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Comissão de Assuntos Sociais do Senado rejeita relatório da reforma trabalhista

Vitória da oposição a Temer e dos trabalhadores: a Comissão de Assuntos Sociais do Senado rejeitou nesta terça-feira, 20 de junho, por 10 votos a 9, o relatório feito pelo senador tucano Ricardo Ferraço (ES), que nunca trabalhou e é político profissional desde os 18 anos. Com a rejeição, a presidente da CAS, Marta Suplicy (PMDB-SP), […]

(Oposição comemora na CAS. Foto: Lula Marques/AGPT)
Cynara Menezes
20 de junho de 2017, 14h21
(Oposição comemora na CAS. Foto: Lula Marques/AGPT)

(Senadores da oposição comemoram na CAS. Fotos: Lula Marques/AGPT)

Vitória da oposição a Temer e dos trabalhadores: a Comissão de Assuntos Sociais do Senado rejeitou nesta terça-feira, 20 de junho, por 10 votos a 9, o relatório feito pelo senador tucano Ricardo Ferraço (ES), que nunca trabalhou e é político profissional desde os 18 anos.

Com a rejeição, a presidente da CAS, Marta Suplicy (PMDB-SP), pôs em votação o voto em separado do petista Paulo Paim (RS) pedindo a rejeição integral do texto, que foi aprovado em votação simbólica. O parecer segue agora para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Na quarta-feira, 21 de junho, deverá ser lido o relatório de Romero Jucá (PMDB-RR) e os prováveis votos em separado da oposição.

Paim criticou a postura do relator Ferraço de não usar a prerrogativa revisora do Senado para alterar a proposta e de votar o texto de forma açodada. “É só olhar as redes sociais, ninguém está entendendo essa loucura. O Senado está abrindo mão de seu direito de legislar. Não tem mais razão de viver e existir o Senado, se isso for aprovado dessa forma. O Senado não pode ser uma Casa que é só ficar carimbando, carimbando. O Senado tem a obrigação, pela seriedade e responsabilidade desse momento da história, de votar com alma, coração, fibra, lágrimas se for preciso, mas votar pelo povo brasileiro, e não contra ele”, afirmou o petista.

O discurso parece ter funcionado, porque a oposição ganhou três votos: o senador Otto Alencar (PSD-BA) votou contra a reforma, como suplente de Sérgio Petecão (PSD-AC), que estava ausente. Helio José (PMDB-DF) e principalmente o tucano Eduardo Amorim (SE) surpreenderam ao votar pela rejeição do texto. O placar esperado pelo governo era de 11 votos favoráveis e 9 contrários, segundo o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR).  Ele já anunciou que manterá na CCJ o relatório anteriormente aprovado pela CAE.

(O governista Jucá não curtiu, mas Renan Calheiros não parece ter se chateado)

(O governista Jucá não curtiu, mas Renan Calheiros não parece ter se chateado)

Ricardo Ferraço e Romero Jucá foram as únicas vozes que saíram em defesa do projeto durante todo o debate na CAS. Ferraço ressaltou sua convicção sobre o acerto e a necessidade da reforma para corrigir distorções estruturais do mercado de trabalho e assegurou que ele não retira direito algum previsto na Constituição, embora especialistas digam exatamente o contrário.

(Com informações da Agência Senado)

 

 


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