica chiques, e a gente nem sequer chega a tomar conhecimento deles. Quem está na rua, não, “incomoda”, integra a “gente diferenciada” para a qual muitos torcem o nariz e têm medo.

Dois anos atrás, o ator Charlie Sheen, bem conhecido de todos como o “doidão” de Hollywood, causou polêmica nos EUA ao declarar em uma entrevista que alguns amigos seus usam crack “socialmente”, assim como fazem tantos endinheirados com a cocaína. Parece absurdo? Não é. A partir das declarações de Sheen, a jornalista Maia Szalavitz, da revista Time, escreveu um artigo demonstrando que somente 15 a 20% das pessoas que experimentam crack ficam viciados. Mais: que 75,6% dos que provaram crack entre 2004 e 2006 tinham abandonado o cachimbo dois anos depois; outros 15% passaram a usar ocasionalmente; e só 9,2% ficaram viciadas.

Uma realidade bem distante do que pensávamos pouco tempo atrás, quando se costumava dizer que basta uma baforada para a pessoa ficar viciada. É possível, sim, entrar no crack e sair. Assustar os jovens em relação às drogas pode ser eficiente, mas eu acho que é muito mais importante dizer a verdade, conscientizá-los com base na ciência. “O crack não é mais tóxico que a cocaína. O que acontece é: quem toma crack? Os negros mais ferrados dos EUA. Os adolescentes com menos perspectivas profissionais”, defende um dos maiores especialistas do mundo em drogas, o espanhol Antonio Escohotado. No Brasil é a mesma coisa. Embora atinja várias classes sociais, o vício em crack é devastador sobretudo para os jovens e adultos em situação de rua.

Quanto mais leio e me informo, mais fico convencida de que não existem drogas “perigosas”. Todas elas são e não são ao mesmo tempo. O que existe é a pessoa por trás da droga e a circunstância em que vive. Se o ser humano que busca as drogas está em condição de risco –psicológico ou econômico– obviamente estará mais sujeito à adicção. Assim é com tudo que entra pela boca do homem: comida, álcool, remédios ou drogas ilícitas. A droga jamais pode estar relacionada à fuga da realidade, mas às experiências sensoriais. Quem vive na rua, dormindo na calçada ou em buracos, com certeza não está usando a droga “recreativamente”.

Se não fôssemos dominados por um pensamento tacanho e estivéssemos usando, como em muitos países civilizados, a maconha com fins terapêuticos (a exemplo dos EUA, que a direita brasileira adora macaquear, mas não nas iniciativas boas), a próxima etapa do programa da prefeitura de São Paulo deveria ser ministrar baseados como política de redução de danos do vício em crack. Vários estudos científicos comprovam que fumar maconha diminui a “fissura” entre viciados que desejam deixar a pedra, ajuda na hora de enfrentar a síndrome de abstinência. É uma possibilidade no tratamento. Os hipócritas iriam permitir? Imagina. Interessa a eles, de certa forma, que existam viciados em crack perambulando pelas ruas para que seu irracional discurso anti-drogas e anti-crime continue a ter eficiência sobre os incautos.

UPDATE: Clique aqui para assistir o quadrinho online Ratolândia, de Stuart McMillen, onde ele conta a história de duas experiências com ratos de laboratório. Será que a dependência é causada pela mera exposição às drogas? Imperdível, recomendo fortemente.


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Ari Silveira em 21/01/2014 - 18h37 comentou:

Só não concordo com o uso indiscriminado de "higienista" no sentido de "eugenista". O higienismo em si não tem relação com ódio, segregação, discriminação, preconceito e remoções de pessoas. Isso é uma deturpação que existiu no Brasil, talvez como herança do então recente passado escravocrata. O higienismo prega a manutenção de condições de salubridade nas cidades. A política de Haddad, portanto, é higienista, no bom sentido. Já a dos demotucanos é de um higienismo deturpado, eugenista.

Responder

Ana em 21/01/2014 - 18h44 comentou:

O Brasil não é um país civilizado? O que seria um país civilizado? Me admira você com esse discurso direita-classe-media-sofre.

Responder

    morenasol em 21/01/2014 - 18h51 comentou:

    não, o brasil não é um país civilizado ainda. matamos gays, perseguimos pobres no shopping, não discutimos a droga com franqueza… caminho longo até a civilidade

    paulo em 21/01/2014 - 19h03 comentou:

    Seguindo seu raciocinio, não existe no mundo país civilizado.

    morenasol em 21/01/2014 - 19h12 comentou:

    é, existem bem poucos mesmo. os EUA, quando mudam de posição diante da maconha, por exemplo, se civilizam mais, mas se descivilizam quando espionam gente e mantêm presos sem julgamento em guantánamo. alguns países da europa são civilizados e, aqui do lado, o uruguai é bastante civilizado

    Ivan em 21/01/2014 - 22h57 comentou:

    Pessoal, cuidado com o perigoso e sempre tentador verbete "civilizado" e suas deformações "civilizador", "civilizatório".

    ci·vi·li·za·do
    (particípio de civilizar)
    adjectivo
    1. Que se acha em estado de civilização.
    2. Urbano, cortês.

    ci·vi·li·zar – Conjugar
    (civil + -izar)
    verbo transitivo
    1. Fazer sair do estado de barbaria.
    2. Melhorar, sob o ponto de vista intelectual, moral e industrial.
    3. Tornar civil, cortês, polido.

    Viajando por aí, já encontrei bastantes pessoas polidas, educadas e de trato cortês, vivendo fora dos padrões definidos pelas urbanizações pós-século XIX.

    Flávio Alimandro em 22/01/2014 - 17h58 comentou:

    -Matamos Gays? e desde quando matar gays é pior que matar heteros? 50 mil mortes por ano minha nega!! mais uma das fraudes intelectuais da esquerda!

    -Shoppings de periferia e subúrbios são frequentados por pessoas da periferia e dos subúrbios, que lá levam suas famílias, jovens e adultos que se deslocar para esses locais para trabalhar, consumir e se divertir…tudo sem problemas, e isso ocorre ha anos!!!

    -Um certo Senhor odiado pelas esquerdas discute as drogas, um tal de FHC…

    Larissa em 23/01/2014 - 15h46 comentou:

    Querido, você já ouviu falar em alguém ser assassinado por ser hétero?

    João Paulo Pimenta em 23/01/2014 - 17h19 comentou:

    Seria o mesmo FHC que só passou a discutir o assunto depois que deixou a presidência??? Meter a boca no trombone quando se está na parte de baixo do palanque é fácil!!!

    Polly em 23/01/2014 - 15h52 comentou:

    Também achei o uso do termo "civilizado" extremamente inadequado. Não me admira, pois, se examinarmos bem o nosso currículo intelectual (passando por nomes como Caio Prado Jr. e Freyre), que usam e abusam de conceitos como "civilizações primitivas/civilizações atrasadas", isso é nada mais do que os ecos destes pensamentos que, no fundo, escondem preconceitos (classe/raça e/ou etnia/gênero) entre os povos, reforçando o que o darwinismo social ( tão atacado hoje ) já dizia; esses pensamentos só se reconfiguram em mais e mais equívocos quando insistimos em usar expressões como "países mais civilizados". Percebi perfeitamente a intenção do uso "civilizado" no texto, mas discordo radicalmente de seu uso devido às ideologias já apontados.

    Polly em 25/01/2014 - 02h50 comentou:

    *Errata: apontadas e não apontados.

jorge em 21/01/2014 - 18h53 comentou:

e eu lá vou discutir com socialista ignorante? To fora. Por mim, que chafurdem na ignorancia. xau.

Responder

    morenasol em 21/01/2014 - 19h14 comentou:

    você nem lê e nós que somos ignorantes? ; )

João em 21/01/2014 - 19h18 comentou:

Reportagem sacana da Fôlha de S. Paulo em um programa que é exibido todos os domingos na tv cultura aqui de São Paulo. No programa a reportagem procurou mostrar as pessoas usando, em seus barracos de lona, enquanto respondiam as perguntas do repórter e a Câmera focalizando tudo, em detalhes, as pessoas chapadas. As mesmas pessoas que, em sua maioria, iriam aderir ao "Programa de braços abertos" da Prefeitura. Dando a entender que o Programa estava fadado ao fracasso, porque não vai demorar, e elas retornarão ao convivio das drogas. Ou seja, aquelas pessoas não vai demorar e vão voltar ao seu "habitat natural". Reportagem tendenciosa, induzindo a quem estava assistindo que aquilo era pura perda de tempo.

Responder

    morenasol em 21/01/2014 - 20h54 comentou:

    eu gostei da reportagem do TV folha

tricolor em 21/01/2014 - 19h24 comentou:

Cara blogueira, concordo com o seu texto. Não sou uma pessoa que não aceita dialogar e você colocou questões importantes e ocultas. Só que admitamos: é muita fraqueza, no caso das classes mais ricas, usar qualquer droga. Ou seja, um merda. Já sofri buylling por não ter um dedo da mão (de nascença) e nunca entrei em depressão a ponto de querer usar drogas. Fora que depois não quero nenhuma mãe me pedindo ajuda porque o filho é drogado, peça ajuda a quem acha que tem pouco risco na droga. Lógico que nem todo mundo é viciado, mas é um puta risco, não sejamos idiotas.

Responder

    Paulo em 22/01/2014 - 11h04 comentou:

    mas ela disse no texto que as pessoas em perigo psicológico "podem" ter a tendência para utilizarem e se tornarem viciados!

    Ricardo G. Ramos em 22/01/2014 - 16h16 comentou:

    Você, Tricolor, como nosso querido Lula, é um sem-dedo. Mas isso não, nem sua mãe, deveria causar-lhe desconforto. Lute contra as adversidades da vida. Tem razão, não sejamos idiotas.

