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“Nas senzalas da BA de 1835 havia mais gente sabendo ler que nas casas-grandes”

A quem interessa a persistência do mito de que todo africano que veio escravizado para o Brasil era "selvagem"?

Negros forjando ferro em Madagascar em 1853. Gravura de William Ellis
Cynara Menezes
20 de novembro de 2017, 16h27

Um dos mitos mais persistentes sobre a escravidão é a de que os negros que foram trazidos à força para o Brasil vieram exclusivamente para trabalhar na lavoura e na cozinha das casas-grandes e executar todo o serviço pesado que os sinhôs e sinhás se recusavam a fazer. Claro, interessa às elites brancas disseminar que os negros se tornaram escravos, ainda na África, porque não tinham condições intelectuais de resistir, que eram “selvagens”. A história, porém, é outra.

Muitos dos negros escravizados, ao contrário de seus donos, eram alfabetizados. Já possuíam um ofício especializado em sua nação de origem e foram trazidos para cá com essa função. Quem faz o alerta sobre a generalização é Gilberto Freyre, no clássico Casa Grande & Senzala (1933). “Nada mais anticientífico que falar-se da inferioridade do negro africano em relação ao ameríndio sem discriminar-se antes que ameríndio; sem distinguir-se que negro. Se o tapuio; se o banto; se o hotentote. Nada mais absurdo do que negar-se ao negro sudanês, por exemplo, importado em número considerável para o Brasil, cultura superior à do indígena mais adiantado”, escreve Freyre.

O autor pernambucano, citando Roquette-Pinto, conta que os bandeirantes se depararam no século 18 com quilombos onde os negros haviam ensinado a língua portuguesa aos cafuzos que lá viviam e a fabricar tecidos, criar galinhas e plantar o algodão. “Todos os caborés (mestiço de negro e índio) de maior idade ‘sabiam alguma doutrina cristã que aprenderam com os negros. Todos falavam português com a mesma inteligência dos pretos, de quem aprenderam'”.

Freyre questiona as teses pseudocientíficas em voga no Brasil e no mundo naquele momento sobre as características físicas e climáticas e sua influência sobre as raças, e se concentra em fatos históricos para fugir ao erro de se generalizar o africano como uma só figura de “peça da Guiné” ou “preto da Costa”.

“A verdade é que importaram-se para o Brasil, da área mais penetrada pelo Islamismo, negros maometanos de cultura superior não só à dos indígenas como à da grande maioria dos colonos brancos –portugueses e filhos de portugueses quase sem instrução nenhuma, analfabetos uns, semi-analfabetos na maior parte. Gente que quando tinha de escrever uma carta ou de fazer uma conta era pela mão do padre-mestre ou pela cabeça do caixeiro. Quase que só sabiam lançar no papel o jamegão; e este mesmo em letra troncha. Letra de menino aprendendo a escrever”.

Importaram-se para o Brasil negros maometanos de cultura superior não só à dos indígenas como à da grande maioria dos colonos brancos, portugueses e filhos de portugueses quase sem instrução, analfabetos uns, semi-analfabetos na maior parte

Ele cita o abade Étienne Ignace Brazil, em seu trabalho de 1909 sobre a revolta dos Malês na Bahia, para quem este levante, em 1835, foi motivado também pela opressão de uma cultura adiantada, a dos negros, por outra, menos nobre, a dos brancos. O chefe da polícia da província da Bahia, Francisco Gonçalves Martins, impressionado com tantos escritos feitos por escravos, salientou em seu relatório que quase todos os envolvidos sabiam ler e escrever em caracteres desconhecidos que “se assemelham ao árabe”. “É que nas senzalas da Bahia de 1835 havia talvez maior número de gente sabendo ler e escrever do que no alto das casas-grandes”, acrescenta Freyre. Não é exagero. Segundo o censo de 1872, 79,44% da população livre da Bahia era analfabeta.

