Socialista Morena
Feminismo, Politik

Por um masculinismo CONTRA o machismo

Como é que o homem aceita bovinamente os estereótipos sobre o que é ser homem?

Roger Mayne, 1957
Cynara Menezes
12 de dezembro de 2014, 13h24

Tenho dois filhos homens com uma diferença de 17 anos entre eles. E sempre me esforcei por ser uma mãe que não reforça estereótipos sobre masculinidade nem reprime a sexualidade ou a personalidade de nenhum dos dois pelo menos, claro, não de forma consciente. Um dia, quando o maior tinha uns 8 anos de idade, resolvi lhe contar que quando eu era pequena os mais velhos viviam dizendo que homens não choram. Ele me olhou como se eu tivesse falado a coisa mais bizarra do mundo e disse:

– Sério? Nossa, que estranho.

Recentemente, resolvi repetir a “experiência” com o mais novo, de 6 anos. “Você sabia que quando eu era pequena diziam que homens não choram?”, perguntei. E ele respondeu:

– Mas eu não sou homem, sou uma criança!

Sim, houve um tempo em que homens adultos e mesmo as crianças do sexo masculino eram proibidos de chorar. Demonstrar dor ou tristeza através de lágrimas era considerado sinal de fraqueza, de “pouca macheza”. Coisa de “mulherzinha”. Na época do meu pai, também era malvisto que um homem manifestasse afeto fisicamente por outro, ainda que fosse seu filho. Pais não podiam abraçar e beijar os filhos homens (e, em alguns casos, nem as filhas mulheres). Que estranho, diriam meus guris hoje em dia.

Toda essa repressão foi a responsável por gerações inteiras de homens travados em termos afetivos, incapazes de fazer demonstrações de carinho públicas e privadas com seu amor (não excluo os gays) ou com seus filhos. Em efeito cascata, outros homens criados por estes homens também se tornariam assim, para sofrimento deles mesmos e de quem estava a seu redor. O fenômeno que vitimou estes homens, assim como vitima as mulheres, se chama machismo.

Os homens que se revoltam com o machismo deveriam criar um movimento próprio. Deviam perder o medo de parecer “menos homens” e discutirem mais suas questões

Sempre me impressionou como os homens, ao contrário de nós, mulheres, nunca procuraram refletir sobre si próprios. Talvez porque passar a pensar sobre a natureza masculina fosse considerado (e ainda é) “frescura”, coisa de homem “sensível”, o tipo mais desprezado entre todos, até mesmo pelas mulheres. Homem “de verdade” não encana com essas coisas. Machismo.

Como é que o homem aceita bovinamente os estereótipos sobre o que é ser homem? Nós, mulheres, estamos cada vez mais nos libertando deles, e os homens, não. Nem sequer questionam que um homem para “ser homem” precise “parecer homem”. Que não possa ter gestos ditos “femininos”. Que não possa admitir nunca vulnerabilidades e fraquezas porque isso é “ser frouxo”. Que tenha que se vestir de determinada maneira. Até as cores são um tabu para os homens: homem que é homem não usa cor-de-rosa. Que cor uma mulher não pode usar? Que roupa uma mulher não pode usar? Tem aspectos que somos mais livres do que eles… A diferença é que nós nos rebelamos. Eles não. Ainda não.

O mundo está mudando e vejo aparecer alguns homens se esforçando na tentativa de transformar seu destino. Li outro dia no El Pais que os espanhóis começam a se juntar em grupos para discutir como podem ser melhores pais, dividindo tudo com as mães em relação aos cuidados dos filhos, inclusive as tarefas domésticas. Estes homens não são nossos inimigos. São nossos parceiros.

No Brasil, há cada vez mais pais jovens que não aceitam o papel que lhes cabia na educação dos filhos, de serem os disciplinadores, os manda-chuvas, os responsáveis pela parte mais dura da criação. “Vou contar para o seu pai”, diziam as mamães de minha infância. Tínhamos medo de nossos pais. A maioria dos homens que eu conheço não quer ser esta presença amedrontadora e distante na vida de seus filhos. Quer ser amado por eles. Me contaram do surgimento de cursos específicos para homens interessados em melhorar sua afetividade, para conviver melhor e de forma mais proveitosa com aqueles que amam. Que bom.

É verdade que as estruturas de poder da sociedade são feitas para beneficiar os homens. É possível que uma maioria deles ache isso ótimo e deseje de fato deter este poder. Mas e os homens que não desejam ter todo este poder?

Tem outras questões que ficam rondando minha cabeça. É verdade que as estruturas de poder da sociedade são feitas para beneficiar os homens. É possível que uma maioria deles ache isso ótimo e deseje de fato deter este poder assim como é possível que também a maioria das mulheres deseje poder, ou não? Mas e os homens que não desejam ter todo este poder? Que não se enquadram neste modelo que se espera que sigam apenas por serem homens? Acaso não são vitimados por estas estruturas tanto quanto as mulheres?

Me revolta ver algumas feministas defenderem que “todo homem é um estuprador em potencial” porque a sociedade os fez assim principalmente porque é mentira. Se fosse verdade, para começo de conversa, os gays teriam que entrar nessa conta. Ou não são homens? Gays são estupradores em potencial? Hum… Difícil. Não é à toa que tem feminista radical, por absurdo que pareça, cometendo transfobia. Se a sociedade machista fez com que muitos homens sejam estupradores em potencial? Claro, taí o deputado Bolsonaro que não me deixa mentir. Mas a sociedade machista também moldou mulheres canalhas. Taí a apresentadora Rachel Sheherazade que não me deixa mentir.

Acho uma injustiça ver os homens que tentam se juntar à luta feminista serem desprezados por algumas delas e chamados zombeteiramente de “feministos”. Ou sendo reduzidos a “uzomi”. Isso reforça a ideia de que feminismo é mulher contra homem, quando deveria ser mulher e homem contra o machismo. Não se pode “roubar o protagonismo” das mulheres nesta luta, dizem algumas feministas, como se o machismo só atingisse a nós e não a eles também. Como se fosse real este desejo por parte deles de “roubar o protagonismo” da mulher. E se eles estiverem querendo apenas ser solidários, caminhar ao lado ou por que não? se unir a uma luta que também consideram sua?

Por conta da omissão destes homens, todos os “ismos” relacionados ao masculino foram usurpados pelo machismo para serem utilizados contra o feminismo: hombrismo, masculinismo

Rejeitados pelas feministas, os homens que se revoltam com o machismo deveriam criar um movimento próprio. Deviam perder o medo de parecer “menos homens” e discutirem mais suas questões. Deviam refletir se este modelo machista de sociedade também não os agride, não os oprime e não os prejudica enquanto seres humanos, assim como acontece com as mulheres.

Infelizmente, por conta da omissão destes homens, todos os “ismos” relacionados ao masculino foram usurpados pelo machismo para serem utilizados contra o feminismo: hombrismo, masculinismo. A hipótese de um masculinismo que pudesse significar uma luta análoga ao feminismo, virou uma revoltinha de machistas birrentos e com pouco tutano contra as conquistas femininas. Como se as mulheres estivessem querendo roubar o lugar dos homens e eles precisassem se proteger. Patético.

Resgatado, o masculinismo poderia se tornar um “feminismo do homem” contra o machismo. Acredito que todos nós, homens e mulheres que não nos beneficiamos do machismo da sociedade, somos vítimas dele. Todos, homens e mulheres que sofremos com o machismo, temos o direito de lutar contra ele. Homens: à luta, companheiros.

UPDATE: Nem machistas nem fascistas. Mandaram para mim este post sobre o Coletivo de Homens Anti-Patriarcais da Argentina (veja aqui). Como pode ser bacana esta luta, hein? Muito bom.

UPDATE 2: Este vídeo do movimento brasileiro Homens, libertem-se é muito bom.


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Conexões Invisíveis em 12/12/2014 - 14h02 comentou:

Que texto lindo, parabéns, provoca reflexões importantes!
Gostei da parte do machismo feminino…a maior parte das mensagens desse tipo que me lembro de ter recebido na minha vida vieram da minha mãe, nunca de meu pai.
Que bom que você, especialmente você, está tocando em assuntos como certa radicalidade feminista tão anacrônica quanto inócua.
De qualquer forma é sempre bom te ler, nesse mar de lama em que vivemos, um pouco de lucidez é sempre bem vinda.

Responder

tiagofreire em 12/12/2014 - 14h04 comentou:

Cynara, imagina homem que é contra o machismo aqui no Nordeste, onde o conceito de "cabra macho" é extremamente arraigado na cultura? Me identifiquei muito com o seu texto porque homem, hétero e desapegado de machismo sofre mesmo! Talvez seja quem mais escuta barbaridades, pois os outros acham que, por convenção, você necessariamente é igual a eles. Outro dia ouvi "todo homem hétero é homofóbico, não tem jeito".

Responder

    Bruna em 12/12/2014 - 19h18 comentou:

    Legal seu comentário Tiago, eu imagino como deve ser isso. Eu me sinto super bem sendo feminista até pq eu moro na capital do rio, mas tenho ctz que sofreria os diabos se morasse em cidades do interior.

    Fellipe em 13/12/2014 - 18h47 comentou:

    Eu passo pela mesma situação, moro no interior de pernambuco, e ser um homem contra o machismo ainda é visto com espanto por aqui, principalmente por quem ainda não conseguiu abrir a cabeça pro diferente. Houve um episódio ridíiculo com eu e minha namorada, alguém disse à minha mãe que minha namorada ficava com várias pessoas e tal, e que era pra eu ter cuidado e mais outros absurdos. Velho, as pessoas esquecem que somos pessoas humanas livres, e ficamos, namoramos, transamos. etc, com quem quisermos e isso não é da conta de ninguém ou que isso nos torne piores ou melhores ou piores.

    Marcus Rock em 15/12/2014 - 01h06 comentou:

    Cara, você e sua namorada, e todo mundo, tem o direito de ficar com quem quiser, tantos quantos forem. O que você não pode é arrotar o SEU entendimento de que isso é irrelevante no conceito de "melhores" ou "piores". Esse julgamento é pessoal. Não é da conta de feminista alguma. Nós, homens, podemos julgar as mulheres conforme quisermos (se as julgamos, é claro, a partir de uma ótica personalista, ou seja, para ser uma companheira, namorada, amiga). Feminismo deve falar exclusivamente para mulheres. Que sejam o que quiserem, pouco importa. Agora, dizer que não podemos julgá-las segundo a nossa ótica? Nunca.

    Marcos Paulo em 24/12/2014 - 16h23 comentou:

    Pode julgar sob sua ótica mas só para você. Se o cara achou que a mulher não era boa suficiente por ser 'rodada', que guardasse isso pra ele. Não tinha nada que ir falar pra mãe do outro pra ele tomar cuidado porque ela era assim. Essa é a diferença e é ai que entra o machismo.

    ducabarreto em 05/01/2015 - 18h55 comentou:

    Por que devemos julgar quem quer que seja, apenas por ter opções e opiniões distintas das nossas?

Sammi em 12/12/2014 - 14h14 comentou:

Cynara admiro muito sua coragem. Esse post é muito necessário e já prevejo várias radfems virem atacando com seus sofismas e generalizações.

Concordo com tudo.
Laerte diz: “Existiu a tal da revolução feminina, que é um dos marcos da humanidade. O que não aconteceu é a revolução masculina” e ele tem razão. Embora os homens sejam privilegiados nas estruturas de poder, a cultura impõe muito mais normatividade ao que é ser " masculino" que ao que é ser "feminino".

As imposições e censuras a mulher, como a objetificação e o slut-shaming, por exemplo, fazem parte mais de uma maneira do patriarcado controlá-las do que uma questão de identidade. Mulheres são educadas desde crianças com barbies, casinhas e panelinhas, uma estratégia para objetificá-las e restringir seus espaços de poder, mas não escandaliza muito mais um menino brincando de boneca que uma menina brincando de carrinho? E que o senso comum diz sobre uma mulher de terno e um homem de vestido?