    Jaqueline em 28/01/2014 - 15h35 comentou:

    Realmente, é burrice não só pra quem se encontra em classe social privilegiada, como tbm para os pobres. Mas ninguém deve julgar quem, num determinado momento da vida, optou por se drogar. Ninguém, a não ser a própria pessoa sabe a dificuldade (econômica/psicológica) que teve de enfrentar ou enfrenta. Além do mais, ninguém pode determinar se tal pessoa tem condições de passar por um tormento sem a necessidade de fuga. Cada um enfrenta a dificuldade da forma que dá conta.

Vitor em 21/01/2014 - 19h24 comentou:

A direita adora "macaquear" os EUA… Falou a Esquerdista Way of Life… Kkkkkkkk

Responder

    morenasol em 21/01/2014 - 19h28 comentou:

    você já ouviu falar em ironia? ah, desculpe, esqueci que direitista não lê

    Vitor em 21/01/2014 - 21h50 comentou:

    Ironia, né? Sei… Aposto que vc acha a expressão "cool" e usa a ironia como desculpa… Mas beleza, engane quem vc quiser…

Eduardo M. em 21/01/2014 - 19h55 comentou:

Parabéns pelo texto, autora.
Infelizmente, há uma anti-cultura fossilizada no Brasil que procura mascarar a ciência com achismos ideológicos, estes que além de ineficientes (por não propor soluções socialmente efetivas de fato) são carregados de grande desrespeito "moralista".
Porém, enquadro-me na parcela otimista da população, acredito que com um avanço na educação (mesmo que extremamente duvidoso, demorado e pautado na informação desenfreada), existe a possibilidade de uma transformação (cuja é contínua) qualitativamente positiva. Todavia, tal progresso apenas se consolidará com uma revisão da educação pautada no aluno, no professor e no modelo que sustenta economicamente a educação.
Abraço 😉

Responder

Rodrigo em 21/01/2014 - 20h01 comentou:

Por que que tudo pra vc é uma questão de esquerda ou direita (e ainda inclui o PSDB nisso)? O próprio FHC é um dos que levanta a bandeira a favor da legalização. Não vi nenhum PTista (esquerdista?) fazer o mesmo.
E outra, quem é contra as drogas no Brasil não é quem vc gosta de rotular esquerda/direira, mas sim o pessoal evangélico, em sua maioria.
O texto é bom, mas peca pelas razões que citei. Diminua esse rancor, na boa.

Responder

    morenasol em 21/01/2014 - 20h11 comentou:

    rancor algum. fatos: "PSDB teme custo eleitoral de fala de FHC em relação à maconha – Descriminalização da droga, defendida por ex-presidente em filme, contraria opinião de líderes tucanos como Serra. Sigla tentará mostrar que bandeira é pessoal"
    está aqui, matéria da folha: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po03062011
    ah, sim, o deputado paulo teixeira, do PT de são paulo, é autor de um projeto em favor da descriminalização da maconha

    Eduardo Oliveira em 21/01/2014 - 20h41 comentou:

    E os líderes do PT, defendem a descriminalização da droga? Nunca vi. Também temem o custo eleitoral?

    morenasol em 21/01/2014 - 20h45 comentou:

    paulo teixeira era líder do PT até outro dia

    Andre Corsi em 22/01/2014 - 12h50 comentou:

    Concordo com o cara de cima. O PT MORRE DE MEDO dos evangélicos, e por isso NÃO assume nenhuma posição clara pela descriminalização das drogas. Foi assim também com relação ao aborto e aos grupos LGBT. Foi-se o tempo que o PT levantava bandeiras e "comprava brigas"!

    Rodrigo Gomes em 22/01/2014 - 15h29 comentou:

    Quantos anos vocês PTistas estão no poder mesmo? Quantos debates tivemos sobre esse assunto?

    Rodrigo em 23/01/2014 - 19h25 comentou:

    Interessante. Me parece que a opinião do PT (Paulo Teixeira), é diferente da do PT (Partido dos trabalhadores). Assim como FHC e PSDB…
    Folha, 17/04/2011: "Na contramão do que prega o governo Dilma Rousseff, o líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira (SP), defende a liberação do plantio de …"
    De qq forma, o ponto central pra mim é esse foco maniqueísta esquerda x direita. Acho que isso empobrece a discussão com um viés de enfrentamento.
    Eu por exemplo, devo votar num partido mais à direita que o PT (PSB?!) e sou a favor de liberação das drogas, como também da iniciativa exposta no seu texto.
    Peace e amor!

Antonio Morais em 21/01/2014 - 20h19 comentou:

Eu acho que vai ter a política de redução de danos no programa da prefeitura de SP. Um dos envolvidos no programa é o Dr Dartiu Xavier ( analista junguiano) que é a favor do uso de maconha para aliviar a abstinência.
Estou torcendo muito para dar certo tanto o programa em SP quanto a nova política sobre as drogas no Uruguai.
Parabéns pelo ótimo blog.

Responder

Eduardo Oliveira em 21/01/2014 - 20h39 comentou:

Cynara, quem escreveu a seguinte frase entre aspas em seu texto?
“Pessoas? E usuário de crack é gente?"
Pergunto porque vi vários artigos criticando as medidas adotadas pelo Prefeito Haddad e nenhum foi tão infantil. Houve argumentos importantes que vc não rebateu neste texto.
Assim, fica a pergunta: a frase que vc colocou para representar o pensamento da direita foi proferida por alguma autoridade, um jornalista em artigo, ou foi comentário de blog ou tweet anônimo?

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jeff keese em 21/01/2014 - 20h41 comentou:

…uma luta pela informação, e este artigo é uma bela arma contra a desinformação! bravo!

Responder

Angelo em 21/01/2014 - 20h43 comentou:

O crack vendido nas ruas do Brasil não é só cocaína sem o cloridrato. Esse literalismo que vc usa pra defender sua "tese" é desonestidade intelectual. O crack é misturado a diversos solventes, gasolina, querosene… tá mais perto do Oxi do que do crack que foi criado nos anos 80. Sou a favor da liberação, não só da maconha, mas de drogas como a cocaína, o LSD, o Ecstasy, o haxixe… O Estado não pode punir o cidadão por fazer mal a si mesmo, além disso o custo social e financeiro da ilegalidade (tráfico, violência etc.) é muito maior que o impacto que a legalidade causaria no sistema de saúde. Sem falar que o usuário estaria levando droga sem esses aditivos que os traficantes usam pra fazer a droga render e que são muito mais prejudiciais a saúde que a própria droga. E vamos ser sinceros: qualquer pessoa tem acesso a qualquer tipo de droga no Brasil, bastam saber procurar.

Responder

    morenasol em 21/01/2014 - 20h56 comentou:

    ironia apenas. mas vi coisas patéticas do nível "bolsa crack". você não viu?

    Cristian em 22/01/2014 - 15h15 comentou:

    Não é ironia da parte dela, apenas uma desonestidade intelectual para generalizar qualquer tipo de pessoas que tenha uma opinião contrária à dela. Veja quando ela escreve "obtusos da direita (pleonasmo?)". Se passa por ironia, mas na verdade faz parte deste jogo sujo. Como quando ela diz que "ah, desculpe, esqueci que direitista não lê". Falsas generalizações atrás da outra. quando na verdade qualquer pessoa normal que converse ou debata com direitistas e esquerdistas no dia a dia sabe que estes últimos tem muita mais tendência a serem obtusos até as últimas consequências, de visão estreita, anti-científicos e só terem lido literatura que defende seu viés ideológico.

    morenasol em 22/01/2014 - 12h43 comentou:

    “a diferença entre a cocaína em pó e o crack é apenas a forma de uso, mas o princípio ativo é o mesmo”, diz QUÍMICO http://www.depquimicaesociedade.com.br/index.php/

    Angelo em 22/01/2014 - 20h12 comentou:

    E a cocaína vendida pelos traficantes é purinha, nem tem pó royal…
    Qualquer pesquisa na wikipedia leva essa informação que você postou. Mas o crack efetivamente vendido nas ruas é bem diferente da "receita original"! Alienação da zorra…

    morenasol em 23/01/2014 - 22h38 comentou:

    e qual a diferença que o pó royal vai fazer ao não ser malhar no peso? êêê raciocíniozinhozinhozinho

Rogério em 21/01/2014 - 21h03 comentou:

Cocaína e Crack não parecem tão iguais, seria o mesmo quer dizer que água destilada e água do mar são equivalentes. A cocaína é uma substância pura com ponto de fusão e de ebulição definidos, por isso é mais cara, seu processo de purificação a encarece. O Crack parece mais um resíduo de fabricação que contém um percentual do produto principal e mais uma serie de subprodutos indesejados, sem esse processo de purificação fica mais barato. O exemplo do açúcar refinado e da rapadura é interessante, porém a rapadura é um intermediário e não um resíduo, como o vinhoto (esse sim lembra o Crack).

Responder

    morenasol em 22/01/2014 - 12h44 comentou:

    “a diferença entre a cocaína em pó e o crack é apenas a forma de uso, mas o princípio ativo é o mesmo”, diz QUÍMICO http://www.depquimicaesociedade.com.br/index.php/

    Rogério em 23/01/2014 - 14h28 comentou:

    O problema não é o principio ativo, é quantidade de impurezas que vem com ele, cocaína é o nome de uma substância pura. Crack é uma mistura que contém cocaína e sabe lá mais o quê, esse é o problema. Acetona é um dos insumos na produção de cocaína e é um depressivo e ainda tem ácido clorídrico, soda caustica, carbonato de sódio e muitas outras coisas nocivas que podem estar dentro dessa mistura.