Manuscrito em árabe da Revolta dos Malês em 1835

“Antônio, escravo Hauçá, pescador, disse que sabia escrever em árabe, mas só escrevia ‘orações segundo o cisma de sua terra’. Ou seja, não escrevia coisas subversivas, políticas, só orações. Acrescentou que ‘quando pequeno em sua terra andava na escola’. O escravo nagô Gaspar, preso com grande quantidade de escritos árabes, amuletos, um tessubá (o rosário malê) etc., disse ter sido ele autor dos escritos, e que aprendera o árabe em sua terra. Ele leu trechos do que havia escrito, embora alegasse não saber traduzir para o português. Observamos em todas essas declarações as lembranças de uma educação muçulmana na África, às vezes lembranças de quando eram ainda crianças”, disse o historiador João José Reis, da UFBA, sobre participantes da revolta.

Um dos pontos que Gilberto Freyre questiona é o fato de os historiadores do século 19, influenciados por Spix e Martius, limitarem a procedência de escravos ao grupo banto, quando veio para cá, afirma, “o melhor da cultura negra da África”, inclusive elementos da elite. Estas teorias equivocadas reforçaram a concepção que ainda perdura, difundida pela direita, da “selvageria” dos negros escravizados. Foi o eugenista Nina Rodrigues, segundo o autor pernambucano, quem revelou a vinda de um número similar de sudaneses. As línguas dos negros, portanto, eram variadas: além do banto, falava-se gege, hauçá, nagô e iorubá.

Um dos pontos que Freyre questiona é o fato de os historiadores do século 19 limitarem a procedência de escravos ao grupo banto, quando veio para cá, afirma, “o melhor da cultura negra da África”, inclusive elementos da elite

Fisicamente também se diferenciavam. Havia os pretos “de raça branca” ou Fulas, “gente de cor cóbrea avermelhada e cabelos ondeados quase lisos”, fruto da mistura entre sangue hamítico e árabe. Os hauçás eram igualmente mestiços de hamitas e talvez de berberes. Os Mandingo, que vieram em várias levas, tinham sangue árabe e tuaregue. A cor variava de um pardo escuro, chocolate, até o “negro retinto” da Guiné. Alguns eram altíssimos e outros mais baixos e encorpados. Os narizes também diferiam, mais largos ou mais estreitos, assim como os cabelos, mais encarapinhados ou encaracolados e até lisos.

“Os escravos de cultura negra mais adiantada foram um elemento ativo, criador, e quase que se pode acrescentar nobre na colonização do Brasil; degradados apenas pela sua condição de escravos”, escreve Gilberto Freyre. “Longe de terem sido apenas animais de tração e operários de enxada, a serviço da agricultura, desempenharam uma função civilizadora.” E não só em relação a técnicas agrárias, diz o historiador: a mineração de ferro no Brasil foi aprendida dos africanos. “Seu é o mérito da primeira indústria de preparo direto de ferro, nas forjas rudimentares de Minas Gerais, fruto natural da ciência prática infusa nesses metalúrgicos natos que são os africanos”, diz João Pandiá Calógeras em Formação Histórica do Brasil (1930), citado por Freyre.

“Os primeiros fornos de mineração de ferro em Minas Gerais eram africanos. Os negros sabiam, tinham a tradição milenar de exploração de ouro, tanto do ouro de bateia dos rios quanto da escavação de minas e corredores subterrâneos. Boa parte da ourivesaria brasileira tem raízes africanas”, confirmou o historiador Alberto da Costa e Silva em 2015 em entrevista à BBC. “De maneira geral, quando se estuda a história do Brasil, o negro aparece como mão de obra cativa, com certas exceções de grandes figuras, mulatos ou negros que pontuam a nossa história. O negro não aparece como o que ele realmente foi, um criador, um povoador do Brasil, um introdutor de técnicas importantes de produção agrícola e de mineração do ouro.”