Claro que a luta das mulheres é infinitamente mais importante dentro do feminismo já que o machismo significa morte, abusos e tortura para elas. Mas não seria nada mau se as feministas reconhecessem que o machismo também faz mal aos homens.

Não só por isso. O sofrimento do outro faz mal a gente como ser humano. Tudo uma questão de empatia. Devemos sempre juntar esforços contra o racismo, xenofobia, homofobia, transfobia, machismo, moralismo e todos os outros ismos.

Responder

@massafera em 12/12/2014 - 15h39 comentou:

Eu só acho que levar ao pé da letra a zombaria de "uzomi" demonstra que a autora pouco sabe mesmo sobre o porquê da implicância que as feministas tem com esses homens.

E o termo "feministo" NUNCA é usado em relação aos homens que realmente apóiam o feminismo. Ele é usado para aqueles caras que se dizem feministas, usam blusa feminista, apenas para chamar atenção das meninas, para ganhar a estrelinha de bom moço; mas na hora H vai regular as atitudes da namorada ou defender o amigo que agrediu a ex.

E não me refiro às radfems, ou à vertente transfóbica do feminismo, que se preocupa mais em cultuar o ódio ao pênis do que apoiar as irmãs cis, transgêneras e travestis. Estou me referindo ao feminismo como um todo.

Acontece que os homens, e sua criação para sempre ser o centro das atenções, anda exigindo espaço no feminismo para falar sobre ele com a mesma prioridade que uma mulher.

Daí vem aquela justificativa imbecil de "se não fossem os brancos, os negros ainda seriam escravos". Sim, para desconstruir séculos de machismo nós precisaremos da ajuda e da boa vontade (quase inexistente) dos homens. Mas tirar o protagonismo das mulheres é injusto. Mesmo porque colocar um homem "para representar o feminismo porque daria mais credibilidade ao movimento" nada mais é do que um baita de um machismo escancarado. Como assim, pra sociedade aceitar o feminismo, tem que ter um homem falando sobre ele? Socorro!

E afinal.. qual o problema das mulheres terem um espaço só delas? Uma luta que elas levam adiante?
Os homens não tem seus espaços exclusivos (clubes, grupos, seitas?)? Por que as mulheres não podem ter também?
Nenhuma mulher diz que homem não sofre com machismo. Mas nenhuma mulher vai aceitar que um homem diga "eu sofro tanto quanto você, mulher", porque não sofre.
Não reconhecer isso é falta de empatia da parte dos homens.

O homem realmente feminista sabe seu lugar de apoio.
Ele sabe que tem de levar a mensagem feminista pros amigos babacas dele, pro meio dele, e não querer se enfiar no meio das mulheres. O homem que insiste que só aceita apoiar as mulheres se puder ter o crachá de feminista só quer mesmo aparecer. Como lhe foi ensinado a fazer.

Até entendo que o texto teve um objetivo nobre, mas ele mais atrapalha do que ajuda. Exatamente como o discurso da Emma Watson: por não procurar ver onde está o real problema nessa "participação masculina", acaba soando como um pedido de "por favor, vamos passar a mão na cabeça dos homens, porque eles também sofrem". E esse tipo de colo, infelizmente, muito homem adora. E eu acho que as feministas estão mesmo cansadas de ficar nessa: só dando colo.

Responder

    Catarina em 12/12/2014 - 17h19 comentou:

    "E não me refiro às radfems, ou à vertente transfóbica do feminismo, que se preocupa mais em cultuar o ódio ao pênis do que apoiar as irmãs cis, transgêneras e travestis. Estou me referindo ao feminismo como um todo. "

    Podia ter passado sem essa. Radfems não são nada disso, você deveria se informar melhor sobre o Feminismo radical, assim como a Cynara deveria se informar melhor sobre Feminismo em geral.

    Leon em 12/12/2014 - 17h40 comentou:

    "Os homens não tem seus espaços exclusivos (clubes, grupos, seitas?)? Por que as mulheres não podem ter também?"

    Eu achava que o feminismo pretendia lutar contra esse tipo de coisa… Que as mulheres gostariam de conquistar o direito de ocupar qualquer espaço da sociedade… Imagine se o movimento negro, ao invés de ter lutado contra a segregação, tivesse lutado para aumenta-la?!?

    Em sendo o feminismo um movimento contra o machismo, não há que se falar em tirar o protagonismo das mulheres. Só haveria protagonismo exclusivo de mulheres caso fosse um movimento contra homens. O machismo afeta a todos, homens, mulheres, indecisos e crianças, et al., de modo que todos podem protagonizar essa luta. Ademais, quem reclama que está "perdendo o protagonismo" (ou coisa que o valha) é alguem que só quer aparecer, já que o ponto principal não é o protagonismo, mas a luta.

    Catarina em 13/12/2014 - 17h18 comentou:

    Não. Essa luta é de mulheres. Vivemos numa sociedade patriarcal que privilegia homens. Você não vão ser protagonistas no nosso movimento. Jamais.

    Marcus Rock em 14/12/2014 - 02h30 comentou:

    Tadinha. Acha que é dona de alguma coisa. Quem quiser ser feminista tem que pedir a você? Que piada. O lugar do homem é onde ele quiser. Inclusive liderando o feminismo, se for idiota o bastante para isso. Mas não tem que pedir a ninguém para fazê-lo. Muito menos para uma mulher.

    Catarina em 14/12/2014 - 19h33 comentou:

    Coitado do homem que tentar liderar no Feminismo. kkkkkkkkk
    Você quer tentar? Experimenta pra ver….

    Marcus Rock em 15/12/2014 - 01h08 comentou:

    Tadinha… O feminismo é tão forte, mas tão forte, que precisa de Estado para tudo. Ou seja, a mulher só vai até o homem permitir. Sem Estado, sem feminismo. E aquilo que vocês chama de "machismo" se impõe, não mendiga e não precisa de Estado. Você não põe medo em ninguém. Está assutada e acuada. E claramente desesperada.

    Andressa em 15/12/2014 - 05h31 comentou:

    Marcus "Rock", qualquer grupo de movimentos políticos busca positivar direitos e espaços na legislação para torná-los oficiais e, portanto, respaldados. Também fomentam mudanças de cunho cultural que levam muito mais tempo para acontecer. Não é só o feminismo que funciona assim. O Estado não é uma entidade masculina que dá a última palavra, é o Estado. Inclusive o próprio Estado retém o poder que nós mesmos lhe incumbimos em forma de uma espécie de "contrato", mas que é nosso e nós podemos persuadi-lo com a força popular. Isso é teoria política básica. Ninguém mendiga nada, só demanda quebra de paradigmas. Fundamental pra evolução da sociedade.
    Ainda que eu não esteja de acordo com a Catarina, – até porque como ela não chegou a propor um argumento claro então não tem o que discutir – te aconselharia a se informar melhor e se liberar dessa postura passivo-agressiva. Mas se conselho fosse bom a gente vendia, né?

    Marcus Rock em 15/12/2014 - 19h29 comentou:

    Graças a Deus, sempre fui protagonista na vida. Passividade é algo que nunca fez parte do meu modus operandi. E sua tese é falsa. O Estado é um ente que tem a incumbência de equilibrar os poderes sociais, protegendo a parte mais fraca do jugo própria da parte mais forte, sem, no entanto, usurpar para si o poder social e tirá-lo da parte mais forte e cedê-lo, artificialmente, à parte mais fraca. E isso é teoria política básica. Sua postura falsamente erudita é interessante e boa tática, reconheço. Mas, comigo, não vai colar. Tenta de novo, se puder.

    Marcus Rock em 15/12/2014 - 21h18 comentou:

    Errada de novo. Aquilo a que você denominaram "machismo" (lembrando que machismo não existe, é mero inimigo inventado, não há grupo político reivindicando a implantação do "machismo") não precisa de Estado, não pediu nada. Produziu, e se empoderou pela produção. Ninguém vai se empoderar por discurso ou por achar que merece. Produza igual ao homem com o mesmo nível de eficiência, durante TODA A VIDA, e mandará e terá voz como o homem. Produza mais que o homem, durante toda a vida, e terá voz superior. Não faça isso, e não terá voz. É bem simples. E lei é referência de conduta, não garantia de conduta. Nada vale quando o Estado começa a se afundar na ineficiência. Por isso que homens não se importam com leis feministas ou movimentos feministas. São inúteis e inócuos. PRODUZA, e não precisará de Estado. Seu poder será legítimo, não uma fraude como o feminismo pretende. E pode até conseguir na lei, mas sem efeito prático algum.

    ducabarreto em 05/01/2015 - 19h01 comentou:

    Acho que vc está viajando, Catarina. A luta é de todos – pessoas. O machismo é uma cultura. Faz todo sentido que aqueles que querem mudar essa cultura se unam para isso. Isso fortalece o movimento, em vez de enfraquecer. Acho que sua atitude (e de muitas feministas radicais) gera um tipo de separação totalmente desnecessária. Em vez de continuar pensando em termos de mulheres x homens, faria muito mais sentido pensar em pessoas, e ponto. Isso seria a verdadeira mudança de paradigma.

    Joane em 10/02/2015 - 22h26 comentou:

    O protagonismo da mulher é importante, caso contrário, ficaremos o resto da vida nas mãos do que os homens querem nos dar. Não dá pra ter homem liderando feminismo.

    Eduarda Flores em 13/12/2014 - 00h09 comentou:

    Sim! Disse tudo, o homem já tem um lugar no feminismo, reconhecendo seus privilégios e desconstruindo discursos machistas em seu meio privilegiado, assim como nós, mulheres cis, brancas etc. de feminismo radical entendo pouco, mas das radfem que conheço a maioria é transfobica e isso acaba manchando o movimento. o texto foi infeliz em querer comparar o sofrimento dos homens com os das mulheres, homem nunca vai ser objetificado, assediado como nós e nunca vai ficar com medo de ser estuprado, sempre vai poder exercer sua sexualidade sem ser demonizado por isso e também nunca vai ser culpado por uma gravidez, vai poder abortar sem ser apedrejado. o machismo não prejudica ambos gêneros igualmente, sempre somos as mais cobradas e as mais perseguidas.

    Rafa em 13/12/2014 - 23h47 comentou:

    Olha, existe uma diferença entre protagonizar e lutar junto. Você não podia estar mais certa quando disse que homem não deve tomar a protagonização da mulher no feminismo, porque a mulher é sim a mais agredida (não digo a que sofre mais, porque isso vai de cada um, um homem pode muito bem ser mais sensível nesse sentido e sofrer mais com os ataques a si e às mulheres e se sentir mal por fazer parte desse grupo, da mesma forma que ele pode ser totalmente insensível e machista), agora excluir 100% o papel do homem na luta também não né, até porque isso é sim reforçar a ideia de que cada um tem um lugar (não preciso nem te citar pra você perceber que disse isso, não é?).

    Tommy em 13/12/2014 - 23h56 comentou:

    As mulheres merecem e devem ser protagonistas do feminismo. Mas excluir o homem do feminismo é injusto. Não tô vitimizando, dizendo que sofro, blá, blá, blá, mas nós, que realmente lutamos contra o machismo e negamos nosso privilégio, quando buscamos grupos de debate e um grupo de acolhimento somos escorraçados? Como algumas feministas esperam que a sociedade em geral se livre do machismo, misoginia, lgbtfobia se as próprias feministas agem como machistas para com o "homem feminista"? O movimento em si precisa repensar nas suas atitudes. Pelo menos eu desejo uma sociedade igualitária, livre de privilégios para homens e fim da opressão para mulheres e para qualquer outro segmento. Mas, não, algumas feministas fecham o movimento em uma caixinha e coloca somente mulheres nela, excluindo totalmente qualquer participação masculina. Eu não quero que o homem roube o protagonismo feminino na luta, só quero que homens e mulheres andem de mãos dadas em prol de uma luta de mulheres. Só isso.

    Mally em 14/12/2014 - 11h18 comentou:

    Não se trata de excluir os homens, não queremos isso. O problema é eles quererem ser o centro das atenções, decidir quais devem ou não ser nossas lutas, decidir se algo é ou não machismo. O problema é achar que o feminismo tem que de depender de homens pra ter valor, que eles devem liderar, decidir as pautas, etc.