Andrea Amorim em 21/01/2014 - 21h09 comentou:

Cy,

Engano seu achar que o crack é barato e é droga de pobre. Em Brasília, moro ao lado de uma boca, detrás da 307 Sul e já vi jovens bem vestidos e conhecidos trocando celulares, eletrônicos pela pedra. O crack já tomou conta de outras classes, infelizmente.
Se entre o crack e a cocaína as diferenças químicas são poucas , a diferença na fissura é muita. Conheço muita gente nessa, pessoas que convivi na infância e hoje são usuárias e choram pra não usar e não conseguem deter a vontade. É triste.
E quando se diz que é barato, também é outra mentira. Uma pedra não satisfaz nenhum dependente. Outro dia teve um assalto no Subway do posto da 307, comandado por usuários. É isso o que acontece. Se não tiver mais como obter a droga, partem para a violência.
Meu filho de doze anos já foi perseguido por um menino, mais ou menos da mesma idade dele, por que tava com um celular na mão. Depois, eu vi este menino na boca.
O que vc acha disso?
Um amigo do meu namorado vive na rua vigiando carro para obter a droga. Morava na Asa Sul e é filho de gente rica.
Não é mais droga de pobre. A diferença que o pobre se expõe e os filhinhos de papai estão em suas casas fumando crack.

Responder

    morenasol em 21/01/2014 - 22h50 comentou:

    querida andrea, como diz o texto, "embora atinja várias classes sociais, o vício em crack é devastador sobretudo para os jovens e adultos em situação de rua". em nenhum momento eu escrevi que rico não usa crack. o que ocorre é que eles vão pro rehab, enquanto o pobre fica na sarjeta. e obviamente quem vive na rua está mais exposto. é vulnerabilidade e exclusão o foco.

Venilson Fonseca em 21/01/2014 - 21h16 comentou:

Concordo com quase tudo. Apenas um reparo ou talvez um mero penduricalho: só acho que as características das pessoas não se limitam a direita = DEM/PSDB, ou ainda direita = retrógrado/hipócrita. Da mesma forma, esquerda não é sinônimo de vanguarda, de tolerância, de inteligência ou quaisquer adjetivos elogiosos. Penso que existem seres humanos que podem ter atitudes e pensamentos que ora pendem para a idiotice e ora para a genialidade, sem que com isso sejam rotulados de direita ou esquerda, pura e simplesmente. Parabéns pelo texto. Um abraço.

Responder

    morenasol em 21/01/2014 - 23h00 comentou:

    venilson, todos os colunistas de direita foram contrários ao programa do haddad. talvez vocês precisassem ser representados por gente de cabeça mais aberta. a direita brasileira é muito carola. abraço

    Venilson Fonseca em 22/01/2014 - 13h44 comentou:

    Os "colunistas de direita", citados por você, não merecem sequer que os leia ou gaste meu tempo com eles, já que são contrários ao PT apenas por questões da pior política e quase nunca por questões ideológicas. Quando você me diz que "vocês precisassem ser representados por gente de cabeça mais aberta", salvo uma interpretação de texto equivocada da minha parte, você quer dizer que faço parte daquilo que seria a "direita brasileira". Se foi isso mesmo, gostaria de dizer que não me sinto representado por ninguém que se diz de "direita" ou de "esquerda" e muito menos representado pelo DEM/PSDB (que abomino) ou o PT (que prefiro manter distância). Os ideais que carrego comigo, baseados na tolerância, na solidariedade, no respeito pelo próximo, e nunca na intolerância, na competição e na barbárie presentes em nossa sociedade, não me torna, automaticamente, de "direita" ou de "esquerda". Considero que transformar o mundo em "direita" e "esquerda" é uma visão limitada, que mais obscurece do que clareia os diversos problemas sociais, como é o caso da droga, tão bem abordada por você. Prefiro achar que as características do mundo moderno, voláteis, instáveis, "líquidas", são bem mais complexas e merecem um cuidado maior. Um grande abraço.

zlfao em 21/01/2014 - 21h24 comentou:

"(…)Para piorar, a pedra de crack é barata –custa 10 reais, enquanto o grama de cocaína é vendido a 50 reais. Ou seja, o crack, ao contrário da cocaína, é acessível aos miseráveis…"
obs: pesquise melhor na suas lojinhas(biqueiras), pedra de crack e o pó é 10 conto é o mesmo preço.

Responder

    morenasol em 21/01/2014 - 23h17 comentou:

    pessoalmente, acho o crack e a cocaína drogas imbecis. não conheço "lojinhas". e você?

Josué Rowstock em 21/01/2014 - 22h08 comentou:

Já fui usuário das duas drogas.Quando morava na rua eu usava crack e quando eu trabalhava eu usava cocaína. É a mesma coisa, contudo a maconha no meu caso foi a porta de saída de todas as drogas, inclusive da bebida alcoólica.Hoje sou escritor, moro em Santa Maria/RS, vou lançar meus livros e trabalho com viés da poesia marginal. Admiro teu trabalho Socialista Morena, quando puderes entre em contato. Um abraço.
Hasta La victoria Siempre!

Responder

djalma em 21/01/2014 - 22h36 comentou:

grama de cocaina 50 reais???aonde isso??rsrsrs
pedra de crack a 10 reais???
ricos e pobres consomem as duas drogas!!!!
cocaina a muito tempo deixou de ser droga apenas de rico.

Responder

    Alex Silva em 23/01/2014 - 21h27 comentou:

    Grama de cocaína a 50 reais foi muito fail. A molecada lá do JD Sao Luiz deve estar milionária pois usa a noite toda. Esses são os entendidos dos pobres, nunca pisaram na periferia, muito menos moraram e arrotam um monte de groselha.

Liz em 21/01/2014 - 22h49 comentou:

Não entendi o porque de você classificar em difeita/esquerda com partidos. Eu não sou de esquerda, nem de direita, sou a favor da legalização, mas acho que o país ainda não tem uma estrutura para isso, que falta discutir muito. Você coloca em discussão no texto pontos relevantes, mas exagera demais nesse esquerdismo/direitismo. Não faz diferença, a oposição de quem está no poder sempre vai arranjar algum defeito em alguma ideia. Te achei com muito ódio, pra nada.

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    morenasol em 21/01/2014 - 23h02 comentou:

    e quando vamos começar a discutir? se depender da direita, nunca. desculpe, mas é assim. basta você ler os colunistas de direita do país. outra coisa: esse papo de "não sou de esquerda nem de direita" pra mim é coisa de tucano

    Canhoto Destro em 21/01/2014 - 23h39 comentou:

    Será mesmo que todo o espectro do pensamento humano pode ser resumido a duas correntes diametralmente opostas? Não seria essa sua última afirmação um atestado de bitola?

    andre em 22/01/2014 - 03h08 comentou:

    pode sim, assim como os jacobinos e girondinos: os de direita defendem o estado mínimo e a manutenção do status quo, esquerda por definição defende programas de equalização da população. bitola é quem fica achando qu epolítico é tudo igual, pra depois votar num collor ou num fhc

    Vitor em 22/01/2014 - 11h29 comentou:

    Pois é… Parece que esses intelectuais de esquerda são obrigados a pensar em pacote… Não se pode nunca ter idéias das duas correntes, só pode ser sempre de uma ou de outra… Ou seja, se vc é a favor da liberação das drogas e das armas, pelo pensamento da autora, vc é tucano, pq possui idéias de esquerda e direita… Quanta babaquice!

    Ramos em 22/01/2014 - 11h51 comentou:

    Se alguém é a favor da descriminalização da maconha, mas é contra o aborto. Esta pessoa é esquerda ou direita?

    Vitor em 22/01/2014 - 17h21 comentou:

    Segundo a Morena é tucano… Kkkkkkkkk
    Me divirto muito aqui!

    Canhoto Destro em 26/01/2014 - 02h17 comentou:

    Pois é, esse pessoal empregado do governo quer convencer o maior número possível de pessoas de que é necessário declarar-se ou de direita ou de esquerda, enfim, polarizar qualquer discussão e mais importante que isso, deixar bem claro que direita = DEM/PSDB.

    Andre Corsi em 22/01/2014 - 13h07 comentou:

    sugiro a leitura de algo sobre "Mentalidade binária", "falácia do falso dilema" e "mente descontínua".

    Ramos em 22/01/2014 - 16h31 comentou:

    realmente a frase dita por napoleão faz sentido: dividir para conquistar

Valerio em 21/01/2014 - 22h50 comentou:

Bom comecei a ler sue texto mas parei pela metade, fala nada com nada, não tem dados concretos, vc apenas da comentarios de outros pessoas e usa como base o USA pais de primeiro mundo com cultura totalmente diferente. Outra coisa que reparei que vc e Petista, pq defender que a Prefeitura pague R$ 15,00 por dia a cada usuário para que varra as ruas e continuem usando suas drogas tranquilamente isso e muita ignorância, isto sim e varrer a sujeira para debaixo do tapete, esta assinando a sentença de morte dos usuários. Vamos ver ate quando nos contribuintes vamos conseguir pagar essa mesada né pq o bolsa familia estamos pagamos a mais de 10 anos.

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    Adson em 22/01/2014 - 00h48 comentou:

    Foi difícil realmente de terminar de ler. Quando ela afirma que quimicamente as drogas são praticamente iguais, meus mestres de química deram um pulo do túmulo. Outro detalhe foi quando ela linkou um site sobre os mitos do crack. Esperava no mínimo um artigo cientifico falando acerca dos mitos e não um site, em inglês, qualquer. E como já citaram acima, fazer a comparação da realidade brasileira com a de outros países como os EUA e o Uruguai é força um pouco. Sobre este assunto, não esperava algo diferente de alguém que se denomina socialista (pleonasmo?).

    morenasol em 22/01/2014 - 12h42 comentou:

    quais mestres de química, este? “a diferença entre a cocaína em pó e o crack é apenas a forma de uso, mas o princípio ativo é o mesmo”, diz QUÍMICO http://www.depquimicaesociedade.com.br/index.php/

    Adson em 22/01/2014 - 15h19 comentou:

    Por favor. Seja mais honesta com seu próprio texto. Fala que as drogas são,quimicamente, quase iguais e depois vem dizer que é o princípio ativo. E também, seja honesta com as citações dos outros, pois o seu próprio químico diz que:
    "Por ser produzido de maneira clandestina e sem qualquer tipo de controle, há diferença no nível de pureza do crack, que também pode conter outros tipos de substâncias tóxicas – cal, cimento, querosene, ácido sulfúrico, acetona, amônia e soda cáustica são comuns. “A pureza vai depender do valor pago na matéria-prima pelo produtor. Se a cocaína for cara, é misturada com outras substâncias, para render mais. Se for de uma qualidade inferior, pouca coisa ou nada é adicionado”, diz Maldaner."

    morenasol em 22/01/2014 - 15h23 comentou:

    por isso o "quase"`

    Vitor em 22/01/2014 - 17h23 comentou:

    O PT é quase igual o PSDB… Sim, tem algumas diferenças, mas por isso o "quase"…

Crysthian em 21/01/2014 - 22h58 comentou:

Tenho mudado minha opinião a respeito da descriminalização das drogas,mas por outro lado penso que ao invés de resolver o problema do tráfico e muitos outros relacionados à elas estaríamos difundindo uma forte indústria, aos moldes da indústria farmacêutica, que enriqueceria tanto quanto um traficante – do morro ou condomínio – e se sustentaria à custa dos dependentes!