Longe de terem sido apenas animais de tração e operários de enxada, a serviço da agricultura, os negros desempenharam uma função civilizadora

“Muitas técnicas, senão a maior parte delas, usadas e indispensáveis nas várias etapas do processo mineratório –extração, remoção e beneficiamento– foram trazidas pelos escravos africanos, como bateia, canoas e carumbé. Cumpre lembrar que o processo de fundição do minério aurífero e de ferro, com utilização de fornalhas e foles, já era conhecido e usual no continente africano, como na África Central, hoje Zimbábue, antes de 1500. Nas palavras de Davidson Basil este fato ‘revela a capacidade inventiva dos africanos, pois o princípio básico destas fornalhas não diferia do dos fornos modernos'”, dizem as historiadoras Tania Maria Souza e Liana Reis nesta pesquisa sobre as técnicas mineratórias dos séculos 18 e 19.

Espanhóis trabalhando na forja real no século 16 com a ajuda de um negro

O etnólogo alemão Max Schmidt “observou no Mato Grosso que muitas das práticas ligadas à criação do gado eram de origem africana. Também os instrumentos de ferreiro. Teriam sido transmitidas aos mestiços de índios com brancos pelos escravos negros”. Os quilombolas tiveram a “ação civilizadora” de retransmitir a língua que aprenderam dos portugueses e as práticas agrícolas que trouxeram de sua terra natal, “quase sempre elevando a cultura das populações indígenas”.

Não veio da África, portanto, apenas gente para trabalhar na cozinha, em canaviais e cafezais, como aparece nas novelas de época. “Vieram-lhe da África ‘donas-de-casa’ para seus colonos sem mulher branca; técnicos para as minas; artífices em ferro; negros entendidos na criação de gado e na indústria pastoril; comerciantes de panos e sabão; mestres, sacerdotes e tiradores de reza maometanos”, assegura Gilberto Freyre.

O etnólogo alemão Max Schmidt “observou no Mato Grosso que muitas das práticas ligadas à criação do gado eram de origem africana

O escritor pernambucano divide os negros que vieram para cá em nove grupos distintos:

  1. hotentote, caracterizada pela criação de gado, pelo uso de bois no transporte de fardos, pela utilização de suas peles no vestuário, pelo largo consumo de sua carne etc.
  2. boximane, pobre, nômade, sem animal nenhum a serviço do homem a não ser o cachorro, sem organização agrária ou pastoril, mas grandes pintores;
  3. a área de gado da África oriental (banto), com agricultura, indústria pastoril, trabalhos em ferro e madeira;
  4. área do Congo (também de língua banto), economia agrícola, caça e pesca, domesticação da cabra, do porco, da galinha e do cachorro, mercados onde se reúnem para a venda de produtos agrícolas e de ferro, artistas ocupando um lugar de honra na comunidade;
  5. Horn Oriental, com atividade pastoril, utilização de diversos animais (vaca, carneiro, cabra, camelo), organização influenciada pelo islamismo;
  6. Sudão oriental, área ainda mais influenciada pela religião maometana, língua árabe, abundância de animais a serviço do homem, vestuário de panos semelhantes aos berberes;
  7. Sudão Ocidental, região de grandes monarquias ou reinos, sociedades secretas influenciadoras da vida política, agricultura, criação de gado e comércio, notáveis trabalhos artísticos em pedra, ferro, terracota e tecelagem;
  8. área do deserto (berbere);
  9. área egípcia.

A influência do islamismo veio para o Brasil junto com os escravos, “florescendo no escuro das senzalas”, diz Freyre, citando o abade Étienne. Vieram mestres e pregadores para ensinar a ler o Alcorão em árabe, e funcionaram aqui escolas e casas de oração maometanas. O ambiente que precedeu a revolta dos Malês em 1835 foi “de intenso ardor religioso entre os escravos. (…)Escravos lidos no Alcorão pregavam a religião do profeta, opondo-se à de Cristo, seguida pelos senhores brancos no alto das casas-grandes. Faziam propaganda contra a missa católica dizendo que era o mesmo que adorar pau; e aos rosários cristãos, com a cruz de Nosso Senhor, opunham os seus, de 50 centímetros de comprimento, noventa e nove contas de madeira, terminando com uma bola em vez da cruz”.