    Mas não sou contra a participação deles, contanto que respeitem nossa luta e não venham com mansplaining toda vez que alguma mulher denunciar machismo ou agressão, que não duvide da palavra da vítima de assédio/agressão/estupro, que não venha querer justificar o próprio machismo ou de outrem. Aí realmente não dá.

    Marcus Rock em 14/12/2014 - 18h59 comentou:

    É mesmo. Duvidar de uma mulher que se diz vítima de assédio/agressãoestupro não pode. Como todos sabemos, mulheres são seres-deus, não mentem.

    Tommy em 24/01/2015 - 14h59 comentou:

    Puts, que lixo que você acabou de falar, cara. Respeita as minas. E, Mally, essa é exatamente a minha opinião. Só acho que excluir os homens que não agem desse jeito injusto. Somente isso.

    Matheus J.P em 18/02/2015 - 20h54 comentou:

    O que Marcus falou não foi um lixo. Em qualquer ocasião a suposta vitima deve provar que o suposto criminoso realmente cometeu o crime. Não cabe ao acusado provar sua inocência, mas sim a vitima provar que realmente sofreu o crime e a identidade quem o cometeu. Seria injusto se qualquer pessoa acusada de violência domestica ou estupro fosse automaticamente considerada culpada. Graças ao feminismo (o que é ótimo!), denuncias de violência contra a mulher não são mais tratadas com o descaso de antigamente (as coisas ainda não estão perfeitas, mas é o progresso é evidente). Entretanto a violência contra o homem geralmente é tratada com descaso, chegado a ser motivo de piada ( Esse vídeo mostra isso bem: https://www.youtube.com/watch?v=Jy5vRGtKPY0). Não importa o gênero de quem sofre ou comete o ato de violência, qualquer ato de violência deve ser combatido. Verdadeiros masculinistas são feministas e vice-versa, pois ambos os movimentos combatem um inimigo em comum que é o sexismo.

    @ana_salza em 14/12/2014 - 13h58 comentou:

    Super concordo!
    Passamos a vida toda com medo dos homens e quando eles se aproximam querendo construir temos medo deles? Medo de roubarem nosso protagonismo???
    Pq não afastamos dos feminismos pessoas transfóbicas? Mulheres que acreditam em hierarquia dos movimentos?
    Movimento igualitário!
    Não somos bobinhas que vamos ser iludidas por homens que vão 'roubar' nosso movimento!!!

    Catarina em 14/12/2014 - 19h37 comentou:

    Medo de homem no feminismo? Mulher não tem "medo" de homem no feminismo. Nós não vamos é permitir que eles sejam protagonistas no NOSSO movimento porque isso não faz o menor sentido.
    Eles é que tem medo do feminismo e querem se meter pra ditar contra o que vamos lutar.
    Jamais permitiremos isso.

    Marcus Rock em 14/12/2014 - 22h43 comentou:

    Homem não precisa, jamais precisou e jamais irá precisar de permissão de mulher.

    Camille em 15/12/2014 - 02h32 comentou:

    Ta vendo, é por isso que esse post, como a amiga disse acima, mais atrapalha do que ajuda. Já deu trela para aparecer um macho dizendo que as mulheres são dependentes, que não vão mandar nele nem dar permissão, blablá essa baboseira toda que já escutamos numa cultura machista. Não dá pra ser tão ingênua e achar que os homens vão ser tão bons assim para o movimento. Mesmo que conscientemente ngm vá armar um plano "vamos roubar o protagonismo delas" o fato é q isso acontece pq os homens culturalmente são muito mais ouvidos.

    Em pesquisas divulgadas no blg da Lola Escreva: "De fato, em grupos de solução de problemas dominados por homens, incluindo salas de reuniões, comitês e corpos legislativos, os homens falam 75% mais que as mulheres, com efeitos negativos sobre as decisões tomadas. Por isso, os pesquisadores resumem, “Ter um assento à mesa não é a mesma coisa que ter uma voz." Até mesmo no cinema e na televisão, os atores têm mais discursos de interrupção e têm o dobro do tempo de fala e exposição do que as atrizes. E isso não se limita à história ou a mídias antigas, é reproduzido online. Tópicos no Listserve introduzidos por homens têm uma taxa de resposta muito mais alta e, no Twitter, as pessoas retuítam homens duas vezes mais que mulheres"

    Marcus Rock em 15/12/2014 - 13h07 comentou:

    Exato. Homens são mais produtivos, a história e antropologia provam isso. Por isso têm voz. Feminismo precisa de Estado para existir. E Estado não é de graça, custa dinheiro. Isso é suficiente para a conclusão óbvia: o feminismo é ineficiente, por isso jamais prosperou, seja onde for. Veja o caso da Suécia, hoje, totalmente entregue, economia em frangalhos, indicadores sociais que não param de cair, e um país invadido por muçulmanos. As feministas de ontem ainda vivas hoje clama pelo fim do feminismo, pois precisam de serviços estatais e dizem (as outrora feministas) que uma mulher policial ou uma mulher bombeiro ou mulher membro de equipes de salvamento são menos eficientes que os homens. E lá, como você deve saber, para entrar no serviço militar são requeridos os mesmos testes físicos e de aptidão para homens e mulheres, rebaixando a exigência dos homens (se assim não fosse, mulheres não conseguiriam competir) e trazendo ineficiência. A única forma de mulher ter voz como o homem, ganhar como o homem e poder como o homem é PRODUZIR como um homem DURANTE TODA A VIDA LABORAL. Observe que eu disse PRODUZIR como um homem, e não SER CAPAZ de produzir como um homem, e tem que ser DURANTE TODA A VIDA (ou seja, sem afastamentos especiais, sem aposentadoria especial). Fora isso, a ineficiência do feminismo faz com que ele não dure. Num país rico como a Suécia, durou uns cinquenta anos. Aqui, morreu nos quatro anos da Dilma. Ou ela abandona o Feminismo de Estado e governo pela eficiência, ou daqui a quatro anos a extrema direita governará o Brasil Não tem saída. Cortar as aposentadorias privilegiadas de mulher, cortar licença maternidade, cortar os gastos sociais majoritários em mulheres, parar de desprestigiar o homem trabalhador, que morre na proporção de 93% dos acidentes do trabalho, contra apenas 7% de mulheres acidentadas, parar da pagar aparatos publicos privilegiados para mulher como delegacias, secretarias e hospitais exclusivos… ou isso, ou aguarde a eleição fácil da extrema direita nas proximas eleicoes. Nessa, já chegou bem perto. E olha que EU mesmo votei Dilma. Porque votar em Aécio ninguém merece. Mas bote aí um homem sério e de família como Alckimin ou outro da mesma estirpe, e já era Dilma e o seu feminismo nojento. Ainda dá tempo de abrir os olhos. Quanta às feministas, vou dar uma sugestão, como líder que sou e lidero o que eu quiser, sem pedir permissão: criem o PFB, Partido Feminista Brasileiro. Não vão conseguir grandes coisas, mas talvez a sua voz não se cale totalmente, que é o que acontecerá se o Estado Feminista de Dilma não for posto de lado.

    moniqueam em 15/12/2014 - 17h09 comentou:

    Marcus, estamos lutando para que a recíproca seja verdadeira.

    Marcus Rock em 15/12/2014 - 19h33 comentou:

    Infelizmente, não é verdade. Estão lutando para ser a voz dominante. Em vão.

    Catarina em 16/12/2014 - 23h15 comentou:

    Que interessante. As suas palavras são bem parecidas com a de um estuprador.

    Julia em 17/12/2014 - 04h26 comentou:

    Pensei o mesmo.

    Marcus Rock em 17/12/2014 - 15h00 comentou:

    É mesmo? E como você sabe como são as palavras de um estuprador? Seu pai era um? E eu que nem sabia que existia um "dicionário do estuprador", com palavras próprias. Que interessante. E as suas palavras se parecem tanto com as do Scum Manifesto, um monte de bobagem escrito por uma feminista criminosa condenada e diagnosticada como esquizofrênica. Para mim, não colou não. Pouco me lixo para o seu julgamento a meu respeito. Ele simplesmente não me interessa. Importa o meu julgamento sobre você. Esse é o que importa.

    Catarina em 18/12/2014 - 16h16 comentou:

    Você é um escrotinho de merda. Nada além disso.

    Andressa em 15/12/2014 - 05h32 comentou:

    Achei o texto bem coerente. Não gosto da palavra protagonismo quando se fala em feminismo e acho que se existe um ideal que estamos buscando, é justamente que a convivência de gêneros seja cada vez mais harmoniosa e livre. Toda a sociedade sofre com o machismo. As mulheres recebem os golpes diretos, os homens aprendem a ser coniventes com isso (afinal, o diabo mora nos detalhes) ou agentes agressores mesmo, perpetuando o cenário. Ambos são reprimidos por uma mentalidade anacrônica demais… acho legal ter uma atitude diferente e conversas francas com as crianças. Elas têm muito o que dizer e são elas que têm nas mãos o poder de seguir com esse legado, ou construir algo diferente!

    Virgilio em 16/12/2014 - 05h04 comentou:

    Achei o texto bacana tbem Andressa, tenho amigas feministas mas acho que as vezes a postura delas de afastar homens das discussões acaba mais por excluí-las do que por incluir suas pautas num contexto maior da sociedade. Discordo do Marcus Rock por um motivo simples; infelizmente o machismo é um mecanismo social, tome o exemplo de uma mulher super esforçada – ótima profissional que alcança por méritos um cargo de chefia. Quando ela quiser ser mais dura em um ponto de vista – coisa que para os outros chefes (homens) é normal, ela será sempre a "maluca com TPM", "mau humorada pq não é bem F*…", etc… semelhante ao negro que tem que se esforçar em dobro pra provar que tem valor, a mulher tem de fazer a mesma via crucis pra receber menos e provar que as vezes é até mais competente que os homens. Quem nunca viu essa novela nunca prestou atenção no mundo feminino – detalhe isso ocorre mesmo em quartéis, locais onde supostamente hierarquia e disciplina deveriam extinguir qualquer possibilidade de discussão sobre a ordem dada por uma mulher. Mas isso é um problema social – que infelizmente não é resolvido apenas com ações individuais. Sobre o governo ajudar o feminismo – bom se um governo não serve pra auxiliar as minorias promovendo igualdade e justiça – então serve pra quê? As mulheres poderiam ter queimado soutiens há 50 anos, mas são ações governamentais que garantem os direitos da gestante, direito ao voto entre outras coisas. E isso só surgiu com pressão contra o status quo, senão elas ainda poderiam viver num regime semelhante do Irã, onde mal podem falar em público sem a permissão masculina.
    Mas acho que só dá pra mudar certos pensamentos com discussão aberta. Pregar pra convertidos não funciona, eu mesmo não me considero machista, mas as vezes conversando com amigas descubro que tem uma coisa ou outra que eu não notava que era machista – coisas pequenas mas que as incomodavam. Mudei – como consegui descobrir essa proeza, com diálogo com as meninas – pq fui criado e formatado pra ver o mundo pelos olhos dos homens, mas num dado momento da minha vida vi que tem algo errado em usar só esse olhar. Para enxergar o olhar feminino as vezes preciso de ajuda e acho que como eu tem muitos caras por aí, mas quando somos todos tachados de "monstros chauvinistas" que lutam pelo patriarcado – me pergunto se as pessoas percebem que no fundo queremos a mesma coisa; um mundo com direitos iguais e respeito para todos .

