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Ativistas criam rede para combater fake news de Bolsonaro no whatsapp

Engenheiros, programadores, matemáticos e profissionais liberais do Rio conectam grupos de whatsapp para combater a ameaça fascista

Da Redação
14 de outubro de 2018, 19h56

Uma iniciativa para romper o bloqueio da mídia e superar as estruturas de distribuição de conteúdo dos partidos, instituições e coletivos foi idealizada por engenheiros eletricistas, programadores, matemáticos e profissionais liberais do Rio de Janeiro para permitir que as fake news e mentiras dos apoiadores do candidato de extrema-direita Jair Bolsonaro sejam rebatidas rapidamente e de forma descentralizada, garantindo que os participantes de cada grupo não sejam expostos fora de seus grupos.

“Muitas pessoas estão se organizando e produzindo conteúdo para alertar sobre o enorme risco que a candidatura Bolsonaro representa para a democracia brasileira, mas não têm agilidade para distribuir de forma eficiente os vídeos, fotos e textos”, explica o engenheiro M. sobre a rede, à qual foi dado o nome de Rede da Democracia e que tem como objetivo único combater a ameaça fascista nestas eleições

Os administradores não revelam a identidade temendo represálias dos eleitores do capitão: “É o que a gente vê todo dia. A administradora da página Mulheres contra Bolsonaro no facebook foi emboscada na porta de casa e espancada. Pessoas que se manifestam publicamente na internet contra o projeto Bolsonaro estão recebendo ameaças de morte!”

Montamos o grupo de trabalho e rapidamente recebemos a adesão de amigos que haviam votado nos demais candidatos, como Ciro, Amoedo, Marina, Alckmin, e que estão alarmados com o risco de termos um presidente totalitário

Mas como montar uma rede dessas rapidamente e sem apoio partidário? “Conseguimos criar, em curto prazo, uma rede nacional, formada por grupos existentes ou novos, especificamente criados para defesa da candidatura Haddad, única possibilidade para garantia dos princípios democráticos em nosso país”, explica G., também engenheira carioca.

“No primeiro dia do segundo turno já começou uma movimentação: ‘E agora? Temos que fazer alguma coisa, como vamos nos organizar?’ Montamos o grupo de trabalho e rapidamente recebemos a adesão de amigos que haviam votado nos demais candidatos, como Ciro, Amoedo, Marina, Alckmin, e que estão alarmados com o risco de termos um presidente totalitário, que não respeita a vida humana, não admite opiniões divergentes e mostra-se totalmente despreparado para governar o país”, completa.

O acesso à Rede da Democracia é feito através de um número no whatsapp. Para conectar seus grupos à Rede, os administradores devem enviar uma mensagem para o “Zap da Democracia”, número +55-21-96737-9314. Neste chat, receberão o convite para entrar na Rede e todas as instruções necessárias. Clique aqui para ver as informações completas sobre como a rede funciona e como você pode ajudar.

Visão geral da rede

“Aprendemos com os erros e os acertos de outras iniciativas. O sistema de grupos de zap do Bolsonaro é bastante eficiente na propagação de conteúdo, tanto o criado pela campanha, quanto o de apoiadores independentes. É uma rede híbrida, horizontal, composta por grupos fechados e grupos abertos, com links divulgados na internet. A distribuição de conteúdo é feita pela replicação entre grupos, pelos próprios membros. Essa é a parte boa que temos que replicar.”, explica M. “Optamos por não oferecer convites públicos, que acabam descaracterizando os grupos originais, pois recebem inscrições de usuários pró e contra, e se transformam em arenas de embates virtuais.”

Segundo G., “uma das maiores preocupações do projeto é que os grupos sejam formados a partir de laços sociais existentes entre familiares, amigos, conhecidos, colegas de trabalho ou de uma comunidade, e a partir daí formar a Rede, e não o contrário. Os convidados se apresentam e passam a contribuir com o grupo, mas se um alguém tentar invadir será minoria dentro do grupo e rapidamente retirado.”

A apresentação da Rede da Democracia termina com um chamado às urnas e à ação:  “Não esqueça: VOTE 13. Não deixe a sua raiva antipetista contaminar seu julgamento. Qualquer partido democrático que fosse para o segundo turno contra o Bolsonaro teria o nosso voto. #EleNão!”

 

 

 


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Miranda em 15/10/2018 - 11h31 comentou:

Fico contente de ver surgirem iniciativas pra se contrapor à barbárie. Já postei em vários blogs progressistas, que não adianta ficar falando das desvantagens de um governo fascista dentro de nossos grupos, nós precisamos é de ferramentas e metodologia de ação.
Parabens aos organizadores. Vou procurar saber como vão localizar essas fake, se através de participantes.

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Antônio César Guimarães em 15/10/2018 - 14h11 comentou:

Prova de que a burrice é realmente uma ciência. Homens e mulheres podendo se unir

para a ascensão do país; pegando a contra mão e saindo em defesa de um comedor de CÉREBROS.

Responder

Antônio César Guimarães em 15/10/2018 - 14h14 comentou:

Há tantos burros mandando em homens inteligentes; fazendo nos crer que a burrice é uma ciência.

Responder

Antônio Carlos Alves dos Santos em 15/10/2018 - 21h36 comentou:

Tarde Demais.

Fomos destruídos por um acéfalo.

Fomos defenestrados por um cara com déficit de neurônios.

E ninguém fez nada em tempo hábil.

Agora, há 13 dias das eleições, levando um coro. Não dá mais tempo de nada.

Triste. Muito triste.

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Luciano em 25/10/2018 - 20h00 comentou:

A fábula de que o General Mourão “torturou” o cantor Geraldo Azevedo alem de ser uma fake news é obviamente a maior piada de péssimo gosto de todos os tempos pois todos sabem que o General Mourão tinha 16 anos em 1969, só falta eles inventarem que o Exercito recrutava garotos menores de 18 anos e antes que uns e outros digam que o Bolsonaro torturou o Geraldo Azevedo e bom lembrar que o Bolsonaro tinha 13 anos em 1969

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