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Bolsonaro desconvida Maduro para a posse, mas só após venezuelano recusar o convite

Chancelaria do país vizinho disse que Maduro "não assistiria jamais à posse de um presidente que é expressão da intolerância e fascismo"

Os presidentes de Cuba, Miguel Díaz-Canel, e da Venezuela, Nicolás Maduro. Foto: Irene Pérez/Cubadebate.
Da Redação
18 de dezembro de 2018, 01h28

O futuro ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, afirmou no domingo, 16 de dezembro, pelo twitter, que não convidou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, para a posse de Jair Bolsonaro, em 1° de janeiro, “em respeito ao povo venezuelano”.

A demonstração pública de “valentia”, porém, durou pouco: o chanceler venezuelano, Jorge Arreaza, divulgou uma troca de mensagens oficial entre os ministérios das Relações Exteriores de seu país e do nosso onde o Brasil convida Maduro à posse, mas é ele quem recusa. “O presidente Nicolás Maduro jamais considerou assistir à posse de um governo como o de Jair Bolsonaro”, disse Arreaza. A recusa de Maduro foi comunicada ao governo brasileiro no dia 12 de dezembro, ou seja, quatro dias antes de Ernesto Araújo dizer que não convidaria o presidente venezuelano.

O texto oficial da recusa diz: “se informa ao ministério das Relações Exteriores do Brasil que o governo socialista, revolucionário e livre da Venezuela não assistiria jamais à posse de um presidente que é a expressão da intolerância, do fascismo e da entrega a interesses contrários à integração latino-americana e caribenha”.

Mesmo após a recusa ter sido comunicada oficialmente, o futuro chanceler e o próprio presidente eleito continuavam a dizer que não iriam convidar Maduro nem o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel. “Ele não vai receber, nem o ditador que substituiu o Raúl Castro (Canel). É uma ditadura, não podemos admitir. O povo lá não tem liberdade”, disse Bolsonaro no Rio no domingo, aproveitando para mais uma vez atacar os médicos cubanos. “Os (médicos) cubanos foram embora por quê? Porque sabiam que eu ia descobrir que grande parte deles, ou parte deles, eram agentes e militares. E não podemos admitir trabalho escravo aqui no Brasil, com a máscara de trabalho humanitário voltado para pobres, no tocante a médicos, e não é verdade isso aí.”

O governo socialista, revolucionário e livre da Venezuela não assistiria jamais à posse de um presidente que é a expressão da intolerância, do fascismo e da entrega a interesses contrários à integração latino-americana e caribenha

Diante do quiproquó, o diplomata Paulo Uchôa Ribeiro Filho, que ousou discordar do reacionário Araújo na condução do caso (ele era favorável a que os governantes da Venezuela e também de Cuba fossem convidados), acabou demitido pelo futuro chanceler do cargo de coordenador do cerimonial da posse. Nesta segunda-feira, a Casa Branca informou que o ídolo de Bolsonaro, Donald Trump, anunciou que não virá prestigiar sua posse. Enviará como representante o secretário de Estado, Mike Pompeo.

Com informações da Agência Brasil

 

 


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Fabio em 24/12/2018 - 12h58 comentou:

por favor me explica. esse maduro é exemplo de sujeito democrata???

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Marcel em 25/12/2018 - 16h13 comentou:

Miguel Mario Díaz-Canel Bermúdez[2] (Villa Clara, 20 de abril de 1960) é um professor universitário e político cubano que é o atual Presidente do Conselho de Estado de Cuba desde 19 de abril de 2018 e o primeiro nascido após a revolução de 1959 a atingir tal posto. É membro do Politburo do Partido Comunista de Cuba desde 1997 e ocupou o cargo de ministro da Educação Superior de 2009 a 2012, sendo então promovido para o cargo de Vice-Presidente do Conselho de Ministros em 2012. Um ano depois, em 24 de fevereiro de 2013, foi eleito primeiro vice-presidente do Conselho

Em 18 de abril de 2018, foi eleito em Assembleia como novo presidente de Cuba, tendo tomado posse no dia seguinte (Fonte Wikipédia).

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