    Marcus Rock em 16/12/2014 - 19h35 comentou:

    Virgílio, boa intenção, péssima visão. O Estado NÃO serve para auxiliar as minorias, promovendo igualdade e justiça. Gostaria muito de saber de onde você inferiu que o Estado serve para isso. O Estado serve para proporcionar oportunidades para todos, não igualdade. O feminismo sempre teve um pé no comunismo. Além disso, pouco importa o que o Estado quer promover, se não houver quem produza para pagar. E o feminismo rebaixa a produtividade, ISSO É FATO. E história e antropologia juntas provando isso. Quanto ao exemplo da mulher "super-esforçada", foi super-forçado. Na verdade, basta dizer que um homem na posição de chefia que tentar ser mais duro, será tachado, em especial por mulheres, de tiranos, ditadores, insensíveis, e até estará sujeito a ser vítima de alegações sexistas, como assédio, sem provas. O mundo corporativo é duro, tanto para mulheres quanto para homens, é lugar de conflito de interesses, em especial entre chefes e subordinados. Nada tem a ver com feminismo. Ninguém vai aliviar para chefe mulher só porque é mulher. Muita ingenuidade pensar isso. Além disso, você não tem amigas feministas. Feministas NÃO SÃO amigas de seres do sexo masculino. Sai dessa vida.

    MARINA em 15/12/2014 - 17h08 comentou:

    ACHEI O MESMO!!!!

Eduardo Pimenta em 12/12/2014 - 15h40 comentou:

Achei muito legal a parte sobre os grupos de espanhois. O que não entendo muito é se os homens não-machistas têm necessidade de se afirmarem como tais. Escuto muitas declarações machistas e não preciso responder a cada uma, especialmente se ninguém que ouviu é ofendido e parte das mulheres feministas têm rejeitado apoio masculino. Não tenho visto necessidade de mudar o status de uma maioria silenciosa, a não ser quanto à educação de meus filhos.

Responder

@crevilaro em 12/12/2014 - 15h55 comentou:

Exato, afinal antes de tudo somos humanos!

Responder

Leonel Jagger em 12/12/2014 - 15h57 comentou:

Homem que desconstrói o machismo dia-a-dia tem os mesmos privilégios na sociedade que um homem que não desconstrói. A questão é escutar as demandas femininas e aplicá-las nos seus círculos sociais. Não adianta ser empático entre elas e "surdo" entre familiares e amigos. Quando vejo esse choramingo de homens, me remete à [email protected] que também querem estrelinha por serem tão "prafrentex"! Por exemplo, eu sou gremista, mas quando surgiu o caso do Aranha, todos os brancos gremistas empáticos em relação a luta contra o racismo, ficaram do lado do clube. No fim, seremos nós por nós. Então sentem lá no fundo, escutem e saiam sem fazer barulho!

Responder

yuripires14 em 12/12/2014 - 15h58 comentou:

Cynara e a sua mania de dizer o que penso! 😉

Responder

Marcus Rock em 12/12/2014 - 15h59 comentou:

Caramba, quanta pretensão. Agora o feminismo perdeu o pudor de vez, e começa a achar que pode falar em nome dos homens e dizer como devemos agir. Feminista, fale para as mulheres. Nunca, jamais, em hipótese alguma fale para os homens. Sabemos o que fazer e não precisamos de feminista alguma a dizer-nos isso. Evidentemente, esse apelo vem a reboque do declínio do feminismo, capenga que está até em suas hostes principais. Tentando salvar alguma coisa, feministas apelam aos homens que não sejam feministas (já que homens de verdade abominam estar associado a isso), mas sejam "masculinistas" que repetem o discurso e a prática feminista? E acha que vai colar? Faça-me o favor.

Responder

    Catarina em 12/12/2014 - 17h25 comentou:

    O Feminismo nunca esteve tão fortte, omi.

    E a Cynara não está falando em nome das feministas. Queremos vocês bem longe do nosso movimento. Vocês não contribuem em NADA.

    Marcus Rock em 12/12/2014 - 17h42 comentou:

    Ok, mulé… Estamos de pleno acordo quanto a isso, posto que desejamos estar bem longe do vosso movimento. Mas, é claro, somente até o momento em que decidirmos acabar com o vosso movimento. Feminismo vai até – e somente até – onde o homem quiser que vá. E dura até – e somente até – o homem decidir que deve.

    morenasol em 12/12/2014 - 17h54 comentou:

    hahahahahah. é de homens como você que as mulheres (não só as feministas) fogem léguas…

    Marcus Rock em 12/12/2014 - 18h15 comentou:

    É graças a homens como eu (e tanto outros como eu) que você existe. Se o mundo fosse feminista, a humanidade já teria acabado há milhões de anos atrás. E quando o homem decidir acabar com o movimento feminista, não pedirá autorização a ninguém. Simplesmente o fará.

    lorena em 13/12/2014 - 06h34 comentou:

    Qual 'e mesmo o dia que vc vai viajar pra morrer na guerra Marcus? me avisa, porfa!1!

    Catarina em 13/12/2014 - 17h26 comentou:

    Você só existe porque uma mulher te deu a vida, omi. É uma tristeza que o aborto não seja legalizado neste país, olha do que poderíamos ter nos livrado…

    Nós estamos esperando vocês acabarem com o Feminismo. Tem umas décadas já que vocês estão tentando e nada. Santa incompetência, omi.

    A sua revolta é compreensível. Deve ser desesperador se ver perdendo privilégios, a situação para homens como você só tende a piorar.

    E não há nada que você possa fazer. Só dar chilique e falar groselha na internet.

    Marcus Rock em 14/12/2014 - 01h51 comentou:

    É mesmo, mulé? Que privilégios eu perdi, me diz aí? Que privilégios homens perderam? Nenhum. Tinha antes e tenho agora tudo o que eu quis ter. E nunca pedi, nunca mendiguei, como você que mendiga ser reconhecida como igual. E aqui vai uma lembrancinha: para existir uma mulher, ou um homem, é necessário antes a conjunção de um homem e de uma mulher. E aqui se acabam as semelhanças. A humanidade escolheu o macho como dominante PORQUE se assim não fosse, nem você nem eu estaríamos aqui para contar a historia.

    Catarina em 14/12/2014 - 19h47 comentou:

    Se não tivesse perdido privilégios não estava aqui chorando, omi.

    Os homens subjugaram as mulheres ao longo da história porque vocês sabem que são irrelevantes. Se todos os homens do mundo fossem dizimados agora, neste momento, a humanidade continuaria na mesma. Se todas as mulheres fossem dizimadas e desaparecessem, a humanidade seria extinta. Daí, sabendo da sua irrelevância, sempre se utilizaram da força para subjugar mulheres, coisa de animal irracional mesmo.

    Mas felizmente, o mundo evolui, machismo, racismo e homofobia irão desaparecer, e gente que pensa como você vai ser a cada dia mais execrada. Como eu já disse, a mamata de vocês está com os dias contados. É só uma questão de tempo pra terminar de vez. E você sabe disso, daí o seu desespero.

    Marcus Rock em 14/12/2014 - 22h45 comentou:

    Não, se o homem desaparecesse, a mulher não duraria um mês. Todos os descobrimentos relevantes são graças aos homens. Mulher não acha nem o caminho de casa sem um homem. E, além disso, não existe a menor chance do homem, mais forte e mais inteligente, desaparecer antes da mulher, mais fraca e menos apta.

    Catarina em 16/12/2014 - 23h19 comentou:

    Deve ser por isso que mulheres em média morrem bem mais jovens que homens, né? Só que não! hahahahaha

    Tadinhos, tão frágeis. Quase fico com dó de vocês.

    Mentira! Quero que vocês se explodam.

    Julia em 17/12/2014 - 04h36 comentou:

    hahahaha que maravilhosa!

    Carol em 13/12/2014 - 17h31 comentou:

    cancela o feminismo, pq uzomi num quer mais….

    Lucas em 14/12/2014 - 02h45 comentou:

    Como já repudiei o Marcus pra ele, vou repudiar um pouco a você também, pois obviamente também se trata de uma postura contrária à igualdade de gênero. Não seja tão pretensiosa de achar que fala em nome das feministas, a Cynara é feministas e falou por si, por várias e por mim também. Sim, infelizmente existe um grande número de mulheres se orientando pelo ódio, mas elas (você?) só fazem barulho, não constroem nada. Um grande abraço…

    Catarina em 14/12/2014 - 19h59 comentou:

    A minha postura é contrária a igualdade de gênero? Ah claro, chegou o omi pra me dizer que eu não sou uma feminista de verdade porque não fico bajulando macho! Por que eu sou contrária a igualdade de gênero? Por que não quero homen sendo protagonista no Feminismo? hahahahaha não me faça rir.

    Se a Cynara se diz feminista, eu não sei, não a acompanho, mas fique sabendo que esse discursinho dela de "pobres homens oprimidos" não convence nem 1 % das feministas que eu conheço, e elas são muitas.

    Não falo em nome de todas as feministas, mas falo em nome de muitas. Não vou combater machismo sendo fofinha e fazendo discurso sobre os "pobres homens oprimidos".
    Isso te desagrada? Não ligo a mínima.

    Marcus Rock em 14/12/2014 - 22h46 comentou:

    É mesmo? E quem é que liga para você?

    David em 13/12/2014 - 20h32 comentou:

    Ok Marcus Rock, opinião devidamente anotada, apagada e excluída, então, senta lá. 😉

    Paola em 14/01/2015 - 23h20 comentou:

    Hahah! De acordo!

    Rafael em 13/12/2014 - 23h08 comentou:

    Que bosta, hein? Em que período medieval você vive?

    Lucas em 14/12/2014 - 02h41 comentou:

    Sou homem e o texto falou por mim. Se você não gosta do feminismo, vai lá na página do Bolsonaro conversar abobrinha.

    Marcus Rock em 14/12/2014 - 18h11 comentou:

    Você não pode ser homem e feminista. É impossível, conceitualmente. O feminismo advoga que não há homem e que não há mulher. Logo, você é apenas um bajulador. E, para seu governo: eu escrevo e digo o que eu quiser, onde eu quiser. Não preciso da sua autorização.

Almir Albuquerque em 12/12/2014 - 16h02 comentou:

Obrigado por este texto

Responder

Rejilane Tavares em 12/12/2014 - 16h12 comentou:

Meu marido era muito machista. Acredito, que com a nossa convivência, e algumas dicas que fui dando pra ele, e muita, muita conversa, poso dizer que ele melhorou 90 por cento… Não é uma tarefa fácil, converter alguém do "machianismo", é um processo doloroso, árduo, mas vale muito a pena. É muito lindo vê o cara mudado… Não foram os anos que fizeram isso, foi muito amor, muita lágrima e muita paciência. E, é claro, muito temor a Deus!

Responder

@djbizarra em 12/12/2014 - 16h14 comentou:

Posso dizer que amei o texto?
Nas duas últimas semanas fui fortemente criticado e esculachado por feministas mais radicais e alguns homens "apenas apoiadores" e acusado de coisas como "querer roubar o protagonismo". Isso me fez mal, me deixou pra baixo e bem triste, pq não é nada disso que passava pela minha cabeça e por que percebi que eles estavam mais interessados em criticar as pessoas que unir gente para a luta.
Muito bom ver que existe gente sensata, que percebe que não vivemos isolados um dos outros e que os problemas como o machismo atingem a toda a sociedade.

Responder

Robson de Moura em 12/12/2014 - 16h37 comentou:

Estou concordante com a premissa do texto de um "masculinismo CONTRA o machismo". Mas muito me espanta a articulista desconhecer que os homens repensam, e muito, o homem. Provavelmente ela gostaria que o homem repensasse o homem de uma maneira mais "feminina", ou seja, aberta e ostensivamente, emocional e 'politicamente'. Isso é tão necessário quanto eu precisar brincar de boneca com minha filha para me tornar um homem atualizado.

Responder

    Lucy em 16/12/2014 - 00h59 comentou:

    pior (ou melhor, sei lá), que seria muito bom vc brincar de boneca com sua filha, não para te tornar um "homem atualizado", mas para desconstruir sexismos na cabeça de sua filha…

    ducabarreto em 05/01/2015 - 19h12 comentou:

    Não que vc PRECISE brincar… Mas por que não brinca?

Denise Carvalho em 12/12/2014 - 16h46 comentou:

Texto lindo e importante, Cynara. Força na peruca.