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    Paulo em 22/01/2014 - 11h16 comentou:

    vc esqueceu a do cigarro e da bebida…

    Antonio P. Pacheco em 23/01/2014 - 12h27 comentou:

    Crysthian seu pensamento está na linha correta. O artigo da Cynara é pura fanfarronice dos seguidores da seita do "Politicamente Correto". A legalização das drogas na prática legitimaria e consolidaria esse mercado de morte, ampliando exponencialmente os custos da manutenção da vida dos usuários para os cofres públicos para se garantir a lucratividade dos ex-traficantes/produtores que seriam transformados em "empresários" legais. É uma ideia idiota esta da legalização. O mercado de drogas ilícitas é, como todo mercado, retroalimentador, o usuário financia o produtor/traficante que garante o abastecimento de acordo com a demanda. Como parar isso? Quebrando, literalmente, o circuíto: penas de prisão perpétua para traficantes/produtores e seus associados (financiadores e administradores) e tratamento e penas educativas igualmente severas para o usuário reincidente após tratamento obrigatório. Os resultados dessa luta não seriam imediatos e nem levaria a erradicação do problema, mas, com certeza, o colocaria em um patamar menos abrangente do que o atual.

Andre SP em 21/01/2014 - 23h00 comentou:

Cynara gostei do texto a única coisa que faltou foi dizer a verdade sobre o programa. Ele não busca atacar o vicio, mas a ressocialização dos drogados. Estas pessoas provavelmente nunca mais abandonaram as drogas, mas, nada impede de que elas possam trabalhar e se sustentar. Para isto tem que haver uma mudança da visão da sociedade. Existe muito mais drogados do que pensam ocupando diversas funções na sociedade. Nas ruas se encontram apenas os abandonados pela sociedade, antigos presidiários, pessoas sem lar ou abandonados pela família em função do vício. Também não podemos esquecer que eles sem renda roubarão se preciso para sustentar o vício. Em suma viciado tem que trabalhar ele precisa de renda do contrario alimenta o crime, tornando um ciclo vicioso. Não acredito em recuperação, conheço muita gente envolvida com droga eles não conseguem parar. No máximo trocar uma por outra. Este projeto pode mudar a visão da sociedade, mas, o próprio Haddad alega que não foi possível recolher mais gente que por lá estão por falta de local de trabalho. Ai mora a questão a falta de emprego e sua regularidade além de baixos salários. Mas como laboratório veremos até onde eles levam o projeto.

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Nascimento em 21/01/2014 - 23h10 comentou:

Este artigo foi um dos maiores desseserviços públicos que eu já li. Digo com conhecimento de causa: O crack é a substancia mais perigosa e destrutiva consumida neste país. Equiparar o seu potencial destrutivo ao da cocaína analisando uma fórmula química é ridículo. Pergunte a qualquer um que já utilizou as duas substâncias se os efeitos no corpo e mente do usuário são os mesmos. Por ser fumado,e consequentemente absorvido mais rapidamente e em maior quantidade, é muitíssimo mais perigoso e prejudicial do que a cocaína. A liberação de dopamina no cérebro do usuário é muito maior, rápida e efetiva. A questão não é que um elemento químico seja mais tóxico que o outro, mais é que o consumo do crack é sim muito mais prejudicial do que o da cocaína. Não existe nenhum nível seguro para consumo desta substância. Negar isso com base em uma afirmação do ator Charles Sheen, ou de qualquer jornalista, seja da TIME ou da VEJA, é uma tremenda irresponsabilidade. Sou totalmente a favor de políticas de descriminalização de usuários e até de legalização de substancias como a maconha, mas não posso concordar que o problema do uso do crack seja simplesmente social. Isso é de uma irresponsabilidade tremenda e demonstra falta de compromisso com a verdade. Lamento muito ter lido este artigo justamente nesse espaço, que em geral aprecio.

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    morenasol em 21/01/2014 - 23h14 comentou:

    "o que torna o crack mais potente é a forma de consumi-lo: fumar leva a droga rapidamente aos pulmões, fazendo com que o efeito seja mais rápido e mais intenso do que cheirar pó". está escrito no texto.

    Nascimento em 21/01/2014 - 23h30 comentou:

    Mas não é o foco principal do texto, que se esforça para tentar provar, como o título deixa claro, que o problema do crack é simplesmente a classe social da pessoa que o consome. O consumo do crack é muito mais perigoso para o indivíduo e para o sociedade do que o da cocaína, que já é um mal tremendo. Ou vc acha que se um usuário de crack ganhasse na loteria passaria a consumir somente cocaína??? Crack é o fundo do poço. O fundo mesmo. É a completa escravidão do indíviduo. É viver em função da sensação. Por acaso vc já viu pessoas utilizando crack em eventos sociais, conversando animadamente com desenvoltura, como usuários de cocaína??? Não viu e nem vai ver!!! É só fissura, nada mais! O ponto de vista central do texto está totalmente desconexo da realidade.

    morenasol em 21/01/2014 - 23h40 comentou:

    o foco principal do texto é demonstrar que as pessoas em situação de rua estão mais vulneráveis ao crack. não trabalho com hipóteses. "se um usuário de crack ganhasse na loteria…" faça-me o favor, existe uma questão SOCIAL envolvida no vício do crack. é isso que quero que as pessoas enxerguem.
    sim, crack é o fundo do poço tanto quanto a cocaína para os viciados em cocaína. já vi gente sob efeito da coca em festas e não achei nada normal. a cara torta, os trejeitos… é horrendo, mas para você é "desenvoltura". certamente porque era uma festa chique, né? pois então: a diferença é a classe social de quem consome.

    GelianeMotta em 25/01/2014 - 09h41 comentou:

    as pessoas em situação de rua estão mais vulneráveis ao crack sim, mas em muito casos foi o crack que levou essas pessoas as ruas, são pessoas que tinham uma casa, família, emprego…e abandonaram tudo por causa do vício…

Safo em 21/01/2014 - 23h22 comentou:

Praticamente idênticos,na química,resulta em uma grande diferença.Cuidado com o quê escreve.

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    morenasol em 21/01/2014 - 23h27 comentou:

    você também. dê uma pesquisadinha, aconselho

    Safo em 11/02/2014 - 12h24 comentou:

    Sim,eu o fiz e é por isso que comentei.

Socialista hahaha em 21/01/2014 - 23h24 comentou:

Um lixo de texto! Primeiramente gostaria de saber sua experiência com essas duas drogas. Acredito que, para falar que praticamente não existe diferença entre elas, deve-se ter conhecimento das duas. Tenho certexa que você nunca usou nenhuma pra falar tanta besteira assim. Os efeitos são bem diferentes, o grau de adicção é imensamente maior com o crack, enfim já perdi alguns minutos aqui, já foi o suficiente, não sei nem porque comentando numa porcaria de blog desse, sem embasamento científico nenhum, acreditando que fornecer fórmula quimica serve de referencia.. hahahaha fica minha pena pra este ser tão alienado e desprovido de inteligência..

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Canhoto Destro em 21/01/2014 - 23h25 comentou:

A mesma ladainha maniqueísta de sempre… O Crack é de esquerda, a cocaína é de direita, aliás todo mundo que pensa diferente da Cynara é de direita… arf

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David em 21/01/2014 - 23h43 comentou:

O problema das drogas existe porque não é combatida ou enfrentada de forma educacional, mas da forma repressiva. A meu ver, a sociedade será evoluída quando tiver autonomia sobre suas ações. Mas isso é uma utopia, pelo menos hoje em dia. O problema da maconha por exemplo é uma das clássicas discussões sobre drogas. A classe média que é a rainha do conservadorismo. Ela sim que não aceita a discriminalização. É só observar que muitos usuários de drogas são contra sua legalização. Onde já se viu!?
O que fica chato muitas vezes é esse papo de direita e esquerda. Aqui no Brasil não existe isso! Existe no papel, na diretriz do partido.
A esquerda surgiu na França, quando os parlamentares que eram mais voltados para o lado social, sentavam nas cadeiras do lado esquerdo, pois representa o lado do coração. Aqui isso nunca existiu!!!

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    morenasol em 22/01/2014 - 00h32 comentou:

    não existe direita e esquerda? então quem cria bancos anti-mendigos é o quê?

    Vitor em 22/01/2014 - 17h25 comentou:

    Desumano… Nada a ver com direita e esquerda…

Beto Campos em 21/01/2014 - 23h49 comentou:

Seus textos são sempre uma luz no fim do túnel, Cynara. Me amarro. Sempre tem gente que não lê, ou já lê com um viés negativista (já até comum na internet) e acaba não entendendo ou absorvendo a mensagem e acabam por atacar o autor. Paciência. Pena das pessoas incapazes de mudar de ideia ou repensá-las. Parabéns pelo texto.

Responder

Marcos em 22/01/2014 - 00h14 comentou:

Burrice e muita burrice essa é a diferença.

