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Maconha

Que alinhamento é esse? Na ONU, EUA votam a favor da maconha e o Brasil, contra

Voto do Brasil de Bolsonaro contra reclassificação da maconha mostra que o país só se une aos EUA quando isso é sinônimo de atraso

Foto: Maj. Will Cox/FotosPúblicas
Da Redação
02 de dezembro de 2020, 16h58

A legalização da maconha é um tema que mostra como as posições da extrema direita são contraditórias: ao mesmo tempo que os bolsonaristas andam com a bandeira dos EUA para cima e para baixo e até prestam continência a ela, se recusam a imitar o país em relação à flexibilização do uso da maconha.

O Brasil votou ao lado da China, Egito, Nigéria, Paquistão e Rússia, contra a reclassificação da erva. Já os EUA votaram a favor da reclassificação, em consonância com Uruguai, Colômbia, Equador, México e Canadá

Na última eleição presidencial, mais quatro Estados norte-americanos decidiram aderir à legalização do uso recreativo da cannabis. Agora são 16 Estados que permitem também o uso recreativo da erva, enquanto o uso medicinal é autorizado em 36. Segundo o site Politico, um em cada três norte-americanos, ou 93 milhões de pessoas, vivem agora em Estados onde fumar um baseado é permitido livremente a adultos.

No entanto, nesta quarta-feira, o Brasil de Bolsonaro, que se diz alinhado aos EUA, votou contra a retirada da maconha da lista das drogas mais perigosas do mundo pela Comissão de Narcóticos da ONU. A comissão votou uma recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde) que sugeria a reclassificação da substância. Dos 53 países da comissão, 27 votaram a favor da reclassificação. Outros 25 foram contra, e uma delegação se absteve.

O Brasil votou ao lado da China, Egito, Nigéria, Paquistão e Rússia, contra a reclassificação da erva. Já os EUA votaram a favor da reclassificação, em consonância com o Uruguai, a Colômbia, o Equador, o México e o Canadá. Que alinhamento é esse? A posição dos EUA só merece ser copiada quando é sinônimo de atraso?

Em tempo: a posição retrógrada do Brasil de Bolsonaro foi derrotada. A maconha, que até agora constava na mesma lista de substâncias que a heroína, foi reclassificada para a mesma lista da morfina, ou seja, reconhece seu uso terapêutico. Esse indicador que colocava a maconha como tão perigosa quanto a heroína foi aplicado a partir de 1961, na Convenção sobre Drogas Narcóticas que deu início à falida “guerra às drogas” no mundo.

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Bernardo Santos Melo em 03/12/2020 - 17h54 comentou:

Trevas e Milícia , não há luz no final deste desgoverno.
Pior é o risco iminente da ditadura de pijamas transformar nosso país num regime Neofascista de longa duração .
DETRATONAUTAS UNIDOS sob ameaça BOZAL necessitam desde já LUTAR contra as Bozalidades do NEFASTO .

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