Responder

Sarah em 12/12/2014 - 17h00 comentou:

Esse texto é muito necessa´rio neste momento! há um grupo de feministas vaidosas e orgulhosas que estão tentando dividir o movimento, rotulando a pessoa simplesment por ser homem, querendo monopolizar a razão, a luta contra o machismo. É verdade que o sofrimento da mulher foi e é maior, mas quantos homens bailarinos, cozinheiros, costureiros e outras profissões atribuídas À mulheres, não tiveram seus sonhos destruídos e sua masculinidade questionada. É hora de unir,não dividir…

Responder

@doce_camille em 12/12/2014 - 17h01 comentou:

Escrever é semear idéias.

Lindo texto Cynara.
Eu também tenho um filho homem e me preocupo em educá-lo fora dos padrões machistas, de uma forma humana.
Tenho a sorte de ter o pai dele como exemplo e parceiro nessa missão. Sorte que não tive com o meu, por exemplo.
E minha maior felicidade é observar quando outras mães (de meninas), que esperam determinados comportamentos em um menino e muitas vezes estigmatizam, elogiarem e se surpreenderem com o comportamento dele. E, nas mães de menino, a mesma surpresa e descoberta que meninos também podem ser educados e gentis e, ainda assim, continuarem a ser meninos.
Se queremos uma mudança, que comecemos e cuidemos dela com amor.
Somos parte desse processo de mudança.

Responder

@licantr0 em 12/12/2014 - 17h03 comentou:

a conversa vai muito mais por esse caminho

Responder

Lorca em 12/12/2014 - 17h40 comentou:

Com certeza a estrutura machista oprime homens também. E quanto mais longe do estereótipo do macho, maior a opressão.
Não podemos esquecer nunca,no entanto, que na hora que a coisa aperta de fato, existe sempre uma instância de poder (formal ou não) pronta pra abraçar os camaradinhos e eles sabem como usá-las. Vide o caso do Idelber que, quando confrontado (isso não quer dizer que eu concorde plenamente com o escracho feito!), correu pros braços do judiciário!

Responder

surya em 12/12/2014 - 18h02 comentou:

Concordo em boa parte com o texto, mas acho, sinceramente, que, apesar de existirem mulheres canalhas, não existem mulheres realmente beneficiadas pelo machismo – o que é bem diferente para os homens. Repudio veementemente a exclusão dos homens que nos apoiam, mas pensar que o machismo afeta homens e mulheres em proporções parecidas não me parece condizente com a realidade.
Quanto ao potencial estuprador dos homens, acho que até tu te contradisse um pouco: tu te revolta com as feministas que acham que todos podem ser estupradores, mas concorda que a sociedade machista criou muitos assim? Como eu vou saber quem é e quem não é? Não é exatemente por isso que eles seriam estupradores em potencial e não definitivamente estupradores?

Responder

    Leon em 13/12/2014 - 15h41 comentou:

    A sociedade brasileira também criou muitos negros criminosos, como é que eu vou saber quem é e quem não é? Seriam os negros criminosos em potencial?

    Francamente, qualquer argumentação que pretende colocar um grupo imenso de pessoas no mesmo saco de farinha é ridícula e não merece crédito.

    Ademais, o texto não disse que homens sofrem tanto quanto mulheres. Disse, sim, que o machismo afeta a todos. E mesmo que não afetasse, a participação (ativa ou não) de qualquer interessado deveria ser sempre bem vinda. Vide exemplo da causa dos animais, não é preciso ser porco ou vaca para defender o vegetarianismo…

Leon em 12/12/2014 - 18h17 comentou:

Não concordo com a criação de outros termos, acho desnecessário, feminismo é o nome do movimento contra o machismo e pode, sim, incluir quem quiser participar. Mas gostei bastante do texto e considero importante, sobretudo pq ultimamente parece que anda virando moda esse papo de "roubar o protagonismo", como se o importante no movimento fosse o crédito, a fama, e não o conteúdo e as conquistas…

Responder

    ducabarreto em 05/01/2015 - 19h15 comentou:

    Valeu, Leon. Concordo contigo. Tb não entendo esse desejo por protagonismo no movimento. Devemos lutar por protagonismo na vida, por podermos decidir sobre nossas próprias vidas, mas no movimento o que importa (ou deveria importar) é a causa. Quem é ou não protagonista, sinceramente, não me importa.

Hamilton em 12/12/2014 - 18h27 comentou:

Posso até não ter o "direito" de ser feminista ou de opinar sobre o movimento, assim como não tenho os mesmos direitos sobre o movimento negro. Não sou mulher, não sou negro, não conheci a opressão que esses grupos enfrentam diariamente. Agora, incluir todos os homens em um mesmo pacote é o mesmo que querer dizer que todo branco é racista – o que eu não vejo acontecer.

Defendo os feminismos, e respeito os limites impostos por algumas vertentes. Eu também tenho minhas discordâncias: assim como podem desligetimar a luta dos homens cis, dos transgêneros e dos gays eu considero que uma feminista que não luta pelos direitos das fêmeas de todas as espécies é, na verdade, uma mulherista. Porque algumas feministas que se dizem radicais não levam o feminismo até a raíz?

Pode não ser da mesma forma, obviamente, mas eu também sofro consequências do machismo. Por ser homem, por ser gay, por não concordar com o machismo que vai do estupro às normas sociais que priviligiam o meu próprio gênero. Pra mim pouco importa o nome, não preciso me declarar feminista para combater e discutir o machismo.

Responder

Ademar em 12/12/2014 - 19h22 comentou:

A-DO-RO quando vocês se desentendem. Por favor, continuem.

Responder

    Carol em 13/12/2014 - 17h37 comentou:

    Vou dar a mesma resposta que a Pitty deu no caso da Anita: URUBUS, não tem ninguém brigando aqui não, só discutindo e evoluindo o discurso

    @ana_salza em 14/12/2014 - 13h55 comentou:

    Discussão não é desentendimento….

    Marcus Rock em 15/12/2014 - 01h51 comentou:

    Por falar nisso, será porque a Anitta fez questão de desmoralizar o discurso feminista? Ah… já sei. É só comparar o quanto de disco ela vende, o tanto de show que ela faz e o shape dela com os números da Pitty. Ou seria pití? Tadinha. Deu até dó. Feminismo mendiga. Machismo conquista. Dá-lhe Anitta.

    Guilherme em 15/12/2014 - 16h58 comentou:

    Anitta não é exemplo de nada….
    A luta é exemplo de alguma coisa…quando vc ver uma luta (né gente se batendo não), aí vc verá o que é exemplo…
    Enquanto vcs, babacas, continuarem falando monte de merda , dando exemplo de outras pessoas, (como se elas representassem alguma coisa), as pessoas continuarão desunidas.

Lary Carvalho em 12/12/2014 - 19h38 comentou:

Só que faltava agora… Se a moda pega, daqui a pouco tem "branquistas contra o racismo" por aí. Para tudo e começa de novo, minha gente.

Responder

Armando em 12/12/2014 - 20h30 comentou:

Sobre esta pergunta do texto: "Como é que o homem aceita bovinamente os estereótipos sobre o que é ser homem? Nós, mulheres, estamos cada vez mais nos libertando deles, e os homens, não."

Acredito que a resposta está naquele ponto que muitas pessoas (tanto homens quanto mulheres) ainda não percebem: que, da mesma forma como as mulheres ainda se vêm obrigadas a corresponder a certas expectativas dos homens (principalmente na "ditadura da beleza"), os homens também se vêm obrigados a corresponder a expectativas femininas que dizem respeito à maneira de se comportar (uma "ditadura da segurança"). Um homem considerado inseguro, que demonstre fraquezas, vulnerabilidade física e/ou emocional, ainda é tratado pela maioria das mulheres da mesma forma como a maioria dos homens trata as mulheres em relação a beleza e submissão. Creio que a desconstrução dos estereótipos deve vir de ambos os lados, caso contrário continuaremos vendo as mesmas situações: homens se esforçando para serem menos machistas (e sendo frustrantemente rejeitados como parceiros sexuais), e outros homens que pouco se importam em ser menos machistas porque sabem que sempre haverá uma mulher – inclusive feministas – que lhes acolherão sexualmente, convencidas pelo ideal estereotipado da mulher que "ajuda o homem a se tornar uma pessoa melhor" dando-lhe afeto. Quando as mulheres irão pensar e rever os motivos que as levam a se interessar mais por certos tipos de homens e não por outros?

Responder

    Augusto em 16/12/2014 - 11h53 comentou:

    Armando, você acertou em cheio!!! A grande maioria das mulheres preferem homens com características machistas para se envolverem sexualmente. Conheço um cara pai de família, correto, sensível, amoroso com sua esposa e foi traído. Por quê? Esse papo de homem sensível e tal, é rejeitado. Mulher gosta de homem macho mesmo!

    Marcus Rock em 16/12/2014 - 19h39 comentou:

    Perfeito. É amplamente sabido que mulheres preferem ter filhos de homens machistas, enquanto preferem que eles sejam criados por homens-feministas mansos e provedores. Por isso inventaram o ditado (uma verdadeira aberração) de que "pai é quem cria". Não. Pai é quem fornece o espermatozoide vencedor. Quem cria é apenas o provedor material.

    Cora em 17/12/2014 - 05h47 comentou:

    A questão é que nada disso tem a ver com ser fraco ou inseguro. Pessoas inseguras, homens e mulheres, devem se fortalecer. E se fortalecer nada tem a ver com desprezo pelo outro, com desigualdade, com violência. Mulher insegura é terrível! Homem inseguro é terrível! Ninguém quer se relacionar e construir família com pessoas fracas e inseguras! Mas o que isso tem a ver com machismo, hierarquia de gênero, desprezo por características entendidas como femininas? Podemos ser fortes e seguros sem ser machista. Não confunda força com machismo.

    ducabarreto em 05/01/2015 - 19h51 comentou:

    “O opressor não seria tão forte se não tivesse cúmplices entre os próprios oprimidos.” Simone de Beauvoir

Lucas Oliveira em 12/12/2014 - 20h43 comentou:

Nossa, muito obrigado por este texto Cynara.
Já me questionei sobre algum desses ponto ou até observei debates entre terceiros e sempre observo um certo escárnio, algo que chamo de "ad homem". Quando eu concordo com algum tema no debate feminista, parabens machinho, você tem empatia. Já quando eu discordo de certo tema, lá vem "male tears", o "anarcomacho está falando", "vaza macho", "você é homem, sai daqui", entre outros. Mas nada de debater idéias, o que eu acho lamentável. É como se o debate estivesse restrito à uma bolha de sororidade.

Por isso, fico bastante feliz por esse texto, mais uma vez, parabéns.

Responder

Bianca em 13/12/2014 - 05h05 comentou:

Vou ter que discordar do texto, Cynara… =/

"Que cor uma mulher não pode usar? Que roupa uma mulher não pode usar? Tem aspectos que somos mais livres do que eles… A diferença é que nós nos rebelamos. Eles não. Ainda não." > Essa parte do texto me deu um nó no estômago… Mas vamos lá!

Bom, toda a sua crítica gira em torno da opressão aos homens graças ao machismo. Concordo que há DOUTRINAÇÃO, afinal, homem não pode chorar, ser sentimental ou carinhoso, usar roupas cor-de-rosa, etc. No entanto, isso acontece porque o cerne do machismo é a hierarquização entre os gêneros. O gênero masculino, portanto, é superior ao feminino. Dessa forma, homem cis não pode ter características femininas. A nossa sociedade é construída em cima disso: hostilizando e marginalizando tudo o que remete ao gênero feminino.

Não saio dizendo a torto e a direito que homem = opressor. Mas homem = privilegiado, e o privilégio estabelecido é uma opressão. Tem mulher "canalha", como você bem citou? Tem. A Rachel REPRODUZ muito machismo, afinal, foi criada de forma a internalizar todas as regras de conduta de uma sociedade que alimenta a opressão. Mas ela, Rachel, não é beneficiada pelo machismo como é o Jair Bolsonaro. Ambos são seres humanos desprezíveis, mas ela, ainda assim, ao cercear a liberdade sexual feminina, por exemplo, tá acabando com a própria liberdade… Pois deve se adequar, também, ao que lhe foi imposto e ao que enxerga como "normal" e "aceitável" a uma mulher.