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Jorge SP/Londrina em 22/01/2014 - 00h27 comentou:

Drogado, independente de qual substancia usa, e um ser abominavel e deveria ser expurgado.

Responder

    Elias em 22/01/2014 - 01h59 comentou:

    Exatamente, principalmente os que conseguem conviver com as drogas, esses são os piores pois espalham a imagem de algo inofensivo com isso milhões de pessoas mais fracas são mortas e possuem suas famílias destruídas. Construímos a sociedade mais estupida humanamente imaginada.

Wagner Dias Caldeira em 22/01/2014 - 00h28 comentou:

Olá Cynara, pelas reações parece que seu texto tocou fundo hein? Sou psicólogo de uma unidade básica de saúde, estudo a questão da droga desde as políticas até a dependência química e atendo sobretudo familiares de usuários. Seu texto condensa todas as batalhas dos militantes da luta antimanicomial e dos movimentos que defendem os direitos dos usuários drogas. Muita gente não entendeu que vc usou a fórmula química do crack e da cocaína pra mostrar que o essencial não é a droga, e sim o sujeito. Este é um ponto chave pra se pensar a dependência química. Não desconsidero o potencial do crack, mas o mais importante é pensar os condicionantes que levam ao uso abusivo da droga. Eu falo "uso abusivo" pra entrar em outro tema espinhoso: o direito de usar droga. As principais críticas ao programa De Braços Abertos são de que os usuários vão usar o dinheiro pra comprar droga. Mas, poxa, o dinheiro não é deles? Eles fazem o que quiser com essa grana. Esse tipo de crítica (feita inclusive pela suposta maior autoridade brasileira no assunto, o Dr. Ronaldo Laranjeiras) está impregnada da mentalidade criada desde a convenção de drogas da ONU de 1961 que pregava um mundo sem drogas. Imagina um mundo sem drogas: sem crack, sem cocaína, sem cafeína, sem álcool, sem rivotril, sem fluoxetina etc. Enfim, o homem sempre usou droga e, ao que tudo indica, precisa dela pra viver. O problema é o uso prejudicial da droga.
Quanto à política de redução de danos que vc tangenciou em seu texto, ela existe no Brasil desde os anos 80 e hoje até recebe incentivo do Ministério da Saúde pra formar redutores de danos, comprar os famosos kits, entre outras ações. Na minha prática tenho visto que a substituição do crack pela maconha é muito eficiente, sobretudo pras mães que atendo. É bonito de vê-las, depois de uma difícil aceitação da maconha como uma saída, verem seu filho agora com fome (larica) e engordando – qual mãe não gosta de ver seu filho gordo né não? Muito diferente da magreza e desleixo provocados pelo crack. Uma mãe de usuário chegou mesmo a me falar que tinha vontade de usar maconha pra dormir e comer melhor. Claro que eu desaconselhei por ser uma droga vendida por um criminoso e sem qualquer controle de qualidade. Bom, tô me delongando. Só queria te deixar os parabéns pelo texto e espero que continue abordando o tema. Abraço.

Responder

    morenasol em 22/01/2014 - 00h32 comentou:

    parece que meu texto tocou fundo justamente nos histéricos da droga, né? obrigada! aqui sempre falo livremente do assunto, há vários posts sobre a maconha. abração

Victor Serino em 22/01/2014 - 00h52 comentou:

Bem interessante o texto, eu nunca soube que cocaína está para crack assim como açúcar refinado está para rapadura. Sem dúvida que existem diferenças gritantes entre a abordagem do PSDB/DEM para a abordagem do Haddad (muito mais humana), mas até que ponto essa abordagem é realmente efetiva? Porque eles são dependentes químicos, né? O que impede que eles usem o dinheiro para comprar mais droga?

Responder

    morenasol em 22/01/2014 - 01h09 comentou:

    nada impede. mas ter uma perspectiva pode mudar a relação deles com a droga e com a vida

    Paulo em 22/01/2014 - 11h22 comentou:

    talvez eles ganhando os 15 R$ eles possam comprar sem roubar as pessoas e cairem ainda mais na marginalidade do que estão…

Anderson de Sá em 22/01/2014 - 01h03 comentou:

Cynara, moro no Recanto das Emas e aqui posso perceber que suas palavras correspondem à realidade. O fator preponderante para que uma pessoa se torne uma viciada é o quão vulnerável ela está.

Responder

Ricardo Modesti em 22/01/2014 - 01h21 comentou:

O que acho impressionante é que vcs aproveitam até o problema das drogas pra pregar "A Luta de Classes".

Responder

    Paulo em 22/01/2014 - 11h23 comentou:

    a luta de classes existe e sempre existirá!

Marcos em 22/01/2014 - 01h39 comentou:

http://www.youtube.com/watch?v=0Zpxeb7YTgE

Um bom vídeo que demonstra claramente que traficantes de drogas são comerciantes apenas, são pessoas oprimidas pelo capital e pela força opressora policial, essa força opressora é tão opressora que se desaparecer a sociedade vira um caos, eu como um bom e inteligente esquerdista posto este vídeo que mostra uma vitima inteligente da sociedade do capital burgues, essa pessoa tem o direito de usar drogas pois o homem desde do inicio da humanidade usa drogas.

Falando sério, traficantes e drogados são o câncer da sociedade, eles criaram a base do crime organizado que mata milhões de pessoas, traficantes são bandidos apenas se amanhã o trafico acabar porque a humanidade ficar inteligente e parar de fumar resíduo de bateria com adrenalina, e pó de giz com açúcar a preço de ouro, ou parar de fumar bosta de vaca e se achar o máximo por isso, a sociedade iria melhorar em todos aspectos inimagináveis, infelizmente somos obrigados a viver nessa sociedade atual que tolera isso, quem diria que os intolerantes estariam corretos.

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Elias em 22/01/2014 - 01h51 comentou:

Drogas são drogas, pessoas são diferentes, algumas suportas outras não, se vc acha lindo se dopar não deveria pregar isso para os outros pois outros idiotas vão tentar achar lindo também e irão se FODER mas ai vc não estará lá como boa esquerdista, estará se dopando com outros amantes da paz, enquanto os drogados serão abandonados por tudo e por todos e só os traficantes amados por vcs ficarão por perto.

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Gustavo em 22/01/2014 - 02h58 comentou:

Acho provável que a blogueira já usou maconha socialmente… será que também já usou crack "socialmente"??? Por que ela não nos conta como é o consumo "recreativo" de crack, já que ele tem o mesmo "grau de periculosidade" do álcool ou maconha?!?!

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Liz em 22/01/2014 - 03h45 comentou:

Meu comentário é exclusivamente acerca do tom adotado em quase todas as postagens da autora, e não sobre seus conteúdos em si. Tenho costume de ler seus textos assim como leio de vários outros blogs, outras mídias, outros articulistas de diferentes publicações, e eventualmente concordo ou discordo de uma questão ou outra. E me salta aos olhos o ódio patológico com que ela se refere aqueles inimigos mortais a quem seus textos fazem (sempre) menção, os animais de direita. Há ainda uma arrogância suprema, de quem já sabe que terá seus posts comentados por quem discorda, e se antecipa em classificar os potenciais críticos como bestas, bucéfalos e similares. Deveras doentio, não? E antes que me chamem de toupeira reacionária, fascista etc., reconheço que ela não é a única e já cansei de ler artigos com o mesmo tom virulento só que direcionados aos "petralhas", "marxistinhas". Ou seja, é uma briguinha ideológica de torcida, onde um se acha muito superior ao outro, quem o crítica é a escória do mundo, ignorante que "não se deu ao trabalho de se informar sobre o assunto", e somente você – no caso, a autora; e suas fontes são realmente confiáveis, infalíveis, inquestionáveis. É uma forma de escrever e argumentar tão tóxica que a impressão que fica é que as palavras não são digitadas antes da publicação, e sim gritadas, por uma escritora (ou escritor) cheia de raiva, com algum escárnio também, contra a projeção de seu arquirival na tela de um notebook.

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Erick em 22/01/2014 - 05h15 comentou:

Seu artigo foi tão coerente quanto dizer que o metanol tem o mesmo efeito que o etanol só porque se tem um carbono a mais a pena.

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João Henrique em 22/01/2014 - 05h18 comentou:

Um fato pouco divulgado sobre o crack é que ele não é uma droga tão diferente das outras, tão mais viciante que as demais. fonte?

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    morenasol em 22/01/2014 - 12h16 comentou:

    você pegou só essa frase ou leu o texto todo? porque o argumento e as fontes estão todos lá.

eduardo chaves em 22/01/2014 - 09h33 comentou:

Claro que a classe social determina, mas crack é totalmente diferente da cocaína, cheirar pó provoca no máximo dependência psicológica, já o crack causa dependência química, isso por causa da sua composição, a forma de uso determina a composição. Quando se trata de saúde qualquer informação errada é muito perigosa. Errou feio socialista morena.

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    morenasol em 22/01/2014 - 12h15 comentou:

    "cheirar pó provoca no máximo dependência psicológica". você tá querendo se iludir ou nunca leu nada sobre o assunto? cocaína provoca dependência química tanto quanto o crack. basta pesquisar para confirmar. sugiro o "google"

    Wagner Dias Caldeira em 22/01/2014 - 15h22 comentou:

    De onde vc tirou que cocaína não provoca dependência química? Agora fiquei curioso.

Felipe Martins em 22/01/2014 - 10h07 comentou:

"Quem está na rua, não, “incomoda”…"

Pode colocar o incomoda sem as aspas, porque incomoda de verdade. Não incomoda apenas a "classe média", burguesinha, direitista, higienista. Incomoda todo mundo, principalmente, quem sai de casa as 5 da manhã e tem que atravessar praças, parques, viadutos onde, muitas vezes, os usuários em situação de rua acabam se refugiando.