Negra separando fibras de algodão no Senegal no século 18. Gravura de René Claude Geoffroy de Villeneuve

O fato de terem vindo para cá muitas vezes nus tampouco significa que andassem sem roupa em suas nações de origem e sim que foram despidos de suas vestes ao serem escravizados. Tanto é que os trajes de influência árabe persistiram até hoje: de onde vêm os turbantes e os panos da costa usados pelas baianas de acarajé? Suas figas, pulseiras, braceletes, colares? Os Malês, por exemplo, embora os negros andassem de peito nu na Salvador da época, saíram para sua revolta vestidos com túnicas tipicamente muçulmanas.

Se muitos negros vinham para o Brasil sabendo ler e escrever, a desigualdade educacional que ainda existe foi legada a seus descendentes pelas leis discriminatórias do império. A Constituição de 1824, por não considerar os escravos “cidadãos”, lhes negava o acesso à instrução pública. Em 1854, o Regulamento da Instrução Primária e Secundária no Município da Corte só permitia o acesso às escolas à população livre e vacinada, não portadora de moléstias contagiosas. Para manter os negros sob o jugo dos brancos, os escravos eram expressamente proibidos de estudar nas escolas públicas.

São estas distinções feitas já em cativeiro e não por uma origem intelectualmente “inferior” que explicam a desvantagem histórica dos negros em relação aos brancos. E é esta desvantagem que a política de cotas adotada durante os governos Lula e Dilma veio com a intenção de corrigir. Um povo sem instrução é um povo fácil de manipular. Será um resquício do escravagismo o ódio de nossa elite às cotas?

 

 


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(16) comentários Escrever comentário

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Sergio em 20/11/2017 - 16h32 comentou:

Está na hora de eleger um presidente negro para o país!

Responder

    Luís Fraga em 21/11/2017 - 16h08 comentou:

    Tipo o Joaquim Barbosa? No que isso ajudaria?

    Gabriel em 22/11/2017 - 18h58 comentou:

    Sim, ta na hora de eleger um presidente negro…esse cara é o Leonardo Pericles da unidade popular pelo socialismo e do movimento de luta nos bairros, vilas e favelas.

    Tatiane em 01/12/2017 - 00h40 comentou:

    Como de praxe, as pessoas desconhecem que já tivemos um presidente negro na história do Brasil: Nilo Peçanha, presidente inclusive da República Velha. Esse desconhecimento é fruto de uma cultura e história elitista e racista, que o embranqueceu.

    José Renato Lattanzi em 01/12/2017 - 15h52 comentou:

    Será que ninguém notou que o Lula é mestiço, assim como a maioria da população brasileira?

ari em 20/11/2017 - 18h25 comentou:

Muito bom!

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Homero Mattos Jr. em 20/11/2017 - 21h53 comentou:

a melhor das narrativas neste Dia da Consciência Negra.
parabéns, Cynara.

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Raphael Gomes em 21/11/2017 - 00h12 comentou:

Eu mesmo aprendi na escola que os índios não serviam para a escravidão, pois não aceitavam a condição de escravos. Ou seja, então os negros aceitavam pacificamente, certo? Alguns anos depois, ainda na escola, aprendi que era o lucro trazido pelo tráfico negreiro que obrigava o uso de mão-de-obra escrava africana, e que a escravidão indígena só foi frequente nas partes mais pobres do Brasil. Peguei essa (pequena) mudança no ensino da História. E nem sou tão velho assim. Incrível como não parecia absurda a tese de que os negros se sujeitavam à escravidão com naturalidade. Preconceitos são ensinados e a gente nem percebe. Parabéns pelo texto, Cynara.