Eu tenho pai, Cynara, e um irmão mais novo que é como um filho pra mim. Eu os amo. E converso muito sobre feminismo, principalmente com o meu irmão, de forma a "escancarar" esses privilégios. Eles são machistas em desconstrução! E como isso é difícil, viu!, visto que vivemos, todos nós, em uma mesma sociedade machista, heteronormativa, cisnormativa, etc. Essa desconstrução do machismo é diário e árduo.
No entanto, eu jamais deixaria meu pai ou meu irmão liderar o movimento feminista por mim. Isso seria um contrassenso… Isso seria o mesmo que silenciar todas as mulheres que são vítimas diretas do machismo, que não se beneficiam do machismo, que morrem diariamente por conta do machismo, ao garantir que os homens tenham poder (agora, inclusive sobre as lutas e reivindicações das mulheres) e privilégios garantidos, ou melhor, reafirmados e reforçados!

Responder

    Chico em 13/12/2014 - 15h50 comentou:

    A Rachel se beneficia do machismo sim. Ela baseia sua audiência justamente nesse publico alvo. Ela o alimenta com suas declarações machistas e é retribuída com audiência.

    Por esse ponto de vista, podemos dizer que gays enrustidos não podem ser nunca homofóbicos, já que "ao reproduzir homofobia", eles estão cerceando a própria liberdade.

    Acho que qualquer ser humano, independente de gênero, é capaz de ter atitudes machistas ou feministas. Ninguém é totalmente machista ou feminista. Somos criados em uma sociedade primordialmente machista e mesmo que encontremos a luz do feminismo, ainda assim vamos ter atitudes machistas no dia a dia. E mesmo a pessoa que mais concorde com os "ideais machistas" pode eventualmente ter atitudes feministas.

    Cora em 17/12/2014 - 05h30 comentou:

    Não considero o que ela faz como "se beneficiar" do machismo. Ela beneficia o sistema como um todo, colaborando para a manutenção das desigualdades e dos preconceitos (de classe, inclusive), mas ela, enquanto mulher (na sua condição feminina), não se beneficia nada. Tanto que ela é criticada justamente com termos machistas. Ela tem sua fala desqualificada por ser mulher. Dê uma olhadinha nas críticas a ela. Enquanto ela foi pra geladeira, homens vociferam o que ela disse algumas vezes há anos, há anos!! Permanecendo na tv, será aposentada assim que "passar do ponto", como todas as demais mulheres na mesma posição que ela. Quer dizer… não há qualquer benefício de fato. Mas, sim, qualquer ser humano é capaz de atitudes machistas ou feministas.

    Leon em 13/12/2014 - 15h51 comentou:

    O homem que é forçado a servir ao exército e, possivelmente, ir à guerra, também está sendo privilegiado pelo machismo?
    O homem que sofre um acidente de trabalho (muito mais comum em algumas áreas do que em outras e, não por acaso, são areas de predominancia masculina), também está se beneficiando do machismo?

    Nem tudo se resume a "características femininas vistas como inferiores".

    Não é preciso ser gay para defender a causa. Não é preciso ser mulher para defender a causa. Brancos podem, sim, protagonizar a luta contra o racismo. Seres humanos devem lutar contra o especismo. Adultos e crianças podem se unir pelos direitos e garantias da infância e adolescencia, bem como da velhice.
    A lógica burra de que "só quem é pode protagonizar" não percebe que dessa forma as minorias jamais conquistariam grande coisa…

    Marcus Rock em 13/12/2014 - 18h31 comentou:

    Você jamais deixaria seu irmão ou seu pai liderar o feminismo? E daí? Seu e seu irmão, se quiserem, liderarão o que quiserem, inclusive a falácia feminista. Não precisam de sua autorização PARA NADA. Nenhum homem no mundo precisa de autorização de uma mulher PARA ABSOLUTAMENTE NADA. Quanta pretensão, mocinha. A menos, é claro, que seu pai e irmão apenas tenham pênis, mas não sejam homens. Se forem, não precisam que você "deixe" coisa nenhuma.

    Bianca em 14/12/2014 - 23h51 comentou:

    Tá vendo só, Cynara? É por respostas como essas acima que o seu texto é perigoso.
    Não me admira que apenas homens tenham respondido e, mais que isso, que tenham provado como é impossível que componham o movimento feminista.

    morenasol em 15/12/2014 - 00h42 comentou:

    ou você não sabe ler ou é insensível. o post está sendo apoiado por várias mulheres e homens bacanas. até agora só pintou um idiota machista que estou publicando apenas para as pessoas verem como machista é idiota. e como não é sinônimo de homem, como vocês querem que seja.

    Marcus Rock em 15/12/2014 - 01h01 comentou:

    Na verdade, feministas é que não são sinônimo de mulher. O "machismo" salvou mulheres desde sempre. O lema daquilo a que vocês chamam machismo/patriarcado sempre foi "mulheres e crianças primeiro". Logo, conta outra. E não se meta com o masculinismo. Não é da sua conta.

    Bianca em 15/12/2014 - 20h49 comentou:

    Aham, só que quem não sabe ler é você. Eu me referia às respostas ao meu comentário.
    Sobre ser insensível… Nem vou comentar, né? Poxa vida…

    O meu problema com o seu texto é o silenciamento que ele promove.
    Já falamos dos problemas "dos homens" durante todas as nossas vidas. Quando uma feminista resolve falar sobre os problemas que atingem as mulheres, ouvimos de machistas que mulheres já têm direitos demais, pois não morrem em guerras, pois não têm alistamento obrigatório, ou usam qualquer outro argumento esdrúxulo para tentar deslegitimar a nossa causa.
    Agora, o que me assusta de verdade, é ver homens de esquerda quererem silenciar a nossa luta.
    NÃO, os homens não são tão oprimidos pelo machismo como são as mulheres. As mulheres não têm mais liberdade do que os homens em nada!

    O meu problema com o seu texto é o seguinte: dá a falsa impressão de que os homens são oprimidos… POR MULHERES! E isso é um enorme, um baita de um absurdo. Pois eles não podem chorar, não podem se expressar de maneira mais "sensível", não podem usar certas cores mais "femininas", porque o machismo também os atinge, e, pasmem, as mulheres não querem defendê-los! As mulheres chamam eles de "omi", perguntam "iuzomi?", numa clara tentativa de ridicularizá-los! Além disso, não querem que eles participem do movimento feminista ou que tenham o seu próprio movimento contra o machismo!
    Não. Não é isso.
    Nós só não queremos, nós só estamos cansadas de dar espaço aos problemas dos homens em detrimento dos nossos. "Quando uma mulher avança, nenhum homem retrocede."

    Marcus Rock em 16/12/2014 - 15h43 comentou:

    Você se esqueceu de outros três argumentos absolutamente necessários: 1) mulheres se aposentam cinco anos antes, embora vivam sete anos a mais. Ou seja, cinco anos antes PARAM DE PAGAR a previdência, e passam a receber sem pagar e sem trabalhar, enquanto o homem continua trabalhando e pagando. E assim permanecerão por sete anos a mais do que o homem, após ele se aposentar, o que totaliza 12 anos a mais de recebimentos e cinco anos a menos de pagamentos. 2) Para cada UMA mulher vítima de violência, há, no mesmo intervalo de tempo, TREZE homens vítimas de violência. No entanto, 90% da verba pública destinada ao combate da violência é destinada ao combate da mínima violência contra a mulher, negligenciando a maciça violência contra o homem. 3) 93% dos acidentes de trabalho acometem e matam homens, contra apenas 7% de mulheres, pois mulheres são privilegiadas pelo Estado e pela família, o que lhes permite recusar trabalhos pesados, insalubres e perigosos, opção que não é concedida aos homens. De fato, é bem claro que mulheres são, sem sombra de dúvida, privilegiadas socialmente.

    Cora em 17/12/2014 - 05h36 comentou:

    ele é um conhecido misógino, Cynara. frequentava (ou frequenta) o uol e agora aportou na CC. já usou outros nicks e, por incrível que pareça, suavizou o discurso para poder ser publicado. eu já li o que ele pensa de verdade sobre as mulheres. o desprezo dele pelo feminino é absoluto.

jader em 13/12/2014 - 18h01 comentou:

Concordo que homem chorar e pode expressar sentimentos , homem se sente vulneravel , porém essa corrente que quer colocar homem contra mulher e mulher contra homem como se fosse inimigos é um absurdo não concordo com isso e nem que homem tenha traços afeminados…

Responder

Maíra Lana em 13/12/2014 - 18h08 comentou:

Oi, Cynara! Parabéns pelo texto, muito tocante e profundo! Você conhece o movimento internacional Homens, Libertem-se/Men Get Free? realizado em parceria com o histórico grupo The Living Theatre? Acho que vale uma olhadela, estamos sempre buscando novos parceiros e críticas. https://www.youtube.com/watch?v=e1E0cCPZDzg Muta luz e amor!

Responder

Marcus Rock em 13/12/2014 - 22h01 comentou:

Permita-me sugerir um link muito mais produtivo para todos: womenagainstfeminism.tumblr.com. Feminismo é lixo.

Responder

Rennan em 13/12/2014 - 23h42 comentou:

http://www.direitosdoshomens.com/sexismoaaz/ http://masculinismoedireitosiguais.blogspot.com.b

Esses são alguns endereços onde os homens podem se informar melhor sobre o masculinismo. Agradeço a autora por permitir finalmente esse debate. Já fui muito discriminado por tentar difundir o masculinismo, mas sempre o confundem com machismo ou misoginia. JÁ Fiquei muito chateado. Eu não conheci minha mãe. Em minha infância e adolescência fui criado por uma mulher que me discriminou bastante, que sempre impediu que eu expressasse meus sentimentos e que sempre me humilhava na frente de vizinhas (que se divertiam com a minha situação e não faziam nada).Toda vez que digo isso para alguém, todos falam que é frescura. Mas cansei disso. Nínguém sofreu o que eu sofri. Ninguém. No fundo dessa discriminação contra nós, o que você verá são homens chorando no escuro. Chorando no escuro.

Responder

Rhuan em 14/12/2014 - 05h24 comentou:

Não li se alguém já comentou isso:
o texto tá muito bom, mas acho que você está um pouco por fora do masculinismo. Ou pode ser que seja eu, mas desde que descobri o masculinismo e passei a estudar sobre o mesmo, ele já é o conceito que você quer que ele se torne.

Um dos problemas que eu vejo é que há muito mais mulheres feministas do que homens feministas e masculinistas juntos.
enquanto eu vejo tantas mulheres sexistas (não gosto do termo "machismo") quanto homens sexistas, mas várias mulheres (feministas ou não) ignoram o lado sexista por parte delas.

Responder

Paulo em 14/12/2014 - 11h20 comentou:

Acho legal a discussao, mas ela jah existe com certa profundidade no feminismo "acadêmico".

O que a autora descreve como "feministas anti-homens" é simples "misandria" que é passional, pode cegar a mais inteligente e bem-intecionada das feministas. Eh como combater brancos que lutam contra o racismo, mas a gênese do odio (o medo) é compreensível.

Mas a questao mais intrigante é "Rejeitados pelas feministas, os homens que se revoltam com o machismo deveriam criar um movimento próprio.": ora, os homens jah vinham de uma posiçao de "gênero dominante", portanto nunca houve pressao para um movimento deste tipo. Os homens nao precisaram requerer direito a voto, a participaçao no mercado de trabalho, questionar o uso de estupro em guerras e outra infinidade de problemas muito mais sérios do que o comportamento cotidiano de todos nos. Portanto, dificilmente havera tal movimento "masculinista feminista", sendo que é o proprio feminismo, na sua vertente questionadora do papel de gênero, que liberta o homem descontente com os papéis arbitrarios impostos pelo machismo.

Preocupam os movimentos masculinistas anti-feministas.

O que eu quero dizer é mais ou menos isso: as mudanças para as mulheres tiveram que vir através da luta e organizaçao. As mudanças para os homens serao muito mais paulatinas e "tranquilas", consequências do proprio feminismo. O homem que rejeita seus papéis de gênero no ocidente tem muito mais liberdade de fazê-lo do que uma mulher que queira andar de bicicleta da Arabia Saudita, portanto o feminismo ainda tem muita poeira amarga para comer antes de se preocupar com o comportamento do homem ocidental. Nao significa que nao valha a pena investir neste "front", mas os proprios homens perceberam que podem ser mais leves, menos "machos", e as novas geraçoes sao, na média, muito diferentes das anteriores. Espero ter sido claro.