Isso não significa que essas pessoas devam ser apenas escondidas dos olhos da sociedade. O problema está em toda parte e deve ser encarado de frente. O programa da prefeitura é excelente e espero que torne-se uma alternativa de sucesso para enfrentar o problema do crack em São Paulo.

Responder

leonardo em 22/01/2014 - 10h54 comentou:

Os métodos de absorção pelo organismo são diferentes e embora as moléculas sejam quase idênticas os íons que a molécula do crack não possui faz dela uma combinação mais agressiva… afeta diretamente a meia-vida das substancia….

Todos são capazes de abandonar os vícios seja eles quais forem… mas quando se esta só.. a guerra sempre é mais difícil

Responder

leonardo em 22/01/2014 - 11h13 comentou:

A parte que a Senhora fala de química é simples mas não compromete o resultado… a cocaina e a aspirina tambem são bem parecidas e os metodos de preparo podem ser identicos tambem.. a diferença esta no ácido usado como materia-prima.. vem de origens diferentes e por isso que são substancia diferentes.. aliás na natureza os processos químicos, em sua maioria, são bem parecidos e os detalhes que fazem a diferença.. mas nesse caso especifico que a Senhora citou a presença do cloridrato tem haver com a solubilidade… mas enfim… bom texto… esclarece bastante…

Responder

Júlio César em 22/01/2014 - 12h17 comentou:

Mais uma vez, excelente texto! Parabéns!

Responder

Marcelo Paz em 22/01/2014 - 12h24 comentou:

Oxigênio e ozônio são praticamente idênticos, ozônio só tem uma "moléquinha" de oxigênio a mais… mas se você respirar ozônio você morre, enquanto o oxigênio você morre se não respirar. E é uma diferença bem menor do que entre a cocaína e o crack. Você realmente acha que pode usar analises simplistas de química para realçar o seu ponto de vista? Uma simples analise marxista da química!

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    morenasol em 22/01/2014 - 12h29 comentou:

    pelo seu raciocínio, então, o crack é MENOS perigoso que a cocaína por ter compostos a MENOS? pesquise antes de falar…
    “a diferença entre a cocaína em pó e o crack é apenas a forma de uso, mas o princípio ativo é o mesmo”, diz QUÍMICO http://www.depquimicaesociedade.com.br/index.php/

    Marcelo Paz em 22/01/2014 - 12h53 comentou:

    Não… pelo meu raciocino não se pode comprar elementos químicos por similaridades na formula. Em momento nenhum disse que ter compostos a mais ou a menos define a periculosidade de uma substância.
    E não é porque usam o mesmo principio ativo que são a mesma coisa. Vários remédios são opiáceos, a heroína também é, e nem por isso tem o mesmo efeito.

    Vitor B. em 22/01/2014 - 15h25 comentou:

    É claro que a os opiáceos e a heroína provocam os mesmo efeitos, o que muda é a forma de uso e a quantidade, tanto que nos EUA muitos adolescentes entram no vício da heroína consumindo os remédios utilizados pelos próprios pais, porém em quantidades a mais e de formas diferentes.

    Vitor B. em 22/01/2014 - 15h29 comentou:

    Não cheguei a abrir o "link", mas vejo você respondendo várias críticas com essa frase. Fiz estágio por um ano e meio na Polícia Científica do Estado de São Paulo, e o que sei é que nos laudos utilizam o termo "cocaína em forma de crack" para designarem a pedra de "crack". Parabéns pelo texto!

    morenasol em 22/01/2014 - 15h54 comentou:

    obrigada, vitor. informação é tudo

    Vitor em 22/01/2014 - 17h29 comentou:

    Nossa, interpretação de texto ZERO…

    leonardo em 22/01/2014 - 17h30 comentou:

    Rapaz,
    ozônio e oxigênio são moléculas bem diferentes… uma tem 2 ÁTOMOS de oxigênio enquanto que o outro são 3…. ao contrario do oxigênio o ozônio é bastante instável e é formado pela quebra das ligações do oxigênio pela radiação ultravioleta, por isso sua ocorrência natural acontece na estratosfera….uma coisa não tem nada haver com a outra…. diferente da molecula citada no texto…

Flavio Lima em 22/01/2014 - 12h57 comentou:

Muito bom texto, Cynara. Dando uma abusadinha da ironia, "pegou na veia".

Responder

    Marcos em 22/01/2014 - 13h26 comentou:

    Drogados transformaram toda sociedade em um lixão e se acham por isso, infelizmente a sociedade é tolerante mas não deveria ser, não deveriam ser tolerados como em Cingapura apenas considerado o melhor país do mundo.

Nilson Chavier em 22/01/2014 - 13h26 comentou:

É uma pergunta muito fácil de se responder, cara socialista! Primeiro você cheire pelo menos umas 5 gramas de boa cocaína;
Noutro dia, use injetada;
Após a ressaca de dois ou três dias – arranje uma pedra de crack de Nova York;
Dê um tempinho de dois dias;
Compre uma pedra de crack nativa, de preferência daqui da cracolândia;
Tente descrever suas observações.
Uma boa jornalista vai ao cerne da matéria, um questionamento desses pra quem não tem coragem de fumar, cheirar, injetar, ficam apenas no campo do "eu acho" !

Responder

Alessandro em 22/01/2014 - 14h15 comentou:

É difícil escrever sobre o que não querem ouvir, por isso tantas críticas á blogueira.
Vão assistir ao Wagner Montes.

Responder

    morenasol em 22/01/2014 - 15h27 comentou:

    gente sem leitura, é isso. depois ficam melindrados quando eu falo quando a direita não lê

Tatiana Cammarosano em 22/01/2014 - 14h35 comentou:

Esse texto inteiro é equivocado. O crack é muito mais tóxico que a cocaína. Segue estudo publicado. http://revistapesquisa.fapesp.br/…/toxicidade-r…

Apesar de terem fórmula bastante parecida, a mudança de apenas 1 radical na fórmula química espacial representada na reportagem da socialistamorena alteram as características das duas drogas quanto à toxicidade, absorção, eliminação do organismo, entre outros fatores…… Logo se vê que a autora da reportagem não possui conhecimento algum de fármacos, química farmacêutica e sua interação nos organismos.

Responder

    morenasol em 22/01/2014 - 15h26 comentou:

    e este químico aqui, entende? e você, é química? http://www.depquimicaesociedade.com.br/index.php/

    Marcelo Paz em 22/01/2014 - 15h28 comentou:

    Está comparando um blog com um artigo científico publicado na revista da FAPESP?

    Vitor em 22/01/2014 - 17h34 comentou:

    Pois é… Só vale a fonte e os estudos dela e ponto final! Não aceita a hipótese sequer de discutir… Ah, esses esquerdistas realmente gostam de uma ditadura…

René Amaral em 22/01/2014 - 14h51 comentou:

Há suspeitas de que o crack tenha sido criado pela CIAna época em que os panteras negras estavam em evidência.
A CIA achava que os negros adoravam cocaína e bolou um jeito de viciá-los com essa mistura.
Na realidade as diferenças entre crack e cocaína são mais que químicas, são econômicas. Hoje em dia os produtos usados no refino da pasta para produção de cocaína são mais caros que a pasta em si, e rigidamente controlados,éter, nafta e similares são usados para extrair gasolina, óleo diesel e querosene usados no amaciamento das folhas. Sem essa remoção a cocaína não pode ser cheirada por que não é solúvel em água, nem absorvível pelas mucosas nasais, só pode ser fumada. Crack às vezes é mais puro que a cocaína encontrada no "comércio", justamente por que não necessita de produtos caros e controlados, que só podem ser adquiridos em quantidade por empresas químicas cadastradas e rigidamente controladas.

Responder

    morenasol em 22/01/2014 - 15h26 comentou:

    muito bom! é impressionante como gente informada é outra coisa

Vitor B. em 22/01/2014 - 14h57 comentou:

Cynara como assim a direita não lê? É claro que eles leem, como por exemplo esse blog "fabuloso" que muitos reaças que tenho no meu Facebook compartilham textos:
http://midiadeofertas.blogspot.com.br/

Boa leitura!

Responder

igor gouveia em 22/01/2014 - 15h06 comentou:

se algum professor de química ver a primeira frase deste texto te reprova de volta pra 5 série.

Responder

    morenasol em 22/01/2014 - 15h25 comentou:

    quem, este químico? http://www.depquimicaesociedade.com.br/index.php/

    igor gouveia em 23/01/2014 - 11h44 comentou:

    “A diferença entre a cocaína em pó e o crack é apenas a forma de uso, mas o princípio ativo é o mesmo”

    que tal voce repassar seu texto para este químico. e ele lhe dirá o que voce errou.

Rodrigo Gomes em 22/01/2014 - 15h09 comentou:

Engraçado você falar sobre o "fumar um baseado" aqui no Brasil e ligar a questão moral ou imoral neste caso a Direita. A "tua" esquerda está no poder a quantos anos e o que fez em relação a este assunto, quantos debates promoveu tanto sobre a legalização quanto a descriminalização da maconha?

O crack não é mais danoso porque é fumado, mas sim porque é "queimado", liberando aeme.

Quanto a comparação das duas moléculas é piada né? Experimente tirar um atomo de hidrogênio da molécula da água. Serão praticamente idênticas mas…..

Responder

    morenasol em 22/01/2014 - 15h24 comentou:

    é porque a "tua" direita (evangélicos, ruralistas, PMDB, PSDB e DEM), que dominam o congresso, não deixaram. se fosse pela esquerda, já estaria tudo liberado

    Rodrigo Gomes em 22/01/2014 - 15h40 comentou:

    Não sou de direita ou esquerda… sou um apartidário interessado em política.

    Agora ligar os evangélicos a direita? Para quem o Lula e Dilma foram pedir uma ajudinha durante as eleições, prometendo até calar a boca em relação ao tema aborto?

    Se for pela esquerda estaria tudo liberado? uahuahuahuah
    Primeiro que nossos políticos não estão prontos para criar algo para isso, ainda estão com o rabo preso em relação a "moralidade" e se estaria tudo liberado porque não criaram nenhum projeto sobre o tema e divulgaram? Medo de ser considerado um político drogado?