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Jose Renato Bizerra em 21/11/2017 - 08h44 comentou:

O elemento branco, aliado à Igreja Católica, tinham interesse em faze-lo e claro que tentaram e conseguiram insultar o elemento negro, diminuindo o valor desse último, menosprezando-o, para sufocar a cultura do elemento africano, sua religiosidade, sua música. Por outro lado perdura contra a obra de Gilberto Freyre uma tentativa de diminuir-lhe o valor por ser uma obra nordestina, mas que ousadamente explica o Brasil. Fosse ela escrita no Rio de Janeiro, ou em São Paulo, talvez tivesse melhor acolhida. Mas como o Sul/ Sudeste aceitariam que a redescoberta do Brasil se desse no Nodeste com a obra de Gilberto Freyre? Freyre, com Casa Grande e Senzala, redescobriu o Brasil. Mostrou que somos negros, brancos, mulatos, cafusos. Freyre mostra a superioridade do elemento africano frente ao nativo. Não é por acaso que Casa Grande e Senzala é o mais importante livro escrito no Brasil. Freyre está para o Brasil assim como Cervantes está para o seu país. Freyre, um nordestino que não aceitou se tornar um retirante, deixou obra genial, no dizer de Darcy Ribeiro. Daí parece vir a ciumeira da chamda Escola Paulista, Florestan Fernandes e Fernando Henrique Cardoso à frente, contra a obra do nordestino.

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Ney Brumassio em 21/11/2017 - 10h55 comentou:

Está na hora de elegermos um presidente Negro, mas acho que Joaquim Barbosa, não serve, pois trata-se de uma pessoa que estudou as leis, mas parece não entender o funcionamento das coisas. Trabalhou no julgamento da AP 470 e não se deu conta que as pedaladas jurídicas ali implementadas deram como resultado um Golpe Parlamentar e entregaram o governo nas mãos de uma Quadrilha. Ele e muitos inocentes úteis acham que fizeram um ótimo trabalho, que na busca incessante de lutar contra a “corrupção” a coisa melhorou. Melhorou tanto que hoje o Chefe da Polícia Federal em agrado ao seu patrão Temer, disse que uma Mala não prova nada, mas um Pedalinho é prova robusta! Triste, o Brasil que vivemos hoje! Precisamos de um Negro Presidente, mas Joaquim Barbosa não representa o povo pobre trabalhador e os negros!

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Luís Fraga em 21/11/2017 - 16h11 comentou:

Bacana, Cynara.
Belo artigo, muito bom aprender um pouco mais!

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geraldo l melo em 21/11/2017 - 16h37 comentou:

“Nordestino que se recusou a ser retirante…diz o José Renato Bizerra.
É preciso lembrar que Freyre era usineiro, rico, tanto que pôde estudar nos EUA.
Os paulista tinham influência francesa, enquanto a dele era anglo-saxã.
FFernandes fundou a nossa sociologia, i’m sorry.

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Wander Veroni Maia em 22/11/2017 - 16h47 comentou:

Oi, Cynara! Parabéns pelo texto. Quando leio esse tipo de artigo fico pensando no quanto às escolas ensinam mal sobre a Colonização Portuguesa e a importância da influência cultural da população negra vinda escravizada da África. Os negros tiveram um papal muito significativo na cultura, sobretudo no trabalho ligado a mineração e a engenharia. É tanto que a nossa cultura brasileira tem muita influência do povo negro. O que falta mesmo são as pessoas saberem disso, de lerem mais sobre a história do Brasil sob o ponto de vista do negro. Artigos como são são um banho de autoestima. Parabéns mais uma vez! Abraços

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    Cynara Menezes em 22/11/2017 - 17h11 comentou:

    obrigada!

José Renato Lattanzi em 01/12/2017 - 15h48 comentou:

Cabe considerar que, atualmente, o maior fator de discriminação é a categoria social e não a cor da pele. O que causa certa confusão é o fato de que o fim da escravidão não significou a incorporação dos ex-escravos à sociedade brasileira, criando uma imensa maioria de negros livres e pobres que se juntaram à massa de desvalidos brancos e mestiços que grassavam pelo país em formação. Se as cotas servem para reparar injustiças, o melhor é que tenham como foco o critério sócio-econômico, único capaz de alcançar todos os atingidos pela pobreza.

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