Responder

    Domingos Tavares em 30/12/2014 - 20h55 comentou:

    > a participaçao no mercado de trabalho,

    Talvez por isso um homem desempregado ou que se dedique integralmente a cuidar de casa seja visto como vagabundo e a sua participação no mercado de trabalho seja compulsória. Tem nada a ver com papeis de gênero.

    > questionar o uso de estupro em guerras

    Ainda que elas ocorram contra homens, assim como outras formas de tortura. É claro que homens jamais questionariam crimes de guerra.

Mally em 14/12/2014 - 11h31 comentou:

Primeiro, quando se afirma que todo homem é estuprador em potencial, não significa que todos sejam de fato. Acontece que vivemos numa cultura do estupro. Se vc não quer enxergar, tudo bem, é direito seu de ver apenas o que interessa. Mas essa cultura existe e é bem real. Vivemos numa realidade onde mulher recebe a culpa por ser estuprada, onde sua palavra é sempre colocada em dúvida, onde falam que nós é que devemos evitar o estupro (e não o homem é que não deveria estuprar).

Vivemos numa realidade onde se faz piada com estupro e quem fala ao contrário é feminazi misandrica, chato politicamente correto, mimimi, liberdade de expressão, foi só piada, não é pra levar a sério, quem acha ruim é mal humorado, etc. É essa a realidade onde vivemos.

Tb é a realidade onde muitos estupradores saem impunes. É a realidade onde muitos homens acham normal "forçar" pra ter sexo.

Além do mais, nós somos levadas a acreditar nisso desde pequenas quando falam pra ficar longe de estranhos, não pegar carona, tomar cuidado com nossas roupas, com os lugares onde andamos e milhões de outras recomendações. Somos ensinadas a não ficar bêbadas, porque a qq momento um homem pode abusar de nós, somos instruídas a desconfiar, sempre olhar pros lados, tomar cuidado, não confiar, não facilitar.

Falam que homem não controla os instintos, que saia curta pode deixar o cara maluco, afinal tadinho, ele é homem. E muitos homens reforçam essa crença quando dizem que as mulheres é que devem se cuidar e prevenir.

No fim, são eles mesmos que reforçam essas crenças, é a sociedade que reforça isso. Então, não venha querer julgar as mulheres quem tem medo e veem homens como estupradores em potencial porque vc não sabe pelo que elas passaram, qual é a história da vida delas. Elas foram ensinadas assim. Eu fui ensinada desde a infância a ter medo dos homens, a sempre desconfiar. E muitos desses medos foram colocados na minha cabeça por homens, como meu avô que vivia falando que "bicho homem não vale nada" e eu deveria ter sempre cuidado. E ele era homem também.

E a verdade cruel é que não podemos distinguir um homem normal de um estuprador. Eles podem estar em qualquer lugar, até dentro da sua casa sob o título de pai, irmão, tipo, avô. Pode ser aquele amigo de muitos anos que nunca te deu motivo pra desconfiar. Pode ser o colega de trabalho que só te cumprimentava de vez em quando, ou um vizinho.

No dia em que inventarem um método infalível pra detectar estupradores, aí a coisa vai mudar de figura. Até lá, muitas vão continuar desconfiadas porque a sociedade as ensina a serem assim. É questão de sobrevivência pra elas, de auto preservação.

Responder

Rafael em 14/12/2014 - 12h33 comentou:

Parabéns pelo texto Cynara! É isso o que nós homens precisamos ouvir, incluindo aí os machistas, e também algumas feministas radicais, que como você bem disse, acabam por reforçar a idéia de que feminismo é uma guerra de mulheres contra homens. Bom, de fato, infelizmente, para algumas mulheres, trata-se disso. Algumas inclusive tem se auto-intitulado misândricas, pregando o ódio ao homem. Eu só queria sabe: onde é que o ódio resultou em algo bom e libertador para a humanidade? Infelizmente algumas mulheres parecem não compreender isso. Esse feminismo radical tem crescido no Brasil, o que é preocupante. Felizmente ainda são são minoria, apesar de fazerem muito barulho.

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jonival cortes em 14/12/2014 - 13h10 comentou:

Muito legal, mas qual orientsdor ou orentadora topa orientar uma pesquisa neste sentifo. Estou há anos buscando alguém que possa orientar uma tese mostrando como os homens perderam poder e como isto pode inflenciar as políticas de gênero. Ninguém topa, acham estranho. Amigas de movimento, não consehuem ver a importância e acham que é outra forma de machismo. . Mas, vamos mostrar que podemos viver e conviver respeitando as diferenças.

Responder

Gilberto de Oliveira em 15/12/2014 - 05h20 comentou:

Eu li uma coisa dessas aqui: "Se todos os homens do mundo fossem dizimados agora, neste momento, a humanidade continuaria na mesma. Se todas as mulheres fossem dizimadas e desaparecessem, a humanidade seria extinta. Daí, sabendo da sua irrelevância, sempre se utilizaram da força para subjugar mulheres"… Estou enganado ou alguém abriu a cova de Valerie Solanas?

Responder

    Julia em 17/12/2014 - 04h50 comentou:

    A verdade dói?

    Leandro em 07/01/2015 - 13h15 comentou:

    Abriram sim cara. Existe uma minoria radical que é fiel seguidora de Valerie Solanas. E isso tem crescido no Brasil. A estupidez americana vêm baixando nessas terras nesse campo também.

Euler Washington em 15/12/2014 - 13h05 comentou:

"Sempre me impressionou como os homens, ao contrário de nós, mulheres, nunca procuraram refletir sobre si próprios." "Como é que o homem aceita bovinamente os estereótipos sobre o que é ser homem? Nós, mulheres, estamos cada vez mais nos libertando deles, e os homens, não."(Afirmações do texto). Todas as generalizações são perigosas, aproximam-se do autoritarismo, é recorrente na luta pela emancipação "a minoria" apenas repetir o vício do lado hegemônico, se tornar outro dominador, centralizar ainda mais o poder de decisão. A luta é por igualdade, emancipação, ou apenas substituição de uma ideologia "mais verdadeira" do que as outras?

Algumas afirmações do texto tomam a figura do homem como rigorosamente determinado pelas estruturas sociais, objetivas, exteriores a ele. O subjetivo é ignorado, subestimado.

Responder

Alice em 15/12/2014 - 13h58 comentou:

Cynara, você é tão fraquinha que 1) não imagina que quem diz que homens são estupradores em potencial são os próprios homens, que requerem um certo tipo de comportamento feminino para não estuprar uma mulher – eles dizem: 'essa saia não, essa maquiagem não, beber não, andar sozinha não, do contrário te estupro'; 2) imagina que homens gays não estupram, é isso? Ou vale estuprar outros homens? Por ser feminista, e conversar com homens e com mulheres o tempo todo, fiquei sabendo que a maioria dos meus amigos já foi assediado por… homens. Meus amigos gays apanharam de… homens. Eles foram estuprados por… homens. Os homens não são o demônio, mas está mais do que claro que se quisermos sarar essa sociedade, precisamos criar um homem novo. E só existe uma forma de fazer isso: feminismo.

Responder

    Marcus Rock em 15/12/2014 - 19h38 comentou:

    Se a única forma para qualquer coisa for o feminismo, então não há forma alguma. O feminismo é tentado desde sempre, e sempre fracassou, e sempre fracassará. Movimento que precisa de permissão daquele a quem quer combater tem chance ZERO de prosperar.

    Julia em 17/12/2014 - 04h55 comentou:

    Feminismo como movimento tem pouco mais de 100 anos e olha o estrago que fizemos nos seus privilégios.
    O teu desespero é um termômetro do sucesso do feminismo.

Marcus Rock em 15/12/2014 - 16h39 comentou:

Censurando opinião? Eu entendo. O feminismo não suporta uma discussão sem censura, pois é falácia, e falácia e facilmente combatida. Mas censurar a prova de que feminismo é balela ineficiente não fará com o que feminismo deixe de ser o que é: balela ineficiente. O único resultado que o feminismo alcança é a subida da extrema direita ao poder. Feminismo, onde aporta, destrói.

Responder

Guilherme em 15/12/2014 - 16h54 comentou:

Gostei de muitas coisas, porém não acho que deva se criar um movimento novo. Já existe um movimento que tem as mesmas ideias (feminismo)….
Para comparar, vou falar da esquerda no Brasil.
A esquerda é fragmentada, desunida, e isso é suporte para alienação que a direita promove nos embates políticos e até mesmo as pessoas percebem que os partidos ditos de "esquerda" falam mal um do outro….
Ou seja, se vc cria um "masculinismo", está tirando o crédito do masculinismo e do feminismo…é um tiro no próprio pé….
Não sei se fui claro quanto a isso, mas se desunir, rotular, enquanto tendo as mesmas ideias, só faz com que as pessoas vejam mais mal as ideias.

Responder

    Domingos Tavares em 30/12/2014 - 21h00 comentou:

    Fora que os próprios masculinistas já se mostraram extremamente misóginos…

Gabi em 15/12/2014 - 19h28 comentou:

Bom, Cynara…
Acho que os comentários aqui em cima (com raras exceções) já demonstram a serventia desse discurso "masculinisma". Valeu a intenção, mas politicamente são afirmações complicadas, porque estão muito vulneráveis a apropriação machista – o texto está frágil, superficial, calcado em impressões pessoais. Sem mais delongas, minha filha, você acaba de prestar um belo desserviço a luta feminista!

Responder

    Marcus Rock em 16/12/2014 - 15h49 comentou:

    Na verdade, não. Ele tenta, desesperadamente, dar uma sobrevida à defunta luta feminista. Na Suécia, que é rica, o feminismo destruiu o Estado em 3 ou 4 décadas. No Brasil, destruiu em 4 anos. E, na tentativa quase heroica, a articulista tenta um acordo com masculinistas para fazer prosperar o discurso feminista e sua sanha por privilégios ilimitados para mulheres, à custa dos homens e sugando o Estado. Você deveria agradecer a ela. Os anti-feministas, e eu sou um deles, obviamente preferimos feministas radicais, que são caricatas e misândricas e são facilmente dizimadas. O texto sutil dela, chamando o homem para abraçar o feminismo (com outro nome) é até inteligente, porém será também inútil. Não vamos cair nessa.

Danilo Henrique em 16/12/2014 - 13h10 comentou:

Foi o seu melhor texto em minha opinião. De longe!

Rico em reflexões, em questionamentos pertinentes, racionais, coerentes

Quando você quer você faz né? Continue escrevendo assim, faz muito bem

Responder

Marcus Rock em 16/12/2014 - 20h52 comentou:

Hoje, o feminismo-misandria produziu mais uma vítima. Um homem de 44 anos foi condenado POR UMA JUÍZA a 13 anos e 4 meses de prisão por abuso de três crianças. As provas? Absolutamente nenhuma. Laudos médicos descartaram evidência de abuso. Câmeras de segurança não mostram a presença do homem acusado na cena do crime. A juíza desconsiderou tudo isso, e disse que as meninas não têm motivos para acusar um inocente, e seus relatos são provas suficientes. Assim, tal como o homem baiano que ficou dezesseis anos preso na Bahia por um estupro que não cometeu, e que só saiu porque a suposta vitima, 16 anos depois, confessou a farsa, mais um homem contra o qual não há prova alguma mofará na cadeia, vítima do feminismo, para gáudio das feministas-misândricas.

Responder

    Julia em 17/12/2014 - 04h57 comentou:

    Menos um nas ruas O próximo pode ser você.