    Não vou ser hipócrita e falar do FHC, pois enquanto ele estava no poder também não fez M nenhuma e falar agora que é a favor é fácil.

    morenasol em 22/01/2014 - 15h49 comentou:

    acho tão engraçado "apartidários". é tipo em cima do muro?

    Rodrigo Gomes em 22/01/2014 - 16h12 comentou:

    acho tão engraçado partidários: é tipo puxa saco?

    Te fiz tantas perguntas acima e foi essa tua resposta? Sobe aqui no muro, vamos debater.

    Vitor em 22/01/2014 - 17h39 comentou:

    Acredito que apartidários são as pessoas que não se identificam com nenhum partido nesse país… Entre PT e PSDB prefiro pular fora mesmo…
    E como petista, muito me admira você falar mal de seus aliados…

    Marcelo Paz em 22/01/2014 - 15h41 comentou:

    E Cuba?
    Lá não tem PSDB, DEM, PMDB, ruralistas, bancada evangélica, Revista Veja, Reinaldo Azevedo, Olavo de Carvalho, FHC, Serra, Mainardi, Globo, FSP e tudo de ruim e pior da direita, mas também não é legalizada o uso da droga…
    Venezuela, aonde o governo de esquerda tem controle absoluto do legislativo, judiciário e executivo também não fez nada demais em relação ao uso das drogas. Mujica, é uma exceção.
    Você acha realmente que os políticos de esquerda da AL estão interessados se você pode ou não fumar um baseadinho em paz? Ou que a direita que é a culpada por isso?

    morenasol em 22/01/2014 - 15h50 comentou:

    não posso falar por outros países, não morei lá. você morou? posso falar pelo brasil: a direita aqui é tacanha e domina a mídia e o congresso. ou não?

    Marcelo Paz em 22/01/2014 - 16h06 comentou:

    Claro que pode falar por outros países, você estava falando do Uruguai a alguns posts atras… só pesquisar por noticias, vai ver que nem o governo Chavez/Maduro e nem o governo dos Castros Brothers tomaram algum passo em direção a legalização. E eles não são quaisquer uns, são com certeza os dois governos de esquerda com mais visibilidade na AL e os que detêm bem mais poder, e mesmo assim não fizeram nada em relação a isto. Você acha que eles estão interessados nessa agenda? Ou, a culpa é da direita? Esse tipo de declaração que faz com que o RAP DO REAÇA faça cada vez mais sentido.
    http://www.youtube.com/watch?v=4AAIte7Bxjg

    E sobre a direita dominar o congresso, acho meio estranho a maioria das propostas governistas passarem com sobra com um congresso tão de direita assim. E a mídia dominada pela direita, pergunta lá pro zé de abreu…

    Vitor em 22/01/2014 - 17h39 comentou:

    Não, quem domina o congresso é a base de apoio do PT…

    Rodrigo Gomes em 22/01/2014 - 19h16 comentou:

    Realmente tu não podes falar dos outros países, mal conhece o congresso do próprio. Sarney e cia são aliados do PSDB né?

    E falar que a midia domina? uahuahuahuahau o que domina é a política do cabresto nos estamos mais pobres, é aquela cesta básica ou aparelho que o político promete ou então as mil e uma bolsas auxílios criadas para reduzir a pobreza, mas que não são fiscalizadas para saber se o objetivo está sendo atingido.

    Angelo em 22/01/2014 - 20h30 comentou:

    É impressionante como você responde argumentos sólidos e ponderados de forma grosseira, superficial e infantil.

    Adson em 22/01/2014 - 21h47 comentou:

    Não esperava uma reposta tão infantil de uma socialista(Pleonasmo?). Que dizer que não pode falar de outros países como Cuba e Venezuela mas adora falar de outros (ex.: USA e Paraguai) . Já morou lá?

    Vitor em 22/01/2014 - 22h37 comentou:

    Depois nos conte sua experiência morando no Uruguai…

    igor.gouveia em 23/01/2014 - 11h46 comentou:

    cuidado com suas palavras contra a direita, a final ciro gomes é seu colega de redação. KKKKKKKKKKKKKKKKKA

Tatiana Cammarosano em 22/01/2014 - 16h45 comentou:

Esse texto inteiro é equivocado. O crack é muito mais tóxico que a cocaína. Segue estudo publicado. http://revistapesquisa.fapesp.br/…/toxicidade-r…

Responder

Leonardo em 22/01/2014 - 17h06 comentou:

Há algumas contradições no texto realmente, me desculpe ressaltar isso, e não acho que seja muito conveniente discutir sobre qual droga vicia mais o crack ou a cocaína (claro que o crack vicia mais, o seu efeito é muito mais intenso e passa bem mais rápido, além de ser incrivelmente mais barato e menos adulterado).
O que convém conversar realmente é que há um mercado negro que se aproveita dos fragilizados moradores de rua, lucrando em cima dessas vidas desvairadas.
Quem são os investidores? Quem produz a droga e de onde vem?
Vocês acham mesmo que são os "traficantes" da favela ou do morro?
Depois do longa Tropa de Elite todos vão responder que não obviamente, mas digo a vocês que o filme errou quando colocou a culpa nos políticos brasileiros. O cerne do problema vem de fora do país e é antigo.

Responder

Victor Ferreira em 22/01/2014 - 19h08 comentou:

Sinceramente o trecho abaixo do seu texto não está de acordo com minha experiência de 5 anos trabalhando em casa de recuperação de drogados. Usuários de crack dificilmente conseguem se livrar do vício, pelo que venho observando somente 10% dos usuários conseguem se livrar dele.
Mais pesquisas deveriam ser feitas sobre esse assunto em âmbito nacional.
Cynara o seu post é pobre em informações consistentes e está mais ligado a apoio partidário do que outra coisa e infelizmente isso vem acontecendo com frequência na Carta Capital.

"Mais: que 75,6% dos que provaram crack entre 2004 e 2006 tinham abandonado o cachimbo dois anos depois; outros 15% passaram a usar ocasionalmente; e só 9,2% ficaram viciadas."

Responder

    morenasol em 22/01/2014 - 19h43 comentou:

    você não viu gente saindo do crack porque não eram oferecidas perspectivas a eles, o que é minha esperança com este novo projeto. novas ideias, novas abordagens. vou aplaudir qualquer um que fizer isso. no caso, foi o PT. aplaudo, sim

    Wagner Dias Caldeira em 23/01/2014 - 02h04 comentou:

    O problema pode estar na sua casa de recuperação de "drogados". Já pensou nisso? Pelo termo pejorativo usado já fico imaginando o tipo de "tratamento" ofertado.

Flavio Bercott em 22/01/2014 - 19h20 comentou:

Oi Socialista Morena. Quando era aluno universitário em 87 cansei de ler e ouvir que a principal causa da violência era o desemprego, a situação sócio-econômica.
Hoje o Brasil vive quase pleno emprego e a ascensão social das classes D e E e a violência diminuiu?
Por isso, tenho muito medo em ler coisas do tipo "não existem drogas “perigosas”. Todas elas são e não são ao mesmo tempo. O que existe é a pessoa por trás da droga e a circunstância em que vive…"
Qual é a situação em que vivem? A situação de serem viciados? A situação de serem drogados?
Muita calma nessa hora !

Responder

Romualdo em 22/01/2014 - 19h24 comentou:

Parabéns pelo texto, realmente a Prefeitura de São Paulo deu um passo muito positivo, quando ofereceu emprego para estes usuários de crack.
É ser muito inocente, achando que só internando em clínicas especializadas e caríssimas, as pessoas vão deixar de usar drogas, se o dependente químico não tiver muita boa vontade em largar o vício, pode esquecer, porque um dia ou a overdose vai matá-lo ou Ele morre nas mãos de traficantes, principalmente quando deve para este.
Haddad teve uma boa ideia, se o usuário vai pegar dinheiro e consumir a droga, isto é problema dele, pelo menos estão dando um pouco de diginidade para quem vivia no meio da rua.

Responder

Paulo Fleury em 22/01/2014 - 20h06 comentou:

Acho texto útil para ajudar a acabar com essa demonização de drogas e seus usuários.
Mas tecnicamente é preciso advertir que a diferença na via de administração resulta, muitas vezes e esse é o caso, em grande diferença nos efeitos.
Além disso não se sabe exatamente o que tem nas pedras vendidas hoje na rua.
Agora, para explicar ainda melhor, quando eu era jovem a produção caseira da pedra, com bicarbonato, era uma forma de purificar a coca do ácido (o HCl) usado na sua produção.

Responder

Flavia em 22/01/2014 - 22h08 comentou:

Gostei bastante do texto, porém com ressalvas quanto à explicação química das duas formulações. Esclarecendo: o princípio ativo das duas drogas é bastante parecido, mas a absorção delas pelas células também sofre alteração. A forma salina, com os dois íons (carga positiva e negativa), é absorvida mais lentamente pelas células do organismo do que a forma molecular, devido a alta polaridade, uma vez que a parte externa da membrana celular é lipídica (gordurosa, apolar) e a absorção ocorre por canais proteicos (geralmente pouco polares, também), que ficam no meio da membrana celular. Quanto à obtenção das drogas: a cocaína é obtida pelo refino da pasta-base, resultando em uma porção sólida (cocaína) e outra porção líquida, que refinada novamente, resulta no crack. O oxi é obtido pelo mesmo processo que o crack, mas utilizando solventes mais baratos, como gasolina ou querosene.

Responder

Profa. Pilar Acosta em 22/01/2014 - 23h46 comentou:

OI Cynara,
excelente reflexão. Como sempre.
Queria usar seu texto em sala de aula, mas precisaria de outros pontos de vista.
Você teria alguma indicação de textos bons (não fascistas) que tratem da questão das drogas de outro modo?

Um abraço,
Profa. Pilar Acosta

Responder

    Esquerdogonia aguda. em 23/01/2014 - 14h07 comentou:

    Calma ae, considerar o habito de se dopar, ou seja, utilizar supostas substancias químicas ilícitas achando que esta consumindo outras substancias e pagando preço de ouro para fazer isso e ainda financiar o crime organizado que volta para matar os mesmos usuários em outros crimes, considerar isso coisa de gente completamente idiota é ser fascista? A inteligência é fascista? kkkkkk

    E ainda é professora?

Amaurih em 23/01/2014 - 14h03 comentou:

Só não concordo com o foco político, pois conheço "socialistas" com as mesmas ideias higienistas como as citadas, como "direitistas" com o mesmo pensamento creditado a um lado político, tirando a parcialidade política o texto poderia ter melhor resultado prático.

Responder

oliveira castro em 23/01/2014 - 14h07 comentou:

Não existe mais diferença social entre elas. Esse subproduto da cocaína, é mais viciante e devastador do que outras substâncias psicotrópicas, basta perguntar a qualquer usuário. Mas é lamentável perceber que diante de um assunto importante, o texto superficial com enfoque político não aborda as ações preventivas sobre a epidemia. Exemplo: O que estamos fazendo para aqueles que ainda não se viciaram?
Tentar analisar o assunto só no campo das ações corretivas, não é a maneira mais inteligente de escolher as melhores soluções para o problema.

Responder

    morenasol em 23/01/2014 - 18h39 comentou:

    tem vários ex-usuários comentando aqui e concordam comigo.

Bacellar em 23/01/2014 - 14h08 comentou:

Perfeito SM!

Tive muito contato com usuários e traficantes de crack fazendo um ensaio fotográfico longo na Baixada do Glicério, centro de SP. A medida da prefeitura é o primeiro esforço sério em nível municipal após muitos anos de medidas catastróficas (a cracolandia em seus moldes atuais -uma multidão de usuários na rua) foi criada em consequência do fracassado "projeto nova luz". Quem acompanhou de perto sabe.

Quanto aos reaças…Que relinchem. Muito ajudarão se não atrapalharem.

Responder

Cleide em 23/01/2014 - 16h35 comentou:

Ignorancia farmacologica plena esse texto. Voce nao tem vergonha de usar um assunto o qual voce nao tem dominio, faz uma analise ignorante, para fazer politica nao? Olha existe muitas diferenças entre as duas drogas, se quiser de fato saber procure fontes cientificas reais, estude farmacologia e toxicologia. Infelizmente voce nao vai fazer isso porque voce nao pode usar a informaçao real para fazer politicagem.

O seu texto todo foi baseado em artigos nao-cientificos, o unico de fato cientifico que voce utilizou foi um referente ao tratamento da dependencia. De resto o que a revista Time publica nao é mais ou menos relevante do q a Veja pubica, se fosse um texto da Nature ok… mas Time? Outras fontes utilizadas: sites nao-cientificos.

O seu texto entao foi baseado em fontes sem informaçao cientifica e em um achismo seu por achar q como as moleculas se parecem elas vao ter efeitos similares. Olha, deixa eu te falar sobre uma molecula chamada Talidomida, existem duas talidomidas um R e uma S… não há sequer diferença entre os atomos das duas, oq poderia vc pensar que elas sao parecidas mas elas tem efeitos COMPLETAMENTE diferentes, e a diferença dela é apenas uma configuraçao… para ser simples é como se uma fosse a mao direita e a outra uma mao esquerda.

Responder

    morenasol em 23/01/2014 - 18h38 comentou:

    acho que você deveria se despir de preconceitos e apenas se informar. crack e cocaína tem efeitos muito parecidos. comparar as duas fórmulas com a da talidomida é simplesmente patético. mas o que esperar de vocês?

    Elias em 23/01/2014 - 22h00 comentou:

    Perfeito o comentário, essa gente vive de achismo, assim como na segurança publica que eu entendo bem desta área que é influenciada por toda esquerda o motivo do Brasil estar esse lixo atual ignoram quem entende e criam soluções sem embasamento algum baseada em dados contaminados ideologicamente.

    Crack é muito pior que a Cocaína, já vi centenas de pessoas e famílias destruídas pelo Crack, em relação a Cocaína um numero bem menor de famílias destruídas. Ambas deveriam ser combatidas com o máximo rigor possível principalmente os traficantes. A esquerda atual defende o crime, nossas leis possuem benefícios para criminosos e não para as vitimas, vejo centenas de famílias de vitimas passando necessidades sem auxilio do governo de esquerda enquanto os bandidos vivem fazendo festas com funk bem auto com dinheiro de auxílios, ONGs e do crime em geral, esse país é podre do inicio ao fim.

    Vitor B. em 24/01/2014 - 15h31 comentou:

    Qual é sua experiência na área de segurança pública?

Breno Lemos em 23/01/2014 - 21h27 comentou:

"Como a maconha faz mal para os pulmões, acarreta problemas de memória e, em alguns casos, leva à dependência, não deve ser legalizada. O que defendo é a descriminalização de uma conduta. Veja o seguinte exemplo: se alguém atirar um tijolo e ferir uma pessoa, não posso culpar o tijolo. Só posso criminalizar a conduta de quem o atirou. A mesma coisa acontece com a maconha. O problema é criminalizar seu uso e assumir as consequências da aplicação dessa lei". – Drauzio Varella

Responder

Décio em 23/01/2014 - 21h33 comentou:

Qual a surpresa no fato de os Estados Unidos adotarem uma visão "mais liberal" em relação à maconha? Liberal defende que cada um faça o que quiser. Quem quer censurar tudo é essa esquerda tacanha e que carece de leitura.

Responder

Dostoié em 24/01/2014 - 00h18 comentou:

É lamentável vê-la comportar-se como Reinaldo Azevedo, que quer discorrer sobre tudo, banalizando ou sugerindo uma visão ´´original´´. Uma ideia na cabeça e um tablete na mão. E quanta asneira!!!

Responder

Rodrigo em 24/01/2014 - 19h51 comentou:

Gostaria de ver carta capital ir atrás da informação e revelar que a Guerra Às Drogas dos EUA, modelo copiado mundo afora, é uma farsa, posto os grandes articuladores do abastecimento de drogas nos guetos serem as próprias agências do governo. A Guerra Às Drogas não passa de um pretexto para minar as comunidades negras e latinas pobres e mandar milhões de pessoas ao complexo industrial de prisões. Assistam a cena final do filme Panther (1995) e vejam a verdade.

Responder

Bruno Campos em 26/01/2014 - 02h31 comentou:

Ora, ora, quanta contradição! você disse que não há grande diferença entre o crack e a cocaína, mas declara que o que torna o crack mais potente é a forma de administração, pois o ato de fumar levaria a droga rapidamente aos pulmões, fazendo com que o efeito fosse mais rápido e mais INTENSO. Minha nobre Cynara, se a forma de administração da droga faz tanta diferença então você não pode dizer que entre o crack e a cocaína não há grandes diferenças. Convenhamos, que se você tomar café com leite estará tudo bem, mas se resolver injetá-lo na veia terá sérios problemas.
Tem mais: como você bem disse, o crack tem um preço bem menor, tornando-o mais acessível aos miseráveis. Assim, se ele é mais acessível àqueles que justamente são mais vulneráveis, então é lógico que ele deva receber das autoridades uma maior repressão. Ou você não concorda que os mais miseráveis mereçam ser protegidos deste mal? Ou você como os outros esquerdistas, também tem horror aos pobres, se importando apenas com o humano quando ele serve a uma causa?
Outra: os usuários de crack não se tornam mais vulneráveis ao crack porque estão nas ruas, pois muitas das vezes eles foram parar nas ruas justamente por causa do crack.

Responder

DLPacifico em 28/01/2014 - 20h14 comentou:

Posso falar com propriedade: Tenho parentes e amigos viciados em crack. Não se enganem! Esta droga é devastadora para a saúde mental e física do usuário, tem poder de adicção fortíssimo, não é segura em nenhuma quantidade nem sob nenhuma circunstância. Tem consequências sociais terríveis! NÃO EXPERIMENTEM para nenhum fim (recreativo ou fugir da realidade)!

"Só 9,2% ficaram viciadas"
"É possível, sim, entrar no crack e sair"

Pqp. Este post mais irresponsável que eu já ví!

Responder

Mario em 01/02/2014 - 19h32 comentou:

Fico feliz em ver um artigo tão lúcido de corajoso como este. De fato, a hipocrisia no trato social das drogas é histórica. Afinal, é muito mais fácil colocar os incômodos sociais para debaixo do tapete do que buscar soluções justas e adequadas. Reflexões honestas e abertas são fundamentais para progredirmos no tema.

Responder

Danilo em 27/10/2017 - 21h37 comentou:

Kkkk deposita o dim direto na conta do traficante. As ações devem ser feitas nas fronteiras.

Responder

morte ás drogas pesadas em 05/09/2019 - 05h25 comentou:

cocaína em pó é só uma forma de levar pessoas normais ao vício do crack a longo prazo…
há imensas pessoas que só cheiravam e com o continuar do vício hoje em dia não passam sem 10 pedras de crack por dia…

a cocaína é altamente viciante a curto e longo prazos e transforma a pessoa num rato sem dignidade que só se levanta literalmente para ir cheirar / fumar e deixa de se interessar com TUDO o que as pessoas “normais” se importam. Inclusivamente deixam de se importar com os filhos na maioria das vezes

pessoas que usam cocaína tendem a ficar a dever dinheiro de doses a todos os traficantes que lhes fiam, situação que pode causar represálias graves

quem cheira cocaína só tem quatro caminhos para o futuro… ou vai ser pobre, preso, morto ou viciado.

E mais! Há pessoas que literalmente passam a AMAR a droga na PRIMEIRA VEZ que a consomem… e nunca mais a largam…
Não vale a pena correr o risco para saber se você será uma dessas pessoas…

Responder

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