Cora em 17/12/2014 - 05h14 comentou:

O problema, Cynara, é que o masculinismo não questiona o machismo. Ao contrário. O masculinismo reafirma o machismo e quer que a sociedade seja como foi outrora. O que eles propõe é muito mais um retrocesso do que um avanço. Nenhuma reflexão é feita sobre o envolvimento do homem com a violência (brigas, trânsito, crimes em geral). Nenhuma reflexão sobre paternidade (ao menos no masculinismo brasileiro, não há nada sobre paternidade), a não ser o questionamento da licença maternidade, entendida pelos envolvidos no movimento como um privilégio feminino indevido. Nenhuma reflexão sobre os problemas de saúde que envolvem o homem, a não ser o questionamento sobre os programas que envolvem a saúde reprodutiva feminina (entendidos como um privilégio feminino indevido). Nenhuma reflexão sobre abuso de entorpecentes e bebida. Nenhuma reflexão sobre estereótipos machistas, a não ser para reafirmá-los, reafirmá-los e, mais uma vez, reafirmá-los. Nunca encontro masculinistas em debates sobre violência policial, que vitima muito mais homens que mulheres, por ex. Só encontro masculinistas em textos que tratam da mulher sob a óptica do feminismo e sempre no sentido de reafirmar, como já disse antes, o machismo. o discurso masculinista não tem nada de igualitário. É um discurso maniqueísta e mantenedor (e reforçador) das desigualdades.

Responder

Marcus Rock em 17/12/2014 - 15h40 comentou:

Prezada senhora blogueira, sei que você só costuma se mover para comentar posts de mulheres, mas gostaria de saber a sua opinião sobre a escalada de condenações sem provas de homens no Estado Brasileiro. Ontem, mais uma condenação sem provas se procedeu. A Justiça não nega que não há provas, assume que não as há, e diz que isso é irrelevante para se condenar um homem. Tais fatos só se dão para condenar HOMENS. Mulheres não são condenadas sem provas (observe que não de erro judiciário, estou falando de um Estado que condena SEM PROVAS, admite que não tem as provas, mas diz que é isso irrelevante para a condenação de homens). O que a senhora diz disso?

Responder

@rghidini em 17/12/2014 - 17h05 comentou:

Adorei o texto…como sempre!
Vale a pena uma reformulação, tendo em vista os tempos nebulosos que insistem em se aproximar!
Forte abraço.
Roges

Responder

Brenda em 17/12/2014 - 17h16 comentou:

É justamente por comentários que podemos conferir neste próprio post, que os espaços exclusivos foram reivindicados, por necessidade. É extremamente cansativo lidar com homens ao debater sobre feminismo, quando os próprio se colocam como machista, ao se preocupar mais os sentimentos do opressor, que a violência causada na vítima.
Os homens podem ser vitimados pelo machismo, em alguns aspectos, como não poder usar determinadas roupas e ser criticado por determinadas atitudes. Mas é impossível comparar a opressão que o homem sofre com o machismo, que a opressão que as mulheres sofrem.
Todos os dias que ando nas ruas, homens mechem comigo, me intimidam, e se eu respondo, fico com mais medo da reação do cara, que nunca é compreensiva, eles ficam puto da vida porque respondemos seus assédios. Ou seja, não temos a liberdade nem de respondê-lo, se não quisermos ficar em posição de maior risco. A forma que os homens olham para as mulheres, expressa todo o universo machista o qual vivemos, no sentido de fetichização e sexualização da figura da mulher.
Outros casos, como o de estupro, de violência doméstica, de representação masculina em maiores números em diversos espaços, como os políticos, vide Câmara dos deputados, os próprios representantes do PSOL.
Discordo quando a autora fala que tem aspectos que somos mais livres do que os homens, tal afirmação é ignorar todos os depoimentos de companheiras e casos de violência que vemos e ouvimos todos os dias.
O machismo mata, e mata todos os dias, suas vítimas em maior número são mulheres.
Parece que a autora está mais preocupada com os homens vitimizados pelo machismo e pelas feministas, do que com as mulheres, e isso é no mínimo preocupante, pois são as mulheres a maiores vítimas do machismo, e não o contrário.

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Marcus Rock em 17/12/2014 - 18h15 comentou:

Tive o cuidado de ir ao "update 2". Caramba, a predileção da blogueira por sites que ridicularizem o masculino não deixa sombra à dúvidas: é misândrica.

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Marcus Rock em 17/12/2014 - 19h23 comentou:

Exatamente ontem, mais um homem foi condenado sem provas por uma juíza, que admite não ter provas, mas diz que provas contra o homem são irrelevantes, pois vale a palavra das meninas. Ele trabalha com crianças. Também exatamente ontem, uma mulher que trabalha com transporte escolar de crianças parou no salão para "fazer a unha", e deixou preso no veículo um garoto de 2 anos, QUE MORREU. Há provas aos montes: vídeo, o carro trancado, ela dentro do salão, o garoto morto por asfixia e calor. A vítima é um garoto do sexo masculino, a algoz uma mulher do sexo feminino. Saiu livre, pela porta da frente. Isso tem nome: feminismo. E feminismo MATA. Valerie Solanas, aliás, pregava abertamente que o feminismo deve matar. Valerie, descanse em paz. O feminismo mata, como você tanto queria. E o Brasil é o hoje a pátria-mãe do feminismo. Não por acaso está quebrado.

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    morenasol em 19/12/2014 - 00h08 comentou:

    você já publicou demais nesse post. tá enchendo o saco, já. tem um aviso ali do lado dizendo que não aceito trolls. portanto, nesse post você não comenta mais

Bum em 17/12/2014 - 20h41 comentou:

Quanta besteira.

Não aceito nada bovinamente, apenas não me importo com o que acham. Tou cagando e andando pra quem acha que usar rosa não é coisa de homem e a maioria dos homens que eu conheço é assim também.

A diferença dos homens que seguem padrões estereotipados é que eles simplesmente não se importam, não se vitimizam, não se fazem de coitados. É só isso.

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    Julia em 19/12/2014 - 01h19 comentou:

    É isso que dá dizer que homens sofrem com machismo, temos que ler esse discursinho debochado.

Ale em 19/12/2014 - 08h57 comentou:

Parabéns pelo texto 🙂

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Rosa em 19/12/2014 - 15h44 comentou:

Que bobajada! O masculinismo é um movimento CONTRA as conquistas das mulheres através do feminismo e já foi declarado um movimento de ódio ás mulheres. NUNCA será contra o machismo, uma vez que é um moviemtno machista.

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    Domingos Tavares em 30/12/2014 - 21h10 comentou:

    Concordo com você, Rosa, quando diz que "O masculinismo é um movimento CONTRA as conquistas das mulheres através do feminismo e já foi declarado um movimento de ódio ás mulheres."

    Mas eu entendo que a Cynara não disse o que o masculinismo é, mas sim o que ele DEVIA ser: um movimento que, assim como o feminismo, luta contra o machismo. Acredito que ela lamente que o termo "masculinismo" – assim como todos os correlatos – tenha sido apropriado por machistas que querem retroceder ao tempo em que mulheres não tinham direito algum para pregar a manutenção do machismo.

Agnaldo em 20/12/2014 - 04h21 comentou:

Texto bem produzido, porém discordo quando alegou que as mulheres refletem sobre a própria conduta mais que os homens, no contexto sim, mas no geral (forma referida) não, porque biologicamente as mulheres que pensam da mesma forma que você, preferem o homem machão para se relacionar, influenciando na atitude dos que não o são, este não é o principal fator mas é relevante.

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Anita em 22/12/2014 - 05h25 comentou:

Pobres homens, são mal vistos quando choram. Realmente é super comparável a poder ser estuprada.

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Lee Lucas em 24/12/2014 - 10h21 comentou:

Cynara, você escreveu lindamente tudo o que eu penso sobre as estruturas machistas sobre as quais a sociedade é construída, e que também me assustam. Não entendo como ainda hoje, em pleno século XXI, anda existam homens que enchem a boca e batem no peito para se dizerem "chefes de família", como se a família fosse uma empresa ou uma tribo; eles fossem os administradores, os líderes; e as mulheres e filhos os subordinados, como se ele fosse um monólito encarregado do mando. Gostaria de pontuar outra consequência nefasta do machismo da sociedade. Ele é pai da impenetrabilidade física masculina, da noção de que o ânus masculino não pode em hipótese alguma ser tocado. Essa ideia, por sua vez, gerou o preconceito que fez os homens evitarem o exame de toque, fazendo com que o câncer de próstata se tornasse uma das maiores (se não a maior) causa de mortandade masculina dos últimos tempos. Esse e mais outros são preconceitos arcaicos que devem ser combatidos.

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José Gilmar em 08/01/2015 - 01h28 comentou:

Parabéns pelo texto! Achei relevante alguns comentários: esse cidadão que fez vários comentários deve ser doente ou estar querendo simplesmente tumultuar, não expressa de forma nenhuma a opinião do homem comum, médio! Concordo também que não é comum o homem assumir uma atitude de "coitadinho" e por isso passa a vida sem reclamar de vários estereótipos ou prejuízos que tenha na sociedade. Inclusive o de ser considerado um "provável estuprador". Na verdade pensamos que isto é "da vida" e não ligamos. Finalizando, eu também penso que seria muito bom e produtivo uma idéia, movimento, moda sei lá o nome que tenha, que conseguisse nos reciclar, que fossemos mais amigos, menos briguentos, pessoas mais humanas e menos "bicho-do-mato"! Que nos ensinasse a ter gosto de cuidar de nossos filho(a)s; que respeitassemos as mulheres e nós mesmos. Que nos ensinasse a cuidar de nossa saúde e tirar da cabeça um montão de grilos todos ligados no "ser homem". Nós não somos esse rei todo poderoso e diabólico que vejo em alguns comentários. Fazemos o mal mas também somos vitimas dele! Desde menino escuto essa história de que "todo homi é igual", "pô nenhuma", não somos não!!! eu nunca conheci outro homem igual a mim! Talvez o dia em que o Estado e as pessoas começarem a ver o homem como individuo e não como uma "classe do capeta" as coisas comecem a melhorar, a andar devagar mas caminhar para um futuro menos desumano.

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Abel em 30/01/2015 - 19h53 comentou:

Num foitu que disse que quem defendia o Bolsonaro deveria ser estuprado por ele?

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@andreoliveiralc em 31/01/2015 - 19h29 comentou:

Mas a Cynara falou sobre a opressão do machismo sobre os homens…não foi sobre feminismo. Ela utilizou um aspecto do feminismo apenas como argumento.

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otavio em 23/03/2015 - 20h38 comentou:

Nao ha nada pior para um ser humano do que ser proibido de se corrigir,e justamente por pessoas que querem ver em nos essa correçao.Ou seja, um paradoxo que nao da para engolir.Faco minhas as palavras da sarah algumas feministas orgulhosas querem ficar com a gloria total do feito,e ainda por cima fazem pouco caso de reinvindicaçoes alheias com palavras de zoaçao.

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Daniel Hebertt em 16/12/2017 - 16h21 comentou:

Discordo em parte com o texto. Primeiro ponto, o Brasil não é “Machista”, nosso país é sexista, segundo ponto, não devemos combater o sexismo, pois dá certo para algumas pessoas, devemos promover a diversidade sem atacar o estabelecido. Forte abraço.

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Daniel Hebertt em 16/12/2017 - 16h28 comentou:

Sobre o nome do seu site, gostaria de dizer que gosto muito do socialismo, também gosto da idéia de comunismo e pasme, do capitalismo. Você já parou pra pensar que na ideologia do capitalismo, ou melhor dos capitalistas não existe corrupção? Ou seja, negam o fator humano. O mesmo ocorre com o socialismo, negam o totalitarismo, o comunismo então… Adoraria viver o comunismo, cercado de pessoas perfeitas e “iguais”.

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Victor Pinas Arnault em 09/09/2018 - 21h06 comentou:

Estou boquiaberto depois de ler este artigo. E ainda não acredito que demorei tanto para ler este texto! (Você publicou em 2014 e li lo agora, em 2018). E vai de encontro ao meu pensamento: ‘Nós homens temos de lutar contra o machismo (também). O feminismo é um movimento de mulheres para mulheres, aprendi muito com ele. Mas sinto a necessidade de termos um movimento só nosso, como você mesma deixou implícito no texto. E é ótimo poder contar com apoios como este!
Muito obrigado.

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